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março 31, 2005

Direito á vida

Por: The
Lobo

Atravez da minha mana recebi este mail que aqui lhes deixo tal como o recebi porque não são necessárias mais palavras.
Vão a este link e descubram a faceta ignorante e cruel da nossa
"grande" estilista Fátima Lopes. Isto de se ser famoso acarreta muita
coisa, pena é de uma delas ser o desrespeito e desinteresse pelo que
nos complementa como seres vivos, o respeito pela vida.

Por favor divulguem este link, para que toda a gente possa tomar o
partido que achar conveniente, mas com consciência!

Publicado por Troll Urbano às março 31, 2005 11:20 AM

Comentários

É extraordinária a coincidência temporal de dois «posts» no «Troll». Um, sobre o julgamento de mulheres acusadas de aborto; outro, sobre a infame morte de animais para obter peles. Se eu colocar o «infame» para a morte brutal de animais, certamente a coisa é pacífica. Se eu chamar «infame» ao aborto, isso já é politicamente incorrecto. Porquê?

Fico horrorizado com esta e outras imagens de morte brutal de animais para satisfazer prazeres mesquinhos. Achamos bem que se mostrem estes vídeos ou fotografias de tortura e morte de animais, mas já politicamente incorrecto que os que são contra o aborto mostrem fotos de resultados de abortos humanos. Não compreendo a parcialidade com que os defensores do aborto ignoram que não é apenas uma questão das mulheres o que está em jogo, mas também uma vida humana, que julgo ser mais valiosa que a de qualquer animal, por mais bonito que seja.

Sei que o aborto é um drama para as mulheres e que a criminalização é uma questão muito espinhosa (por exemplo, porque julgar apenas as mulheres e não os homens?), mas não esqueçamos que está em jogo UMA VIDA HUMANA. Quando me provarem o contrário, ou que essa vida humana é menos importante que a dos animais que são esfolados, eu não terei objecções. Infelizmente, tenho objecções e muitas. Não tapemos o sol com uma peneira e não nos recusemos a pensar, mesmo que isso incomode: abortar significa pôr fim a uma vida humana. Se a morte provocada de um ser humano deve ser ou não criminalizada é uma questão jurídica (e o direito não se identifica necessariamente com a ética), mas não digamos que não se passou nada num aborto. Passou-se algo sério: provocou-se a morte de um ser humano. Tão simples e tão complicado quanto isto.

Defendamos a vida animal. Não esqueçamos a defesa da vida humana. Ousemos pensar.

PS.: Obviamente, sei que o tema do aborto é muito polémico. Gostava de o ver debatido sem argumentos «ad hominem».

Publicado por: Alef às março 31, 2005 12:18 PM

Alef, fizeste e muito bem a tentativa de estabelecer um paradoxo entre ambas as situações, Tem sido apanágio deste sempre aqui no TRoll Urbano tentar trazer á "praça Publica" temas que de uma maneira ou outra possam levantar alguma celeuma de que genero for e agrada-me verificar que tal tem sido conseguido.
O Troll Urbano sempre o fez e vai continuar a denunciar ou pelo menos tentar chamar a atenção para os problemas que o nosso pequeno planeta sofre. O aborto bem como a chacina de animais para satisfação de um fetiche morbido de um qualquer irá ser sempre um tema actual aqui e de facto foi mesmo uma coincidência temporal estes dois posts.
O tema aborto é sem duvida nenhuma um tema que levanta muitas questões de base se por um lado apelamos á vida por outro ao direito de escolha, é sem duvida um pouco confuso mas se queres saber para mim tudo tem a ver com o direito de escolha e tão somente isso.
Que se pode dizer de uma futura mãe que não tem condições para criar uma criança e opta (e é necessário deixar bem claro que este optar certamente não é um optar fácil, pelo contrário) por não trazer ao mundo uma criança em que a própia mãe sabe não ter condições para pelo menos lhe dar as condições básicas de vida? Que se pode dizer desta mãe?!

Publicado por: The Wolf às março 31, 2005 12:45 PM

Alef, como já vem sendo normal e saudável temos aqui mais uma divergência. A dúvida que levantas é pertinente quanto mais não seja pelo titulo que o Wolf deu ao texto dele. Mas acho que esta nossa divergencia se resume a uma coisa muito pequena que condiciona toda a restante discussão. Será que um feto até ás 10 semanas é uma vida, se uma potencial vida, ou se é apenas uma parte da mãe sem autonomia.

Para mim é claro. Não se trata de uma vida, no sentido pleno da palavra e como tal não é possível fazer um paralelismo entre o abate de animais para satifação pessoal e a Interrupção Voluntária da gravidez, que não me quero acreditar ser um acto de prazer, será um acto consciente seja por que razão for.

Se a discussão fosse porque deve a IVG ser legal, aí haveria outros argumentos como por exemplo:
1º-Comecemos por uma questão de principio.Qualquer, e digo, qualquer mulher, interrompe a gravidez se realmente o quiser fazer, não precisando de recorrer ao Aborto, no seu sentido mais "“prejurativo”. Isso é um dado adequirido e penso que inegável. Tal como é inegável que nesta situação a mulher corre perigos na sua integridade física. Pode no entanto a mulher também recorrer a abortadeiras em Portugal, onde a gravidez é imterrompida de uma forma mais ou menos segura, embora continuem a morrer muitas mulheres desta forma. Pode ainda a mulher deslocar-se ao estrangeiro e abortar em clínicas especializadas onde os cuidados médicos são normalmente bons. Ou seja como se vê é uma questão de carteira e não de se fazer ou não fazer a interrupção da gravidez pois isso será, criminalizado ou não, sempre uma decisão da mulher. Por outras palavras, a diferença entre crime ou não está na igualdade de tratamentos que todos os cidadãos têm direito segundo a nossa constituição.
2º- A liberdade de escolha é um direito da carta dos direitos do Homem. Como tal não me permite o direito de julgar outro pelo simples facto de esta ter tomado uma decisão que eu não concordo. Julgo alguém que faz uma laquiação das trompas, não. É um direito que lhe assiste. Optou por não reproduzir, não quer ser fértil, não quer ser mãe. Não “mata” mas impede que crianças sejam concebidas.
O direito a escolher sobre o seu corpo é ilienável.
3º- Discutamos os aspectos sociais. Para mim é uma potencial vida e como tal está dependente da vontade da mãe de o ter. Eu não concebo, (como aceito que outros concebam) que vale sempre ter a criança independentemente da análise da situação que a mãe faz da sua vida e de toda a vida futura.
Sem demagogias, uma miuda de 14 anos está preparada para ser mãe, e uma esposa de um alcoolico que já tem 5 filhos em casa será que quer outro, e uma toxicodependente será que quer e pode ser mãe. Da mesma forma que uma mulher pode pura e simplesmente não querer ser mãe, a pilula pode ter falhado, o presevativo rompido etc, etc.

Em suma muito factos, e não demagogias poderiam ser apresentados, da mesma forma que as pessoas conservadoras certamente terão os seus argumentos válidos na sua óptica. Obviamente que esta situação é uma questão de ideologia, quer ela seja politica ou religiosa e como tal muito díficilmente alguém acabará este debates convencedo o outro se este não estiver antecipadamente disposto a tal e nesse caso ideologicmente já optou indo apenas confirmar a sua opinião.
Para cada argumento de um lado haverá um outro oposto do outro lado.

Publicado por: Daniel Arruda às março 31, 2005 02:06 PM

Ok, com esta cena toda presumo que não poderemos dar tanta importância á vida de um simples animal como damos á vida humana.
No entanto, vamos fazer uma coisa, porque não pegarmos em putos com dois anos e esfolá-los, não vejo qualquer inconveniente em fazê-lo. Se uma vida de um animal não é importante talvez não fosse má ideia essa pessoa fazer isso.

Meus senhores, abram os olhos e metam a mão na consciência quando equiparam a vida humana com a vida animal, que embora seja diferente por todos e mais algum argumentos que possam imaginar, ainda continua a ser uma vida.

Os animaisinhos já têm que passar por uma selecção natural no habitat deles, porque é que nós, supostamente, seres inteligentes ( que deitamos recém nascidos no lixo ) andamos a matá-los e a fazer as barbaridades que todos conhecemos.

Se por outro lado perdessemos tempo a apredenr com eles, talvez pudessemos ganhar qualquer coisa quando por exemplo vemos um elefante adulto de volta de uma cria morta, sem a querer largar.

Acho que ainda temos muito a apernder com quem matamos para fiarmos bonitos numa festa com uma pele de vison vestida.

Tenham um bom dia

Publicado por: doomed às março 31, 2005 07:30 PM