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novembro 29, 2005
Deserto(s)
Por:Isabel Faria

Noite fria, muito fria. Já adiantada. E sem se saber como nem porquê, o calor entra-nos corpo adentro. Como se de impiedoso, o Sol do deserto se tornasse aliado. E a areia, companheira. Dura pouco. Tem hora marcada para voltar o frio da noite fria. Mas não volta tão fria. Nunca volta tão fria.
Acontece algumas vezes. Sabe bem. Às vezes, o deserto abrasador sabe tão bem. Outras, acontece e não é noite. Mas o deserto abrasador sabe bem, mesmo quando é dia.
Um dia, disseram-me, irei começar um ano no deserto. Se houver Sol como, às vezes, nas noites frias, um dia irei começar o ano no deserto. Hà, hoje, na minha alma, dois locais onde sei (é impressionante as coisas que a alma sabe...) que não tenho frio. No Mar e no Deserto. Agora tenho.
Publicado por Troll Urbano às novembro 29, 2005 10:29 AM
Comentários
Um "deserto vermelho" ? Onde foste?
Publicado por: ML às novembro 29, 2005 01:23 PM
Espera lá, já tinha "mandado entrar" e não o consegui recuperar. Não queria falar do Antonioni, é claro. Mas o teu deserto era ( é ) de uma côr especial. E como falamos de Marte de vez em quando, estava a pensar em viagens longas e talvez por outros espaços...
Publicado por: ML às novembro 29, 2005 01:26 PM
ML, é ele que às vezes vem a mim...mas só às vezes.
Mas é lindo, não é? Acho que todos os desertos devias ser, assim, vermelhos.
Publicado por: isabel faria às novembro 29, 2005 01:26 PM
:)
Publicado por: johnny às novembro 29, 2005 11:09 PM