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dezembro 26, 2005

Não é original...

Por:Isabel Faria

homens.jpg

...mas é de boa vontade...
Quando agora cheguei a casa, deparei-me com um post cheio de atenções e de bom vontade do meu colega Lobo, intitulado "Mulheres".
Ficou a promessa que lhe responderia. E surgiu, então, a solução. Aqui há uns tempos escrevi este post no Afixe. Sobre vocês, meus queridos. Como o Afixe é já aqui ao lado...e até sei onde se encontra...aqui fica. Chamava-se Obrigado, o que será facílimo de entender, não tem bonequinhos, nem bolinhas a falar, mas o que conta é a intenção. Recordo que já há um tempo, aqui tinha deixado também um post sobre essa meia metade de mundo...mas como vocês são bués, e eu sou só uminha, tenho que me sujeitar á prata da casa. Neste caso, à minha.
Cumprimentos. Ah...e mantenho aquela última frase. E a primeira. Apesar dos apesares (ou dos pesares???).

Ponto prévio a este post: adoro homens.
Os homens são seres sensíveis, disponíveis, bons ouvintes, óptimos amantes, grandes companheiros, amigos perfeitos.
Têm uma memória absolutamente invejável. Quantas vezes já os ouvimos aproximarem-se com um ramo de rosas vermelhas escondido atrás das costas e dizerem ”O meu amorzinho sabe que dia é hoje, sabe?”. Fazemos um sorriso meio constrangido que lhes dá o mote para continuar ”Claro, meu amor, faz hoje dois meses que te dei o primeiro beijinho na testa”. E esta memória acompanhá-los-á ao longo de toda a sua vida. Mesmo mais velhotes e quando já não têm força para o ramo de rosas, é vê-los, de florzinha na mão ” Muitos parabéns aos dois. Fazemos hoje aninhos de casados...não me digas que não te tinhas lembrado? ”.
Estão sempre disponíveis para nos ajudar: adoram passar a ferro , lavar a loiça, levantar-se de noite para dar de comer ao bebé.
E estão sempre disponíveis para nós.“ Querido, desculpa preciso de falar contigo…mas estás a ver o futebol”. “Claro, filha, fala. Ouvir-te é muito mais importante do que qualquer jogo...”.
São desprovidos de qualquer tendência para a desculpabilização: nunca dizem “Tive uma infância muito complicada, sabes?” ou “Cabrão do árbitro, vê lá se abres os olhos!!!!”, nestes momentos as suas frases seriam sempre “Como é que me tornei neste ser egoísta, apesar dos pais que tive???” ou “Estes gajos hoje não tão a jogar nada”.
São arrumados - nunca uma camisa suja fica por colocar dentro da máquina quando mudam de roupa. Nunca um jornal fica em cima do sofá da sala, quando acabam de ler.
E são de uma capacidade de observação, a todos os níveis, invejável ”Fica-te tão bem essa saia, compraste hoje, minha coisinha fofa?” ou “Aquela velinha amarela que compraste para a mesinha da sala, fica ali a matar!”, são frases que nos habituámos a ouvir e com as quais, confesso, ficamos sempre todas derretidas.
São seres pacientes. Aquela história de que só pensam em sexo, não passa de mais uma mentira inventada pelas feministas e pelas mulheres com barba. Claro que estão sempre disponíveis para uma noite tórrida de paixão, quando finalmente há um dia em que não nos dói a cabeça. E, claro que durante os intervalos, enquanto a enxaqueca dura, eles vão tentando aproximar-se. Mas aí, o seu obectivo é fazerem-nos sentir queridas e desejadas, ou, algumas vezes, uma clara demontração de altrusímo, que os leva a reduzirem-se à mera condição de Aspirina ou Panadol.
Estaria aqui o resto do dia a gastar adjectivos, mas nada seria suficiente para vos transmitir a minha admiração e total rendição a estes seres maravilhosos que a Natureza fez o favor de colocar junto de nós, para percorrer o Caminho.

Possivelmente algumas almas mais exigentes considerarão que este post não passa de um punhado de generalizações e de lugares comuns. Possivelmente têm razão. Mas não acredito que esta análise possa vir de uma mulher. Porque nós sabemos que falar destes seres absolutamente fantásticos que aprendemos a amar e a respeitar nos tolda toda a capacidade crítica, o discernimento e nos retira qualquer vestígio de inteligência ou cultura.

Este post pretendeu ser uma singela, mas sentida, homenagem a todos os homens, mas aos nossos homens em particular. Bem hajam.

A todos os que, ao longo dos anos, me julgaram merecedora da graça de todos ou, apenas, de algum destes predicados, o meu muito obrigado.

Publicado por Troll Urbano às dezembro 26, 2005 08:15 PM

Comentários

Mas este "velho" post tinha este boneco??? Não me lembra nada. Tão arrumadinhos?
Adoro as tuas fotos. E nem sabia que o golf tinha equipas, pensei que era tudo individual.
Mas voltando à vaca fria, tudo o que dizes são puras verdades, duras que nem punhos. Quem disser o contrário mente de um modo descarado.
Vivam os homens!

Publicado por: ML às dezembro 27, 2005 12:14 AM

Não, ML, tens razão...confesso. Cum caraças, pá...uma pessoa não pode passar despercebida. Tinha outra, a preto e branco, mas se queres que te diga não me lembro se tinham um ar tão arrumadinho como estes...se eu troquei a fotografia...se esta é mais...ai, amiga. Tenho assunto p'ra esta noite.O que será de mim????
Ah, é vivem mesmo. O que seria de nós sem estes grandes tomoneiros (esta coisa que o Mao, era escreve-se assim???)para nos indicarem o caminho e as virtudes?

Publicado por: isabel faria às dezembro 27, 2005 12:25 AM

Nem mais. Bela posta Isabel. Aliás acho que os homens ainda são um pouquito mais.

Publicado por: Daniel Arruda às dezembro 27, 2005 08:42 AM

Daniel, Têm alguns defeitozecos, mas nada de importante. São um bocadinho mal-agradecidos, mas enfim...há excepções. Se não fosses tu, amigo, nenhum dos nossos meninos me agradecia esta pública devoção por mim assumida e que a ML corrobora...Obrigado, Dani.

Publicado por: isabel faria às dezembro 27, 2005 07:29 PM

Cheguei agora, portanto só agora vi...
Portanto só agora agradeço tão sentida e singela homenagem.

Continuas fantástica.

Publicado por: The Wolf às dezembro 27, 2005 08:01 PM

Não tens de quê, Lobo. Vocês merecem isto e muito mais!!! ;);)

Ah e obrigado...mas aquilo já era velhote...quer dizer neste mundo aqui ao lado, uns meses já é uma idade respeitável...

Publicado por: isabel faria às dezembro 27, 2005 08:54 PM