« campanha é dos "4 magníficos" | Entrada | Pátria »

setembro 30, 2005

E Sampaio chuta para canto

Por: Daniel Arruda

Jorge Sampaio pretende acabar o seu mandato da mesma forma que o conduziu. Defendendo e chutando para canto. A causa desta minha constatação está no facto de Sampaio pretender adiar o referendo ao aborto, para as calendas gregas. A falta de coragem política deste homem é impressionante. Limita-se a dizer ao Governo que se não fosse muito incómodo que poderia fazer isto e aquilo, que está preocupado com o que se passa, que se sente triste por ver as coisas como estão, mas fazer algo, não parece estar nos planos dele.

O que espero é que as pesoas vejam o que não deve ser um Prsidente da República e em Janeiro quando escolherem um novo, o façam convictos que o Presidente tem mais que fazer que estar só preocupado e mandar recados sem sal para o Governo.De preferência um Presidente de esquerda, que acabe com este regabofe a que os sucessivos governos esatão habituados.

Publicado por Troll Urbano às setembro 30, 2005 11:29 AM

Comentários

Daniel uma vez mais está a ser injusto com o Dr. Jorge Sampaio....

Mas vamos falar do referendo da despenalização do aborto.

O Guterres de conluio com o Marcelo arranjaram a história do referendo, para não desagradarem aos sectores mais retrogrados da Igreja Católica.

O resultado todos o conhecemos mais de 8o% de abstenção...

Agora o PS com o apoio do Bloco e a pretexto, ou falta de coragem, de resolverem de uma vez por todas, este grave problema de saúde pública, e de respeito pela liberdade individual , do direito ao bom nome e á privacidade dos cidadãos, legislando na Assembleia da Republica, querem, dizem por principios éticos devolverem de novo a palavra aos cidadãos, por terem assumido essa responsabilidade na campanha eleitoral.

Parece-me que a razão é outra falta de coragem politica, e julgo que neste caso o Bloco está a servir de muleta ao PS.

Por isso não culpem o Presidente, por aquilo que o voto dos portugueses, legitimou e que tem
um local para ser resolvido a Assembleia da Republica.

Publicado por: a.pacheco às setembro 30, 2005 12:34 PM

Daniel, eu não estou a favor do refendo... e neste caso sou mais a favor da posição da CDU... vamos a referendo e podes ter a certeza que mais uma vez o NÂO vem ao de cima... as pessoas falam, falam, mas apesar do voto secreto, não deixam de pensar no que o vizinho dirá... mais ainda, somos um povo maioritáriamente católico... e depois fica a pergunta: como é que o BE descalça a bota? Mais 4 anos? :)))

Publicado por: Nina às setembro 30, 2005 03:14 PM

Eu creio que vocês, A.Pacheco e Nina, se estão a esquecer de um ponto importante: a lei não foi alterada, devido ao resultado de um referendo que nunca devia ter existido, mas existiu.
Faziamos o mais fácil e o mais logico, reconheço. Há uma maioria que apoia a alteração da lei e esta era alterada. A IVG era despenalizada.
Faltam 3 anos para as próximas legislativas...temos um Governo PS que faz uma política de Direita, mas não é um Governo de Direita.
A Direita volta a ganhar as eleições e, à luz da tese que a Lei foi alterada contra a vontade do Povo...eles adoram o Povo nestas ocasiões, mudam-na de novo. Voltamos a quê? Como diz a Nina, como é que descalçamos essa bota? E quem é que acredita que se (quando) um dia a Direita voltar ao Poder e se isso coincidir com um Presidente da Republica de Direita, alguma vez haverá algum referendo para de novo alterar a Lei que eles não aceitam ...Hoje resolvia-se o problema se a alteração da Lei fosse feita no Parlamento...mas e depois? Alguém acredita que essa alteração sobreviveria ao revanchismo e ao falso moralismo das forças de Direita, uma vez recuperado o Poder?

Não me parece que seja falta de coragem politica querer o Referendo. Penso que é a única saída para o imbróglio em que o Guterres nos meteu há uns anos...

Publicado por: isabel faria às setembro 30, 2005 03:28 PM

Era para responder mas a Isabel deixou aqui aquela que também é a minha posição.

Publicado por: Daniel Arruda às setembro 30, 2005 04:03 PM

Acho que apresentam aqui quase todos os factores que de uma maneira ou outra podem ou poderão influenciar uma futura decisão.

Lembro no entanto o seguinte pois é a minha convicção, e faço-o com perguntas:

Porquê de tanta pressa para realizar um referendo de tamanha importancia?

Acham que o povo já se encontra sensibilizado para este gravissimo problema?

Acham que a proximidade com as autarquicas é benéfico para acabar de vez com este flagelo?

Acho desde á muito tempo e continuo a achar que um dos males deste nosso Portugal é a pressa em fazer as coisas e quanto a mim esta não é a altura certa para a realização do referendo.

Que tal criar comições de debate publico para efectuar explicações junto da população sobre a realidade do nosso País?!

è certo que corremos o risco de voltar a ter uma maioria de direita e a lei ser alterada mas este é um risco que teremos de correr para bem do nosso pequeno país pois julgo que só com muita calma e ponderação podemos resolver os problemas.

Acho eu...

Publicado por: The Wolf às setembro 30, 2005 05:56 PM

Era para responder mas o Wolf e a Nina deixaram aqui aquela que é também a minha posição.

Publicado por: Tretas às setembro 30, 2005 10:15 PM

Afinal na tou sózinha nas minhas opiniões... Estava a ficar preocupada se tinha dito tanta asneira duma vez só.... :))))

Publicado por: Nina às setembro 30, 2005 10:32 PM

Isabel por essa ordem de ideias tambem o referendo não resolve nada, se não vê , os sectores mais retrogrados da Igreja Católica acolitados no PSD e no CDS, nunca respeitarão qualquer referendo que seja desfavorável ás suas ideias,

Eles entendem que qualquer mulher que pratique aborto seja em que condições fôr é uma criminosa, e por isso rejeitarão sempre qualquer alternativa que não seja a criminilização do aborto.

Para os calar e só temporáriamente, o referendo teria de ter uma participação massiva e ter um resultado de tal forma expressivo em favor da alteração da lei, que pelo menos durante algum tempo , Opus Dei e Ca. não tivessem espaço de manobra.

Eu não acredito nesta hipotese.

Por isso e mesmo sabendo que um futuro governo pode alterar de novo a lei, penso que a actual Assembleia tem legitimidade para legislar nesta matéria.

Então domingo o Sá Fernandes vai fazer a tal visita ao teu Bairro...espero que corra bem

Publicado por: a.pacheco às outubro 1, 2005 01:52 AM

Se o referendo for pouco tempo antes do Natal podes já apostar o resto das tuas economias numa derrota estrondosa da esquerda. Achas que os portugueses iam votar a favor do aborto no dia em que estão a montar o presépio ou a árvore de Natal?
É melhor esperar e fazer as coisas como deve ser. O que infelizmente nunca foi o forte do PS.

Publicado por: Ze Cravo às outubro 1, 2005 02:28 AM

Gosto dessa teoria do esperar quando diariamente morrem mulheres em Portugal por fazerem o Aborto em condições degradantes. Gosto da teoria do esperar quando diariamente são investigadas mulheres e homens por fazerem um aborto ou por serem coniventes com ele. Gosto da teoria do esperar especialmente porque não resolve nada.

Esperemos então de consciencia tranquila de que nada fazemos. Esperemos então a dar indicações a amigas e amigos de qual as melhores pilulas abortivas sabendo que pode ser a última vez que falamos com essa pessoa. Esperemos então que chegue um novo inquilino a Belém que inviabilizará o referendo, esperemos então.

Afinal está tudo bem. Desde 2002 quando Durão tomou posse que esperamos. Nunca foi a altura certa. Porque era Verão e as pessoas iam de férias, porque era páscoa e as pessoas iam à terra, porque é Natal e a árvore de Natal não combina com aborto, porque iam haver eleições.

Nunca há-de ser altura porque nunca se quer. Mas esperemos. Pode ser quando for inaugurado um memorial em homenágem ás pessoas que morreram se faça algo. A titulo póstumo. Os sectores mais retrógados agradecem.

Quanto á iniciativa prlamentar, meus amigos, ao povo o que é do povo. No se tenha medo da democracia.

Publicado por: Daniel Arruda às outubro 1, 2005 01:13 PM

É claro que aquilo que a Nina diz. é uma "calinada".
1º pq o "referendo" é um acto de pura democracia
2º pq a posição das pessoas sobre a questão da despenalização do aborto, alterou-se e bastante
3º pq o referendo que foi feito teve pouco mais de 30% de participação
4ºNão é verdade que o povo português seja maioritáriamente católico... isso é uma grande treta de conveniência...
5º Aquilo que preocupa a Nina é a hipótese de perder o referendo e não o conteúdo do referendo
6ºGaranto que o SIM vai sair vitorioso, e muito, no referendo.

Publicado por: jorge afonso às outubro 2, 2005 06:09 PM