« outubro 2005 | Entrada | dezembro 2005 »
novembro 30, 2005
1 aninho
Por: The
Jamais poderia deixar passar este dia sem mencionar os fantásticos momentos que tenho passado aqui nesta minha/vossa assoalhada.
Confesso, que tal como o Daniel já o mencionou também, nunca pensei ser possivel chegar até aqui, mas cheguei e muito bem acompanhado pelos meus carissimos colegas Troll´s e pelos nossos fieis seguidores, seria de muito mau tom mencionar algum deles aqui pois iria correr o risco de me esquecer de algum e isso seria imperdoável, no entanto, todos vocês sabem a quem me refiro.
Fiz muitos e bons amigos, embora ainda virtuais, e o Troll Urbano tem sido pródigo nisso, acabamos por descobrir pessoas que partilham das mesmas opiniões, dos mesmos problemas e encararm a vida da mesma maneira.
Vocês, carissimos amigos e amigas, vocês são a minha força, a nossa força para continuar. Nunca fizemos deste local um local de competição com ninguém, limitamo-nos a escrever, sentimentos, frustações, problemas, alegrias, tristezas e verdadeiras emoções, e tudo isto apenas é possivel devido a vocês carissimos amigos comentadores.
Sempre foram bem vindos, são bem vindos e sempre serão bem vindos ao Troll Urbano.
Obrigado pela vossa amizade e até dedicação.
O Troll Urbano demarca-se de qualquer outro blogue, e tal só acontece porque é um blogue que encara todos os problemas de frente, olhos nos olhos, sem receios, e coloca a disposição de todos a sua caixa de comentários para que todos, sem excepção, possam dar a sua opinião, nunca iremos optar por um blogue com registos, nunca o iremos fazer pela simples razão de que todos têm direito à sua opinião e o possam fazer anónimamente.
Não julgo, como já li por aí, que o Troll Urbano seja um blogue de esquerda, julgo que o blogue Troll Urbano é um blogue de esquerda, de direita, de centro, seja do que for, porque todas as opiniões são válidas e todas são necessárias.
A vocês:
Daniel, obrigado por seres quem és.
zOinGo, tenho dificuldades em decifrar-te, vales bem mais do que tens mostrado.
Isabel, és fantástica nas palavras que saiem dos teus dedos, continua assim.
A vocês, PARABÈNS, e que para o ano cá estejamos de novo a comemorar mais um aniversário cheios de saúde e bem estar.
Publicado por Troll Urbano às 09:47 PM | Comentários (14)
De férias...
Por:Daniel Arruda
O PC cá de casa continua no estaleiro. Aproveitei a passagem por um Cyber Café para um post rápido. Estou de férias, suficientemente longe, até Domingo. Na Segunda cá nos encontramos no sítio do costume. Espero que os meus colegas Trolls não deixem a Isabel muito sozinha (tão sozinha) e então até Domingo. Se, entretanto, aparecer no caminho outro Cyber Café, quem sabe...
Publicado por Troll Urbano às 06:20 PM | Comentários (2)
Se depois de eu morrer...
Por:Isabel Faria
Hoje tinha pensado não escrever mais posts. Porque datas são datas e o Troll faz um ano. No entanto, não resisiti. Afinal datas são datas e, há 70 anos, Alberto Caeiro desaparecia. E Álvaro de Campos e Bernardo Soares e Fernando Pessoa e...Não se pode deixar passar em branco a data em que desaparecem tantos poetas.
Aqui fica apenas a biografia que um deles desejava lhe fosse feita. Os desejos dos poetas devem ser cumpridos. Que descansem.
Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples.
Tem só duas datas --- a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra todos os dias são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as coisas sem setimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso fui o único poeta da Natureza.
Alberto Caeiro
Publicado por Troll Urbano às 09:35 AM | Comentários (4)
novembro 29, 2005
Troll (o)
Por:Isabel Faria
Não sei quando descobri o Troll. Talvez algures em Março ou Abril, talvez devido a algum comentário que o Daniel tenha deixado no Afixe. De vez em quando, ia comentando e ia encontrando o Daniel na outra casa. Conhecíamo-nos mal (Daniel, recordo que passaste um almoço duma reunião qualquer do Bloco a falar de economia…brrrrr) e, tirando uma ou duas vezes em outras reuniões, do Daniel só conhecia mesmo a pontuação de pernas p’ró ar e as letritas desviadas do seu habitat natural.
Depois, na Convenção do Bloco, falámos de Blogs (a falta que faz neste Partido uma disciplina férrea…) e comecei a passar por aqui com mais regularidade. Depois….bem, depois de coisas que o tempo se encarregou de mostrar quão pequena importância tinham, vim aqui parar…
Entrei a estagiar e agora não sei bem em que estatuto me encontro. Ainda ninguém me deu nenhum contrato de trabalho para assinar, não recebo desde Setembro e ainda ando à espera dum tal perfume eternamente adiado (parece que agora p’ra Maio…).
Comecei a sentir-me definitivamente em casa num dia em que colei um post de peúgas de lã calçadas e por aqui ando. Confesso que ainda não desisti daquela ideia de começar uma coisa de novo, tipo casa de praia ou monte alentejano, mas confesso também que neste momento a vejo assim: casa de praia ou monte alentejano. Mas lindona. Estou, apenas, à espera que se decidam acabar com campanhas eleitorais umas a seguir às outras para tentar ir comprar o tijolo, mas, enquanto isso não acontece, não há monte para ninguém e têm que levar comigo a tempo inteiro.
Conheço bem os meus coleguitas de Blog. Não pensem que isto é a brincar, somos unha com carne, não fazemos nada uns sem os outros, vamos às compras juntos e agora ganhámos o hábito de jogar golfe todos os Domingos de manhã. Gostamos todos muito uns dos outros e eu só tenho pena que o Lobo teime em andar sempre de gravata às bolinhas, o Zoingo não corte as patilhas e o Daniel tenha deixado crescer a unha do mindinho direito. Se não fossem estes pequenos pormenores eram perfeitos. Assim, estão mesmo no limiar.
Estamos, portanto, preparados para o novo ano, comigo a esperar que os problemas dos PCs dos meus parceiros de golfe se resolvam rapidamente e que Maio chegue depressa.
Sem este tom. No outro. O Troll tem sido um amor maduro. Sem grandes espalhafatos, sem grandes dramas mas com muito entusiasmo e muita ternura. Como os amores maduros. E muito, muito prazer. Como os amores maduros. Gosto de estar aqui.
Publicado por Troll Urbano às 10:52 PM | Comentários (13)
SEGUNDO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Por: Daniel Arruda
Foi ontem que escrevi a minha 1ª posta. e logo a gozar com o meu glorioso. Desde aí acho que me tornei um viciado da escrita. Tudo serve para escrever. Um outdoor, uma notícia, uma frase ou um acontecimento, passado ou presente. Juntamente com os outros dois trolles de origem acho que fizemos um bom trabalho durante este ano. (não me esqueci de ti Isabel, mas acho que mereces um destaque maior)
OS 3 TROLLES DE ORIGEM
A malta amanhã vai estar de parabéns. Faz um ano que os 3 trolles de origem fizeram e publicaram a sua 1ª posta "O Editorial". Não foi um editorial, foi "O Editorial", a pedra fundadora. Confesso que quando começamos não pensei vir a colar uma posta de 1º ano. Pensava que me fosse fartar mais cedo. Que isto dos blogs era giro mas que dava demasiado trabalho e que passado uns meses iria por isto num canto. O que eu não sabia é que isto era viciante.
Logicamente que não posso falar do Troll e não falar da nossa estagiária de elite aqui descrita como trollina. Foi uma lufada de ar fresco que entrou pela porta a dentro. Penso que neste 1º ano podemos falar de duas fases antes de e depois de Isabel Faria.
Obrigado Isabel por te juntares a este projecto de trolles e aceitares seres um deles. Já passaste há muito a fase de estagiária. Já és uma verdadeira Troll.
A NOSSA TROLLINA
Confesso que para mim este percurso teve algumas surpresas agradáveis e algumas menos agradáveis. De mais agradável certamente que são algumas amizades que por aqui se fizeram, pessoas que eu de outra forma não conheceria e que agora fazem parte da comunidade, a minha comunidade. Mas também faz parte da cesta de surpresas agradáveis o facto de chegar a uma acção de rua na campanha eleitoral e haver uma pessoa de mais ou menos 40 anos vir ter comigo e perguntar. "Desculpe, mas é o Daniel do Troll Urbano?", tal como é agradável saber que afinal temos opinião e que esta é ouvida e debatida, ás vezes. Que afinal há gente que pensa igual a mim e perceber o porque de haver outros que pensam diferente. Das coisas más não quero falar. Foram aqui sobejamente discutidas.
No final a frase do costume. Pode ser que daqui a um ano estejamos a pôr postas do 2º Aniversário. Seria giro. O objectivo é escrever aqui até que os Juniores tenham idade para escrever neste espaço para nós os cotas passarmos à merecida reforma.
Publicado por Troll Urbano às 10:37 PM | Comentários (8)
PRIMEIRO!!!!!!!!!
Neste primeiro aniversário chega a revelação. Quem somos, como somos...
Estava tudo claro...só que o parvo do e-mail com quem é quem não chega...é meia noite...esta porcaria tem que entrar...portanto desenrasquem-se.
Por mim, missão cumprida. E faxavor de não acharem que lá por ter um ferro de engomar, tenho que ser eu...tou desconfiada que os homens cá de casa enganam bem...juro que não sou aquela!!!!

Com as fotos chegou o bolo...mas como o trabalho foi meu...meus queridos gosto muito de vocês...mas quem come sou eu!

Então até p'ró ano!
Publicado por Troll Urbano às 09:09 PM | Comentários (12)
Declaração de amor
Por: The
Excita-me a tua presença, ó Árvore - ó Árvores todas!
Desejo-te (desejo-vos) como se fosses Carne, e eu Desejo.
Como se eu fosse o vento que preside às tuas bodas, e te cicia em redor, e te fecunda num aliciante beijo.
Ponho os olhos em ti e entretenho-me a pensar que sou mãos, todo mãos que te envolvem o tronco e te sacodem convulsivamente.
Requebras-te com volúpia, e os teus emaranhados cabelos louçãosfustigam o ar como látegos, com toda a força que este amor me consente.
Ó árvore minha débil! Ó prazer dos meus olhos extáticos!
Ó filtro da luz do Sol! Ó refresco dos sedentos!
Destila nos meus lábios as gotas dos teus ésteres aromáticos, unge a minha epiderme com teus macios unguentos.
Desnuda-me a tua intimidade, ó Árvore! Diz-me a que segredos recorres para te desenrolares em flores e em frutos num cíclioco desvairio.
Porque é que tudo morre à tua volta e tu não morres, e aceitas sempre o Amor com renovado cio.
Inicia-me nos teus mistérios, ó feiticeira dos cabelos verdes!
Ensina-me a transformar um raio de Sol em suculenta carnadura, e nesses perfumes subtis que a toda a hora perdes,
prolongando o teu ser no ar que te emoldura.
É através de ti, ó Árvore, que celebro os esponsais entre mim e a Natureza.
É através de ti que bebo a nuvem fresca e mordo a terra ardente.
É de ti que recebo as leis do Amor e da Beleza.
Amo-te, ó Árvore, apaixonadamente!
António Gedeão
Publicado por Troll Urbano às 07:07 PM | Comentários (1)
Isto é o que chama aterrar no sítio errado
Por: Daniel Arruda
Já tinha ouvido falar em aterrar atrás ou à frente das linhas inimigas, mas esta aterragem dentro das linhas inimigas é inédita.
Bom Almoço
Publicado por Troll Urbano às 06:44 PM | Comentários (3)
O documento que faltava
Por: Daniel Arruda
Há poucos dias atrás escrevi uma posta a pedir a demissão de Valter Lemos. Houve quem achasse que estava a falar de cor. Para quem tinha dúvidas aqui vai a prova final de como este nosso governante mente com todos os dentes que tem na boca.
O país continua à espera que Sócrates demita este senhor.
Publicado por Troll Urbano às 06:38 PM
Feelings
Por:Isabel Faria

Publicado por Troll Urbano às 11:45 AM | Comentários (6)
Deserto(s)
Por:Isabel Faria

Noite fria, muito fria. Já adiantada. E sem se saber como nem porquê, o calor entra-nos corpo adentro. Como se de impiedoso, o Sol do deserto se tornasse aliado. E a areia, companheira. Dura pouco. Tem hora marcada para voltar o frio da noite fria. Mas não volta tão fria. Nunca volta tão fria.
Acontece algumas vezes. Sabe bem. Às vezes, o deserto abrasador sabe tão bem. Outras, acontece e não é noite. Mas o deserto abrasador sabe bem, mesmo quando é dia.
Um dia, disseram-me, irei começar um ano no deserto. Se houver Sol como, às vezes, nas noites frias, um dia irei começar o ano no deserto. Hà, hoje, na minha alma, dois locais onde sei (é impressionante as coisas que a alma sabe...) que não tenho frio. No Mar e no Deserto. Agora tenho.
Publicado por Troll Urbano às 10:29 AM | Comentários (4)
Paris - III
Por:Isabel Faria
Umas notas e perguntas finais:
Em Evry, junto ao Supermercado onde costumávamos fazer compras, há, agora, um café. Estava completamente cheio, no Domingo de manhã. Só com homens. Que faziam, pereceu-me, apostas de cavalos, jogavam no totoloto local e bebiam. Aí, sentada na cadeira do canto a tomar o meu “Café au lait”, olhando e ouvindo, tive quase a certeza que a grande maioria, senão a totalidade, daqueles homens não eram “franceses”. Mas todos falavam francês, mesmo entre si. Na mesa ao lado, 11 e tal da manhã, os três homens sentados, pediam uma nova rodada de conhaque. Para mim, pode ser, agora, também um café, dizia um. E continuaram a falar de cavalos. De futebol e de apostas. Nem ali, menos de uma semana depois de Paris 2005, durante a quase meia hora que durou o café com leite, a torrada e o pastel de nata ouvi o que quer que fosse sobre o que se acabara de passar. E todos falavam francês e eu entendo bem francês.
Parece que o que passou ficou mais uma vez arredado não só do centro da cidade como da luz do dia. Afogados no álcool que os afasta do frio, aqueles homens, uma grande parte jovens, devem semanalmente encontrar-se naquele local. Para se sentirem menos sós, num País que não é o deles, talvez, mas já não para falarem em qualquer outro, que já não será nunca o deles, também. À frente do cálice redondo, falavam de apostas. Sem sotaque. Estava-se em plena luz dum dia frio, a poucos quilómetros de Paris.
À saída, perguntei a um deles que deixava também o café, onde ficava a estação. Explicou-me e perguntou-me de que parte da França era. Disse-lhe que era portuguesa. Disse-me que havia muitos no café. Perguntei-lhe se ele era português e a resposta foi “Não, não. Eu não”. Era moreno, de cabelo curto, algo encaracolado. Não sei se a resposta foi só evasiva. Não me disse de onde era. Porque não sabia?
Perguntas:
A quase ausência de magrebinos no centro da cidade, significa, de facto, que a deixaram de habitar? Num estudo recente falava-se que bastava um apelido com conotações do Norte de África, para que pessoas com as mesmas habilitações fossem preteridas nas entrevistas para novos empregos. Ou significa que os descendentes de pais magrebinos que andam agora em Paris, à custa duma aculturação que se tornou imposição de e para sobrevivência, adoptaram os mesmos gestos, a mesma roupa, o mesmo look que os seus conterrâneos, “genuínos”?
A ausência de ouvir falar português em Paris, significa que também os portugueses, com excepção dos períodos de “vacanças” se tornaram “franceses” ou que também eles foram afastados do centro de Paris? Não me passou despercebido o desaparecimento dos bidonvilles de há trinta e tal anos, no caminho para Évry. É nos prédios altos e sem cor que vejo em seu lugar que habitam agora os portugueses ou deixaram estes para os seus vizinhos do Sul e mudaram-se, como transmitem as nossas televisões, para “maisons” feitas a seu lado, mas suficientemente longe para não se confundirem (misturarem)?
O café , cheio às 11 horas de Domingo, é um sinal da aculturação ou um refúgio da não integração?
O cheiro intenso a álcool, do café escuro de Évry, na manhã fria de Domingo passado, é a uma visão algo comtemporânea dos clochards de Paris, tão épica e romanticamente descrita nas maiores obras literárias ou a forma de descobrir calor na ausência de raízes?
Precisaria de muito mais tempo em França. Ou, pelo menos, que os meus fantasmas me tivessem dado um pouco mais de descanso…
Publicado por Troll Urbano às 08:20 AM | Comentários (4)
novembro 28, 2005
Terrorismo
Por: The
Talvez não o saibam mas o Troll Urbano detêm uma grande quantidade de efectivos no terreno que nos mantêm sempre informados de tudo o que se vai passando de novo no nosso mundo.
De um destes nossos informadores chegou-nos como os terroristas do nosso planeta se desdobram em criatividade para cada vez mais nos conseguir afectar com as suas manobras.
Eis a mais recente forma de terrorismo:
Publicado por Troll Urbano às 09:11 PM | Comentários (2)
A ICAR está cada vez mais hipócrita
Por: Daniel Arruda
Eu gosto especialmente de pessoas que não tendo razão para falarem continuam armados em papagaios. A Isabel já escreveu mais abaixo sobre a polémica que a ICAR está a arranjar pela simples razão de finalmente um governo cumprir o que esta escrito na constituição e retirar os simbolos religiosos das escolas.
No entanto não se ouve por parte da ICAR ou do seu braço político, o CDS, nenhuma palavra sobre as situações em que a Igreja é favorecido. Porque será?
Se clicarem aqui, vão ler que é o Estado que paga o culto na Universidade do Algarve bem como apoiar financeiramente todas as actividades extrordinárias que o capelão, que responde ao Bispo e não ao reitor, achar convenientes e interessantes para toda a comunidade académica.
Não há dinheiro para a acção social, para fotocópias, para instalações decentes, mas há dinheiro para dar à ICAR que relembro é riquissima, que não paga impostos e ainda vive à conta dos descontos de todos nós.
O que é demais cheira mal. Se a Igreja acha que está a ser mal tratada que se vá embora. Desampare a loja. Duvido é que arranjem outro país mais otário que o nosso, para lhe aparar os golpes todos. Já não basta as aulas de religião e moral, que são só para alguns, serem pagas com os dinheiros de todos, de sabermos de igrejas construídas por municípios com o dinheiro de todos mas depois queixarem-se que o dinheiro não chega para obras que, essas sim serviriam o povo todo, agora ainda sabemos que até a acção evangelizadora é paga com o dinheiro de todos nós apesar de muitos não sermos católicos, religiosos ou crentes.
Nunca mais há vergonha. Ou como dizia um padre qualquer ontem aos microfones da rádio. Há que ter o bom senso e ver que afinal é a religião maioritária em Portugal e se na lei o estado é laico na prática não o é. Isso é mais ou menos como reconhecer que segundo a lei da Igreja os padres deviam praticar celibato mas na prática não o fazem. Será que o Padre também defende então que se vá abolir o celibato ou a lei vale?
Sempre quero ver o que o ministério da educação vai fazer em relação a este caso da Universidade do Algarve.
Publicado por Troll Urbano às 07:28 PM | Comentários (2)
O problema foi onde e não quem!!!!!!!
Por: Daniel Arruda
Hoje aconteceu algo estranhíssimo. Pode parecer história mas garanto-vos que não é. Estava eu a no meu trabalho, quando resolvi ir à casa de banho. Fiz o que é normal fazer quando se vai à casa de banho satisfazer uma necessidade fisiológica de carácter líquido. Encostei-me ao urinol, abri o fecho e no preciso momento em que estou com o "zézinho" na mão, e provavelmente com aquela carinha de aliviado que todos fazemos quando mudamos a àgua às azeitonas, quem é que entra pela casa de banho adentro? D. Ximenes Belo que estava por aqui numa comitiva que visitava o sítio onde trabalho. Como devem compreender havia mil e uma coisa que me apetecia dizer a tão ilustre figura, coisas boas e más, sim, que ele não é apenas um modelo de virtudes, mas precisava de ser ali. Naquele sítio?
Mas como se inicia uma conversa quando um tem o "zézinho" na mão e o outro se prepara para o pôr na mão dele, cada um o seu, entenda-se. Confesso que fiquei a modos que encabrunhado. Tanta coisa para dizer e ali, numa situação embaraçosa que nem um aperto de mão e um agradecimento permitia. Saí da casa de banho ainda a pensar em como dar a volta à situação quando ele também sai e dirige-se à restante comitiva que fazia a visita, incapacitando-me para qualquer atitude.
Assim fiquei, parado à porta de uma casa de banho, confuso, desiludido, mas que porra, o sujeito não podia ter escolhido outro sítio para se cruzar comigo? Tinha de ser na casinha? Com o "zézinho" na mão? Francamente. Como se não bastasse no movimento de virar albaldroei uma senhora da limpeza que se tinha colocado por detrás de mim.
Alguém me explica o que eu poderia ter feito diferente e que não tivesse o efeito tipo "Mr. Been", do género virar-me e mijar-lhe os pés, ou arrumar o dito cujo à pressa e cumprimentar o homem enquanto este se aliviava.
Só a mim é que me acontecem destas coisas.
Publicado por Troll Urbano às 06:20 PM | Comentários (6)
O que é que Sócrates está à espera
Por: Daniel Arruda
Já é sina deste país. Não conseguimos ter um secretário de estado da educação de jeito. Depois de o último governo termos levado com a inanarrável Mariana Cascais que dizia que Portugal não era um estado laico e que passou uma legislatura sem executar uma directiva que vinha do parlamento que não viesse do seu partido, agora é altura de levarmos com outro sujeito inqualificável. Valter Lemos.
Depois de 3 desmentidos do próprio, cada um diferente do anterior, ficámos hoje a saber que Valter Lemos, secretário de estado da educação, o tal que fez eco um estudo incompleto, no dia da greve dos professores, sobre os números de faltas dos professores no ano lectivo que começou com um mês de atraso, só não perdeu o seu mandato de vereador por excesso de faltas graças a um erro processual.
A verdade vem sempre ao de cima como o azeite, e ficará para a posteridade. O actual secretário de estado da educação Valter Lemos, na altura vereador eleito pelo CDS, da C.M. Penamacor, deu faltas, faltas injustificadas e em número superior ao permitido por lei o que o levaria à perda de mandato como vereador.
Depois desta clarificação e das mentiras de Valter Lemos e como parece que ele não quer por o seu lugar à disposição, só resta uma solução ao 1º ministro josé Socrates. Demitir este sujeito.
Publicado por Troll Urbano às 05:05 PM
Independente é o Manuel Vieira
Por: Daniel Arruda
Cavaco Silva continua a dizer que a sua candidatura é independente e nada negociou com o seu partido de sempre para ter o apoio deste. Se é tão independente como explica então que ao nível gráfico use as estruturas do PSD, nomeadamente os outdoors. (Relembro que estes são propriedade do partido). E se é tão independente como diz como se explica que as mobilizações sejam partidárias e, nalguns casos como o da JSD, até mesmo organicas.
Esta coisa da independência tem muito que se lhe diga e se para mim não é condição essencial, quando se apregoa deve ser verdadeira, sob pena de Cavaco Silva não passar de um mentiroso que até nos apoios engana os portugueses.
Publicado por Troll Urbano às 04:40 PM
Sonhar não custa
Por:Isabel Faria
Aqui está uma óptima notícia . Por todas as razões eu preferia que, já agora, se aproveitasse o know how e fosse uma para a Lua (quatro) e uma para Marte (seis). Isto dá tudo juntinho dez.
Também se podia aproveitar para os outros oito...isto dava, na melhor das hipóteses, oito vezes seis, ou seja quarenta e oito. Assim, quarente e oito mais os dez da primeira leva dá p’raí cinquenta e oito ao todo...depois há alguns que têm satélites e até há buracos nrgros...tenho que perguntar ao meu filho quantas Luas há por aí perdidas e se se pode arriscar todos os buracos negros...quer dizer a parte do arriscar não é assim muito importante, desde que eles pensem que é seguro, não vale a pena perder muito tempo com isso...tudo assim arrumadinho é bem capaz de se chegar aos cem...e pode-se sempre convencê-los que talvez, quem sabe, p’ra jogar futebol...seis é tão poucochinho...onze e mais os suplentes...e ainda falta o árbitro. Será que se chega aos quinhentos???
Gosto da Nasa...gosto tanto da Nasa que era bem capaz de tentar convencê-los a antecipar a coisa...deixa lá ver...2018...ainda faltam treze anos...será que não se podem descurar algumas questões técnicas e irem já em Janeiro??? Afinal eram menos 500!!! Homens!!! UAUUU!!!! Apenas mais um passo para o Paraíso.
Ah, é verdade e os asteróides...dá p’raí uma nave caninita para cada um...sei lá, mesmo que só levasse dois cada...isto multiplicado por...sonhar não custa.
Publicado por Troll Urbano às 04:08 PM | Comentários (2)
P'rós meus meninos
Por:Isabel Faria
- Tens que lhes levar uma prenda?
- Achas? P'ra quê?
- Eles são simpáticozinhos...
- Pois são! Uma Torre Eiffel...
- Tás maluca. Toda a gente já tem uma Torre Eiffel.
- Um chocolate...
- Sabes lá se eles comem chocolates. Os homens são uns seres tão esquisitos...
- Lá isso são...se eu te contasse...
- Não contes...nunca tive muita paciência p'ra esses pormenores...pensa mas é na prenda...
- Um arco do Triunfo...
- Brrr...
- Uma garrafa de conhaque...
- E tu tens lá dinheiro p'ra isso...
- Tens razão...
- Um queijo...
- Quanto é que pagaste p'la...
- Já sei...cala-te...deixa-me pensar...
- ...
- Levo-lhes uma serpente.
- Acho bem. Eles merecem...
- Pois merecem...e sempre tem mais a ver com Paris do que uma Torre Eiffel...
Aqui fica, prós nossos coleguitas. Da 1 e da 2. Uma serpente, directamente da Cidade Luz.

Nota final: Porque é que quando eu encolho as serpentes elas ficam sempre um cadito tremelicas??? Há por aí algum especialista em serpentes que me possa explicar? Obrigado.
Publicado por Troll Urbano às 11:55 AM | Comentários (12)
Paris - II
Por:Isabel Faria
De olhos regalados de emoção e de estranheza, com pudor mas com muita admiração pela ousadia que me era completamente desconhecida, via casais de gestos afectuosos mostrarem sem preconceitos nem moralismos, as suas paixões e os seus desejos.
Em sete dias em França, não vi um par de namorados a beijar-se na rua. Por várias vezes me questionei se os franceses deixaram de se apaixonar ou se deixou de ser moda mostrá-lo e gritá-lo ao mundo.
Apaixonada, sonhadora, entusiasmada via grupos de jovens de cores garridas, olhares perdidos, violas e flores no cabelo, percorrerem os cais do Sena e acumularem-se na Font St. Michel. Sabia que eram cada vez menos. Mas, para mim, eram, o futuro, um futuro. Nunca, naquela época, os entendi ou senti passado.
Por todas as ruas procurei restos desses hippies que povoaram os meus sonhos de liberdade. Mas Paris tornou-se uma cidade previsível. Pessoas bem vestidas, igualmente vestidas, iguais. Ou pobres, pedintes, pessoas que com olhar atento e inquieto nos despertam sentimentos incontroláveis de medo e de inquietude. E nos obrigam a uma atenção sempre renovada.
Assustada, sentia o olhar sobranceiro dos franceses quando se dirigiam à Mariá, ou encolhiam os ombros com indisfarçado desdém perante a música alta que saía das janelas das casas dos portugueses dos quartiers.
Sem surpresas encontro nos olhares dos franceses que me servem o café, nos que me fazem check in ou naqueles a quem questiono sobre o que se passou nos últimos dias, a mesma sobranceria de há 30 anos.
“Não se passa nada. Isso foram invenções da imprensa internacional” dizia-me o sr. da Portaria do Hotel. “Não há problemas de integração em França…já viste algum português regressar por causa disso?”, dizia-me com alguma rispidez o meu colega francês do Comité de empresa.
Uma senhora inglesa tentava explicar à caixa do Supermercado que tinha levado a água errada e que pretendia, se possível, trocá-la. Estávamos num supermercado dos Champs Elysées. Com um olhar duro e um gesto impaciente, para a colega da caixa ao lado, a sra da caixa, deixa escapar um enfadado “Mas porque é que não vão p’ra casa deles???). Não se tratava duma imigrante. Nem dum descendente de pais magrebinos. Nem dum habitante dos subúrbios “dos problemas inventados” pela imprensa. Sábado à tarde, Champs Eyisées, o local mais caro de Paris, perante uma turista inglesa. A sobranceria e o enfado que me recordava de há trinta anos. No país onde não há problemas com estrangeiros. “Já viste alguém voltar por causa disso???”.
Este último parágrafo foi complicado de ser escrito. Porque também encontrei gestos de apreço e de compreensão, nomeadamente quando estive em Evry, à procura da casa dos meus pais, mas, mesmo aí, sem calor. Quase como se me quisessem dizer “estás de passagem vamos-te tratar bem, mas não demores muito”. De toda a estadia recordo o restaurante de Le Marais, onde almocei na Segunda-feira, como a excepção a este “sê bem vinda mas não fiques muito tempo”, que caracterizou os outros contactos que tive com franceses na sua terra.
Publicado por Troll Urbano às 08:18 AM | Comentários (9)
novembro 27, 2005
Símbolos
Por:Isabel Faria
O Ministério de Educação deu indicações para serem retirados os crucifixos das escolas públicas.
Mas porque razão, senão esquecimento e algum desleixo, ainda havia crucifixos nas escolas públicas?
O Ministério limitou-se a cumprir o seu dever.
Não me parece que se deva perder muito tempo a pensar se a sua presença é anti-constitucional e ilegal. Parece-me claro e óbvio.Para além de que é desnecessária e ilógica. Somos um estado laico e não há presença de outras religiões nas escolas públicas portuguesas. Não há ninguém que se torne católico ou que deixe de o ser por haver um crucifixo em cima do quadro.
O CDS parece querer que se pergunte à "envolvente" (termo sugestivo este), a sua opinião. Assim tipo: concorda que Portugal seja um Estado laico? Concorda que seja permitido o uso de burka nas escolas públicas? Acha que se deve usar o crucifixo do lado direito, do lado esquerdo ou ao centro dos outros simbolos religiosos das outras religiões existentes em Portugal? Em caso de "envolventes" não "confessionais" pode-se colocar a fotografia do Che, por exemplo? Sei lá, aquela da bóina?
As minhas desculpas. Não estou a brincar com a fé de ninguém. Nem com as tradições do povo portugués. Ou a sua cultura. Pobre de quem precisar de um símbolo religioso à frente dos olhos para ter fé. Ou de quem não a tenha por não ter um crucifixo ou nunca ter visto uma burka. Triste povo que precise que o lembrem das suas tradições e da sua cultura.
Não me sinto nada incomodada com um crucifixo. Nem com uma burka. Nem com a estrela do Che. Nem sequer com o facto de, para mim, terem o mesmo significado simbólico, se bem que a estrela do Che, muito maior significado afectivo. Acho, apenas, que o Ministério, cumpre a lei e a Constituição ao não os colocar nas salas de aula ou noutros serviços públicos. E acho que os Ministérios e os Governos têm que cumprir os seus deveres e cumprir as leis. Constituição, incluída.
Publicado por Troll Urbano às 06:13 PM | Comentários (7)
Aqui tão perto...
Por:Isabel Faria
...o princípio e o fim.
Publicado por Troll Urbano às 03:25 PM | Comentários (11)
Uma dúvida
Por:Daniel Arruda
Passei agora por um cartaz de Mário Soares que diz "Porque sabe ouvir os Portugueses".
A minha dúvida não é se sabe é se ainda consegue...
Publicado por Troll Urbano às 03:14 PM | Comentários (9)
Jet set, Jet lag ou Jet da ignorancia e estupidez?!!!
Por: The
Deixo aqui um texto da autoria de Nuno Markl, um pouco extenso é certo, mas que merece sem duvida uma reflexão profunda em todos os aspectos.
15/11/2005: DE GUTENBERG A PIMPINHA
Por Nuno Markl
Johannes Gensfleisch Zur Laden Zum Gutenberg. Nascido em 1398.
Presume-se que tenha falecido a 3 de Fevereiro de 1468. Um operário metalúrgico e inventor alemão, a quem se deve, na década de 1440, a invenção da imprensa.
O poder da criação de Gutenberg seria demonstrado em 1455, ano em que o inventor editaria a famosa Bíblia em
dois volumes.
Sim, a Bíblia de Gutenberg tornou-se num marco notável na História das palavras impressas.
Até ao passado fim-de-semana.
No passado fim-de-semana, o semanário português O INDEPENDENTE publicou, discretamente, no seu suplemento VIDA, uma coluna de opinião da autoria de Catarina Jardim. Quem é Catarina Jardim? Nada mais, nada menos do que a popular Pimpinha Jardim. Que fica desde já a ganhar a Gutenberg neste ponto, Gutenberg não tinha nenhum nome de mimo.
Ele era capaz de gostar de ter um nome de mimo, não deve ser fácil ser Johannes Gensfleisch ZurLaden Zum Gutenberg, mas creio que ainda não era muito comum, na Alemanha do século XV, atribuirem-se nomes de mimo. Muita sorte se alguma das namoradas lhe chamou alguma vez JOGU, o único diminutivo aceitável de Johannes Gutenberg.
E mesmo assim não é muito aceitável, porque soa demasiado próximo a iogurte, e isso é uma indústria completamente diferente daquela na qual Gutenberg se movia.
Voltemos então a Catarina Jardim e à sua coluna no jornal.
O título do artigo é TODOS A BORDO, e trata-se, como o nome indica, de um relato detalhado sobre um cruzeiro a África que a jovem fez.
Ela diz, no início "O cruzeiro a África foi uma loucura, pode mesmo dizer-se que foi o cruzeiro das festas, como alguns dos convidados chamavam ao navio em que Luís Evaristo nos presenteou com MAIS UM BeOne on Board". Gosto da maneira como ela fala, sem explicações nem perdas de tempo, de pessoas e iniciativas sobre as quais boa parte dos leitores não faz a mínima ideia quem sejam ou no que consistem.
Nada contra, isto faz com que qualquer leitor se sinta cúmplice e rapidamente imerso no universo Pimpinha. Adiante.
Ficamos a saber que ela esteve em Tânger, e que a experiência foi, possivelmente a mais marcante da vida desta jovem.
Passo a ler o que ela escreve:
"Tânger é bastante feia, muito suja e as pessoas têm um aspecto assustador."
Nunca fui a Tânger, mas já fui a sítios parecidos e subscrevo inteiramente as palavras de Pimpinha. Malditas pessoas pobres, que só estragam o nosso planeta com a sua sujidade e o seu ar assustador!
É preciso ser-se mesmo ruim para se escolher ser pobre, quando se pode ser tão limpo e bonito. Quando se pode ser, em suma, rico.
Eu penso que a Pimpinha acertou em cheio na raiz de todos os problemas mundiais da pobreza. Andam entidades a partir a cabeça em todo o mundo a pensar nisto, andou a Princesa Diana a gastar tantas solas de sapatos caros a visitar hospitais, capaz de apanhar uma doença, quando nós temos a Pimpinha com a solução. Se calhar basta lavar estas pessoas, e talvez, acompanhem-me neste raciocínio; Pimpinha vai ficar orgulhosa de mim, se calhar basta lavar estas pessoas, e em vez de gastar rios de dinheiro a mandar comida para África, porque não os Médicos Sem Fronteiras passarem a andar munidos de botox. Botox!
Reparem: não é fazer cirurgias plásticas a toda esta gente feia que vive nestes países, porque isso seria demais.
Mas, que diabo - botox? Vão-me dizer que não é possível ir de vez emquando a estes sítios e dar botox a estas pobres almas?
Como o mundo ficaria mais bonito.
Adiante.
Pimpinha desabafa, dizendo, sobre as pessoas de Marrocos, "apesar de já ter viajado muito, nunca tinha visto uma cultura assim, e sendo eu loura, não me senti nada segura ou confortável na cidade".
Talvez. Mas vamos supor que trocavam Pimpinha por, vamos supor, 10 mil camelos. Era um bom negócio para o Independente.
Dos 10 mil, escolhia, vamos lá, 2 para passar a escrever a coluna, o que poderia trazer melhorias significativas de qualidade, e ainda ficava com 9 mil 998.
O que, tendo em conta que Portugal está a ficar um deserto, pode vir a revelar-se um investimento de futuro.
Pimpinha prossegue:
"Já em segurança, animou-me a festa marroquina, com toda a gente trajada a rigor".
Suponho que, para a Pimpinha Jardim, "uma festa marroquina com toda a gente trajada a rigor", tenha sido assim tipo uma festa de Halloween, tendo em conta que os marroquinos são, como a colunista diz umas linhas acima, "gente feia como nunca se viu".
Adiante. Ela diz:
"A seguir ao jantar, mais um festão que voltou a acabar de madrugada".
Calma, esclareçam-me só neste aspecto, para eu não me perder. Portanto, houve uma festa, não é? E a seguir, outra festa. OK.
Uma pessoa corre o risco de se perder nestes cruzeiros, com toda esta variedade de coisas que acontecem.
Diz Pimpinha:
"Desta vez não deu mesmo para dormir já que fomos expulsos dos camarotes às 9 da manhã, para só conseguirmos sair do navio lá para as 14 horas.
Tudo porque um marroquino se infiltrara no barco e passara uma noite em grande, uma quebra inadmissível na
segurança".
Ora bom. Ora bom, ora bom, ora bom, ora bom.
Portanto, aqui a questão é: viagens a Marrocos e festas com pessoas vestidas de marroquinos, tudo bem. Agora, se pudessem NÃO ESTAR LÁ os marroquinos, isso é que era jeitoso.
Malditos marroquinos, sempre com a mania de estarem em Marrocos.
E como é que acontece esta quebra de segurança? Eu compreendo o drama de Pimpinha. É que o facto da segurança deixar entrar um estafermo marroquino vestido de marroquino, numa festa com gente bonita vestida de marroquina, isso só vem provar que, se calhar, os amigos da Pimpinha não são assim tão mais bonitos do que essa gente feia de Marrocos. E isso é coisa para deixar uma pessoa deprimida.
Temos nós a nossa visão do mundo tão certinha e de repente aparece um marroquino e uma brecha na segurança... Enfim, nada que uma ida às compras não resolva, ao chegar a Lisboa, certo, Pimpinha?
Adiante. Diz Pimpinha:
"Já cá fora esperava-nos um grupo de policias com cães, para se certificarem de que ninguém vinha carregado de
mercadorias ilegais, e não sei como é que, depois de tantos avisos da organização, ainda houve quem fosse apanhado com droga na mala!"
DROGA? NUMA FESTA DO JET SET PORTUGUÊS? NÃO! COMO? NÃO. Recuso-me a acreditar. Deve ter sido confusão, Pimpinha. Era oregãos. Era especiarias.
Pimpinha Jardim declara: "Mas o saldo foi bastante positivo. Aliás, devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes".
Gosto desta Pimpinha interventiva. Sim senhor, diga tudo o que tem a dizer. Faça estremecer o mundo. E com assuntos que valham a pena.
Aliás, era capaz de ser uma boa ideia escrever um e-mail ao Bob Geldof a tentar fazê-lo ver que essa história de organizar concertos para combater a pobreza em África... Para quê? Geldof devia começar era a organizar concertos para chamar a atenção do mundo para a falta de cruzeiros com festas. Isso é que era. Mania das prioridades trocadas.
Que maçada.
Mesmo no final, a colunista remata dizendo: "Devia haver mais gente a arriscar fazer eventos como estes, já estamos todos fartos dos lançamentos, "cocktails" e festas em terra".
Aprecio aqui duas coisas: a utilização do "já estamos todos", como se Pimpinha voltasse a acolher o leitor no seu regaço como que dizendo:
"Sim, tu és dos meus e também estás farto de lançamentos, 'cocktails' e festas em terra. Excepto se fores
marroquino, leitor.
Se for esse o caso, por favor, exclui-te deste 'todos' ou então vai tomar banho antes, e logo se vê".
Depois, é refrescante saber que Pimpinha está farta de lançamentos, 'cocktails' e festas. Eu julgava que nos últimos dias a tinha visto em cerca de 250 revistas em lançamentos, 'cocktails' e festas, mas devia ser outra pessoa. Só pode ser. Confusões minhas.
Em suma: finalmente, há outra vez uma razão para ler O INDEPENDENTE todas as semanas. Tardou, mas não falhou. Pimpinha Jardim é a melhor aquisição que um jornal já fez em toda a História da Imprensa mundial.
Nuno Markl
Nuno, estiveste simplesmente magistral.
Publicado por Troll Urbano às 12:42 PM | Comentários (6)
Paris - I
Por:Isabel Faria
Comecei a fazer umas notas sobre o que vi em França. Mas não sei escrever pouco. Sou exagerada em tudo. Nada a fazer. Serão, portanto, arbitrariamente divididas, até porque aqui, no Troll, ainda não aprendi, a fazer um post com entrada alargada (Zoingo!!! Tás aí????). Ficarão assim divididos por três posts, em três dias. Para não apanharem uma overdose de França.
Anos 70
Recordo uma mescla enorme de gentes e de cores. Saída duma pequena vila ribatejana para a cidade Luz, sem nunca ter posto um pé em Lisboa, as pessoas que se amontoavam nas entradas dos monumentos e dos museus, ou nas entradas e nas plataformas do metropolitano, eram um mundo. Desconhecido. Gigante. Mas nunca, o recordo, assustador.
Novembro de 2005
A mescla de gente tornou-se a de todas as cidades. Muitos japoneses. Alguns espanhóis, italianos. Ouve-se falar inglês, mas não me parecem tão grandes a aglomerações nas entradas dos monumentos ou nas plataformas do metro. Ouço, sobretudo, falar francês. Se parar e olhar melhor, apesar da mesma língua, continua a haver cores de pele diferentes e variadas. Mas parece que os sotaques se perderam. Na manhã de Domingo, as estações do Metro por onde passei, estavam tão vazias que, sem querer e, sobretudo, depois da experiência matinal na validação dos bilhetes, dava comigo a, desconfiadamente, olhar em volta e a procurar "companhia"
Por todo o lado via norte africanos, com ar ocidentalizado, mas cujos sotaque e tez não enganavam. Sempre juntos e sempre barulhentos eram uma imagem dos comboios suburbanos que me levavam, nos finais de cada Domingo, a Évry, mas também das estações e das carruagens do metropolitano em pleno centro da cidade.
Não vejo quase ninguém no centro da cidade com tez da África do Norte. As mulheres que encontro (muito poucas) usam agora burka e há, desta vez, muitos mais africanos da África Negra, do que os que me recordo ver então. Com os anos e explicando o que se acaba de passar em Paris, parece claro que os imigrantes magrebinos e os seus descendentes foram definitivamente expulsos do centro da cidade.
Nos bancos do Jardin des Plantes ou nas carruagens do Metro, na entrada de Nôtre Dame, nas ruas de Corbeil ou saindo do comboio perto dos bidonvilles de Villeneuve St George, voltava, cada minuto a sentir-me em casa. Chocada, ouvia uma linguagem a que os meus pais nunca me habituaram. Mas reconfortada, voltava ao meu mundo.
Nunca ouvi falar português em Paris, durante a minha estadia, a não ser no Hotel de luxo onde, por razões profissionais, me encontrava. Olhar cada um que por nós passa e tentar encontrar a fisionomia dos nossos conterrâneos, tornou-se tarefa complicada. Ou porque já lá estão há muito tempo ou porque os filhos e netos de portugueses à custa da língua sem sotaque e da roupa sempre igual tornaram difícil descortinar a sensação de voltar a casa que, então, me enchia os dias.
Publicado por Troll Urbano às 12:39 PM | Comentários (5)
novembro 26, 2005
Ao Daniel Arruda, meu colega e amigo.
Por: The
Porque sei que és um grande apreciador de publicidade.
E mais esta.
Sei que já é demais, mas o Dani merece.
Só mais esta.
Publicado por Troll Urbano às 10:38 PM | Comentários (3)
Chez Victor Hugo
Por:Isabel Faria
Je m'arrête. L'idylle est douce
Mais ne veux pas, je vous le dis,
Qu'au delà du baiser on pousse
La peinture du paradis.
Victor Hugo
(A.Pacheco, não ficaram tão bem quanto pretendia. Mas por lá passei e por lá deixei o teu olhar. Como prometido. Sentada naquele cafezinho de esquina onde parece que Victor Hugo, escrevia, foi a tua Praça que olhei. Um abraço.)
Publicado por Troll Urbano às 10:11 PM | Comentários (2)
Alzheimer
Por: The
Porque o Troll Urbano tambem presta serviço publico.
"Não sei se estas dicas funcionam mesmo contra o bandido alemão, ALZHEIMER , mas não custa fazer os exercícios propostos, o hemisfério direito do cérebro vai agradecer."
Ginástica para o cérebro:
Trocar de mão para escovar os dentes é bom para o cérebro.
O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e a inteligência e, assim, realizando um exercício de NEURÓBICA.
Uma descoberta dentro da Neurociência, vem revelar que o cérebro mantém a capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão das suas conexões.
Os autores desta descoberta, Lawrence Katz e Manning Rubin (2000), revelam que a NEURÓBICA, a "aeróbica dos neurónios", é uma nova forma de exercício cerebral projectada para manter o cérebro ágil e saudável, criando novos e diferentes padrões de actividades dos neurónios do seu cérebro.
Cerca de 80% do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro.
Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercício "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa.
O desafio da NEURÓBICA é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.
Tente fazer um teste:
- Use o relógio de pulso no braço contrário.
- Escove os dentes com a mão contrária da de costume.
- Ande pela casa de trás para frente. Ouve quem visse o pessoal na China a fazer isso num parque.
- Vista-se de olhos fechados.
- Estimule o paladar, coma coisas diferentes.
- Veja fotos de cabeça para baixo.
- Veja as horas num espelho.
- Mude de caminho para ir para o trabalho.
A proposta é mudar o comportamento rotineiro.
Tente, invente, faça alguma coisa diferente e estimule o seu cérebro.
Publicado por Troll Urbano às 09:58 PM | Comentários (2)
Cadê vocês???????
Por:Isabel Faria
Agora que já meti uma fotografia e mais um postzito mais ou menos apaixonado (é gira a expressão), está na hora de perguntar onde é que anda esta gente. Há mais de 24 horas que não há posts...quase não há comentários. Ouvi dizer que o PC do Daniel está outra vez no estaleiro (Danizinho, não seria altura de renovares o tipo, geral, democrática e definitivamente???), não sei nada dos PCs dos meus outros queridos colegas nem dos nossos comentadores. Nem deles com ou sem PCs. Estou um bocadinho assustada : será que sentiram tanto a minha falta que foram todos para Paris procurar-me...ou ficaram tão assustados por eu voltar que foram todos para Paris fugir...seja o que for que tenha acontecido, espero que voltem um dia destes. Senão continuo a ocupar-vos isto com decalarações mais ou menos apaixonadas (é mesmo giro o mais ou menos...).E fotografias de árvores.
Publicado por Troll Urbano às 05:35 PM | Comentários (19)
Voar contigo
Por:Isabel Faria

Durante anos, habituei-me a ter medo de dizer amo-te. Primeiro, porque, naqueles quentes anos de cólera e festa, dizer amo-te era “pequeno-burguês”. Significava, acreditava, sobrepormos os nossos interesses, os nossos gostos, as nossas alegrias, o nosso eu aos do País, dos trabalhadores, da Revolução, do Mundo. Em última análise não aceitávamos que se pudesse amar num mundo amargo, cruel, desumano e injusto. Era como se aceitá-lo possível fosse tacitamente aceitar o mundo tal como ele era. Falar em amor era como que uma traição à revolução que tínhamos que fazer, para que, depois, finalmente, no novo mundo e com os novos homens, o amor fosse finalmente possível. Num mundo assim, como o que combatíamos, não era possível o amor. Não dizer o amor, ao menos. Claro que amávamos mas só a medo, quase clandestinamente, ousávamos, demonstrá-lo. Recordo que o meu primeiro grande amor, o homem que me ensinou a voar e me amparou em tantas quedas, me disse que me amava, sublinhando a expressão “amar-nos-emos” num livro de economia, que, um dia, me ofereceu.
Depois, ao crescer em idade e ao diminuir em quantidade de sonhos e de certezas, aprendi a evitar dizê-lo como defesa. Amo-te, significaria, então, entregar as armas. Reconhecer dependências, propor compromissos, esperar retribuições. Até podia dizer: Gosto muito de ti, adoro-te. Tudo me era permitido. Estou apaixonada, era, algumas vezes um pouco assustador, mas ainda saía, mas amo-te, amo-te não. Com a desculpa que o conceito poderia ter interpretações e leituras diferentes fui-o adiando. Como se falar de amor não fosse sempre falar do que amor é para nós. Como se falar de liberdade não fosse sempre falar do que a liberdade é para nós. Ou de paixão. Ou de justiça. Ou de amizade.
Algumas vezes, ainda, era a desculpa da banalização. As vezes que se ouve amo-te o que tem de amor? Mas não será isto o que se passa, afinal, com todos os outros conceitos que falam de sentimentos? Quanto se banalizou solidariedade, amizade, paixão…deixei por isso de ser solidária, de chamar amigo aos meus amigos, de me apaixonar diária, fatal e sempre definitivamente???
Há alguns tempos que sinto que perco, finalmente, o medo. Talvez ainda, sorrateiramente, sinta necessidade de explicar (explicar…como se soubesse explicar onde o teu olhar me leva) …aquece-me o Sol que me entra na janela, vejo o vento que bate nas árvores, sinto o calor do teu cheiro, o cheiro do teu calor e, apenas, porque contigo quero voar, amo-te.
Publicado por Troll Urbano às 04:35 PM | Comentários (8)
O tempo
Por:Isabel Faria
Esta é a imagem que me ficou de Paris. Há, agora, entre mim e o Meu Paris, a imagem inexorável da passagem do tempo. Não me entristece. Nem sempre é não bela a passagem do tempo. E reconforta
Desta estadia ficou a certeza que não voltarei a usar vestidos de cerejas. Mas que ainda me vejo de to-tós. Apesar das madeixas louras...ou por causa delas.
Agora, já em casa, vou respirá-la.
Publicado por Troll Urbano às 01:16 PM | Comentários (8)
novembro 25, 2005
Porque isto é bem real
Por: The
Porque isto é bem real
Publicado por Troll Urbano às 01:07 PM | Comentários (2)
Uma boa prenda de Natal
Por: Daniel Arruda

Não podia passar sem vos falar desta iniciativa. Para quem não sabe o que oferecer no Natal pode sempre oferecer este livro que faz o dois em um no que ao espirito natalício, seja lá isso o que for, e ao espirito consumista esse sim bem conhecido.
Venho falar-vos de um livro de receitas para crianças muito engraçado, que acabou de ser editado através da editora Sopa de Letras, pela Acreditar - Associação de Pais e Amigos das Crianças com Cancro. Vai estar à venda
directamente na Acreditar (R. Prof.Lima Basto nº 73 em frente do IPO) ou nas livrarias. Não deixem de o comprar para oferecer aos vossos filhos, sobrinhos, afilhados, primos, e amigos....e ao mesmo tempo ajudarem uma boa causa.
Publicado por Troll Urbano às 01:03 PM | Comentários (1)
Ainda Miki Fehér
Por: The
Nem um tostão por Miki Fehér. Este é o titulo de artigo no jornal Record algo que eu já julgava resolvido, pelos vistos o nome do Miki continua a dar que falar.
Era suposto o SLB pagar uma indeminização ao FCP pela suposta formação, o tribunal decidiu o contrário.
Mas a verdadeira causa para este post prende-se com um comentário feito por Alexandre Carreira nesse mesmo artigo que diz o seguinte:
"É por causa deste tipo de processos... perdidos à nascença mas que se colocam nos tribunais em nome do ódio que as pessoas têm pelos outros, que a justiça portuguesa está entupida!!!"
Tenho de concordar com ele.
Publicado por Troll Urbano às 12:57 PM | Comentários (2)
Portas voltou
Por: Daniel Arruda
Paulo Portas defendeu que acha que é precisa uma nova Constituição em Portugal e que sabendo da impossíbilidade de tal acontecer, que a existente deve levar uma grande revisão. Logo a seguir diz que não vê motivos para alterar o seu voto de 1996 onde ele apoiou Cavaco Silva.
Será que sou eu que estou a ver mal ou há aqui qualquer relação entre o que ele quer e o que ele vai votar. É que se Cavaco não se demarcar desta posição de um seu apoiante de peso só poderemos concluir que esse é também o propósito de Cavaco Silva
Publicado por Troll Urbano às 11:52 AM | Comentários (4)
George Best
Por: Daniel Arruda
Sei que este Blog apesar de ter 3 fanáticos do futebol como escribas, não é muito dado a reflexções sobre este desporto de massas.
Hoje vai ser um dia em que o futebol mundial vai ficar mais pobre. Segundo as declarações do médico que operou George Best este não deve sobreviver ao dia de hoje. Porquê falar de George Beste então? Porque eu adoro aqueles que acrescentam algo. Que dão ao futebol o misticismo que lhe é caracteristico.Porque nós nunca nos lembramos daqueles que sendo bons são vulgares, daqueles que não acrescentam virtuosismo, exentricidade, magia, em suma aquilo que torna o futebol belo.
George Best, tem isso tudo (sabe bem escrever no presente). Tendo eu 32 anos porque sei isso? Porque Best perdurou no tempo como só os de exepção perduram. A sua fama nunca o largou. Foi o inventor do futebol total que o levou à vida total. Pélé disse dele que era o melhor jogador do Mundo, 'Unquestionably the greatest' foi o que disse Sir Alex Ferguson ao lhe ser perguntado quem era Best. Sir Matt Busby escreveu num jornal, 'Don't coach him. He's a genius'. George Best vive a 400 à hora. Ironias do destino, quis que fosse hoje revelado que Cristiano Ronaldo foi ilibado do processo de violação que lhe estava imputado. Mas o que tem Best a ver com Ronaldo. Tudo mas uma coisa em particular. Best foi o 1º mítico da camisola 7 do Mancheste United. Camisola essa que passou por Cantona, Beckham e agora Ronaldo. Jogadores que têm aquilo que os torna únicos.
Já várias vezes disse a amigos que para mim um fora de série é um jogador que me faz sorrir ao ver um jogo. Infelizmente há poucos que o façam.
Mas Best não era só futebol. Era a exentricidade em pessoa, era o álcool, eram as drogas, eram as noitadas, eram as mulheres e as amantes. Best era a fonte de inspiração de todos os jornais e não é à toa que hoje tabloides e jornais de referência chamaram Best para a capa. Do "The Sun", ao "Independent", passando pelo "Daily Mirror", Best teve a honra naquele que é previsivelmente o seu último dia de vida ser capa de jornal. É um facto único pois normalmente só "somos" capa no 1º dia da nossa morte.
Por tudo isto e por muito mais a minha homenagem ao George Best, que é o mesmo que dizer ao Futebol.
Publicado por Troll Urbano às 10:16 AM | Comentários (2)
novembro 24, 2005
Portos
Por:Isabel Faria
Uma pausa antes do jantar.
Amanhã vai ser o último dia aqui. Esta vai ser a última noite. Está um frio enorme e este fim de tarde começou a chover. Estou cansada. As traduções simultâneas sempre me arrasaram.
Olho para trás, e parece que saí daí há décadas. Preciso de portos. Sou muito aérea, passo a minha vida a voar...mas tenho que ter portos.Não me importo de navegar a vida inteira. Gosto de mares revoltos e do barulho das ondas fortes. Gosto de areias grossas e de ver a espuma nelas a entranhar-se, mas não vivo sem portos. Os meus amigos, os meus amores, a minha família, a minha casa, a minha cidade são os meus portos. Preciso de vos ter por perto. De vos sentir. De vos cheirar. E de vos saborear.
Claro que não deixei naquele role de portos de mencionar o meu filho, por acaso. O meu filho não é um dos portos que preciso e sem os quais não sei nem posso viver. O meu filho é o meu barco. O que está antes e depois de todos os portos. É o barco que a eles me leva e deles me traz. É a vela que largo e o leme que manejo.
Há anos que saio de Lisboa, por três ou quatro dias. Quase sempre sozinha. Há anos que sei que nunca seria capaz de viver longe. Mesmo que não fosse sozinha. Preciso de respirar Lisboa para viver. Porque Lisboa não é a minha cidade. É o porto onde todos os portos atracam e onde o meu Barco me leva e de onde me traz..E não sou capaz de passar sem nenhum deles. Não respiraria sem eles. E não se vive sem respirar. Eu não viveria. E eu não seria capaz de respirar sem viver.
Até já. Aí.
Publicado por Troll Urbano às 05:50 PM | Comentários (4)
Incongruências
Por: Daniel Arruda
Demagogia, só assim se explica este texto de Luís Delgado. Compara o Aeroporto de Barajas ao da Ota, e para isso serve-se da comparação entre Portugal e Espanha. Mas não compara o Aeroporto Sá Carneiro ao de Barcelona. Não compara o de Valência ao de Faro, não compara o de Bragança ao de Santander e esquece-se de todos os outros que há em Espanha. Para a população que os nossos vizinhos têm e a nossa população, eles têm uma capacidade de aeroportos que é o dobro da nossa.
Luís delgado usa um argumento típico de quem não sabe o que falar de mal porque ele próprio o defende, mas como o seu dono o obriga a dizer mal ele inventa. Haverá decerto muitos argumentos contra a Ota, mas ele não os pode defender, porque são de "esquerda" e essa todos sabemos que é má e não serve os interesses do capital. O que nós sabemos é que Delgado sempre defendeu a Ota e que agora de repente a ataca.
É por estas e por outras que há pessoas que nunca terão credibilidade enquanto cronistas ou colunistas.
Publicado por Troll Urbano às 02:13 PM | Comentários (2)
Porque é importante a amizade
Por: The
Dedico a todos os meus amigos/as.
Porque são importantes os amigos/as
Porque é importante conservar uma amizade.
Aqui fica a minha dedicatória.
Publicado por Troll Urbano às 11:33 AM | Comentários (4)
Se com uma árvore é assim imaginem a floresta.
Por: Daniel Arruda
Afinal por debaixo de alguém de aspecto sisudo poderá estar um autêntico Jerry Lewis. Ontem quando ouvi Miguel Cadilhe chamar de eucalipto a Cavaco Silva fiquei petrificado. Como não me lembrei eu disso. E a justificação? Ainda melhor.
Cavaco Silva é um Eucalipto porque torna tudo árido à sua volta
Dá-lhe com força. Eu não podia estar mais de acordo.
Publicado por Troll Urbano às 11:07 AM
novembro 23, 2005
499
Por:Isabel Faria
Só para dizer que andei a passear na rua e estão 3 (três) graus negativos!!!! UAUUUUU!!!! Três (3) graus abaixo de zero!!!! assim tipo não um, nem dois...três graus!!!!
Posso ir dormir descansada. Já me falta ver menos uma coisa. Acabei de ultrapassar por baixo a barreira das cinco centenas. Tava a ver que não.
Publicado por Troll Urbano às 11:25 PM | Comentários (3)
Post tipo rapidinha
Por:Isabel Faria
Agora um muito, muito rapidinho. Tenho que ir jantar às sete e meia. Hoje foi o melhor dia desde que cá cheguei. Acabei de falar com o meu filho pelo MSN e de o ouvir. Até ouvi o Bono. Tenho saudades dele...mas ele diz que nem pense que ele tem saudades minhas...mas acabou a dizer vê lá se tens juízo...e voltas depressa!!!!
Entretanto fui eleita para o Comité Restrito do Comité de Empresa, uma coisa que só serve para dar trabalho, mas que sabe bem...ok..eleita por votação secreta com onze votos a favor e dois contra (um foi o meu...)...agora só mesmo a Presidência da Junta...
Entretanto as costas melhoraram, os fantasmas parecem querer adormecer...só se mantém o frio e as saudades.
(Agora uma nota pessoalíssima, para alguém que teima em dizer que não passa pelo Troll mas eu sei que passa pelo Troll todos os diazinhos (vá lá...às vezes descais-te...): sinto a tua falta. Quero lá saber que isto seja uma mariquice enorme: EU SINTO A TUA FALTA, PORRA!!!! e acho que se uma pessoa vem aqui todos os dias ao Blog, marcar o ponto,e ainda por cima não recebe nadica nem sequer o perfume, tem o direito de usar este espaço público para dizer isto aos berros. Presumam faxavor que isto foi dito aos berros!!! Obrigado!!!).
Agora vou, então, jantar. Tenho a certeza que vai ser horrivel e que, quer seja uma hortelã ou uma salsa, vai ter um ser vivo verde em cima que não serve p'ra nada...para além do que ali ficou dito também devo confessar que sinto a falta dum bitoque com ovo a cavalo. Mas confesso que é menos falta.
Publicado por Troll Urbano às 06:31 PM | Comentários (12)
Post com atraso
Por:Isabel Faria
Este post era para ter sido colocado ontem. Entretanto, à noite, nunca consegui ter Net.Por isso e com um dia de atraso e algumas alterações que não me apetece fazer mas que deveria fazer, nomeadamente quanto ao Benfica...aqui fica. O que conta é a intenção e também é importante lutar contra esta ideia parva que com as coisas perdem a actualidade em 24 horas. Eu continuo a achar que os fantasmas tão ali e continuam a doer-me as costas...por isso levem com ele e não se queixem!!!!
Quando chegar a casa o meu filho vai-me perguntar por fotografias do cimo da Torre Effell e eu vou-lhe mostrar cavalos. Depois pergunta-me pelo Arco do Triunfo à noite (cum caraças tenho acentos e cedilhas UAUUUU) e eu mostro-lhe arvorezinhas castanhas e vermelhas e amarelas…esta estadia em França serviu para me especializar em fotografias de árvores. Eu que ando sempre a dizer que sou urbana 26 horas e meia por dia…não há dúvida que tenho muito a aprender sobre (acerca de) mim.
Parti cedo, que é sempre como se deve partir quando temos um exército de fantasminhas a correr atrás (engraçado, cheguei à conclusão que os meus fantasmas, usam todos boné, não me perguntem porquê, mas todos os que corriam atrás do táxi tinham um boné (não um chapéu, tinha uma pala, não umas abas…). O que apenas prova que, afinal, não eram a chavala do rabo de cavalo, porque tirando o boné com a fotografia do Che, nunca dei por ela andar de boné…e fartei-me de olhar e não vi, nem sequer, a estrelinha. Eram outros e, se querem que vos diga, estou-me bem borrifando para saber quem. Sei que são fantasmas porque tinham lençol…o resto, alguém se há-de decidir a abrir o jogo (a propósito de jogo, hoje o Benfica joga aqui (aqui não…ali…lá tá um feito parvo a tentar entrar pela buraquito da janela…xô!!! Paris!!!!! UAUUUUU, ficou preso pela pala…pobrezinho…) Daniel…vá lá…quem sabe…nem sempre o azar está atrás da porta… fui convincente??? Não…eh, pá não sejas exigente…não vês que tenho que ir salvar o fantasma???). (Curto escrever com muitos parênteses…dá assim um ar de equação matemática que me encanta…quando um dia ganhar o Prémio Nobel, vou ficar famosa pelos parênteses!!!). (Outro: por estes os da escrita…pelos outros já sou famosa p’ra mim, o que muita ralação me dá…).
Já andei, então, a tirar milhares de fotografias de árvores e de cavalos. Creio que era suposto tirar do Castelo mas não achei piada…talvez amanhã. Parece que há uma em que o Castelo aparece por trás dum cavalo… Entretanto, os meus colegas italianos, que são sempre os primeiros a chegar a estas reuniões, descobriram que há ali uma tasca (ok, não é bem uma tasca…assim uma mistura de café, cervejaria e restaurante) onde se vende Grapa. Já não querem sair de lá. Supostamente iríamos jantar a seguir, mas eu não sei após quantas garrafas de Grapa, o jantar passa a ser inviável. Vim aqui ao quarto (bem…quarto é favor…isto é um monumento. E a casa de banho…tão a ver a Maria Antonieta??? Sou eu!!! Só me falta o rei…ou um condezeco…mas a vida é dura e se não me entusiasmar com a Grapa do Fabrízio (isto não tem nenhum segundo sentido, que depois de andar dois dias a passear em Brouges com o Fabrízio, de barco e tudo, já somos quase irmãos), se não me entusiasmar, dizia eu, pelo menos, deve dar para aquecer. Está um frio de rachar e o sr. do Táxi desta manhã disse que amanhã ia nevar…mas como ele é de Paris, é bem capaz de usar boné e lençol e ter dito aquilo para me atentar.
Quanto às costas…bem, esta parvoíce não passa…estou absoluta e democraticamente torta. Farto-me de gritar quando me deito e quando me levanto (ao que eu havia de chegar!!!???) e apesar duns Panadois esquisitos para chupar que o fantasma da Farmácia de Paris me vendeu, não me parece que esteja com vontade de melhorar.
Entretanto tenho aqui uma coisa lindíssima cheia de fruta (será que estes tipos não sabem que só gosto de morangos com açúcar ou então…ok, só com açúcar…?).Dará muitos nas vistas se pedir um kilo de açúcar para o quarto??? Vocês vêm bem os problemas graves que uma pessoa tem? Ter morangos e não ter…açúcar. Qual Maria Antonieta, qual carapuça. Madre Teresa de Calcutá, é o que me transformei. Brrrr!!!! Eu bem disse que aquela história de nunca caberem mais escovas de dentes ainda ia dar pano para mangas…Com aqueles jardins e com este frio…Vou tirar mais umas fotografias dumas árvores. Desta vez vou ver se apanho uma verde…só para contrariar.
Ou vou para a Grapa???? Ok…a árvore verde fica para amanhã. É bem capaz de se aguentar quietinha ao pé do Castelo.
Só irei colocar este post quando voltar do jantar. Mas, agora, mesmo, mesmo a sair, recordei uma frase do post do Daniel sobre os lugares e as pessoas que se ama.
Falando apenas em pessoas. Tem-se saudades. Incertezas, desejos. Tenho-os visto crescer à medida que os dias passam. Porque muitas vezes doem (sobretudo as incertezas e as saudades), gostaria de as poder e saber controlar. Mas não sei. Nunca soube. Desde a altura do vestidito das cerejas. A quem com elas tenho atentado, só posso pedir publicamente desculpa. E dizer que não tenham esperança que não mudo. Ou têm paciência para mim assim… (o que sou a primeira a reconhecer que é um trabalho hérculo) ou…ou…sei lá…nada.
Publicado por Troll Urbano às 06:11 PM | Comentários (8)
O que de melhor a igreja tem para dizer
Por: The
Fiquei chocado e julgo que ainda estou.
Ontem durante a missa em homenagem ao nosso militar morto no Afeganistão o cardeal mandou uma mensagem á filha do militar, criança com 4 anos.
Pareceu-me serem palavras préviamente encomemdadas.
"O teu pai morreu, deixaste de ter um pai mas ganhaste um heroi..."
Para mim são palavras de extrema dureza e falta de sensibilidade, concordo que não devem ser muitas as palavras com que se possa explicar a uma criança de 4 anos que jamais irá ver o pai, mas...
Publicado por Troll Urbano às 12:42 PM | Comentários (14)
Lanço um desafio....
Por: Daniel Arruda
Querem saber de são mais de esquerda, mais de direita; se são mais pelo liberais ou autoritários.
Cliquem aqui para verem. Posso dizer que eu sou claramente de esquerda e liberal. Mesmo no cantinho da apresentação.
Adorei. Acho que há pessoas que se vão espantar com aquilo que realmente são.
Publicado por Troll Urbano às 11:39 AM | Comentários (7)
O pensamento do dia
Por: Daniel Arruda
Acho que este pensamento é o que melhor se adequa ao meu dia de hoje, fica aqui como desabafo.
"Tudo aquilo que algum idiota diz que é urgente , é algo que algum imbecil não fez em tempo útil e querem que você, o otário, se desenrasque para fazer em tempo recorde!"
Publicado por Troll Urbano às 11:26 AM | Comentários (3)
Ratzinger o visionário
Por: Daniel Arruda
A ICAR deu hoje mais um passo em frente na sua regeneração ao proibir a frequencia de homosexuais nos seus seminários e por conseguinte não os ordenando. A ICAR mostrou que é uma força de vanguarda no que a questões sociais diz respeito. Aliás eu iria mais longe e diria que o Papa Ratzinger é um visionário do social.
Só um visionário se lembraria de fechar a cadeado, a bilindar a ICAR. Não deixar que nada de impuro entre na Igreja. Onde é que já se viu haver maricas e paneleiros a darem a missa. E mesmo que não o sejam só o facto de pensarem e de apoiarem as revindicações dessas Associações do pecado, criadas por Lucifer, pelo diabo ele próprio, já não estão em condições de serem ordenados. É preferivel mil vezes ter Padres, Bispos e Cardeais pedófilos, que abusam das criancinhas, mas que o fazem por uma boa causa. Para lhes exorcisar o diabo que têm no corpo e ensinar-lhes desde cedo que o sexo com prazer é mau. Deve ser feito só para procriar e nada mais próprio para ensinar desde tenra idade que o sexo não tem prazer.
Mas voltando aos maricas e paneleiros que querem ser padres. O que é que eles procuram na Igreja. Só lá estão para destabilizar. Para poderem estar nos seminários rodeados de homens. tomarem banhos em duches colectivos para poderem mirar o "instrumento" ao colega seminarista. Não há ali nenhuma devoção à fé. Existe luxuria e pensamentos precamiosos.
Por isto digo e reafirmo O Ratzinger é um visionário, ou melhor, um lunático, uma doida, completamente maluca. Um invejoso de não poder estar vestido com as suas plumas em público. De ir para as discotecas gay de Roma, e dar nas vistas. Acho que se fosse Freud, explicaria isto com um problema de sexualidade mal resolvida, mas como sou eu acho que o cromo é mesmo parvo.
Publicado por Troll Urbano às 10:29 AM | Comentários (4)
novembro 22, 2005
Gostava que a Europa fosse dos Povos
Por: Daniel Arruda
Houve alturas que acreditei na bonita frase de uma Europa para os cidadãos. Hoje acabou o resto da esperança que isso se torne realidade.
Quando me dizem que agora que a economia europeia já está novamente estabilizada, que os grupos económicos e as empresas superaram a crise, já se pode aumentar a taxa de juro até 3% ou mesmo 3,5%, até final de 2006, esquecendo completamente as pessoas, aquelas que ainda não refizeram as suas economias e que vão ver o dinheiro ficar mais caro. Que vão pagar mais nos diversos empréstimos que possam ter.
Isto não é uma europa dos cidadãos, dos povos. Isto é só e apenas a Europa do capital e dos grupos económicos. Já a vi. Já a conheço. E não gosto. Nada mesmo.
Publicado por Troll Urbano às 09:25 AM | Comentários (6)
Afinal parece que toda a gente sabe e ninguém faz nada
Por: Daniel Arruda
Esta frase não é minha. É da secretária da Comissão Nacional de Eleições, Maria de Fátima Abrantes, a propósito das descrepâncias de votos que existem entre os eleitores e os votos expressos.
Todos sabem porque trago este assunto à baila de novo, é que no Seixal houve demasiados votos perdidos e sabe-se agora que a comissão nacional de eleições tem conhecimento destas situações ao nível de todo o país e que ano após ano, nada é feito para tornar o sistema mais transparente.
É bom saber que aqueles que deveriam zelar pelo bom funcionamento da democracia são os 1os a mandar a democracia para o caixote do lixo. Acho que em 1º lugar se deve ver a quem estas situações interessam. A mim parece-me óbvio que são os partidos de poder, e para que esse poder não caia mais ainda em desgraça seria bom que nunca mais houvesse duvidas num qualquer acto eleitoral.
Publicado por Troll Urbano às 09:10 AM
novembro 21, 2005
Baile dos Arcebispos - O Poema
Por: zOinGo
NOTA: Os meus parabéns ao Billy Joe Fagundes, por esta bela pérola literária publicada no blog, "Terceiro Anel".
O Benfica foi ao Norte
Assumindo ser favorito
Pensando poder ter sorte
Com o gajo do apito
Os Lamps marcam primeiro
E defendem resultado
Bevacqua é um tiro duplo
da arma de Jesualdo
E o Benfica encolheu-se
Ao ver o Braga jogar
O resultado inverteu-se
Mesmo, mesmo ao acabar
Só que o arbitro foi amigo
E “deu” 6 minutos de descontos
Disse: “- Podem contar comigo
Ainda levam os 3 pontos.”
“- Mas vou ter que ser artista
Pois já saiu o Simulão
Ou marco jogo perigoso...
Ou invento alguma mão!”
N.Gomes apontou a veia
Tentando algo insinuar
Falava de vida alheia?!?!
Ou queria recarregar?!
Estava tudo já escrito
Por isso, houve quem não entendesse
Se o bandeirinha era “justo”?!?!
Ou apenas Bracarense?
E se o bandeirinha for apredejado
Na fila, o árbitro vai ser o primeiro
“- Eu é que fui prejudicado,
Lá se foi o 13º...”
Agora estão a 8 pontos,
E na sexta posição
De nada valeu tais descontos
Nem tamanha invenção
E o Vieira ficou tolo
O Veiga em depressão
Koeman pensou “- Nem levado ao colo,
Vou conseguir ser campeão!
Publicado por Troll Urbano às 10:25 PM | Comentários (6)
A minha banda de culto
Por: Daniel Arruda
Recebi hoje a minha prenda de Natal. Pareço um miudo de 5 ou 6 anos com um brinquedo novo. Estão a achar esquisito. Que achem!!!! Não me importa!!!!!!
Tenho agora em meu poder toda a discografia daquela que para mim é a melhor banda espanhola de sempre e para mim uma das melhores do mundo. MECANO, de seu nome. Acho que já falei deles por aqui, a propósito de uma canção. "Mujer contra Mujer". Hoje ouvi o álbum "Descanso Dominical" pelo menos 3 vezes para desconsolo dos meus colegas. Ao todo são 9 álbuns. A minha mulher vai-se passar em casa. Acho que hoje a televisão não vai poder ser ligada, para não estragar o som que vai vir da aparelhagem.
Vai ser sentar no sofá e recordar toda uma época em que descobri esta banda e que coincidiu com o facto de me descobrir a mim, o amor, o caminho e o rumo. Acho que a música ajudou. Acho que faz a minha cara. Ou então fui eu que me fiz à música, mas não será que isso é uma e a mesma coisa. Acho que a "nossa" música diz muito do que somos. Do género, diz-me o que ouves que eu dirte-ei quem és.
Pareço um miudo, eu sei. Mas que se lixe. Quem nunca teve uma banda de culto que atire a 1ª pedra. só tenho pena é que entretanto já se tenham separado e saber que nunca vou ter a hipótese de os ver ao vivo.
Quem quiser ouvir é só mandar um mail para o Troll. Acho que deve dar para mandar umas coisas por mail para vocês ouvirem. Uma selecção pessoal, cá do "je"
Publicado por Troll Urbano às 04:16 PM | Comentários (3)
Piorou...
Por: Isabel Faria
Hoje, depois de horas a pecorrer Paris. Depois de almocar no Le Marais e de voltar a todos (quase todos) os lugares, sou perseguida por uma frase que o Daniel escreveu no meu post de antes de deixar Lisboa - nunca se deve voltar ao lugar onde se foi feliz. E por uma estrofe duma cancao dos Dire Starits - So far away from me.
Creio que a frase que o Daniel transcreveu se enquadra no que hoje tenho sentido. Sempre soube que nao deveria voltar a Paris sozinha. Porque sempre soube que aqui nao estaria sozinha. Quando ainda tenho uma noite pela frente, nada como confirmar que os amigos tem sempre razao.
Quanto a estrofe dos Dire Staits. Procuro, com um frio de rachar la fora, qual o sujeito que lhe atribuo. Seja eu, a menina do rabo de cavalo, Paris ou alguem, quero que o dia passe. Amanha ao almoco parto para Versailles. Ai estarei com colegas que os ultimos seis anos tornaram quase amigos. Havera copos e conversas para por em dia. E Paris estara longe.
Almocei no Marais.Por uns momentos talvez porque ha trinta anos nao conheci o Marais...Paris nao foi Paris. E estive la. Ca.
Falta-me uma hora de cartao da NET. Que tenho que usar enquanto aqui estiver. Seria optimo para falar de Paris, mas como falar de Paris se eu quero sair de Paris????
A.Pacheco e Helena, eu sei que voces tentaram. Voces nao tem culpa nenhuma da chata do rabo de cavalo ter decidido nao me dar treguas durante estes dias.Sempre achei que ela era impertinente. Mas sempre a curti assim. Apenas me poderia ter poupado hoje....brrrr, que raiva!!!!
Amanha em Versailles sera um novo dia. Agora vou beber um copo com um ex- colega. Ele diz que nada como um conhaque quente para resolver estes dramas. Espero que tenha razao.
Publicado por Troll Urbano às 04:05 PM | Comentários (10)
As armas e os barões assinalados.......
Por: Daniel Arruda
Ora aí está uma coisa que não se desconhecia totalmente. Eu sempre pensei que para se ser Presidente da República era preciso ter mais de 35 anos e uma folha criminal limpa.
Soube ontem por Mário Soares que também é preciso conhecer os Lusíadas. Depois da saga do boletim clínico, da idade, dos ataques pessoais, Soares vem dar mais um exemplo do nível a que chegou esta campanha por alguns candidatos.
Será que era a esta parte do Poema que Soares se referia?
Inclinai por um pouco a majestade,
Que nesse tenro gesto vos contemplo,
Que já se mostra qual na inteira idade,
Quando subindo ireis ao eterno templo;
Os olhos da real benignidade
Ponde no chão: vereis um novo exemplo
De amor dos pátrios feitos valerosos,
Em versos divulgado numerosos.
Publicado por Troll Urbano às 01:13 PM
Cisão à vista?
Por: Daniel Arruda
Publicado por Troll Urbano às 01:03 PM
Sampaio toma partido
Por: Daniel Arruda
Acho mal que Sampaio se tenha envolvido na campanha eleitoral para as presidências. Ele pelo cargo que ocupa devia ser isento.
Francamente, fazer nos tempos que correm uma presidência aberta sobre o envelhecimento activo só pode ser visto como uma benesse a todos os candidatos pré reformados ou mesmo reformados, com mais de 55 anos, que concorrem a este acto eleitoral.
Mas bem vistas as coisas ele até nem está a descriminar. É um tributo à maioria. Só um é que não está incluido neste grupo de reformados e pré reformados.
Pode ser que Sampaio arranje uma presidência para jovens empreendedores a seguir.
Publicado por Troll Urbano às 08:58 AM | Comentários (3)
O nosso 15.
Por: Daniel Arruda
Cá estou eu de novo, depois de um fim de semana impossibilitado de visitar esta nossa assoalhada, o que nos vale é que a "zabelinha", mesmo em Paris não para de nos dar uns mimos, com ou sem cedilhas e acentos.
Por acaso foi um fim de semana rico em acontecimentos, mas a maior parte não tem piada à posteriori. Retenho apenas um facto que ainda hoje merece ser realçado. A nossa selecção de rugby. Para quem gosta desta modalidade, e eu sou um apaixonado, dá gosto ver a evolução que a nossa representação tem tido. Chegou da cave. Era das piores selecções do mundo para a 1ªdivisão mundial, é actualmente 15ª do ranking. É a melhor selecção dentro das que ainda são amadoras. Na variante de "sevens" foi campeã do mundo e o nosso selecionador, Tomaz Morais nomeado juntamente com outros 3 treinadores para o prémio de treinador do ano de 2004.
No Sábado, houve jogo grande no Universitário de Lisboa. Depois de jogar contra a Ucrania, Argentina e Uruguai, três selecções fortíssimas, (nunca tinhamos ganho nem à Argentina nem ao Uruguai), e de ganharmos, tinhamos um teste contra as Ilhas Fiji. É certo que o jogo era particular, mas as Ilhas Fiji são das melhores selecções do mundo e que joga para o pódio em todas as competições em que entra e é a actual campeã do mundo na variante de "sevens". Mais, esta selecção do Hemisfério Sul tinha ganho na semana passada em Cardif, a vencedora do Torneio das 6 Nações, o País de Gales, e por números expressivos. 52-17.
Portugal fez um jogo fantástico. Defendeu como nunca tinha visto uma selecção portuguêsa fazer. Blocou extraordinariamente, Nas formações, expontaneas ou não, nunca se impressionu com os mais 100KG em média que os Fijianos punham no pack. Raramente vi Portugal a jogar ao pé. Manteve o seu estilo desde que Tomaz Morais pegou na equipa. Parece até que é do hemisfério sul. Joga à mão com o melão a circular nas linhas, a ir ao choque. Contra as Fiji, e volto a dizer que esta não é uma selecção qualquer, Portugal teve momentos em que fazia 15 ataques num movimento. Fabuloso. A selecção discutiu o resultado até 1 min do fim quando Fiji fez um ensaio e pôs o resultado em 26-17, mas isto em nada deslustra a exibição, volto a dizer, fantástica do nosso 15.
NOTA: Apesar de algumas boquinhas que por aí andaram não estou de azia. O Glorioso perdeu em Braga, justamente e sem espinhas. Quando assim é nunca há azia.
Publicado por Troll Urbano às 08:51 AM | Comentários (1)
novembro 20, 2005
Paris - sem cedilhas, aspas e acentos (cont.)
Por:Isabel Faria
Ca estou de novo sem cedilhas, tiles e acentos (Helena se isto tem acentos estao mesmo muito escondidos...alem de que o meu colega Lobo disse que eu nao sou a Edite Estela, o que digo desde ja que e muito feio da parte dele...e que posso dar erros a vontade...alors...voil`a - acentos ha, agora que fiquem em cima das letras...brrrrrr)
Entao e assim: hoje reconquistei Paris. Sai do Hotel as 8.30, com um frio de rachar e sem ninguem na rua...dirigi-me a Estacao do Metro George V e comecou (esta e muita gira sem cedilha) a aventura. Comecei por ser quase assaltada por um tipo a quem decidi pedir ajuda para descobrir o buraco para validar o bilhete do metro. Enquanto a porta nao se abria o Sr. entendeu que era a altura ideal para meter a mao na mala...ao que esta vossa escriba, disposta a armar-se em heroina, lhe deu uma cotovelada no estomago - ainda o estou a ver a contorcer-se de dor...e ainda me estou a ver a ser salva por um metropolitano que me esperava qual Salvador de donzelas, montado num cavalo branco. Descobri a minha terra (isto era suposto ter umas aspas, mas tambem nao sei das ditas) e descobria a minha casa (iden). A vizinha da frente lembrava-se da minha mae e tinha ideia de uma garota muito magrinha e de caracois (creio que era eu e faltam agora as duas coisas - caracois nem ve-los e magrinha...bem adiante...). O pai da vizinha era o Sr. dos croquetes. Coitadinho. A vizinha ficou espantadissima como me lembrava da morte do pai...claro que achei por bem nao lhe falar dos croquetes...
Toda a rua veio a rua (que giro) para me ver...nao porque me conhecessem de algum lado, mas porque perguntei a tanta gente onde e que eu morava que as tantas meia Rue du Bras de Fer, incluindo o Sr. que nos vendia tomates e um Sr. portugues que esta em Franca (Franca, tambem e giro) ha 40 anos e que nasceu em Oliveira do Hospital
( claro que estes pormenores sao importantes...). Acabei a beber um cafe horrivel (como todos os que bebi desde que cheguei) com o sr. Fonseca de Oliveira do Hospital, o Sr. das cebolas, a filha do Sr. dos croquetes e mais o tio duma menina chamada Mara que agora mora em Paris e que jogava a bola comigo e com o irmao que era um granda borracho e que dancou um tango comigo no dia 14 de Julho...nao tive coragem de perguntar pelo menino, antes que acabasse a dancar o tango e nao tinha tenpo.
Ate o Sr. da estacao (esta entao e de morte) dos comboios soube que eu morara ali ha trinta anos (trinta anos??? Nao parece nada...tinha meses, nao???). Claro que se tem sempre que dar um desconto...mas quando voltei perguntou-me se tinha encontrado e desejou-me boas ferias e que eu era muito simpatica e mais umas tretas...
Voltei para Paris e ainda nao parei. Hoje sim esta cidade e a minha outra vez. Recordo cada ruinha. Cada monumento.
Ah, e verdade. E almocei a serio. Com sobremesa e tudo. O que me quer parecer que foi mais um passo decisivo para a historia do NIB.
A unica ma noticia - fui a FNAC e dizem que o Megalopolis do Pagani, nao existe mais.
Mario, vamos ter que beber o cha, ao som da musica barroca.
So uma coisa, que e uma pergunta para quem conhece Paris ha tempo: Paris sempre teve tantos sem abrigo e tantos pedintes e eu nao me lembro ou esta e uma nova faceta que nao existia ha trinta anos??
PS: Lobo, o Daniel ainda esta em Braga a ver o Benfica??? O Benfica perdeu e ele nao volta com o desgosto ou o Benfica ganhou e ele ainda esta a comemorar???
Publicado por Troll Urbano às 04:55 PM | Comentários (15)
novembro 19, 2005
Vou aproveitar para abanar isto um pouco.
Por: The
Aproveitando que a senhora da casa esta fora, que o politico anda a esta hora algures pelo norte (deve ter cá um melão!) e que o zoinGo nem vê-lo, para abusar um pouco nas palavras que fazem parte do nosso vocabulário mas que nem sempre usamos por uma questão de educação.
Por favor se tem uma mentalidade retrógada, fechada e não consegue aceitar uma pequena brincadeira não leia o que vem a seguir e passe directamente para o post da Isabel que relata as aventuras e desventuras de uma viagem a Paris.
Depois não digam que não avisei.
Aqui vai:
A família comia tranquilamente quando, inesperadamente, a filha de 10 anos se sai com esta:
- Tenho uma má notícia... Deixei de ser virgem!
E começa a chorar, visivelmente abatida, com as mãos no rosto e um ar de vergonha.
Um silêncio sepulcral. E os pais começam a trocar acusações mútuas...
-Tu, sua filha da puta! - (marido dirigindo-se à esposa) - Isto é por tu seres como és! Por te vestires como uma puta barata e te arreganhares para o primeiro imbecil que chega aqui em casa. Claro, com este exemplo que a menina vê todos os dias...
- E tu também!!! - (Pai apontando para a filha de 25 anos) - sempre agarrada no sofá a lamber aquele filho da puta do teu namorado que é mais gay que outra coisa! Tudo na frente da menina!!
A mãe não aguenta mais e explode. Vira-se para o marido e diz:
- E tu, meu camelo? Gastas metade do salário com putas e despedes-te delas à porta de casa? Pensas que eu e a menina somos cegas? E além disto que exemplo é que lhe podes dar se, desde que assinaste a merda da TVcabo, passas todos os fins-de-semana a assistir filmes porno de quinta categoria, com putas e cavalos e depois acabas por bater dezenas de punhetas com direito a todos os tipos de gemidos e grunhidos?
Desconsolada e à beira de um colapso, a mãe, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trémula pega ternamente na mão da filhinha e pergunta
baixinho:
- Como foi que isso aconteceu, filhinha?
E entre soluços a menina responde:
- A professora tirou-me do presépio! A virgem agora é a Ana e eu vou fazer de vaquinha!!
Publicado por Troll Urbano às 10:04 PM | Comentários (4)
Cheguei...
Por:Isabel Faria
Cheguei. O problema agora vai ser ter dinheiro p'ra ficar aqui uma semana. J'a comprei queijo, pao, yogurts, fruta, mais pao (isto nao tem til...o que 'e que querem que eu faca, (tamb'em nao tem cedilhas. E mete os acentos 3kms antes da letrinha...Nada a fazer...).Ah e comprei paes de leite e mais leite com chocolate e duas bananas.
A viagem foi uma desgraca. Aconteceu tudo. Desde uma travadinha que me deu assim que comecou a anoitecer (nunca, mas por nunca ser, facam viagens no tempo, de comboio e, ainda por cima, de noite. Aquilo 'e bem pior que o diva do psicanalista, com a desvantagem de nao ter psicanalista (tenho que agradecer a um amigo o ter-me ouvido com muita paciencia e sem renumeracao. Se passares por aqui (va la eu sei que passas...de mansinho), bigado. Eu hei-de recompensar-te).
Depois da crise, esta manha o Sr, que seguia no banco a minha frente, teve um ataque cardiaco. Ali, mesmo no banco. Mesmo, mesmo a minha frente...e para remater nao posso ligar o portatil no quarto senao tenho mesmo que ficar a limpar escadas para o resto da vida.
E depois...e depois, nao sei, Espero que seja o primeiro impacto. E que venha a passar...e que o encanto volte...e que o frio passe...mas por agora...por agora a coisa t'a cinzenta.
Vou dando noticias e se houver por ai alguma alma caridosa que me queira escrever isto com letra de gente...Danizinho, Lobito ...va la...eu sou amiga...isto e uma vergonha.
Vou passear. Esta um frio de morrer e espero bem nao encontrar a miuda que me fez passar a viagem no diva por ai perdida...nao sera melhor meter-me no quarto???
Beijos e abracos e se eu nao aparecer contactem-me para eu vos poder dar o NIB.
(Isto e tao giro ler assim...)
Publicado por Troll Urbano às 04:22 PM | Comentários (10)
novembro 18, 2005
Sem titulo
Por: The
Sem comentários! Eu pelo menos não tenho...
Publicado por Troll Urbano às 08:16 PM
Pela Arrábida
Por: Daniel Arruda
A C.M. de Setúbal pôs á disposição no seu site um abaixo assinado contra a continua destruição da Serra da Arrábida, contra a co-incineração e pelo fim da SECIL naquele espaço, opois é disso que falamos quando falamos de co-inceneração na SECIL de Setúbal. Significa mais 30 anos de cimenteira a esventrar aquele património natural fantástico.
Todos temos fantásticas recordações da Arrábida, quanto mais não seja só por termos lá passado e termos ficado deslumbrados com aquela paisagem linda....
.... Por isso assina aqui. Pela Arrábida
Publicado por Troll Urbano às 05:42 PM
Uma questão de verdade
Por: Daniel Arruda
É triste mas é verdade. Aliás pensei antes de escrever esta posta e isso é coisa que eu raramente faço. Normalmente 1º escrevo e depois é que penso.
Hoje morreu um militar no Afeganistão. Não é altura correcta para se tecer comentários políticos sobre a existencioa ou não de missões portuguesas aqui ou ali. Seria aproveitamento da dor alheia. Mas há uma dúvida que tem de ser esclarecida.
Quando começou esta segunda missão no Afeganistão disseram-nos, a nós população portuguesa que as nossas tropas iam fazer o patrulhamento do Aeroporto de Cabul e que eram responsáveis pela segurança deste. Como se explica que este acidente tenha ocorrido longe do Aeroporto e em declarações de quem de lá veio se ficou a saber que a missão portuguesa tem sido a de fazer patrulhamentos inclusive nocturnos longe daquilo que foi dito que seria o objecto da missão?
Isto nada tem de político. tem a ver com verdade. E essa tem de ser discutida.
Publicado por Troll Urbano às 03:54 PM | Comentários (22)
novembro 17, 2005
O Eça tinha razão, em 1867
Por: Daniel Arruda
Isto é que é estar à frente no tempo. O que Eça escreveu em 1867 está tão actual como a edição de hoje do DN ou do Público. Fantástico
Publicado por Troll Urbano às 10:51 PM | Comentários (2)
Desculpem lá........
Por: Daniel Arruda
.......... mas vocês querem mesmo um presidente assim?!?!?!?!?!?!?
DAAAAAASSSSSSSSSSSSSSSSS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Troll Urbano às 08:31 PM | Comentários (5)
O meu Portugal
Por: The
Nobre país este que continua com seres humanos a fazerem de um lar uma simples e gélida viéla ou uma qualquer escada de um qualquer prédio, nobre país este que despreza as suas crianças e que as abandona e deixa a sua sorte, indefesas e aterrorizadas obrigadas a viver num constante sobresalto que as leva ao mundo do crime e da prostituição.
Nobre país este que a classe politica ano após ano continua a sofregar o mais nobre direito de um cidadão ao simples serviço de saude, que força os seus idosos, com 20, 30 ou mesmo 40 anos de trabalho a receber tão infima compensação por tantos anos de esforço e dedicação a um qualquer emprego.
Nobre país este que ignora completamente todos os direitos por mais elementares que seja aos seus cidadãos, e que ainda assim têm orgulho em ser Português.
Publicado por Troll Urbano às 06:41 PM
Será que se podem amar lugares?
Por: Daniel Arruda
Acho que há alturas em que devemos dizer as coisas. Quando leio a Isabel a falar sobre si e sobre Paris, ao que isso lhe diz, às recordações que isso lhe traz, aos sonhos que mantem, às recordações que ficaram e aos anseios que a povoam, lembro-me sempre de uma frase de um amigo que dizia que se ama lugares como se ama pessoas, que se tem saudades, incertezas, vontades e desejos para com os lugares como se tem para as pessoas. Porque o Amor não é físico, o que é fisico é a atracção. O amor é mental e por isso mesmo inexplicável.
Esse meu amigo e eu temos muitas coisas em comum e elegemos uma canção que explicava para nós o amor a uma cidade. Como tinha de ser era uma canção de Amor, para ele de Amor a Paris, para mim um amor dividido, ainda hoje entre Paris, Lisboa e Praga. Sim, eu sei, sou trígamo, mas não me importo. Não sei se interessa quem a canta, mas para quem se interessa por isso fica o reparo que é da Monica Naranjo e chama-se "Empiezo a Recordarte". Espero que não se importem por não ter feito a tradução de castelhano para Português.
Un adiós se llevó
los años más felices de mi vida
dejándome el alma triste y fría
volviendo a la soledad
y a pensar como estarás.
No te puedo olvidar
tu ausencia es algo que me tiene herida
la noche es larga y mi cuerpo extraña
el amarte otra vez
como ya lo hice ayer.
Hoy sin tí
empiezo a recordarte
empiezo a lamentarme
como ya lo hice ayer
como ya lo hice ayer.
Ya no puedo reir
no sabes cuantos días te he llorado
al no tenerte más entre mis brazos
ni besar tu boca más
y ni sentir tu fuego ya.
Y es que no se vivir así
tú lo eras todo para mí
anhelo verte
para hablarte de todo
quiero llamarte
y susurrar
te quiero!
como yo te quise ayer
como ya lo hice ayer.
Hoy sin tí
empiezo a recordarte
empiezo a lamentarme
como ya lo hice ayer
como ya lo hice ayer
......volveré....
Publicado por Troll Urbano às 05:12 PM | Comentários (9)
Mulher
Por:Isabel Faria
Normalmente ainda fazemos o jantar. E ainda passamos a ferro. Ainda vamos às compras e nos consultórios dos pediatras continuamos em maioria. Ainda somos as mais mal pagas nas empresas. Ainda nos perguntam se pensamos engravidar. E olham para nós com olhar desconfiado se dizemos que não. Ainda lhes temos que contar as nossas vidas. Algumas vezes ainda temos que levar com comentários sem graça de gente que acha que o dinheiro lhes dá graça. Ainda nos arriscamos a ir parar ao Tribunal se acharmos que não temos condições para ter um filho nem dinheiro para ir a Espanha resolver o problema. Para muitas de nós as oito horas de trabalho diário é uma história que se houve contar que parece que se passou na América ou terá sido em Inglaterra? Não temos tempo de pensar nisso, porque temos o bebé a chorar ou o mais velho a pedir ajuda para os trabalhos. Claro que também somos mais de metade dos desempregados em Portugal. Entre os 70 novos desempregados que se inscrevem, por dia, nos Centros de desemprego, quarenta são mulheres.
Normalmente, ainda sentimos que nos falta percorrer um caminho enorme. O problema é ter força para isso, quando chegamos estafadas ao fim da noite. Por isso e porque temos o curso para acabar e temos que ser as melhores, pois só assim poderemos competir com os nossos colegas homens no ingresso ao mercado de trabalho, temos os filhos para tratar e não temos onde os deixar, temos horas extras para fazer porque, para que não nos perguntem se vamos engravidar, assinamos contratos sem horários e sem direitos, somos os que menos participamos nas actividades cívicas e políticas.
Ontem à noite, enquanto jantava, vi uma reportagem feita a seguir ao 25 de Abril sobre a igualdade de direitos das mulheres. Porque estava no restaurante não pude ver com muita atenção. Mas fiquei com a sensação que, já na altura, nestas reportagens, falta sempre falar de vidas. E com o sabor amargo que têm as coisas inacabadas..
Publicado por Troll Urbano às 04:07 PM | Comentários (9)
"Sou o candidato anti-Cavaco"
Por:Isabel Faria
"Mário Soares é o candidato anti-Salazar, Manuel Alegre é o candidato anti-partidos, Francisco Louçã é o candidato..."
"Sou o candidato anti-Cavaco. Ou o candidato antiliberal, que luta contra a decandência em Portugal".
Última pergunta e última resposta da entrevista da Visão de hoje a Francisco Louçã.
Publicado por Troll Urbano às 03:55 PM | Comentários (21)
Crónica de António Lobo Antunes
Por:Isabel Faria
"Perdão, enganei-me: não era forjar no aço da virtude, era forjar no bem temperado aço da virtude. De modo que, com estas e outras obras do género, forjei no bem temperado aço da virtude a minha fébil e desprevenida alma de jovem. Forjei tanto que me apeteceu reler aquilo de enfiada, das lutas sociais aos massacres náuticos, passando pelo extraordinário São Luís Gonzaga, sempre de virtude em virtude, repudiando aquilo que a mim, alma flébil, se me afigurava excelente, namoradas, pastilhas elásticas, cenas de pancadaria (enganos de um desprevenido)..."
Pode ser arrogante, mal educado ou apoiar quem lhe dê na gana, desde que me entre pela casa dentro todas as Quintas Feiras, a António Lobo Antuines, eu perdoo tudo.
As suas crónicas na Visão, são o meu vício semanal. Mesmo enquanto estivemos zangadas, eu e a revista, nunca perdi o usufruto da dita página, aproveitando a distracção de algum incauto.
Quando foi de férias, a bica das manhãs de Quinta Feira começou a ficar amarga e a fazer-me taquicardias. Esta semana, por causa duma entrevista ao Francisco Louçã, assinei um tratado de paz, espero que não temporário. Estou há horas deliciada com o São Luis Gonzaga e o Corrin Tellado.
Publicado por Troll Urbano às 03:47 PM | Comentários (2)
Desculpa-me
Por:Isabel Faria

Quase de partida. Para o único lugar do mundo onde ainda uso vestidos com cerejas e rabo de cavalo.
Com curiosidade e alguma angústia, pergunto-me o que pensará a menina que deixei sentada no Jardin des Plantes a dar milho aos pardais de telhado, quando me encontrar? Poder-me-á perdoar os sonhos que não lhe concretizei e os caminhos que não percorri? E a revolução que não fiz? E as lágrimas? E os medos? E as perdas? E as dúvidas? Como me receberá a menina de lentes grossas e olhar inquieto?
Agora, que aquele pardalito vai ali mesmo roubar o grão de milho, olha para mim. De frente. Por favor, olha. Zanga-te. Grita. Chora. Mas não me digas deixa, não faz mal. Não era importante. Porque era. Ambas sabemos que era.
Olha esta fotografia. Sabes quem é? Este é o João Pedro. Tem mais quatro anos que tu. É lindo, não é?
Que não me perdoes, mas não deixes de ver primeiro a fotografia do João Pedro que tenho para te mostrar.
Quando de lá voltar, não haverá mais nenhum lugar no mundo, onde te encontrar.
Desculpa-me.
Publicado por Troll Urbano às 12:54 AM | Comentários (11)
novembro 16, 2005
E a política senhores, para quando?
Por: Daniel Arruda
A campanha presidencial finalmente entrou num tema interessante. A Saúde. Principalmente no que sobre a saúde dos candidatos diz repeito. Depois de Soares ter dado o mote desafiando os outros candidatos a apresentarem as suas análises e relatórios médicos hoje foi a vez de Alegre dizer que estava de boa saúde e que o enfarte que teve já está completamente debelado.
Consta que Cavaco já comentou na sua caravana de campanha que o problema de unha encravada no pé esquerdo ainda pode vir a ser um problema nesta campanha, pelo que, segundo o Troll apurou, já marcou consulta num médico em Boliqueime.
Os candidatos Louçã e Jerónimo ainda não se pronunciaram enquanto que Garcia Pereira já defendeu que ela até apresentava se não estivesse há mais de 3 meses à espera de uma consulta de especialidade num hospital público de gestão privada.
E a política senhores, para quando?
Publicado por Troll Urbano às 10:53 PM | Comentários (3)
Desculpa lá, Daniel
Por:Isabel Faria
Mas com uns cabelos destes para despentear e uns lábios destes p'ra...sei lá...uns lábios destes, p'ra que é que é preciso estar dentro d'água???

Publicado por Troll Urbano às 09:45 PM | Comentários (6)
Desculpa lá lobo
Por: Daniel Arruda
Peço desculpa ao meu amigo lobo mas tive de postar esta coisa. É que a visão de José Cid em pêlo com um disco de Ouro nas partes puribundas cada vez que abria o Troll ainda nos custava uns quantos processos em tribunal por ofensas psicológicas.
Espero que mesmo as senhoras que nos visitam apreciem esta linda fotografia de um corpo ainda mais lindo. Pode ser que encontre uma fotografia realmente masculina para contrabalançar as coisas.
Já agora para quem não reconhecer assim por trás é a Alexandra Bereznova. Podem sempre fazer uma busca no Google para verem o resto do portofólio desta beldade.
Publicado por Troll Urbano às 08:36 PM | Comentários (15)
Macho Latino
Por: The
O Troll Urbano descobriu esta autentica pérola nos seus arquivos e não pode deixar de compartilhar com todas as leitoras do Troll, portanto para elas aqui fica o verdadeiro macho latino.
Publicado por Troll Urbano às 06:32 PM | Comentários (7)
Boas noticias
Por: The
Enfim uma notícia para alegrar toda a gente:
Um dos nossos deputados contraiu gripe das aves, portanto, vai
ter que se abater todo o bando.
Obrigado Carla por esta animadora noticia.
Publicado por Troll Urbano às 06:21 PM | Comentários (2)
Era uma vez
Por: Daniel Arruda
Era uma vez uma quinta no Seixal a que chamaram da Princesa. Nessa quinta havia sobreiros, muitos sobreiros. Havia nesse Seixal um executivo camarário que negociava infra-estruturas antes de iniciadas as obras e havia também um tal de Carrefour que queria ir viver para a Quinta. Mas o tal de Carrefour não podia ir viver para lá por causa dos sobreiros, e isso era um problema. Mas numa semana, certamente por magia, os sobreiros desapareceram e o Carrefour todo contente preparava-se para se instalar. Mas no Seixal houve eleições e era preciso mostrar obra pelo que o Carrefour começou a construir em lugar do executivo camarário algumas acessibilidades, uns túneis e coisas assim.
Havia nesse Seixal também alguns “marretas” que gostavam mesmo era de falar mal e que punham em causa a intenção do Carrefour se instalar por ali, porque achavam que aquilo não era benéfico para ninguém ainda por cima havia um inquilino mais antigo do Seixal chamado Comércio Tradicional, que já passava por grandes dificuldades e não via com bons olhos esta nova instalação. E também punham em causa o modelo que aquele novo inquilino representava, 1000 sub inquilinos ultra-precários acompanhado de vários caixotes para 400 famílias irem para ali viver também. Mas estes “marretas” avisaram também que o desaparecimento dos sobreiros era suspeito e que pela lei aquele espaço teria de ser replantado e durante 25 anos ninguém poderia ir para ali.
Ninguém deu ouvidos ao que os “marretas” diziam, até troçaram. Disseram que estava tudo sobre controlo, que também tinham pena que os sobreiros tivessem desaparecido mas que não se podia fazer nada. Eles já estavam cortados. Paciência. Parecia que o crime ia compensar, mas eis que aparece uma sujeita há muito arredada da vida seixalense, chamada justiça, que do alto do seu poder disse aos interessados:
Para quem prevaricou 250.000 Euros de multa e impossibilidade de construir aqui o que quer que seja durante os próximos 25 anos.
Mas a justiça não disse nada ao executivo, pois