« Spirit | Entrada | Eu acho bem... »
novembro 03, 2005
Quando
Por:Isabel Faria

Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto. Eu
Serei tal qual pareço em mim? Serei
Tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
Álvaro de Campos
Há mais de hoje até dia 30, no Teatro do Tejo. Eu, numa qualquer noite de Insónia conto lá ir. Há dois Pessoas a que não resisto o Bernardo Soares e o Álvaro de Campos. Enquanto não encontro o do Livro do Desassossego, conto visitar o de "Se te queres matar...", na Casa dos Dias de Água (é lindo o nome, não é?).
Publicado por Troll Urbano às novembro 3, 2005 12:21 PM
Comentários
Boa sugestão. Vou passar por lá este Domingo.
Publicado por: Golfinho às novembro 4, 2005 10:35 AM
P.S. há uma excelente edição do livro do desassossego e não muito cara da Assírio e Alvim, uma capa grossa e outra capa mole; a que eu tenho é a versão capa grossa, a capa mole custa mais ou menos 35 euros na Almedina com um desconto de 10%, a outra cerca de 50 euros.
Publicado por: Golfinho às novembro 4, 2005 10:38 AM
Golfinho, eu tinha um Livro do Desassossego. Creio que o emprestei a um amigo, que nunca se lembrou de o devolver...
Também gostava de passar lá este fim de semana. Vamos ver se dá.
Publicado por: isabel faria às novembro 4, 2005 02:44 PM
Isabel, olha que o Franz ainda nos lê ;), isso foi um convite? ;) ;)
Publicado por: Golfinho às novembro 4, 2005 05:03 PM
Ai, ai, Golfinho, tens razão...mas não foi. Juro. Quando faço convites sou MUITO mais directa!!!!
Publicado por: isabel faria às novembro 4, 2005 05:57 PM