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dezembro 17, 2004

U2 - How to dismantle an atomic bomb... Desmantelado!

u2.jpg

Por: zOinGo


Acabei de ouvir pela enésima vez, de ponta a ponta, o novel álbum dos sobejamente conhecidos e Católicos Irlandeses U2:

- How to dismantle an atomic bomb -

Desde já adianto que este grupo de bons rapazes são, antes dos já extintos Nirvana, dos RADIOHEAD e dos mui saudosos Led Zeppelin, a minha banda preferida de todos os tempos!

No entanto, tento sempre julgar o mais imparcialmente possível e com a distância apropriada, todos os registos da banda editados até hoje... O meu tempo de "fundamentalismo musical" e eventuais epítetos de "fã incondicional" já há muito se foram!

Antes de entrar na opinião própriamente dita acerca deste álbum -que atenção, é a minha e só tem o valor que tem e/ou o que lhe quiserem dar- gostaria de salientar um momento trágico-cómico no programa da SIC Radical "Curto Circuito" (um programa que é certamente o "espaço infantil" deste canal, em que o público-alvo se situará entre a faixa etária dos 0 aos 7 anos... Se não o é, assim o parece!) que me chamou particularmente a atenção durante uma das minhas "zapping trips", após mais um dia de trabalho!


Fizeram o seguinte:

Um frente-a-frente entre dois personagens, em que o objectivo era dissecar o último trabalho dos U2, assim como a sua performance no Live Aid (1985), à mistura.

Um deles era o actual director do jornal Blitz, Pedro Gonçalves e um outro... Que nem sei o nome!

Ora o que me afligiu realmente, foi ver aquele autêntico espantalho (o "outro") a debitar alarvidades e atoardas a um ritmo impressionante, sobre uma banda que ele concerteza desconhece, já que este sujeito me pareceu ser um fã ávido e ardente de Dance Music, logo, não sei quem foi a "inteligência" que teve a paupérrima idéia de pôr o vil ectoplasma a comentar sobre uma banda que teve as suas origens no movimento punk... Enfim!

Pelo discurso do "animalejo", para ele os U2 só existem a partir do álbum Achtung Baby de 1991, álbum este que ele considera ser o supra-sumo da banda, aquele que consolidou definitivamente a sua posição no estrelato e lhes granjeou o status de "Super-Grupo"(?!).

Até aí, tudo muito bem já que cada um está no seu direito de apreciar mais um álbum do que outro.

Agora, regurgitar durante o visionamento da prestação brilhante dos U2 no Live Aid (num repleto estádio de Wembley, em que se viam bandeiras da Irlanda esvoaçando e tarjas alusivas à banda em tudo quanto era sítio) a seguinte "pérola":

"Foi a partir desta actuação que eles começaram a ficar conhecidos!"

... É pura e simplesmente de bradar aos céus!

Desconhecerá porventura este ignorante, que os U2 já tinham no seu currículo, trabalhos absolutamente fantásticos e mundialmente divulgados tais como o WAR, Under a Blood Red Sky, Unforgettable Fire (na minha opinião, o seu melhor registo de sempre) e o Wide Awake in America.

Ah, e não esquecendo que em 1983, dois anos antes do Live Aid, foram votados pelos leitores da Rolling Stone (uma revistazeca sem importância que ninguém conhece) como a *MELHOR BANDA DO ANO*!

Só espero nunca mais ver tamanho palermóide a comentar sobre U2 ou sobre música em geral!

Quanto ao último álbum em si... Não é mau! Na verdade, nada mau, mesmo!

Desenganem-se aqueles que estavam à espera de ouvir um álbum ao nível ou na mesma linha de estilo de Joshua Tree ou Unforgettable Fire. Os tempos interventivos e a fase política mais radical da banda já há muito que deixaram de existir, tendo estes adoptado uma postura mais mellow de há uns anos a esta parte!

No entanto, um álbum de U2 é sempre um álbum de U2. Os rapazes simplesmente não são capazes de fazer música má!

Este How to dismantle an atomic bomb, não é um álbum instantâneamente assimilável, ou seja, é daqueles que não "entra imediatamente no ouvido" após as primeiras audições. É um álbum que se "aprende a gostar" ao fim de um determinado espaço de tempo e que se vai tornando mais compreensível a cada audição... Um autêntico "estereograma sonoro" e a antítese perfeita dos álbuns lançados pela larga maioria das novas bandas "pop/rock lixo" que infelizmente são cada vez mais, no presente universo musical!

Não é um álbum brilhante... longe disso! Mas é um álbum homogéneo, infinitamente melhor que os dois registos que, pessoalmente, considero serem a "fase pobre" dos U2 (Os álbums Zooropa e Pop) e um degrau acima do último trabalho All that you can't leave behind.


Uma coisa é certa:

Irá ser concerteza (mais) uma digressão espectacular, com versões ao vivo geniais de novas e velhas músicas, como só os bons, velhos U2 sabem fazer!


A ver vamos...





Nota: Não foram utilizados e/ou maltratados animais durante a elaboração deste post. =)

Publicado por Troll Urbano às dezembro 17, 2004 05:03 AM

Comentários

Querido Troll

Vocês têm que perder este mau habito de deixar qualquer um debitar umas quantas alarvidades para todo o mundo ler.
O tal de Zoingo diz umas quantas que até estão bem pensaditas, como o comentário à prestação do tal ectoplasma no programa CC da SIC Radical.
É o mal de existirem muitos canais, qualquer um tem tempo de antena. É o preço a pagar pela liberdade de expressão.
Agora quando o GNU Zoingo comete o pecado capital de vulgarizar o fabuloso "All that you can't leave behind"..... ALTO.... É MAIS DEVAGAR!!!!
Certo, é a opinião do rapaz... com mais ou menos baseado de oregãos naquela cabeça, mas é a opinião dele.
Mas aquele que é por direito próprio um dos 3 melhores albuns de uma carreira de 25 anos, não pode ser maltratado desta maneira.
"How to Dismantle an Atomic Bomb" é um album dos U2, e como o homem diz, "eles não sabem fazer música má", mas infelizmente para nós, os fans de alguns anos dos 4 de Dublin, não trás nada de novo e receio ser o canto do cisne, o primeiro preludio de uma cortina que tem que baixar, certa como a morte, sobre a carreira destes rapazitos que tanto nos deram durante tanto tempo. A prova dos nove será a tal digressão, que ao que consta já tem presença garantida em Portugal no próximo ano. Um album intimista como este ultimo trabalho dos irlandeses, nunca poderá ser suportado por um mega espectaculo de palco. É a cara chapada de um show de pavilhão ou de um qualquer cenário à lá "MTV Unplugged". A ver vamos... como diria o outro. Até lá temos sempre este ultimo trabalho para nos deliciarmos.

Publicado por: MacPhisto às dezembro 17, 2004 06:57 PM

vocês falem, digam o que quiserem
mas quem não fala do " under a red blood sky " nomeadamente do hino irlandês " sunday, bloody sunday " não sabe o que diz,
coitadinhos

Publicado por: doomed às dezembro 22, 2004 01:00 AM

Caro Doomed,

O post menciona o Under a Blood Red Sky:

"Desconhecerá porventura este ignorante, que os U2 já tinham no seu currículo, trabalhos absolutamente fantásticos e mundialmente divulgados tais como o WAR, Under a Blood Red Sky (...)"

No entanto, o Sunday Bloody Sunday é uma faixa oriunda do album WAR e não do Under a Blood Red Sky (que nem sequer é um registo de originais), o EP resultante da digressão do 3º registo dos U2. E que tem uma versão do SBS incluída, óbviamente! =)

Concordo plenamente quando dizes que o Sunday Bloody Sunday é um dos hinos maiores da nação Irlandesa. Sem dúvida alguma!


Cumprimentos

Publicado por: zOinGo às dezembro 22, 2004 04:01 AM

Meu caro e simpatiquissimo amigo Zoingo.
Acontece o seguinte, como poderá não estar a par dos meus conhecimentos musicais, muito menos referentes aos U2, poderei informá-lo que eu, como muito facilemnte poderá imaginar, já sabia que o algum under a blood red sky, não é de originais mas sim um concerto ( diga-se a taile de foice, espectacular com um cenário, natural, espectacular ) que caso não soubesse passou a saber. Diga-se tambem em abono da verdade que quanto a mim, e atenção porque eu digo, quanto a mim, a música referenciada por mim ( SBS ) é o ponto alto do concerto.
Saudações cordiais

Publicado por: doomed às dezembro 22, 2004 01:41 PM

Caríssimo Excelentíssimo Doomed,

Obviamente, não estou minimamente a par dos conhecimentos musicais do meu venerável amigo, seja a nível de U2 ou de música no geral! Nem sequer acho que isso seja importante neste caso!

No entanto, fico-lhe extremamente agradecido pela informação extra sobre o "cenário natural espectacular" do Red Rocks Amphitheatre. Mas por acaso eu já lá estive (nas Red Rocks, perto de Denver, CO) mais do que uma vez e posso adiantar-lhe que o cenário dentro do anfiteatro, não é nada de especial... Na realidade, o palco e o cenário de fundo, lembram-me vagamente o novo estádio do Sporting de Braga! =)

O parque envolvente, esse sim, é verdadeiramente deslumbrante!

Quanto à versão do SBS nas Red Rocks, é muito fixe sim senhor, mas a música que eu considero o ponto alto deste concerto, chama-se Eleven O´Clock Tick Tock!

Publicado por: zOinGo às dezembro 22, 2004 04:54 PM

Brilhante, aprendi mais sobre U2 nestes comentários que em anos a comprar o Blitz.
Fantástico

Publicado por: Daniel Arruda às dezembro 23, 2004 07:31 PM

E quem diz que na net não se aprende nada?

Publicado por: doomed às dezembro 24, 2004 06:29 PM