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fevereiro 24, 2006
Sem título
Por:Isabel Faria
Se por uma qualquer magia, pudesse, por momentos, sentir a suprema dádiva de nada sentir....

Publicado por Troll Urbano às fevereiro 24, 2006 09:03 PM
Comentários
Sempre sentes..alguma coisa...
Publicado por: Guerreiro da Luz às fevereiro 24, 2006 09:53 PM
"a suprema dádiva de nada sentir...."??? Que pirosice!
Publicado por: Joana às fevereiro 24, 2006 10:09 PM
Joana, que pirosice???!!!
Sabes lá tu do que falas!!!
Olha exprimenta fumar uma mista depois diz-me qualquer coisa.
Entretanto sempre vou pensando que existem dois nomes numa só cara..."felings", ou será "feelings"? é assim, nem no Inglês eu me safo.
Publicado por: The Wolf às fevereiro 24, 2006 10:24 PM
Isabel, entendo tão bem o teu desejo...Mas queres que te diga? Isso nunca é possivel porque quando de facto nada sentimos (costumo dizer: quando ficamos "dormentes")a seguir sentimos logo que não é possivel não sentir. (ai...agora até eu fiquei baralhada :-) entendeste?) beijito*
Publicado por: Pina às fevereiro 24, 2006 10:39 PM
Eu sei que não é possível. Até porque são momentos tão curtos que só mesmo em alturas em que nos sentimos perdidos damos por eles...e quando se lhes acorda, esquecem-se.Até à próxima....
E sentimos de novo. E sabe bem sentir. Nem sequer entendemos como pudemos imaginar que desejámos tal coisa...
Não é possivel não. E quando a tristeza passa um pouco...não é possivel e não seria nada recomendável!!!
È muito menor a vontade agora...ainda cá está. Mas já não se "sente" tanto!!! Às vezes precisamos que nos ajudem a reencontrarmo-nos. Corrijo, muitas vezes precisamos que nos ajudem a reencontramo-nos...e cum caraças, é bom!!!
Para a nossa nova comentadora Joana, só um conselho: Vive. Intensamente. Ama. Intensamente. Luta. Intessamente. Tão intensamente que às vezes doa...e depis fala-me em pirosices.
Publicado por: isabel faria às fevereiro 25, 2006 12:12 AM
Adorei a figura de estilo. Ás vezes também me apetece.
Publicado por: Daniel Arruda às fevereiro 25, 2006 12:44 AM
É normal que uma pessoa quando mete o pé na poça fique na fossa. Mas quando essa pessoa é uma mitónoma, quando tem a mania que só ela "vive, ama e luta intensamente", tenta o golpe de nos querer convencer que está na fossa, não porque meteu o pé na poça, mas porque "vive, ama e luta intensamente".
Ora, em relação ao Zeca, a Isabel Faria meteu mesmo o pé na poça. É que do Zeca devemos respeitar a memória do homem e do artista na sua totalidade.
O Zeca foi um artista que sempre apoiou e respeitou a CGTP, que a apoiou na sua fundação ainda na clandestinidade. Que antes ainda do 25 de Abril esteve na Marinha Grande a apoiar uma luta dos vidreiros, trazido pela malta do sindicato.
Aliás, lembro-me que a última vez que vi o Zeca cantar foi num 1º de Maio organizado pela CGTP, ao ar-livre, na Praça da Fruta, nas Caldas da Rainha, no princípio dos anos 80. Nem sei se foi a primeira vez que nas Caldas houve festejos do 1º de Maio, sei é que não era habitual. E antes disso estive também num espectáclo ao ar-livre, organizado pelo Sindicato dos Pescadores de Peniche onde o Zeca também actuou. Tal como nas Caldas, num palco improvisado, com uma aparelhagem mais que foleira, que o génio dele, a guitarra que dedilhava e a sua voz inconfundível transformaram num espectáculo inesquecível.
Era a tocar para os trabalhadores que o Zeca dava o seu melhor. Também estive, anos antes, no Barracão (perto de Alcácer), onde no fim duma jornada de apoio aos trabalhadores da Reforma Agrária (fomos lá, um grupo de jovens ajudar à apanha da azeitona) apareceu o Zeca mais a sua guitarra e ali, em cima dum "palco" improvisado com fardos de palha, cantou e encantou todos.
O Zeca era um artista e um homem simultaneamente muito complexo e muito simples. Mas foi sempre de uma coerência impecável na solidariedade à luta dos trabalhadores. Podia não ter dinheiro para mandar pôr meias solas nas botas, mas não negava despesas para ir ao sítio tal cantar porque os trabalhadores que estavam com salários em atraso o tinham convidado. A muitos sítios era o meu pai que lá o levava, quantas vezes, faziam uma vaquinha com outros amigos para pagar a gasolina...porque na maioria dos espectáculos que dava para trabalhadores o Zeca ainda pagava ou ajudava a pagar as despesas de transporte.
Ele era mesmo assim, não só um grande coração como principalmente uma grande consciência de que são os trabalhadores os sujeitos da transformação social. E que o papel do artista é ajudar, ser fermento para a transformação, mas com os trabalhadores, ao seu lado.
Devia pois a Isabel ter pensado e não ter alinhado nas tolices censórias do Arruda. Mas não pensou, alinhou acríticamente, fez asneira e ficou na fossa. Mas não nos queira agora enfiar mais barretes - foi por ter actuado mal que ficou na fossa, não o contrário.
E quando pensar no Zeca, pense nele e na sua totalidade. Não o mutile do que ele tinha de mais importante: a de combatente antifascista que foi enquanto conseguiu agarrar a guitarra e soltar a voz.
Publicado por: Margarida às fevereiro 25, 2006 11:21 AM
Isabel, visito sempre e raramente paro a deixar comentários. Hoje apeteceu-me deixar-te um abraço. De facto só as pessoas sensíveis se vão abaixo de vez em quando, os superhomens são na banda desenhada, os que nunca se vão abixo também nunca "se vão acima" não sei se me faço entender...
( quanto á criatura que deixou qualquer coisa aqui antes de mim, eu sou como a Helena Romão, salto logo por cima como faço com os Riapa; não ligues)
Publicado por: zorro às fevereiro 25, 2006 11:25 AM
Zorro, obrigado pela visita...e pelo comentário.
Foi um dia complicado sim, está a ser um fim-de-semana complicado.
È muito complicado às vezes conciliar uma quantidade de coisas e de "noses" (Isto é o plural de nós, dá para ver?).E se há dois ou três que se vão a baixo...por momentos, parece o fim do mundo. Mas voltamos, sim.
Quanto ao resto, ao entre ()...Já te contei que comprei uns óculos novos? Tipo selectivos....têm a desvantagem de serem eles a "selecionar", digamos que são um pouco prepotentes, mas parece que está a resultar. Às vezes não funcionam é para os duplos, são um bocadito ingénuos...não há óculos perfeitos.
Um abraço, amigo. E volta sim. Mesmo que não deixes comentários...eu sinto-te....
Publicado por: isabel faria às fevereiro 25, 2006 11:44 AM
Mas quando sentimos que nada sentimos, alguma coisa estamos a sentir... paradoxo, não?! Vivemos no meio deles.
Tenho tentado manter o silêncio. Mas há alturas em que o silêncio se quebra. Já chega. Nem quero entender qual a meta que vossa fiel comentadora pretende atingir (o que eu acho é que a sua quantidade de "informação" já daria para a construção do seu próprio blog, onde pudesse despejar todas as suas opiniões). Quebrei o silêncio para pedir-vos para manterem a calma. Não façam censura. Eu sei como é triste que nos andem a sujar a casa, mas nós estamos atentos a observar quem o faz. Não dêem importância. É isso que "eles" querem. Não é para isso que aqui vimos. Infelizmente, muitos já conseguiram fechar as portas a muitas casas que eu visitava todos os dias. Não lhes dêem as chaves da vossa.
Publicado por: 6to100tido às fevereiro 26, 2006 05:22 PM
6to100tido, farei os possíveis por não fazer. A sério. Fiz-me gente a lutar contra a censura. Mas, às vezes, não dá. Na passada Sexta Feira, não deu. Gostaria de ter aprendido a aproximar-me um pouquinho da perfeição, apenas aproximar-me...mas falta tanto, tanto...mas não lhes vou ceder, não. Ficarão a falar sozinhos. Já estão a falar sozinhos. A não ser que toquem em pontos que me são "sagrados" (eu, ateia convicta, tenho tantos...)e aí...e aí tentarei, a tempo, lembrar-me das tuas palavras e das de outros comentadores e amigos que por aqui têm passado. Vais ver que resulta!!!
Quanto ao post...foi esse paradoxo que tentei transmitir...sentir que nada sentimos...olha, a sério...agora que te estou a escrever este comentário, olhei pela janela e vi uma flor nova. Amarela. Ali, num pequeno descampado que tenho do outro lado da rua. Passam depressa aqueles momentos. Não passaria sem sentir a Primavera.
Publicado por: isabel faria às fevereiro 26, 2006 06:30 PM