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março 16, 2006

Natália Correia

Por: Daniel Arruda

Natalia Correia

Acho que já por aqui escrevi que a poesia não é o meu forte. É uma das minhas lacunas mas como acho que a arte não pode ser uma imposição mas um gosto, nunca me preocupei muito em "aprender" a gostar de poesia. Mas gosto muito de pessoas completas, mesmo que tenham ideias diferentes das minhas.

Por isso não podia deixar passar em branco o 13º aniversário (palavra cruel esta) da morte daquela que foi um icone de uma geração, não só de feministas mas de activistas sociais em Portugal. Muitas vezes as pessoas são lembradas pelos motivos mais fúteis mas no caso de Natalia Correia acho que o promenor a seguir é um espelho do seu carácter combativo, irreverente e audaz.

Para mim, a cena que guardo dela é o convite feito a Cicciolina, deputada italiana para estar presente no nosso Parlamento, depois de toda a celeuma que a sua campanha deu não só em Itália mas um pouco por todo o mundo. Hoje tenho saudade do espírito combativo de Natalia Correia. Nem sempre pelas mesmas causas, mas o valor tem de ser dado a quem luta. Quem ousa ser feliz.

Publicado por Troll Urbano às março 16, 2006 10:30 AM

Comentários

Daniel, ainda bem que te lembraste tu deste dia...e ainda bem por duas razões. Porque a Natália tinha que ser recordada (tem que ser diariamnte recordada) e poque se tivesse sido um post meu, teria um poema...e a Natália Correia não foi só a poesia que escreveu. Foi também (sobretudo?) esta mulher de fibra de que aqui falas.Que em cada dia achou que tinha o direito a ser feliz.

Publicado por: isabel faria às março 17, 2006 12:44 AM