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março 31, 2006

Sinais dos tempos

Por: Daniel Arruda

Ontem, aqui e no Pópulo, houve uma "discussão" sobre violencia infantil. Não concordo que se ache que as crianças são mais violentas hoje que antes mas sim que foi a sociedade que criou este fenómeno e em vez de o resolver, tenta embrenhar-se cada vez mais em teorias que não visam mais que justificar o próprio erro. É uma posição discutível, a minha. Claro que é. Mas isso talvez venha do facto de eu ser um defensor da liberdade total, também para as crianças. Isso implica incutir responsabilidade.

Hoje mandaram-me um mail com uma imagem que eu acho que vem a calhar. Não resisto a publicá-la.

Evolução

Publicado por Troll Urbano às março 31, 2006 11:53 AM

Comentários

As televisões portuguesas (e os outros órgãos de comunicação social) têm vindo a censurar documentários e entrevistas passados na CNN e na Fox News. Porque é que as estações nacionais escondem aquilo que os cidadãos americanos têm vindo a saber?
Por isso, para furar este cerco de censura, absurdo, deixo-vos com este artigo, publicado em:
http://sociocracia.blogspot.com ou em:
http://paramimtantofaz.blogspot.com/ e em:
http://wwweditorial.blogspot.com/

(se outros houver outras reproduções, solicito que me informem)

Que confiança podemos ter nas "nossas" notícias, quando nos ocultam factos destes? Que crédito nos podem merecer os nossos meios de comunicação?
Ajudem a furar este cerco censório, que faz de nós um país atrasado, um país do terceiro mundo, sujeito a uma ditadura absurda, controlada por Washington... mais até do que a própria América, divulguem esta mensagem, por favor!

Na semana passada, o actor norte-americano Charlie Sheen (do filme Platoon – Os Bravos do Pelotão, Wall Street) colocou a carreira em risco ao dar duas entrevistas ao activista Alex Jones, nas quais pôs em causa a versão oficial dos atentados de 11 de Setembro de 2001.

Foi desta forma que ele se juntou a um grupo de centenas de personalidades que, nos últimos quatro anos e meio, têm vindo a público afirmar que a versão oficial não só é implausível como impossível, chegando a violar as próprias Leis da Física.

Este grupo inclui Andreas Von Bülow, antigo ministro da Defesa e da Tecnologia da Alemanha e ex-director dos Serviços Secretos Alemães;

Michael Meacher, ex-ministro do Ambiente do governo britânico de Tony Blair;

Ray McGovern, antigo conselheiro presidencial e ex-analista da CIA;

Paul Craig Roberts, Secretário do Tesouro durante o mandato do ex-presidente norte-americano Ronald Reagan e pai da sua política económica;

Robert Bowman, antigo director do Programa de Defesa Espacial Star Wars e ex-coronel da Força Aérea dos EUA;

Steven Jones, Professor de Física da Universidade de Brigham;

David Shayler, ex-oficial do MI5, os serviços secretos britânicos;

Morgan Reynolds, Professor catedrático da Universidade A&M do Texas que integrou o governo do actual presidente norte-americano George W. Bush durante o seu primeiro mandato, e muitos, muitos outros.

No entanto Charlie Sheen fez na semana passada o que ilustres investigadores, professores catedráticos e ex-ministros não conseguiram durante quase cinco anos: furar a censura e conseguir algum tempo de antena num programa da CNN, que transmitiu as suas declarações e expôs milhões de pessoas a factos sobre o 11 de Setembro que têm sido permanentemente ocultados.

Para ler mais e aceder aos "links" consultar um dos blogues referidos

Publicado por: Biranta às março 31, 2006 12:00 PM

daniel, pela ultima vez: Ninguém disse (ou eu não disse) que não era fruto da sociedade. Claro que não podemos desenraizar seja quem for. Somos, por natureza seres sociais. Mas isso não quer dizer que as crianças de hoje não sejam mais violentas que as de ontem. Aliás não só as crianças, os adultos também. Somos sempre o reflexo do meio onde nos inserimos. E concordo contigo. fazem-se estudos disto e daquilo mas depois partir para a resolução dos problemas detectados é que (como se diz em calão) "tá de gesso"

Publicado por: Pina às março 31, 2006 12:01 PM

Não tenho filhos, sou uma miúda,... sei apenas como fui criada,... nem sequer imagino como serei enquanto mãe! Mas a sociedade tem culpa sim na forma como reagimos, a televisão manipula os nossos desejos, oferece-nos modas entre leva-nos acreditar que se determinadas personagens são de determinada forma, então também nós podemos ser...
Quando ando pela cidade gosto de observar as pessoas, como se comportam umas com as outras,... e a verdade é muitas vezes vejo pais a falar para os filhos de uma forma leviana, com desrespeito, e qual é o resultado,... como poderá haver respeito quando não é ensinado? O meu pai sempre me ensinou que o Respeito parte de cima, e quem quer respeito dá-se ao respeito,... mas isso hoje perdeu-se..., no dia-a-dia não se vê o respeito. Talvez nos nossos dias a forma como o meu pai me educou fosse censurada,... mas eu não censuro... Levei algumas palmadas, dadas na altura exacta,... mas sempre respeitei os meus pais,... e muitas vezes na minha adolescência afastei-me de certas alhadas por pensar que se as fizesse ia entritecê-los, isto porque sou uma sortuda que foi amada, e os meus sempre mostraram esse sentimento, e como é óbvio so tenho que os respeitar.
Eu sei que sou nova, mas penso que esse é o problema, perdeu-se as demosntrações de afecto, as pessoas tem medo de mostrar que amam os filhos... assim como tem medo de passar na rua e sorrir para um estranho... ou o simples bom dia que digo todos os dias no R/c no edificio onde trabalho, e só o sapateiro me responde, os senhores que estão para engraxar os sapatos continuam na leitura do jornal... custa assim tanto dizer Bom dia? Custa dizer gosto de ti?

Talvez seja demasiado nova e não perceba, não tenho filhos, mas sou filha, e respeito os meus pais, porque se não o fizesse estaria a magoá-los e isso nunca...

Mas para a mim a sociedade urbana tem culpa disso, culpa na forma como altera, manipula os comportamentos... Culpa por não fazer as crianças questionarem-se... Culpa por não ensinar o que é o Respeito...

Publicado por: Rita às março 31, 2006 12:59 PM

Olha eu repito aqui (já ontem a deixei no Pópulo) a minha opinião, não me alongando muito porque isto é um assunto que merece uma reflexão mais profunda...

A violência existe, é um facto, e sempre existiu, claro que nos dias que correm a comunicação social tem um papel muito grande na sua divulgação, tanto nos noticiários como em outros programas, talvez por isso se saibam coisas que antes ficavam pelas respectivas terras. O que eu acho é que continua a ser um problema de sociedade! E engloba não só a educação que os pais dão aos filhos como também a falta de estruturação da sociedade, como é exemplo os bairros sociais. É importante e urgente actuar, e que sejam actos abrangentes!

Publicado por: Farpas às março 31, 2006 01:13 PM

Biranta, Se não te importas passo o teu comentário a posta. Não custa nada reconhecer a minha ignorancia em relação ao que falas. Se tivesse tido conhecimento certamente que tinha postado sobre ele. Concordo que deva ser denunciado.

Publicado por: Daniel Arruda às março 31, 2006 01:32 PM

Olha Daniel, ainda te respondo a este post até porque fizeste o link para o Pópulo, mas por mim acho que deixo cair a conversa aqui. Porque há uma coisa a que reajo mal (é o meu ponto de “mau feitio”) é quando se contesta coisa que não se disse. Por o facto de, naquela artigo de jornal, – que não é um estudo, é apenas uma informação sobre um congresso – não se ter referido em primeiro plano os aspectos sociais do problema, concluis que os investigadores não lhe ligaram importância. Mas a verdade é que nunca ninguém disse isso. Aliás quando se fala na influência da escola ou da família isso são factores sociais, obviamente. Quer uma quer outra fazem parte de um tecido social com os seus problemas. E as crianças não nascem de geração espontânea portanto são filhos do meio em que são criados. E os modelos de comportamento que escolhem são os que vêm em seu redor e é claro que são influenciados por variadíssimas coisas entre elas os meios de comunicação social. O afirmares que foi a sociedade “que criou” o fenómeno é como se dissesses que ele só existe porque os media falam neles, senão tudo se passava na paz dos anjos. Não é assim, Daniel. Os media falam porque existe. Em países muito variados, do Brasil ao Canadá, dos EUA à Dinamarca, da Espanha à Holanda. A tua experiência felizmente tem sido boa; eu se falasse pela minha experiência própria diria o mesmo. O meu filho passou por muitas escolas e nunca vi lá qualquer problema, mas não falo por ‘experiência própria’ falo pelo que sei de outros lados. Mas OK, o teu ponto de vista é inamovível, e eu aceito. Mas peço que não afirmes coisas que eu não disse tal como inocentar a sociedade de um problema de que ela é a causa.

Publicado por: Emiéle às março 31, 2006 01:35 PM

emiéle, eu nunca referi as opiniões de ninguém. Se me referi ao Pópulo foi porque falámos da mesma coisa no mesmo espaço de tempo e ambos comentámos os posts do outro. A minha posição foi sobre o texto e não sobre as opiniões de cada um que eu respeito. Até porque começo a achar que dizemos a mesma coisa com apenas uma diferença, e foi essa que quis ilustrar com esta imagem. É que hoje empolamos as coisas de tal forma que os miúdos se julgam intocáveis. Em todo o resto temos estado a falar de derivações de uma e da mesma coisa.

Publicado por: Daniel Arruda às março 31, 2006 02:17 PM