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fevereiro 11, 2006

Um nome

Por:Isabel Faria

margaridas.jpg

Quando ontem um amigo me falou no assunto, mostrei uma total incompreensão. Não fazia ideia do que se passava e nem sequer percebi logo de quem estava a falar. Raramente visitei o Semiramis e conheci a sua autora melhor de polémicas externas do que propriamente por ser frequentadora do Blog. Para mim, tal como então, continua a ser um nome. Ontem, à noite, fui ao Blog e li os comentários ao último post. Em que a Joana já não responde. E é este já não, segundo se sabe hoje, definitivo, que me leva a escrever este pequeno post. Aquele post foi ali colocado para os comentadores da Joana comentarem e para ela lhes responder. Os comentadores da Joana continuam lá a comentar.
Tal como na vida real, a de fora das teclas e da rede, deixamos tantas coisas sempre por acabar. Não conheço a Joana, raramente a li. Pelo que li, e ontem percorri também alguns dos seus posts anteriores, deu para ver que seguramente deixou por acabar muitas coisas. Lá e cá. É esta a razão do post. A Joana que seguramente para os seus leitores tinha um rosto, para mim continuará a ter apenas um nome. O nome de alguém que não teve tempo de fazer tudo o que queria fazer.
Todas as mulheres gostam de margaridas. Creio.

Publicado por Troll Urbano às fevereiro 11, 2006 03:06 PM

Comentários

Como não podia deixar de ser também esta manhã deixei lá um post sobre o caso:
http://populo.weblog.com.pt/arquivo/2006/02/morte_subita.html
( já se sabe que temos quase as mesmas reacções...)
Mas vê-se que como somos diferentes porque nem me lembrei de lhe deixar flores... o teu post está muito mais bonito.
Creio que, inconscientemente, para um blog tão cinzento, de aparencia séria e triste, só consegui mostrar um luto tradicional. Mas as tuas flores são uma nota de animação e um sorriso numa notícia triste.

Publicado por: Emiéle às fevereiro 11, 2006 04:16 PM

Vi agora o teu post. E sim, às vezes somos diferentes. Quando dizes quer inconscientemente para um blog tão cinzento, te surgiu um tom de luto tradicional, para mim, perante o mesmo tom cinzento que sempre atribui ao Blog, tive que encontrar umas margaridas cheias de côr.

Publicado por: isabel faria às fevereiro 11, 2006 04:55 PM

Eu lia-a ás vezes, poucas vezes concordava com ela, mas a notícia deixou-me parvo.

Mosta a pequenez da existencia. RIP

Publicado por: Daniel Arruda às fevereiro 12, 2006 12:25 AM