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abril 12, 2006
Ainda o CPE mas não só
Por: António Chora
A retirada do CPE da legislação francesa, vem mostrar como uma luta sindical bem conduzido, pode ter sucesso, numa época em que o avanço do liberalismo é uma condição de retrocesso nos direitos dos trabalhadores.
Mas, tal retirada, fruto da luta travada pelo povo francês, deve ser analisada e talvez ainda seja cedo para o fazermos, no entanto, quero referir que a aliança dos sindicatos com os estudantes, é uma indicação de como lutas futuras devem ser travadas, para deter e fazer retroceder os avanços da globalização liberal.
Só uma luta bem conduzida pode ter sucesso, as lutas fraccionadas, as greves calendarizadas, (as que só se travam durante períodos eleitorais, vésperas de datas comemorativas etc.,) estão condenadas ao insucesso.
Vejamos o que sucedeu com a luta travada contra o chamado Código do Trabalho, depois de algumas greves sectoriais, veio tardiamente uma greve que se propôs ser geral, mas que efectivamente terá rondado uma adesão na casa dos 60% (na Autoeuropa ultrapassou os 80%) entre os filiados da CGTP que serão mais ou menos 800 000, quer isto dizer que terá envolvido cerca de 480 000 trabalhadores, dos mais de 5 milhões existentes e dos mais de 3 milhões que o fazem por conta de outrem. ( a UGT como sempre saltou fora à ultima da hora ou talvez nunca tenha estado dentro).
Em resultado disso o Governo de Durão Barroso fez aprovar a lei na Assembleia da Republica com os votos contrários das restantes bancadas.
Há muito que sou um defensor de que as lutas que isolam os seus actores da população em geral, estão condenadas ao fracasso, ou a semi-vitórias, veja-se o caso das lutas dos transportes, em que os trabalhadores são o principal alvo da ira dos utentes, também trabalhadores.
Para quando a calendarização de todos os acordos colectivos ou acordos de empresa dos transportes para a mesma data, para evitar os chamados alternativos e obrigar assim as empresas à negociação?
Para quando, a unidade na luta dos pequenos e médios comerciantes, também vitimas das reduções salariais, dos despedimentos ou do trabalho precário nas empresas dos seus concelhos ou distritos.
Porque não foram os estudantes, mobilizados para a luta contra o código sendo eles os principais visados neste Código com o alargamento da possibilidade dos contratos de trabalho até aos 6 anos, o que origina uma vida adiada durante anos?
Passado tempo, menos que o que esperavam e mais do que nós queríamos, o Governo, Durão/Santana, foi destituído pelo Presidente da Republica, tendo obrigado à realização de eleições legislativas em que as esquerdas (eu sei que o Arruda não gosta desta terminologia), obtiveram a maior vitória eleitoral das ultimas décadas em Portugal.
Todos esperávamos que o PS, grande opositor parlamentar do Código do Trabalho, chegado ao Governo, mandasse rever de imediato, tal Código, (mas afinal não o fez, dando alguma razão ao Arruda).
Mesmo provando-se que este Código, que prometiam os arautos da burguesia, iria criar empregos, afinal, tem colaborado para o aumento do desemprego, contando-se já mais 200 mil desempregados desde a sua entrada em vigor, não se vislumbra quando o Governo do PS o quer rever, para além de uma operação de cosmética feita à pouco tempo e que ainda veio piorar o mesmo no que respeita à caducidade dos contratos colectivos de trabalho.
Agora, como se tal não bastasse, vemos a celebração de um acordo na concertação social em que mais uma vez os jovens (estudantes de hoje trabalhadores de amanhã) se vem espoliados de direitos, no que concerne ao Fundo de Desemprego, situação sobre a qual sou muito critico, esperando conhecer a totalidade do projecto para me debruçar sobre o mesmo, no entanto, a passagem da duração do fundo de desemprego depender do tempo de descontos, vai penalizar claramente os jovens, mas esperemos para conhecer melhor o que lá está escrito.
Publicado por Troll Urbano às abril 12, 2006 10:16 PM
Comentários
2006-05-11 06:30, Diário Económico, Mariana Adam
Governo obrigado a discutir subsídio de desemprego
Bloco de esquerda é o único partido que concorda com as alterações introduzidas pelo Executivo.
Os partidos da oposição querem discutir as novas regras do subsídio de desemprego na Assembleia da República. Todos os grupos parlamentares, da esquerda à direita, admitem requerer ao Governo uma apreciação parlamentar e não poupam criticas ao documento.
O Governo e os parceiros sociais concluíram ontem a discussão em torno das alterações ao subsídio de desemprego, e tal como noticiou o Diário Económico há uma semana a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) ficou de fora do acordo porque está contra os limites às rescisões de contrato de trabalho por mútuo acordo.
Concluida a discussão em sede de concertação social cabe agora ao Executivo elaborar um decreto-lei que será aprovado em Conselho de Ministros, sem ter que passar pela Assembleia da República, metodologia que não agrada a nenhum dos partidos da oposição.
”O PSD acha pertinente discutir um assunto tão relevante como este na Assembleia da República”, afirmou Pais Antunes, em declarações ao Diário Económico. O ex-secretário de Estado da Segurança Social de Durão Barroso diz que os social-democratas fazem “um balanço globalmente negativo” do documento. Pais Antunes defende que a introdução de limites à atribuição ao subsídio de desemprego para quem rescindiu amigavelmente é “um erro crasso” porque o resultado será, na sua opinião, o encerramento de muitas empresas, essencialmente multinacionais.
O Partido Comunista também afirma que a proposta “é globalmente negativa”. Fernanda Mateus, disse ao Diário Económico que o PCP vai certamente pedir uma apreciação parlamentar. A comunista está contra a revisão das regras do subsídio de desemprego, essencialmente, porque elas “visam limitar o acesso à prestação social e não garantem o direito ao trabalho”.
Pedro Mota Soares, deputado do CDS-PP, critica o facto de o Governo ter recuado a favor dos sindicatos em relação ao emprego conveniente e defende que é “perigoso” o principio de indexar o subsídio de desemprego à carreira contributiva. O democrata cristão afirma ainda que dificultar as rescisões por mútuo acordo é colocar entraves ao crescimento do tecido empresarial português. Por outro lado, Mariana Aiveca aplaude a introdução destas limitações. “Há um salto positivo, especialmente na questão das rescisões por mútuo acordo”, defende a bloquista. No entanto, e à semelhança dos restantes partidos, tanto o Bloco de Esquerda como o CDS defendem a necessidade de apreciar o diploma no Parlamento. (…)
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 11:37 PM
E?!?!?!?!?!
Sim, globalmente é um salto positivo. Ou será que tenho de achar que aquilo é mau só porque o CDS-PP ou a confederação dos patrões acha que é mau. Se o PCP, PSD e CDS querem fazer uma santa aliança contra o governo isso é com eles. o Bloco mantém a sua postura de isenção a que está obrigada perante os eleitores. Esses irão julgar o trabalho parlamentar do BE nas próximas eleições.
Nós votamos segundo a nossa consciência e não porque é conveniente ser do contra. Quando tivermos de votar contra votaremos e quando acharmos que deveremos estar a favor estaremos.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 11:58 PM
Uma adenda ao comentàrio que postei no seu anterior texto sobre o Não à Constituiçao europeia... Segundo os meus calculos, mais de 40 por cento dos votos no Não, em França, vieram dos soberanistas e nacionalistas franceses, que apenas pretendem uma coisa: voltar a fechar as fronteiras da Europa!!!
Aqui colo o comentario anterior:
Eu jà aqui disse que nunca voto. Mas sobre a constituição europeia apenas lhe chamo a atenção para o seguinte. O voto não, defendido de facto por Rocard, tinha gente da mais esquisita a defendê-lo - a extrema direita (Le Pen), os soberanistas da direita (Villiers), os soberanistas de esquerda (Chevènement), os trotskistas da LCR (Krivine-Besancenot), os vira-casacas oportunistas socialistas (Laurent Fabius)... Perante isto acho que o BE com o seu apelo ao Nao (eu disse-o pessoalmente a Miguel Portas) estava muito mal acompanhado. Eu ão Votei, mas prefiro a companhia de Rocard, mesmo de Chirac, Strauss-Khan ou Ségolène do que os outros. O Nao ganhou em França por variadas razões, mas uma delas foi SEM DUVIDA por causa do voto extremista de direita, que neste pais conta com mais de 25% do eleitorado!!!!! Foi ou não assim?
Publicado por: dacar às abril 13, 2006 10:17 AM
O texto anterior tem um erro que rectifico: rocard defendeu o Sim, de facto, era isso que queria dizer
Publicado por: dacar às abril 13, 2006 10:20 AM
O que o Arruda chama de "o Bloco mantém a sua postura de isenção a que está obrigada perante os eleitores", eu chamo de "postura de cócoras perante o governo de Sócrates".
E vem-me à memória aquando da "intentona dos pregos" do Ângelo Correia, os cabeçalhos dos jornais dizendo que o Dias Lourenço e o PCP estavam envolvidos numa acção qualquer terrorista, isto no decurso duma greve geral (não sei se da primeira), era Soares PM e que deu toda a força ao então MAI, o tal Ângelo Correia...
Foi-se a ver e afinal o "terrorista", chamava-se de facto Dias Lourenço, mas era do PRP e não o nosso...Nesse dia de greve geral, de massas, unitária, onde em muitas regiões do país não era nada fácil aos trabalhadores fazerem greve, e muitos fizeram-na, o PRP resolveu ganhar protagonismo e montou uma provocação “bombista” qualquer que a polícia do Ângelo Correia logo “descobriu” e que era mesmo o argumento que o governo precisava para demonizar a greve e a CGTP.
A provocação do PRP surtiu pelo menos o efeito de tirar protagonismo a quem tinha direito a ele: os trabalhadores que a ela aderiram, os sindicatos que a tinham convocado e a central sindical que a tinha apoiado. E se calhar, nalgumas cabeças, ficou ainda a desconfiança, de comunistas e grevistas serem “terroristas” e isso se calhar desmobilizou alguns que não concordavam com tais métodos.
Mas o ponto que quero realçar é que esse tipo de provocações joga sempre contra os trabalhadores e a favor do governo e do patronato a que tanto esse Dias Lourenço de então como este Arruda de agora servem. E que então como agora o PM era do PS…
Também o Chora agora vem com a tese curiosa de culpar as greves pela aprovação do Código do Trabalho: (““depois de algumas greves sectoriais, veio tardiamente uma greve que se propôs ser geral, mas que efectivamente terá rondado uma adesão na casa dos 60% (…).Em resultado disso o Governo de Durão Barroso fez aprovar a lei na Assembleia”). E desvaloriza uma greve geral cá com 60% de participação e glorifica a da CPE que confesso não sei se atingiu...10%?
E de imediato salta o Chora contra “as lutas dos transportes” com o mesmíssimo argumento reaccionário de serem feitas contra os utentes! E qual burocrata, a propor a “calendarização de todos os acordos colectivos ou acordos de empresa dos transportes para a mesma data”. Uns propõem a revolução mundial (no mesmo dia, em todo o lado), agora o Chora propõe a calendarização universal nos transportes! Neste esquema irreal, falacioso, nunca mais teria que recear uma greve da CP, tenho a certeza, e imagino como ao patronato e o governo agradaria a ideia...pois que tendo a faca e o queijo na mão haveriam de garantir que nunca houvesse a tal calendarização universal.
E de espada em riste avança ainda o Chora contra os PME’s, contra quem não mobilizou os estudantes (por acaso na minha terra, na última greve geral as escolas fecharam com bastante alegria dos estudantes), diz que o PS foi o “grande opositor parlamentar do Código do Trabalho” (!!!). Isto é, quem de facto se bateu contra o Código do Trabalho, ou é esquecido (PCP) ou é censurado (sindicatos, CGTP), para o Chora poder glorificar o PS (apesar da UGT nada ter feito, bem pelo contrário, empatando desajudou).
E acaba o Chora dando o benefício da dúvida ao governo PS no caso do Fundo de Desemprego…apesar de se dizer “muito critico”…Pois.
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 10:47 AM
E no Não também estava claro o PCF (Marie G Buffet)... Grande salada, não?
Publicado por: dacar às abril 13, 2006 10:56 AM
Oh, Margarida, desculpa lá...tu agora vais ficar com o PRP atravessado??? Olha lá...eu, Isabel Faria, militei no PRP há 30 anos... o post sobre o PRP era lá em baixo...agora não podias mudar um bocadito a cassete???? Obrigado.
Publicado por: isabel faria às abril 13, 2006 11:42 AM
O PRP foi-se mas as práticas e sacanices mantém-se. Se a Faria não tivesse falado do PRP lá em baixo, se calhar nem me lembrava dessa provocação, mas falou, apareceu aqui o Chora a falar em greve geral e o Arruda em acordo com o governo e isso fez-me lembrar a inventona dos pregos nessa talvez primeira greve geral e o papel desestabilizador e provocador do PRP. E então reparei que de facto as práticas de há vinte e tal anos se mantém, com novo palavreado, muito de direitos humanos e coisa e tal, mas as práticas são as mesmas e o canibalismo nas iniciativas unitárias e do movimento sindical, idem, idem, aspas, aspas.
Aliás, agora ainda me lembra outra associação com a luta do CPE de agora e o Maio de 68. É que se agora os estudantes e trabalhadores venceram foi porque lutaram ombro a ombro, persistentemente, na rua e nas escolas, e não ligaram aos provocadores que infiltrando-se nas manifestações estavam lá para fazer desacatos, destruir lojas, viaturas e tudo o que apanhava pelo caminho. E apesar da grande cobertura da comunicação social a esses desacatos de pequenos grupos, a enormíssima maioria dos manifestantes não se deixaram impressionar nem intimidar e estiveram nas ruas e escolas ordeiramente. Foi talvez o primeiro grande fiasco dos "radicais da acção directa"? Foi pelo menos uma vitória dos que sempre preconizam lutas de massas, unitárias e abrangentes!
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 01:48 PM
Margarida, tu é que sabes...como deves calcular a Faria continuará a falar no que lhe aprouver...se isso te lembra coisas, olha, ainda bem...não quero que te falte nada.Continua.
Publicado por: isabel faria às abril 13, 2006 02:39 PM
Detesto responder a quem não sabe do que fala, mas lá vai uma vez sem exemplo.
1º. efectivamente houve uma intentona dos pregos na primeira greve geral, e gostaria que a Margarida se calasse sobvre isso para não ter que falar mais sobre o assunto, nem envolver as pessoas do partido dela que a montaram e nela participaram.
Felizmente muito bem montada o que levou a que não havendo transportes houvesse uma grande "adesão" á greve geral.
Quanto à aformação dessa criatura de que eu ataco as PMEs é pura estupidez normal de quem vem, pois não me refiro a isso no meu post mas sim à adesão dos pequenos e médios comerciantes ás greves gerais, pois sofrem imenso com o desemprego e com a perca de compra dos trabalhadores em geral.
Também na referencia da tal criatura ás minhas afirmações de que o PS foi o "grande opositor aos código do Trabalho" palavras dela (criatura) é uma pura calúnica, pois o que eu digo é que foi o Ps oposição e agora vive com ele com a melhor das conivencias.
Não culpo nonguem do código ter sido aprovado, apenas critico as formas de luta que foram travadas pela CGTP, nomeadamente greve geral demaiado tarde, muitas greves sectorias até a participação dos trabalhadores começar a diminuir, mas isso é o pão nosso de cada dia nestas greves.
Publicado por: antonio. chora às abril 13, 2006 02:44 PM
E de repente, do alto da tribuna, o Chora digna-se responder a “quem não sabe do que fala”…mas acaba por em vez de me responder me mandar calar! E pelo meio deixa a insidiosa afirmação de que foi por não haver transportes que houve “uma grande "adesão" á greve geral”! Esquecendo-se do pormenor de que não houve transportes porque…os trabalhadores dos transportes aderiram à greve!
Sobre os PME’s o Chora que no post escrevera “Para quando, a unidade na luta dos pequenos e médios comerciantes”, que eu traduzi por “E de espada em riste avança (…) contra os PME’s”, ele acha essa minha “tradução”de “pura estupidez” , porque, explica ele agora que se referia à “adesão dos pequenos e médios comerciantes ás greves gerais” (sic!). Mas, pergunto-lhe eu agora, em que país viu o Chora os PME’s a decretarem uma greve de braço dado com os trabalhadores? E os PME’s decretam greves?
Agora o Chora diz que não culpa ninguém “do código ter sido aprovado”. Mas no post ele escreveu: “depois de algumas greves sectoriais, veio tardiamente uma greve que se propôs ser geral, mas que efectivamente terá rondado uma adesão na casa dos 60% (…).Em resultado disso o Governo de Durão Barroso fez aprovar a lei na Assembleia”. Obviamente que quem escreve “em resultado disso” está a dizer que foi por a greve ter “rondado uma adesão na casa dos 60%”, que o Governo “fez aprovar a lei na Assembleia”. Se o Chora fosse consequente teria que admitir que na aprovação do código há de facto culpados e que esses são os deputados do PSD e do PP que o aprovaram.
Por fim o Chora diz que é uma “pura calúnia” eu ter dito que ele disse que “o PS foi o “grande opositor parlamentar do Código do Trabalho”. Mas de facto o Chora disse isso mesmo, e eu reproduzo a frase completa: “Todos esperávamos que o PS, grande opositor parlamentar do Código do Trabalho, chegado ao Governo, mandasse rever de imediato, tal Código”.
E nesta resposta o Chora mantém exactamente as mesmas insuficiências que eu apontei ao post: continua a silenciar o papel do PCP e a criticar a CGTP, os sindicatos em geral e as lutas pela aprovação do Código de Trabalho. E se o Chora esperava que uma vez no governo, o PS tivesse uma atitude diferente em relação ao Código esse é um problema do Chora e não de “todos”, porque pelo menos nós sabemos que sem luta nenhum governo dá seja o que for aos trabalhadores. Ora se o Chora criou essas falsas expectativas nós não só as não temos, como principalmente não as criamos ao eleitorado em geral e aos trabalhadores em especial. Nós o que dizemos é que a luta é o caminho, todos os dias, em todas as situações, em todo o lado. E penso que está nisto o essencial do que nos distingue.
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 03:50 PM
Diz a maggy, "(por acaso na minha terra, na última greve geral as escolas fecharam com bastante alegria dos estudantes)," isto é de quem não entende nada do que se fala. Envolver os estudantes não é fechar a escola, er por exemplo fazer com que os estudantes fechassem a escola.
"Foi pelo menos uma vitória dos que sempre preconizam lutas de massas, unitárias e abrangentes!" é pena que em Portugal não se consiga essas lutas porque há alguém que se acha a vanguarda da classe operária e quer controlar os movimentos.
Quanto ao resto, nem vale a pena. É duma pobreza fransiscana. Só deixo aqui uma questão que a maggy passou por cima sem querer responder:
É ou não verdade que nesta questão o PCP está de mão dada com a Confederação Industrial Portuguesa (Representantes dos patrões) e com a direita (PSD) e extrema direita (CDS-PP) Portuguesa e se acha que é essa a forma que achas que se defende a classe.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 04:18 PM
Mas se a greve foi convocada por sindicatos dos professores e dos funcionários, não era a estes a quem competia o encerramento das escolas? Ou o amigo da onça do Arruda o que queria era que os sindicatos ainda fossem acusados de exploração de trabalho infantil?
Quanto a ser-se vanguarda (seja do que for) isso não se proclama, ou se é ou não se é.
Quanto às razões do PCP de considerar globalmente negativas as alterações ao subsídio de desemprego, a Fernanda Mateus informa que é porque elas “visam limitar o acesso à prestação social e não garantem o direito ao trabalho”. Claro que se em vez de ser o governo PS a apresentar essas alterações fosse o governo PSD-PP, já sabíamos que nunca a Aiveca diria que “Há um salto positivo, especialmente na questão das rescisões por mútuo acordo”, nem o Arruda “Sim, globalmente é um salto positivo”. Como também sabíamos que nessa circunstância nem os deputados do PSD ou do PP disseram agora o que disseram e seriam os primeiros a aprovar as alterações.
Mas as nossas posições são como sempre foram posições de princípio e de classe e tanto rejeitamos políticas de direita apresentadas pelo PSD como as mesmíssimas políticas de direita apresentadas pelo PS.
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 04:54 PM
O Chora, mandou calar a guidinha, sobre a insurreição dos pregos e ela nem miou, mais.
A vedade é que na área onde trabalho (industria naval), tal como noutras que lá se encontrvam instaladas se fizeram centenas de "ouriços" (formas redonda ou cilindrica a que se soldam pontas de pregos ou outros elementos em aço bem afiados e que se colocam nas centrais de camionagem, ou nas estrada impedindo assim q circulação por estrangulamento das vias por execesso de carros ou camionetas com os pneus furados.
Também não vi da parte da guidinha nenhum desmentido da aliança CGTP (PCP) com as associações patronais no que diz respeito à retirada de direitos no que diz respeito ao Fundo de Desemprego para os jovens. Aí nem miou.
No resto calunia sem dar qualquer resposta, fala de PMEs quando o chora fala de pequenos e médios comerciantes (estupidez) fala de lutar e aí tem toda a razão, foi o que fizeram os trabalhadores da industria naval na Polónia, lutaram por sindicatos livres da tutela comunista e libertaram o mundo (parte dele) daquela ditadura que dava pelo nome de Democracia Popular em todo o Leste da Europa.
Eu sei que virá a resposta de ....e agora como vivem....vivem em liberdade, começaram a criar sindicatos apesar do medo que ainda nutrem pelos mesmos fruto da repressão que os sindicatos do partido lhes movia......começaram a organizar-se em partidos politicos, a lutar pela independencia dos seus países antes colónias da chamada União Soviética, lincharam alguns ditadores desse tempo como os da albânia e da Roménia, e só não fizeram o mesmo aos outros porque tiveram a sorte de morrer antes disso.
Publicado por: augusto às abril 13, 2006 05:08 PM
O Chora, mandou calar a guidinha, sobre a insurreição dos pregos e ela nem miou, mais.
A vedade é que na área onde trabalho (industria naval), tal como noutras que lá se encontrvam instaladas se fizeram centenas de "ouriços" (formas redonda ou cilindrica a que se soldam pontas de pregos ou outros elementos em aço bem afiados e que se colocam nas centrais de camionagem, ou nas estrada impedindo assim q circulação por estrangulamento das vias por execesso de carros ou camionetas com os pneus furados.
Também não vi da parte da guidinha nenhum desmentido da aliança CGTP (PCP) com as associações patronais no que diz respeito à retirada de direitos no que diz respeito ao Fundo de Desemprego para os jovens. Aí nem miou.
No resto calunia sem dar qualquer resposta, fala de PMEs quando o chora fala de pequenos e médios comerciantes (estupidez) fala de lutar e aí tem toda a razão, foi o que fizeram os trabalhadores da industria naval na Polónia, lutaram por sindicatos livres da tutela comunista e libertaram o mundo (parte dele) daquela ditadura que dava pelo nome de Democracia Popular em todo o Leste da Europa.
Eu sei que virá a resposta de ....e agora como vivem....vivem em liberdade, começaram a criar sindicatos apesar do medo que ainda nutrem pelos mesmos fruto da repressão que os sindicatos do partido lhes movia......começaram a organizar-se em partidos politicos, a lutar pela independencia dos seus países antes colónias da chamada União Soviética, lincharam alguns ditadores desse tempo como os da albânia e da Roménia, e só não fizeram o mesmo aos outros porque tiveram a sorte de morrer antes disso.
Publicado por: augusto às abril 13, 2006 05:08 PM
O Chora, mandou calar a guidinha, sobre a insurreição dos pregos e ela nem miou, mais.
A vedade é que na área onde trabalho (industria naval), tal como noutras que lá se encontrvam instaladas se fizeram centenas de "ouriços" (formas redonda ou cilindrica a que se soldam pontas de pregos ou outros elementos em aço bem afiados e que se colocam nas centrais de camionagem, ou nas estrada impedindo assim q circulação por estrangulamento das vias por execesso de carros ou camionetas com os pneus furados.
Também não vi da parte da guidinha nenhum desmentido da aliança CGTP (PCP) com as associações patronais no que diz respeito à retirada de direitos no que diz respeito ao Fundo de Desemprego para os jovens. Aí nem miou.
No resto calunia sem dar qualquer resposta, fala de PMEs quando o chora fala de pequenos e médios comerciantes (estupidez) fala de lutar e aí tem toda a razão, foi o que fizeram os trabalhadores da industria naval na Polónia, lutaram por sindicatos livres da tutela comunista e libertaram o mundo (parte dele) daquela ditadura que dava pelo nome de Democracia Popular em todo o Leste da Europa.
Eu sei que virá a resposta de ....e agora como vivem....vivem em liberdade, começaram a criar sindicatos apesar do medo que ainda nutrem pelos mesmos fruto da repressão que os sindicatos do partido lhes movia......começaram a organizar-se em partidos politicos, a lutar pela independencia dos seus países antes colónias da chamada União Soviética, lincharam alguns ditadores desse tempo como os da albânia e da Roménia, e só não fizeram o mesmo aos outros porque tiveram a sorte de morrer antes disso.
Publicado por: augusto às abril 13, 2006 05:08 PM
Augusto, sabes que a Maggy só responde como vem na cartilha. ao que não interessa cala-se. Não sei se tens visto a quantidade de perguntas que têm ficado neste blog sem resposta. Se tiveres sorte vais ter agora dois comentários com citações do Camarada Álvaro.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 05:42 PM
Diz a Maggy "Mas as nossas posições são como sempre foram posições de princípio e de classe e tanto rejeitamos políticas de direita apresentadas pelo PSD como as mesmíssimas políticas de direita apresentadas pelo PS."
É ou não verdade que nesta questão o PCP está de mão dada com a Confederação Industrial Portuguesa (Representantes dos patrões) e com a direita (PSD) e extrema direita (CDS-PP) Portuguesa e se acha que é essa a forma que achas que se defende a classe. Pelo menos uma vez responde ou então tenho de acreditar que tens dificuldade em aceitar esta santa aliança.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 05:45 PM
O Augusto não percebeu mesmo o que eu escrevi pois não? Então leia s.f.f. outra vez o princípio da minha resposta que para não lhe dar muito trabalho aqui a repito: “E de repente, do alto da tribuna, o Chora digna-se responder a “quem não sabe do que fala”…mas acaba por em vez de me responder me mandar calar! E pelo meio deixa a insidiosa afirmação de que foi por não haver transportes que houve “uma grande "adesão" á greve geral”! Esquecendo-se do pormenor de que não houve transportes porque…os trabalhadores dos transportes aderiram à greve!”
O Augusto fala de "ouriços", e eu pergunto-lhe, com "ouriços" ou sem "ouriços", de facto os trabalhadores dos transportes fizeram mesmo greve não é verdade? Onde eu morava havia comboio, lembro-me que nesse dia não o vi, foi por ter atropelado algum "ouriços" ou foi por os ferroviários terem feito greve?
Agora para o Augusto uma notícia num jornal com opiniões sobre as alterações (umas contra outras a favor) por diversos representantes partidários e patronais já toma o estatuto de aliança? Com mais esta “pérola” as discussões estão a ficar cada vez mais esquizofrénicas – lá em baixo a Faria e o Arruda chamam de coligação a uma manifestação conjunta, agora uma notícia num jornal já é uma aliança? Percebe-se que quem não tenha argumentos para se justificar deite mão a tudo, mas não acha que esta é risível? E sobre a CGTP, cada vez percebo menos, se está contra é porque está contra, se está a favor é porque está a favor, nunca lhe dá o benefício da dúvida, se vota a favor faz aliança, se vota contra, faz bloqueio, nunca tem salvação!
Parece também que o Augusto anda um tanto desactualizado, são os próprios comerciantes que resolveram chamar à sua associação de PME (pequenos e médios empresários), mas compreende-se, o Augusto é dos tais que pararam no “glorioso” tempo do Solidariedade…os tais que de tanto lutarem, hoje já não têm indústria naval e têm a maior percentagem de desemprego da Europa. Pois. Mas segundo o Augusto estão “livres”…pobres, desempregados mas "livres". Grande progresso de que se pode orgulhar Augusto. Mas olhe, eu para esse peditório não dei!
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 06:05 PM
Quando tiveres tempo responde se faz favor. É que o teu silencio começa a ser esclarecedor.
Diz a Maggy "Mas as nossas posições são como sempre foram posições de princípio e de classe e tanto rejeitamos políticas de direita apresentadas pelo PSD como as mesmíssimas políticas de direita apresentadas pelo PS."
É ou não verdade que nesta questão o PCP está de mão dada com a Confederação Industrial Portuguesa (Representantes dos patrões) e com a direita (PSD) e extrema direita (CDS-PP) Portuguesa e se achas que é essa a forma que achas que se defende a classe.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 06:18 PM
O Arruda continua a nem saber interpretar uma notícia do jornal. A que eu aqui coloquei diz que “A CIP ficou de fora do acordo”. Mas o Arruda acha que não acha que nisto o PCP e a CIP estão de “mãos dadas. O Pais Antunes do PSD defende que a introdução de limites à atribuição ao subsídio de desemprego para quem rescindiu amigavelmente é “um erro crasso”, o Pedro Mota Soares, do CDS-PP, “critica o facto de o Governo ter recuado a favor dos sindicatos”e a Fernanda Mateus do PCP “está contra a revisão das regras do subsídio de desemprego, essencialmente, porque elas “visam limitar o acesso à prestação social e não garantem o direito ao trabalho”, e da leitura destas três posições o Arruda conclui que o PCP está de “mãos dadas” com todos eles, desde a CIP ao PSD e até ao PP!
E conclui o Arruda que uma medida que visa limitar o acesso ao subsídio de desemprego e não garante o direito ao trabalho é uma medida que “defende a classe”. Eu também acho que sim, que é uma medida que defende a classe patronal. Era nesta classe que afinal o Arruda pensava, não era? Se é, estamos, finalmente de acordo!
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 07:04 PM
Maggy, eu não quero saber de interpretações, quero a TUA posição. Por isso gostava que respondesses para saber o que tu pensas.
É ou não é certo que o PCP votou ao ldo do PSD e do CDS-PP?
É ou não certo que a posição do PCP é igual á da CIP? Van Zeller disse em entrevista que era contra estas alterações porque não defendia o trabalho. Defendia isso sim o desemprego. Segundo as palavras da Maggy o PCP na voz de Fernanda Mateus disse que "...não garantem o direito ao trabalho". Alguém me explica a diferença.
Afinal quem é que está a defender a classe dos patrões?!?!?!??!?!?!
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 07:15 PM
Mas segundo o Augusto estão “livres”…pobres, desempregados mas "livres". Grande progresso de que se pode orgulhar Augusto. Mas olhe, eu para esse peditório não dei diz a guidinha, estar-se-á a referir a Cuba, Coreia do Norte ou à China? Os grtandes baluartes da classe operária e do socialismo, com representação destacada na festa do Avante.
Quanto ao resto Arruda não precisas de insestir, é que a Direcção da CGTP já levou tanta porrada na soeiro pereira Gomes que até já pediram ao Ministro do Trabalho que publique aquilo sem ser necessário qualquer assinatura das partes envolvidas, mas parece que o Vieira da Silva vai mesmo querer uma cerimónia de assinatura, eu vou esperar para ver
Publicado por: augusto às abril 13, 2006 07:19 PM
O Arruda não sabe mesmo interpretar um texto. Vejamos está lá escrito: "Concluida a discussão em sede de concertação social cabe agora ao Executivo elaborar um decreto-lei que será aprovado em Conselho de Ministros, sem ter que passar pela Assembleia da República, metodologia que não agrada a nenhum dos partidos da oposição", repito, "cabe agora ao Executivo elaborar um decreto-lei que será aprovado em Conselho de Ministros, sem ter que passar pela Assembleia da República". Se não passa pela Assembleia da República, onde é que o PCP votou ao "lado do PSD e do CDS-PP"?
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 07:25 PM
O Augusto está a ficar baralhado? Já não se lembra que se tinha referido aos "trabalhadores da industria naval na Polónia"? E não sabe que hoje, a Polónia é precisamente a campeã no desemprego?
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 07:30 PM
OK eu vou reformular a pergunta:
É ou não é certo que o PCP tomou posição ao lado do PSD e do CDS-PP?
É ou não certo que a posição do PCP é igual á da CIP? Van Zeller disse em entrevista que era contra estas alterações porque não defendia o trabalho. Defendia isso sim o desemprego. Segundo as palavras da Maggy o PCP na voz de Fernanda Mateus disse que "...não garantem o direito ao trabalho". Alguém me explica a diferença.
Afinal quem é que está a defender a classe dos patrões?!?!?!??!?!?!
Podes responder agora???????
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 08:41 PM
Chiça que é burro. O PCP tomou a sua posição e ponto final. Ou lá porque o BE se concertou com o PS o PCP tinha de se concertar com alguém? E ainda não percebeu que a CIP caíu fora desse acordo?
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 08:53 PM
Maggy, isso é desespero?!?!??!?!?
A verdade é que o PCP tomou posição ao lado do PSD e do CDS-PP e os argumentos usados são iguais aos da CIP. Foi a Magguy que os escreveu aqui.
Agora não te irrites, se tivesses reconhecido que te tinhas enganado logo ao princípio não tinha havido esta discussão. Mas como tu insistes no erro temos de te chamar á razão.
Se reparares bem apenas estou a usar a mesma argumentação que tu usas. Retiro pedaços de texto e descontextualizo-os. Agora já não gostas?!?!?!?
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 09:07 PM
Como não sabe explicar mais este frete ao governo, repete, repete, repete, qual cuco de repetição.
De facto quem está à espera de saber qual a posição do partido irmão em França para saber se a retirada do CPE foi uma vitória ou não, quem nunca teve posições autónomas e independentes, não consegue compreender quem sempre autonomamente decidiu da sua vida e não admite que ninguém lhe diga o que tem que fazer. Soberania de decisão é coisa que nem sabem o que é por essas bandas, mas nós há 85 anos que estamos habituados a viver com ela, com a tal soberania de decisão.
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 09:28 PM
Maggy, isso é desespero?!?!??!?!?
A verdade é que o PCP tomou posição ao lado do PSD e do CDS-PP e os argumentos usados são iguais aos da CIP. Foi a Magguy que os escreveu aqui.
Agora não te irrites, se tivesses reconhecido que te tinhas enganado logo ao princípio não tinha havido esta discussão. Mas como tu insistes no erro temos de te chamar á razão.
Se reparares bem apenas estou a usar a mesma argumentação que tu usas. Retiro pedaços de texto e descontextualizo-os. Agora já não gostas?!?!?!?
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 09:31 PM
Leia outra vez s.f.f.:
2006-05-11 06:30, Diário Económico, Mariana Adam
Governo obrigado a discutir subsídio de desemprego
Bloco de esquerda é o único partido que concorda com as alterações introduzidas pelo Executivo.
Os partidos da oposição querem discutir as novas regras do subsídio de desemprego na Assembleia da República. Todos os grupos parlamentares, da esquerda à direita, admitem requerer ao Governo uma apreciação parlamentar e não poupam criticas ao documento.
O Governo e os parceiros sociais concluíram ontem a discussão em torno das alterações ao subsídio de desemprego, e tal como noticiou o Diário Económico há uma semana a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) ficou de fora do acordo porque está contra os limites às rescisões de contrato de trabalho por mútuo acordo.
Concluida a discussão em sede de concertação social cabe agora ao Executivo elaborar um decreto-lei que será aprovado em Conselho de Ministros, sem ter que passar pela Assembleia da República, metodologia que não agrada a nenhum dos partidos da oposição.
”O PSD acha pertinente discutir um assunto tão relevante como este na Assembleia da República”, afirmou Pais Antunes, em declarações ao Diário Económico. O ex-secretário de Estado da Segurança Social de Durão Barroso diz que os social-democratas fazem “um balanço globalmente negativo” do documento. Pais Antunes defende que a introdução de limites à atribuição ao subsídio de desemprego para quem rescindiu amigavelmente é “um erro crasso” porque o resultado será, na sua opinião, o encerramento de muitas empresas, essencialmente multinacionais.
O Partido Comunista também afirma que a proposta “é globalmente negativa”. Fernanda Mateus, disse ao Diário Económico que o PCP vai certamente pedir uma apreciação parlamentar. A comunista está contra a revisão das regras do subsídio de desemprego, essencialmente, porque elas “visam limitar o acesso à prestação social e não garantem o direito ao trabalho”.
Pedro Mota Soares, deputado do CDS-PP, critica o facto de o Governo ter recuado a favor dos sindicatos em relação ao emprego conveniente e defende que é “perigoso” o principio de indexar o subsídio de desemprego à carreira contributiva. O democrata cristão afirma ainda que dificultar as rescisões por mútuo acordo é colocar entraves ao crescimento do tecido empresarial português. Por outro lado, Mariana Aiveca aplaude a introdução destas limitações. “Há um salto positivo, especialmente na questão das rescisões por mútuo acordo”, defende a bloquista. No entanto, e à semelhança dos restantes partidos, tanto o Bloco de Esquerda como o CDS defendem a necessidade de apreciar o diploma no Parlamento. (…)
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 10:13 PM
Maggy, o que é que isso tem a ver com o que eu escrevi. Vou fazer a pergunta outra vez.
A verdade é que o PCP tomou posição ao lado do PSD e do CDS-PP e os argumentos usados são iguais aos da CIP. Foi a Magguy que os escreveu aqui.
Enquanto não reponderes a isto nada feito. Limitas-te a colar textos. Lá em cima pus a argumentação da CIP e a do PCP. São iguais.
Lá em cima disse que o PCP tinha estado lado a lado com o PSD e CDS-PP nas críticas. Nega isto se conseguires.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 11:08 PM
Leia outra vez s.f.f.:
2006-05-11 06:30, Diário Económico, Mariana Adam
Governo obrigado a discutir subsídio de desemprego
Bloco de esquerda é o único partido que concorda com as alterações introduzidas pelo Executivo.
Os partidos da oposição querem discutir as novas regras do subsídio de desemprego na Assembleia da República. Todos os grupos parlamentares, da esquerda à direita, admitem requerer ao Governo uma apreciação parlamentar e não poupam criticas ao documento.
O Governo e os parceiros sociais concluíram ontem a discussão em torno das alterações ao subsídio de desemprego, e tal como noticiou o Diário Económico há uma semana a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) ficou de fora do acordo porque está contra os limites às rescisões de contrato de trabalho por mútuo acordo.
Concluida a discussão em sede de concertação social cabe agora ao Executivo elaborar um decreto-lei que será aprovado em Conselho de Ministros, sem ter que passar pela Assembleia da República, metodologia que não agrada a nenhum dos partidos da oposição.
”O PSD acha pertinente discutir um assunto tão relevante como este na Assembleia da República”, afirmou Pais Antunes, em declarações ao Diário Económico. O ex-secretário de Estado da Segurança Social de Durão Barroso diz que os social-democratas fazem “um balanço globalmente negativo” do documento. Pais Antunes defende que a introdução de limites à atribuição ao subsídio de desemprego para quem rescindiu amigavelmente é “um erro crasso” porque o resultado será, na sua opinião, o encerramento de muitas empresas, essencialmente multinacionais.
O Partido Comunista também afirma que a proposta “é globalmente negativa”. Fernanda Mateus, disse ao Diário Económico que o PCP vai certamente pedir uma apreciação parlamentar. A comunista está contra a revisão das regras do subsídio de desemprego, essencialmente, porque elas “visam limitar o acesso à prestação social e não garantem o direito ao trabalho”.
Pedro Mota Soares, deputado do CDS-PP, critica o facto de o Governo ter recuado a favor dos sindicatos em relação ao emprego conveniente e defende que é “perigoso” o principio de indexar o subsídio de desemprego à carreira contributiva. O democrata cristão afirma ainda que dificultar as rescisões por mútuo acordo é colocar entraves ao crescimento do tecido empresarial português. Por outro lado, Mariana Aiveca aplaude a introdução destas limitações. “Há um salto positivo, especialmente na questão das rescisões por mútuo acordo”, defende a bloquista. No entanto, e à semelhança dos restantes partidos, tanto o Bloco de Esquerda como o CDS defendem a necessidade de apreciar o diploma no Parlamento. (…)
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 11:59 PM
Oh meus amigos???
Havia necessidade????
Tanta discussão pra nada!!!
A menina Margarida tem problemas com as opiniões divergentes, e isso é falta de espírito aberto e democrático. Há que ser mais racional e abrir os olhos perante o que se passa!
O amigo Arruda gosta de picar e deixar-se levar pela atitude de ser o último a falar! Oiçam-se uns aos outros, e vejam que se calhar, nós ralhamos todos, ladramos muito, mas quem come o bife são sempre os mesmos. Por isso, mais vale escutarmos as opiniões uns dos outros e perceber que afinal não somos assim tão diferentes. mas insistem em dividir esta esquerda, só porque uns se acham os pais da esquerda trabalhadora, de massas e bem comportada, que tem ciúmes da nova esquerda moderna, que está presente, que se afirma e tem direito a existir com o seu cunho único, criativo, mesmo que radical, mas é a juventude, é o sangue na guelra de quem quer estar e sentir-se activo nesta vida dura, difícil e de combate. Luta de palavras, retórica, é importante, mas só pode haver palavras com acção, com actos. Estamos todos no mesmo saco! O dos oprimidos, saibamos respeitarmo-nos uns aos outros!
Publicado por: oadeusdasmaquinas às abril 14, 2006 07:00 PM