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fevereiro 15, 2005
Uma posta séria.
Por: Daniel Arruda
Esta foi apenas uma entre muitas "barbaridades" que Luís Delgado escreveu na sua crónica de hoje. Esta tem mais piada que as outras por estar respondida umas páginas mais á frente na entrevista que é publicada no mesmo jornal e à qual fiz referência no post anterior. Mas de certeza que Luís Delgado não escreve o que escreve por falta de informação. É certamente - e não pretendo fazer juízos de opinião, é uma afirmação - por má fé, pois já foi repetido quase até á exaustão quais as linhas pelas quais o BE se rege.
Seguramente que depois de tantos reparos aos textos do dito cronista, pode-se pensar que tenho algo contra o dito senhor. Não, de todo. Tenho tanto contra ele como contra qualquer outra pessoa que distorce a realidade ao sabor do que mais lhe convêm. Contra alguém que conta uma mentira tantas vezes - como é o caso da pretensa vitória de Santana Lopes no debate da 2 ou o facto só visto por ele de os partidos da direita estarem numa fase de crescimento eleitoral - que ela aparece quase como verdade. Não digo, e o respeito por alguém que não conheço pessoalmente me obriga a isso, que Luís Delgado, seja mentiroso. Digo que o fanatismo e a lealdade a quem lhe deu a mão e o colocou numa posição para a qual não está mínimamente habilitado, lhe torce a visão e o poe a ver coisa que mais ninguém vê.
No entanto este cronista tem uma grande virtude. Diverte-nos. Ao escrever esta "posta" crítica, não posso deixar de sorrir enquanto escrevo, pois estou-me a lembrar de muitas das crónicas absurdas que tive e espero continuar a ter, hipótese de ler. É a vantagem de quem já não é levado a sério. Depois de se cair no ridículo, já tudo lhe é permitido e tudo pode ser dito. Alías, este tipo de crónicas têm o efeito perverso de funcionar em sentido contrário. Por exemplo:
Luis Delgado escreve que afinal ELvis Presley esta vivo.
Até o mais fanático dos crentes nessa tese vai dizer no dia seguinte:
Bom se o Luís Delgado diz que ele está vivo, então de certeza que está morto.
É assim. Nestas altura o melhor que há a fazer - e para usar uma frase popularucha - é pedir para sair para ir à casa de banho e não voltar. Daqui a 6 ou 7 anos já ninguém se lembra dele e aí sim pode voltar, qual D.Sebastião num manhã de nevoeiro.
Publicado por Troll Urbano às fevereiro 15, 2005 01:22 AM