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novembro 06, 2005
Manifesto de Manuel Alegre
Por:Isabel Faria
Nos Tempos que correm do Miguel Vale de Almeida, encontrei estas frases selecionadas do Manifesto de Manuel Alegre:
«Em comum temos uma Pátria antiga que há novecentos anos é o lugar geográfico, histórico e afectivo da nossa identidade individual e colectiva»; «Temos que voltar a dizer com orgulho a palavra Pátria e dar-lhe um sentido de modernidade e de futuro.»; «É essa também a função do Presidente da República: dar à representação externa a dimensão patriótica da História, da cultura e da língua portuguesa, porque essa foi, é e continua a ser a nossa riqueza principal.»; «Portugal é um velho país cuja força principal sempre residiu na alma do seu povo. Um povo que não se fechou nas suas fronteiras e de certo modo ensinou o mundo a não ter medo do mar. Um povo que foi precursor do renascimento europeu e pioneiro do espírito universalista. Um povo assim não pode perder a confiança em si mesmo e no futuro do seu país. Precisa talvez de novas elites que estejam à altura da sua História e do seu destino. Precisa que o discurso volte a ser inspirador da acção e do risco. Precisa que a política seja de novo uma causa nobre e faça renascer o fulgor da alma portuguesa.»
O Miguel acabava o post com esta frase: "Eu não percebo isto".
Reconheço que eu também não. Há linguagens, termos, que não passam a ser diferentes por serem usados por pessoas que respeitamos. Esta frase, por exemplo. " Um povo assim não pode perder a confiança em si mesmo e no futuro do seu país. Precisa talvez de novas elites que estejam à altura da sua História e do seu destino.", não passa a ser aceitável e compreensível por ser dita por Manuel Alegre. Eu não a aceitaria sem contestação se fosse dita por alguém de Direita. Assim como o uso e abuso do termo "Pátria" no Manifesto. Para se ir buscar votos à Direita não se tem que usar a linguagem da Direita.
Há termos que eu talvez compreendesse se fossem usados pelo Manuel Alegre, poeta. Não pelo Manuel Alegre, candidato de Esquerda à Presidência da República.
Publicado por Troll Urbano às novembro 6, 2005 03:09 PM
Comentários
Portugal precisa de novos portugueses
Publicado por: Mário às novembro 6, 2005 03:52 PM
Portugal tem um povo que sempre preferiu fugir do país do que aturar os seus governantes e vizinhos, que sempre acho que o seu país era tão mau que um naufrágio quase certo e uma morte horrível que parecia preferível à morte lenta no país!
Publicado por: Mário às novembro 6, 2005 03:55 PM
ai tantos erros!!!!!!!!
Publicado por: Mário às novembro 6, 2005 03:55 PM
Mário, podes crer...nos tantos erros e no resto!!!;);)
Publicado por: isabel faria às novembro 6, 2005 06:44 PM
Manuel Alegre no seu melhor. Confesso que a princípio pensei que Alegre seria um sapo menor que Soares. Aos poucos começo a ter dúvidas.
Já não via tanto conceito nacionalista junto desde que houve a manifestação do PNR junto à estatua do Cutileiro.
Publicado por: Daniel Arruda às novembro 7, 2005 12:38 AM
Daniel, experimenta contar as vezes que ele usou o termo Pátria no manifesto...e a forma como se apresentou. As bandeiras...ok, parafraseando o Miguel, não percebo isto.
Publicado por: isabel faria às novembro 7, 2005 11:34 AM
Percebo e mto. bem a v/ inquietação: "
Candidato-me a Presidente da República por decisão pessoal, no espírito, aliás, da Constituição. Sem apoios de aparelhos partidários. Livremente. Sou um homem da esquerda dos valores e dirijo-me a todos os portugueses que acreditam na Pátria, na liberdade e na democracia." Isto diz tudo ;)
Publicado por: Golfinho às novembro 7, 2005 04:15 PM
Por acaso, Golfinho, eu dispensava bem a Pátria...ou pelo menos preferia vê-la depois da Liberdade e da Democracia...
(Que giro tar a discutir contigo!!!!)
Publicado por: isabel faria às novembro 7, 2005 05:42 PM
Discutir? Troca de mimos democráticos. Só discuto com homofóbicos, intolerantes religiosos, pessoas que não respeitam certos handycaps e a cláusula geral do artº 13º da nossa C.R.P.
Publicado por: Golfinho
às novembro 7, 2005 05:58 PM
Golfinho, ok...então continuemos com os mimos:
Achas que ele vai votar contra o Orçamento??? Ou nem por isso???
Ah, e qual é o 13º??? Eu normalmente durmo com o Código de Trabalho, não com a Constituição...
Publicado por: isabel faria às novembro 7, 2005 06:05 PM
Ah, dormes com um código, por isso aquela discussão tão acolerada lá em cima ;). É o princípio da igualdade, que peracaso também está no c. do trabalho. Já pensaste rever as tuas prioridades?
Publicado por: Golfinho
às novembro 7, 2005 06:11 PM
O quê, Golfinho, passar a dormir com a Constituição? Confesso que não. Devia?
Publicado por: isabel faria às novembro 7, 2005 06:37 PM
I Love this Girl! Como escrevia o outro: mu@@@
Publicado por: Golfinho
às novembro 7, 2005 06:43 PM
Golfinho, presumo que depois deste comentário está na hora de te começar a tentar convencer a votar no Louçã...Ou tem que ser na Ilha???
Publicado por: isabel faria às novembro 7, 2005 08:08 PM
Uma ilha, uma cabana e Louçã como Presidente: que visão!!!
Publicado por: Golfinho
às novembro 7, 2005 08:16 PM
o Homem arrasou! Concorro contra a crise económica, não contra Cavaco! Sou independente, votei contra todas as Revisões Constirucionais, as leis de informação da república, insurgi-me em privado contra certas nomeações políticas e 6ª feira vou votar contra o Orçamento do Estado!
Amanhã vou-me oferecer como voluntário para a campanha até à vitória final!!!
Publicado por: Golfinho às novembro 7, 2005 09:38 PM
Golfinho, hoje já é amanhã!!!!
Publicado por: isabel faria às novembro 8, 2005 01:06 AM