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janeiro 27, 2006
Prémio "vamos ver quem diz mais asneiras por artigo de opinião".
Por: Daniel Arruda
Maria José Nogueira Pinto, adiante tratada por Zézinha, que é mais tio, concorre este ano em grande estilo para o prémio "vamos ver quem diz mais asneiras por artigo de opinião". Depois de nas duas semanas anteriores nos ter brindado com artigos que visavam a destruição de um passado recente do qual tem vergonha vem agora, nesta semana fazer uma análise "séria" das repercurssões desta campanha. Diz então Zézinha a dada altura do texto e falando sobre o seu CDS "Finalmente, mas não menos importante, o CDS-PP cujo apoio à candidatura de Cavaco Silva, em detrimento de um candidato próprio, é facilmente quantificável, traduzindo-se na vitória à primeira volta, mostrou ter optado por uma estratégia avisada, que não só não obstou como foi decisiva para colocar em Belém,..." Isto vindo de alguém com responsabilidades no PP é fantástico. Curioso, não é? Também a forma como ela coloca a questão do contributo do PP para a eleição de Cavaco Silva é extraordinária. Depois de escorraçados da campanha, quem não se lembra da frase do comício de Braga, proferida por Cavaco a propósito de ser suprapartidário, "recebi á posteriorio apoio do PSD e de outro partido", sem que o seu líder fosse convidado para o que quer que fosse, depois de fazer a figura ridícula da prenda na noite de dia 22, vem Zézinha agora falar de contributo Claro que ao não apresentarem candidato o seu eleitorado votou Cavaco. Óbvio, esperávam o quê? Que votassem Jerónimo?
Mas o artigo não se fica por aqui, tem de falar dos outros, como se a casa dela não lhe desse trabalho. Ela que é dirigente de um partido á beira da extinção, quase tão insignificante para a vida política em Portugal como os seus amigos do PNR, (que tal uma coligação, afinal não são assim tão dferentes), um partido que segundo estudos recentes, não tem mais que uma votação residual, que tem vindo a descer de eleição em eleição e que segundo ainda os mesmos estudos é a 5ª força política em Portugal. Sei que já várias vezes aqui falei de sondagens e mal, mas para a Zézinha que sempre acreditou nelas ficava mal agora ignorá-las.
Aliás, Zézinha deve andar tão ocupada em pôr ordem no PP, onde a bancada parlamentar não se entende com o líder, têm agendas diferentes, onde a contestação a Ribeiro e Castro é cada vez maior, que não deve ter ouvido os analistas políticos da esquerda Á direita a dizerem exactamente o contrário, chamando á atenção para o facto, como dizia Ricardo Costa da SIC, " desengane-se quem pensar que o BE é um epifenómeno, veio para ficar e tem espaço para crescer".
Por fim deixava um recado para o caso de ela passar por aqui. Dedique-se ás misericórdias, ás caridadezinhas, aos eventos sociais e deixe-se destas coisas. A menos que lhe paguem para ser o bobo da corte, então sim vale a pena, presta-se bem a esse papel.
Publicado por Troll Urbano às janeiro 27, 2006 11:24 PM
Comentários
A direita faz escolhas e nas suas causas os idiotas úteis são só para as ocasiões. Agora há cavalos mais robustos em quem apostar. Eu aposto que este governo, enredado que estará em contradições e crises motivadas pela sua política, será alvo de saneamento pelo novel presidente, mas isto só acontecerá quando Cavaco e os seus conselheiros decidirem que o PSD está em condições de ganhar as eleições - a mesma coisa que o condecorador oficial da nação fez após a fuga de Durão Barroso para paregens mais prazenteiras.
Até lá a esquerda terá de se preparar para o embate, para impedir a maioria absoluta do PSD. Sim, porque não há como um governo dessa "esquerda" para nos enfiar numa maioria de direita.
Entretanto, não tenho boas notícias dos deputados do Bloco na assembleia. Vergonhoso:
http://aspirinab.weblog.com.pt/2006/01/entregues_a_bicharada.html
Publicado por: CausasPerdidas às janeiro 28, 2006 02:12 AM
Causas perdidas, tenho bons amigos no AspirinaB, mas confesso que nem tudo o que lá se lê é verdade e muito menos quando fazemos fé nalguns órgãos de comunicação social.
Tratar de assuntos com a ligeireza como o Luís os trata é bom quando não se pretende ser levado muito a sério ou quando nos limitamos a emitir uma opinião pessoal.
Neste caso acho que esta muito fora do contexto. Mas quem sou eu para dizer o que deves levar a sério ou não. Para mim é lixo, para ti será o que quiseres fazer dele.
Publicado por: Daniel Arruda às janeiro 28, 2006 05:24 AM