« Equipa A versus Equipa B | Entrada | E Sampaio chuta para canto »

setembro 30, 2005

campanha é dos "4 magníficos"

Por: Daniel Arruda

É este o silêncio dos média em relação à campanha autárquica que não tenha como protagonistas, Rui Rio, Fransisco Assis, Carmona Rodrigues ou Manuel Maria Carrilho. Parece que o resto do país já não existe, não importa. E se não fosse o esforço louvável das rádios e jornais locais seria mesmo assim.

Recebi hoje a notícia que no Público de dia 7 iria saír uma coisa sobre as candidaturas do Seixal. Vou esperar para ver. Até porque estou farto dos 4 magníficos, dos homens que vão decidir quem ganha e quem perde as eleições. De quem atiça o quê, de quem tem a casa de banho mais cara, de quem é mais amigo do Sócrates, ....

Da próxima vez que se escolherem candidatos não vai ser pelo mérito político. vai ser pela exposição mediática. À C.M.Lisboa poderiam concorrer a Paula Bobone, a Mariza Cruz, o Castelo Branco. No Porto fazia-se um referendo sobre qual dos elementos do Esquadrão G iria para a Câmara Municipal.

Isto está lindo, está mesmo!!!!!

Publicado por Troll Urbano às setembro 30, 2005 02:28 AM

Comentários

Afinal contrariamente ao que ainda imaginei que, quem sabe, pudesse acontecer...as Leis não são cumpridas neste País...ninguém fiscaliza a sua aplicação...até parece que já nem denuncia a sua não aplicação.

Publicado por: isabel faria às setembro 30, 2005 09:43 AM

A CNE pura e simplesmente não existe, aceita os protestos, mas os prevaricadores continuam nas mesmas praticas, sem que estas tenham consequências.

Os meios de comunicação, mesmo os públicos como a RTP, que deveriam ser equidistantes, convidam quem muito bem querem, e eliminam arbitrariamente ,que não lhes interessa que esteja presente em debates, com critérios que repugnam a qualquer democrata.

Publicam-se sondagens sem control, sem que as empresas de sondagens, , os candidatos que as encomendam , e os jornais que as divulgam ,sejam repreendidos.

Em suma é o regabofe.

Depois quando esta poeira assentar ,e os portugueses votarem, e os resultados forem o contrário, daquilo que os meios de comunicação andaram a propalar, virão os tais ditos homens das sondagens, que bla bla bla, afinal fizeram mal as contas

E NÃO SE PODE EXTERMINÁ-LOS..

Publicado por: a.pacheco às setembro 30, 2005 11:40 AM

Esqueceste-te de Fátima Felgueiras, candidata que regressou de um curso de pós-graduação de dois anos no Brasil (o que se faz pelo povo!) e que concorre à metafórica câmara de Felgueiras, aonde se vai decidir a vida política do país - pelo menos é a ideia com que fiquei depois de seguir os olhos os holofotes da comunicação social.

O teu problema Daniel é o de que tens de fazer algo que mereça realmente a luz abençoada da preocupação mediática.

Estive por aqui a meditar (levemente - confesso - para não me baralhar os sentidos que estão em grande parte ocupados como o som dos Druid)e aquilo que me ocorreu de repente foi dares um mergulho no Tejo, mas rapidamente me lembrei do Marcelo Rebelo de Sousa e das suas crónicas que me lembram que o Tejo está(va) mesmo poluído.
"Sei lá", se o Seixal tivesse um castelo tomava-lo, colocavas-lhe um estandarte do Bloco na torre de menagem, chamavas os jornalistas e dizias que a tua campanha estava inspirada na tomada da Bastilha - estavas sujeito a que te perguntassem se eram "Gorila" ou chiqueletes e se sabias fazer balões, mas já sabes que um candidato tem estar preparado para todas as perguntas inconvenientes dos jornalistas. Ou podias arranjar uma viola, disfarçares-te de José Afonso e ir para a antiga fábrica da cortiça lembrando as Cantigas de Maio que passaram para as calendas gregas... não, esta era capaz de funcionar só em Setúbal e se o tema fosse o Toy - vou propor esta ao Bárbara.
Tens é de fazer algo extraordinário. Ou estúpido: reclamares o novo aeroporto na marginal do Seixal "porque fica mais próximo de Lisboa"; criar uma "empresa municipal" de construção de canoas para resolver o problema das acessibilidades a Lisboa; ou ainda que seja o alemão a língua a ministrar desde o primeiro ciclo do ensino básico no Seixal - para garantir "ad eternum" a Autoeuropa no distrito de Setúbal.
Se não te levarem a sério, defende a passagem do Seixal a concelho. Se algum jornalista detectar, respondes: "Também dizem que Portugal é um país".
"Toward The Sun"? 1975? O rock progressivo tem efeitos destes...

Publicado por: CausasPerdidas às setembro 30, 2005 12:49 PM

È, infelizmente é assim Daniel, o mediatismo e as peixeiradas vendem mais que o debate politico sério.

Portugal no seu melhor.

Publicado por: The Wolf às setembro 30, 2005 05:59 PM