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janeiro 25, 2006
Nada a fazer...
Por:Isabel Faria

Foto Dany Arsic
Mesmo que haja nevoeiro. Mesmo que o nevoeiro seja denso e nos pareça que não se vai levantar.
Mesmo que seja por detrás de montes. Mesmo que os montes pareçam, sejam montanhas.
Mesmo que não pareça possível tranpôr os montes, porque os montes são, nos parecem montanhas.
Até nos dias em que não o vemos, porque o céu está cinzento, o dia está cinzento, a alma está cinzenta, a vida está cinzenta. Até mesmo quando nos parece que nos querem tirar tudo, até o futuro nos parece que nos querem tirar, ele nasce. O nevoeiro, os montes, as montanhas, os cinzentos todos, sabem que ele nasce. E ficam fulos. Nessa altura a gente sorrie.
Publicado por Troll Urbano às janeiro 25, 2006 10:36 AM
Comentários
Sorri e luta camarada. Lutar sempre, por muito que as angustias nos tolham.
Publicado por: Daniel Arruda às janeiro 25, 2006 11:54 AM
Lutar e sorrir sempre, por muito que as angústias nos tolham, permite-me acrescentar...
Linda a côr do céu, não é??? Um misto de azul dele, de verde de esperança, de amarelo de paixão??? De castanho de terra???
Publicado por: isabel faria às janeiro 25, 2006 12:03 PM
É nestes momentos que a serenidade se deve sobrepor ao desânimo. Quem já se viu suceder Salazar, Caetano, Spinola, Costa Gomes, Palma Carlos, Sá Carneiro, Sares, Cavaco Silva, Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e muitos outros que seria fastidioso estar a escrever, pode quase dizer que já viu de tudo e que a água continua a correr debaixo das pontes (enquanto houver água).
Publicado por: Mário às janeiro 25, 2006 12:13 PM
Eu sei, Mário. Às vezes é um exercício complicado, esse...mas resulta.Basta não deixar apagar a(s) memória(s) e a gente sobrevive
(lhes).
Publicado por: isabel faria às janeiro 25, 2006 03:44 PM