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setembro 30, 2005
Pátria
Por: The
Recebi por e-mail e não posso deixar de publicar.
È incrivel como Guerra Junqueiro em 1896 atravéz da sua obra "Pátria", descreveu Portugal dos nossos dias, conseguindo ser tão correcto e incisivo que mais palavras seriam desnecessárias.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. [...]"
"Um clero português, desmoralizado e materialista, liberal e ateu, cujo Vaticano é o ministério do reino, e cujos bispos e abades não são mais que a tradução em eclesiástico do fura-vidas que governa o distrito ou do fura-vidas que administra o concelho [...]"
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo [...]"
"Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo [...]"
"A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas"
"Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções [...]"
"Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários"
"E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares [...] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa [...], cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários."
Publicado por Troll Urbano às 07:08 PM | Comentários (6)
E Sampaio chuta para canto
Por: Daniel Arruda
Jorge Sampaio pretende acabar o seu mandato da mesma forma que o conduziu. Defendendo e chutando para canto. A causa desta minha constatação está no facto de Sampaio pretender adiar o referendo ao aborto, para as calendas gregas. A falta de coragem política deste homem é impressionante. Limita-se a dizer ao Governo que se não fosse muito incómodo que poderia fazer isto e aquilo, que está preocupado com o que se passa, que se sente triste por ver as coisas como estão, mas fazer algo, não parece estar nos planos dele.
O que espero é que as pesoas vejam o que não deve ser um Prsidente da República e em Janeiro quando escolherem um novo, o façam convictos que o Presidente tem mais que fazer que estar só preocupado e mandar recados sem sal para o Governo.De preferência um Presidente de esquerda, que acabe com este regabofe a que os sucessivos governos esatão habituados.
Publicado por Troll Urbano às 11:29 AM | Comentários (11)
campanha é dos "4 magníficos"
Por: Daniel Arruda
É este o silêncio dos média em relação à campanha autárquica que não tenha como protagonistas, Rui Rio, Fransisco Assis, Carmona Rodrigues ou Manuel Maria Carrilho. Parece que o resto do país já não existe, não importa. E se não fosse o esforço louvável das rádios e jornais locais seria mesmo assim.
Recebi hoje a notícia que no Público de dia 7 iria saír uma coisa sobre as candidaturas do Seixal. Vou esperar para ver. Até porque estou farto dos 4 magníficos, dos homens que vão decidir quem ganha e quem perde as eleições. De quem atiça o quê, de quem tem a casa de banho mais cara, de quem é mais amigo do Sócrates, ....
Da próxima vez que se escolherem candidatos não vai ser pelo mérito político. vai ser pela exposição mediática. À C.M.Lisboa poderiam concorrer a Paula Bobone, a Mariza Cruz, o Castelo Branco. No Porto fazia-se um referendo sobre qual dos elementos do Esquadrão G iria para a Câmara Municipal.
Isto está lindo, está mesmo!!!!!
Publicado por Troll Urbano às 02:28 AM | Comentários (4)
Equipa A versus Equipa B
Por: Daniel Arruda
11 titular do Manchester United. (Equipa B segundo alguns)
Van der Sar, Bardsley, Rio Ferdinand, OShea e Richardson, Fletcher, Smith, Scholes, Cristiano Ronaldo, Ryan Giggs e Van Nistelrooy
11 titular do Halmstad
Conny Johansson, Emil Jensen, Zvirgzdauskas, Tommy Johansson, Per Johansson, Bjorn Anklev, Andreas Johansson, Magnus Svensson, Yaw Preko, Dusdan Djuric e Thorvaldsson
Eu concordo que a diferença de plantéis é grande. O facto de uma equipa jogar no Teatro dos Sonhos, onde nenhuma equipa portuguesa até hoje ganhou, e jogar em casa no Alvalade XXI, também é condicionante, não falando no facto de uma equipa jogar para ser campeã e a outra estar a 1 ponto da linha de água mas depois de olharmos para os 11 titulares de Mancester United e do Halmstad vemos claramente que os 11 do Manchester United são inferiores ao 11 do Halmstad. O que é um Nistelroy comparado com um Thorvaldsson ou um Rio Ferdinand com um Per Johansson isto para não se falar de um Ronaldo se for comparado com um Yaw Preko.
Sportinguistas, não fiquem tristes, uma derrota com o Halmstad não fica mal a ninguém, é normal. Já aconteceu a todos os colossos do futebol internacional. O Dinamo de Tiblissi já perdeu, tal como o APOEL Nicosia ou o Trabzonspor. Para o ano há mais.
Publicado por Troll Urbano às 01:55 AM | Comentários (7)
Cenas da campanha em Lisboa
Por:Isabel Faria
Meio da manhã. Bairro da Belavista. Sozinha, por não conseguir resistir ao vício do café, enquanto o resto da comitiva dava uma volta ao quarteirão e ao bairro.
Parado como se me barrasse a entrada.
“Precisa mesmo?”
“Sim precisava, mas há problema???”
“Sabe, saímos de lá agora eu e mais aqueles dois...está um bocado suja…”
“Não se preocupe...tenho que ir...”
“Tem lá “coisas””
“Coisas?”
“Sim, coisas nossas, tá a ver? Das nossas cenas...É mau...”
“Ah...”
“Há um café duns cotas ali ao pé do mercado...mesmo que não beba nada, não faz mal”
“Ok, obrigado. Foi muito simpático...”
“Simpático? Não. Você é que quando entrou olhou para mim e sorriu...E não foi p’ra me dar estas tretas...”
“Claro que não...nem lhe dê treta nenhuma. Só vinha mesmo beber uma bica...”
“Mas pode dar. Isso é do Louçã, não é? Gosto dele.”
“Aqui tem...agora vou ao outro café...”
Devo ter sorrido.
“Vá. Aguente-se que foi para seu bem...você tem um sorriso de quem merece bem. E o Louçã também...mas esse é porque dá cabo deles...Dê-lhe cumprimentos meus”
“Eu dou. Bom dia. Até um destes dias...”
“Volta?”
“Acha que a casa de banho não vai ter “coisas”?”
“Isso não posso prometer”
“Eu sei.”
“Como é que se chama?”
“Isabel”
“É o nome da minha filha...fui eu que escolhi. Eu sou o H. Não se esqueça de dar cumprimentos ao Louçã.”.
Subi as escadas e juntei-me ao resto da comitiva. Olharam-me com ar assustado. Sabes onde estiveste? Sozinha? Claro que sei. Trago cumprimentos para o Louçã e encontrei o pai duma menina chamada Isabel.
Publicado por Troll Urbano às 12:42 AM | Comentários (9)
setembro 29, 2005
"Os Putos"
Por:Isabel Faria

Uma bola de pano, num charco
Um sorriso traquina, um chuto
Na ladeira a correr, um arco
O céu no olhar, dum puto.
Uma fisga que atira a esperança
Um pardal de calções, astuto
E a força de ser criança
Contra a força dum chui, que é bruto.
Parecem bandos de pardais à solta
Os putos, os putos
São como índios, capitães da malta
Os putos, os putos
Mas quando a tarde cai
Vai-se a revolta
Sentam-se ao colo do pai
É a ternura que volta
E ouvem-no a falar do homem novo
São os putos deste povo
A aprenderem a ser homens.
As caricas brilhando na mão
A vontade que salta ao eixo
Um puto que diz que não
Se a porrada vier não deixo
Um berlinde abafado na escola
Um pião na algibeira sem cor
Um puto que pede esmola
Porque a fome lhe abafa a dor.
Ary dos Santos
Publicado por Troll Urbano às 11:01 PM | Comentários (5)
Para uma menina
Por: Isabel Faria
Deve ter nascido um pouco antes do meu filho. Não deve ter tido tanto tempo para brincar. Possivelmente, quando eu comprava uma bola de futebol nova, ela não tinha uma Barbie. Possivelmente não pôde brincar para ficar a tomar conta dos irmãos mais novos. Como a sua irmã já deveria ter ficado a tomar conta dela, quando a mãe tinha que sair para trabalhar. Possivelmente não foi à praia, apesar de ter o mar ali ao lado, talvez não fosse ao cinema nem olhasse a Lua. Talvez tivesse sonhos. Se calhar sonhava com a casa que teria antes do fim do ano. Ou talvez não. Talvez não se sonhe no Fim do Mundo. Esta manhã, terminou a sua passagem. Juntamente com mãe e os irmãos.
Por uma qualquer ironia do destino a professora de Português do meu filho que deverá ter nascido pouco depois daquela menina, pediu-lhe para escolher um filme de que tivesse gostado e para fazer um resumo. Acabou agora mesmo. Escolheu “A vida é bela”. Terminou com a frase: “Vale sempre a pena manter a esperança num mundo melhor”.
Deve ter nascido pouco depois daquela menina. Olhei-o com uma vontade enorme de o abraçar. Mas ficou uma moínhazinha suspeita aqui no peito. Aquela menina tinha o direito de ter acreditado no mundo melhor do meu filho. Falhámos todos, não falhámos?
Publicado por Troll Urbano às 10:05 PM | Comentários (6)
Uma posta de fugida entre duas acções de campanha
Por: Daniel Arruda
O dia correu-me bem hoje, francamente bem. Mas o momento de felicidade política ocorreu à tarde, por duas vezes. O "programa das festas" da tarde, no concelho do Seixal era composto de uma coisa chata. Distribuir propaganda na rua, loja a loja, casa a casa, propaganda em caixas de correio. Se o contacto com as pessoas é bom, já a parte das caixas de correio é, como se costuma dizer, chata "pra burro". Mas ao olhar para a minha volta não pude deixar de sorrir. E porquê? Porque era o BE que estava ali, na expressão da razão da sua fundação. Acrescentar esquerda à esquerda. Havia pessoas como eu que vieram do PS, ex militantes do PCP, pessoas sem nenhum percurso político e outras que tendo militado em tempos em formações Marxistas- Leninistas, já andavam arredadas da política há muito tempo. Senti que o BE estava a cumprir a sua função, independentemente dos resultados eleitorais. Mas a confirmação veio mais tarde, quando entrei na sede de Almada para tratar de assuntos de campanha. Uma sede em azáfama, com pessoas que eu nunca tinha visto assim, em militância profunda. Perguntei quem eram, só para saber e a resposta foi: São pessoas que nesta campanha se juntaram a nós, porque acreditam que somos capazes.
Se outros motivos há, e há certamente, só por isto já vale a pena fazer campanha.
Publicado por Troll Urbano às 09:24 PM | Comentários (1)
setembro 28, 2005
Desabafo
Por:Isabel Faria

O Verão vai-se afastando. Olho o Sol ainda quente mas já não o sinto invadir-me a alma e queimar-me a pele. As noites começam a estar frescas e já não dá para manter as janelas abertas e as estrelas deixaram de olhar por mim, brilhantes e aconchegadoras. Faz-me falta sons e faz-me falta letras. E tempo. Faz-me falta a areia e a imensidão de azul. Que se confundia com azul e me dava vontade de correr, de voar ou, apenas, quietinha, de contemplar. O trabalho, as tarefas, as vidas tiram-nos tempo e impõem-nos distâncias. As férias passaram e a vida tem que continuar.
Às vezes, desço as escadas e já não tenho tempo para sentir o cheiro da maresia. Paro, um bocadinho assustada, não vá o não sentir o cheiro significar não só falta de tempo mas também falta de maresia. Sinto a falta do contraste da água fria com o calor estonteante do Sol abrasador. Recordo já com nostalgia o som das ondas e o silêncio das ondas. Passaram apenas dias. Pouquinhos dias. Mas já tenho saudades do Mar. Quanto tempo falta para o Verão?
Publicado por Troll Urbano às 11:41 PM | Comentários (11)
Eslovacos bandidos
Por: The
Afinal quem são estes senhores?
Estes são os donos da eficiência do futebol, são o pequeno clube que veio da Eslováquia jogar no grandioso e temido Estádio do Dragão e mandaram um autêntico balde de água fria sobre a sobranceria portista.
Não por ter sido o Porto a perder mas por ter perdido como perdeu.Cada vez me convenço mais que o futebol ainda tem muito para ensinar quem já julga dominar a ciência.
Bem vindos à Europa dos clubes, F C Artmédia
Publicado por Troll Urbano às 09:51 PM | Comentários (6)
Crescer custa
Por:Isabel Faria

É cansativo. Nestas ocasiões tenho a certeza de como são muitas vezes injustas as palavras que ouvimos para as pessoas que decidem meter-se nisto da “coisa/causa pública”.
Quem corre por gosto…eu sei a história. Sei e , como é claro, não me venho para aqui armar em coitadinha. Estou ali porque quero. Porque acredito. Mas nada é fácil. Nem sai fácil. O Bloco é um Partido pequeno em militantes, pequeno em infra-estruturas, pequeno em capacidade financeira. Estas são, verdadeiramente, as primeiras eleições autárquicas em que nos metemos a sério, não somos um Partido de funcionários e temos que reconhecer que não temos capacidade de mobilização para as tarefas de uma campanha como esta, que se comparem à de outros partidos. Claro que eu sei que em muitos casos (a totalidade, com excepção da CDU?) a capacidade de mobilização tem outro nome...mas nós não podemos nem queremos dar-lhe esse nome.
Às vezes, pergunto-me se estamos a crescer demasiado para as disponibilidades humanas que temos. Votar num Partido não é militar nele. Não é estar disponível para as tarefas do dia-a-dia. As licenças de candidato são, para quase todos, uma distante miragem. Num mundo de trabalho precário e sem direitos, quantos de nós se pode dar ao luxo de chegar ao Departamento de Pessoal da empresa ou do serviço e dizer “Meus senhores, aqui está...volto daqui a 11 dias...vou fazer campanha pelo Bloco!).
No caso de Lisboa, talvez a questão ainda se coloque com maior acuidade. Somos 52 freguesias. Temos uma candidatura que não é SÓ do Bloco. Isso obriga a que se façam arranjos, uma ou outra curva e contra curva. A agenda vai mudando todos os dias. Nem em todos os locais temos o indispensável “anfitrião” que nos permita lá entrar.
Nascemos como Partido há meia dúzia de anos. Estamos, agora, a começar a Escola Primária. Temos muita vontade de aprender e de fazer coisas. Mas, algumas vezes, parece que não temos força para aguentar a mochila. Claro que não desistimos de crescer e de nos tornarmos adultos. Mas que esta mania de colocar tanto peso na mochila nos dá cabo das costas, lá isso dá.
Publicado por Troll Urbano às 08:44 PM | Comentários (7)
Palavras do mundo
Por: The
Isto há com cada diferença nas linguagens do mundo, senão vejamos o que não seria ter um alimento com este nome à venda no nosso mercado:
Das duas uma; ou seria um autêntico caos de moralistas a efectuar mais uma manifestação tão em voga ultimamente, ou então, seria um autêntico sucesso de vendas.
Por outro lado, começo a ficar com a ligeira sensação que existem palavras que fazem mais sentido do que parecem na realidade:
Por isso, e como o Troll Urbano só deseja o melhor para os nossos leitores, desejamos felizes e agradáveis refeições com "Broche" de la pila, mas por favor, não façam "Broches" na floresta.
Publicado por Troll Urbano às 07:41 PM | Comentários (3)
Dentro da Garganta Funda
Por: Daniel Arruda
Sou um fã do filme Garganta Funda. Quando o vi pela 1ª vez já era um clássico, mas é sabido o choque que ele provocou e a discussão que criou à sua volta, ajudando a abrir mentalidades.
Está agora nos cinemas em Portugal "Dentro de Garganta Funda", um documentário que mostra a perspectiva de quem o fez, de quem o viu e das reacções que criou. Não o recomendo porque ainda não o vi, mas faço intenção de o fazer se a campanha assim o permitir.
Porque acho que num país fechado, cheio de tabús como o nosso, no que à sexualidade diz respeito, como está bem visível nos comentários ao programa A,B, Sexo da TVI, é fundamental que se fale no tema, nem que seja preciso pegar na discussão com décadas que envolveu o Garganta Funda.
Se alguém fôr ver não se esqueçam de vir aqui fazer o relatório. Estou curiosíssimo.
Publicado por Troll Urbano às 11:29 AM | Comentários (4)
Qual lula, qual carapuça. Que medo!!!!
Por: Isabel Faria
Estão a imaginar aquelas argolinhas fritas que se comem com maionese e que ficam óptimas a acompanhar uma saladita russa? E que nuestros hermanos até comem ao Pequeno-almoço?
Ou aquelas coisitas para o oval, que se comem recheadas, talvez acompanhadas de arroz branco?
Ok. Até aqui vamos bem. Agora imaginam que uma coisita dessas p´ró oval tem 18 m e que a dona da argolita tem uns olhos com 25 cm de diametro?
E que lhes dá para comer umas baleiazitas bébés ao lanche.
Ainda têm vontade de comer argolinhas e coisas ovais recheadas?
Publicado por Troll Urbano às 08:13 AM | Comentários (4)
Teria feito campanha contigo
Por:Isabel Faria

Nestas alturas não costumava desistir. Não quando havia campanhas. Era como se, durante os dias que antecediam uma eleição, tudo lhe voltasse a ser possível. E a ela. E a ambos. Já era do Partido antes de nascer, dizia. Com o decorrer do tempo foi tendo algumas dúvidas. Ela que, desde muito cedo, tinha as dúvidas todas, lutava arduamente para que as dúvidas dele se dissipassem. Não, não mentia. Calava, apenas. Calava para o ajudar a, pelo menos, nestas alturas não desistir. Fora das eleições, não. Aí discutíam horas e horas. As discussões davam-lhe ânimo para acreditar. Que ele iria vencer a batalha. Quando já muito zangado lhe chamava “esquerdista dum raio...”, tinha tanto ânimo para acreditar... Ele sabia que, às vezes, quando íam votar, o voto, até se chegava a encontrar. Ok, não foram muitas vezes, mas aconteceu. Dizia-lhe sempre, nessas alturas, que se pudesse iria com ela...para evitar que o voto se “desperdiçasse”.
Nas campanhas, não. Ela nunca fez campanha pelo Partido. Mas sempre ansiou pelas campanhas dele.
Queria-te cá. Queria-te tanto cá.
Um ano desististe. Não te apetecia, disseste. Na noite das eleições esperei-te nos bancos frios de S.José. Devia ter feito campanha, não devia? Perguntaste. Devias.
Pouco tempo depois desistimos. Mais tarde, tão pouco tempo mais tarde, desististe tu. De ti.
Há algum tempo que tinhas deixado de pagar as quotas. Mas ainda tenho o cartão. Eu teria podido fazer campanha. A sério. Queria tanto que continuasses cá.
Publicado por Troll Urbano às 12:41 AM | Comentários (8)
"A la Rui Rio"
Por: Daniel Arruda
Rui Rio é um tipo com graça. Hoje foi vaiado, insultado e outras coisas que tais na Campanhã. Acham que ele disse que "OK, pelos vistos nesta freguesia falhei, vou ter de melhorar". Não. Nada disso. A culpa é dos provocadores que o PS convoca para lhe estragar a campanha e para poderem ver a sua certeza, desafiou Fransisco Assis a ir a freguesias maioritariamente laranjas para ver como era recebido.
1ª consideração. Para quem governou mal a cidade tem muita lata e 2ª consideração é que os votos já têm dono antes das eleições. As freguesias são tipificadas por sentido de voto. É uma nova concepção de Democracia sem dúvida.
A la Rui Rio
Publicado por Troll Urbano às 12:08 AM | Comentários (2)
setembro 27, 2005
Nada justifica isto
Por: Daniel Arruda
Não é do meu partido, nem sequer era meu conhecido, era para mim um cidadão comum, mas não posso de não deixar aqui o meu lamento pelo morte de um candidato autárquico, que não fazia mais que o seu dever cívico de lutar por uma causa que ele achava justa. Morreu em campanha por causa de um acto de loucura de um fanático qualquer.
É triste e revoltante e pior é que cada vez mais tenho a sensação que pode acontecer a qualquer um que ande em campanha nas ruas.
Publicado por Troll Urbano às 08:47 PM | Comentários (2)
Um pedido de desculpas em versão posta
Por: Daniel Arruda
Uma posta que não é mais que um pedido de desculpas. Como todos sabem o tempo não é elástico e o dia por muita vontade que tenhamos não tem mais de 24H e a campanha obriga a estar na rua a maior parte do tempo.. Por isso a minha actividade blogueira possivelmente sofrerá uma diminuição, pelo menos durante o periodo diurno. Sei que todos irão compreender e que vão desculpar as postas coladas fora de horas. È só no periodo da campanha e é por uma boa causa.
Publicado por Troll Urbano às 10:26 AM | Comentários (8)
Vamos a isto!!!
Por:Isabel Faria
Hoje vai começar a campanha a sério. Vou sair de casa com um dia longo pela frente. Sei que vai veler a pena. Porque José Sá Fernandes conhece Lisboa. Tem soluções para Lisboa. Porque temos um projecto. E porque temos um sonho. Esta cidade vai ser uma cidade viva. Onde se viva.
Não sei porquê, agora, ao planear as coisas aqui em casa, para os dias que se seguem (mesmo em campanha eleitoral se é mãe...ou é porque se é mãe que fazer campnha eleitoral se torna mais que uma opção, um imperativo?), recordei o Cântigo Negro do José Régio. Não vai aqui ficar inteiro. Porque sei que cada um de nós sabe de cor cada uma das palavras que o tornaram, ao longo das nossas vidas, um dos nosso poemas.
Fica a última estrofe. Com a ressalva que sei para onde vou. Hoje sei!
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
Publicado por Troll Urbano às 09:17 AM | Comentários (9)
setembro 26, 2005
Faltam 45 minutos
Por:Isabel Faria

“Manuel Maria Carrilho quer rendas flexíveis nos bairros sociais de Lisboa. A medida já está prevista nos regulamentos municipais, mas o candidato do PS diz que um dos problemas da capital é a não aplicação dos regulamentos. Carmona Rodrigues promete criar mais lugares de estacionamento para residentes em Lisboa.”. Este é o teor da 4ª edição de hoje do Jornal de Campanha da TSF, on line. Igual a todos os outros anteriores, garanto-vos. Com os mesmo únicos protagonistas e o mesmo vazio de Informação. Vergonhoso.Triste para quem, como eu, durante tanto tempo teve na TSF uma referância daquilo que podieria ser Informação de qualidade em Portugal
Faltam 45 m para começar a Campanha Eleitoral. Será, ao menos, cumprida a Lei?
Publicado por Troll Urbano às 11:20 PM | Comentários (3)
Um pouco de campanha no Troll
Por: Daniel Arruda
Tenho reparado, e também porque me têm dito, que cada vez mais candidatos autarquicos frequentam aqui esta nossa modesta assoalhada. E também porque acredito que há seixalenses que lêm o Troll aqui vai o link para o nosso (do BE, entenda-se e não do Troll) programa autárquico do Seixal.. Quero ver se amanhã também vos consigo presentear com uma imagem do Outdoor que já está nas ruas. Com a minha "fronha", imaginem só.
Já agora aproveitava para deixar um pedido. Se puderem e se alguém souber pode deixar na caixa de comentários as localizações dos outros. É que a mim ainda não me chegou nenhum e eu também não encontrei.
Publicado por Troll Urbano às 08:41 PM | Comentários (8)
O Amor no Basebol.
Por: Daniel Arruda
Depois da imagem de amor que deixei sobre o futebol, hoje vamos para outro desporto, também jogado com bola. Só com a diferença que, neste, em vez de se mover a bola com partes do corpo, usa-se um bastão.
É tão bom quando o Amor é livre de preconceitos. Seja entre quem for. Seja onde for. Até me apetecia usar um lugar comum da década de 60. "Make Love, not war"
Publicado por Troll Urbano às 08:02 PM | Comentários (1)
O Prometido
Por: Daniel Arruda
Como o prometido é devido, aqui vai. O Presidente da Junta de Corroios não recuou. Pior. Diz que o que foi decidido é o que está na acta. Nada de mais falso.
Hoje, a pretexto das entrevistas na Rádio Baía, encontrei o representante do PSD que também me garantiu que eu não tinha ouvido mal na reunião.
Mas começando pelo príncipio. Eu gostava de poder transcrever a minha conversa com o Presidente da Junta, mas isso não me parece muito ético, até porque a conversa decorreu no gabinete dele e se há coisa que prezo é a privacidade, mesmo que seja a dos outros. Digo apenas que não me convenceu. Sobre o texto que, pelos vistos, tanta polémica deu, nem uma palavra, não era assunto para ali. Sobre os lugares nas mesas de voto umas justificações que soam a falso.
Até agora e que eu saiba só o representante do CDS-PP assinou. Eu ainda estou a pensar, mas como parece que, com ou sem assinaturas, a composição das mesas de voto já seguiu para a Câmara, coisa que aliás não compreendo. O que é certo é que vai seguir um protesto formal para a CNE, embora me incline mais para assinar. Trabalho já eu tenho muito agora com a campanha e é-me mais importante as lições que tiro para o futuro que as guerras que possa travar no presente. Já o escrevi e reafirmo, acredito que todos os que vão para as mesas de voto, vão com a maior das sinceridades e boa fé. O que me importa mesmo é que, no futuro, nada será igual. A confiança, a cordialidade, enfim, tudo aquilo que não torna o combate político uma selvejaria.
Como em tudo na vida acabamos sempre mais ricos por muito triste que a situação seja. Basta que nos enriqueça. A única coisa que não quero é que o Troll seja tema de campanha. É que pelo que me apercebi, à falta de argumentos políticos, já tudo serve para denegrir a imagem do cabeça de lista da Câmara.
Publicado por Troll Urbano às 07:40 PM | Comentários (1)
Que dizer?
Por: Daniel Arruda
O que dizer de um povo que fala mal dos políticos e depois põe a hipótese de dar maiorias absolutas a pessoas julgadas e indiciadas por crimes de burla e gestão danosa do dinheiro público?
Para mim, apenas uma coisa.
Só tem o que merece.
Publicado por Troll Urbano às 01:30 PM | Comentários (8)
Dsculpem, podiam falar um pouquito de autárquicas
Por: Daniel Arruda
Alguém me explica o que tem a ver o orçamento da nação com as eleições autárquicas? É que, a meu ver, nada. O que está em causa nas eleições de dia 9 de Outubro são as diversas gestões municipais e não a acção do governo.
Que se discuta nesta campanha coisas de âmbito nacional concordo, sempre que estas tiverem a ver com questões autárquicas, como, por exemplo, a lei de financiamento autárquico, o funcionamento da justiça, a educação do 1º ciclo, das políticas de energia............... aceito e concordo. Mas o que alguns partidos, nomeadamente o PCP, O PSD e o CDS-PP querem fazer é destas eleições um referendo ao governo e assim desviar as atenções das suas, em muitos casos vergonhosas, gestões autárquicas.
Não quero aqui fazer a defesa do PS, aliás, penso que este governo tem muito pouca defesa possível tal a sucessão de ditos e desditos, mas tenho que dizer que para quem tem andado nesta campanha o facto mais relevante que salta à vista é que há partidos que de gestão autárquica discutem muito pouco e de "fait divers" falam demais.
Oiço Jerónimo de Sousa a falar dos independentes (já agora ainda me vão explicar o que é um independente), Ribeiro e Castro a falar de, campeonatos inter freguesias?????, bem, pensando melhor Ribeiro e Castro não fala, e Marques Mendes quer é orçamentos e planos de combate ao défice. Vejo a comunicação social falar da Bárbara Guimarães e do "ordinário" que Carmona proferiu. Oiço comentadores a falarem de Alegre, Soares e Cavaco. E política autárquica, quem fala? Eu escrevi política autárquica, pois de Fátima Felgueiras, de Isaltino Morais, de Valentim Loureiro ou de Teresa Zambujo muitos falam, mas não é pela política certamente.
Fazer campanha assim não é fácil. Ou como dizia uma senhora hoje de manhã. "Querem todos ir para a Assembleia da República mas quando lá chegam não fazem nada". As pessoas estão tão afastadas da política que já nem sabem para que servem as eleições. Dia 9 de Outubro certamente que não faltará quem procure o Soares no Boletim de voto, ou mesmo a frase do referendo do Aborto.
Publicado por Troll Urbano às 01:26 PM | Comentários (2)
Pois é...
Por:Isabel Faria

Publicado por Troll Urbano às 12:43 PM | Comentários (5)
Já há muito tempo que não falava em publicidade
Por: Daniel Arruda
Esta para mim está fantástica
Publicado por Troll Urbano às 01:22 AM | Comentários (3)
Torta de chocolate
Por:Isabel Faria

Não sei como acontece. No cinema sei. Chama-se flash back, não é?
Na vida? Bem na vida, deve ser, à mesma, um flash back, só que sem efeitos especiais.
Tinha seis anos. Não me lembro em que dia saiu da prisão. Lembro-me de quando o vieram buscar. Lembro-me das três batidas na porta. Não, das batidas não me lembro, ouço-as.
Era Inverno. Dormia no quarto pequenino, mesmo ao lado. Tinha três anos e segundo me contam imenso medo dos papões. Do medo dos papões não me lembro, confesso. Do medo dos homens que entraram, molhados, pela porta adentro, também não me lembro. Só ouço o meu pai a dizer que estava tudo bem e que iria voltar em breve. Nunca tinha visto o meu pai chorar. Achei estranho. Tão estranho que chorei também. A minha mãe já tinha visto. Não me parece que tenha achado tão estranho. E talvez não tivesse chorado por causa disso. Mais tarde, sim. Ao longo dos três anos que se seguiram...mas esses não entraram tanto nos meus efeitos de filme desta tarde.
Não me parece que tenhamos comido alguma torta de chocolate durante esse tempo todo. A moeda que vi, um dia, milagrosamente perdida debaixo da pontinha da camilha bordeuax (na altura devia achar que tinha uma camilha vermelha...mas hoje lembro-a bordeaux. Creio que a memória deve ter razão nas cores) deu para comprar pão. Nunca teria dado para fazer uma torta de chocolate.
Um dia, a minha mãe disse-me que o meu pai viria antes de eu entrar para a escola. De certeza que viria. Só tínhamos, mesmo, que esperar mais um pouquinho, dizia, com lágrimas nos olhos. Aí, e apesar do meu efeito de filme desta tarde não parar muito nesse tempo, acho que já chorava com ela. Mas chorava sem perceber porque chorávamos. Então se ele estava quase a vir...a minha mãe tentava explicar. Mas chorava mais. Tive que desistir.
Chegava tarde a minha mãe e as outras mulheres que iam ver os maridos. Só podia ir uma vez de quinze em quinze dias. Ficava cara a viagem. Os meus avós pagavam a viagem e davam-me de comer, enquanto esperava que ela voltasse, à noitinha. Vinha sempre com os olhos vermelhos. Eu já não estranhava.
Um dia não veio com os olhos vermelhos. Eu estranhei. Mas lembrei-me que faltavam poucos dias para começar a escola. Já não estranhei mais.
“Temos que fazer uma torta de chocolate” “Não temos dinheiro, filha” “Tem que ser, mãe” “Só se pedires à avó que faça…a mãe tem…” “Eu peço, mãe”.
Tinha que pôr o avental. A minha avó não me deixava estar na cozinha sem avental. Sujas-te com a farinha, dizia. Posso partir os ovos? E misturar o açúcar?...e rapar a tigela????
Ficou muito bonita a nossa torta. Não pode ser muito grande, disse a avó. Leva muitos ovos e muito açúcar e muito chocolate...Eu sei, avó.
Agora entraste pela porta. E afinal vinhas a chorar outra vez. Então mas agora quando saías e entravas em casa, vinhas a chorar, pai? Que coisa estranha...
Fiz-te um bolo, adivinha qual…uma torta de chocolate…sim pai!!! Ainda estás a chorar pai, mesmo com a torta de chocolate? Não está boa? Fui eu que fiz. A avó Inês só ajudou…Está boa, filha. Muito boa.
Então porque raio, continuavam todos a chorar????
Mãe, achas que já está fria? Já se pode experimentar? Não querido, ainda não.
Mãe, estás com uns olhos estranhos…não, é impressão tua. Só estava a ver um filme...Um filme? Coitada, é da campanha....
Publicado por Troll Urbano às 12:04 AM | Comentários (16)
setembro 25, 2005
Uma Tarde sem campanha
Por: Daniel Arruda
UFFA!!!!! Uma tarde sem campanha. Uma tarde para mim. E que melhor maneira de a preencher que indo à terra (que não é longe), visitar a mamã, ir ver o jogo do clube da terra que está na III Divisão série E, e estar com amigos de infância que já não via há meses.
Só cometi uma gafe. O jogo começava ás 17 e não ás 16 como previa, o que até foi bom. Deu para ir pagar as quotas do clube e ampliar o tempo das conversas. Infelizmente, também deu tempo para me esticar nos tintinhos.
Essa foi outra das coisas boas. O prazer de comer uma bifana e um coirato acompanhadas de umas taças de vinho tinto que estava de estalo. Se a minha mulher estivesse presente diria logo que aquilo era um bocado taberneiro, coirato e copos tinto. Mas são estes os pequenos prazeres que fazem a vida.
O jogo pouco importou, foi mais a conversa e o convívio, e o ver, os outros, a fazerem campanha. Estava lá o presidente da Câmara, da Junta (embora esse seja dos assíduos), o candidato do PSD e mais uns quantos elementos das listas. Para mim estava mais divertida a conversa de qual dos dois grandes de Lisboa tinha mais adeptos e saber se o Rui ainda andava naquela vida.
Acho que era isto que eu estava a precisar para recuperar as forças. Quando o jogo acabou fui jantar a casa da mamã e brincar ao “jogo dos cavalos” com o meu filho, que tinha trocado uma tarde de futebol por uma ida ao parque com a avó e continuei a divertir-me. Acho que pouco falei. Apenas ouvi. A minha mãe e o meu filho e como sabe bem ouvir. Ah!!! Não se preocupem os mais tradicionalistas. A minha mulher ficou em casa porque também merecia uma tarde de descanso, de sofá e TV. Ou PC se assim o entendesse.
Agora cheguei a casa e vim ver o que se passava no Troll. Tudo calmo e tranquilo. A família postou toda. Os comentários são os possíveis dada a quebra do Weblog.
Ah!!! (2) O jogo acabou Loures 3 – Vilafranquense 1 e assim se faz um líder na classificação. 2 Jogos, duas vitórias.
Publicado por Troll Urbano às 11:29 PM | Comentários (3)
Pergunta
Por:Isabel Faria
Quando se chega a casa muito cansada, que a campanha cansa mesmo. E a noite passada dormiu-se, para aí, umas quatro horitas.
E também se chega um bocadinho atordoada porque, com o cansaço e a falta de dormir, um copinho de vinho tinto deve equivaler, mais ou menos, em condições normais, a um garrafão de 5 litros.
E chega-se, ainda, com umas dores horríveis nos pés, porque os parvos dos ténis, hoje, resolveram dar-lhe para o mau feitio e fazer uma bolha.
Quando se chega assim a casa, dizia eu, e o telefone toca e passa o cansaço e o copito de tinto passa a cálice de tinto e os pés doridos passam a pezinhos saudavelmente felizes, passa-se o quê?
Publicado por Troll Urbano às 05:33 PM | Comentários (7)
This is gonna be a bright, shiny and colourful place!
Por: zOinGo
O burgo tem andado agitado, ultimamente...!
Alguns aguaceiros de azia e ventos moderados de algum stress pré-eleitoral, têm influênciado o estado do tempo no "Troll Continental".
Espera-se uma melhoria significativa das condições metereológicas para breve, com céu azul, sol e cores vivas, devido à chegada do anti-ciclone "Isabel".
................................
They give us those nice bright colors, they give us the greens of summers that makes you think all the world's a sunny day, Oh yeah!
in "Kodakchrome (tm)" - Paul Simon (1973)
PESSOAL... DEIXEM-SE DE MERDAS!
in "Ecos do Manicómio Global" - zOinGo (2005)
=)
Publicado por Troll Urbano às 05:32 PM | Comentários (22)
Dia de aniversário
Por:Isabel Faria
Bairro Padre Cruz. Mercado. Dum lado, a parte mais recente, prédios de vários andares. Bem conservados. Do outro, ruelas estreitas por entre casa pequenas e antigas. Muitas delas desabitadas. Como em Carnide, onde tínhamos passado algum tempo antes, quase não há gente na rua. Apenas no Mercado se vêem pessoas. E num ou outro café.
Não há má recepção. Também não há boa. O que, sobretudo, se vê e se sente é indiferença. Indiferença que consegue ser quebrada quando Sá Fernandes se aproxima e cumprimenta ou fala. Mas que, ao virarmos as costas, ninguém parece ter dúvidas que será o sentimento que prevalecerá.
Uma indiferença que não nos é dirigida. Uma indiferença sem destinatários. Com rostos. Mas sem destinatários. Como se com um gesto ou com ausência de gestos, nos quisessem transmitir, apenas, uma ideia: Não acreditamos que valha a pena.
No mercado do Bairro Padre Cruz, tivemos, apenas, um ou dois momentos. È feita de momentos uma campanha como esta. Só pode ser. Temos, nós que não podemos vacilar nem desistir, de, teimosamente, nos agarrarmos a eles.
À saída do Mercado, vejo uma senhora sozinha sentada num Banco. Aproximo-me e pergunto se lhe posso entregar um panfleto da campanha…olha-me com um olhar firme e diz-me: “Pode. Mas eu queria mesmo era uma bandeira. Faço hoje 44 anos e queria uma prenda...Mas tem que ser das verdes, que eu sou do Sporting...”
Bandeiras??? Ok, uma bandeira. Meninos, é preciso uma bandeira para dar a esta Sra que faz hoje anos...apareceu uma bandeira e a Sra. abriu um sorriso lindo. É possível ter um sorriso lindo numa cara coberta de rugas e de pele baça. “Posso dar-lhe um beijo de parabéns?” “Pode...mas diga lá àquele Sr. da fotografia, para me dar um também...sabe que eu gosto muito de homens jeitosos???” Depois do beijo do Sr jeitoso da fotografia, ainda levei com uma descompostura dita num tom zangado “Você que é mulher, veja lá se penteia o Sr. que anda com o cabelo todo no ar!!!”.
Ficou, ali, solenemente, prometido, que a partir de Terça-Feira começo a andar de pente na mala. A Sra., que todos conhecem no Bairro, por histórias de vida tristes e complicadas, ficou com o sorriso...”Tenho a impressão que não recebia uma prenda de anos há...deixa cá ver...se eu faço 44...o meu morreu há 8...olhe minha senhora, não sei há quantos. Muitos”.
Publicado por Troll Urbano às 04:38 PM | Comentários (4)
Alegre é candidato
Por: Daniel Arruda
Foi ontem com semanas de atraso que Manuel Alegre apresentou a sua candidatura. Num momento em que o cenário à esquerda está defenido.
Nunca neguei que teria grande facilidade em votar Alegre numa 2ª volta, ao contrário do que acontece com Soares onde, não havendo dificuldades, há uma impossibilidade. Mas Alegre falhou redondamente nos timings. Se a sua candidatura é realmente diferente da de Soares, e quero crer que sim, deveria ter anunciado a sua disponibilidade mais cedo. No momento da ruptura. Alegre não anda nisto há 2 dias e sabe que teria uma máquina que trabalhava para ele e que teria apoios. Neste momento em que Alegre avança parece um donzela ferida, que avança porque sabe que mesmo estando magoado, é um senhor e os senhores não fazem mal aos amigos, mesmo que estes os traiam. Avança numa altura em que Soares tem tudo pronto e que Alegre não pode aspirar a mais que os restos. Alegre fez o quadro. Um homem não recua, por orgulho, mantém a sua imagem de combatente mas pretende causar o menos dano possível na candidatura de Soares. Avança, nesta altura, porque sabe que os restantes candidatos à esquerda avançaram tanto que não podem recuar e apelar ao voto em Alegre. Avança agora porque sabe que assim não vai à 2ª volta mas mantém a imagem de combatente.
Não gosto destes jogos de interesse, mesmo que estes me (politicamente, claro) favoreçam como é o caso. À esquerda o combate vai ser aberto. Não descarto nenhuma possibilidade quanto ao eleito à 2ª volta. Louçã também fica na corrida.
Disse a seguir às declarações de Viseu. Alegre desiludiu-me. Era das poucas pessoas nos corpos dirigentes do PS em quem ainda acreditava. Começo a ter dúvidas se os anos de aparelho não lhe tolheram o pensamento e passou a ser mais um aparelhista que sem os poderes instituídos se torna um entre muitos e não um em especial como um Homem de esquerda deve ser.
Espero estar enganado, a sério que sim.
Publicado por Troll Urbano às 02:41 PM | Comentários (11)
Com algum atraso...
Por: Isabel Faria

Amanhã que é domingo.
havemos de encontrar-nos
mais uma vez no adro,
dando pontapés
na imaginária bola
redonda, do futuro,
correndo, e não sabendo
qual de nós
chegará primeiro,
tendo, em vez de dedos,
nas mãos.
estrelas, muitas estrelas,
e adormecendo em cima do Sol...
Raul de Carvalho
Publicado por Troll Urbano às 02:32 AM | Comentários (3)
A vida do F
Por: Isabel Faria
Ok, muitos de vocês não conheceram o F. Mas o F foi famoso. Tenho a certeza. E mesmo que não o conhecessem e não tivesse sido famoso o F foi o meu ratinho e o ratinho do meu filho.
Veio cá para casa muito pequenino (agora era enorme nos seus 6 ou 7 cm de corpo e mais 6 ou 7 cm de rabo). Chamava-se F, porque foi comprado com a turma F toda presente. E veio dentro duma caixa de sapatos. Quando entrou em casa, o João Pedro, disse-me para tomar um calmante e para olhar só pelo buraquinho. Quando olhei achei logo que ninguém consegue ter uma coisinha má, tipo ataque cardíaco ou assim, frente a um bichinho do tamanho de meia palma da mão. Não tomei o calmante, não gritei e apaixonei-me logo ali. Paixão que se manteve ao longo de 3 anos. O meu rato passou por crises de crescimento, primeiro, de adolescência, depois, da maturidade e, por fim viu-se entrar na 3ª idade de ratinho. Que é parecidíssima com a nossa (salvo seja...só mais um cadito, se faz favor...). Houve alturas em que deixou de comer, outras em que deixou de brincar, outras ainda em que deixou de roer tubos de rolo de papel higiénico. Sempre achei que grande parte destas crises, para além das alterações físicas e psicológicas próprias da (s) idade (s), teve a ver com o facto de nunca lhe ter arranjado uma ratinha. Aliás, é a única coisa em que acho que não cumprimos cabalmente a nossa função de pai e avó adoptivos. Mas uma vez tinha visto uma Hamster ter uma ninhada de uns seres rosados e “despelados” e guardei o trauma, ao longo dos anos, não o conseguindo ultrapassar nem em nome do bem estar do meu ratito.
O F foi, então, ficando velhote. Continuava a comer. A beber. Ainda vinha sempre roer os nossos dedos quando nos aproximávamos, mas deixou de brincar, de roer tubos, e até, por fim, de tomar banho, coisa que fez religiosamente à hora do telejorrnal (vá-se lá saber porquê) durante quase três anos…
Na Quinta-feira à noite morreu. Não estávamos em casa. Tivemos que o guardar dentro duma caixinha fechada até esta manhã. Tinha que se fazer o funeral e não havia hipóteses de o fazer na Sexta.
Esta manhã fui de colher da cozinha numa mão e de caixinha de F na outra, enterrá-lo num canteiro do Jardim do Torel. Ficou mesmo virado para o Tejo. Eu fui a coveira e o meu filho fez-lhe uma cruz com dois pauzinhos (olhei um bocadito espantada, mas silenciosa...). Cobrimos a “campa” com as folhas amarelas que o Outono desprende das árvores.
Com tantos problemas graves no País e no Mundo...ok, eu sei, Mas o F era o nosso ratinho. E nós temos saudades dele. E mesmo desperta para eles (para os problemas graves do País e do Mundo) há sempre lugar para um pequeno ser de centímetros num lugarzito qualquer, aqui dentro. Quem tem um animal de estimação, sabe. Quem não tem, experimente.
PS: Desculpem o post de metros, mas ninguem conta uma vida em meia dúzia de linhas.
Publicado por Troll Urbano às 12:45 AM | Comentários (12)
setembro 24, 2005
A minha sugestão musical de hoje.
Por: The
A minha sugestão de hoje vai para uma banda com um som irreverente, não no sentido agressivo mas sim puramente original e muito inovador na minha opinião.
Parecem 3 miudos acabados de sair do conservatório mas com uma maturidade muito acima da média. Afirmo sem duvida que este é um trio perfeito.
Matthew Bellamy na voz ( voz poderosa e que chega a hipnotizar ), guitarra ( que toca magistralmente ) e teclas ( encanta a sua maneira de tocar ), Chris Wolstenholme no baixo e guitarra ( um louco com instrumentos! ), e, Dominic Howard na bateria e percursões ( toca bateria ao mesmo que tempo que toca por exemplo xilofone, sem duvida a ver é simplesmente fabuloso ), estes são os 3 elementos que compõem os MUSE.
Como o nome indica, são sem duvida fonte de inspiração para muitas bandas pela originalidade que demonstram nas suas composições onde é frequente apreciar as qualidades de cada um com os instrumentos.
Os MUSE já editaram 3 albuns de originais, a ver:
- Showbiz
- Origin of symmetry
- Absolution
São os 3 uma mescla de originalidade com muita melodia acompanhados de um fervoroso gosto pela musica.
Não será certamente um estilo para todos mas no entanto não quiz deixar de apontar uma das bandas que muito me seduz.
"Hullabaloo" é o nome do dvd que lançaram com o concert no "Le Zenith" em Paris, aconcelho a quem tiver possibilidades a visionar do principio ao fim, é excelente no misturar de som, luzes, e paixão pela musica...
Publicado por Troll Urbano às 07:26 PM | Comentários (14)
Joana Amaral Dias
Por: Daniel Arruda
Parece que a polémica do momento é a Joana Amaral Dias e o facto de ela ter aceite o lugar de mandatária para a juventude na candidatura de Mário Soares.
Não sei porque. As candidaturas presidenciais são pessoais apesar de suportadas normalmente por partidos. A Joana Amaral Dias fez uma escolha política e nada mais normal que as pessoas mudarem de opinião. Eu posso nem concordar com ela mas reservo o direito de achar que não tenho nada que emitir opinião sobre uma escolha pessoal. Parece-me até que existe alguma imprensa que está "danadinha" para que o BE assuma uma postura igual à de outos partidos da nossa esquerda e avance para processos de expulsão e linchamento na praça pública. Não me parece que seja isso que vá acontecer. O BE respeita as opiniões de cada um. Não digo, e seria ingénuo se o fizesse, que a confiança política não fica abalada. Obviamente que sim. Se o partido onde Joana Amaral Dias milita tem um candidato que defende a linha política por todos escolhida em convenção e ela opta por outro que podendo ter algumas parecenças tem demasiadas diferenças, é sinal que a escolha política está a sofrer uma alteração e como tal o posicionamento dentro do partido deve ser repensado.
Mas o príncipio do respeito tem de estar lá, da mesma forma que exigo que me respeitem a mim se por ventura os candidatos na 2ª volta forem Mário Sores e Aníbal Cavaco Silva e eu apelar ao voto nulo.
Por fim penso que a atitude de alguns dirigentes do BE deve ser repensada. Não é com intolerância que se constroi uma esquerda nova. É no direito pela diferença. Sendo ou não uma corrente ultra minoritária, como é o caso da Ruptura/FER, dentro do BE devem medir melhor o que dizem porque apesar de representarem muito poucos têm no BE um papel tão importante e relevante como os que pertencem a outras tendências bem maiores. Não é atacando o candidato presidêncial apoiado pelo Bloco que se chega a bom porto.
As pessoas têm de começar a compreender que o Bloco é diferente, para melhor. Que não exclui, inclui. Só assim se faz uma esquerda multicultural (no sentido político do termo) que possa ser alternativa em Portugal.
Publicado por Troll Urbano às 05:03 PM | Comentários (8)
FIM
Por: Isabel Faria
Não gasto o meu tempo em guerras inúteis. As guerras da Blogosfera são inúteis. Cada vez que entro numa me arrependo. Não tenho feitio para isso. Acho que nem tempo. Possivelmente nem força. Cobardia? Que se lixe. Na minha vida não o sou...creio. Se, as pessoas que me conhecem na Blogosfera, acharem que o sou, problema delas.
Fico triste quando sinto que me trairam. As traiçóes, a maoria das vezes não se provam, sentem-se. Hoje senti o que se passou como uma traição. Fiquei magoada. Muito magoada. Talvez estivesse enganada. Mas estas coisas sentem-se. E eu senti-as assim.
Vi que me enganei num ponto.Todos podem ter acesso àqueles números e eu não sabia. Fiz acusações erradas. Peço que me desculpe quem com elas atingi.
Mas continuo magoada. Não havia necessidade. Nem tem cabimento. Não entre amigos. E eu repito aqui, para quem quiser ler e sem nenhum receio do que de mim, quem quer que seja, possa pensar, é de amigos meus que se trata.
Foi retirado o post que falava no que esta manhã e este principio de tarde se passou. Não foi retirado por mim nem apenas por minha vontade. Foi retirado pelo Troll, porque todos temos muito mais que fazer. E outras guerras para travar. E porque isto cansa. Muito.
Resta-me esperar que o resto se faça. O que é para ser feito na Blogosfera. O resto, o importante tratarei na vida real. A que me importa. Se a amizade for mais importante do que o número de visitas num Blog. Se não, paciência. Tenho pena. Mas já perdi tanta coisa na vida...será, apenas, mais uma.
Publicado por Troll Urbano às 04:34 PM | Comentários (24)
Uma dúvida
Por: Daniel Arruda
Sócrates garante redução do défice em 2006 sem aumento de impostos.
Público de hoje
A grande questão é se ele ainda merece credibilidade ou não e também o porquê do frisar o 2006. Será que nos devemos preparar em 2007 para um aumento dos impostos?
Publicado por Troll Urbano às 03:33 PM | Comentários (2)
Se não gostam ponham na borda do prato
Por: Daniel Arruda
Parece que os meus adversários políticos estão muito ofendidos comigo. Por causa desta posta. Não sei o que ela tem de mal, mas.....Ou melhor, não são os adversários, é um deles. A CDU. A ponto de dar o dito por não dito e em vez de passar para acta o que foi concordado na última reunião passaram outra, mais vantajosa para eles. Retiraram ao BE um lugar nas assembleias de voto para ficar para a CDU. Não é por um lugar. É pela atitude. Ao fim de quase 3 horas de reunião, onde se chegou a um acordo, só porque não se gosta de uma coisa num blog, muda-se. Sem consultar ninguém e sem informar ninguém.
Mas vamos por partes. Fiquei a saber que a CDU Seixal também lê o Troll. O que é bom. Fiquei a saber que a minha opinião como cidadão é valorizada. O que é bom. Fiquei a saber que é crime e ofensa escrever na Net. O que é mau, mas bom de se saber. Fiquei a saber que a sátira não é o forte da CDU, o que é bom, posso usá-la mais vezes. Mas fiquei acima de tudo a saber uma coisa. Que a frontalidade e a honestidade não é apanágio de todos.
Porquê? Porque havendo quem tenha o meu número de telefone, não foi capaz de dizer directamente o que pensava. Faz jogos, e pior, é desonesto intelectualmente. Escuda-se atrás de um gabinete para mim e entrega prints do Troll a outros. Joga na intriga e na maledicência. Até hoje o Troll nunca foi arma de arremesso nesta campanha. E não o vai ser por respeito aos outros companheiros. Mas que o ataque político vai ser diferente isso não tenham a menor dúvida. Escusam por isso os desonestos e hipócritas de mandar mais destabilizadores para o Troll. Da minha parte não terão resposta. È fácil identificar IP's na Net sabiam? Este é um espaço LIVRE, sabem o que significa? É que não sou dependente de subsídios e não me calo porque vocês querem.
O que está aqui em causa é a sobrevivência de quem é político profissional e não quer voltar para o emprego que largou há muitos anos. Eu, ao invés, trabalho todos os dias e não preciso da política. Luto por causas. Justas dirão uns. Injustas dirão outros. Mas são as minhas e as do meu partido.
O desfecho será nos locais próprios e será divulgado aqui. Publicamente, chamando os "bois" pelos nomes.
Publicado por Troll Urbano às 01:03 AM | Comentários (15)
setembro 23, 2005
A força
Por: Isabel Faria

O medo
Ficam-nos guardadas as imagens de cidades vazias, de estradas entupidas de carros e de aeroportos apinhados de gente. Que fogem. Que abandonam casas. E empregos. E vidas.
Fica-nos guardada a imagem da nossa pequenez perante a força incontrolável da Natureza. O Estado mais poderoso do Mundo olha, estupefacto, para a sua real dimensão. No meio da tragédia passada ou da que se anuncia, descobrirá o Império a humildade?

O vazio
Publicado por Troll Urbano às 11:10 PM | Comentários (8)
UFF!!!
Por: Isabel Faria
Se o dia de hoje deixou o meu colega assim, a minha semana deixou-me uma vontade enorme de passar, pelo menos, uma noite assim:

UFF, estava a ver que não!!!!
Publicado por Troll Urbano às 07:33 PM | Comentários (4)
Desculpem mas não consigo evitar falar em .....
Por: Daniel Arruda

.... Fátima Felgueiras.
Este deve ser dos cartoons mais próximos do que se passa em Felgueiras, que eu encontrei.
Cada um que faça a sua interpretação. No fim, farei a minha.
Publicado por Troll Urbano às 07:12 PM | Comentários (5)
Esse trauma...O trabalho.
Por: The
Tem vezes que a porra do trabalho me deixa assim.
Hoje foi um deles...xiça...
Publicado por Troll Urbano às 06:04 PM | Comentários (5)
Associação de Idosos do Seixal
Por: Daniel Arruda
Como escrevi por aqui ontem à noite hoje era dia de visita ilustre no concelho do Seixal. E também de uma prova para se saber se a comunicação social iria aparecer para este momento de campanha.
A visita aconteceu e a comunicação social ficou em casa, com uma honrosa excepção para a Antena 1 que esteve presente.
Mas, não foi por causa disso, que se deixou de fazer campanha, no sítio onde devemos estar. Na rua.
Uma manhã normal com um passeio e contacto com as pessoas que estavam na rua e um almoço na Associação de Idosos do Seixal.
Esta Associação, que tem estado à margem da subsídio dependência dá diariamente de comer a 100 pessoas no seu centro e faculta ajuda domiciliária a cerca de 120 idosos. Essa ajuda vai desde a alimentação, ao fazer a cama, ao garantir a medicação, limpar o quarto, com 3 a 4 visitas diárias, das 9H ás 21H. Funciona também como centro de dia, com serviços como esteticista, barbeiro, banheiros para quem não pode tomar banho em casa, sala de jogos. Para além disso organiza viagens e encontros sendo que o mais importante é um encontro internacional de poetas populares que já deu origem a 3 livros editados. Neste momento, esta Associação está a alargar o serviço a toxicodependentes ajudando, inclusive, sempre que possível na recuperação destes.
É, sem dúvida, um exemplo. Mas infelizmente como as coisas funcionam bem parece que são esquecidos pelos poderes autárquicos e central. Há 4 anos, curiosamente por alturas de uma eleição autárquica, foi cedido um terreno para a construção de um centro maior e que tivesse também a valência de Lar. Uma óptima oferta. Só que sem as verbas para a construção é como se não tivessem terreno. Este ano, curiosamente de eleições, foi dito à Associação que a verba iria entrar em PIDDAC de 2006.
Mas a Associação não pode viver de promessas adiadas. Foi necessário comprar carros para fazer domicílios, um máquina de lavar industrial para lavar a roupa dos idosos, é necessário investir em equipamento variado e para isso não há ajudas. Nenhuma. A única fonte de receita é os cerca de 3000 mil associados e a ajuda do Banco Alimentar.
Foi uma grande experiência e lição o que hoje vi. A perseverança pode mover montanhas e pode até substituir-se ao Estado. Mais que uma iniciativa de campanha hoje foi um dia humano e de ajuda, porque não tenhamos dúvidas que um gesto tão simples como ir lá e falar com as pessoas dá um ânimo suplementar. Um gesto mais simples ainda que é o de nos batermos para que no PIDDAC do próximo ano seja incluída a verba para que o novo centro seja constituído. Para que não haja mais promessas adiadas, porque esta Associação não vive do futuro porque dá o que tem e o que pode no presente.
Publicado por Troll Urbano às 05:53 PM | Comentários (5)
A pré-campanha na Comunicação Social
Por: Isabel Faria
Durante muito tempo, quiseram atribuir o crescimento do Bloco de Esquerda, ao que chamavam o “colo” da Comunicação Social. Este argumento era, sobretudo, usado pelo PCP e não fazia distinção entre orgãos de CS.Todos, televisões incluídas, eram acuaados de trazer o Bloco ao colo e o Bloco era acusado de se deixar transportar ao colo.
Nas últimas Legislativas e com a eleição de Jerónimo de Sousa para Secretário Geral do PCP, ao mesmo tempo que o crescimento do Bloco surgia como o entrave maior à maioria absoluta do PS, a situação inverteu-se completamente, apesar do PCP nunca, obviamente, o ter reconhecido e continuar a acusar a Comunicação Social dos resultados eleitorais do Bloco.
Quem não se lembra das constantes alusões ao rosto humano de Jerónimo de Sousa, ao seu passado operário, à diferença de postura que, supostamente, se vislumbrava. Quem não se lembra também dos ataques pessoais, muito mais que políticos a Francisco Louçã e da histeria e aproveitamento da tal frase dos filhos no debate com Paulo Portas?
Há duas semanas, estive em Santarém na abertura da nova sede do Bloco e na apresentação dos candidatos autárquicos. Na véspera tinha sido gravado um programa para a RTP 1 ( a do serviço público) sem a presença da cabeça de lista do Bloco, alegadamente porque a Televisão Pública optou por só convidar os Partidos que estão representados na actual vereação. O PCP esteve, obviamente, presente e não levantou qualquer problema de colos. Que posição terá o PCP em relação à transmissão destes debates em todos os concelhos onde não tem repersentação autárquica? Ficarão silenciosos e conformados?
O espectáculo que a SIC e a SIC Notícias nos presenteia diariamente é um atentado à Democracia. A escolha dos concelhos, a escolha dos candidatos e a escolha dos momentos das iniciativas são uma vergonha para a nossa inteligência e e para o Jornalismo. Não é a informação que se pretende dar, é o espectáculo quanto mais triste e escabroso melhor. A repetição do debate Carmona/ Carrilho é sintomático desta vergonhosa escolha.
A RTP, serviço público, não se fica atrás. Os jornais on line, a TSF seguem escrupulosamente a escola da SIC.
O Bloco deixou de andar ao colo para passar a ser completa e definitivamente ignorado. Em Lisboa não há uma notícia sobre a pré campanha de Sá Fernandes. Nem de Ruben de Carvalho. Não serei eu a usar os mesmos métodos e as mesmas acusações do PCP. Sou capaz de reconhecer que as atitudes de descriminação, de censura, de ausência de notícias é, neste momento, comum ao PCP e aos seus candidatos e ao Bloco e aos seus candidatos.
Espero que o PCP tenha a hombridade de o reconhecer na hora de contar os votos.
Publicado por Troll Urbano às 12:48 PM | Comentários (8)
Opções
Por: Isabel Faria
Acordei a pensar qual havia de ir buscar ao guarda-roupa.
Este:

Ou este:

Acabei por escolher o segundo. BOM DIA!!!
Publicado por Troll Urbano às 10:23 AM | Comentários (13)
"Ainda sou do tempo"
Por:Isabel Faria
Retirado da nossa Caixa de Comentários, com o obrigado do Troll ao nosso comentador, Causas Perdidas.
"Ainda sou do tempo" em que ser convidado para ir para a mesa era uma honra, as pessoas gostavam de ser vistas nesse "dia em que mandam alguma coisa" num lugar privilegiado: por detrás do caderno eleitoral, da urna e do vaso com cravos vermelhos.
Olhando a bicha de fato domingueiro a caminho da escola primária, invejei-lhes o cartão de eleitor que os meus dezasseis anos não permitiam - "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução", pensei.
A malta votou pelo "Socialismo", palavra em moda na altura, logo a seguir a "Revolução", "Democracia" e "Popular" - nessa altura também se falava em "Classe Operária" e em "Futuro".
Anos depois, socialismo na gaveta e luz ao fundo do túnel, vieram os atestados, o emprego, a avó que ainda não se convenceu que morreu, tudo o que fosse possível para fugir à "seca" de estar ali detrás da mesa.
Agora que a democracia se "institucionalizou", negoceiam-se os lugares nas mesas entre partidos, resolveu-se o problema dos atestados. Para não atrapalhar a vida de ninguém, paga-se o transtorno das horas que a democracia pode causar.
Entretanto obtive o cartão de eleitor, que juntei ao do sindicato e da "caixa" que ganhei antes de ter idade para votar.
Nos dias de "ir lá", além dos costumeiros caderno e urna, umas flores de plástico a substituir os cravos viçosos da minha juventude. A democracia perdeu a tesão.
Após o exercício da cruzinha sazonal, saio da escola como quem sai de um restaurante onde lhe serviram um fraco almoço. E dou comigo a pensar que "de qualquer forma, isto só vai lá com uma revolução" - como o puto de há trinta anos.
Causas Perdidas
Publicado por Troll Urbano às 09:34 AM | Comentários (6)
A fuga
Por: Daniel Arruda
Amanhã é dia forte da campanha no Seixal, por isso não se admirem se não virem postas minhas por um periodo superior a 6 horas. Vamos ter entre nós a presença do Francisco Louçã uma parte da Manhã e à Tarde. Pode ser que amanhã alguma da comunicação social se digne a descobrir onde é o Seixal. Já que descobrem Amarante ou Felgueiras, também não lhes fica mal conhecerem este concelho de cerca de 160.000 habitantes.
Mas nem era bem essa a razão da minha posta, a razão é o debate de hoje na RTP com os candidatos a Felgueiras. O que representa Felgueiras de tão importante que justifique um debate num canal público? Tem muitos habitantes? Não. Tem peso industrial? Não. Tem peso cultural? Não. Tem peso ambiental ou urbanistico? Não.
Tem apenas uma ex presidente que teve dois anos de férias no Brasil.
Em jeito de brincadeira já pensei em propor aos outros candidatos no Seixal que para sermos diferentes vamos todos fugir para o Brasil e depois voltamos. Pode ser que depois ligassem alguma coisa ao Seixal. Mais morenos, com uma ou duas plásticas, e acima de tudo tinha de ser em apoteose. Para isso não precisávamos que nos denunciassem. Para ter visibilidade nós próprios arranjávamos um caso, com umas provas evidentes e assim que a polícia chegasse nós fugiamos. De preferência num Jaguar descapotável por causa da imprensa mais sensacionalista.
Vendo bem até era capaz de ter piada.
Publicado por Troll Urbano às 01:44 AM | Comentários (8)
setembro 22, 2005
Onde pára a justiça? Parte 3598...
Por: The
Como escapar da justiça, e tornar-se uma heroina em quatro partes.
Este poderia muito bem ser o novo filme do Manuel de Oliveira ( o homem só faz filmes instrutivos ) ou de um Yasaka qualquer coisa de tão estranho que parece o titulo.
Mas não, e até é muito fácil, basta para isso seguir os seguintes passos abaixo á risca.
1º - Ter amigos influentes na policia judiciária.
2º - Ter amigos influentes nas agencias de viagens.
3º - Ter amigos ( influentes ou não, é igual. )no Brasil.
4º - Regressar ao país de origem avisando primeiro as autoridades.
Lamentável o que acontece no meu país.
Publicado por Troll Urbano às 07:13 PM | Comentários (4)
O Vale
Por:Isabel Faria

Não vou poder cumprir o prometido. Não foi um dia fácil hoje.
Não sei que nome tem, esta minha tendência para associar paisagens a estados de espírito (comodismo?). No outro dia, publiquei um pântano. Hoje tive que encontrar um Vale. Apertado.
Tive imenso trabalho e estou cansada do trabalho. Tive imenso calor (tenho o ar condicionado do gabinete avariado) e estou extenuada do calor.
Não sou, no entanto, mulher para me deixar vencer pelo cansaço e pelo calor. De facto, o dia não correu bem. Ponto. Poderei, até, arranjar dezenas de justificações, mas isso não altera nada. Cheguei, agora, a casa, com a sensação que passei um dia a usar as palavras erradas. Olho para as horas que passaram e parece que as palavras que usei, bateram sempre ao lado. Nunca conseguiram transmitir o que quis e precisei de dizer. Qualquer coisa como conversas de surdos, foi o que me ficou do dia de hoje. Também poderia dizer que as palavras que ouvi não foram as que quis ouvir, mas assusta-me um bocadinho reconhecer que o meu estado de espírito pode estar tão dependente de sons, de palavras ou de ausência de uns e de outras.
Esta tarde, uma amiga telefonou e, pela primeira vez em muito tempo, teve que pedir para falar com a Isabel. E era a Isabel ao telefone. Assusta-me que não me reconheçam a voz. É, quase sempre, sinal, que eu não me reconheço o resto.
Não estou triste. Não. Não é tristeza. Sinto-me um pouco perdida. Não sei se o Vale que publico é para me convencer que há sempre um ponto de chegada, se para me lembrar que se resiste à força das montanhas. Mesmo que as montanhas sejam, apenas (?), palavras que não soube dizer.
Calculo que, mesmo, conhecendo, o lugar onde irá desaguar, o Vale, algumas vezes, se sinta perdido. Possivelmente é em alturas de muito cansaço. Os Vales, por mais longos e mais bonitos que sejam também se cansam, creio.
E, apesar da companhia constante das montanhas e do Céu, que ao longe vislumbram, deve-lhes acontecer sentirem-se sem rumo. Devem, no entanto, saber que amanhã é outro dia. Tal como eu.
Não poso cumprir o prometido. Não tenho “rumo” para procurar notícias para fazer um post.
Amanhã, é mesmo um outro dia. Hoje, tenho que descansar do trabalho, do calor e das montanhas.
Publicado por Troll Urbano às 06:56 PM | Comentários (14)
Olá sou eu, lembram-se de mim?!!!
Por: The
Sim já sei que a pergunta é:
Mas por onde raios e coriscos andaste tu?
Agora vem a fase das desculpas:
-Epá, tenho trabalhado os dias todos.
ou:
Não tenho tido tempo para nada as minhas cadelas roubam-me o tempo todo.
ou ainda:
Desapareci porque sei que o Troll Urbano ficava excelentemente bem entregue.
e ainda:
Não tenho tido net.
A ultima é verdade, estou a comecar-me a passar com o meu fornecedor de imagens virtuais...e claro que sei que o Troll fica muito bem entregue nas minhas ausencias.
Em jeito de desculpa aqui ficam algumas sugestões para irem adoçando a boca.
Alguns chocolates, gostam?
Oferta numero um:
Oferta numero dois:
Oferta numero tres:
Caso recusem qualquer destas ofertas para lhes adoçar a boca e quem sabe a mente, podem sempre dirigirem-se aqui e escolherem os mais apetecido do momento.
Desejo-vos momentos muito doces.
Publicado por Troll Urbano às 06:49 PM | Comentários (17)
Tinha um Blog e não dizia nada!!!!!! Lindo Serviço.
Por: Daniel Arruda
A nossa comentadora "residente" L.G. está a escrever num blog e não nos dizia nada. Por acaso, nas caixas de comentários, reparei que estava lá o link, mas como acho que tal coisa merece uma posta aqui vai. É o Pópulo.
Já lá fui e sinceramente gostei. Diferente.
Publicado por Troll Urbano às 05:37 PM | Comentários (3)
Ainda Fátima Felgueiras
Por: Daniel Arruda
Fátima Felgueiras parece ser incontornável e por isso não quero passar sem deixar a minha opinião.
Fátima Felgueiras fugiu para o Brasil para não ser presa preventivamente e, aqui, o preventivamente ganha um realce especial, vou já explicar porquê.
A prisão preventiva deveria ser usada, ao contrário do que é regra em Portugal onde se abusa desta figura, apenas em casos excepcionais como parece ter sido o caso. Ela justificava-se por:
Perigo de obstrução à justiça e perigo de ocultação de prova. A questão da fuga que se veio a verificar foi anulada com o seu regresso e entrega às autoridades. Para a prisão preventiva se manter efectiva os pressupostos teriam de se manter. Ora, como o processo em termos de recolha de prova já está terminado e o processo já tem data marcada para o início do julgamento estes pressupostos não se mantêm. Nesse sentido parece-me bem que a juíza tenha decretado numa reavaliação e que a medida a aplicar seria o termos de identidade e residência. Como, aliás, muitos juízes fazem em todos os processos. No caso Casa Pia, por exemplo, e para falar num mediático, o juiz também mudou a prisão preventiva para domiciliária porque os pressupostos onde se baseava a 1ª decisão já não existiam.
As pessoas têm de compreender que a prisão preventiva não é uma forma de punição e que durante todo o tempo em que se está preso preventivamente o detido goza da presunção de inocência. Ninguém é culpado até trânsito em julgado.
O que me leva ao 2º ponto. Se Fátima Felgueiras deveria ou não ser candidata à presidência da Câmara. Se partirmos do pressuposto de que ela não foi julgada e como tal é inocente até prova em contrário, acho que se pode candidatar se tiver uma base de apoio popular, como parece ser o caso. Se partirmos do pressuposto de que as pessoas devem dignificar a política e que os que nos governam devem ser insuspeitos acho que tal candidatura nunca deveria ter acontecido. Mas, aí, prevalece a opinião de cada um, a moral e o decoro de cada um. Legalmente é possível e bem a meu ver. O fiel da balança nesses casos deveria ser o próprio embora diga que se fosse eu, por muito inocente que estivesse esperaria pelo acto eleitoral seguinte para me recandidatar. Esta última apreciação aplica-se também e, obviamente, a Isabel Damasceno, Valentim Loureiro e Isaltino Morais.
Outra coisa que me espanta é a ligação que faz deste caso ao de Avelino Ferreira Torres. Os casos não são idênticos nem, sequer, parecidos. Avelino Ferreira Torres foi julgado e condenado pelo que não se pode recandidatar à Câmara de Marco de Canavezes e aproveita um vazio na lei que não o impede de se candidatar a um concelho vizinho.
Por tudo isto acho que se está a empolar demasiado uma questão que deveria ter a ver apenas com o bom senso das pessoas envolvidas. Se Felgueiras, Oeiras, Amadora, Leiria ou Gondomar quiserem votar num candidato suspeito de crimes isso é com as populações. Eu não compreendo, mas a democracia é mesmo assim. Se eu quiser ter um corrupto na minha Câmara, tenho, basta que a maioria dos eleitores também o queira. As pessoas têm de ser responsáveis por quem votam. Para o bem e para o mal.
Publicado por Troll Urbano às 02:52 PM | Comentários (13)
Ainda nada
Por:Isabel Faria
Vim só aqui dizer que continuo a ir diariammte ao Diário de Campanha da TSF para ver quando é que o Sá Fernandes começa a pré-campanha. Ainda não foi hoje. Amanhã volto lá. Depois digo-vos alguma coisa. Obrigado. Ah, é verdade, esqueci-me. Também já experimentei a SIC. Também ainda nada. Será que não se está a atrasar? Obrigado outra vez. E desculpem o mau jeito.
Publicado por Troll Urbano às 01:48 PM | Comentários (2)
Rapidinhas
Por:Isabel Faria

Notícias rápidas. Desculpem mas estou cheia de trabalho. Parece que os meus colegas de Blog estão cheios de trabalho. Eu prometo que logo volto cá. Eles não prometem nada mas eu obrigo-os a virem cá, o que dá no mesmo.
Então é assim...
A Fátima Felgueiras voltou.
A Fátima Felgueiras vai ser candidata.
A Fátima Felgueiras saiu em liberdade.
(Já foram três notícias...uff que alívio!!!).
Continuando:
Hoje começa o Outono (claro que é notícia...!!!).
Hoje também é o Dia Europeu sem Carros (há carros...estamos na Europa...e que culpa tenho eu???).
(Está quase, filha, anima-te...).
Dia 3 de Setembro vai haver o maior Eclipse Solar dos últimos 100 anos (ok, eu sei que esta era para o dia 3...há uma porrada de provérbios para poder sair hoje...não me venham com histórias...).
O homem volta à Lua em 2018...(tá bem, eu também sei que esta era só para 2018...mas há uma quantidade de razões lógicas para a publicar hoje, também não me venham com histórias...).
A Fátima Felgueiras voltou. Já disse?...querem o quê?...eu ontem vi os Telejornais e hoje ainda não tive tempo de ler Jornais.
A Fátima Felgueiras vai ser candidata... também?...que chatos...não expliquei já aqui mesmo na linha de cima? desculpem na antes de cima...(escrevo mesmo muito, carago. As linhas voam).
Logo, eu tenho mais tempo. Prometido. E falo nos carros do Carmona. E na manifestação das forças de segurança. E nas promessas do Sócrates na AR...e na campanha eleitoral...até pode ser que alguém escreva sobre estes assuntos e eu fique com tempo para vos dizer que a Fátima Felgueiras voltou.
PS: Confessem lá que vos enganei com o título...
Publicado por Troll Urbano às 12:57 PM | Comentários (7)
setembro 21, 2005
Posta a quatro mãos
Por:Isabel Faria e Daniel Arruda

Missão cumprida. Agora só falta mesmo a parte do desafio do meu camarada Daniel.
Aqui vai:
Tenho algumas teorias que a vida e alguns anitos se encarregaram de cimentar. Nestas coisas, dá sempre jeito ser mulher (não me chamem nomes….mas as verdades são para ser ditas…) e um sorriso, verdadeiro, arrasa todas as barreiras.
Quando cheguei à Junta de Freguesia a porta estava fechada. Vi chegar um Sr. com ar que vinha para o mesmo e pensei: Ok, pelo menos se não me abrirem a porta já tenho companhia para as cartas...ainda me passou pela cabeça, donde será este? Mas achei-o tão normalzinho que achei que isso não devia ser muito importante...talvez do PS, pensei… (ok, eu sei, Daniel) mais tarde, viria a ter a surpresa de saber que o meu possível futuro companheiro de sueca, era do PP. Coisas da vida...
Abriram-nos a porta e lá fui a primeira a entrar, a subir as escadas, a cumprimentar o Presidente (não vos disse a história de ser mulher???),que tinha um ar normal e um bigode simpático.
Quando cheguei á sala, já lá estavam outros dois senhores também normalzinhos. O que só serviu para complicar o quem é quem...ah, esqueci-me de dizer que foi a minha primeira vez (que emoção, porra!) nestas andanças. Sentei-me sossegadinha num cantinho, mais ou menos com ar de coitadinha e perdida,ar que não era nada forçado, juro. Só que já tinha percebido que todos se conheciam, há anos...
Ofereceram-me um cafezinho...falaram de futebol...lá consegui mostrar os meus conhecimentos adquiridos por meses de Blogs e soube dizer o que era um fora de jogo, sem usar aquela do jogador a correr mais que a bola - aproveito para dizer que aprendi que o UEFA aprovou uma coisa qualquer referente aos foras de jogo na 2ª parte – e, ainda, tivemos tempo para falar de AVCs. Continuavam a parecer todos normais. Que giro...p’ró que uma pessoa está guardada…
Esperámos um bocadinho que chegasse uma Sra que faltava, que viria também a achar normal e muito simpática (o que é que querem que eu vos faça???) e que viria a perceber que era da CDU...e lá se começou a discussão da coisa. Isto é das mesas de voto.
Não se discutiu nada. Mantiveram-se quase todos os nomes das eleições anteriores, com algumas alterações de pessoas que ou mudaram de partido (não me parece...), ou de casa, ou estão muito velhotes ou têm outras maneiras de passar o Domingo...perguntaram-me se eu tinha algum nome para Presidente...eu sabia lá...eu tinha nomes, agora se era para Presidente...ok, nunca fui Presidenta de nada...vamos a isto: nome, morada, cartão de eleitor... Lá estou.
Depois havia mais dois lugares de escrutinadores (pareceu-me ficar com a ligeira sensação que a militância anda mal em todo o lado,mesmo na CDU...) e lá meti os meus dois meninos. Acabei, portanto, por ficar com um lugar que era do PSD, um da CDU e um da Bolsa, seja lá isso o que for, que não entendi muito bem, pois é a primeira vez que o Bloco manda gente para as mesas de voto da Freguesia.
Saímos todos muito contentes, dei beijinhos a toda a gente, recusei gentilmente um convite para me trazer ao pé de casa, porque é perigoso andar sozinha na rua de noite, despedimo-nos até ao dia 9, ficámos muito felizes porque todos estamos nas listas da Freguesia e todos diziam a todos que a gente depois encontra-se na Assembleia, com excepção do meu possível futuro companheiro de sueca…que parece que não acredita muito na força da Zezucha.Toda a gente disse “Foi um prazer” e eu acreditei mesmo. Até a Sra. simpática da CDU deve ter ficado convencida que , tal como ela, eu também não como criancinhas ao pequeno-almoço. E já cá estou. Feliz, com mais uma primeira vez na minha emocionante vida!!!
Agora resta-me esperar que o meu camarada e companheiro de Blog, acabe com os beijinhos dele e chegue ao PC (ao computador, está bem de ver).
Pois pelos vistos já cheguei e não consigo fazer o que queria. Que era meter o meu texto dentro do teu. Com essa narrativa tão intensa não sobra espacito para uma letrita que seja.
Comigo não houve beijinhos nem sorrisos. Tudo “velhos” conhecidos, que se juntam para estas ocasiões com um espírito de jogador de “poker”. Só que hoje havia uma surpresa no pano verde. A presença de um novo jogador chamado CDS-PP que trazia consigo 11 elementos para colocar nas listas que somavam aos 5 novos reforços que eu levava. Convém aqui dizer que na minha freguesia há 34 mesas de voto o que implica 170 elementos.
O ambiente começou a ficar tenso. A CDU que tinha 77 lugares não queria abdicar de muitos deles, o PSD disse que não cedia nenhum porque só tinha 36 e o PS cedia 1 dos 35 lugares que detinha. Eu e o BE não entravamos para este jogo do “dá” porque só tínhamos 21. Estávamos no escalão do receber. O impasse estava criado e eu tive de me aliar aos meus arqui inimigos do CDS no “bluff”. Defendia a entrada de todos os elementos da lista deles e consequentemente da minha (as coligações que não se fazem num jogo de “poker”!!!!). O impasse continuava e a solução mais próxima era cada vez mais a decisão arbitral do Presidente da Câmara que é soberano quando não há acordos na reunião. Eis que se vislumbra um tremer ao “bluff”. O PS cede um Lugar e a CDU 4. Manifestamente pouco. Mas notava-se que já não havia segurança no jogo. O PS cede o 2º e com isto quebra a resistência da CDU e principalmente do PSD que mostra indícios de ceder o 1ª, coisa que veio a acontecer. Eu mantinha-me impávido pois o CDS-PP começava a pagar o preço de jogar forte apesar da inexperiência. Dos 11 já cedia para os 6. Já estávamos mais perto do consenso. Havia 11 lugares em disputa e 7 vagas. Só faltavam 4. Decidamos os 7 e deixemos o Presidente decidir a quem tira os 4. Um risco que ninguém, com excepção do BE e do CDS-PP queria assumir, pois nós estávamos em maré de receber e não de dar, mas para mostrar boa vontade abdico de um elemento nas mesas e vou novamente a jogo. O CDS-PP retira outro e consegue passar a batata para as mãos dos poderosos, cada vez menos certos do nosso jogo. Será que recuam? A CDU decide baixar as cartas e entrega o 5º lugar. Estávamos com 8 vagas para 9 elementos. A batata da inviabilização de duas horas e meia estava nas mãos do PSD que não queria abdicar de se manter em jogo. Começo a arrumar os meus papéis na mala e anuncio que o presidente fará decerto uma boa escolha. Neste momento vejo o PSD pegar no telemóvel e estico a conversa. Se calhar a resistência tinha atingido o limite. Bingo!!!!!! O PSD recua e dá o 2º elemento. Dos meus 5 entram 4. Do CDS, entram 5 das 11 iniciais e todos os outros cederam as suas posições.
O jogo tinha terminado, mais uma vez levei a água ao meu moinho. Diverti-me como uma criança que tem um jogo novo. Brinquei, piquei porque a afirmação política e a conquista de respeito dos nossos “adversários” políticos também se faz assim. Nestas pequenas batalhas. Para o ano estaremos um patamar mais perto de jogar em igualdade de circunstâncias com os outros partidos. Cheguei ao carro a rir porque o puto que há 4 anos atrás era apelidado de tudo e mais alguma coisa tinha vencido e porque o BE se afirmou e marcou presença.
Desculpem o tom e as comparações mas estou demasiado bem disposto, Espero que isso se note no texto
Uma última nota e esta é política. O envelhecimento dos bairros de Lisboa também se vê aqui. Há falta de pessoas para garantir um acto eleitoral e acho que isso se nota nas duas narrativas
Publicado por Troll Urbano às 11:25 PM | Comentários (15)
Um desafio
Por: Daniel Arruda
Vou lançar um repto à Isabel. Dado que ambos vamos hoje a Assembleias eleitorais em freguesias diferentes, o 1º que chegasse ao Troll fazia uma posta sem publicar e o outro ia lá completar com a experiência dele na outra assembleia e depois manda publicar.
Regra única, não podes apagar nada que o outro tenha escrito.
Só para ver como fica uma posta a 4 mãos e de duas formas de escrita diferentes.
Aceitas o desafio?
Publicado por Troll Urbano às 08:06 PM | Comentários (1)
Nome
Por:Isabel Faria

Quando comecei a comentar em Blogs (comecei pelo Barnabé) fazia-o com o nome próprio e um apelido.
Depois, aos poucos, e por sugestão de uma amiga que dizia que bastava ler uma frase de um comentário meu para saber a quem pertencia, acabei por perder o apelido. Assim continuei quando iniciei a minha “fase” de "blogger" (seja lá isso o que for...).
Ao iniciar o Estágio, aqui em casa, optei, por razões que não vêm ao caso, por assinar, de novo, com o nome próprio e o apelido. Só que, desta feita, não é um apelido, é o apelido. E parece que isso complica as coisas...
Esta tarde, ao comentar um post dos que que só o Sharky sabe fazer, assinei o meu nome do Troll. O verdadeiro. O tal.
E, por momentos, tive a noção, do que o anonimato representa. Para o bem e para o mal....
Nunca li um comentário tantas vezes...e se...toda a gente...coisas intimas...minhas...e a Pena...e o Bloco...o chefe...os amigos...a família....o País...os marcianos...enfim, o Universo...!!!
Creio que roubei uma ou duas frases ao comentário. Tenho a certeza que irá passar. Afinal, eu já tinha cara e vida e sonhos para todos os que me liam. E gostos e prazer e desejos. Afinal eu tenho cara e vida e sonhos para todos os que me conhecem. E gostos e prazer e desejos. Porque é que ter nome há-de mudar alguma coisa?
Publicado por Troll Urbano às 04:35 PM | Comentários (23)
Queixinhas, Queixinhas
Por: Daniel Arruda
Autarca acusou jornalistas de parcialidade e ameaçou pedir esclarecimentos ao presidente do canal televisivo
Se não me fazem a vontade vou telefonar ao meu amigo Balsemão.
Publicado por Troll Urbano às 01:49 PM
Simon Wiesenthal
Por: Daniel Arruda

Cique na fotografia para abrir o site do Simon Wiesenthal Center
Só hoje tive conhecimento da morte de um dos maiores vultos da Sec. XX. Simon Wiesenthal, o homem que sobreviveu a 13 campos de concentração nazis e que dedicou toda a sua restante vida na busca e denuncia de nazis responsáveis pelo Holocausto. Lutou pela justiça e não pela vingança e, graças a ele, muitos nazis foram julgados e condenados pelos seus crimes. Deixou história que permitirá que as futuras gerações não se esqueçam dos horrores do Holocausto, da ideologia nacional socialista e das aberrações que representa.
Só quem já entrou num campo de concentração como o de Mathausen, Dachau ou de Auschwitz como eu o fiz poderá sentir na sua plenitude o horror que ali se deve ter vivido. Sendo nós livres pensamos quando estamos dentro de um desses campos de concentração, "tomara que o portão não se feche" e Simon Wiesenthal impediu que, alguma vez, esse portão se tivesse fechado.
Sei que vindo de um cidadão anónimo como eu, um agradecimento, de nada vale, muito menos de um cidadão anónimo que ainda por cima é meio alemão e que não preza a luta judia em território palestino. Mas todas as homenagens que se possam fazer a este GRANDE Homem serão poucas para as que, efectivamente, merecia.
Sejamos nós todos capazes de seguir este exemplo e perseguir também os responsáveis pelos campos de concentração de hoje, como Guantanamo ou Abu Grahib. Que nos sirva de lição as aulas dadas por Simon Wiesenthal.
Publicado por Troll Urbano às 11:49 AM | Comentários (6)
A mim faz bem...
Por: Isabel Faria
Mesmo que não seja por ataque cardíaco, bichos maus, acidente de viação ou o Céu a cair-me em cima, no dia em que perder a capacidade de me rir de mim própria, começo a pensar no que vou dizer ao S. Pedro, quando lhe olhar para as barbas brancas e enormes...claro que vou para o Paraíso que eu sou uma gaja simpática e, normalmente, porto-me bem.
Recebi este Email de um amigo, com a indicação "Especialmente para a minha Bloquista de estimação".
Não resisti:
Medidas do Bloco de Esquerda para acabar com incêndios.
1 - Despenalização imediata dos incêndios.
2 - Tendo em conta que os incendiários são doentes e socialmente
marginalizados, devem ser tratados como tal: é preciso criar zonas
específicas para poderem incendiar à vontade. Nas "Casas de Incêndio" serão fornecidos fósforos, isqueiros e alguma mata. Sob a supervisão do pessoal habilitado, poderão lutar contra esse flagelo autodestrutivo.
3 - Fazer uma terapia baseada nos Doze Passos, em que o doente possa evoluir do incêndio florestal à sardinhada. O pirómano irá deixando progressivamente o vício: da floresta à mata, da mata ao arbusto, do arbusto à fogueira, da fogueira à lareira, da lareira ao barbecue até finalmente chegar à sardinhada do Santo António e São João.
4 - Quando o pirómano se sentir feliz a acender a vela perfumada em casa,ser-lhe-á dada alta, iniciará a sua reintegração social e perderá o seu subsídio de incendiário.
O humor não faz mal a ninguém. A mim, não faz.
Publicado por Troll Urbano às 11:41 AM | Comentários (2)
A nossa segurança
Por: Daniel Arruda
É incontornável. O regresso de Fátima Felgueiras do seu retiro espiritual no Brasil.
Segundo a imprensa de hoje terá sido a ex autarca que pediu a sua detenção no aeroporto da Portela de Sacavém. Ora como este facto não foi desmentido por ninguém ainda deduzo que seja verdade, da mesma forma que sou obrigado a deduzir que se ela não se tivesse entregado livremente às autoridades teria entrado no país sem que ninguém tivesse dado conta, até porque em condições normais, num país normal a polícia portuguesa portuguesa deveria ter tido conhecimento do embarque de Fátima Felgueiras no Rio de Janeiro e assim que ela chegasse a pisar território nacional seria imediatamente detida. Nada disto aconteceu segundo os relatos, até agora não desmentidos.
Esta questão leva-nos a uma outra questão. Se um caso mediático como este, com uma figura conhecida como esta acontece um erro destes, o que se poderá pensar sobre tráfico de estrangeiros ou até sobre a utilização de Portugal como residência de procurados no mundo. Pior ainda. Se é tão fácil entrar por um aeroporto internacional o que dizer das entradas por mar e por terra.
Devo dizer que neste caso e agora nada me interessa se Fátima Felgueiras é culpada ou inocente. Para já é inocente e o tribunal dirá de sua justiça quando ela for julgada. Estou muito mais preocupado com o facto de a nossa segurança não estar garantida ao nível das coisas mais básicas que se podem imaginar.
Publicado por Troll Urbano às 10:43 AM
21 de Setembro
Por: Isabel Faria


Publicado por Troll Urbano às 09:41 AM | Comentários (4)
O meu carregador de pilhas particular
Por: Daniel Arruda
Mais um dia, mais uma série de actividades ligadas á campanha. Fechar programas, programar actividade que sejam dignas de um partido que quer ser poder, que tem alternativas mas que não tem dinheiro. Tem militância, essa tem para dar e vender, pessoas que se dedicam de corpo e alma.
Hoje foi um dia particularmente difícil com serão todos até dia 9 de Outubro. Mas redescobri um prazer. O meu carregador particular de pilhas.
Sentei-me no carro à saída de mais uma reunião de campanha e na rádio dava Elton John. Senti-me mal e puxei da mala dos CD's para ver se encontrava algo que me animasse e me "puxasse para cima".
Abri a mala e o 1º que me vem á vista é o Rapensar de Chullage. Um disco que não ouvia há algum tempo.
Coloquei o CD e quando comecei a ouvir as rimas fabulosas desse rapper da Arrentela parece que algo em mim nasceu de novo.
Energia que vinha de palavras cheias de raiva à sociedade em que vivemos. Rimas que me relembrei imediatamente.
Agora sinto-me melhor. Descarreguei e recarreguei em 5 músicas e melhor ainda. Descobri a música da campanha que me vai acompanhar a todo o lado e fazer os tempos de antena. "Fechar os olhos p’ra n ver" uma mensagem clara de sociedade, do racismo, da pobreza e dos "ghettos". Só falta a autorização do próprio mas amanhã logo de manhã vou telefonar-lhe e pedir autorização.
Não é um som normal numa campanha. pois não. Mas quem disse que temos de ser formatados. Quero passar uma mensagem honesta e a música ás vezes é o melhor veículo. Se me perguntarem se me identifico com aquelas rimas responderei "obviamente que sim, é para acabar com a razão de ser de tais rimas que luto".
Vou-me deitar contente e nem o facto de ás 7.00 já estar em acção de propaganda outra vez me vai retirar deste estado. É bom quando conseguimos reencontar ou ampliar a motivação, nem que para isso seja precisa uma música.
Publicado por Troll Urbano às 02:41 AM | Comentários (9)
setembro 20, 2005
Tenham paciência...
Por:Isabel Faria

Hoje tinha prometido ficar de serviço ao Troll. Fazer um postzito, assim, tamanho médio, nada de muito profundo, a modos que para manter a coisa viva, a chama acesa, ou lá como lhe queiram chamar.
Fartei-me de procurar notícias e nada. Ok, parece que há campanha eleitoral, mas em Lisboa, por exemplo, continua a só haver dois candidatos e eu não acho piada nenhuma a duelos. Nem mesmo ao Sol. Curto trielos, quatrelos, até nem me chateio com um quintelozeco, mas duelos, não. Não fui talhada p'rá coisa.
Parece que o Presidente promulgou os tais decretos e parece que o Ministro disse que os militares se podiam reunir...mas só se não se reunissem. Parece também que hoje a Bárbara não foi à Feira do Relógio comprar coentros, mas não tenho a certeza quantos escorregas o Carmona inaugurou.
De modos que, como o prometido é devido...deixo aqui a única coisa que me pareceu com sabor, durante a minha incessante busca pela Net.
Um gato mal disposto, com ar rezingão e cara de poucos amigos e o irmão, bonacheirão, bem disposto. Possivelmente adepto do Benfica que ainda não parou de comemorar a sua primeira vitória ou que esteve ontem a ouvir a sinfonia (obrigado pela informação...o que seria de mim sem ti????).
Espero que gostem
Sempre me disseram que quem dá o que tem a mais não é obrigado.
Já depois de colocar aqui a fotografia enquanto fazia o preview (adoro estas americanices...) pareceu-me ver o gajo a rir-se de mim.
Assim que sair daqui vou ao espelho. Parvo do gato...e se te fosses rir da tua tia, hein???
Publicado por Troll Urbano às 09:58 PM | Comentários (5)
Que resposta damos?
Por:Isabel Faria
Há cerca de quatro ou cinco anos, quando não lhe renovaram o contrato, veio procurar-me. Disse-lhe, na altura, que tinha todas as hipóteses de ganhar o processo, mas senti que a devia alertar para os riscos que corria. Consultou outras pessoas e outos locais que a incentivaram. Avançou.
O processo demorou o tempo normal a decorrer. Uma eternidade para quem precisa de dinheiro para sobreviver. Até que, um dia, a chamaram para entrar em acordo. Disse-me que não tinha alternativa. Tinha que aceitar. Não tinha dinheiro para pagar a renda do quarto nem para comer.
Aceitou o dinheiro que a empresa lhe deu e foi para o desemprego.
Um dia, encontrei-a e disse-me que tinha fome. Jantámos as duas e dei-lhe o meu telefone. Liga-me, ok?, disse-lhe. Nunca o fez.
Encontrei-a, há pouco, no café em frente, onde costumo ir beber a bica. Está magra, cansada e sem brilho. Era uma mulatinha linda, de olhos verdes. Alegre, bem disposta, com quem tantas vezes fui dançar ao B Leza...
Hoje mantem os olhos verdes e a cor da pele.
Disse-me que nunca mais tinha encontrado emprego. Ninguém a aceitava como “Extra”. Inscrevia-se nas empresas de trabalho temporário mas, depois, ninguém a chamava. Diziam-lhe que as empresas do ramo não a queriam lá. Desde o processo, sabe?. Era sempre a resposta.
Perguntei-lhe o que fazia agora. Baixou os olhos verdes e disse-me que não me podia dizer. Que desculpasse. Que tinha vergonha. Perguntei-lhe se podia fazer alguma coisa. Não, respondeu. Eu é que devia ter-te ouvido.
Este é um problema com que nos deparamos regularmente. Qual a resposta à arbitrariedade e à ilegalidade quando não se tem vinculos nem direitos? Qual a alternativa a baixar os braços?
Qual a resposta que uma estrutura de trabalhadores pode e deve dar a estes trabalhadores que nos procuram a pedir a nossa opinião sobre se lutam ou se vergam?
Recordo o riso da C. Nas noites quentes, ao som da música africana, costumava dizer que para além de Cabo Verde, adorava dançar, amar e fazer trancinhas.
Há quanto tempo não amará nem dançará? Tem o cabelo curto a minha companheira de coladeras e de merengues.
Publicado por Troll Urbano às 11:51 AM | Comentários (10)
Pois, pois
Por: Daniel Arruda
Desemprego sobe pela primeira vez em 6 meses
Titulo do DN
Então Sócrates, estás a perder o fulgor nas nomeações, assim não te safas. Ou nas tuas férias no Quénia o António Costa estava tão ocupado com as entrevistas acerca dos fogos que se esqueceu de assinar os decretos das nomeações.
Publicado por Troll Urbano às 11:00 AM
Quem é que disse que o Amor estava arredado do Futebol
Por: Daniel Arruda

Publicado por Troll Urbano às 10:52 AM | Comentários (5)
Para desanuviar
Por: Daniel Arruda
Já há muito tempo que não me enviavam uma frase tão certa por mail. Aproveito e serve também para desanuviar um pouco.
O Homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que pretende comer
Alguém consegue discordar?
Publicado por Troll Urbano às 02:46 AM | Comentários (8)
Em casa...
Por:Isabel Faria

Depois do post do Zoingo em que me dava as boas-vindas e, apesar de me ter apetecido brincar...
È interessante o sentido que tem, para cada um de nós, a expressão “sentir-se em casa”.
Algumas vezes, ao longo de anos, me perguntei o que me leva e me faz dar o salto.
Qual o ponto em que um lugar passa a ser a minha casa. Quando e como passo a pertencer a um sítio.
Percorri longos e variados caminhos. Apesar de me adaptar bem a quase todas as situações, não me entrego muitas vezes, ao ponto de criar com um lugar, uma pessoa ou uma situação, intimidade que me faça dar o salto. Entrar. Pertencer. É como se, a maioria das vezes, acabasse por continuar espectadora de um filme que, afinal, é (foi) a minha vida. Entrego-me sempre. Intensamente. Raras vezes, intimamente. Talvez a excepção seja quando escrevo. Aí dou facilmente o salto. Mas nem só de palavras se fez/faz a (minha) vida.
Recordo que, ao longo de anos, qual andarilho, fui passando por casas. Várias casas. Possivelmente algumas vezes me senti bem. Confortável. Protegida. Precisei, no entanto, de descobrir este local, aqui, pertinho do Tejo, onde vejo o Castelo mal saio a porta de rua, para ter, finalmente, chegado a minha casa.
Há alguns dias, mesmo sabendo todas as teorias sobre a realidade e o virtual, receei ter perdido uma intimidade que raramente ouso percorrer (percorre-se a intimidade? vive-se a intimidade? qual o verbo para intimidade?). Pensei, então, que o calor que me invadia quando abria a porta de entrada, iria ser difícil de recuperar.
Recuperei-o.
É a este calor que me invade o corpo e o espírito, quando meto a fechadura à porta, que chamo estar em casa.
Se me permitem o abuso: The Wolf, Zoingo, Daniel, it’s nice to be home!!!
Publicado por Troll Urbano às 01:16 AM | Comentários (9)
setembro 19, 2005
Mais uma contratação pró manicómio global
Por: zOinGo
* BEM VINDA ISABEL! *
=)
Publicado por Troll Urbano às 11:08 PM | Comentários (19)
Vamos fazer da luta uma festa
Por: Daniel Arruda
Parece que os militares foram proibidos de participar nas manifestações convocadas pelas mulheres destes "pelos direitos de cidadania e dignificação da família militar".
O governo está a agir bem. Já que estão em maioria e ninguém os consegue derrubar, derrubam-se eles próprios.
Mas tenho uma proposta a apresentar. Já que os militares não podem, porque é que os sindicatos não se mobilizam e juntam ao protesto, alargando a frente de luta. E já agora porque não se lhes junta a ILGA para defender também os direitos dos Homosexuais. Podia-se também juntar as associações de imigrantes. Em suma, porque não se aproveita e faz deste dia uma gigantesca manifestação anti Socrática, onde todos tenham lugar e se possa dar um claro sinal de descontentamento a este governo e ao que ele representa roubando a cidadãos portugueses, ainda que militares com as obrigações que daí adveem, o direito de se manifestarem como qualquer cidadão português livre
De preferência que esta manif tenha os militares na frente para que não se perca a essência da manifestação.
Publicado por Troll Urbano às 10:45 PM | Comentários (7)
PCP nas autarquias
Por: Daniel Arruda
PCP aceita aliar-se ao PSD e PP na Câmara do Porto
Não sei qual o espanto. De há muitos anos para cá que nas autarquias o parceiro preferencial das coligações para o PCP é a direita.
É a chamada política das duas faces. A nível nacional ataca-se a direita mas a nível autarquico já é boa. Como se a política neo-liberal em matéria de emprego, ambiente e cultura, apenas para dar três exemplos fosse igual á de um partido de esquerda.
Daí leva-me a ter de optar por uma de duas opções. ou o PSD e o CDS nas autarquias são um bando de esquerdalhas coisa que o Rui Rio, Tereza Zambujo, Seara, Miguel Frasquilho, e todos os outros, não parecem ser, ou então a nível autarquico o PCP é igual aos outros e também compactua com sacos azuis, clubes de futebol, construtores civís. Pelo exemplo que tenho no meu concelho, acredito-me mais na segunda hipótese.
Publicado por Troll Urbano às 07:22 PM | Comentários (7)
Há dias...
Por: Isabel Faria
...em que não passo sem um poema de David Mourão-Fereira

Desvio dos teus ombros o lençol
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do Sol,
quando depois do Sol não vem mais nada...
Olho a roupa no chão: que tempestade!
há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
em que uma tempestade sobreveio...
Começas a vestir-te, lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo...
Mas ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós
Publicado por Troll Urbano às 05:10 PM | Comentários (6)
Qual chulo, qual proxeneta. É empresário que se diz agora.
Por: Daniel Arruda
Hoje a desfolhar o Correio da Manhã, quando fui beber o café, chamou-me à atenção uma reportagem sobre a prostituição de estrada.
O artigo era cheio de banalidades, nem outra coisa se esperava do CM, mas houve uma coisa que me chamou a atenção.
Sempre aprendi que os homens que exploravam aquelas mulheres eram "chulos" ou "proxenetas", mas, devido ao CM de hoje, descobri a nova designação desta actividade. São empresários.
Senão acreditam leiam este excerto do artigo.
"... as estradas estão cheias de mulheres africanas e de leste controladas pela máfia, disse ao CM um empresário do ramo."
Publicado por Troll Urbano às 03:22 PM | Comentários (8)
Eleições na Alemanha II
Por: Daniel Arruda
Como prometido aqui vai a minha posta sobre as eleições alemãs.
A 1ª coisa que se pode dizer é que estou feliz pelos 9,1% da coligação de esquerda "die Linke". Como escrevi ontem, se esta ultrapassasse os 6% qualquer governo seria inviável a menos que se criasse governos de contra natura. Infelizmente, é o que tudo indica, esta vai ser a solução que Schroeder ou Merkel querem encontrar.
Pelos vistos a Alemanha vai ter um Governo CDU ou SPD mais os que fazem qualquer coligação para terem um tacho. Os verdes e os liberais do FDP, um partido à esquerda e um à direita.
Ora sendo o SPD o equivalente ao nosso PS isso não espanta. Também em Portugal o PS facilmente se coligaria com o CDS, mas não deixa de ser sinal dos tempos que o centro esquerda europeu cada vez tem menos de esquerda e mais de centro e até mesmo de direita. Schroeder podia dar um claro sinal à esquerda europeia, quer gostemos ou não os exemplos políticos vêm das potências, de que é preciso governar à esquerda, contrariando a lógica neo liberal que vem grassando na Europa nos últimos 20 anos. Podia e devia quando no espaço de apenas 3 anos a esquerda alternativa europeia cresce de valores residuais de eleitorado para votações a roçarem os dois dígitos. É um sinal que a população quer uma mudança de política.
Mas não é isso que vai acontecer. O poder instalado não cede assim. Nem que seja preciso vender a alma ao diabo.
O que vai mudar ou manter na política interna e externa alemã e que nos afecte a todos. O proteccionismo ao produto interno vai-se manter com tendência a aumentar o que vai tornar cada vez menos as nossas exportações para este mercado. A política anti imigração vai cerrar fileiras. A questão Turquia/UE vai retroceder dando argumentos à 1ª para fazer finca-pé nas suas posições de não reconhecimento de Chipre. A política monetária europeia vai vacilar e o tratado constitucional não vai ser alterado para um caminho mais humano e social. Estes são apen