« Conversas ao telefone sobre o défice | Entrada | Nem de propósito »

maio 25, 2005

Os vários NÂO no Referendo da constituição europeia

Por: Daniel Arruda

NÃO

Quem me conhece sabe que eu não vou deixar de fazer campanha pelo NÂO ao referendo sobre a constituição europeia apesar de não ter o dom da escrita de alguns. Roubei esta foto do Anjos e Demónios.
O texto que a acompanha é a prova de como a campanha vai ser díficil. Ambos defendemos o NÃO e no entanto temos ideias nos antipodas uns dos outro. Eu acho bem que se varra a herança cristã da constituição, defendo o NÃO exactamente pelo internacionalismo e não pelo nacionalismo, sou pacifista e contra qualquer exercito mais , mesmo de intrevenção rápida ou ultra rápida.
Este post é só para começarmos a ver as milhentas formas de ver o NÃO e desta forma também apelar ao voto. Uma coisa que divide tanto nunca poderá ser unificadora para a Europa.

Publicado por Troll Urbano às maio 25, 2005 12:02 AM

Comentários

Ok, aqui vai :) :

Apoiei e subscrevi esse texto do Patrick e escrevi um muito semelhante contra a entrada da Trurquia na UE e falei inclusivé com o Patrick e aí não há nada de nacionalismos, nem de anti-muçulmanisno primário.
Há uma visão daquilo que em que se construíu historicamente a Europa e como as fronteiras geográficas destas estão definidas. Se reparares bem no texto e nos outros que estão estão lá e comentários isso é um texto de direito comunitário.
Aí praticamente não há ideologia.
Quanto à Turquia explico: A Europa como continente em sentido geográfico não existe. Existe a Euroàsia. Ora a ideia de Europa foi criada na base da tradição greco-romana e religião cristã, que definiu geograficamente as fronteiras desta.
A ideia dos founding fathers da CEE, EURATOM e CECA também seguiu esta ideia.
A Casa Comum Europeia proposta por Gorgatchev aspas aspas.
A Turquia não entra aí, e não seria mais um submarino imposto pelos EUA à UE assim como já temos o RU.
Se vamos pela ideia do Universalismo daqui a pouco temos Israel a pedir com legitimidade para entrar na UE, depois a China..., depois os países da Àfrica do Norte...
Não é "anti-àrabe", é uma questão civilizacional e de história, de compreensão de onde nós europeus viemos, o que nos define.
Quanto ao nacionalismo o Patrick seguiu uma ideia minha de um comentário que deixei de aprofundamento das instituições que já existem na actual UE, nomeadamente o exército de intervenção rápida, a política fiscal comum, a PEC, entre muitas outras sem perda de Soberania nacional, i.é, não o modelo federal, mas o modelo confederal, em que as relações exteriores competiam à UE, mas cada estado mantinha a sua própria Soberania. É isso que está nesse texto, não está aí a defesa de nacionalismo nenhum.
É um meio termo entre a europa dos estados soberanos e a europa federal que nos querem impôr com a constituição europeia.

Um abraço!

Publicado por: Golfinho às junho 8, 2005 05:59 AM