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fevereiro 27, 2006
Descobertas
Por:Isabel Faria

Edward Hopper - 1882-1967
Descobri o Edward Hopper, por um amigo. Isto é, já conhecia o Edward Hopper, mas ainda não o tinha descoberto.
Conhecer não é descobrir. Para descobrir precisa-se sempre de algo mais. De um olhar, de uma porta que nos abrem. Que nos levem pela mão. Que nos acompanhem . Podia ser ao contrário, mas não é. A sério. Não se descobre e depois conhece-se. Isso é muito racional. E as obras de arte, os amigos e os amores, não conhecem a palavra razão. Portanto, tal como aos amigos, um pintor conhece-se e depois descobre-se.
Já um dia aqui publiquei um post com um quadro do Edward Hopper. Fica aqui um outro. Descobri-lhe um ar familiar que me encanta. As pessoas e os momentos que ele pinta, são-nos familiares. Quer seja uma mulher que se procura olhando a cidade como no anterior, quer seja num casal que se procura, como neste que hoje aqui fica.
Há um ar de desencontro neste casal. O desencontro que se vive sempre numa relação. Esse desencontro de que conhecemos o cheiro. E a forma. Gosto do cheiro familiar destes quadros. Há cheiros familiares que nos evocam momentos de solidão. Não deixam de ser familiares. A solidão, num ou noutro momento, é-nos familiar.
Publicado por Troll Urbano às fevereiro 27, 2006 11:16 AM
Comentários
Penso que essa sensação de "intimidade" também nos é dada pelas cores. São cores especialmente "íntimas" estas...
Muito bom quadro, muito sugestivo.
Publicado por: Emiéle às fevereiro 27, 2006 02:02 PM
Tens razão. Mas descobri outros. Todos eles nos dão, esta sensação de "estar em casa", em "nossa casa". Vou publicando aqui, de vez em quando. Um amigo dizia-me que eu havia de gostar...ainda mal o tinha descoberto....fico toda "derretida", quando os meus amigos me conhecem tão bem que sabem aquilo que me encanta.
Publicado por: isabel faria às fevereiro 27, 2006 04:46 PM
O Edward é um pintor da solidão urbana, mesmo quando os quadros mostram várias pessoas, todas elas nos parecem isoladas em si.
Publicado por: Mário às fevereiro 27, 2006 09:21 PM
È isso mesmo, Mário. A forma como a mulher pousa o braço no piano...é o pormenor de que menos me consigo alhear...
Publicado por: isabel faria às fevereiro 27, 2006 09:47 PM
Mais vale tarde... Dizem...
Por vezes passo, outras passo e sento-me um pouco, como aqui.
Publicado por: Grilo da Idanha às março 1, 2006 02:36 PM
Para descobrir..às vezes, precisamos que nos levem pela mão... Ainda bem que,ás vezes, te sentas um pouco...
Publicado por: isabel faria às março 1, 2006 04:48 PM