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janeiro 21, 2006

Raízes

Por:Isabel Faria

Quando a pátria que temos não a temos
Perdida por silêncio e por renúncia
Até a voz do mar se torna exílio
E a luz que nos rodeia é como grades.

Sophia de Mello Breyner

raizes.bmp

No post desta manhã, o Daniel, escrevia::"ontem mudamos de um vaso que já era pequeno para as nossas raízes e demos o passo que precisávamos, para ir para o campo aberto, onde tudo é possível, basta que sejamos fortes para o conseguir."
A imagem que me apetece colocar para ilustrar o poema de Sophia, Sophia que escreveu sempre as palavras que não nos surgem da forma que sempre desejámos que brotassem, é a de um campo, em qua as raízes se espalham.
Porque amanhã, a esta hora, seja qual for o resultado das eleições, acreditem. Nós, os que não nos calamos nem desistimos, aqui estaremos. Como sempre. Até que a voz do mar seja, apenas, a voz do mar e a luz não nos prenda.

Publicado por Troll Urbano às janeiro 21, 2006 11:12 PM

Comentários

Ah, mulher de causas! :)
(epá, não há meio de conseguir falar contigo.)

Publicado por: susana às janeiro 22, 2006 12:14 AM

Pois tá complicado, amiga...talvez amanhã...quando tudo estiver um pouquinho a descansar...por um pouquinho de tempo a descansar...:)

Publicado por: isabel faria às janeiro 22, 2006 06:24 AM