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janeiro 27, 2006
Um episódio
Por: Isabel Faria
Há uns anos, quando o marido era Primeiro Ministro, tinha sempre à porta um polícia. Como manda o protocolo o polícia estava sempre do lado de fora da porta. Num dia de chuva e de frio, a porteira decidiu dizer ao policia de serviço para entrar para dentro. Doía-lhe o coração vê-lo molhado e a tiritar de frio. O polícia entrou.
Já noite, a senhora entrou no prédio. No dia seguinte aquele polícia já não voltou. À porteira valeu-lhe a intervenção decidida dos outros condóminos.
Horas depois duma vizinha de então me contar este episódio, a senhora transformava-se na futura Primeira Dama, de um pequeno País sem memória.
Ontem, alguém me lançou o repto de fazer um post sobre ela. Não me surge mais nada para dizer. Há vidas, em que os pequenos episódios valem por elas. Para mim, é o caso desta senhora, que em breve será primeira dama dum pequeno País que eternamente adia a solidariedade. Poderia também falar do olhar...não me parece, no entanto, necessário.
Publicado por Troll Urbano às janeiro 27, 2006 11:34 AM
Comentários
É sempre oportuno lembrar aos mais desatentos episódios interessantes destes. Não é que isto vai alterar o pensamento da maioria dos portugueses que os escolhem pois alguns estão habituados há largas décadas a serem mal amados
politicamente mas os olharem alguns como seres superiores.
Publicado por: congeminações às janeiro 27, 2006 12:16 PM
Congeminações, continua a acreditar que são estas pequenas pessoas que fazem as pessoas...eu sei que não se ganham nem perdem eleições com estes episódios...mas mostram-se pessoas...e elas são bem mais importantes do que votos. Para o bem e para o mal!!!
Publicado por: isabel faria às janeiro 27, 2006 12:41 PM
Isabel infelizmente essa história, juntamente com a relação conflituosa com alguns vizinhos da Rua do Possolo, o caso do porteiro do hospital de Faro, e outros pequenos sinais de arrogância, e de desprezo pelos outros, são apanágio do dito casal.
Infelizmente a COBARDIA ou melhor a SUBSERVIÊNCIA dos chamados jornalistas, tão pródigos em revelar falhas de alguns politicos, e tão silenciosos sobre as falhas de outros, permitiu que se vendesse gato por lebre.
Mas enfim cavaquismo não foi sempre sinónimo de chico espertismo lorpa e ignorante....
Publicado por: a.pacheco às janeiro 27, 2006 01:40 PM
Crime financeiro duplicou em Portugal no último ano
http://dn.sapo.pt/2006/01/27/economia/crime_financeiro_duplicou_portugal_u.html
Publicado por: Explícito às janeiro 27, 2006 03:03 PM
Disseste tudo. Nem vale a pena acrescentar mais nada.
Publicado por: Nuno Barros às janeiro 27, 2006 05:57 PM
O pior é que creio que as pessoas têm uma ideia aproximada do que "essa casa gasta", mas mesmo assim insistem. Aparentemente a personalidade que as pessoas demonstram não terá importância, isto é uma espécie de jogo de ganhar ou perder e fica-se contente de apostar no vencedor como se fosse uma corrida de cavalos. Tenho ouvido as coisas mais espantosas. às vezes até penso que não ouvi bem!
Publicado por: Emiéle às janeiro 27, 2006 06:44 PM
Pois foi, A.Pacheco todos sabem histórias, tristes histórias e todos as calaram (calam). Em nome de interesses e de objectivos que muitopoucos teimam em ver.
Nuno, ainda bem que pensas isso...depois do teu repto, tinha tanto para dizer...acabei por achar desnecessário.
Émiàle, também eu tenho ouvido coisas de bradar aos céus. Será que este País, ok, a moral dominante neste país, não tem nesta gente e nestes gestos, a sua imagem fiel???.
Publicado por: isabel faria às janeiro 27, 2006 08:14 PM