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fevereiro 02, 2006

Adoro ouvir falar de minorias.

Por: Daniel Arruda

Adoro a expressão minorias. Especialmente quando andam nas bocas de certos tipos, como o Nuno Melo, do PP, por exemplo. Ele que está nm grupo parlamentar eleito com cerca de 415000 mil votos, mais coisa, menos coisa. Este senhor chama a si a responsabilidade de falar de minoria quando ele é uma minoria dentro das minorias.

Disse o dito senhor que não se vai mudar os costumes de uma população por causa de uma minoria de pessoas que até querem ter direitos. Ora o que é verdade, e fazendo fé num estudo do DN e outro da Visão 1 em cada 9 portugueses/as têm tendências homosexuais incluindo nesse grupo os bisexuais, obviamente. Partindo o princípio que toda a gente foi honesta ao responder, o que duvido porque há pessoas que nem na confidencia admitem uma coisa destas, podemos concluir que há em Portugal cerca de 1500000 (um milhão e quinhentos mil) cidadãos com tendências homosexuais, ou seja, mais do dobro das pessoas que o elegeram a ele e ás ideias que representa. ou ainda de outra forma 1500000 pessoas que podem querer celebrar o contrato de casamento

A dúvida que eu coloco aqui é tão somente esta:
Quem é este senhor Melo para vir dar lições de minorias ou maiorias? Ainda gostava que um jornalista lhe colocasse esta pergunta.

Desculpem voltar ao tema mas hoje esta discussão de outros sobre as decisões que cabem a cada um irritaram-me.

Publicado por Troll Urbano às fevereiro 2, 2006 12:25 AM

Comentários

Olha que o sr. do psd (nem me lembro o nome), também não lhe ficou atrás.

Publicado por: Me às fevereiro 2, 2006 12:40 AM

Mesmo assim foi um pouquito melhor. Mas pouco confesso.
Ah, o nome dele é Pedro Duarte, ex líder sagrado da Jota Social democrata. Aliás quando era líder desta estrutura defendia que o casamento deveria ser possível. Agora esqueceu-se.

Publicado por: Daniel Arruda às fevereiro 2, 2006 07:55 AM

Daniel, sempre que me falas no meu Nuninho, eu derreto-me toda. Nunca consegui resistir àquela franja...quero lá saber se é minoria, Desde que não fique careca...
E depois cada frase é uma pérola. De profundidade. Tolerância.
Quando eu for grande quero ser o meu Nuninho. Posso?

Publicado por: isabel faria às fevereiro 2, 2006 10:30 AM

Isabel quanto á última pergunta que fazes, só um comentário.

DAAAASSSSEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por: Daniel Arruda às fevereiro 2, 2006 10:37 AM

Isabel, aconselho veemente uma depilação às sobrancelhas (ao dito sr., claro) :-)

Publicado por: Me às fevereiro 2, 2006 10:39 AM

Daniel, não me lembrava (não lembro) do nome do sr, porque aos mesmos olhos são todos iguais :-) (para não ocupar muito espaço na memoria, faço delete ao k não me é fundamental na minha vida ;-))

Publicado por: Me às fevereiro 2, 2006 10:49 AM

Daniel uma correção o CDS teve nas ultimas eleições pouco mais de 400.000 votos, a frase de Paulo Portas ficou conhecida, somos o único país da Europa em que os democratas cristãos, eles, só tinham 1% a mais que os trotsquistas , nós....

Quanto ao Nuno Melo e companhia

VICIOS PRIVADOS.... VIRTUDES PÙBLICAS.....

Publicado por: a.pacheco às fevereiro 2, 2006 12:46 PM

a.pacheco, já tinha dado pelo erro e esquecido de corrigir. É que o 7 está mesmo por cima do 4 no teclado. Depois disso escrevi um artigo de opinião onde aproveitei este post e já está corrigido. Mas obrigado pelo reparo.

Publicado por: Daniel Arruda às fevereiro 2, 2006 12:50 PM

Já emendei.

Publicado por: Daniel Arruda às fevereiro 2, 2006 12:51 PM

Daniel, realmente não devemos falar em minorias..., assim como não podemos obrigar uma sociedade mudar de um dia para o outro, porém devemos respeitar as escolhas de cada um. Se há homens que amam homens, se há mulheres que amam mulheres, que importa, amam-se (como escreveu a Isabel)... No caso de ontem só ponho uma questão, porque realmente me fez confusão, não o facto de serem lésbicas, mas o mediatismo que a questão gerou. Se se amam não precisam de show off..., se se amam e querem casar é uma decisão delas e de mais niguém..., não precisam de tudo o que a questão gerou! Que seria história na TVI já se estava à espera, mas quando até os jornais internacionais aparecem para relatar o que está a acontecer... Não tem a ver com costumes e boas tradições, mas para amar é preciso tudo isto????

Eu sei que sou nova, mas como convivo diariamente com Gays vejo que o mais importante é o que se passa com todos os outros casais, amarem-se e acima de tudo respeitarem-se.

Publicado por: Rita às fevereiro 2, 2006 12:55 PM

O circo não foi montado por elas. O que elas fizeram foi só irem casar e assumiram-no de modo a levar outras pessoas a darem o mesmo passo e a não terem medo de assumir o que quer que seja. O que é um facto é que internacionalmente esta discussão está na agenda. Nuns sítios já se alterou a lei, noutros estão adiscutir como o fazem e daí que a comunidade internacional esteja atenta. O que nós não temos culpa é que tenhamos assuntos civilizacionais pendentes que agora passaram de repente a serem importantes, como o aborto ou as drogas e que agora são usadas para atrasarem também este processo.

Na realidade não nos podemos atrasar mais sob o risco de sermos os mais retrogados da europa.

Publicado por: Daniel Arruda às fevereiro 2, 2006 01:05 PM

Sabe Daniel, eu não discordo do que escreveu. Uma das publicidades que mais gostei de ver na Tv foi um casal de gays a passear num jardim de mãos dadas, e duas velhotas a fazer crochet, até que uma diz, muito escandalizada:
"- tu viste aquilo?
e a outra responde:
- Não! O que foi?
Finalizando - QUe camisola pindérica!"

O que digo é que os nossos mass media tem que começar a fazer algo, mas não desta maneira. E a verdade é que ouvi atentamente o disucurso delas (porque acho que deve ser liberalizado, todos temos direito ás nossas escolhas), mas uma delas desiludiu-me (peço desculpa mas não sei distigui-las) porque pelo que mostrou estava a gostar, e sabe porque que fiquei triste porque um amigo Gay que estava ao meu lado exclamou "não é assim que conseguimos os direitos que merecemos", e como é óbvio custou-me ver alguem que gosto imenso triste, porque luta todos os dias para que a sociedade o aceite. Não sei de quem é a culpa, mas que os mass media deviam de começar a pensar antes de fazer repostagens. Desculpe, por vezes fico confusa (ás vezes deixo levar-me pelas emoções)... Quando gosto de alguém gosto, e só queria que o meu melhor amigo pudesse ser Feliz como qualquer outra pessoa, por isso estou triste porque sei que o casamento delas foi recusado...

Desculpe Daniel

Publicado por: Rita às fevereiro 2, 2006 04:11 PM

Nada tens de pedir desculpa, as opiniões quando fundamentadas velem sempre.

Acho que toda a gente gosta dos 5 minutos de fama.

Publicado por: Daniel Arruda às fevereiro 3, 2006 07:31 AM

Ò Rita, a culpa não é dos media, eles apenas fazem o seu trabalho. Veja as coisas de outra maneira, os media foram de certeza ter com elas para fazerem e darem a conhecer a sua história. Elas aceitaram, caso contrário não apareciam na televisão e o caso estava morto á nascença. Não ponha as culpas só em cima dos media, ponha tambem em cima de quem aceita, porque, se elas tivessem negado, decerto que não haveria história e decerto que não estavamos com abertura de telejornais com a noticia, quando ela só foi dada quase no final. A isto chama-se não haver noticias e portanto têm que dar qualquer coisa. Não são nem serão as unicas pessoas homossexuais em portugal a querer casar, portanto vamos deixá-los fazer a vidinha deles em paz.

Publicado por: Doomed às fevereiro 3, 2006 06:04 PM