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novembro 29, 2005

Troll (o)

Por:Isabel Faria

Não sei quando descobri o Troll. Talvez algures em Março ou Abril, talvez devido a algum comentário que o Daniel tenha deixado no Afixe. De vez em quando, ia comentando e ia encontrando o Daniel na outra casa. Conhecíamo-nos mal (Daniel, recordo que passaste um almoço duma reunião qualquer do Bloco a falar de economia…brrrrr) e, tirando uma ou duas vezes em outras reuniões, do Daniel só conhecia mesmo a pontuação de pernas p’ró ar e as letritas desviadas do seu habitat natural.
Depois, na Convenção do Bloco, falámos de Blogs (a falta que faz neste Partido uma disciplina férrea…) e comecei a passar por aqui com mais regularidade. Depois….bem, depois de coisas que o tempo se encarregou de mostrar quão pequena importância tinham, vim aqui parar…
Entrei a estagiar e agora não sei bem em que estatuto me encontro. Ainda ninguém me deu nenhum contrato de trabalho para assinar, não recebo desde Setembro e ainda ando à espera dum tal perfume eternamente adiado (parece que agora p’ra Maio…).
Comecei a sentir-me definitivamente em casa num dia em que colei um post de peúgas de lã calçadas e por aqui ando. Confesso que ainda não desisti daquela ideia de começar uma coisa de novo, tipo casa de praia ou monte alentejano, mas confesso também que neste momento a vejo assim: casa de praia ou monte alentejano. Mas lindona. Estou, apenas, à espera que se decidam acabar com campanhas eleitorais umas a seguir às outras para tentar ir comprar o tijolo, mas, enquanto isso não acontece, não há monte para ninguém e têm que levar comigo a tempo inteiro.
Conheço bem os meus coleguitas de Blog. Não pensem que isto é a brincar, somos unha com carne, não fazemos nada uns sem os outros, vamos às compras juntos e agora ganhámos o hábito de jogar golfe todos os Domingos de manhã. Gostamos todos muito uns dos outros e eu só tenho pena que o Lobo teime em andar sempre de gravata às bolinhas, o Zoingo não corte as patilhas e o Daniel tenha deixado crescer a unha do mindinho direito. Se não fossem estes pequenos pormenores eram perfeitos. Assim, estão mesmo no limiar.
Estamos, portanto, preparados para o novo ano, comigo a esperar que os problemas dos PCs dos meus parceiros de golfe se resolvam rapidamente e que Maio chegue depressa.

Sem este tom. No outro. O Troll tem sido um amor maduro. Sem grandes espalhafatos, sem grandes dramas mas com muito entusiasmo e muita ternura. Como os amores maduros. E muito, muito prazer. Como os amores maduros. Gosto de estar aqui.

Publicado por Troll Urbano às novembro 29, 2005 10:52 PM

Comentários

Mas o Daniel sabe mesmo alguma coisa de economia? ;)

Parabéns.

Escolhia este texto para o teu romance.

Parabéns ao Troll pela estagiária.

Para béns ao Troll por ser um dos meus blogues de culto e de visita diária.

Beijo e abraços fraternais.

Publicado por: Golfinho [TypeKey Profile Page] às novembro 29, 2005 11:29 PM

Obrigado Golfinho

Isabel, confesso que me lembro do almoço em questão não me lembro é do tema ao almoço mas deve ter andado perto de questões como o fordismo e as implicações económicas. Sabendo quem estava à mesa é provável que tal tema viesse à baila. Havia lá vários fanáticos do tema.

Da convenção lembro-me bem. Foi quando me vieste pedir um autógrafo não foi?

Publicado por: Daniel Arruda às novembro 29, 2005 11:54 PM

O meu romance?? Gostei. Não desiste, mesmo, amigo? E se eu plantasse outra árvorezita? ;)

Daniel, foi eese tema chato, o tema, sim...quase que nem apreciei o leite creme.
Não, Daniel, a Convenção foi quando eu te disse que era a Isabel do Afixe e TU me pediste um autógrafo, lembras-te???

Publicado por: isabel faria às novembro 30, 2005 12:18 AM

O Daniel a falar de economia e política??! Não acredito! ;p

Isabel sobre ti não tenho nada a dizer, porque por vezes posso divagar dizendo coisas belíssimas e metafóricas, quando o que quero dizer frontalmente (curto e grosso) é que adoro a tua escrita e obrigado por me teres feito descobrir o Troll e estes cidadãos banais!

Já agora... quanto àquele email que me enviaram a pedir autógrafos com dedicatória para os vossos filhos por ser o Farpas do Ai o Camandro, juro-vos que não está esquecido, assim que tiver um tempinho livre vou aos correios enviar, estejam descansados que ainda chega a tempo para as prendas de Natal.

Publicado por: Farpas às novembro 30, 2005 12:56 AM

Já agora, deixei-vos uma prenda lá na minha casa! Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços!

Publicado por: Farpas às novembro 30, 2005 01:22 AM

Já agora, deixei-vos uma prenda lá na minha casa! Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços!

Publicado por: Farpas às novembro 30, 2005 01:25 AM

Farpas, já estava a ficar desesperada...o João Pedro todos os dias me pergunta, mãe e o autógrafo do padrinho do Bono..mãe eu quero o autógrafo do padrinho do bono (desculpa, mas isto com a idade é assim...há uma altura em que somos o filho de...depois durante um tempito muito curto somos o ou a...num abrir e fechar d'olhos passamos a pai de ou mãe de...tio de ou padrinho de...mas não te esqueças do afilhado...
Agora vou lá a casa!
Ah, é verdade...o Daniel. Tens razão aquele dia foi excepção.Nunca mais o ouvi falar em tais temas.
E obrigado por me teres "descoberto" no Afixe e seguido até aqui.O prazer de te ter aqui é todo nosso (somos uns egoístas...do camandro).

Publicado por: isabel faria às novembro 30, 2005 09:43 AM

Parabéns ao Troll por ter aí a Isabel :)

Publicado por: Mário às novembro 30, 2005 03:22 PM

Mário, obrigado.
E por ter comentadores de luxo...;)

Publicado por: isabel faria às novembro 30, 2005 03:35 PM

Desde que te conheci
A minha vida é como vês.
Passo os dias a pensar
Não sei o que fazer,
*************************
Só para te perguntar
O que é que isso quer dizer.
......
Liguei-te às seis da tarde,
Dizias estar a acordar,
Essa voz rouca e quente
Num suave murmurar.
Fiquei quase sem fala,
Estive mesmo a desligar.
*************************
Essa coisa do destino.
Nesse dia aconteceu
Nunca mais vou esquecer
- o mar, o sol, o céu, a praia -
Todo um mundo de prazer,
Acendes um cigarro
Afagas-me o cabelo,
********************
Não percebo o que é que queres
Nem o que estás a dizer,
Só sei que tu consegues
Mostrar o que é ser mulher
**************************
Mostras-me perfumes
De oceanos e mares.
Ali sentado viajei,
Ali para sempre quis ficar,
****************************
Tenho ouvido muita coisa
Mas nunca tão bela assim,
Seduzir e encantar
São coisas novas p'ra mim.
O que eu gosto mais contigo
«se queres saber o que eu acho»
É que eu consigo ser homem,
Sem dar uma de macho.
...................
Desde que te conheci
A minha vida é como vês.
Passo os dias a pensar
Não sei o que fazer,
Eu nem quero acreditar
No que me foi acontecer.

Publicado por: O Tal às novembro 30, 2005 05:25 PM

Que veias poéticas o Fernando Pessoa desperta...gostei.
Agora, essa do Tal...o que cabe em três letrinhas...todo o mundo...ou não???

Publicado por: isabel faria às novembro 30, 2005 06:06 PM

Esse é "O Tal" que costuma visitar o Troll, mas não comentar? ;) ;)

"curiosity killed the cat"

Publicado por: Golfinho [TypeKey Profile Page] às novembro 30, 2005 07:03 PM

Golfinho, a minha veia de detective é muito pequenininha...presumo que não. Que não seja, mesmo. Seja quem for, gostei.

Publicado por: isabel faria às novembro 30, 2005 07:20 PM