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março 30, 2006

Eu peço desculpa

Por: Daniel Arruda

"...violência nas escolas tem aumentado e não se resume a actos de agressão física. São também as humilhações, as cenas de intimidação e de provocação e a exclusão do grupo de colegas. Os rapazes envolvem-se mais neste tipo de situações e, se até aos 13 anos, estes adolescentes são, por norma, provocadores ou vítimas, há o risco de a partir dos 15 anos passarem a agressores, com mais probabilidades de recorrerem ao uso de armas..."

Eu peço desculpa por ter crescido de forma saudável. Peço também desculpa a todos os que sovei na escola e fora dela assim como perdoo a todos os que me encheram de porrada quando assim calhava. Peço desculpa por ter o meu grupo, o meu bando, onde me sentia bem, entre amigos. E por nos juntarmos à noite nos bancos do Parque Municipal para fazer coisas tão horríveis como fumar um cigarro ou beber uma cerveja. Peço desculpa por roubar chocolates aos 13/14 anos do mini mercado só pelo prazer de estar a fazer algo errado e para ver até onde ia a astúicia do grupo.
Não sei como foi possível crescer assim, de forma tão pouco correcta ao nível sociológico. Eu que tinha uma família estável, um pai e uma mãe como manda a Santa Igreja, um lar unido, toda a gente empregada afinal descubro agora que toda a minha infancia pertenci a um grupo de risco. Nunca dei conta que fosse mau haver umas pessoas mais populares na escola e outras menos. Umas que tinham amigos e andavam em grupo e outros que eram relegados para um canto. Havia ainda aqueles que achavam que a escola é apenas um sítio onde se aprende matéria dada nas aulas e esses eram naturalmente solitários e os que viam ainda que inconscientemente a escola como um espaço social onde também se aprende a crescer. Sempre achei que o tempo nos ensinava a viver com isso e dar a volta por cima. Como estava enganado. Afinal as nossas excursões ás ruas e terras vizinhas só para marcar o nosso espaço era uma forma de terrorismo encapotado.

Peço por isso antecipadamente desculpa à sociedade por devido a isso hoje ser um potencial delinquente. Até hoje não sabia. Por isso e se é que serve para minha defesa, quero deixar aqui claro que se um dia eu fizer um assalto à mão armada ou assasinar alguém, a culpa não é minha mas sim da sociedade que na altura não me pode dar o acompanhamento que me era devido. Não soube proteger-me das ruas que me puxavam para a delinquencia.

Espero que me possam desculpar.

Publicado por Troll Urbano às março 30, 2006 08:47 AM

Comentários

Bam Daniel, que humor..sabes que os resultados destes estudos me deixam sempre com um humor mais ou menos parecido...e depois as conclusões são giras...se um adolescente vive só com um dos pais...deve tornar-se agressor...se raramente vê o pai é natural que se torne vítima...ok, Daniel, assim a bold (que só naõ posso meter porque nunca soube meter bold num comentário...sou uma mulher cheia de SORTE!!!!!!!!!!!!!!!!
Obrigado por me lembrares isso.

Olha lá e chocolates no mini mercado...tu também????E eu que pensava que isso era só por ser gulosa...afinalfaz parte...

Publicado por: isabel faria às março 30, 2006 11:03 AM

Pois, meus amigos, mas adolescentes como o Daniel continua a haver. E daí não vem mal ao mundo, creio que não é isso que se quer dizer. Estamos a falar de um grau de violência diferente. Pelo que contas andavas à luta com colegas mas não esmurravas os professores, não agrediam, tu e o teu grupo, um outro miúdo que estivesse sozinho e assustado, eram lutas entre grupos.
É que eu também andei na escola, e sei o que é "brincar às lutas" ou "brincar às guerras". Não tem a ver com o fenómeno do bulling que não é só português. Vê o que se passa em Espanha, por exemplo. Ou no Brasil. Ou nos EUA. Faz uma busca na net para bulling e vê aquilo que quero dizer.
Por outro lado, é claro que não é geral, mas já encontro em Jardins de Infância meninos que se agridem com uma violência que custa a acreditar. Tem de se estar atento a isso - e não, não tem a ver com as famílias das crianças, nestes casos de Jardim-de-Infância muitas vezes as famílias procuram transferi-las para outro, quando podem...

Publicado por: Emiéle às março 30, 2006 01:12 PM

Isabel, também me parece que leste o artigo um nadinha em diagonal. Eles não dizem que os meninos que têm as famílias pouco estruturadas são fatalmente agressores ou vítimas de violência, o que dizem é que se encontram mais nesses caso. E faz algum sentido, se pensares bem e olhares à tua volta. Um jovem pode viver com pai, mãe e irmãos e a família estar destruturada e viver só com um dos pais e ter apoios e regras. Não é por aí que se vai, mas que o exemplo que vê em casa tem uma influência creio que não se pode negar.

Publicado por: Emiéle às março 30, 2006 01:23 PM

Emiéle, não consigo concordar com a tua análise. Hoje somos super protectores o que deforma as crianças, torna-as imunes e julgan-se impenetráveis, duros. A meu ver a culpa não está nas crianças mas em grande medida nos pais e nos sociologos que nada mais tendo para fazer estudam os comportamentos.

O que me chateia é que achamos o que nos apetece das crianças mas não lhes damos a hipotese de aprender com a vida. Quando eu cresci tb havia desenhos animados violentos. Hoje até o Lucky Luke esta proibido de fumar e o Coiote é considerado violento. Havia miudos rufias e fortes que batiam e agrediam muitas vezes com facas. Havia drogas nas escolas, havia professores que eram ameaçados. Alguém me explica a diferença de há 20 anos para agora.

Deixem os miudos crescerem naturalmente, aleijarem-se naturalmente. Darem cabeçada, murros e pontapés naturalmente. Fugirem de colegas naturalmente e levarem se caso for levarem processos desciplinares naturalmente, irem ao conselho directivo. A sério, não é nada contra sociologos mas estes estudos por vezes irritam-me porque partem de permissas erradas.

Publicado por: Daniel Arruda às março 30, 2006 01:59 PM

Daniel, a noticia fala-nos de um estudo que foi feito sobre os fenomenos de violencia, nomeadamente nas escolas. Não diz que a "culpa" é das crianças ou dos Pais ou dos Professores. O problema, é que se fazem estudos e fica-se por isso mesmo. Se assim é, não vale de nada estudarem-se estes "fenomenos". É assim um cadinho (mal comparado), como tu ires ao médico ele fazer-te uma avaliação e se algo não está bem, diz-te e fica por isso mesmo.
E também acho que a(s) agressividade(s) de hoje não são as mesmas de há 20 anos, nem tudo o que a rodeia. Este assunto, como se costuma dizer, "tem pano para mangas".

Publicado por: Pina às março 30, 2006 03:53 PM

Ò Pina, estás a dizer então que há 20 anos não haveria a agressividade de hoje? Peço desculpa, como o Daniel, mas não posso concordar com isso. Sempre houve agressividade e bem forte nas escolas, apenas não havia uma coisa, não havia agressividade dessas noticiada na televisão na rádio nos jornais. Hoje em dia o que se constata é que se um menino dá um espirro, caiem os media todos, para saber logo, como foi, quando foi, quem atingiu etc, etc, etc. Na altura, lembro-me muito bem, mataram uma professora de uma escola e o que aconteceu? Somente a passagem muito singela da noticia da televisão da altura ( RTP1 ) e uma vez. Quase que aposto que esta noticia de hoje irá passar pelas televisões, porque agora são 4, na altura eram 2, dizia eu que irá passar nas televisões pelo menos umas 4 ou 5 vezes, irá dar inicio a coloquios, reuniões de associações de pais de professores e mais não sei o quê para chegarem a alguma conclusão, que irá ser um conclusão inconclusiva. Para terminar só quero dizer uma coisa, professores a levarem porrada houve, há e haverá, não façam disso noticia sob pena dos putos começarem a pensar que se baterem nos profs vão aparecer falados na televisão e ser os heróis da escola e da rua deles.

Publicado por: Doomed às março 30, 2006 05:11 PM

Émièle, nota este parágrafo:
"Decisiva é também a relação com os professores, os colegas e a família - se é nuclear (pais vivem juntos), monoparental (só vive com um dos pais) ou recomposta (se o pai ou mãe, com quem vive, criou uma nova família).".
Ok, eles não usam fatalmente, mas usam decisiva.
E não fazem a distinção entre famílias estruturadas e não estruturadas, mas situam a diferença entre nuclear, monoparental ou recomposta. E è essa distinção que eu contesto.A prática mostrou-em (felizmente) que não é , usando a expressão do estudo "decisiva".


E depois há estas conclusões que ainda me dão mais dúvidas e que aflorei:
"Os jovens que não vivem com ambos os pais envolvem-se mais em casos de humilhação, abuso e insinuações. Como autores."

"Mas os jovens que não têm pai ou raramente o vêem, são quase sempre, vítimas."

Então em que ficamos? Se não viverem com os ambos os pais, são potencialmente agressores, mas se não viverem com ambos os pais e virem pouco o pai, passam de potenciais agressores a "quase sempre vítimas"?.
Vês porque contestei estas "divisões", apesar de concordar contigo que li o texto na diagonal?

Publicado por: isabel faria às março 30, 2006 06:15 PM

Este estudo foi feito com 6.000 e tal casos o que é um número respeitável. Por outro lado estamos a falar de notícias trabalhadas por jornalistas que não são especialistas no assunto. Devemos estar atentos ao que vem entre aspas apenas.
Ora bem, a verdade é que nunca se fala aqui em culpa de ninguém. Nem dos alunos, nem dos pais, nem dos professores. Analisa-se um fenómeno de violência.
A frase, a que não vem entre aspas diz: Decisiva é também a relação com os professores, os colegas e a família. É certo que depois diferencia os tipos de famílias, mas quando fala em que é decisiva, no meu entender refere-se à RELAÇÃO e esta relação é com 3 entidades – professores, colegas e família.
Depois esse caso das famílias monoparentais ou não, é de referir que não podemos retirar só um bocadinho do que lá vem, reparem na 3ª frase - Bem como os que reconhecem ter dificuldade em falar com a mãe ou o pai sobre aquilo que os preocupa
Portanto admite-se, até em igualdade que podem ter mãe e pai e terem dificuldade em falar e portanto estão nas mesmas condições dos outros…
Quanto ao resto Doomed, procura falar com um professor que trabalhe há mais de 20 anos, e ouve a opinião dele. Acho que o que vem nos jornais é uma parte muito pequena do que realmente se passa. Evidentemente que há escolas impecáveis, eu também as conheço, e algumas perfeitamente modelos. Mas oiçam grande parte dos professores.

Publicado por: Emiéle às março 30, 2006 07:11 PM

doomed, não podia estar mais de acordo contigo. Acho que descreveste muito bem as diferenças/semelhanças de há 20 anos para cá.

Em relação à televisão tivemos o exemplo disso nos EUA onde salvo erro em Oklahoma um adolescente atirou tiros de espingarda a matar porque ninguém lhe dava atenção e assim ia ter as noticias todas centradas nele.

Publicado por: Daniel Arruda às março 30, 2006 07:17 PM

Doomed, Isabel e Daniel, convido-vos a virem passar um dia (só um), no agrupamento de escolas a que pertenço (e atenção que não é dos piores). Falem com os alunos, professores, auxiliares, pais, enfim, com a comunidade educativa. Pode ser que entendam o que tanto eu como a Emiéle queremos dizer. Mas, até gostaria de vos ouvir de facto falar sobre este assunto e mais, gostaria muito de saber como tentariam de alguma forma resolvê-lo. Fica o convite, a sério, feito.

Publicado por: Pina às março 30, 2006 07:52 PM

Eu ainda não li o artigo, mas parece-me, como diz a Emiéle ali atrás num comentário, que o tipo e grau de violência de que se fala não é o que o Daniel descreve da sua adolescência.

Isso dos chocolates eu nunca tive lata, mas também passava muitas tardes a cirandar pelas ruas do meu bairro suburbano, sem destino. Olha... eu... uma terrorista! eh, eh!

A minha mãe é professora do ensino secundário, e acompanhei os relatos das turmas que vai ensinando ao longo dos anos. E se, quando eu era da idade dos alunos dela, as descrições que ela me fazia podiam ser da minha própria turma, agora não têm nada a ver.
Aliás, sendo a mais velha, pude acompanhar o ensino secundário da rapaziada lá de casa, e a coisa foi mesmo agravando ao longo dos anos. O meu irmão ainda apanhou turmas parecidas com a minha (apesar de ser em escolas diferentes, em bairros diferentes), mas os meus primos, com diferenças de mais de 10 anos em relação a mim, já apanharam turmas e ambientes escolares muito mais violentos (na mesma escola do meu irmão).

Publicado por: Helena Romao [TypeKey Profile Page] às março 30, 2006 08:14 PM

Eu tenho o meu filho num ATL e anda numa escola pública. Não consigo ver a minima diferença entre este tempo e o meu tempo. Mas devo ser eu que sou um preveligiado. Só pode.

Publicado por: Daniel Arruda às março 30, 2006 08:23 PM

Daniel, o priveligiado não és só tu.`É toda a comunidade escolar aonde te encontras. Assim como a Emiéle disse há de facto escolas aonde isto não acontece (esta violência, desta forma). Mas por isto não acontecer "na tua zona" não quer dizer que não aconteça noutras e também não quer dizer que não esteja a "alastrar". Não se pode é continuar a fechar os olhos e achar que são situações pontuais ou insignificantes. Não são. Infelizmentes começamos a caminhar para a situação em que os casos pontuais comecem a ser como os da tua "zona".

Publicado por: Pina às março 30, 2006 09:19 PM

Pina e Èmièle, eu vou deixar claro duas coisas.:a primeira que não comentei (não concordei nem deixei de concordar) se a violência de hoje era a mesma ou era diferente de há vinte anos. A única coisa que discuti, e aí continuo a pensar o mesmo é a divisão que se faz em tipos de família e o termo "decisivo", para falar na influêencia desse aspecto no papel da violência na vida desses meninos e desses jovens.
Poderia dizer como o Daniel (e o exemplo seria ainda melhor, quando se sabe que temos dois "tipos de família" diferentes), que o meu filho nunca teve problemas. Nem conheço graves problemas em nehuma escola que ele tenha frequentado. E já frequentou 4.
Mas o que me parece redutor neste tipo de estudos não é a culpabilização, é pelo contrário a desculpabilização. Não são os miúdos que são mais violentos, é a sociedade que não tem saídas para eles. Se me disseres que num bairro degradado daqueles que percorri nas Autárquicas, aqueles miúdos são violentos, eu concordo. Mas isso tem a ver com o tipo de família? Decisivamente? Ou tem a ver com o desemprego dos pais, as faltas de condições de habitação, a falta de estruturas desportivas, a falta de espaços de lazer, onde se juntem e cresçam?
È que dantes tinha-se espaço, tinha-se ruas, tinha-se bairros, tinha-se vizinhos...e agora tem-se o quê?
E repito a minha argumentação: ali na zona J, o filho do Daniel seria o mesmo miudo? Apesar da família ser a mesma? E o meu?

Se se perguntasse no estudo em vez de saber que tipo de família, de professores ou de colegas se tem, a perguntar: como passas os tempos livres? Quntas horas ficas em casa sozinho por os teus pais terem que trabalhar sem horários e sem folgas? Tens lugar para praticar desporto?
E aí sim, concordo, indpendentemente das famíias serem A, B ou C, quantas horas falas com os teus pais/mãe/pai?

Porque isto vem de encontro a outro assunto que ainda a semana passada aqui discutimos àerca do divórcio: em que grupo se inclui a família em que cada membro do casal vive no seu mundo? Sem laços nem afectos? Na nuclear?

Não me assusta só o crescimento da violência entre os jovens. Assusta-me esta sociedade que lhes retira a possiblidade de viver um presente equilibrado.E lhes retira qualquer ambição de terem futuro. E aqui, desculpem lá mas sou verdadeiramente radical: a violência é o resultado da sociedade que estamos a construir. A das meninos, dos jovens, dos adultos, dos desempregados, dos excluídos...não vale a pena discutir se os potenciais agressores são mais do tipo A ou do tipo B, enquanto não entendermos que há desemprego, há fome, há escolas degraddas, há abandono escolar, há trabalho infantil, não há sonhos...em qualquer e em todos esses tipos.

Publicado por: isabel faria às março 30, 2006 10:46 PM

Já tive a oportunidade de trabalhar com casos de criminalidade infantil e faço do comentário de Isabel Faria, o meu comentário. Acrescento somente que nos casos de crianças provenientes de famílias com real e efectivo poder económico, o problema não deixa de ser social. Aqui encontro mais aquele tipo de criança a que o Daniel chama os "duros".
O que ainda não compreendi é se há alguma verdade quando essas crianças mais carenciadas acusam as escolas e os professores de se queixarem e actuarem quanto aos comportamentos deles e não tomarem uma atitude idêntica quando o mesmo tipo de comportamento provém - para usar uma expressão deles - dos filhos dos ricos e dos Srs. Drs.

Publicado por: Cris às março 31, 2006 03:55 AM

Já tive a oportunidade de trabalhar com casos de criminalidade infantil e faço do comentário de Isabel Faria, o meu comentário. Acrescento somente que nos casos de crianças provenientes de famílias com real e efectivo poder económico, o problema não deixa de ser social. Aqui encontro mais aquele tipo de criança a que o Daniel chama os "duros".
O que ainda não compreendi é se há alguma verdade quando essas crianças mais carenciadas acusam as escolas e os professores de se queixarem e actuarem quanto aos comportamentos deles e não tomarem uma atitude idêntica quando o mesmo tipo de comportamento provém - para usar uma expressão deles - dos filhos dos ricos e dos Srs. Drs.

Publicado por: Cris às março 31, 2006 03:55 AM

Já tive a oportunidade de trabalhar com casos de criminalidade infantil e faço do comentário de Isabel Faria, o meu comentário. Acrescento somente que nos casos de crianças provenientes de famílias com real e efectivo poder económico, o problema não deixa de ser social. Aqui encontro mais aquele tipo de criança a que o Daniel chama os "duros".
O que ainda não compreendi é se há alguma verdade quando essas crianças mais carenciadas acusam as escolas e os professores de se queixarem e actuarem quanto aos comportamentos deles e não tomarem uma atitude idêntica quando o mesmo tipo de comportamento provém - para usar uma expressão deles - dos filhos dos ricos e dos Srs. Drs.

Publicado por: Cris às março 31, 2006 03:56 AM

tosco... pobre... podre e mal feito!!!!

Publicado por: alexbarro às novembro 9, 2006 10:41 PM