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março 25, 2006
Joana Amaral Dias
Por: Daniel Arruda
É incontornável. Hoje foi dia de reunião da direcção nacional do Bloco, vulgo Mesa Nacional, e há um facto que tem de ser salientado. Joana Amaral Dias voltou ao nosso convívio. Sem ressentimentos, sem ressabiamentos. Foi ao contrário daquilo que alguns profetas da desgraça escreveram por aí na comunicação social. Diziam até que se estaria perante um processo de expulsão do Bloco, o 1º da sua história. Confundiram-nos com o partido errado. Foi, é e será, pelo menos até ao final do mandato desta direcção, pois não sei antecipar o resultado da próxima votação em congresso, uma dirigente inteira do BE.
Confesso que é nestas alturas que me sinto mais feliz de estar a militar onde a pluralidade é verdadeiramente permitida e levada a sério.
Publicado por Troll Urbano às março 25, 2006 06:49 PM
Comentários
Pois é Isabel não sendo o Bloco um partido dogmatico, aceita e compreende a divergência.
Só que tambem não sendo uma tertulia de café ou um clube de de ideias, é de esperar de alguem que aceita cargos de responsabilidade, solidariedade pelas decisões que são tomadas pela maioria.
O Bloco para se afirmar como alternativa credivel , precisa de um programa de uma estratégia uma tactica e sobretudo organização.
Por isso é de esperar que após discussão franca e aberta , e após decisões tomadas pela maioria todos nos empenhemos em levá-las á pratica.
Caso contrario NUNCA CHEGAREMOS A LADO NENHUM.
Publicado por: a.pacheco às março 25, 2006 08:07 PM
A.Pacheco, o post é do Daniel...
De qualquer forma, eu sempre defendi duas questões em relação à JAD.
Que não deveria haver sanções, somos de facto um Partdo democrático, e que ela se deveria ter afastado na altura das Presidenciais. Mantenho o que sempre disse. Mas isto seria uma questão moral e não politica. A Joana optou por não o fazer. Eu tê-lo-ia feito.
Agora, volta a ser membro de pleno direito da Diecção do Bloco.Congratulo-me pelo Bloco que asssim seja, mantenho que acho que a Joana não procedeu da forma mais correcta.
Mas cocordo plenamente contigo. Depois de aceitar as decisões tomadas democraticamente, depois duma discussão plena, aberta e democratica, temos o dever de as aceitar. È isto a democracia.
Publicado por: isabel faria às março 25, 2006 08:24 PM
Imaginem só se fosse eu a dizer que o Bloco não tem um programa,uma estratégia, uma tactica e sobretudo organização...
Publicado por: Margarida às março 25, 2006 08:43 PM
Diz a Isabel e o A.Pacheco, "Depois de aceitar as decisões tomadas democraticamente, depois duma discussão plena, aberta e democratica, temos o dever de as aceitar. È isto a democracia."
Concordo. Ma não subscrevo que os colegas devem apoiar as decisões tomadas democráticamente e pela maioria e pior ainda o dever de "depois se empenhar activamente para as pôr em prática". Isso não! Depende das situações, em concreto, da consciência de cada um e da importância que individualmente, damos às mesmas. Apenas acho (não sei a Joana o fêz) que ela nos orgãos próprios, na Mesa Nacional, ou ao Coordenador do Bloco, se não tivesse oportunidade de comunicar à Mesa, deveria ter comunicado a sua decisão e a sua saída temporária do lugar de direcção que ocupa na estrutura. Parece-me que a Joana, não hostilizou, ostensivamente, o partido em que milita. Estando de boa fé, é possível, em dados momentos, estar do lado contrário às posições oficiais, por mais democráticas e maioritárias que sejam as decisões e poder, livremente, ou até públicamente, se fôr caso disso, manifestar a sua divergência POLÍTICA. Não vejo nenhum mal nisso. Estar de boa fé e não à procura de protagonismos. Não tenho indicações, suspeitas, indícios, nem estou interessado em saber, se foi isso que aconteceu. É deixar correr, sem receios, que o tempo trará tudo à tona. O BE não é um partido que defenda o centralismo democrático e em que as posições divergentes tenham de estar silenciadas. Temos de nos habituar e habituar assim os outros a isto.
Publicado por: Fernando às março 25, 2006 10:58 PM
Fernando, concordo com o que dizes...em parte.
Posso estar errada, mas creio que não estou. A Joana foi eleita para a Mesa Nacional, numa convenção do Bloco em que foi maioritariamente decidido que o Bloco não apoiaria Mário Soares, caso este se viesse a candidatar nas Presidenciais. E se a memória não me falha (e isto é verdade, estou a falar um bocadinho de cor...mas com uma percentagem elevada de convicção que não estou errada), não votou contra esta decisão da Convenção que fazia parte do programa da lista que a elegeu para a Direcção do Partido.
Concordo que se possa não concordar com as decisões tomadas maioritariamente. E que, nesses caso, não nos podem exigir nem sequer pretender que nos empenhemos nelas. Só que a Joana não se limitou a não se empenhar. Foi mandatária de uma outra candidatura. (Nota por exemplo que Miguel Vale de Almeida, não apoiou a candidatura de Sá Fernandes em Lisboa. Nunca questionei essa posição. Fez o que a sua consciência lhe mandou. Livremente. Mas achou que, porque a decisão maioritária da Direcção a que pertencia tinha sido essa, não deveria apoiar publicamente outro candidato. Creio que foi a atitude corercta).
De qualquer foram., para mim é um caso encerrado. Só concebo militar num Partido que aceita a pluralidade de opiniões e de posturas. Nunca militaria num em que uma voz diferente da Direcção, em casos concretos, fosse ostracizada e perseguida.
Reitero que me teria afastado se estivesse no lugar da Joana. Reitero que o Bloco agiu correctamente em nada fazer para afastar a Joana. Reitero que só estou no Bloco por acreditar que ele nada faria para a afastar.
Fico contente por a Joana ter voltado à mesa nacional do Bloco.
Publicado por: isabel faria às março 25, 2006 11:22 PM
Pois... voltou..... mas e se o Soares tem Ganho???
Já pensaste nisso?
Publicado por: sizandro às março 26, 2006 12:01 AM
Os problemas internos do bloco não me dizem nada agora os cidadãos que votaram no be no seixal devem estar um pouco defraudados pois nao vejo grande empenho de quem foi cabeça de lista,numa luta de practicamente todos os cidadãos do concelho nem uma palavra, devem ser ordens superiores, o Cavalinhos lá vai dando o corpo ao manifesto.
Publicado por: hugo às março 26, 2006 05:29 AM
Estás-te a referir à luta pelo hospital, Hugo? Mas se o Arruda não foi sequer à manifestação contra a guerra, porque não saía nos media, ia agora a essa que ainda menos saíu? Qual quê, os gajos só vão quando dá protagonismo. Além de que eles não estão ainda doentes, não precisam. Gente fina é assim, não perde tempo à toa.
Publicado por: Margarida às março 26, 2006 11:21 AM
a.pacheco, a estratégia e organização do BE até á próxima convenção está a ser discutida agora. Foi aliás ontem votada. Quanto á Joana folgo em vê-la lá porque eu também gosto de quando tenho poições discordantes não ser hostilizado por isso. Apesar do caso da Joana ser diferente mas o tempo nos dirá a continuação da situação.
Fernando, a Joana enquanto durou a campanha esteve fora da direcção não comparecendo às reuniões. Acho que foi uma decisão acertada.
Camarada Hugo, Eu compreendo que na azafama de tirar os reformados dos autocarros algumas coisas lhe tenham escapado, mas se estivesse estado mais atento teria visto que para além do Vitor Cavalinhos, estiveram presentes todos os eleitos do Bloco com exepção de um que por motivos profissionais não pode estar presente. Pode também ter acontecido que tenha estado apena junto ao presidente da camara o que o impediu de ver que nos locais de concentração das diversas freguesias estavam lá os eleitos do Bloco. Compreendaque nem todos os partidos são iguais e no bloco não há uns que são mais importantes que outros.
Quanto a mim, estava onde devia estar, pois o bloco no Seixal não se resume a mim, muito antes pelo contrário, somos todos responsáveis e como tal estive na reunião da direcção nacional onde certamente fui mais útil que no cordão humano onde seria apenas mais um.
Quanto a nem uma palavra sobre o tema gostaria que me indicsse uma declaração minha onde eu dissese que era contra a instalação de um hospital no Seixal. Aliás ainda anteontem tive hipotese de fazer declarações à Lusa e ao Público onde reafirmei a minha posição e a do Bloco.
Publicado por: Daniel Arruda às março 26, 2006 01:06 PM
Também quero um hospital para mim, aqui, da Moita ao Barreiro, é um inferno, do Rosário ao Barreiro é outro inferno etc. cada um deve ter um hospital para si mais nada, é assim que se ganha votos, mobilizando as pessoas, com uma reivindicação que até parece justa, mas que é de difícil resolução, mas podemos tê-los na mão, controlá-los, manipulá-los.
Viva esta gente que vai a todas, que está em todas.
Mas tirando a demagogia que lhes é própria, porque não lutam antes por unidades de retaguarda?
Porque não lutam antes para que cada um tenha um médico de família? Porque não lutam antes por unidades de atendimento permanente, abertas 24 horas por dias nos actuais postos médicos?
Porque isso é possível mas não dá votos.
Então há que reivindicar aquilo que se eles tivessem no governo nunca deixariam fazer, pois todos sabem que uma unidade hospitalar como o Garcia da Horta, bem equipada em tecnologia e pessoal é muito mais útil que várias unidades dispersas.
Porque não exigem exclusividade, cumprimento de horários, atendimento humano nos hospitais?
Porque tem uma visão sindicalista de todas as lutas, porque o culpado de eu ter uma má resposta num hospital não é da funcionário que não o devia ser mas do Governo que a abriga a trabalhar 35 horas por semana.
Porque existem listas de espera para a maioria das especialidades?
Porque os médicos especialistas não querem trabalhar, ou porque são poucos?
Não acredito que não queiram trabalhar, então são poucos e se são poucos, vamos fazer mais hospitais e arranjar especialistas onde?
Recordo, aqui no concelho, quando fechou aquela imundice a que chamavam Hospital de Alhos Vedros, um edifício em ruínas, onde a maioria dos médicos tinha já medo de trabalhar, também os mesmos do costume se mobilizaram contra o fecho, argumentavam que isso ia trazer graves problemas para as pessoas, e a verdade, é que hoje a população está muito melhor.
Temos atendimento permanente até as 22.00 horas na Moita, em Alhos Vedros e parece-me que até na Baixa da Banheira.
Antes tínhamos que ir da Moita, de Sarilhos Pequenos, de toda a parte do concelho para as filas de espera do dito edifício a que chamavam Hospital.
Felizmente que fechou.
Termino como comecei, quero um hospital só para mim, que se lixe o serviço que preste, que se lixe as listas de espera e o mau serviço que possa prestar, que se lixe tudo eu quero é um hospital aqui já.
E se o Governo recusar, vou lutar por um cordão humano da população deste concelho de Sarilhos Pequenos ao Seixal, do Seixal à Assembleia da Republica, passando pelo Hotel Vitória, pela Soeiro Pereira Gomes, (mas antes passo pela quinta da Atalaia para beber um copo.
PS: Daniel, já agora conto contigo para este cordão, e não me venhas com desculpas de Mesas nacionais do Bloco, que ao que parece e vi nas noticias só servem para discutir essa estupida coisa de querer um socialismo através do voto maioritário da população, porque isso não se usa, já é tempo de entenderes que isso de socialismo já tem receita vê a china e Cuba, estuda a Coreia do Norte, países democráticos e socialistas.
Publicado por: augusto às março 26, 2006 01:19 PM
Augusto, estava a pensar escrever um texto sobre o tema mas tu tiraste me os argumentos todos. Vou promover o comentário a posta. Se não te importares.
E sim tens o meu apoio para o cordão se me prometeres que também tenho um hospital à minha porta e que tenha uma passagem da minha sala para as urgencias.
Publicado por: Daniel Arruda às março 26, 2006 01:38 PM