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abril 30, 2006
Estou cansada !!!
Por:Isabel Faria

Deixa que o som dos caracóis que me fazes, me impeçam de ouvir as palavras que não quero, não posso ouvir. Estou cansada. Pega no meu cabelo e faz um caracol como só tu sabes fazer…e não me deixes ouvir. Estou cansada. Há dias em que ficamos tão cansados de palavras…dá-me o nosso silêncio…esta noite, particularmente, quero, apenas, silêncio. Esta noite poderia ser o silêncio dos caracóis que fazes nos meus cabelos. Então porque insistem nas palavras? Nestas palavras?
Publicado por Troll Urbano às 11:08 PM | Comentários (1)
Foi há 120 anos
Por:Daniel Arruda

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu no 1º de Maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
Milhares de trabalhadores foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos e exigir a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Naquele dia, manifestações, passeatas, piquetes e discursos movimentaram a cidade. Mas a repressão ao movimento foi dura: houve prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.
Em memória dos mártires de Chicago, das reivindicações operárias que nesta cidade se desenvolveram em 1886 e por tudo o que esse dia significou na luta dos trabalhadores pelos seus direitos, servindo de exemplo para o mundo todo, o dia 1º de Maio foi instituído como o Dia Mundial do Trabalho.
Para não fazer uma transcrição integral do texto clica aqui para leres o relato desse 1 de Maio de 1886 em Chicago
Publicado por Troll Urbano às 09:59 PM | Comentários (17)
Manhã
Por:Isabel Faria

Levantar cedinho. Calçar uns ténis e sair à rua. Percorrer estas ruas vazias. Lisboa estava vazia há duas horas. Sentar-me num banco do Jardim do Torel, espreitar o Tejo por entre as árvores, e Lisboa, por entre as outras. Devagar, passar pelo Campo Santana, pelos Paços da Rainha, descer o Largo do Mastro, a rua de S.Lázaro, passar pela Junta e beber o café, no "café das eleições" e depois ir até ao Martim Moniz, ver aí, pela primeira vez, gente, de muitas cores e de muitos sons, passar pelo Rossio, parar para um pastel de nata, subir a rampa e optar pelas escadas, para ver as janelas que se começam a abrir, depois ver uma cara conhecida, meio escondida, já a passear menina Isabel (ainda me chamam menina, algumas vezes, aqui, nunca entendi porquê, mas aproveito, deliciada…), tem que ser vizinha, estava-me a apetecer. Subir a Calçada de Santana e deixar que a memória entre de mansinho, mas entre. E olhar para tràs e ver, ainda uma vez, o Tejo e o Castelo. E deixar que, de novo, tudo o que há a fazer recomece a tomar o seu lugar. Também aqui, ainda de mansinho. As casas abandonadas. As casas vazias. As janelas encerradas, não de preguiça, de Domingo de manhã, mas de solidão de todos os dias e de todas as horas.
Ainda não há gente em Lisboa, este tempo todo depois. Ás vezes gosto da minha cidade assim. E do meu lugar. Também gosto com gente. Mas hoje era dele, vazio de gente, apenas com memórias a espreitar e com futuro à espera que estava a precisar de respirar. Respirei.
Publicado por Troll Urbano às 11:45 AM | Comentários (5)
abril 29, 2006
O porquê da modalidade...
Por:Isabel Faria
Andava no Google a procurar uma imagem para Andebol, para ver se entendia a paixão do meu colega Daniel por essa modalidade desportiva. Depois disso, o Farpas disse que numa equipa em que o Daniel jogasse, bastariam 6 jogadores, em vez dos sete, que parece que é normal. Decidi, então, escrever Handball player, para ver o ar do dito player e comparar com o do Daniel, para tentar entender a redução .Escrevi em inglês e tudo para mostrar ao parvo do Google que não sou nenhuma despoliglota. Descobri a fotografia que aqui vos deixo. Presumo que não entendi a parte dos 6 em vez dos sete mas que entendi o entusiasmo do meu colega de Blog pela modalidade. Vai em frente, Dani. Estamos contigo!!!!
(Só duas perguntas, a menina não devia vir com bola em anexo e não é o futebol de praia que se joga na areia???).

Publicado por Troll Urbano às 11:31 PM | Comentários (15)
Sporting Clube da Horta
Por:Daniel Arruda

Muitos conhecem a minha paixão pelo Andebol. Fui praticante da modalidade (se calhar vou voltar ao activo ainda este ano no campeonato da Inatel) e é para mim um desporto lindo. Com a minha idade sou do tempo em que a nossa selecção nacional se arrasatva pelo Grupo C Mundial e assisti a todo o desenvolvimento que o Andebol tem tido em Portugal. Um ciclo que teve inicio com o ABC através desse grande senhor do Andebol chamado Alexander Donner. Um ciclo de crescimento que se vu quando o ABC foi á final da Taça dos Campeões perdendo ingloriamente para o TEKA de Santander por 2 golos.
Depois de algumas presenças meritórias das nossas selecções em fases finais de Europeus e Mndiais já do Grupo A e de onde se destaca o título europeu de Juvenis há 3 ou 4 anos hoje foi mais um dia de festa para o Andebol nacional. O Sporting da Horta ia defender a Bucareste uma vantagem de 5 golos conseguida a semana passada no Faial para poder ganhar a Taça Chalange, o equivalente á Taça UEFA do futebol. Não o conseguiu acabando por perder por 7 golos (34-27) mas deixou uma imagem de grande qualidade num pavilhão cheio com milhares de adeptos do Steua. (que diferença para os nossos pavilhões). Caíram mas de cabeça erguida com se costuma dizer.
Por isso e para eles a minha admiração pelo grande feito de lutarem ombro a ombro com uma das melhores equipas da Europa.
Publicado por Troll Urbano às 08:24 PM | Comentários (9)
King José, The Mourinho
Por:Isabel Faria

Ok. O homem é assim um bocadito arrogante. Às vezes, falta-lhe assim um cadito de chá. Tem dinheiro para dar, vender, emprestar e ainda devem sobrar uns troquitos. Faz anúncios a Bancos, cartões de crédito e sei lá que mais. Tem aquele ar, que até nem é de se deitar fora e até veste bem, carago…e depois percebe de futebol. Pronto. Eu não percebo nada e até me podem vir deitar esta teoria toda por água a baixo e falar-me daquele ditado que diz que quem tem unhas é que toca viola e eu meto a dita no saco e xauzinho que se faz tarde, quem é que te manda meter onde não és chamada…mas assim seja. Para já, e antes que alguém me lembre disso, o homem fez o Chelsea de novo campeão inglês, o Ricardo Carvalho até fez um golaço do caraças que ajudou a um resultado ainda mais expressivo contra o Manchester United, e aí está ele pronto para arrecadar mais um titulo, mais uns cobres, mais uns elogios e para passear aquele ar meio de rezingão meio de gajo com pinta por esses relvados fora. Olha, pronto, que viva o Mourinho. Quanto mais não seja para lembrar aos súbditos de Sua Majestade, que há mais reis que marinheiros…ah, parece que isto não é assim…que se lixe, viva o Mourinho. Prontzes!!!!
Publicado por Troll Urbano às 06:12 PM | Comentários (12)
Outra explicação necessária...
Por:Isabel Faria
Preparada para publicar este post, o Daniel falou-me que tinha acabado de publicar um sobre o mesmo tema. Que eu ainda não tinha lido. Hesitei. Mas aqui fica na mesma. Afinal, há momentos em que nos sabe bem saber que estamos da mesma forma que os nossos amigos, na vida, na luta ou num Blog. Vim para o Troll, convidada pelo Daniel. A simultaneidade destes dois posts, seria a prova, que não foi por acaso….
O anonimato não é crime. Durante anos quem queria continuar a resistir à PIDE, ao fascismo, às perseguições, à prisão e à morte, teve que nele se refugiar para conseguir sobreviver.
Acontece assim em todo o lado, em que haja perseguições por não haver liberdade de opinião, de associação. Acontece assim em todas as ditaduras. De todas as cores.
A difamação, a injúria, a acusação sem provas, a calúnia, as perseguições, as mentiras, a deturpação, essas sim são crimes. Mesmo que não puníveis por lei, serão sempre, em nome da ética e em nome da moral, crimes.
A quem dá a cara e dá o nome, pede-se, exige-se contas. Exige-se desculpas publicas pelas calúnias, pelas difamações, pelos ataques ao bom nome e à dignidade. Se não legalmente, pelo menos, ética e moralmente.
A quem não tem cara, nem tem nome, nada se pode exigir. No anonimato para resistir a quem nos persegue pode estar a salvaguarda da nossa vida e da nossa luta. No anonimato para a infâmia e para a mentira, só pode estar a infâmia e a falta de princípios. Está a falta de vergonha. Pode não ser condenável por lei. Não deixa de, à luz da ética e da moral, ser crime.
Pactuar com crimes, torna-nos cúmplices. Daí, o ponto final.
Durante o tempo que estive no Afixe, usei o nome Isabel. Poderia, à luz do anonimato que um nome próprio, nos permite, ter usado aquele espaço para tudo. Nunca o fiz. Usei-o para expressar ideias, para exprimir princípios, para falar de sentimentos. Quando aqui cheguei, e decidi juntar o apelido, à semelhança do que já fazia o Daniel Arruda, foi a continuação lógica de quem nada tem a esconder nem nada tem de que se envergonhar. Ao longo destes meses, o anonimato foi aqui usado para os mais infames dos propósitos. Um luta irracional, ilógica contra o Bloco de Esquerda. E um ataque soez, cobarde contra pessoas com nomes, com caras, com vidas, com famílias e com amigos.
As atitudes ficam com quem as pratica. Pelo que nos é dado saber, não são novas as atitudes. Pelo que nos é dado saber, fazem parte do comportamento habitual de décadas. Mas pela parte que me toca, nada disso é importante. Estou aqui por prazer. A luta politica faço-a lá fora. Os afectos, apesar dos muitos que por aqui vou criando, vivo-os lá fora. Pela parte que me toca e o Daniel ali atrás manifestou intenção idêntica, passarei a ignorar quem aqui vier para caluniar, usando a cobardia como escudo. Peço aos nossos comentadores, aos amigos que por aqui vão passando, àqueles para quem o Troll é feito, aqueles para quem nos dá gozo fazê-lo que tentem, também, cortar o mal pela raiz. É apenas um pedido. Como é claro, o Troll é um lugar aberto, livre, onde cada um tem liberdade para agir da forma que entender. Da minha parte, apenas, fecho aqui, as portas à cobardia. Gosto de uma boa discussão. Gosto de confrontar ideias. Mas não perfilho o espírito cristão de dar a outra face. Para mal dos meus pecados…nasci ateia.
A semana que passou lembrou-me algumas coisas. Por exemplo, que a vida é sempre, seja qual for, o tempo que por aqui passemos, demasiado curta.
O Troll como eu o vejo, como eu o idealizo, onde se discuta, se ria, se brinque, se crie, se viva a liberdade e se ajude a construir a Justiça, segue já a seguir. Este Troll, que aparece á frente da lista de Blogs mais comentados, graças a comentários cobardes, difamadores e insanes, não me diz nada.
Este é um post individual, assinado Isabel Faria no inicio. É a minha posição. Só me obriga a mim. Há anos que aprendi que só nós somos responsáveis pelas nossas atitudes e que andar de cara levantada é a mais gratificante forma de por aqui passar.…
Publicado por Troll Urbano às 05:18 PM | Comentários (34)
Uma explicação necessária
Por: Daniel Arruda
Suponho que daqui para a frente este Blog venha a ser vítima de mais ataques, mais comentários anónimos e de mais calúnias pessoais. É normal. Há quem ache que a democracia e a liberdade seja para ser feita ás escondidas, dizendo umas coisas em casa e outras fora dela. Que ache que se pode esconder atrás de um qualquer nome sem que se descubra de quem se trata. Pior. Tornam esse ataque e essa mentira numa questão institucional. Pela minha parte cá estarei para dar a cara, contra todas as Luísas que venham, sejam elas mães de ex deputados ou não, tenham ou não tido relevancia em ORT's de empresas como a TAP.
Tenho para mim que para andar na vida pública só posso ter um compromisso, e esse é para com os valores em que eu acredito e tentar que a maioria de pessoas acreditem naquilo que defendo. Dou a cara há 19 anos, desde os meus tempos de associação de estudantes e pelos vistos tenho algum património pois de entre as lutas que travei o número de vitórias em relação ás derrotas é esmagador.
Nunca me hão-de ouvir dizer que eu tenho razão, mas sim que acredito em algo. A razão está muito para além disso. Acredito que devo ter mais respeito por alguém que tendo uma opinião contrária à minha a exprima do que aqueles que não têm opinião, pois os primeiros, dão o corpo ao manifesto, sujeitos a serem refutados, os segundos são tristes, falam do que outros dizem, do que outros defendem incapazes de ter uma ideia própria que seja.
Pode ser este um post melancólico, mas é o que me apetecia fazer agora. Porque tenho honra e porque tenho vergonha na cara. Porque não ando na vida a ver passar os electricos.
Publicado por Troll Urbano às 04:08 PM | Comentários (26)
abril 28, 2006
Sem título
Por:Isabel Faria

Publicado por Troll Urbano às 06:12 PM | Comentários (9)
Eu não me queria acreditar no que lia
Por: Daniel Arruda
É por estas e por outras que organizações caiem em descrédito. A mim, custa-me que no ano de 2006 se defenda o que está num documento cujas partes vou transcrever a seguir, pois para mim são posições indefensáveis.
Defender o sistema vigente na China, onde o mais bárbaro do Capitalismo se une ao mais bárbaro do Socialismo Real. Onde a exploração de mão de obra infantil é uma realidade indesmentível. Onde o fosso entre ricos e pobres é cada vez maior e onde há milhões de pessoas na miséria. Reduzir isto tudo a "as suas variadissimas particularidades".
Defender o regime cubano dizendo dizendo que este é credor de toda a solidariedade do mundo.
1 .....
2 .....
3 ..... Mas Cuba resiste e persiste e os Cubanos e os seus dirigentes, trabalham todos os dias para melhorar a vida do seu povo, merecedor e credor de toda a solidariedade do mundo
4 Ou a situação da China, com o seu original modelo"um país dosi Sistemas" que independentemente dos juízos de valor sobre as suas variadissimas particularidades, não deixa de apresentar indíces de crescimento económico absolutamente fantásticos, acmpanhados de uma redistribuição do rendimento mais equitativa e mais justa que noutros polos de desenvolvimento económicos pese embora o surgimento (que afirmam controlado) de uma classe previligiada na ordem dos 300 milhões de pessoas, prontos a consumirem todos os produtos topos de gama que o sistema produtivo possa desenvolver seja no interior ou no exterior do seu país.
5 ..... Recem aderida á OMC, concentrou as atenções do mundo quando, na sequencia da liberalização das cotas texteis, inundou os mercados com os seus produtos, o que provocou uma reação geral de defesa com contornos altamente contraditórios á luz dos princípios e regras liberais instituidas por muitos dos próprios queixosos.
6 .....
7.....
.....
.....
.....
....
Estes excertos são retirados de um documento de discussão sobre a situação internacional na CGTP. Depois perguntam-me porque não me revejo nesta forma de se fazer sindicalismo. Porque não posso subscrever o agrado pelo trabalho infantil, pela falta de democracia, pela exploração, pela falta de condições de vida.
Podia seguir o caminho mais fácil e abandonar o sindicato aos abutres. Mas há um princípio do qual não abdico. Se me quiserem comer vão ter primeiro de me aturar. Farei o que estiver ao meu alcance para mudar as coisas. Porque me acredito que é possível.
Publicado por Troll Urbano às 02:16 PM | Comentários (44)
Gabriel "o Pensador"
Por: Daniel Arruda
Que sou um fã do movimento Hip Hop já se sabe por estas bandas. Que sou também fã do experimentalismo e da conjugação dos sons não é espanto para ninguém. Mas o que eu gosto mesmo numa canção e no RAP em particular é de uma boa letra. Por isso andava aqui ao tempo a pensar fazer uma homenagem aqui no Troll áquele que para mim, actualmente o maior poeta de canções em língua portuguesa. Gabriel "o Pensador". Habituou-nos a uma rima acutilante, fácil mas ao mesmo tempo cheia de metáforas e críticas sociais. Críticas que sendo para o Brasil são facilmente aplicáveis a muitos países e sociedades actuais e muito especialmente para Portugal e ao "nosso povo".
Masturbação Mental é para mim um Hino, (quantas vezes também me sinto farto de andar em mastrubação mental) nem sequer é das músicas emblema do álbum mas é um exemplo da rima de Gabriel. Normalmente as canções são mais conhecidas são as mais comercializoides e essas são em regra as piores que os álbuns têm.
Publicado por Troll Urbano às 10:09 AM | Comentários (5)
abril 27, 2006
Parabéns
Por:Isabel Faria

Um destes dias quando ela vier a Lisboa, vou-lhe dizer que tenho uma coisa para lhe mostrar. Ali, filha???...não gosto nada dessas coisas...mas eu insisto e sei que vai acabar por ler...
Foi sempre o nosso travão. O meu e o do meu pai. O travão das nossas loucuras, dos nossos sonhos desenfreados, dos nossos vôos sem rede, dos nossos trabalhos inacabados. Se um carro não tiver um travão, choca. Contra as paredes, contra as pessoas, contra a vida.
Às vezes, fico muito zangada porque se preocupa com tudo.E digo, mãe porque é que te perocupas com tudo...porque alguém se tem que preocupar e talvez por gostar tanto de vocês, não...pois. Um dia o telemóvel do João Pedro, estava com umas vozes esquisitas e eu liguei aos hospitais todos, à Policia...quase ao Presidente da República...
Um dia desmaiou...prepare-se para o pior disse o médico...como se alguém se pudesse preparar para o pior, quando nos falam da nossa mãe. Não preparei. Depois o pesadelo passou. E ela voltou. Tinha mudado as coisas lá em casa. Ralhou muito...então deitaste tudo fora...tudo não, só algumas coisitas que não serviam para nada...o teu pai guarda tudo...tu deitas tudo fora...também é só nisso que são diferentes...e não sei o que é pior. Mas é bom voltar para casa. Foi bom, madrezita (aprendi com o teu neto, o que é que queres???). Nunca me poderia ter preparado. Tu sabes que eu guardo sempre tudo para o último dia...conheces-me há quanto tempo???? Bué...ok, também são maluquices do teu neto....olha, não sei se te digo sempre quanto gosto de ti...mas sei que tu sabes mesmo quando eu não digo. Mas hoje digo. Assim, a grande e alto. Para toda a gente ouvir. Os parabéns não. Isso foi logo, logo manhãzinha. Acordei-te e tudo...Gosto. Mesmo. E o que seria de mim sem o teu travão...andas há anos a tentar convencer-me que para voar é preciso ter asas. Estou, quase, quase convencida. Só que às vezes esqueço-me...mas eu sei que tu me vais avisando...olha não comas muitos doces. Cuidado com o colesterol e com a tensão...não sou só eu que tenho que ter juizo. Se tu tens idade de ser minha mãe, eu tenho idade de ser tua filha. Nunca te esqueças disso!!! E ok, eu repito, pronto, tu adoras que a gente te dê os Parabéns. Parabens, mãe. Gosto mesmo.
Publicado por Troll Urbano às 05:45 PM | Comentários (7)
Uma opinião deste vosso escriba
Por: Daniel Arruda
Publicado por Troll Urbano às 02:46 PM
A minha folha verde
Por:Isabel Faria

Não deverá nada no Mundo mais parecido com as plantas que os sentimentos.
Se não se regarem morrem. Não creio mesmo que morram de falta de água. Muito antes de não resistirem à seca, morrem mesmo é de tristeza. Se não fizermos um gesto a um amigo, para dizer estou aqui...de mansinho, sem que ele espere, sem que ele nos tenha mesmo, algum dia, mostrado que precisa do gesto, a amizade fica cada dia mais triste. E um dia, psss, vai-se.
Se não dissermos um quero-te a quem queremos, nada nos vale pensar que quem queremos percebe....perceber não rega. E o amor começa a ficar pequenininho e pálidozito de tristeza.
Sempre achei que o sentimento que mais precisa de água, não sei o equivalente em plantas, porque a botãncia nunca foi o meu forte, é a confiança. Até porque a confiança é um sentimento...muito democrático. Não há paixão, amizade, amor que resista à falta de confiança.
Eu acho até que a falta de confiança poder-se-ia comparar àqueles bichitos feios e pretos que existem nas folhas lindas das plantas e que as vão roendo, roendo...até que as matam.
Por momentos, atrasamo-nos a regar a plantita, o bichito matreiro chega e há uma noite em que lá fica a folha mais verde e mais bonita com um buracão feio e amarelo...mas de manhã, passa. Se estivermos disponíveis para a regar...e não deixarmos passar tempo...
Este post, é, assim, como uma maneira de dizer que a plantinha foi mais uma vez regada. E que não há nada mais gratificante do que confiar em alguém. Ah...e que perder a confiança é das coisas mais tristes que nos devem acontecer na vida...já a perdi algumas vezes. Fico sempre com um buraco feio, amarelo e enorme, num lugar qualquer que deve corresponder à minha folha mais verde e mais bonita.
De vez em quando ter um Blog dá-nos direito a usá-lo para enviar recados...aos amigos, aos amores, às paixões. Confio. A folha está verdita...dá para ver a olho nu.
Já depois de acabar de escrever este post, lembrei-me que deveria haver, nos sentimentos, assim o equivalente a esta foto destas folhas. Assim, mais forte que confiança. Que não acontece sempre, que só acontece quando o orvalho da manhã, um dia, sem que se espere, nos invade os dias e a vida. Uma folha verde, salpicada pelas gotitas do orvalho, deve ser, nas nossas folhas-sentimentos, cumplicidade. Nem sempre há orvalho...por isso deve ser tão dificil de alcançar. Tão doloroso de perder. Tão gratificante de manter.
A folhita com as gotinhas de orvalho, a cumplicidade em linguagem de sentimentos, dá-me a certeza que hoje, entre toda a gente que por aqui possa eventualmente passar, há alguém, que diz que raramente passa, que saberá que este post lhe é dirigido.. Desculpem usar o Troll...mas há coisas que têm que ser ditas. No momento certo. Sob pena de fazerem buracos grandes, amarelos e feios. Na alma.
Publicado por Troll Urbano às 01:03 PM | Comentários (11)
Bom dia
Por:Daniel Arruda
O que seria do mar sem a sua Estrela.

BOOOOOMMMM DIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIA !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Troll Urbano às 09:13 AM | Comentários (5)
abril 26, 2006
Esperar pela paz
Por:Isabel Faria
Este é um caso que todos conhecem, mas poderá ser qualquer um. Em qualquer lugar. Em Portugal e em 2006
Quando se perde um ente querido, deverá ser premente a necessidade de começar o luto. Há passos que se têm que dar. Os conhecidos que chegam, as palavras de conforto, sempre repetidas por quem nos quer bem mas que a cada vez que se repetem recomeçam e avivam o sofrimento, a necessidade de se procurar réstias de razão para fazer os preparativos, para marcar as datas para a partida, a preparação para o último momento, o da despedida definitiva. E, po fim, a partida.
Creio, pelo que me têm contado familiares e amigos muito próximos, que só então, quando o corpo daquele que amamos, finalmente descansa, podemos verdadeiramente começar a fazer o luto.
Para alguém que perde um amigo é dolorosa esta espera. Até porque, por menos crentes no que quer que seja que sejamos, não conseguimos nunca perder a sensação de que, para quem vai, ainda não acabou o sofrimento…mesmo quando a razão nos diz que já não sofre…para alguém que perde um familiar chegado, para um filho, uma esposa, um irmão, uma mãe, a espera de que haja espaço e técnicos para liberar o corpo deverá ser sempre e ainda a continuação da angústia. Como se duma forma sádica nos obrigassem a esperar por um qualquer momento de alguma paz. Será esta tarde. Afinal, atrasou-se…talvez amanhã…tem que ter paciência
Em 2006, em Lisboa, num dos melhores hospitais do País, estar três dias à espera de, finalmente, poder concluir a viagem, parece impossível. Mas não é. Entretanto a dor de quem sabe que perdeu alguém, mas sente que ainda não se pode tentar adaptar à perda, porque há ainda os últimos passos do percurso para percorrer, é duma extrema violência.
È normal, dizem todos. Acontece sempre assim. Acrscentam Há, portanto, milhares de pessoas que diariamente, têm que esperar por uma vaga para uma autópsia, para tentar recomeçar a viver. Aqueles que sofreram uma perda e que precisam da despedida definitiva para ousar reiniciar os primeiros passos.
Triste Pais, que nem depois de mortos nos trata com a dignidade que tantas vezes nos nega em vida.
Publicado por Troll Urbano às 09:43 PM | Comentários (4)
Um fim á imagem da carreira
Por:Daniel Arruda

Sou dos que acham que este é um final de carreira condigno para o Sá Pinto pois acabar a carreira com um castigo e tendo sido expulso no último jogo só pode ser o que este jogador pretendia para ser feliz.
Recordista de expulsões e de mau comportamento nos nossos estádios de futebol. Homem que ficou célebre por agredir um selecionador nacional. Provocador até á medúla era o paradigma do exemplo de um desportista, fica assim com o seu nome ligado áquilo que fez durante toda a sua carreira desportiva.
Só tiveste o que mereceste Sá. Parabéns. Já agora vai para longe que aqui não deixas saudades.
Publicado por Troll Urbano às 07:36 PM | Comentários (13)
Afinal o que são erros humanos?
Por: Daniel Arruda
Diz o Público de hoje que "Nove em cada dez acidentes de viação em 2005 foram provocados por erro humano" e ficamos espantados. Que outras causas relevantes poderiam ser originários de acidentes. Uma roda a saltar. Um pneu que rebenta ou até um ataque cardiaco ao volante. Pode ser, mas os casos não são assim tantos em que isto acontece.
Depois de lermos a notícia vemos que "Entre os acidentes com vítimas mortais, a principal causa apontada pela GNR foi o "excesso de velocidade", responsável por 274 choques, ou 30,3 por cento do total. A "infracção rodoviária" foi identificada como responsável em 213 acidentes (23,6 por cento) e a "distracção do condutor" em 102 casos (11,3 por cento). O "comportamento do peão" esteve na origem de 50 acidentes mortais (5,5 por cento do total), a "inexperiência" provocou 48 (5,3 por cento) e as "falhas de percepção" 45 (4,9 por cento). Já a "imprudência" causou 28 acidentes mortais (3,1 por cento) e a "doença súbita" 27 casos (2,9 por cento)."
Afinal apenas 2,9% dos casos são provocados por causas que não erros humanos.
Publicado por Troll Urbano às 04:35 PM | Comentários (1)
Mais uma intervenção no Parlamento
Por: António Chora
Para memória futura deixo aqui a minha intervenção na AR no dia 21 último.
Sr.º Presidente
Sr.ªs e Sr.ºs Deputados
Sr.º Ministro
Hoje, com as regras actuais, 172 mil desempregados, dos quais mais de 34 mil são jovens, não recebem subsídio de desemprego.
Com as novas regras aprovadas em sede de concertação social, mais desempregados serão excluídos e outros verão os períodos de concessão do subsídio reduzidos.
Os jovens com menos de 30 anos, verão reduzidos em 3 meses o direito ao subsídio, os trabalhadores entre os 30 e os 40 anos verão reduzidos em 6 meses, entre os 40 e os 45 anos poderão ver reduzidos até 190 dias e os com idade superior a 45 anos caso não tenham uma carreira contributiva superior a 72 meses, poderão ver reduzidos em 3 meses o seu subsídio.
Precisamente no momento em que 71% do emprego criado em 2004 e 2005 é precário, é quando o governo centra a sua acção na penalização dos desempregados.
Os “suspeitos do costume” em relação à fraude mantém-se, as consequências são fortemente penalizadoras para os trabalhadores e brandas e de principio de «boa fé» para as empresas.
Com a redefinição de Emprego conveniente em que o trabalhador pode desempenhar tarefas diferentes das suas, podendo ganhar menos do que no seu último trabalho e por ser distante pode lesar-se a si e à sua família, pretende o Governo a tudo sujeitar o desempregado, sob a ameaça de lhe retirar o subsídio.
Sr.º Presidente
Sr.ªs e Sr.ºs Deputados
Sr.º Ministro
Medidas como estas não estimulam o emprego, antes agravam ainda mais, as já difíceis condições dos desempregados e revelam uma profunda incompreensão das características da crise em que está mergulhada a Economia Portuguesa.
Para se poder compreender as características do desemprego, e porque razão constitui o problema mais grave que Portugal enfrenta nesta altura, é preciso ter presente a reduzida formação e as características da população empregada.
No último trimestre de 2005, cerca de 72% da população empregada portuguesa tinha o ensino básico ou menos. Esta baixa escolaridade, está também associada a uma formação profissional de banda estreita.
O acordo que obriga as empresas a realizarem anualmente, pelo menos 35 horas de formação certificada para todos os seus trabalhadores, não é cumprido, como tem denunciado os Sindicatos e Comissões de Trabalhadores.
No período 2000-2004, a União Europeia disponibilizou 3.134 milhões de euros para “Elevar o nível de Qualificação dos Portugueses” ou seja, para modernizar a nossa economia, mas Portugal só utilizou 2.053 milhões de euros ficando por utilizar 1.036,4 milhões de euros.
Muito deste dinheiro foi utilizado sem qualquer interligação entre as necessidades das empresas e as escolas certificadas de formação, o que originou e origina, que 3 em cada 4 trabalhadores em formação, não consigam emprego.
Para terminar Sr. Ministro
Não poderia deixar de falar na GM Portugal, mais conhecida por OPEL, que atravessa uma situação que preocupa os seus trabalhadores, que já solicitaram audiências a várias instâncias governamentais e a V. Exa. em particular.
O modelo Combo tem produção garantida em Portugal apenas até 2008, não estando assegurado nenhum novo produto e logicamente a permanência da fábrica na Azambuja para além dessa data.
O vice-presidente da GM Europa em conferência telefónica com os representantes dos trabalhadores, não tranquilizou os mesmos e assegurou, que … cito "foram iniciados contactos com o Governo português, faltando estabelecer uma data para uma reunião ".
O Sr. Ministro da Economia referindo-se ao assunto diz, que as notícias sobre um possível encerramento não passam de rumores, mas simultaneamente afirma cito " temos vindo, desde há meses, a seguir de muito perto a situação, reunindo inclusivamente com a administração da fábrica da Azambuja". A sensação que fica é que são mais do que rumores, o que se pode vir a passar é sério e como tal deve ser encarado.
O encerramento de uma empresa que se apetrechou com tecnologia de ponta entre 1999 e 2001, recorrendo a subsídios governamentais seria dramático para os envolvidos, para a região e para a economia nacional e
lançaria no desemprego milhares de trabalhadores directos e indirectos, podendo ter um efeito de dominó sobre o sector em Portugal.
Por tudo isto Sr. Ministro pergunto:
1º Mantém a sua determinação em relação ao fundo de Desemprego de penalizar os mais penalizados?
2º O que vai fazer para contribuir para uma nova cultura de formação e de inclusão, para melhor combater o desemprego estrutural e exclusão social?
3º Em relação à GM Azambuja, pergunto-lhe, o que vai fazer o Sr. ministro e o seu governo, perante a possibilidade de milhares de postos de trabalho serem postos em causa?
Publicado por Troll Urbano às 11:27 AM | Comentários (5)
Hoje...
Por:Daniel Arruda
~
... só me dá para isto.
Depois de 4 dias sem trabalho este dia está a ser pior que 2ª Feira
Publicado por Troll Urbano às 10:13 AM | Comentários (5)
Campanha "Um Rosto"
Por:Daniel Arruda





Hoje vou lançar um desafio aos leitores deste blog. Todos nós já vimos entrar personagens nas nossas vidas que temos dificuldade em catalogar. Eu tenho por hábito começar a minha catalogação recorrendo a exemplos do reino animal, mas confesso que neste caso estou baralhado pois, após árdua pesquisa, ainda me sobram estas seis espécies ou sub categorias possíveis, dado que todas se enquadram no perfil, pelas mais diversas razões. Outra razão que me leva a isto é que acho que a maioria de vós ainda não tem cara para juntar a uma ideia já feita.
A pessoa em questão é uma Porca. Chafurda na merda mas nós temos de constantmente ouvir dizer que no fundo é o mais parecido que existe, ainda que interiormente a um ser humano. Poderia ser do tipo Catatua. Cabeça de vento ou papagaio de repetição daquilo que outros já disseram, muitas vezes sem nexo ou explicação. Tem também a particularidade de ser extrmamente inconveniente nas alturas que fala, por isso se opta por pôr um pano por cima para ela pensar que é de noite e ir dormir. A sub espécie que eu não consegui excluir é a das Galinhas. Este animal representa para mim a falta total de inteligência. Cacareja e come merda. É também conhecida por bater com a cabeça nas paredes numa espécie de ritual sexual pois espera que apareçam galos. Aliás, as aves devem ser das espécies mais perfeitas dado que nos fornecem inúmeros exemplos de sub espécies. Como as Avestruzes animais que sendo rápidos enfiam a cabeça na areia ao 1º sinal de perigo. A Ratazana é outros dos habitues neste espécie de gente. Vive na escuridão, muitas vezes no esgoto. É considerada a escória da nossa sociedade. É necrófoga e ao fim de um dado tempo torna-se imune aos repelentes e venenos criando anti-corpos próprios. Este animal também não é conhecido pela sua intelgência e acredita na fábula em que o elefante tem medo dos ratitos. Por último sobra-me o Lince Ibérico, que representa aqui todos os animais em vias de extinção.
Como vêm a minha escolha não é fácil. Pensei já em criar para mim mesmo uma nova sub espécie que faça a união de todas estas mas ainda não encontrei um nome apelativo e que fosse facilmente pronunciavel. CAPOGAVESRA Extintus, foi o mais próximo que eu cheguei, mas deverá haver maneira de a catalogar numa sub espécie só. Precisamos apenas de encontrar um animal que chafurde na trampa, seja estúpido, necrófago, invertebrado, papagaio mas mais estúpido ao ponto de ser inconveniente, o elo inferior da cadeia alimentar e em vias de extinção. Deverá haver algum nestas condições.
Posso contar com a vossa ajuda em dar rosto a alguém que não o dá?
Publicado por Troll Urbano às 12:35 AM | Comentários (9)
abril 25, 2006
E no fim do dia, amanhã
Por:Isabel Faria

Quando o dia chegou ao fim começou o futuro. Pena que o tivessemos, em tantas ocasiões, deperdiçado ou, pelo menos, adiado. O poder estava ali mesmo. Nos moradores dos bairros. Nos trabalhadores das fábricas. Em nós e nas nossas mãos. O Poder de mudar. O Poder de criar. O Poder de viver. Tudo era possível. Como pudemos perder tantas lutas? E abdicar de tantos sonhos? E desistr de tantas batalhas? Mas, como dizia o Sérgio, VENCER É LUTAR. E a gente vai continuar a lutar. Afinal, o menino que correu mundo, a colocar um cravo vermelho na espingarda dum soldado, feito povo, esperava isso de nós. Não temos o direito de o defraudar.
Publicado por Troll Urbano às 07:57 PM | Comentários (4)
Notas soltas sobre esta manhã
Por: Daniel Arruda
Eu compreendo que a Madeira não queira ser Portugal. Ou melhor, que Alberto João Jardim gostava de ser o Rei Sol da Madeira. Mas a triste realidade para esse senhor é que efectivamente Madeira é Portugal. Que haja pessoas saudosas do antigo regime entendo. Que haja quem acasse o Estado Novo bom, é lá com elas. Que haja quem suspire por Salazar, cada um é livre de suspirar pelo que quiser, mas que institucionalmente há regras e em Portugal festeja-se o 25 de Abril.
Numa altura em que até Marco de Canavezes festeja a Revolução as atitudes de AJJ são cada vez mais um oásis sem vegetação. Saúde-se por isso o regresso á normalidade em Marco e para que ninguém se esqueça isto só foi possível porque Avelino Ferreira Torres já não está no poder autárquico.
Sobre o discurso de Cavaco já que foi o único que ouvi, só me apetece parafrasear os Gatos Fedorentos.
"OK, foi um discurso razoável, bem na verdade foi assim-assim, ou seja, foi mau, bem na realidade foi uma merda"
Depois de exprimido fica apenas uma ideia que me pareceu evidente. A constituição não é para mexer. Ainda bem que se pode aproveitar uma coisa deste discurso.
Já agora alguém explicou ao Cavaco que é de bom tom e de mais elementar ética discursar com o simbolo de Abril na lapela. A menos que seja um sinal que ele nãos e revê em Abril. Pelo menos um cravo. Só um.
Última nota para o Hino Nacional. Já lhe vi mudar tanta coisa, mas na AR hoje para além de mal cantado era preciso mudarem-lhe a métrica?!?!?!?!?!??!
Haja paciência.
Publicado por Troll Urbano às 12:07 PM | Comentários (54)
A língua ou o discurso
Por: Daniel Arruda
O problema não está na lingua. Está no discurso. Radicalismo atrás de radcalismo não levaram nem levarão a lado nenhum. As pessoas não estão para isso. Só a igreja ainda não percebeu isso. Bem, a Igreja e não só. Mas especialmente a Igreja.
A questão fundamental é quando os crentes em Deus deixam de se rever no discurso da instituição. Não pode esta impor um modo de vida. Deve sim encaminhar e saber adaptar-se aos tempos sem desvirtuar o seu pensamento base. e esse é e aí concordo dom as Igrejas, o bem do próximo e a forma como todos podemos contribuir para isso.
Publicado por Troll Urbano às 11:27 AM
Não há alternativa ao respeito, ao afecto e à Justiça
Por: Isabel Faria
Com muito afecto e respeito. Até sempre, Armando.

Com a promessa que fiz na primeira Assembleia de Freguesia. Serei oposição sempre que achar que não estão a ser defendidos os interesses da Pena e de quem cá vive. Apoiarei, sempre que achar que é para o bem da Freguesia. Sem cedências. Nem sectarismos. Até sempre, Presidente.

Com a certeza que a Justiça exige que a justiça seja feita. Continuarei a lutar por ela.
Publicado por Troll Urbano às 11:13 AM | Comentários (13)
Parabéns, amiga
Por:Isabel Faria

Quando soube o dia em que nasceste fiquei sempre com um bocadito de inveja...logo eu que nasci num de tão má memória.
Ontem não deu para estar onde, quando um dia saltámos deste para o outro mundo, o a sério, combinámos que haveria de estar. Sei que compreendeste.
Os amigos, os a sério são assim. A gente até pode não se ver todos os dias. Nem se falar sempre. A gente até pode não passar na casa uns dos outros, a gente até pode não estar sempre perto, mas estamos sempre junto.
Uma amiga como tu é assim como um trevo de quatro folhas que se encontra na vida. Daqueles que depois, ano após ano, guardamos bem guardadinhos na folha do livro que mais gostamos. Naquele a que se volta sempre. Para termos a certeza que nunca o perdemos.
Parabéns amiga. Havemos de compensar a falta de ontem. Um abraço do tamanho do que me tens dado ao longo deste ano. E um beijo...sei lá, amiga, um beijo do tamanho daquelas paisagens alentejanas enormes, cheias de papoilas e com o horizonte a perder de vista, de que tanto gostas.
Publicado por Troll Urbano às 10:09 AM | Comentários (6)
O Troll com Abril - Sempre
Por:Isabel Faria

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo
Publicado por Troll Urbano às 12:01 AM | Comentários (27)
abril 24, 2006
Só para lembrar...
Por: The
Amanhã será dia de festa para muitos, outros haverá que comemorarão com muita dor no seu coração despedaçados por aquilo que foi o fascismo e tudo o que representava, famílias destroçadas, liberdades confinadas às vontades de alguém, mas, muitos ainda dirão que sentem saudades desse tempo, por uma ou outra razão.
Mais importante que comemorar este dia, o dia 25 de Abril que há precisamente 32 anos acabou por ficar na história como o dia em que finalmente alcançámos a liberdade será relembrar que esta luta ainda não terminou, muito pelo contrário, está bem longe de terminar enquanto existirem pessoas que nos queiram privar do mais essencial nas nossas vidas, a liberdade de escolha, e ainda hoje é necessário relembrar factos como a homosexualidade que ainda continua oprimida e escondida como se de um crime de sangue se tratasse, é necessário relembrar ainda a questão da escolha da mulher em efectuar ou não um aborto, e por estas e muitas mais razões escrevo que o nosso 25 de Abril começou há 32 anos e está longe de acabar, continuemos a luta, lutemos até não conseguirmos mais porque tenho a certeza que estas e muitas outras batalhas serão ganhas.
Aplaudo a liberdade, mas quero mais, viva Portugal
Publicado por Troll Urbano às 10:55 PM | Comentários (6)
25 de Abril antecipado, para ainda ir a tempo...
Por:Isabel Faria
Este post estava feito para sair amanhã, dia 25 de Abril.
É feito com imagens daquele dia de há 32 anos. Achei que o devia publicar hoje. Fiquei, há pouco, com a certeza que o deveria fazer. Não restam muitas horas para que ele seja um Até Sempre. E eu quero que seja um Até Sempre, nas horas que ainda restam

Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.

Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão

Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.

Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.
(Excertos do poema As portas que Abril abriu - José Carlos Ary dos Santos)
Publicado por Troll Urbano às 09:45 PM | Comentários (4)
O meu 25 de Abril
Por: Daniel Arruda
Faz hoje, a esta hora, mais coisa, menos coisa 32 anos que o meu pai foi preso. Nada teve a ver com o 25 de Abril, embora o último episódio desta odisseia o tivesse anunciado.
No dia 24 da Abril de 1974 o Sporting jogava em Magdeburgo, na RDA, para a Taça das Taças. O meu pai apesar de ser benfiquista fervoroso foi imbuido do espírito de imigrante apoiar a equipa Portuguesa que ia jogar mesmo ali ao lado. A menos de 400 Km. Como moravamos perto da fronteira da RFA com a RDA era um saltito e nem precisavam de dormida. Parece que chegados à fronteira os guardas fronteiriços os informaram que para entrar na RDA era precso um visto que poderia ser comprado na fronteira a menos que fossem em transito para Berlim Ocidental pois nesse caso não seria preciso visto. Dado o preço do documento e como o meu pai e os amigos não pretendiam ficar lá a dormir optaram por dizer que iam para Berlim. Mais á frente logo fariam o desvio para Magdeburgo. Escusado dizer que a STASI (polícia política alemã) não brincava em serviço e quando os 4 amigos chegaram ao estádio prontinhos para entrar foram abordados pela polícia que lhes perguntou pelos vistos. De nada valeu dizerem que iam para Berlim quando ouviram na rádio dizer que jogava ali o Sporting e que eles como portugueses aproveitaram para ver o jogo. Passear na RDA sem autorização não era permitido dizia o Polícia.
Passaram a noite na esquadra e quando acabou o jogo, perto das 22 Horas foram libertados e escoltados até à fronteira. Chegados aí um políca da RDA apenas lhes disse. Agora vão para casa e oiçam as notícias da vossa terra. Amanhã terão boas notícias.
Não foi preciso esperar por de manhã. Ás 4 da manhã o telefone tocou. Era o meu padrinho a dizer que o país ia ser libertado. O movimento estava na rua.
Publicado por Troll Urbano às 07:10 PM | Comentários (10)
O Troll com Abril - XVII
Por:Isabel Faria
Um dia antes, ou tudo o que falta ainda fazer.

Viémos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quando não se teve nada
só quer a vida cheia quem teve a vida parada
só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
(Sérgio Godinho - Liberdade)
Publicado por Troll Urbano às 08:03 AM | Comentários (6)
abril 23, 2006
E vão 85
Por:Daniel Arruda

Com a vitória no Grande Prémio de Imola o maior piloto de todos os tempos aumenta para 85 o seu número de vitórias em grandes prémios. Alonso que se cuide. O Campeão está de volta.
PS: Hoje ficou provado que no confronto directo Alonso ainda tem de comer muitas papas para conseguir ultrapassar Schumacher. Foram 33 voltas a cheirar o escape.
Publicado por Troll Urbano às 09:35 PM
Tou, é claro que tou!!!!
Por:Isabel Faria

Um, a última vez que foi visto andava a comer arroz e mais o Bush.
Outro, estava com o aparelho mais ou menos avariado e a fazer um post, mais ou menos há uma semana.
Outro, não faço ideia onde é que anda, mas receio que tenha entrado em período de reflexão mais ou menos demorado.
Outro, deve andar com a cabeça mais ou menos cheia de alíneas, artigos, decretos, leis, afins de alíneas, decretos juniores, leis em vias de desenvolvimento, decretos de lei, leis de decretos e parágrafos com numeração romana. E com º e ª.
O outro, é o mais cumpridorzinho, mas hoje ia jogar à bola para a terra duma pessoa conhecida nossa e como já não tem idade para grandes esforços, deve ter ficado impróprio para consumo.
Resto eu. Tadinha. Sozinha e abandonada. Porra pá, isto cansa…vocês dão cabo de mim…ciao!!! (Farpas e perfume nem vê-lo!!!! Desde Setembro, compadre…faz-lhe as contas…em meses, porque se fosse em posts nem com um garrafão de 5 litros se safavam…).
Nota: Alguém me explica porque é que uma pessoa quando fica cansada tem um peixe verde na mão? Obrigado.
(Uff. Consegui...não há alternativa à vida continuar...mesmo que, às vezes, nos soe um bocadinho a forçado).
Publicado por Troll Urbano às 07:50 PM | Comentários (5)
Dia Mundial do Livro
Por:Isabel Faria

Por nada de especial que a história dos dias de são apenas dias de...mas quem sabe, uma lei que obrigasse a pagar uma multa a quem abdica de prazeres. Que se esquece deles. Se habitua a passar sem eles. Passar sem um livro devia ser passivel de multa. Como abdicar de, numa cadeira confortável, pertinho da janela enquanto o Sol se põe, ou ao deitar enquanto o sono não chega, pegar num livro e partir? Como desistir da(s) viagem (viagens)?
Lê-se cada vez menos. Pobres de nós, que nos conformamos, cada vez mais, em não partir.
Publicado por Troll Urbano às 04:13 PM | Comentários (6)
O Troll com Abril - XVI
Por:Isabel Faria

"EXP. - O então major Otelo foi o último a sair do Posto de Comando da Pontinha, já no dia 26 de Abril, às 13h30 da tarde. Nessa altura, o que sentiu? Era o momento da solidão do vencedor?
OSC - Pensei isto exactamente: «Esta malta foi-se toda embora e deixou-me aqui sozinho!» De modo que fui eu que arrumei a casa: guardei as granadas e as pistolas que tinham ficado ali soltas em cima das mesas, fechei as gavetas, retirei a minha carta do ACP que me tinha servido de mapa para acompanhar as operações das unidades do MFA, e pronto. Apaguei a luz, fechei a porta, meti-me no carro e fui para casa
...
EXP. - Voltando ao dia 26 de Abril. Que comentário lhe fez a sua mulher quando você chegou a casa? Ela estava ao corrente de tudo?
OSC: ...Por razões de segurança, decidi ir dormir à Pontinha logo na noite de 23 e não voltar a casa, porque podia haver uma denúncia e ser apanhado em casa pela PIDE. Só nessa altura é que lhe disse: «Tens acompanhado estas reuniões todas que temos feito. Vamos fazer uma revolução e eu tenho um papel importante aí a desempenhar. Vou comandar esta coisa. Vou daqui para o comando clandestino e não sei o que é que isto vai dar. Pode dar uma vitória, mas também pode dar para o torto. Se, por acaso, formos derrotados, eu despeço-me de ti, porque nunca mais, de certeza, nos veremos. Tens de te preparar psicologicamente para isso. Cuida dos filhos. Se isto der vitória, depois de amanhã estou em casa e vamos almoçar»
...
EXP. - E quando chegou a casa?
O.S.C. - Quando cheguei a casa, com a barba por fazer, já não dormia há três noites, foi uma alegria bestial, ela agarrou-se a mim e eu disse: «Prometi que estava cá para o almoço do dia 26 e cá estou».
(Extractos da entrevista ao Expreso no 25º aniversário do 25 de Abril.)
Depois há a história. A que todos conhecemos. Otelo foi o estratega do 25 de Abril e Otelo foi, em 74 e em 75, a cara e o espírito da Revolução. Com hesitações, com recuos, com dúvidas, com actos impensados, com generosidade, com alegria, com erros, com sonhos. Como a revolução.
Encontrei-o um dia, em 1976, na campanha para as presidenciais. O Zeca cantava no coreto do jardim. Depois ele falou, a seguir fomos comer sopa da pedra. Otelo teve uma votação extraordinária. Apesar de tudo que a história também guardará. Depois houve mais. Algumas coisas a história se emncarregará de colocar no seu devido lugar. Mas, seja onde fôr esse lugar, estou plenamente convicta, que em todos os momentos foi a generosidade e a utopia que lhe comandaram os passos. Os mesmos que o levaram à Pontinha. E a ser o último a apagar a luz....
Publicado por Troll Urbano às 01:38 AM | Comentários (19)
abril 22, 2006
Sem título
Por:Isabel Faria

E se pudesse, por momentos, dentro do Mar, apenas esperar que o Sol chegasse?
Publicado por Troll Urbano às 08:08 PM | Comentários (3)
Nuclear? Não! Obrigado
Por:Daniel Arruda

Chernobyl
Sócrates quer "debate racional" sobre o nuclear
Há questões em que não me incomodo que me chamem de fundamentalista. Sobre alguns temas não quero discussão. Este é um deles. O Planeta Terra oferece-nos tantas energias que não precisamos de inventar mais.
Publicado por Troll Urbano às 07:25 PM | Comentários (3)
Tele Santana
Por:Daniel Arruda

Morreu uma das últimas lendas vivas do futebol mundial. Um dos últimos amantes do futebol espectáculo. Daqueles puristas para quem um lance é tudo. Uma trivela, uma recepção no ar, uma finta ou uma jogada de levantar o estádio. Mas foi ao mesmo tempo um vencedor. Um homem que construiu literalmente grandes equipas. O S. Paulo da dupla Libertadores e da Intercontinental contra o Milan. Do Grémio bi-campeão depois de um jejum de 14 anos. Faltou-lhe a glória do título mundial de Selecções. Tudo o resto ele ganhou.
Na selecção foi traído pelo seu romantismo. Com uma selecção de luxo, constituída pela nata do futebol mundial não resistiu ao pragmatismo italiano nos quartos de final. Mas não foi por isso que não deixará de ser eternamente lembrado. Os amantes de futebol poderão ter dificuldade em lembrarem-se dos 3-1 da Final entre a Alemanha e a Itália, mas quando se fala do Espanha 82 toda a gente se lembra da fantástica selecção brasileira que se ficou a meio da competição por causa de 2 golos de Paolo Rossi. Um guarda redes de eleição. Valdir Peres de seu nome. Luizinho (que chegou a jogar no Sporting e para mim o melhor central que eu vi jogar), Júnior, Zico, Sócrates, Toninho Cerezo, Edinho, Éder entre tantos outros faziam parte da equipa que jogou um futebol de sonho. Um regalo para quem viu. Não era pragmático. Pois não. Foi o erro de Tele Santana. Mas colocou-o para sempre nos anais do futebol.
O Futebol está de luto. Ele deve estar satisfeito. Para um purista como ele deveria ser uma agonia aquilo em que o futebol se está a tornar agora. Um confronto de táticas sem espaço para a magia que ele tanto gostava.
Publicado por Troll Urbano às 04:27 PM | Comentários (5)
O Troll com Abril - XV
Por:Isabel Faria

Nestes curtos apontamentos sobre Abril, não poderia nunca faltar a Natália Correia, o Zé Mário e este poema. Queixa das almas jovens censuradas. Para mim, talvez dos mais belos poemas alguma vez musicados. Claro que estas escolhas são sempre subjectivas...mas a beleza do poema da Natála, a força do Zé Mário dão-nos, logo aos primeiros acordes e às primeiras palavras, a noção da nossa real dimensão. Só não nos dão mesmo o tal animal...esse, não temos alternativa senão passar a vida a procurar. A maiora da vezes (só?) dentro de nós.
Publicado por Troll Urbano às 11:09 AM | Comentários (15)
abril 21, 2006
A violência
Por:Isabel Faria
Não é um bom dia para escrever um post a sério. Mas também não seria capaz de escrever um dos outros. Este é um assunto que já aqui por mais que uma vez aflorei. Que me lembre quando dos cartoons de Maomé, quando do assassinato do Porto e quando do recente acórdão do Supremo Tribunal sobre a funcionária acusada de
maltratar uma criança deficiente.A propósito dos acontecimentos de ontem na minha Freguesia, vou voltar a ele.
Não me importo minimamente se é uma posição de Esquerda ou não. Sou, por principio e em principio, contra a “descriminação positiva”. Aliás, só entendo este conceito se se pretender aplicá-lo a pessoas com qualquer tipo de deficiência, que têm, portanto, direito a cuidados e condições especiais.
Sempre achei muito próximo, demasiado próximo, o conceito de descriminação positiva e o de paternalismo. E o paternalismo nunca foi um bom paliativo para nenhum mal da humanidade. Com paternalismo não se cresce, não se aprende, não se dignifica, não se luta. Se passarmos a vida a agarrar os nossos filhos com medo que caiam nunca aprenderão a andar sozinhos. A nossa função de pais é criar-lhes condições para caírem “em segurança”. O resto tem que ficar por conta deles.
A única forma de combater o racismo é recusar a descriminação, seja ela qual for, exigir que todos os homens sejam tratados como homens, não admitir a intolerância, não admitir o preconceito. Nem pactuar com eles. E tão preconceituoso é aquele que tenta associar um crime como o de ontem à cor da pele, como o que pretende “desculpar” um crime como o de ontem pela cor da pele.
È, para mim, tão inaceitável entender um crime como o de ontem, pela situação de “racismo” que supostamente alguém é vitima, como inaceitável entender quem vocifera contra os imigrantes porque um crime como o de ontem foi cometido.
Há diariamente dezenas de crimes cometidos por brancos, pretos, amarelos, homens e mulheres. Todos eles, possivelmente, terão uma “razão”. O marido que chega a casa e agride a mulher porque foi humilhado pelo patrão, a mãe que maltrata a filha, porque não tem dinheiro para comer nem onde o procurar, os jovens sem futuro e sem presente que matam alguém “diferente” e mais desgraçado do que eles, o imigrante que diariamente, sente na pele o ser olhado de forma diferente., como intruso, com intolerância e com desdém, às vezes com rancor, e que comete um crime em nome dessa agressões que sente sofrer.
A luta pela dignificação do ser humano não passa pela desculpabilização doa actos “não humanos” que se cometem.
A luta pela Justiça passa por exigir que a Justiça trate todos como cidadãos com os mesmos direitos e os mesmos deveres. A luta pela igualdade passa pela luta para que todos tenham acesso às mesmas oportunidades, a luta contra a intolerância passa por ser intransigente com a intolerância.
Está um cidadão à beira da morte e mais dois gravemente feridos. Foi morto um transsexual nas ruas do Porto. Num caso sabe-se que o culpado é um homem com uma vida dura de luta pela sobrevivência da sua família, longe da sua terra. No outro sabe-se que os culpados foram jovens adolescentes sem família nem afectos, criados numa Instituição Social. Em qualquer dos casos as vitimas não são os causadores nem os responsáveis pelas situações de vida dos culpados. Em nome dessas situações, não podemos desculpabilizar os culpados, nem culpabilizar as vítimas.
Nestes casos não há dois lados. Ou, melhor há. Só que um dos lados somos nós próprios. Os que, cruzamos os braços e, de vez em quando, fazemos uma qualquer contrição de fé. Em que teimamos encontrar Deuses e Diabos. Como se ao homem, para não agir como ser humano, não bastasse, ser homem.
A violência que grassa nos nossos dias é o resultado da instabilidade, da falta de futuro, da ausência de sonhos, do desemprego, da fome. Os responsáveis pela instabilidade, pela ausência de sonhos, pelo desemprego e pela fome, não são as vítimas inocentes dessa violência. Se não tivermos sempre esta verdade presente nos nossos espíritos, arriscar-nos-emos sempre a desculpabilizar crimes e a não culpar criminosos. Os que cometem a violência gratuita e os responsáveis que provocam a violência organizada e institucional.
A luta contra o racismo passa por entender, por lutar para que a cor da pele não retire direitos. Nem justifique crimes. E são assustadoramente reaccionárias as posições que teimam em "aceitar" e "compreender" uns ou outros
Publicado por Troll Urbano às 10:25 PM | Comentários (17)
Eu aplaudo
Por: Daniel Arruda
Ora aí está mais uma boa notícia na secção internacional. A Bélgica legalizou a adopção de crianças por homosexuais. Para mim e falo só por mim, porque esta questão não é consensual em lado nenhum acho que é mais uma vitória da igualdade. Ainda não peço em Portugal algo igual porque nem ainda o casamento esta decidido, mas penso que é uma discussão que mais cedo ou mais tarde vai ter de estar em cima da mesa até porque com a quantidade de países que já o discutem e os muitos que o legalizaram não devemos nem podemos perder este comboio de modernidade.
Publicado por Troll Urbano às 04:57 PM | Comentários (16)
O Troll com Abril - XIV
Por:Isabel Faria
Continuando a publicar alguns cartazes sobre o 25 de Abril, aqui fica este. Dos que ao longo dos anos nunca nos sairam da memória. Dos dias em que a poesia saiu à rua. E o sonho.

(Mais uma vez Obrigado ao José, por tornar possível estes posts).
Publicado por Troll Urbano às 12:15 PM | Comentários (2)
Será mesmo serviço público?
Por: Daniel Arruda
É suposto os serviços públicos prestarem isso mesmo. Serviço público. Mas os sucessivos governos na ansia de acabarem com eles mais não têm feito que não seja torná-los "serviços privados prestados pelo Estado."
Vem esta constatação pelo preçário do ATL da Escola Primária nº1 de Corroios que ontem estive a ler. Vem no dito preçário que o preço base da mensalidade do ATL é de 100 Euros, ao que se deve juntar o preço da refeição contratada com uma firma pela Câmara Municipal, a inscrição que é de 25 Euros mais as despesas inerentes a visitas, actividades e passeios, sendo que a escola não fornece serviço de transporte e o Hórário é das 8Horas ás 19Horas
Para o meu filho, pelas mais diversas razões, que vão da confiança no pessoal, na satisfação com o serviço e na proximidade de casa, (afinal é só atravessar a rua), nunca pus a hipotese de o tirar da instituição privada onde ele anda. mas depois de ver o preçário com menos vontade fiquei, é que eu pago menos 3 Euros de mensalidade no privado do que pagaria no Estado, o meu filho tem transporte para a escola, a refeição tem uma diferença de cêntimos (para mais) daquilo que pagaria no ATL da escola, o horário é das 7Horas às 20Horas e ainda tenho se quiser pois é extra curricular Educação Musical, Natação ou Mad Cience. Sim porque a Ginástica e o Inglês estão tal como na escola incluidos nas actividades regulares.
Posto isto, qual a vantagem que eu teria em ter o meu filho no Estado? Que serviço é que este me presta? Se um operador privado consegue fornecer um serviço mais completo e a mais baixo custo é porque algo vai mal no nosso Serviço Público. Mais que urgente é necessário resolver isto. É preciso credibilizar o Serviço Público dando-lhe a dignidade e a dimensão que ele merece, ou melhor, que nós contribuintes merecemos.
Publicado por Troll Urbano às 09:09 AM | Comentários (3)
Lixo????? Não, é Arte!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Por:Daniel Arruda

Publicado por Troll Urbano às 08:33 AM | Comentários (8)
abril 20, 2006
Um filme de terror
Por:Isabel Faria
"Acreditai que nenhum Mundo, que nada nem ninguém vale mais do que uma vida ou a alegria de tê-la"
Jorge de Sena
Não consigo dizer muito. Acabei de chegar do Hospital de S.José, onde achei que era minha obrigação estar, onde não consegui não estar, e as palavras custam a sair.
Não fazia ideia do que se tinha passado quando lá entrei. Continuo sem fazer ideia. Porque não encaixa. Dizia-me há pouco um elemento da Junta que lhe parecia estar a viver um filme. Confirmei que a mim também.
Tenho a certeza que o Presidente e que a D. Clara vão um dia poder ler estas linhas e por isso faço questão de as deixar aqui. Mais do que para qualquer um de vós, são para eles.
Claro que o Presidente da Junta da Pena tem nome. Sempre o tratei por Presidente. Ele insiste sempre que o trate por Armando. Ou, pelo menos, por Coelho da Silva... E eu digo-lhe: então o Sr. é o único Presidente que eu conheço e eu vou lá perder a oportunidade!!?? Nem pense!!! E rimos. É esta a imagem que tenho.
O Armando foi capitão de Abril, é monárquico eleito como independente pelas listas do PSD, adora touros e touradas e é duma afabilidade a toda a prova. Para mim sempre foi. Sempre é. Desde o dia em que me esperou aqui à porta para me entregar a primeira convocatória para a primeira Assembleia de Freguesia e que fomos tomar um café juntos.
Contaram-me que houve problemas ontem à tarde entre o jardineiro da Junta, o homem que os atacou, e a D. Clara. Problemas de serviço, apenas. E que hoje, devido a esses problemas o homem ia ter uma reunião com o Presidente. Depois...depois foi a tragédia. O Armando foi o primeiro a ser atacado, depois a D. Clara, seguidamente os outros dois funcionários cujo estado de saúde não inspira cuidados. A D. Fátima e o Sr. Fernando.
Só conhecia as duas funcionárias, pois são elas que estão sempre ao balcão da Junta. Não conheço o Sr. Fernando
Também conhecia o jardineiro. Tinha-o visto um dia, quando tive que ir à Junta de manhã, por altura das Presidenciais e o Presidente me apresentou a ele e a outro senhor que trabalhavam junto à Escola. Disso não sei falar.
O resto, o resto é um filme, como dizia o secretário da Junta, há pouquinho. Um filme de terror. Dos que acontecem, seguramente, todos os dias, mas suficientemente longe de nós, para nos preocuparem mas não nos atirarem às lonas. Como hoje.
O Armando foi capitão de Abril, fez questão de me dizer muitas vezes...e adora uma boa discussão. E tem sempre um sorriso e uma palavra. Não conheço tão bem a D. Clara. Normalmente, as reuniões da Assembleia de Freguesia são à noite e ela já não está a trabalhar. Mas, quando ambos sairem do hospital, faço um print deste post... Havemos de nos encontrar ali, ao pé dos computadores que os miúdos usam, e ainda nos havemos de rir os três disto tudo. É só uma questão de acordarem do estado de coma. Depois a vontade de viver fará o resto.Vai fazer o resto.
Para a D. Clara um até já.
Para o Presidente umas palavras mais:
A menos de uma semana do 25 de Abril, e porque em todas as conversas ele me fazia questão de dizer que tinha sido capitão de Abril, assim como que para nos lembrarmos sempre das coisas em comum e só nos lembrarmos das outras nas discussões acesas nas Assembleias de Freguesia, preciso de escrever isto:
Obrigado. O médico disse que tinha três dias para sair de coma e depois ainda mais dois para tudo ser possível. Cinco dias é Terça Feira. Terça Feira é dia 25 de Abril. A gente vê-se.
Vou abrir a excepção. Volto a usar o presidente quando o Sr. sair, que não pense que vou perder essa oportunidade. Até Terça, Armando. Você sabe que há trinta e dois anos foi necessário. Hoje também.
Por mais que tente, em nenhum momento me lembrei de nenhuma divergência, das que fomos encontrando. Nada nem ninguém vale mais que uma vida.
Publicado por Troll Urbano às 10:14 PM | Comentários (76)
O repto
Por: Daniel Arruda
Respondendo ao repto da Isabel aqui vai: (a Isabel avisou que não tenho veia poética)
Alegrias, tantas
Dores, o que é isso?
Casos, não faço caso
Conselhos, se fossem bons vendiam-se
Meninas, pré enigmas
Mulheres, enigma da ciência
Orgasmos, fazem bem á pele
Ódios, só os de estimação
Domicílios, tal como Platão
Adeuses, sempre um até já
Artes, diversas
Professores, ainda me lembro de todos
Prazeres, o supremo, ver o Glorioso ser campeão.
Projectos, não cabem num A4
Inimigos, Tento estimá-los
Amigos, não. Irmãos de um filho único
Cor, Vermelho
Meses, que tal os de férias
Elementos, água, eternamente água
Divindades, isso existe?
Publicado por Troll Urbano às 02:36 PM | Comentários (6)
Joan Miro
Por:Isabel Faria
Faz hoje 106 anos que Joan Miro, nasceu em Barcelona.Uma data como qualquer outra para deixar aqui o Verão. Também porque é uma forma de ver o Mar. E nos enchermos de cor.

Como também sou uma fã incondicional das imagens com que o Google vai assinalando estas datas, aqui fica a de hoje. Acho linda!!!

Publicado por Troll Urbano às 11:16 AM | Comentários (17)
Triste
Por:Isabel Faria
Muitas vezes querem-me convencer que eu sou intolerante. Não creio que seja. Apenas tenho memória. E senti, na pele, este tipo de actuação, vezes sem conta. Além disso, tenho presente e reservo-me o direito de nele intervir. E, então, continuo a sentir, na pele, este tipo de actuação, vezes sem conta.
Às vezes, digo que o tipo de linguagem que passa pelas nossas Caixas de Comentários não é isolada, nem é tão diferente assim da "oficial" e olham para mim com ar desconfiado...
Não resisto a deixar estes links. Nem sequer a dizer que gostaria que, mais de trinta anos depois do 25 de Abril, o PCP que tanto lutou contra o fascismo, já tivesse aprendido a viver em Democracia e a respeitar os que pensam de forma diferente. Sem sectarismos nem golpes baixos.
Aqui fica o link para um artigo do Diário do Barreiro e um outro para a resposta do António Chora.
Que se tirem as conclusões. Eu vou continuar a acreditar que, um dia, talvez, no PCP se aprenda alguma coisa.A respeitar os outros, os que pensam duma forma diferente, por exemplo. E que há uma diferença entre adversário e inimigo. Em tudo na vida. Politica, incluída.
Publicado por Troll Urbano às 10:58 AM | Comentários (62)
Há que mudar o estado das coisas
Por: Daniel Arruda
Já sabiamos pelas notícias dos jornais que Deputado Manuel Maria Carrilho era dos mais faltosos da Assembleia da República. Ficámos a saber hoje que uma proposta do PCP que visava a passagem ao quadro de 1600 trabalhadores a recibo verde ou a contrato a prazo foi chumbada pela maioria PSD porque o Vereador Manuel Maria Carrilho resolveu faltar à votação.
Se o distinto Sr. não vai ao Parlamento nem às reuniões de Câmara, por que carga de água concorreu às eleições. Vaidade? Protagonismo? Narcisismo?
Publicado por Troll Urbano às 10:17 AM | Comentários (7)
abril 19, 2006
Leite Escolar
Por: Daniel Arruda
Hoje tive reunião de pais na escola do meu nino. Sobre as avaliações não vou aqui fazer comentários, acho que com estas idades não há alnos maus. Há uns mais rápidos que outros, uns que têm uma boa pré primária e outros que estão ali em contacto pela 1ª vez com um livro ou mesmo uma letra. Mas alunos maus na 1ª classe é coisa que não há.
Mas a razão da posta não era essa. É por causa do Leite Escolar. Acho que já aqui uma vez referi que o meu filho não gosta dele, pudera, ainda é o mesmo o meu tempo e aquilo é intragável. Mas intragável ou não há miúdos que gostam e que o bebem. Mais há miúdos que não levam lanche de casa ou do ATL.
Hoje fomos, (nós pais) avisados pela professora que as crianças têm de começar a trazer lanche de casa porque o Ministério da Educação, ou seja o Estado, ainda não enviou o Leite Escolar e que devido a isso a escola não tem meios para fornecer o pouco que dava ás crianças. Um pacote de leite no intervalo. Sim porque para o Estado o lanche de uma criança de 6 anos se resume a um pacote de leite. Quando perguntei para quando estava previsto o fornecimento do leite a professora respondeu-me que não se sabia. Por vezes os atrasos eram de 3 semanas, mas poderiam ser menos.
Que raio de Estado é este que nem um simples pacote de leite consegue garantir a uma criança?
Publicado por Troll Urbano às 11:09 PM | Comentários (3)
Passo a vida nisto...
Por:Isabel Faria
Não se assustem. Hoje já escrevi três posts e tudo o que é de mais enjoa, já dizia, para aí, a minha septavó.
Só que ontem o Fernando lançou-me este desafio e eu não posso recusar porque sou paga (muito bem paga...) para isto.
Por isso lá vai. O desafio, então, é assim:
A partir do poema de Brecht, "Lista de preferências", cada um faz o seu próprio poema. É condição que rime e que não repita o original. Confesso que aí não entendi muito bem se o original é o do Brecht ou o meu, já que o convite às próximas vítimas será meu...até que o Fernando me esclareça, eu parto do princípio que o "original", neste caso, é o meu, já que há muitos que não conhecem o poema de Brecht.
Devo, para já, confessar que a minha incapacidade de fazer poesia é igual à minha incapacidade de resumir. Isto, para mim, só funcionava se para cada palavra, eu pudesse escrever um post de 429 linhas...mas como não é esse o desafio, tenho que me sujeitar.
Como parece que percebi que tenho que lançar o dito às ditas vitimas, aqui ficam os escolhidos:
O Daniel, porque adora poesia (ah, ah, ah). A Trilby porque é do Benfica e merece uma alegria, a Émiéle porque me ensinou a fazer um link depois de cinco anos de árduo trabalho e o Farpas, porque é meu compadre.
Por isso, meninos, vamos a isso...ponham a veiazita poética a trabalhar. Toca a encontrar uma palavritas para subsituir as minhas (as em bold, são as que se mantêm, tá??).
A minha cá vai...
PS:Parece que vocês devem publicar o resultado nos vossos Blogs e depois deixar aqui como comentário (Dani, estás isento desta última parte). Faz parte das regras. O Fernando tem bués de vítimas, mas eu espero que estes poucochinhos me permitam, à mesma, encontrar o homem da minha vida, receber um telefonema e ficar rica...
Alegrias, de (te) amar
Dores, de (te) deixar
Casos, para viver
Conselhos, para aprender
Meninas, a crescer
Mulheres, a entender
Orgasmos, vidas
Ódios, para fugir
Domicílios, para construir
Adeuses, para voltar
Artes, para encantar
Professores, para acompanhar
Prazeres, os de amar e de lutar
Projectos, os de lutar e de amar
Inimigos, não vale a pena ter
Amigos, não corro o risco de perder
Cor, a das papoilas, no Verão
Meses, os de Inverno, ao serão
Elementos, a água com que me molhas
Divindades, o olhar com que me olhas
Publicado por Troll Urbano às 06:40 PM | Comentários (9)
O q e o Q
Por :Isabel Faria
Tenho andado desde ontem para fazer este post. Uma amiga disse-me (atão, pá??? demora muito???) que a filhota ia aprender o q. E surgiu-me a dúvida para que raio serve o q. Ela também me disse que iriam aprender o h. E também me surgiu a dúvida para que raio serve o h. Agora, com um bocadinho de esforço ainda posso ver alguma utilidade no dito. Sei lá, como apêndice, a gente até lhe dá serventia. E, por principio, não tenho que ter nenhum preconceito contra os apêndices. Agora o q, serve para quê??? Se temos o c que tem a vantagem de ser a terceira letra do abecedário, para que é que havemos de ter metido um c com cauda lá para o fim do dito, sem nenhuma utilidade que se veja, nem sequer que se sinta???
Ce raio de cuantidade de cretinices é ce dizes cuando abres a boca, por exemplo, não era claro? Precisamos do rabo do gajo p'ra quê? Isto só serve para criar confusão nas pobres criancinhas e não nos torna nem mais felizes nem sequer, mais cultos. Aliás, eu sou daquelas pessoas que acha que se devia simplificar tudo nas nossas vidas. E assim como podiamos muito bem passar sem o Cavaco, sem os Impostos e sem as alergias da Primavera, que me fazem estar aqui com um olho que parece o Estádio da Luz, em dia de jogo (eu nunca entrei num Estádio de Futebol, mas o Daniel tem-me contado) também podiamos passar sem rabos de letras. Letras com rabo é outra história, porque, por exemplo, o b tem um rabinho para cima e é uma letra muito útil. Aliás o B grande já não tem rabo. Agora o Q grande mantém o dito e é, ainda, mais rídiculo, já que é um rabicho pequeninito, arrebitado para baixo (deve haver um termo para dizer arrebitado para baixo, já que arrebitado parece que é para cima, mas não faço ideia cual é (tão a ver???)).
Naquela minha missão de escrever sem nada dizer, aqui está de novo mais uma modesta contribuição. Adoro servir os meus admiradores.
Nota: Em caso de extrema necessidade, ainda podia admitir que se juntasse um , ao c, ficando assim ç. Claro que também era um rabo, mas, pelo menos, era descartável.
Publicado por Troll Urbano às 01:42 PM | Comentários (11)
O Troll com Abril - XIII
Por:Isabel Faria

Sou uma invejosa...a minha amiga Émièle está a publicar no Pópulo cartazes alusivos ao 25 de Abril. Passo lá diariamente (ela pensa que não, mas eu JURO!!!) e fico com aquele apertozinho no lugar, onde guardamos as coisa bonitas e inacabadas das nossa vidas. Um amigo (obrigado José) enviou-me alguns cartazes que não resisto a deixar no Troll. Alguns deles guardo-os num cantinho da memória ( o de hoje, por exemplo), todos eles me provocam aquele tal aperto dos que a Émièle publica. Não sei como se chama o aperto : saudade, frustração, desencanto, tristeza, alegria, vontade, força. Se calhar chama-se tudo isto. Não o defino. Sinto-o. Como tenho a certeza todos os que os veêm, passados mais de trinta anos. Que nos parecem, apenas, ontem. Ou amanhã?
Publicado por Troll Urbano às 01:03 PM | Comentários (6)
A Exterma Direita na Grã-Bretanha
Por:Isabel Faria
A linguagem é a conhecida.O racismo, a xenofobia, a intolerãncia, o apelo aos sentimentos de medo e de insegurança.
O PNB defende "uma paragem imediata à entrada de imigrantes não brancos" e a "reposição voluntária dos elementos de cor aos seus países de origem". (reposição voluntária, quando se trata de imigrantes, é um termo, por si só, assustador).
A supremacia da raça, qualquer membro do Partido tem que ser britãnco ou ter ascendência de "etnia europeia", e as lutas contra as leis de imigração e contra a comunidade muçulmana, são as faces da moeda da Direita nazi, em Inglaterra.
O assustador é que, segundo as sondagens mais recentes, o Partido poderá alcançar os votos de mais de um quarto do eleitorado britânico, nas eleições locais do inicio de Maio, segundo informa hoje o JN.
A Extrema Direita usa o medo, apela ao ódio e acena com a insegurança. Em inglaterra com Griffin, em França com Le Pen ou em Portugal com quem, ainda há pouco, inventou um "arrastão" para acirrar ódios e perseguir cidadãos.
A questão não está essencialmente na linguagem. Essa é a da Direita de sempre. Com mais ou menos ódio. Mais ou menos disfarçadamete racista. A questão está em quem o desemprego, o medo, a insegurança, a falta de prespectivas torna terreno cada vez mais fértil para essa linguagem. Bem pode agora o Partido Trabalhista vir avisar do perigo...como se o medo , a frustração e o desencanto se tratassem com avisos mais ou menos assustados.
Publicado por Troll Urbano às 12:41 PM | Comentários (1)
abril 18, 2006
Olá a todos!!!
Antes de mais, gostaria de informar a todos os meus companheiros de blog que este meu atraso em colocar o primeiro post, se deve essencialmente a um merecido período de férias e a um súbito impedimento tecnológico por parte do meu PC portátil, que me pergou uma partida e deixou de funcionar nas melhores condições. Enfim... mas é assim vida no início do século XXI!
As considerações mais sérias sobre os assuntos que ocupam a vida da nossa sociedade deixá-las-ei para outra oporunidade, agora gostaria apenas de me apresentar. O meu nome é Gil Costa e fui convidado pelo meu caro amigo Daniel Arruda para fazer alguns comentários sobre o que me apetecesse neste espaço que considero de grande qualidade. Sei que muitos de vós não concordarão comigo nas apreciações que farei pois como sabem estou muito bem instalado do outro lado da barricada, mas também não procuro missionar ninguém. Espero sim, participar com espírito crítico no sentido de abrir o debate , partilhando assim ideias, experiências e saberes.
Assim que me for possível darei notícias.
Viva Portugal!!!
Publicado por Troll Urbano às 09:19 PM | Comentários (4)
Estudos que me dão razão
Por:Isabel Faria

Oh pá, esta notícia já é mais ou menos velhota. Mas eu também não ando sempre a ver o Portugal Diário, se bem que ache que o devesse fazer para alegrar os meus dias e me fazer pensar um pouco nas notícias importantes que por aí vão, como, por exemplo, um senhor alemão que processou o Coelhinho da Páscoa, acusando-o de ser o responsável pela obesidade e pelos ataques cardíacos. Acho bem que se processe que à custa do gajo sou bem capaz de ter engordado umas gramas, este fim de semana...Se bem que eu, apesar da gripe das aves, ser mais tipo ovo e amêndoas, das francesas, que eu cá mato-me, mas com alguma qualidade.
Então, dizia eu, andava a fazer a minha ronda periódica pelo Portugal Diário e descobri um estudo que prova que as mulheres engordam de uma forma mais saudável quando não vivem com parceiros. Contrariamente aos homens que, quando moram com parceiras (sempre adorei este termo...dá sempre um ar cientifico à coisa...), adquirem hábitos mais saudáveis...
Como diz a notícia, os homens a “viver com”, passaram a comer mais fruta e legumes e as mulheres mais carne...eu creio que esta parte, para além do estudo em si, dele, estudo, não em si, de você (tou tão educadinha hoje) leitor, também se encarrega de desmontar aquela treta do apetite insaciável do homem, mas isso é outra história que não é para aqui chamada...
O estudo mostra, portanto, que as mulheres engordam com o casamento e afins. Eu sempre disse que isso só trazia aborrecimentos...para além da tampa da sanita, das meias espalhadas pelo quarto, da “Bola” em cima do sofá os gajos em nossa casa só servem para nos engordarem. Os mesmos investigadores confirmam que a solução para tamanhos males pode estar em sair de casa e na separação. Eu, como nestas coisas, jogo normalmente pelo seguro há muito que me convenci que o melhor é não os deixar entrar mesmo...ok, reformulando a coisa, deixá-los entrar para petiscar e depois quando chegar a hora da refeição mesmo, voltar aos bróculos, aos espinafres, às maçãs e às papaias.
Os morangos podem e devem ser usados na parte dos petiscos, acho eu...assim como o chantilly que uma vez sem exemplo não engorda por aí além. Quanto ao resto, adoro estes estudos americanos que só servem para me dar razão. O que seria de vocês sem a gente para zelar pela vossa saúde??? E o que será de nós se nos armarmos em ingénuas e arriscarmos a, para além de ter a tampa da sanita aberta, começarmos a comer desalmadamente carne em quantidades industriais?
Publicado por Troll Urbano às 10:52 AM | Comentários (20)
Ainda os títulos
Por: Daniel Arruda
Uma mulher "normal" na chefia da Polícia
Alguém tem a gentileza de me explicar este título da notícia??? Porque é que não haveria de ser normal?!?!?!?!?!?!?!
Publicado por Troll Urbano às 09:42 AM | Comentários (5)
Somos e pior, gostamos
Por: Daniel Arruda
Somos um país de telenovelas. Adoramos as telenovelas da vida real e quando não as temos inventamo-las. Ontem por estar numa casa que não a minha assisti ao telejornal da TVI. 30 minutos dedicados à morte de um jovem actor, que podendo, e não ponho em causa as suas qualidades teatrais, um dia vir a ser actor. Frases como o teatro português está de luto e outras barbaridades que tais foram repetidas a ponto de eu pensar que a Eunice Muños ou a Maria do Céu Guerra também seguiam no carro. Lembrei-me com tristeza do dia em que Curado Ribeiro morreu e em que tal facto passou quase despercebido.
Já quando ia para casa tinha ouvido numa rádio local que havia congestionamentos no cruzamento em que se deu o acidente tal a quantidade de pessoas que tinham resolvido ir colocar um ramo de flores ou uma vela, a ponto de obrigar a GNR a deslocar para lá efectivos para se poder regular o transito.
Somos um país de telenovelas e gostamos. Somos o país do triste fado, da desgraçadinha, da miséria assumida. Somos o que queremos ser. Morreu um jovem, Fransisco Adam, igual a tantos outros jovens que por esse país fora mostram talentos nas diversas áreas. Não morreu uma estrela e muito menos um ícone. Daqui a 1 mês, estou a ser bondoso,.ninguém mais se lembrará da sua existência. A TVI que agora e a bem das audiências, explora a morte de um jovem estará preocupada em fazer nascer outra estrela "fast food". Mas nós gostamos, tal como gostámos de ver em directo a transmissão de um futebolista júnior do Benfica, que despontava para a modalidade. Porque gostamos das telenovelas da vida real, pior, estamos viciados nelas. Precisamos delas para nos esquecermos que a nossa vida é pior que aquilo que vimos ali. Precisamos delas para dizermos que estamos vivos. Agarrados ao nosso triste fado, à nossa miséria.
Publicado por Troll Urbano às 09:38 AM | Comentários (8)
abril 17, 2006
O Troll com Abril - XII
Por:Isabel Faria

"Contra ti se ergue a prudência dos inteligentes e o arrojo dos patetas
A indecisão dos complicados e o primarismo
Daqueles que confundem revolução com desforra.
De poster em poster a tua imagem paira na sociedade de consumo
Como o Cristo em sangue paira no alheamento ordenado das igrejas
Porém
Em frente do teu rosto
Medita o adolescente à noite no seu quarto
Quando procura emergir de um mundo que apodrece".
Che Guevara - Sophia de Mello Breyner -1972
Em todos os nossos quartos de adolescentes, a foto com a boina e a estrela. Normalmente, a preto e branco. Recordo que um dia me ofereceram uma assim, com fundo vermelho. Porque a Revulução se faz a vermelho, disseram-me.
Como escrevia Sophia, com ele, cada um de nós, enquanto sonhava com novos Mundos, procurava emergir do mundo que apodrecia, da tristeza e da noite.
Não sei se fomos nós que crescemos com o Che ou se foi o Che que nos fez crescer. Mas, muitas vezes, a foto do Che em cima da cama ou da secretária era a senha para nos sentirmos livres, mas, sobretudo, seguros, nas casas dos amigos por onde passavamos. Às vezes, eramos muito novinhos para falar em politica. Tinhamos medo de falar, dados os avisos dos nossos familiares e amigos mais velhos. O Che era a garantia de que estavamos em terreno amigo. Ali, em baixo do olhar firme do sonho num Mundo melhor, perdiamos o medo. Era para perder o medo que não o tiravamos de cima da cama. E para acordar do pesadelo. Sonhando.
Quando os meus pais estavam em França, descobri o Diario do Che em italiano, num caixote de livros que a dona da casa onde viviamos me ofereceu. Foi a minha companhia nas férias todas. Só voltou para Portugal quando, já depois do 25 de Abril os meus pais voltaram. O meu pai achou mais seguro não o trazer na mala, quando voltei sozinha...não fosse a PIDE tecê-las.
O retrato do Che manteve-se lá mais alguns anos...era, sobretudo, a certeza que não sonhava sozinha.
Publicado por Troll Urbano às 09:17 PM | Comentários (11)
Não custa não!!!!!
Por: António Chora
Para estas coisas não há nada como saber aceitar humor sobre si próprio.

Publicado por Troll Urbano às 03:40 PM | Comentários (17)
Bem feito
Por: Daniel Arruda
Porque será que eu não consigo ficar chateado quando um banco é "burlado" de forma legal?????
Afinal não é o que estes fazem diariamente aos seus clientes?
Publicado por Troll Urbano às 01:28 PM | Comentários (4)
Cheguei tarde
Por:Isabel Faria
Durante anos, lutámos por ele. Conseguimos que fosse fazer curas de desintoxicação. Nunca conseguimos que o Médico de Trabalho, o chamasse e o seguisse regularmente enquanto estava a trabalhar. Depois, foram surgindo outras coisas urgentes. Como se houvesse alguma coisa mais urgente que uma vida...
Há um mês foi de baixa. Mais uma vez voltara a beber. Mais uma vez a maoiria de nós passou ao lado.
Acabou no Sábado. Sozinho em casa. Foi a primeira baixa em que nunca lhe liguei. Coisas mais urgentes roubaram-me tempo, atenção: o caderno reivindicativo, os comunicados, as reuniões...como se houvesse alguma coisa mais urgente que uma vida...
Perdi uma batalha e tenho a certeza que não fiz tudo o que devia. Não desta vez. Soube esta manhã enquanto descia a rampa. Que não devia ter cruzado os braços. Nem adiado a chamada que outras coisas me tiraram tempo para fazer...como se houvesse alguma coisa mais urgente que uma vida.
Respira-se um ar frio, esta manhã, aqui. Frio e pesado. Como foi a vida dele durante todos estes anos. Nem a desculpa que não havia nada a fazer me serve de consolo. É apenas isso. Uma desculpa. Não me traz paz.
Publicado por Troll Urbano às 09:52 AM | Comentários (6)
2ª Feira
Por: Daniel Arruda
Acordei com a notícia de que o Desemprego tinha baixado em Portugal. Segundo dados do Governo em cerca de 1,9%. Quando Saí da casa de banho o valor da diminuição já ia nos 0,9%. Pelo menos ainda me vesti feliz e com esperança de que o dia ainda ia correr com boas notícias.
Quando cheguei ao café, abri o jornal e vejo que Portugal foi o país onde a carga fiscal masi aumentou em relação ao PIB durante o último ano. Mais de 1%. Logo de seguida leio que são os consumidores que vão pagar a factura dos investimentos nas áreas petrolíferas. Acabei de beber o meu café e dirigi-me para o trabalho e no caminho oiço que os Portugueses continuam a sua saga de Kamicazes do alcatrão. Resolvo desligar o rádio e passar para um CD. Já não me bastava ser 2ª Feira para ainda por cima ser bombardeado com notícias que me estragam o dia ás 8 da manhã.
Pronto, já fiquei com a telha.
Publicado por Troll Urbano às 08:53 AM | Comentários (4)
O Troll com Abril - XI
Por:Isabel Faria

Passava-se fome em Portugal. O País, apesar das remessas dos emigrantes, apresentava em vésperas do 25 de Abril um défice de mais de 6 milhões de contos, na balança de pagamentos. A inflação era superior a 30%, se comparados os preços de Março de 1974 com os de Março de 1973, a Guerra Colonial levava cerca de 45% do orçamento do País. A carga fiscal era suportada pelos mais pobres. A especulação tomara conta da Bolsa e dos bens imobiliários O défice era mascarado, com a recorrência sistemática às emissões da divida pública, entrando estas como receita. (dados de aqui)
Os homens e as mulheres que diariamente abandonavam o País à procura de “sorte noutras paragens”, não partiam pela aventura. A grande maioria deles nem partia em busca da Liberdade que o Regime lhes negava. Partia em busca do pão, que aqui não conseguia ter.
Anos antes, menina ainda, quando o meu pai foi preso, eu e a minha mãe ficámos sem um tostão para comer. Os movimentos de solidariedade que então se criavam à volta das famílias dos presos políticos, não eram suficientes em terras onde a resistência era grande, mas a repressão era, ainda, maior. Não tivessem sido os meus avós a alimentarem-nos e não teríamos podido sobreviver, durante aqueles tempos. Já recordei, aqui, um dia quando ao colo da minha mãe descobri, uma moeda preta, pequenina, esquecida e perdida debaixo da camilha cor de vinho. Ainda hoje, recordo o meu salto de alegria e os olhos molhados da minha mãe. No outro dia poderíamos comprar pão, sem ter que recorrer aos meus avós.
Durante muitos anos, já o meu pai em liberdade, lembro-me que ainda pagámos as dívidas que a minha mãe tinha contraído a familiares e amigos, para o podermos ir visitar a Caxias.
Quando o meu pai foi para França, o que ganhava no emprego e nos biscates de marceneiro que fazia em casa, de manhãzinha e até a altas horas da noite, não nos davam para sobreviver.
Eu frequentava, então, um colégio particular, na minha terra. Não havia outra hipótese. Não havia ensino público. Para pagar as mensalidades, tivemos que recorrer à ajuda (nos momentos de maior indignação o meu pai usava sempre “à esmola”) da minha madrinha rica. Até entrar para o Liceu foi sempre ela que me pagou as mensalidades. Apesar do que isso na altura doía, guardo ainda hoje uma gratidão, que algumas vezes me incomoda, outras me revolta, mas a maioria me enternece.
Um dia, andava no colégio e tive um problema de saúde. Era extremamente nervosa e comecei a sofrer consequênciais físicas disso. Uma colite modificava os meus dias e obrigou os meus pais a terem que recorrer a um médico particular (não havia outros…). Tivemos que adiar, no entanto, o tratamento. Acabaria por ser com o primeiro dinheiro que o meu pai enviaria de França que acabei por ir tratar-me a Santarém. Ainda hoje penso que foi a necessidade urgente desse tratamento que levou o meu pai a decidir partir daquela forma urgente…
Nas ruas encontrava, crescia com outros filhos de outros homens e mulheres sem trabalho e sem pão.
As “malsarias”, os meloais, a emigração. acabariam por mudar totalmente as nossas vidas.
Quando me falam de antes do 25 de Abril, como se a memória se tivesse apagado, lembro tudo o que há a fazer, é certo. Mas, sobretudo, não esqueço. Nem a moeda perdida, nem a vergonha de ir buscar o envelope à minha madrinha, nem a voz assustada e desesperada da minha mãe a perguntar ao médico de Santarém se o tratamento podia aguardar uma ou duas semanas…
Publicado por Troll Urbano às 12:01 AM | Comentários (3)
abril 16, 2006
Diálogos
Por:Isabel Faria

- O que estás a fazer aqui?
- À espera do M. E tu?
- Vim passear, ver o Tejo das Portas do Sol... com o meu filho.
- Com quem??????
- Pois...
- Vives cá?
- Não, em Lisboa!!
- Que bom...eu sei que íamos conseguir...e o M, não veio???
- Sabes...passaram-se muitos anos...acabou há alguns anos...
- Foste tu???
- Nunca é ninguém…a maioria das vezes, não é ninguém...acaba-se, só isso...
- E depois?
- Fica-se triste durante um tempo, e continua-se.
- Ainda vais às manifestações todas?
- Agora há muito menos..mas sim, a muitas...
- Fizeste a Revolução??
- Não, ainda não…
- Então, nunca foste feliz??!!
- Com o tempo fica-se um bocadinho menos radical. Aprende-se que é possível, apesar de tudo, é possível ser feliz aqui…Fui. Muitas vezes…sou...agora estou!!
- Não me convences. Na volta, ficaste um bocado reaccionária. Poupa-me!!
- Não, acho que não fiquei…acredita que ainda não desisti…
- O teu filho...é giro, não me passa pela cabeça...
- Eu sei...passaram-se muitas coisas, pelo meio. Mas não te vou falar delas...faltaste à aulas, não?
- Claro, sabes que falto sempre que ele cá vem...ainda te apaixonas assim, de doer a barriga...e de faltar às aulas?
- Faltar às aulas...bem, isso já não posso. De doer a barriga, sim.
- Não mudaste muito, então...ainda usas saias de pregas?
- Não. Isso é que não...agora é mais calças...
- Os pais...
- Estão mais velhotes...mas bem. Creio que felizes...felizes...adoram o João Pedro!!
- Quem???
- O meu...filho.
- Ah!! Acho que o M. lá vem. Tenho saudades dele, sempre....tu tens saudades minhas???
- Algumas...algumas vezes...nalguns lugares. Das saias de pregas, dos bancos das portas de Sol, das RGEs, das manifestações todos os dias...mas gosto de agora...
- Achas que eu vou gostar? Mesmo sem ele???
- Vais...não vais esquecer...vais encontrar outras pessoas...ficas mais paciente, um bocadinho mais calma...a barriga continua a doer...menos manifestações...sem saias de pregas...mas com o João Pedro...vais gostar, tenho a certeza. Olha agora vai embora...ele vem aí...
- Quando ele me levantar no ar e me fizer andar à roda…
- ...vais-te esquecer de mim…eu, é ao contrário…cada vez que me levantam ao ar e me fazem andar à roda, lembro-me de ti. Sou tu.
- Vou ter com ele. A correr...tenho que aproveitar.
- Vai. Eu não vou a correr...mas também tenho que aproveitar. Não te esqueças das cruzinhas…Gostaste de me ver??
- Claro que não esqueço!! Não sei...não tenho a certeza se não estás demasiado reaccionária para o meu gosto...e de botas de salto alto...olha, desculpa mas não sei mesmo...
- Mãe, não encontro nenhum banco com uma cruzinha…ou namoraste muito pouco ou já foi há séculos…
Portas do Sol. Domingo de Páscoa de 2006. 10.00 horas da manhã. Nalguns lugares, sim. Tenho saudades.
Publicado por Troll Urbano às 05:12 PM | Comentários (6)
Em Portugal em 2006
Por: Daniel Arruda
4 carros de polícia e um carro da polícia de choque para 150 grevistas???
Esta cena não se passou na América Latina. Passou-se em Portugal. Poderia no entanto ser, pois pelos vistos a mentalidade dos patrões portugueses e os do Tivoli em particular ainda não saiu do sec XIX. Nem mesmo o argumento usado por estes serve de atenuante. Se os trabalhadores em greve não estavam a deixar os outros entrarem, a única coisa a fazer era apresentarem queixa às autoridades e estes levá-los-iam lá para dentro. Que se saiba não houve nehuma queixa pelo que o argumento cai por terra. Se os que estavam a querer entrar não eram funcionários então só se pode deduzir que a administração estava a querer violar a lei ao proceder á substituição de trabalhadores em greve.
A meu ver este caso só pode ter um desfecho. É nos tribunais. Calculo que o Sindicato já tenha entreposto a causa ou como é Pàscoa, esteja a tratar de a meter logo na 2ª Feira. Num estado de direito essa vai ser a única forma de fazer pagar este patrão e tentar que sirva de exemplo a outros que tenham a veleidade de fazer a mesma coisa.
E já agora e como se trata de uma multinacional não me parece descabido que se leve este caso às instancias europeias de preferência pelo Comitê europeu de empresa que neste caso existe.
Publicado por Troll Urbano às 12:28 AM | Comentários (3)
abril 15, 2006
Jet lag é...
Por: Paulo M. de Sousa
... Acordar às 4 da manhã (quando são 10 da manhã em Portugal) num motel algures nos Estados Unidos, ir à rua comprar Thai Fried Rice e estar a escrever posts no Troll Urbano!
=)
Publicado por Troll Urbano às 03:38 PM | Comentários (9)
Notícias da Páscoa....
Por:Isabel Faria
Estar aqui mais ou menos condicionada pelo tempo, não me permite procurar as notícias por aí.Isto aui paga-se ao minuto...e pagar custa... Como hoje tem estado a chover todo o dia nem despii o pijama. Não há jornais de hoje, cá em casa.
Vi o Telejornal, ainda meio ensonada e confirmei que os nossos Sóis têm muito pouco a ver com os do S.Pedro, aliás se o S.Pedro falar português e ler o Troll não vai entender nada daquela história de o dito ter nascido...porque deduzo que o S.Pedro sabe que estou aqui e...a esta hora deve estar a coçar as longas barbas e a tentar entender...sei lá se não está a usar aqueles tradutores on line que metem o Daniel a falar japonês e árabe...
Nas poucas notícias que vi, deu para assistir às comemorações Pascais, para confirmar que os atentados à família, para a Igreja Católica, continuam a incluir o aborto e a homossexualidade, mas teimam e não incluir o desemprego e a falta de futuro, Deu para ver um ar de Filipinas, creio que no Fundão, com uma quantidade de gente a assistir ao espectáculo e a bater palmas e deu para ver a solidão de milhares de idosso, sobretudo nas grandes cidades.
Esta notícia recordou-me, um dia, há alguns anos, a minha mãe internada, uma velhinha magra, de olhar triste a quem foi dada alta e que passou o dia inteiro sentada no sofá, à espera que alguém da família a viesse buscar. Como tinha alta não tinha mais direito à refeição...tivemos que ser nós a dar-lhe de comer. Dar-lhe de comer, literalmente, já que não conseguia comer sozinha, À noite, o filho foi buscá-la. e agora levo-a para onde perguntou...não a posso levar para casa se não pode comer sozinha, estamos fora todo o dia a trabalhar...não tenho dinheiro para a pôr num Lar...Pelas notícias desta tarde, na Televisão, deu para perceber que não se incluem na desagregação da família estes problemas comezinhos...É muito mais gave a orientação sexual de quem quer que seja, do que não ter condições (nem vontade???) de tratar dos seus idosos.
Talvez pelo Natal...normalmente, aí, fala-se nisso...pelo ano inteiro.
Publicado por Troll Urbano às 03:27 PM | Comentários (2)
Nous sommes à Paris - Jour 1 =)
Fotos: Paulo M. de Sousa
É, de facto, uma cidade muito bonita... Só é pena estar cheia de Franceses!
Igreja junto à Porte du Jour e da qual já não me recordo do nome... Talvez a "Estagiária" possa ajudar!
Viela em Montmartre
Montmartre
Rue du Louvre
Palácio do Louvre (vista sul)
Museu do Louvre - Entrada
Ao fundo, as famosas pirâmides de vidro, mencionadas no Código Da Vinci (Dan Brown)
Jardins do Louvre
Librarie des Jardins
Jardins do Louvre - Estátuas
(não faço puto quem são esta cambada)
Pont Neuf
Vista do Rio Sena
Outra ponte sobre o Sena, da qual não sei o nome... Achei fixe e fotografei-a! =)
Arco do Triunfo
Torre Eiffel
(fotografada detrás de umas árvores. Assim parece menos banal... Digo eu! =)
Fonte junto aos Jardins do Louvre
(detalhe de gajo, estrangulando selvaticamente um peixe)
Avenue des Champs-Élysees