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setembro 26, 2005

O Prometido

Por: Daniel Arruda

Como o prometido é devido, aqui vai. O Presidente da Junta de Corroios não recuou. Pior. Diz que o que foi decidido é o que está na acta. Nada de mais falso.
Hoje, a pretexto das entrevistas na Rádio Baía, encontrei o representante do PSD que também me garantiu que eu não tinha ouvido mal na reunião.

Mas começando pelo príncipio. Eu gostava de poder transcrever a minha conversa com o Presidente da Junta, mas isso não me parece muito ético, até porque a conversa decorreu no gabinete dele e se há coisa que prezo é a privacidade, mesmo que seja a dos outros. Digo apenas que não me convenceu. Sobre o texto que, pelos vistos, tanta polémica deu, nem uma palavra, não era assunto para ali. Sobre os lugares nas mesas de voto umas justificações que soam a falso.

Até agora e que eu saiba só o representante do CDS-PP assinou. Eu ainda estou a pensar, mas como parece que, com ou sem assinaturas, a composição das mesas de voto já seguiu para a Câmara, coisa que aliás não compreendo. O que é certo é que vai seguir um protesto formal para a CNE, embora me incline mais para assinar. Trabalho já eu tenho muito agora com a campanha e é-me mais importante as lições que tiro para o futuro que as guerras que possa travar no presente. Já o escrevi e reafirmo, acredito que todos os que vão para as mesas de voto, vão com a maior das sinceridades e boa fé. O que me importa mesmo é que, no futuro, nada será igual. A confiança, a cordialidade, enfim, tudo aquilo que não torna o combate político uma selvejaria.

Como em tudo na vida acabamos sempre mais ricos por muito triste que a situação seja. Basta que nos enriqueça. A única coisa que não quero é que o Troll seja tema de campanha. É que pelo que me apercebi, à falta de argumentos políticos, já tudo serve para denegrir a imagem do cabeça de lista da Câmara.

Publicado por Troll Urbano às setembro 26, 2005 07:40 PM

Comentários

Quando era pequenina o meu pai tinha um azulejo, mesmo à entrada da porta da cozinha. Do lado de fora para se ver bem, dizia ele.
Por uma qualquer associação de ideias lembrei-me do azulejo velhinho do meu pai.
Dizia "Os cães ladram, e a caravana passa".
Não tem a ver com mesas de votos. Mas era um azulejo bonito em tons de azul.

Publicado por: isabel faria às setembro 26, 2005 11:38 PM