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junho 28, 2005
Os fachos têm é inveja de não se ter lembrado desta
Por: Daniel Arruda
O Tomar Partido e o Último Reduto (aos quais não faço link por uma questão de higiene deste blog) acham mal que o acampamento dos Jovens do Bloco tenha um "Work Shop" dedicado á desobediência civil. Compreende-se. Para a direita e extrema direita a cidadania é fazer parte de um rebanho e não saír dele. Felizmente que há quem pense que a rebeldia levada ao extremo do constitucionalmente permitido pode e deve ser usado como arma contra a opressão. O que não aconteceu na manif de neo nazis que desde saudações nazis a exibição de cruzes suasticas tudo fizeram para quebrar a lei perante a complacência das autoridades presentes.
Se até o velho Soares defendeu esta forma de luta nos tempos de Cavaco, não sei o que veem agora para ela ser perigosa. Deve ser por causa dos ares da Serra onde vai decorrer o acampamento.
Publicado por Troll Urbano às junho 28, 2005 01:07 AM
Comentários
Epá, V. está enganado. Eu não acho nada mal, acho lindamente que vão todos para a Serra aprender o que não devem, que o SIS está sempre atento a essas coisas e é da maneira que até consegue fazer uns filmes porreiros e distribuir a vossa cara pela Europol para prevenção das próximas manifs anti-globalização... a bem da propriedade privada...
Publicado por: pedro guedes às junho 28, 2005 01:21 AM
Benvindo ao Troll Pedro Guedes, não me lembro deste nick por isso deduzo que seja a 1ª vez que comenta cá.
Não dá para distribuir na Europol. Depois da última manif da FN os computadores bloquearam. Eram demasiados dados para compilar.
Já agora só um esclarecimento. O que os Jovens do Bloco vão fazer é legal. A desobediência civil está prevista nas nossas leis, ao contrário das suasticas e saudações nazis.
Publicado por: Daniel Arruda às junho 28, 2005 01:45 AM
Não é nick, Daniel, é mesmo o meu nome - e de facto é a primeira vez, em retribuição à sua. Francamente, já é tarde e falta-me o tempo. De outro modo, explicava-lhe porque razão a suástica e a "saudação nazi" (que só é nazi na sua cabeça...) não são juridicamente "ilegais" (sic). Mais uma vez francamente, espero amanhã (hoje) vir cá dizer-lhe de minha justiça sobre essa alegada ilegalidade. E - acredite ou não - eu estou-me nas tintas para suásticas, que é coisa que não uso nem venero...
Publicado por: pedro guedes às junho 28, 2005 02:10 AM
Daniel, será que existe uma insinuação que os jovens do Bloco serão de uma "geração rasca"? Ou será incómodo mesmo? :)))
Publicado por: Nina às junho 28, 2005 08:16 AM
Nina, é mesmo incómodo.
Publicado por: Daniel Arruda às junho 28, 2005 01:28 PM
A VERDADEIRA TOLERÂNCIA!!!
--- Existem 3 MODELOS:
->MODELO 1: Mundo MONOcultural a nível LOCAL... mas MULTIcultural a nível GLOBAL!
---> Existem INTOLERANTES ( os anti-mestiçagem ) que promovem este Modelo.
->MODELO 2: Mundo MULTIcultural a nível LOCAL... mas MONOcultural a nível GLOBAL! ( cidades IGUAIS por todo o lado... )
---> Este Modelo é promovido pelos INTOLERANTES que visualizam o Planeta Terra como uma Gigantesca Exploração Agro-Pecuária..., isto é, consideram que os Povos ( Raças ) de 'maior rendimento demográfico' devem possuir todo o Direito de ir ocupar e DOMINAR o espaço dos Povos ( Raças ) de 'menor rendimento demográfico'.
->MODELO 3: Modelo Divisão ( 50% , 50% )
-> Este Modelo é promovido pelo Movimento Tolerante " PLANETA TERRA SIM! EXPLORAÇÃO AGRO-PECUÁRIA NÃO! ".
Neste Modelo proclama-se a DIVISÃO dos Países em dois espaços:
----------> 1) um ( 50% ) de Competição Global;
( nota: neste espaço os adeptos da Competição Global concretizam o Direito de ter o seu espaço no Planeta... );
-----------> 2) outro ( 50% ) de Reserva Natural;
( nota: neste espaço os Nativos - interessados na Sobrevivência da sua Identidade - concretizam o Direito de ter o SEU espaço no Planeta... )
Publicado por: PlanetaTerra às junho 28, 2005 06:22 PM
Daniel,
Desculpa, mas desta vez estás esrrado acerca do Pedro. Podia-te dar mil e uma razões, mas não te vou dar uma. São razões pessoais, logo privadas. se há pessoa anti-fascista e anti-nazi nazi é ele e, eu sei-o porquê. Está no PNR por ser monárquico.
De facto essa manif. anti-imigração não considerada "ilegal" porque o Governo-civil de Lisboa assim a não considerou, mas como escrevi e à luz da interpretação que faço da contituição deveria tê-lo feito. Não o fez porque não foi solicitada por ninguém da Frente Nacional (sic). Se o fosse, tinha muitas dúvidas que fosse aceite.
O PNR, nomeadamente o seu líder (foi o único que vi lá pela tv), associou-se à manif. Não foi um dos impulsionadores. O Pedro (nome verdadeiro), que eu saiba, nem esteve lá, confere os posts.
Daniel, por aqui tento ser o mais equilibrado e isento possível e sei distinguir enúrgumeno de um neonazi de um blogger do blog chamdo the studio, ou feio, porco e mau, ou ainda anacleto-a-mula-maluca de um senhor que aceita os princípios democráticos como o Pedro assim como tu.
E nunca chamaria facho ao Jorge Ferreira, quanto muito, liberal de direita.
E é com muito gosto que dialogo com vocês três.
Um abraço.
Publicado por: Golfinho às junho 28, 2005 07:56 PM
Golfinho, respeito a tua opinião e as tuas razões pessoais mas hás-de convir que o facto de ser monarquico não é razão para compactuar, pois é disso que se trata quando se está num partido, com ideologias neo-nazis. Posso no entanto estar errado e se assim for serei o 1º a pedir desculpa por aquilo que possa ter dito, embora sei que as desculpas não se pedem, evitam-se.
Quanto ao termo usado para adjectivar o Jorge Ferreira já tive hipotese de no Último Reduto de alterar para radical de extrema direita. Sinceramente não acho que ele seja liberal de direita, mas é a minha opinião e vale o que vale.
Agora quanto ao tema em si. Irrita-me solenemente, como se deve ter visto pela quantidade de post sobre o tema, que o "work shop" dos jovens do Bloco sobre desobediencia civil esteja a ser usado desta forma. Não é ilegal e nem sequer é original. Ghandi usou-a, Soares apelou a ela nos tempos de Cavaco Silva, a Pacifista inglesa morreu por ela em Gaza, os movimentos alter globalização usam-no de variadas maneiras e o mesmo se pode dizer da Green Peace que são os mestres no tema.
Por fim uma confidencia que expilca a minha posição em relação a pessoas ligadas aos movimentos nacionalistas. Foram eles que me espancaram num jogo de futebol, mataram um amigo meu, agrediram ao ponto de ir parar ao Hospital um outro amigo ainda. Não gosto deles mas também não generalizo. Se alguém demonstrar ser merecedor do meu respeito falo-ei com gosto, como faço com um ou dois que entretanto conheci melhor e dos quais já tenho dúvidas se o serão na realidade. Isto para dizer que não sendo preconceituoso neste caso o onus está do outro lado. Normalmente julgo que todas as pessoas são boas até prova em contrário. Neste caso nem por isso.
Publicado por: Daniel Arruda às junho 28, 2005 09:32 PM
De facto li no fumaças uma comparação que me deixou lixado, comparar o que vocês vão fazer a terrorismo.
E também respeito a tua história pessoal, lê por ex. o que escrevi nos anjos e demónios, escrevi que essa manif apesar de não ser iniciada pela FN, foi pedida por um skin que foi um dos responsáveis pela morte do Alcindo, que pertence à FN, mas pediu a título individual.
Caríssimo, como escrevi no blog do Pedro, pessoa que tenho fortes razões pessoais para saber que não é neonazi, porque senão já o tinha "esmiafrado" no meu blog ;)) e até os enojam, espero muito sinceramente, que resolvam esta questão no plano do combate político e não pessoal, nomeadamente usando chavões de fascistas, de estalinistas.
Sei lá, vocês são maiores e vacinados :)) e a desobediencia civil existe na CRP desde que existam determinados pressupostos que suponho que seja isso que vá ser ensinado aos jovens do BE (aquilo que aprendi existe e deve-se restringir a 3 casos: impostos ilegais ou injustos; abuso de autoridade ou poder; e obviamente a invasão de forças estrangeiras). Por isso não sei qual é a celeuma.
E até pertenço ao Greenpeace. E à amnistia internacional.
Publicado por: Golfinho às junho 28, 2005 11:36 PM
"A desobediência civil está prevista nas nossas leis, ao contrário das suasticas e saudações nazis."
Ilustre, o prometido é devido. V. devia saber que aquilo que a CRP (e uma lei ainda mais estúpida cujo número não recordo de cabeça) proíbe é - não o V. ser nazi, ou fascista ou racista - mas sim o organizar-se enquanto tal. Daí decorre que não existe - como é evidente - qualquer problema com a veneração (ainda que pública) de suásticas, que são aliás um símbolo mitológico antigo. Simplesmente, como eu sou católico pouco dado a mitologias e não sou nazi, estou-me nas tintas para as suásticas e para o seu horror pelas ditas cujas.
Quanto ao mais, sobre a dita manifestação (na qual de facto não estive presente), direi de minha justiça ao Golfinhu um dia destes, quando nos encontrarmos para beber um copo, que julgo que ele é credor de explicação. Em todo o caso, como será perceptível, não concordo com a rgumentação dele no que a isso diz respeito.
Saudações.
Publicado por: pedro guedes às junho 29, 2005 12:38 AM
Temos aí duas diferenças, Pedro. Eu não me estou nas tintas porque nasci na Alemanha, tenho uma mãe alemã e sei o que é ter o estigma a pairar á volta. Por outro lado sou dado a simbologias. Não acho que os simbolos aparecem por acaso e têm uma explicação. Por exemplo, no caso do meu partido, o BE, a estrela humanizada tem um sentido, não aparece por acaso e reflecte modos de pensar e de sentir. (note que não estou a discutir justeza de convicções, apenas simbolos)Da mesma forma que a suastica não aparece por acaso e é adoptada no contexto que é.
Aliás numa sociedade altamente mediatizada e globalizada é na simbologia, quer de acções como na verdadeira acepção de simbolo que se marcam as grandes diferenças ideológicas.
Quanto ao resto penso que temos diferenças de opinião demasiado grandes que permitam sequer uma discussão séria, de ambas as partes. Calculo ( e desculpe se fizer intrepretações erradas) que seja nacionalista, eu sou internacionalista. Não defendo o conceito de pátria que calculo que você defenda. Defendo a multiculturalidade de uma nação ou região, não acho que seja o seu caso.
Defendo os direitos das minorias descriminadas (homosexuais, prostitutas) e os direitos de igualdade de género.
Não digo com isto que se deva ser "inimigo" ( e entenda inimigo como figura de estilo) só por ser, mas uma discussão política, não confundir com connversa sobre política,( que essas são de salutar) seria sempre uma "never ending story" onde nunca se chegaria a pontos concordantes.
Voltando ao tema inicial, o que me custa a admitir é que em toda a argumentação até agora utilizada para condenar a oficina do acampamento, sobre Desobediência Civil, nenhum era politico-ideológico mas apenas pelo facto de ser diferente, mesmo que não ilegal.
Espero que depois desta conversa, nos voltemos a encontrar em qualquer um dos blogues, porque não vou deixar de lá ir só por discordar de 95% das postas lá coladas, espero que também nos continue a visitar.
Publicado por: Daniel Arruda às junho 29, 2005 03:14 AM
Ok, vamos um beber um copo os três =)
Publicado por: Golfinho às junho 29, 2005 04:34 AM
"Quanto ao resto penso que temos diferenças de opinião demasiado grandes que permitam sequer uma discussão séria, de ambas as partes."
Aqui não concordo consigo. Que nós temos diferenças de opinião demasiado grandes, será um facto. Que as ditas cujas não permitam uma discussão séria, já não concordo. Sabe que eu até tive em tempos um sócio (numa empresa que visava o lucro, logo 'capitalista'...) que era do bloco - e tinha mais defeitos...
Quanto ao mais - em parte - tem razão: eu sou nacionalista, você não, logo não defendemos o mesmo conceito de Pátria, quanto mais o de Nação. V. vê a multiculturalidade como um bem, eu olho para isso como algo que a curto prazo vai rebentar com a Europa. Já na questão das minorias, V. tem menos razão do que pensa, mas adiante. Como é evidente, podíamos conversar cinco ou seis horas que ninguém convencia ninguém.
Para terminar: V. espantou-se com o que se disse por aí sobre o cursinho de 'desobediência civil'...?! Isso é que me espanta. V. já viu bem o que dizem do "outro lado"?
Publicado por: pedro guedes às junho 30, 2005 12:38 AM
Pedro Guedes, Discussão séria era uma forma de dizer que nenhum dos dois iria convencer o outro, poderia ter usado ambiciosa ou outro termo aualquer, este se calhar foi o menos feliz.
Não percebi qual o "outro lado"???
Publicado por: Daniel Arruda às junho 30, 2005 02:49 AM
Caríssimos,
quero em primeiro lugar pedir desculpas aos dois se vim ainda incendiar mais a discussão e, aparentemente, vim mesmo. Esta situação faz-me parecer uma outra infrutífera que surgiu entre dois amigos meus num outro blog por motivos semelhantes e que levou ao afastamento de um deles da minha pessoa. Desde então e é sabido tenho tentado manter o máximo de imparcialidade no meu blog e na minha vida pública, excepto naquele caso da manif., não por motivos ideológicos, mas por pertencer à Aministia Internacional.
Aqui, repito estou a ver um caso semelhante e retiro-me, pedindo as minhas mais sinceras desculpas aos dois. Os argumentos por muito que válidos que vos possam parecer, para mim estão a entrar em conflito de interesses pessoais. Por aqui para além desse episódio lamentável, houve um outro que me perseguiu meses de conhecimento de toda a blogosfera e que não quero ver repetido.
Caríssimos, respeito-vos imenso aos dois (e atenção a vós não me escondo atrás de um nick), devo-vos muito a nível pessoal, intelectual e humano para perder dois AMIGOS.
Fico-me por aqui, nesta questão.
Um grande abraço aos dois.
Publicado por: Golfinho às junho 30, 2005 07:05 AM
Golfinho, então?!?!?!?! Até me parece que a discussão se está a menter em limites do aceitável. Diferenças de opinião, nada mais. Apenas não percebi qual o outro lado a que o pedro se refere.
Já agora, as tuas opiniões são sempre bem vindas. Quem levar a mal, paciencia. Ponha á borda do prato.
Publicado por: Daniel Arruda às junho 30, 2005 10:47 AM
Olha, olha... eu concordo com o Daniel!!! :-) Golfinhu2, a discussão está a parecer-me que não azeda, não é caso para deixares de intevir!
Daniel, quando me referi ao outro lado estava a pensar no seguinte: se a malta do bloco fica assim para explodir com meia dúzia de bocas, que dizer da malta do outo lado (direito), que a cada vez que defende uma ideia tem toda a imprensa à perna, aos gritos de xenófobos, racistas, nazis, etc., etc.
Saudações.
Publicado por: pedro guedes às julho 1, 2005 01:27 AM