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janeiro 11, 2005
Imaginação
Por: The Wolf
"Nos momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento" (Albert Einstein)
Conta uma antiga lenda que na Idade Média, um homem muito virtuoso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher. Na realidade, o verdadeiro autor era uma pessoa muito influente no reino e, por isso, desde o 1º momento se procurou um "bode expiatório", para encobrir o culpado. O homem foi levado a julgamento já sabendo que tinha escassas ou nulas oportunidades de escapar ao terrível veredicto: a forca!
O juiz, também metido na trama, cuidou não obstante de dar todo o aspecto de um julgamento justo e, por isso, disse ao acusado: "conhecendo a tua fama de homem justo e devoto ao Senhor, vamos deixar nas mãos dele o teu destino: vamos escrever em dois papéis separados as palavras "culpado" e "inocente". Tu escolherás e será a mão de Deus a decidir o teu destino." Claro, o mau funcionário havia preparado dois papéis com a mesma palavra: "Culpado". E a pobre vítima, ainda sem conhecer os pormenores, dava conta de que o sistema proposto seria uma armadilha. Não havia escapatória.
O juiz ordenou ao homem que pegasse num dos papéis dobrados. Este respirou profundamente, ficou em silêncio uns quantos segundos com os olhos fechados e, quando a sala começava já a impacientar-se, abriu os olhos e, com um estranho sorriso, pegou num dos papéis e levando-o à boca engoliu-o rapidamente. Surpreendidos e indignados os presentes condenaram o acto veementemente:
-"Mas? Que fez?!? E agora??? Como vamos saber o veredicto?!".
-"É muito simples, respondeu o homem. "É uma questão de ler o papel que resta, saberemos o que dizia o que engoli".
Com nítido incómodo e enjoo mal dissimulados, lá tiveram que libertar o acusado, e jamais voltaram a molestá-lo.
Tens razão Einstein... palavras para quê?!
Publicado por Troll Urbano às janeiro 11, 2005 01:20 PM