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fevereiro 28, 2006
Sou solidário com o 24 Horas
Por: Daniel Arruda
Ponto prévio - Não gosto do jornal 24 Horas
Posto isto posso escrever a posta.
O 24 Horas é um tabloíde, um género jornalístico que se goste ou não existe em todos os países. Jornais sensacionalistas que fazem do escandalo a notícia. Metem-se com figuras públicas, divertem por vezes a opinião pública "desmascarando alguns podres" do nosso jet set, metem-se onde não são chamados. Mas fazem uma coisa que já caiu em desuso no nosso jornalismo. Investigação. Vasculham, vão à procura, e normalmente encontram.
No outro dia meteram-se com o Poder, neste caso o ministério público e "Ai meu Deus, que cai o Carmo e a Trindade". Quem pensava que o Poder se ficava a rir enganou-se e vai de retaliar, usando o que o próprio poder lhes confere, a imunidade de fazerem o que querem sem que ninguém os fiscalize. Não importa para isso que um dos pilares da democracia e civilização caia. O da imprensa livre. Vai de ordenar buscas e apreender o material informático dos jornalistas onde devem estar muitas informações, algumas mesmo relativas a fontes que usam e que têm de estar protegidas. Mas não se pense que esta acção da (in)justiça portuguesa visa apenas os jornalistas do 24 Horas. Não. Visa todos os jornalistas a quem alguma vez tenha passado pela mente enfrentar o Poder, sim porque para o Poder imprensa livre significa carneirada. Os do "sim Senhor" e "Amen". Os que não afrontam o poder. Os do políticamente correcto.
Espanta-me por isso que a classe profissional dos jornalistas ainda não tenha tomado uma posição clara sobre o assunto com excepção de alguns reconhecidos "outsiders" como o caso de Miguel Sousa Tavares ou Pacheco Pereira, sendo que estes são mais colunistas que jornalistas.
Hoje foi conhecida a decisão do Juíz de deixar que o Ministério Público abra o material confiscado e vasculhe nos pertences dos jornalistas. Mais espantoso ainda é quando a veracidade da notícia do 24 Horas não é posta em causa, ou seja, o Ministério Público agiu mal, mas isso agora não é importante. O que interessa é castigar quem fez a sua função de jornalista e contou aos contribuintes as argoladas da nossa Justiça. Mais, interessa saber quem colaborou com os jornalistas prestando assim serviço público.
As respostas urgentes, ou para ser correcto na citação do Presidente da República, respostas num curtissimo espaço de tempo, já foram para a gaveta, pois o que interesa agora é encontrar bodes expiatórios e que de preferência sirvam de exemplo para outros jornalistas que tentem ousar afrontar o Poder. Abrimos os jornais e espantoso como nem uma referência se faz ao assunto, nas televisões idem e nas rádios a excepção fica-se pela tímida tentativa da TSF em falar sobre o assunto.
Eu sinto-me revoltado por esta situação. Que Estado de direito é este em que não há liberdade de expressão. Que Estado é este que em vez de reconhecer e emendar um ero se preocupa em castigar quem o denuncia. Que Estado é este em que a incompetência é poder.
Desculpem-me o desabafo mas por vezes acho que a censura voltou, ainda que encapotada e que o só pode ser órgão de comunicação aquele que for conivente com os poderes instalados.
Publicado por Troll Urbano às fevereiro 28, 2006 10:37 PM
Comentários
Ainda bem que te entreguei a assoalhada...amanhã iria fazer um post sobre isso. Antecipaste-te e fizeste-o duma forma tão clara que nada ficou por dizer...
Publicado por: isabel faria às março 1, 2006 01:08 AM
Muito bem visto.
Muita clara a sua análise.
Publicado por: Bart Simpson às março 1, 2006 02:16 AM
Obrigado Isabel e Bart, mas é que esta situação revolta-me mesmo.
Publicado por: Daniel Arruda às março 1, 2006 12:02 PM
Diz o Arruda “Espanta-me por isso que a classe profissional dos jornalistas ainda não tenha tomado uma posição clara sobre o assunto”. Claro que se tivesse feito uma buscazinha no google, sabia que isto que disse é uma treta, mas o objectivo dele era afrontar o sindicato dos jornalistas. Deixo-lhe pois aqui duas amostras da posição do sindicato, tomadas no primeiro e no último dia desta saga:
1 - «ENVELOPE NOVE»
Sindicato dos Jornalistas preocupado
O Sindicato dos Jornalistas já se demonstrou preocupado com a busca judicial ao jornal 24 horas, onde foi apreendido o computador de um dos autores das notícias sobre registos telefónicos de figuras de Estado apensos ao processo Casa Pia.
Publicado a 15 de Fevereiro 06 às 17:42
As autoridades apreenderam, esta quarta-feira, numa busca domiciliária, o equipamento informático do jornalista free-lancer Jorge Van Kriken, co-autor da notícia publicada há cerca de um mês pelo «24 horas» e foram à redacção em Lisboa do jornal para confiscar o computador de Joaquim Eduardo Oliveira.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas já demonstrou preocupação com este acontecimento.
Alfredo Maia realça que é preciso que sejam «dadas as garantias constitucionais, designadamente em matéria de apreensão de materiais de jornalistas».
«O que diz a lei é que os materiais só podem ser apreendidos por mandato judicial», acrescentou.
Alfredo Maia salienta também que o jornalista não deve entregar nenhum material que possa induzir à revelação do sigilo profissional.
«Isso pode criar a ideia no público e nas fontes de informação que algumas informações possam ser devassadas. Essa ideia é inaceitável em democracia», acrescentou.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas espera, assim, que neste caso sejam acautelados os direitos dos jornalistas.
(http://tsf.sapo.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF168250)
2 - 2006/FEV/28
Juiz autoriza devassa a computadores do “24 Horas”
No âmbito do caso do chamado “Envelope 9”, anexo ao processo Casa Pia, o juiz do
Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa autorizou a abertura e análise dos computadores dos jornalistas do “24 Horas” que divulgaram os números alvo de escutas telefónicas.
A decisão do juiz, segundo revela o “Público” na edição de 28 de Fevereiro, baseia-se na tese de que o acesso ao sistema informático dos jornalistas, com eventual devassa do sigilo profissional, é inferior ao crime da alegada divulgação indevida do conteúdo do "Envelope 9".
Para o Ministério Público, o facto de os jornalistas terem descodificado os números de telefone alvo de escuta transforma-os nos autores do crime, pelo que considera que os respectivos computadores, que haviam sido selados aquando da sua apreensão, podem ser abertos e investigados.
Comentando a decisão, o presidente da Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ), Alfredo Maia, sublinhou ser entendimento do SJ que cabe ao Tribunal da Relação pronunciar-se, porque “os jornalistas avançaram com um incidente de recusa da entrega do material”.
“Esperamos que esta decisão do juiz não legitime o Ministério Público a aceder aos dados naqueles computadores", afirmou Alfredo Maia.
(http://www.jornalistas.online.pt/pesquisa.asp)
Publicado por: Margarida às março 1, 2006 11:07 PM
A classe dos jornalistas não se resume ao sindicato. A classe no seu todo é muito mais que um sindicato. O que eu esperava era editoriais dos jornais de referencia, artigos a condenar, reportagens na televisão. Fóruns nas rádios.
Mas isso é pluralismo a mais para a tua cabeça não é?
Publicado por: Daniel Arruda às março 2, 2006 07:43 AM
O Arruda é dos tais que acha que por morrer uma andorinha se acaba a primavera. por isso diz dislates como "Que Estado de direito é este em que não há liberdade de expressão." Que tal ser um pouquito mais objectivo?
Publicado por: Margarida às março 2, 2006 01:01 PM
"Que Estado de direito é este em que não há liberdade de expressão."
Explica-me que parte não entendeste. Ou será que admites haver um Estado democrático sem imprensa livre?
Publicado por: Daniel Arruda às março 2, 2006 01:39 PM
"Imprensa livre" é a imprensa ocidental? A que é a voz do dono? A que só promove o "mercado" e quem o defende? A que silencia todos os que pensam diferente? E é o Arruda que ainda há dois ou três dias censurou aqui, neste blogue, um artigo do Eugénio Rosa, que tem a desfaçatez de me interpelar sobre "imprensa livre"? Aprenda primeiro a respeitar a opinião dos outros e depois interpele-me. Agora, está diminuído. É que os erros têm consequências. E de facto você censurou, aqui, um artigo do Eugénio Rosa, que você mesmo trouxe para o debate e cometeu a infâmia de o criticar sem dar oportunidade de cada um o avaliar.
Publicado por: Margarida às março 2, 2006 09:54 PM
Não como imprensa livre estava-me a referir ao jornal do Benfica, ao Avante, ao Pravda, o jornal do Sporting, o da minha diocese, grandes exemplos de jornalismo livre.
Guidinha querida, há diferenças entre um blog e um jornal. Mas isso para ti é igual. Não tens capacidade nem de ler um nem de criar o outro. Quanto ao que eu censuro não te queixes. Mesmo assim ainda deixámos 7 cópias do texto do Eugénio Rosa que tu gentilmente nos deixaste. Se achas que não chega. Não temos culpa de o teres colado 21 vezes.
Publicado por: Daniel Arruda às março 3, 2006 08:30 AM
Arruda: se não tivesse apagado o artigo do Eugénio Rosa a primeira vez que aqui o pus, não teria necessidade de o colar mais vezes. A responsabilidade é sua que o censurou. Mas assumir responsabilidades, está quieto...
Publicado por: Margarida às março 3, 2006 10:58 AM
Adoro esta moral. Para alguém que está ao coberto do anonimato, que tem posições que vão do PNR ao POUS tens cá uma lata.
E vens tu falar de responsabilidades?!?!?!?!? Cresce miuda, cresce.
Publicado por: Daniel Arruda às março 3, 2006 11:10 AM
Ficamos a saber pelo Arruda que "imprensa livre" é a do Belmiro, a da Oliverdesportos, a do Balsemão e até a da Cofina e da Prisa. Não esquecendo a do Jacques Ribeiro, evidentemente. Tudo gente que defende a pluridade das opiniões...do dono.
Publicado por: Margarida às março 3, 2006 03:30 PM
Equeceste-te do Avante amiga. Isso sim. Então a secção de cartas dos leitores desse jornal plural é demais. Só comparavel com os colonistas de diversas tendencias qu lá escrevem.
Isso é que é pluralidade.
Publicado por: Daniel Arruda às março 3, 2006 03:46 PM
O Avante é o órgão oficial do PCP. Não engana ninguém. Tem lá isso escarrapachado logo na 1ª página. Do Público o Arruda diz que que é "imprensa livre", diz o mesmo do DN e do JN e do CM e do 24 Horas. A questão é: quem são os donos, a que senhores e causas defendem...
Publicado por: Margarida às março 3, 2006 04:21 PM
OK, Margarida. Ficámos a saber que o Avante NÂO é a voz do dono.
Se os outros são tão a voz do dono porque será que o Ruben de Carvalho escreve no DN? Não me digas que ele tb obdece ao dono.
Publicado por: Daniel Arruda às março 3, 2006 07:44 PM
O Arruda armado em xico-esperto...ou será que para ele não há diferença nenhuma entre directores (do jornal, de secções, etc.), jornalistas, estagiários, colaboradores, colunistas? Ah! Mas tinha que vir o exemplo do Ruben, pois que é um dos poucos comunistas com coluna num jornal. Para fazer a pergunta é porque não costuma ler a coluna do Rubem ou le-a e não percebe?
Publicado por: Margarida às março 3, 2006 09:09 PM
Por acaso leio, e até já lhe mandei um maila felicitá-lo pelo exelente artigo e outro em que discordava dele. Em ambos os casos ele respondeu-me. No 1º para agradecer o mail e no 2º a explicar os pontos de vista e o porque da sua opinião. Foi correctissimo e é uma das pessoas na política que mesmo discordando por vezes dele (poucas é certo) que eu admiro.
Por acaso tá já lhe fui apresentado, por uma prima, militante do PCP, que se filiou em 1967. Como vê, há no seu partido quem saiba ser civilizado e essas pessoas eu até admiro.
Como vê não falo do que não sei.
Publicado por: Daniel Arruda às março 3, 2006 09:37 PM
Se sabia tudo isso sobre o Rubem porque é que pôs a questão? Talvez para não ter que responder à questão de fundo sobre a "imprensa livre" não é verdade? E também deve saber que durante muitos anos o Ruben foi o Chefe de Redacção do Avante.
E mantém ainda que "imprensa livre" é o Público, o DN, o JN, o CM, o Expresso, o Semanário, o Independente, a Visão, a Sábado, a Focus, etc., etc,, etc.?
Publicado por: Margarida às março 3, 2006 10:07 PM
Sim Porquê. Vais me prender? Sim a imprensa é livre e se não o reconheces estás a por em causa a idonedade de milhares de jornalistas e fotografos. Estás a por em causa o seu código de ética. Noutra posta dizias que não se podia atacar as empresas porque estavamos a atacar os trabalhadores. Agora viras o bico ao prego e a empresa já se sobrepoe aos funcionários. Tu és só incongruencias.
Já agora porque fugiste á questão de tu seres a Joana e vice versa. Não te convem. Ainda queres que te dê mais promenores da tua identidade cibernautica?
Publicado por: Daniel Arruda às março 3, 2006 11:51 PM
O Arruda tem dois problemas maiores: um é a desonestidade intelectual e outro é a iliteracia. Esta última leva-o a baralhar a defesa de orientações ideológicas com “imprensa livre”, o pobre ainda não aprendeu que não só toda a imprensa é dependente como aliás isso é o mais natural em qualquer sociedade e obviamente numa sociedade regida pelo capitalismo, obviamente pertencendo a imprensa a empresas capitalistas, essa imprensa reflecte as opiniões dominantes.
A desonestidade intelectual dele leva-o a propositadamente – no caso da imprensa – a continuar na tontice de nos querer convencer que não há linha editorial definida por quem detém a empresa e por quem é pago para a dirigir. E a querer convencer-nos que quando o Expresso publica na primeira página uma foto do Soares a coçar a cabeça que a culpa é do fotógrafo e não do director que a escolheu ou que quando o Público faz uma manchete que não tem correspondência com a notícia que a culpa é da jornalista e não do chefe que decidiu da manchete…ou que se no mesmo dia há três artigos de opinião a defenderem as políticas bushianas a culpa não é do director que escolheu esses três comentadores, mas das dezenas de jornalistas que lá trabalham e não foram tidos nem ouvidos nesses recrutamentos.
Mas a questão da desonestidade vai mais a fundo ao pretender que não percebeu que quando se tratam trabalhadores por “parvalhões que fazem isto” ou por “tipos que fazem aquilo”, ou por “gajos que fazem aqueloutro”, se está de facto a destratar quem trabalha.
Quanto à questão da Joana afinal o Arruda só confirma que ela acertou na mouche, com o comentário dos coros. Mas aqui tenho de reconhecer que ela esqueceu-se que há ainda o coro dos escravos. A esse pertence o Arruda: os patrões exploram-no, mas ele defende-os e com todo o gosto!
Publicado por: Margarida às março 4, 2006 12:33 AM
Margarida, mas tu ainda pensas que alguém duvida que a Joana é fruto da tua imaginação doente??? Diz-me uma coisa. A sério. Estes meses de contacto, uma pessoa acaba por se preocupar. Tu não devias consultar um médico??? Dos bons, já que o teu estado parece começar mesmo a inspirar cuidados?
Margarida, tu és a Joana e és a Candida. A Joana não existe. Tu sabes isso. Margarida, para teu bem, consulta um especialista...Diz lá, só para nos descansar um pouco, tu issso ainda sabes, não??? È que se já nem isso, então estás mesmo frita, rapariga.
É que as outras parvoíces que dizes e ninguém lê, podem ser, apenas fruto, de uma imbecilidade qualquer, mas esta parte da Joana é insanidade mesmo. Olha, o PC não está assim tão bem de quadros que os possa deixar enlouquecer sem fazer nada para ajudar?...não há aí ninguém do Partido, que, por acaso, passe pelo Troll, que possa estar disponível para ajudar esta camarada??? O caso clinico, pelo pouco que conheço, pode não ter retorno se não for tomado em conta rapidamente.
Publicado por: isabel faria às março 4, 2006 12:47 AM
Isabel, felizmente há muita gente de esquerda e do PC que passa por aqui. O decoro manda a que eu não publique dois E-mails que recebi de camaradas dela a demarcarem-se dela e a quase pedirem desculpa pelas suas atitudes. Eu não confudo o PCP com ela. O PCP que eu conheço, respeito e admiro, nada tem a ver com semelhante criatura.
Mas sim, ela é doente. Mas isso não é razão para ser descriminada. Acho que devemos ajudá-la a tratar-se. De preferencia numa qualquer clinica na Coreia.
Publicado por: Daniel Arruda às março 4, 2006 08:55 AM
Mas afinal o Arruda diz que a imprensa é livre porque a imprensa defende o mercado e o neo-liberalismo não só como o sistema triunfante mas como o sistema único que prevalecerá até ao fim dos tempos, não é verdade? Para os Arrudas e as Farias há uma verdade única, a verdade que a suposta "imprensa livre" defende: eles pensam mesmo isto mas não o admitim abertamente para não alienar seguidores.
Mas é mesmo isto que os Arrudas e as Farias pensam. Por isso nunca falam no patronato e quando o fazem é para o justificar; por isso o seu único inimigo é o PCP pois que é o único que toma posição de classe contra quem explora e oprime os trabalhadores e os mais desprotegidos.
Os Arrudas e as Farias não compreendem quem se insurja contra o termo "parvalhões" aplicado a trabalhadores, porque eles não se identificam com quem trabalha, mas com quem os explora. Também não compreendem quem se insurja contra a não ligação dos aumentos das taxas de juro a quem os decretou e a sua imputação subliminar a trabalhadores doutros sectores.
Os Arrudas e as Farias fazem conscientemente o jogo do patronato que para melhor reinar precisam de dividir o mundo laboral. São os Arrudas e as Farias que dentro das empresas tentam opor comissões de trabalhadores a comissões sindicais. Os Arrudas e as Farias no mundo partidário opoem-se sempre ao partido da classe operária e de todos os trabalhadores.
De facto, para os Arrudas e as Farias a verdade e a liberdade é a do patronato. E o patronato em todo o lado nunca põe os ovos todos num único partido, e assim Arrudas e Farias vão sobrevivendo e prosperando.
Publicado por: Margarida às março 4, 2006 11:11 AM