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agosto 29, 2005

Uma noite muito mal dormida

Por: Daniel Arruda

Tive uma noite de merda, textualmente. Cheguei a casa bem disposto, que a noite correu-me bem, pronto a ir dormir, ainda colei um post sobre uma música e fui "nanar".

Até aqui nada de novo. Só que não adormecia e quando o fazia sonhava. Com as coisas mais parvas. Histórias antigas, recordações de infância, com o meu pai, a minha antiga casa, ....

Acordei para trabalhar exausto, mal disposto, com uma dor de cabeça maior que o espaço que a alojava e a pensar como é que isto me foi acontecer. Fantasmas que já estavam enterrados ao tempo, sobre os quais já falei pensando que me estava a libertar. Imagens de um passado que foi feliz mas que acabou quando alguém se foi. Sabemos que não podemos contrariar a morte e eu digo-o diversas vezes. A vida continua com os que cá estão, mas depois há as alturas em que toda a força se transforma numa fraqueza atroz e nós cedemos. Cedemos porque temos saudades, porque precisamos de ouvir aquela voz, aquele conselho. Porque ficou tanta coisa por dizer, como um simples "adoro-te" e tanta coisa por ouvir como um "eu também" apesar de sabermos que era assim. Ficou tanta coisa por fazer e dizer e acho que quanto mais tempo passa mais essas "pequenas" coisas vêm ao de cima.

Agora depois de dormir umas horas não sei se estou melhor. É certo que estou triste, não só pelo que acima disse mas principalmente porque o passado por vezes me vence, e nas alturas em que eu não consigo ser pragmático, quando sonho, quando sou só eu sem conseguir soltar a minha mente.

Desculpem o texto errante. Sempre me disseram que fazia bem falar sobre as coisas, e esta em particular, mas começo a achar que nem com 1000 desabafos consigo alguma vez superar esta perda de uma forma definitiva. Nem sei bem porque escrevo isto. Se calhar porque já se tornou hábito partilhar os meus estados de alma e a minha "vida" neste espaço que de ser de todos me conforta. É mais uma assoalhada da minha casa.

Se puderem dêm o devido desconto á noite mal dormida. Nem sempre sou assim tão lamechas.

Publicado por Troll Urbano às agosto 29, 2005 01:19 PM

Comentários

Fica sempre tanta coisa por dizer, amigo...e não és lamechas, Daniel, és apenas humano!

Publicado por: isabel às agosto 29, 2005 03:34 PM

Caro Daniel
Existem situações que nem o tempo apaga e essas são aquelas em que isso é realmente verdadeiro. Transforma a tua energia nas palavras e gestos que ficaram por dizer ou fazer.

Publicado por: Manuel às agosto 29, 2005 04:09 PM

Pois é amiguito... verbalizar os nossos sentires, sejam eles lamechas ou racionais, é uma forma de amanhã não nos dar-mos conta que podiamos ter dito e não dissemos... Os amigos, também são para isso... Saberás do que falo... e anima-te homem que já tá a chegar a "francesinha"... :))))

Publicado por: Nina às agosto 29, 2005 08:08 PM

Infelizmente acho que nem para isso vou ter tempo. Trabalho de dia, Viagem para a "inBicta", Mesa nacional pela noite dentro e conferencia autarquica o dia todo, .... achas que vai sobrar tempo para ir ao meu amigo em Campo Alegre comer uma daquelas francesinhas divinais?!?!?!?!?!?!

Nã, não me parece.
:)

Publicado por: Daniel Arruda às agosto 29, 2005 11:31 PM

...Quem te viu e vê caro Daniel... deixa de lamechices e sê tu mesmo senão vou-me a ti que te rebento:)))))))))))))

Publicado por: jorge afonso às agosto 29, 2005 11:35 PM

MULHERES DO CAIS

…olha a Dairinhas de menino ao colo....

Esperando pelo homem do mar...

naquele cais donde partiu há meses sem dó...

aquele nino ao mundo veio em plena ausência...

e que dura vida aquela...

como a do velho que conta dias no banco do jardim...

Será que volta e não volta?

quebrado pela força do sal embrenhado em suor...

volta como parra que tomba... cansado

eis que um barco chega daquelas ondas sem fim!!!!

Que alegria aquela das mulheres do cais!!!!

mulheres de ausência feitas e refeitas por ora...

vai haver festa na aldeia e com foguetes pois então...

são poucas as jarras do vinho entretanto trabalhado...

carne de borrego e broa do forno de todos...

Pela madrugada... repousam num leito de saudade...

fazendo o amor descontado naquelas horas..!

Que bela está a aldeia... cheia de Amor!

Publicado por: jorge afonso às agosto 29, 2005 11:43 PM

Jorge, já me recompus. São momentos que todos nós temos. (in)felizmente a vida que levamos não permite que nos dediquemos a resolver estas questões como gostariamos.

Belo poema, é de quem?

Publicado por: Daniel Arruda às agosto 30, 2005 12:08 AM

Daniel... Há mais amigos que não sejam do campo alegre ehehehe... quanto a ti Jorge Afonso, o teu racionalismo mais o teu bloco de notas atraiçoam-te... não me parece que tenhas lucrado muito com isso... e xiuu... :))))

Publicado por: nina às agosto 30, 2005 08:36 AM

Caro Daniel... humildemente te digo que, o poema "mulheres do cais", é meu. De quando em vez, faço destas "coisas"...

Publicado por: jorge afonso às agosto 31, 2005 08:42 PM

xiu nina??? oh.............oh..................oh!!!! Isso é que era bombix! Mulherio algum me manda calar!!!

Publicado por: jorge afonso às agosto 31, 2005 08:44 PM

Jorge, não te conhecia esa faceta. Parabéns.

Então meninos. Deem-se bem. Já têm idade para isso!!!!!
:))))))

Publicado por: Daniel Arruda às agosto 31, 2005 09:00 PM

Jorge, a diferença em mim é que na sou mulherio... E mando? Mando pois... cada vez mais... Já dizia o outro: "a mim ninguém me cala"... ihhihihi :)))) Daniel... dar bem? só se for bem mal... eheheh... :)))

Publicado por: Nina às setembro 1, 2005 12:40 PM

Caro Daniel:
Sempre tive o defeito de, algumas vezes, dar demasiada importância a algumas mulheres... oh.................oh.............................oh

Publicado por: jorge afonso às setembro 1, 2005 04:15 PM