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julho 28, 2005

Ainda o proibicionismo no Tabaco.

Por: Daniel Arruda

Tudo tem um limite e o meu está mais ou menos aqui. Eu aceito que não se fume em locais de trabalho, em restaurantes, (embora eu não frequente os resaurantes onde tal acontece), transportes públicos, ....

Mas acontece que esta fobia já está a ultrapassar o razoável. Entra este Domingo em vigor "a proibição da publicidade ao tabaco na imprensa, rádio, Internet e sob a forma de patrocínio em manifestações culturais e desportivas europeias" , que poe em causa manifestações culturais e eventos desportivos.

Se querem proibir criminalizem que fazem com as outras drogas, se não o fizerem terei de chamar hipócritas aos que fizeram esta lei pois continuam diariamente a encher os cofres dos Estados com os impostos que o tabaco lhes dá e depois como se fosse para se limparem vêm com uma atitude moralizadora. Vem agora o comissário europeu Markos Kiprianou dizer que "Proibir a publicidade é uma das formas mais eficazes de reduzir o tabagismo" ou ainda que esta directiva "vai salvar vidas".

Se tiver os mesmos efeitos da lei seca nos EUA ou em qualquer lei proibicionista que já se fez neste planeta, os meus prabéns. Vou começar a comprar o tabaco mais barato, de contrabando, limpo de impostos, enchendo os bolsos a mafiosos que controlam depois o governo com a vantagem de não pagando impostos não engordo o estado, engordando-me a mim.

Publicado por Troll Urbano às julho 28, 2005 09:15 AM

Comentários

Não percebo os fumadores. Juro que não percebo pq é que um produto que provoca graves doenças merece ser publicitado. E muito menos percebo porque razão se não existir publicidade o consumo ilegal do tabaco aumenta.

Começo a ficar baralhado. Batem no Estado por este tomar medidadas contra o tabaco e ao mesmo tempo batem quando ele as toma?

Qual será a solução então? Voltar aos tempos em que na tv os apresentadores de programas fumavam os seus cigarros em directo? E depois? Bom, e depois aparecem aqueles que dizem que fumam pq não sabiam que o tabaco provocava o cancro.

Uma coisa é certa, não é fácil tomar medidas que afectam pessoas que são viciadas seja no que for, já que levantará sempre protestos.

Abraço

Publicado por: cachucho às julho 28, 2005 09:47 AM

Errata : "Batem no Estado por este tomar medidadas contra o tabaco e ao mesmo tempo batem quando ele as toma?"

Batem no Estado por este NÃO tomar medidadas contra o tabaco e ao mesmo tempo batem quando ele as toma?

;)

Publicado por: cachucho às julho 28, 2005 09:51 AM

cachucho, a questão está na imoralididade, o estado enche-se de dinheiro dos nossos impostos para depois apresentar medidas proibicionistas. O que eu digo é que sejam consequentes. Proibam o tabaco e deixem de ganhar dinheiro com ele.

A existência ou não de publicidade não diminui o número de fumadores, a proibição não diminui o número de cigarros que se fumam por dia. Esta teoria só apareceu porque os americanos tiveram aquele celebre caso em tribunal em que uma mulher processou o estado por este não a ter avisado que o tabaco matava.
É uma fuga para a frente, que té pode pareer ter sentido mas que feitas as contas não resolve nada.

Só como exemplo. o numero de fumadores com menos de 16 anos aumentou nos EUA desde a entrada em vigor das leis proibicionistas.

Um abraço,

Publicado por: Daniel Arruda às julho 28, 2005 09:58 AM

" Proibam o tabaco e deixem de ganhar dinheiro com ele.

A existência ou não de publicidade não diminui o número de fumadores
"

Daniel supostamente o dinheiro que se ganha com o tabaco é canalizado para o serviço nacional de saúde e para a ajuda a quem mais tarde irá usar os hospitais para se tratar. Claro que disse: supostamente.

Eu acho que a publicidade poderá aumentar o número de fumadores. Numa sociedade de consumo qualquer imagem bonitinha com miúdas giras e tal , consegue vender tudo. Nâo digo que sem a publicidade se venda menos tabaco, mas também acredito que vai evitar que o número cresça e, pelo menos se crescer, esse crescimento não é impulsionado pela publicidade , e isso é uma obrigação que o Estado deve ter, evitar que o consumo aumente derivado da publicidade.

Em relação ao resto , sim está mal, deveria começar pela educação o combate ao tabaco, mas essa educação deveria também começar em casa, e se em casa existirem pessoas que são "defensoras" do tabaco, indirectamente estão a "incentivar" quem não fuma a experimentar .

Publicado por: cachucho às julho 28, 2005 04:50 PM

Eu só acrescento, se faz mal, acabem com as plantações e importações do dito cujo.
E caba-se com o mal pela a raiz,e estou de acordo com o Daniel o estado ganha e se existir a proibiçaõ é natural o contrabando como tudop que é proibido.
um abraço

Publicado por: peregrino [TypeKey Profile Page] às julho 28, 2005 06:42 PM

Cachucho, eu sou fumador em fase de deintoxicação. Estou a reduzir drasticamente o seu consumo e no entanto não consigo partilhar da opinião dos que defendem que é através do proibicionismo que se consegue diminuir o consumo.

Por exemplo eu não quero deixar de fumar. Apenas o quis reduzir, porque o fumar me dá prazer mas não digo aos outros fumem que é bom. Se é legal, não pode ser mau. Senão seria ilegal.

Quanto á publicidade vejo muitas miudas giras a fazerem publicidade a lingerie e não é pr causa disso que a compro em catadupa. Este é só um exemplo.

Publicado por: Daniel Arruda às julho 28, 2005 08:58 PM

" Estou a reduzir drasticamente o seu consumo e no entanto não consigo partilhar da opinião dos que defendem que é através do proibicionismo que se consegue diminuir o consumo."

Eu não defendo o proibicionismo do tabaco, apenas em espaços partilhados por não fumadores. Apenas quis dizer que defendia, ou melhor, compreendia perfeitamente a decisão de terminarem com a publicidade de um produto que provoca o cancro e é responsável por milhões de mortes diárias.

"Por exemplo eu não quero deixar de fumar. Apenas o quis reduzir, porque o fumar me dá prazer mas não digo aos outros fumem que é bom. Se é legal, não pode ser mau. Senão seria ilegal."

Daniel não acreditas muito nesta teoria pois não? Se é legal não pode ser mau? bom, não me parece.
E como é obvio o tabaco dá-te prazer, todos os vicios dão prazer, por isso são vícios.
Tu não dizes aos outros para fumarem, mas também não podes comparar a tua formação com a maioria da população, sabes bem, ou pelo menos eu sei bem, que em muitas famílias não se passa assim como dizes, não digo que incentivem os outros a fumar, mas que existe maior abertura para isso existe.

"Quanto á publicidade vejo muitas miudas giras a fazerem publicidade a lingerie e não é pr causa disso que a compro em catadupa. Este é só um exemplo."

Tu percebeste o que eu queria dizer.

Publicado por: cachucho às julho 28, 2005 09:06 PM

Cachucho, começando pelo fim, eu compreendi o que querias dizer, apenas estava a comentar o teu argumento.
Quanto ao restante, já escrevi também algures mais acima que concordo com a proibição em lugares públicos. No trabalho ou repartições públicas. No que diz respeito a restaurantes e bares, podem proibir. Só lá vou se quiser.

Quanto á teoria, acredito. A marijuana é má não. Pelo menos dizem que sim. É portanto ilegal. O tabaco que é parecido, para não dizer igual, é legal, a única diferença que pode haver era a de um ser bom e outro mau, Se no resto são iguais. para não falar que a marijuana tem propriedades terapeuticas.

Mas para que a discussão não se arraste e leve a pontos que nada têm a ver com o tema, podemos dizer que a divergência está nos metodos. Tu já referiste o da educação, parece-me bem. Quanto ao proibicionismo não consigo ver o que tem de positivo. Já há experiencias nos EUA e na Irlanda e os resultados são francamente maus.
Este caso da publicidade aparece porque na Formula 1 os carros não podem ter publicidade a tabaco. O que será do automobilismo sem cerveja e tabaco. Não faz sentido. E não será certamente por aí que se leva mais pessoas a fumar.

Simplesmente não faz sentido. Se me falassem em certos tipos de publicidade, era discutível, mas assim, sem exepções parece-me mal. A roçar a imposição.

Publicado por: Daniel Arruda às julho 28, 2005 09:42 PM

Não consigo compreender os teus argumentos, isto : "Este caso da publicidade aparece porque na Formula 1 os carros não podem ter publicidade a tabaco. O que será do automobilismo sem cerveja e tabaco. Não faz sentido. E não será certamente por aí que se leva mais pessoas a fumar." para mim não tem qualquer lógica, apesar de também pensar que posso ser eu que estou errado.

A publicidade serve para estimular algo, para estimular desejos, estimular necessidades. Não vamos agora re-inventar o significado da publicidade, ora bem, se a publicidade é para isto tudo, porque raio se deve publicitar o tabaco?

Que medidas terias tu para não incentivar o tabaco? Não percebo...

Publicado por: cachucho às julho 28, 2005 11:28 PM

Usava uma pedagogia contrária que visava a educação como prevenção e não o proibicionismo como contenção. Campanhas de sensibilização a crianças, sobre as diversas drogas legais existentes. No infantário do meu filho fizeram isso, mas precisa de continuação no 1º e 2º ciclo

Em segundo lugar dever-se-ia criar legislação própria para publicidade das drogas. Café, chá, tabaco, alcool, balizando o aceitável para este tipo de produtos.

Estes seriam as duas coisas que se fariam. Já agora deixo também uma pergunta. o Alcool é assim tão bom qu epossa partocinar a selecção de futebol, ou não é um facto que também é uma droga.

Publicado por: Daniel Arruda às julho 29, 2005 07:04 AM

Umas medidas não inviabilizam as outras.

E como é obvio o Alcool não deveria patrocinar uma selecção nacional de futebol. Eu não me estou a restringir ao tabaco, apesar do post só falar nele.

Publicado por: cachucho às julho 29, 2005 11:33 AM