« Sabem o que o puto está a pensar? | Entrada | Nada a fazer... »
janeiro 25, 2006
Um Homem na Cidade
Por: Daniel Arruda
Marcio Melo 1999
Há coisas que eu adoro e não me canso delas. Coisas que não sendo do meu tempo, são intemporais. Ary dos Santos é dessas coisas. Sei que já várias vezes aqui falei dele mas tenho a ideia queo que é bom é para se recordar. As letras dele mais que poesia são ideologia, são lições de vida. Foi o homem que melhor que ninguém descreveu a Liberdade e como ninguém deu cheiro a Lisboa. Escreveu sobre aquilo que toda a gente conhece mas a que poucos dão valor. Em poucas poesias resumiu tão bem o misto de sentimentos como o desespero e a felicidade, a liberdade e a prisão, a água e a terra, a noite e o dia. Descreveu tudo para descrever um homem, um homem na cidade. Ainda lhe juntou o tempo, essa coisa que todos usamos mas que não sabemos definir.
Uma nota para quem não gosta do género. Nem sempre se pode agradar a toda a gente. Há alturas em que penso em mim e só em mim e por volta das 4 da manhã costumo ter este hábito narcisista. As desculpas, mas o botão de off da canção está sempre disponível.
Publicado por Troll Urbano às janeiro 25, 2006 03:31 AM
Comentários
Essa do botão de off deve ser para mim, lá me obrigas tu a ver o troll no IE só para poder desligar isto!
Publicado por: Mário às janeiro 25, 2006 09:42 AM
Notem que o blog Editorial Ordem das Letras, que passou meses a atacar a esquerda e Alegre insultando-o de «traidor», e a propagandear fanaticamente Mário Soares, apagou ontem tudo o que escrevera. Esta cobardia do autor não surpreende. O suposto «antonio duarte bento» nao é nem mais nem menos que um pseudónimo... do querido paulinho, esse jornalista venal que manda na weblog e tem esse lado escuro e sujo de Mr.Hyde
Publicado por: orixas às janeiro 25, 2006 10:02 AM
Daniel! Ary dos Santos é sem dúvida um marco na poesia Portuguesa. Por isso um mimo da parte desta leitora assídua:
(meu amor meu amor)
música de Alan Oulman, importalizado por Amália Rodrigues.
Meu amor meu amor
meu corpo em movimento
minha voz à procura
do seu próprio lamento.
Meu limão de amargura meu punhal a escrever
nós parámos o tempo não sabemos morrer
e nascemos nascemos
do nosso entristecer.
Meu amor meu amor
meu nó e sofrimento
minha mó de ternura
minha nau de tormento
este mar não tem cura este céu não tem ar
nós parámos o vento não sabemos nadar
e morremos morremos
devagar devagar.
Espero que goste.
Já agora ainda estou à espera que me enviei o mp3 do outro post sobre ary dos santos.
Obrigada
Publicado por: Rita às janeiro 25, 2006 10:35 AM
Mário, neste não deves ter esse problema pois está em MP3, e sim a nota :) era para ti ehehe
orixa, por muita razão que podes ter, peço que este não é o sítio para lavar roupa suja,
Rita, obrigado pelo miminho, adorei. Sabes que o Alain Oulman tinha o tal sentido para músicar Ary dos Santos mas especialmente para Amália. Realçava o corpo do poema, realçando-lhe as cores que depois eram descritas como só Amália o fazia. Costumo dizer por vezes que há duas Amálias, antes e depois de Oulman. Infelizmente e tal como Amália foi ostracizado depois do 25 de Abril porque disse quando foi preso pela PIDE que não era comunista. Se foi ou não nunca se saberá mas é triste que um génio seja julgado pela sua cor política.
Quanto ao Roseira, ainda bem que relembras pois confesso que me esqueci completamente. Desculpas-me?
Publicado por: Daniel Arruda às janeiro 25, 2006 11:45 AM
Não consigo ouvir...por estas e por outras é que acho que nunca devia ter que vir trabalhar...
Mas lembro-me uma noite em que ouvi este poema, pelas ruas de Lisboa...não foi há muito tempo...apenas o tempo suficiente para me dar um prazer enorme voltar a ouvi-lo...ok...penso eu de que...já que aqui, nada. Mas deve ser mesmo falta das ruas de Lisboa!!!
Publicado por: isabel faria às janeiro 25, 2006 11:58 AM
Daniel como é óbvio está desculpado, aliás se não o fizesse era porque, apesar do meu 1,65m, era pequenina... Lol
Calculei que tivesse esquecido, não faz mal, ficarei à espera!
Um abraço
Publicado por: Rita às janeiro 25, 2006 12:25 PM