« A língua ou o discurso | Entrada | E no fim do dia, amanhã »

abril 25, 2006

Notas soltas sobre esta manhã

Por: Daniel Arruda

Eu compreendo que a Madeira não queira ser Portugal. Ou melhor, que Alberto João Jardim gostava de ser o Rei Sol da Madeira. Mas a triste realidade para esse senhor é que efectivamente Madeira é Portugal. Que haja pessoas saudosas do antigo regime entendo. Que haja quem acasse o Estado Novo bom, é lá com elas. Que haja quem suspire por Salazar, cada um é livre de suspirar pelo que quiser, mas que institucionalmente há regras e em Portugal festeja-se o 25 de Abril.

Numa altura em que até Marco de Canavezes festeja a Revolução as atitudes de AJJ são cada vez mais um oásis sem vegetação. Saúde-se por isso o regresso á normalidade em Marco e para que ninguém se esqueça isto só foi possível porque Avelino Ferreira Torres já não está no poder autárquico.

Sobre o discurso de Cavaco já que foi o único que ouvi, só me apetece parafrasear os Gatos Fedorentos.
"OK, foi um discurso razoável, bem na verdade foi assim-assim, ou seja, foi mau, bem na realidade foi uma merda"
Depois de exprimido fica apenas uma ideia que me pareceu evidente. A constituição não é para mexer. Ainda bem que se pode aproveitar uma coisa deste discurso.
Já agora alguém explicou ao Cavaco que é de bom tom e de mais elementar ética discursar com o simbolo de Abril na lapela. A menos que seja um sinal que ele nãos e revê em Abril. Pelo menos um cravo. Só um.

Última nota para o Hino Nacional. Já lhe vi mudar tanta coisa, mas na AR hoje para além de mal cantado era preciso mudarem-lhe a métrica?!?!?!?!?!??!
Haja paciência.

Publicado por Troll Urbano às abril 25, 2006 12:07 PM

Comentários

25 Abril de 2006

Um abração de solidariedade e fraternidade universal nesta data memorável.

Zeca da Nau

Publicado por: Zeca da Nau às abril 25, 2006 05:31 PM

Afinal não é só a Faria, também o Arruda aderiu à moda de à ditadura fascista chamar de “Estado Novo”.

Mas não é o único disparate: agora quer obrigar a que institucionalmente se festeje o 25 de Abril. Vê-se que o Arruda não conhece o país em que vive: não é preciso ir à Madeira, bastava-lhe ir, por exemplo às Caldas da Rainha e perceber que lá nunca a Câmara festejou o 25 de Abril; ou se tivesse ouvido falar de Leiria teria aprendido que aí até uma vez num 25 de Abril fizeram luto a pedido do CDS. É que se há muitas comemorações autárquicas do 25 Abril ainda há mais comemorações populares, comemorações organizadas por grupos de cidadãos que umas vezes conseguem apoios autárquicos, das associações e sindicais para as organizarem outras vezes nem tanto, mas que heroicamente as vão mantendo por esse país fora, com muita carolice, sem protagonismos mas com muita unidade. Eu sei do que falo, eu pertenci a várias comissões populares que organizaram festejos do 25 de Abril sem quaisquer apoios autárquicos apesar de os termos solicitado.

Querer obrigar a que institucionalmente se festeje o 25 de Abril é um disparate. Compete aos democratas da Madeira organizarem-no em espírito de unidade. Como é outro disparate fazer do uso do cravo uma obrigação. O cravo não é traje, quem o quer usa-o, quem não quer não o usa. O que é da mais elementar ética é não instituir a hipocrisia como regra da sociedade. Se o Cavaco nunca usou o cravo, por que carga de água é que ia usá-lo hoje? Estas opiniões do Arruda revelam bem a sua tendência autoritária para impor regras e comportamentos. Era só o que faltava haver um burocrata que obrigasse instituições e indivíduos a cumprir com determinados preceitos e ainda por cima a pretexto do 25 de Abril. Poupem-nos!

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 06:52 PM

Ainda hoje não vi notícias...e são 8 e 10...ok. Depois volto. Talvez a falar no cavaco (brrr)

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 08:08 PM

Obrigado Zeca, para ti tb.

Maggy, Continuas a falar do que não sabes. Ainda hoje em Leiria se comemorou com uma sessão solene. Quanto ao resto, é conversa para boi dormir.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 11:25 PM

Fiquei com a sensação de que se trocaram os papéis aqui pelo blogue.
A ideia da institucionalização do 25 de Abril... qu'é qu'é isso Daniel? O Cavaco não ter levado cravo na lapela foi a única coisa honesta que fez quando subiu à tribuna: aquele discurso pelos deserdados seria uma peta ainda maior de cravo ao peito... e o primeiro ministro de cravo ao peito a dar o amén. Pompem-me!

Na Madeira, idem. Não seria ridículo o João Jardim comemorar o 25 de Abril? Outra atitude honesta. Mostrou de que lado está e foi gozar o feriado.

Querem liberdade?
O Salgueiro Maia já morreu e o Otelo está fora de jogo, já não podem dá-la de bandeja para lhe cuspirem em cima.
Querem liberdade? Mereçam-na!

Como o grande povo daquele pequeno país chamado Nepal está a fazer. Às suas custas.
E com tanta gente confundida com o "déjá vu", com tamanha ingenuidade!
Vão lá avisá-los de que o melhor é envaziarem as ruas e irem a eleições, antes que seja demasiado tarde. Rápido, não vá os tipos astearem a vermelha na montanha mais alta do país e não terem de andar ano após ano a comemorar o que não tiveram coragem de fazer quando tiveram a oportunidade de se tornarem reis do seu destino.

Na ilha da Madeira o que se passou não foi uma comemoração, foi uma jornada de luta pelo direito de comemorar aquilo que por aqui se procura fazer esquecer nas cerimónias oficiais. Não foi um passeio descontraído até ao Rossio ao som das lenga-lengas de todos os anos, foi um acto de coragem: muitas caras que apareceram na TV podem vir a sofrer represálias, principalmente se forem da função pública - se é que esta já não foi completamente expurgada dos incómodos.
Foi o povo que quis e teve de lutar pelo que quis, lindo. Mais bonito que a comemoração velórica que ocorreu em Setúbal, onde as forças políticas locais (BE incluído) falaram para si próprias num Salão Nobre a "meia-haste" e bem vestido demais - e lembrar o entusiasmo da ganga nos dias da revolução!

Se os da câmara de Leiria ou do cu de judas não comemoraram o 25 de Abril, que se lixem, mostraram quem são. Mas, se os cidadãos locais não fizeram o mesmo que os da Madeira é porque merecem a presidente que têm ou não têm coragem e não merecem a coragem que os outros tiveram há 32 anos.
Saudações aos que da Madeira lutaram pelo 25 de Abril: negaram-vos os cravos mas a Primavera será vossa!

Publicado por: CausasPerdidas às abril 26, 2006 04:15 AM

Devo ser eu que estou mal. Depois de ler estes comentários até estou convencido de que não se deve festejar o 25 de Abril. Acabavam-se com os concertos, o fogo de artifício e outras iniciativas e depois queixem-se que 30% da população não sabe ao certo o que foi o 25 de Abril e 5% desconheça mesmo. Aliás na Madeira o que se deve festejar será outra data qualquer. A da revolução na MAdeira quando ela acontecer, por exemplo.

Espero para o ano não ver o Parlamento festejar o 25 de Abril.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 08:30 AM

O que eu escrevi sobre Leiria foi “se tivesse ouvido falar de Leiria teria aprendido que aí até uma vez num 25 de Abril fizeram luto a pedido do
CDS”. Nem ler já sabe, Arruda?

Causas Perdidas: Agora para valorizar as comemorações populares da Madeira, desvaloriza as comemorações autárquicas de Setúbal e as comemorações populares em Lisboa? De Leiria eu sei do que falo: lá uma comissão de democratas, tem todos os anos promovido comemorações populares que, apesar do boicote inicial da Câmara conseguiu, juntando os ranchos das freguesias, associações culturais e desportivas do concelho, com a prata da casa, todos os anos juntar muita gente, tornou o 25 de Abril uma data querida, de tal modo que depois, a própria Câmara começou todos os 25 de Abril a fazer uma sessão solene e uma ida ao Quartel para depositar cravos – iniciativas que essa comissão apoiava e aplaudia.

E a iniciativa para a formação dessa comissão partiu dum grupo de comunistas (ainda nos anos 70's) que conseguiram juntar socialistas e outros e o grupo trinta anos depois ainda se mantém e a partir duma determinada data, a própria câmara começou a dar apoio logístico (palco, electricidade, transportes, etc.) que essa comissão requeria. Mesmo nas Caldas, nalguns anos houve comemorações populares, mas lá a autarquia não alinhou tanto como a de Leiria acabou por alinhar. E em muitas outras terras se fazem ainda assim comemorações. E são as próprias comissões que têm que angariar o dinheiro para as despesas (foguetes, transportes, cachets, etc...).

Mas porquê desvalorizar a manif em Lisboa? É uma tontice. É uma bonita manif, com várias representações, onde encontramos amigos, onde se quisermos gritamos palavras de ordem, se não quisermos vamos conversando. Onde estamos todos livres de levarmos os cartazes que nos apetecer levar ou não, ou só um cravo, onde não há formalidades nem crispações.

E porquê desvalorizar também as sessões solenes municipais? É bonito ver os eleitos com a toilette mais bonita a esmerar-se para assim comemorar o 25 de Abril e garanto-lhe que em muitos municípios e freguesias ainda nem sequer isso se faz.

O Arruda está mal habituado, vive numa autarquia que sempre foi CDU e que portanto sempre se esmerou em comemorações populares e oficiais. Mas as autarquias CDU, são uma excepção, sempre se esmeraram nas comemorações do 25 de Abril, só que a imensa maioria das autarquias não são da CDU e muitas mesmo do PS nunca ligaram a comemorações. A iniciativa de comunistas organizando comissões conseguiu em muitas, muitíssimas terras levar autarquias, mesmo do PSD, a comemorar o 25 de Abril. Esta tem sido desde há 30 anos a nossa orientação: tentar que de forma unitária, sem sectarismos e sem despiques a máxima abrangência nas comemorações do 25 de Abril, porque afinal o 25 de Abril é do povo, não tem dono, e para nós a melhor maneira de o fazer é pô-lo no coração e na iniciativa do povo, mas SEM obrigações e SEM uniformes: cada um comemora-o como quer e como sabe e só se quiser!

Publicado por: Margarida às abril 26, 2006 10:29 AM

Margarida, depois de um comentário a apropriar-se em nome do seu partido das diversas comemorações do 25 de Abril, peço desculpa por ter participado em algumas conspurcando assim a luta pura que tem sido levada a cabo pelos democratas.

Ficámos a saber no teu comentário que as comemorações do 25 de Abril só são bem feitas se forem pelos comunistas. Leva a bicicleta.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 10:37 AM

Quem é que defendia o afastamento PACIFICO de Salazar( se calhar fizeram um acordo com a cadeira.....).

E a unidade de todos os portugueses honrados ( mesmo com os fascistas claro....)

Se o Otelo e demais malucos que arriscaram vida e carreiras, os tivessem ouvido, ainda hoje, se calhar, estariamos a cantar ,o lá vamos cantando e rindo.....

Publicado por: a.pacheco às abril 26, 2006 10:54 AM

Pacheco: presumo que desconheça este livrinho de Álvaro Cunhal: "duas intervenções numa reunião de quadros" da Editorial Avante de 1996. Se o ler, aprenderá alguma coisinha. Deixo-lhe este estracto:

(...) "A crise da ditadura fascista e a luta pelo seu derrubamento (1960-1974)

A partir de 1960 entramos no período da crise do fascismo, e portanto no desenvolvimento da nossa actuação nesse período de crise.

Teve um papel importante no desenvolvimento da nossa luta a realização do VI Congresso do Partido. Como os camaradas se lembram, aprovou o Programa do Partido, o programa da Revolução Democrática e Nacional (…). Mas, de momento, queria apenas salientar a importância do VI Congresso como o Congresso do Programa, do levantamento nacional contra o fascismo e da definição dos grandes objectivos da revolução antifascista. Adiante direi mais algumas palavras sobre esta questão.

O Partido empenhou-se na luta segundo a linha do VI Congresso no ambiente de intensa luta ideológica da época.

No Partido travámos firme combate contra o oportunismo de direita e contra o esquerdismo que se manifestava com grande intensidade nesses anos.

Em relação à luta revolucionária, à acção revolucionária, à perspectiva revolucionária de uma insurreição armada contra o fascismo, não só houve intenso debate interno no nosso país como houve debate e incompreensão internacional. Quero dizer-vos que escrevi mais que um artigo para jornais de outros partidos comunistas e como falasva em levantamento armado, a censura interna dos jornais, incluindo o Pravda soviético, cortava esta expressão.

Estávamos na época em que se apontava a solução pacífica para tudo e naturalmente que a nossa linha revolucionária não era compreendida. Em relação a nós, aos comunistas portugueses, quando afirmávamos que lutávamos para derrubar o fascismo e começávamos a empreender não só uma linha de levantamento armado, mas de participação dos militares nesse levantamento e a sublinhar a importância que para a radicalização neste sentido dentro das forças armadas tinham os efeitos da guerra colonial e a nossa cooperação estreita e fraternal com os povos das colónias portuguesas contra o colonialismo e contra o fascismo, contra os mesmos inimigos – havia uma grande incompreensão no movimento comunista internacional. Até alguns se permitiam rir ou sorris, “vocês o quê? Libertarem-se antecipadamente? Esperem que os espanhóis se libertem de Franco já vos pode facilitar a vida”. E nós dizíamos, “porquê? Por que é que havemos de esperar se temos força, os portugueses, para atirar abaixo a ditadura? Vamos esperar os espanhóis com a sua solução pacífica do problema político espanhol? Que haja aí uma transição?”

Interessa aqui sublinhar a confiança revolucionária do nosso Partido nessa época, não só em relação às dúvidas que poderia haver aqui no país mas também às dúvidas, hesitações e tendências no movimento comunista internacional, quando na Europa era quase um sacrilégio falarmos em levantamento armado.

Tínhamos organizado a ARA, a Aliança Revolucionária Armada? Destruíram-se uns tantos helicópteros numa acção (foram quinze de uma vez)? Puseram-se bombas em navios que levavam material de guerra para África? Isto era considerado terrorismo. Aqui na sala estão camaradas que conhecem bem esse período de actividade, que tiveram uma actividade destacada nessa luta heróica contra o fascismo e contra a guerra colonial. Tivemos a coragem de defrontar incompreensões internas e externas e ter uma confiança revolucionária nos trabalhadores portugueses, no nosso povo e no nosso Partido e isso conduziu a uma situação, também um tanto ímpar na Europa, que foi a de termos a capacidade, não de estarmos à espera que os monopólios dos Mellos, ou os Botelho Moniz, ou toda essa gente encontrasse a transição para um regime democrático sem alterações profundas na vida social portuguesa, mas, ao contrário, de termos tido uma intervenção revolucionária de forma a que o nosso povo não tivesse que dever a ninguém a sua libertação, que se tivesse libertado pelas suas próprias mãos da ditadura fascista e que tivesse levado a cabo reformas profundas da sociedade portuguesa, que o capital e o imperialismo estão ainda hoje com dificuldades em destruir completamente, reformas e alterações profundas da vida nacional em que o nosso Partido teve um papel determinante, por vezes como partido quase isolado dos outros partidos, mas com uma base operária, com uma base de massas, com uma base na intelectualidade mais progressista e com uma base sólida no seu próprio espírito revolucionário e nas suas próprias convicções. É o grande momento revolucionário na existência do nosso Partido.

Naturalmente que a vida clandestina e a luta clandestina de 48 anos, a que se tem chamado uma gesta, é a história da luta heróica de milhares de homens, de mulheres, de jovens, de uma luta muito difícil de que o filme que vimos dá alguns quadros, ainda que naturalmente insuficientes. A luta clandestina é um património do nosso Partido que não devemos deixar perder, mas a Revolução de Abril é até hoje o mais alto momento da história do nosso Partido. (…)"

(Álvaro Cunhal: duas intervenções numa reunião de quadros; Editorial Avante, 1996, pag. 30-34)

Publicado por: Margarida às abril 26, 2006 12:59 PM

Na luta contra o esquerdismo , denunciavam á Pide, no Avante, com todas as letras a entrada em Portugal, de João Pulido Valente e Francisco Martins Rodrigues,( conduta exemplar , sem dúvida).

Com a ARA foram a reboque daquilo que desde cedo grupos mais á esquerda já tinham iniciado.

E já agora que tal falar de alguns figurões do antigamente, que em 26 de Abril se converteram á democracia, e aderiram ao PCP, ( os tais portugueses honrados certamente....)

Há muitas histórias para contar, cada um conta como quer e á sua maneira, o mal é quando se têm paredes de vidro.....

Publicado por: a.pacheco às abril 26, 2006 02:30 PM

a.pacheco, se bem me lembro do livro era "um partido com telhados de vidro" e não paredes como referes.

:))))

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 02:35 PM

Daniel, sejam paredes ou telhados, o que aqui está em causa é a falta de transparência.

Publicado por: a.pacheco às abril 26, 2006 03:26 PM

percebi pacheco, a minha piadinha era só porque a nossa amiga tinha feito um copy past de um exerto do Camarada Cunhal e eu lembrei-me do livro.

Não sei se lês o Avante mas, todas as semanas vem lá um artigo sobre o sucesso da campanha de novos militantes e esta semana saíu num jornal diário qeu o número de militantes afinal caíu 29000.
Quem falará verdade?!?!?! Não sei mas começo a achar que um dos dois mente. Ou serão os dois. A falta de transparencia dá nisto.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 03:35 PM

Mas de falta de transparência no seu afã anticomunista não se pode queixar o Arruda. Nem de sectarismo exacerbado. Ontem, por puro acaso descobri este naco de prosa que o Arruda se lembrará que escreveu, certamente, e que revela bem a estatura deste "democrata":

outubro 10, 2005
Um sentimento misto de amor/ódio
Por: Daniel Arruda

Só agora me apeteceu escrever. Estive desde ontem à noite num sentimento misto de amor/ódio. (…)
No Seixal tivemos um grande resultado eleitoral. Só faltou mesmo a cereja em cima do bolo. A eleição de uma vereação (…).

Mas ficou um sentimento de perda. Não pelo facto de eu não ter sido eleito, ou melhor, não só.

Tinhamos como meta retirar a maioria à CDU e não conseguimos, também era difícil fazer tudo sozinho. (…) Nós fizemos a nossa parte, mas houve quem não tivesse feito a deles. (…)

Publicado por: Margarida às abril 26, 2006 08:52 PM

O poder corrompe o poder absoluto corrompe muito mais.

Lutar para que novas ideias e um pluralismo de opiniões , possam ter voz , no Parlamento, nas autarquias, é reforçar a democracia.

Como é reforçar a democracia impedir que os mesmos se eternizem no poder, isto é tão válido para a Madeira, como para certas autarquias e autarcas do Continente, onde autarcas já estão no poder alguns há duas decadas.

Porque será que o PCP se opõe á limitação de mandatos dos cargos publicos, tal como se opõe á paridade.

Estranho que quem se diga defensor de uma democracia participada demore tanto tempo a substituir autarcas,como tambem é estranho que quem se diz defensor dos direitos das mulheres, recuse TOTALMENTEuma lei que não sendo perfeita poderia alterar alguma coisa na participação das mulheres na vida pública.

Mas quem conhece a história do PCP sabe que os militante com responsabilidades foram SEMPRE homens, as mulheres eram as companheiras, significativo.

Ressalvo o caso da Candida Ventura,independentemente do juizo que se possa fazer do seu percurso posterior.

Publicado por: a.pacheco às abril 26, 2006 10:28 PM

Pacheco: faz estas tristes figuras porque não se informa. Deixo-lhe o link, para se informar antes de dizer mais asneiras. Cá vai a lista de mulheres da Direcção Nacional do PCP:

1 – Mulheres do COMITÉ CENTRAL do PCP:

Adília Maria Prates Candeias
Operária têxtil. 50 anos de idade.

Ana Isabel Valente
Operária. 30 anos de idade.

Ana Luísa Abreu Alferes Lourido
Licenciada em Política Social. 24 anos de idade.

Ana Maria Marques Balão
Socióloga. 30 anos de Idade.

Ana Pato
Estudante. 21 anos de idade.

Ana Paula Henriques
Empregada.48 anos de idade.

Carolina Jesus Oliveira Neves Medeiros
Operária. 38 anos de idade.

Deolinda Leal Santos
Empregada. 52 anos de idade.

Elsa Sofia Nunes Paixão
Empregada. 26 anos de idade.

Inês Cristina Quintas Zuber
Estudante. 24 anos de idade.

Luísa Araújo
Empregada. 57 anos de idade.

Margarida Botelho
Licenciada em Ciências da Comunicação. 28 anos de idade.

Maria Adelaide Pereira Alves
Empregada. 49 anos de idade.

Maria Celeste Antunes Soeiro
Operária. 52 anos de idade.

Maria da Conceição Morais Matias
Empregada. 55 anos de idade.

Maria de Fátima Marques Messias
Empregada. 42 anos de idade.

Maria de Lurdes Azeredo Rocha
Empregada. 49 anos de idade.

Maria do Carmo Tavares Ramos
Analista química. 56 anos de idade.

Maria do Pilar Ferreira Vicente da Silva
Médica cirurgiã. 51 anos de idade.

Maria Etelvina Lopes Rosa Ribeiro
Operária vidreira. 49 anos de idade.

Maria Fernanda Santos Cardoso Mateus
Operária têxtil. 45 anos de idade.

Maria Ilda Costa Figueiredo
Economista e professora. 56 anos de idade.

Maria Leonor Horta Barão
Empregada. 49 anos de idade.

Maria Leonor Maia Xavier
Operária agrícola. 54 anos de idade.

Maria Manuela Lucas Oliveira Santos
Professora do Ensino Secundário. 46 anos de idade.

Maria Manuela Pinto Ângelo
Intelectual. 51 anos de idade.

Maria Manuela Mendes Cruz Bernardino
Intelectual. 60 anos de idade.

Maria Manuela Nunes Prates
Operária têxtil. 53 anos de idade.

Maria Margarida Costa Rosa Cardoso Santos
Professora. 33 anos de idade.

Maria Odete dos Santos
Advogada. 63 anos de idade.

Maria Rosa Monteiro Rabiais
Empregada. 52 anos de idade.

Maria Teresa Azevedo Ferreira Lopes
Professora do Ensino Secundário. 53 anos de idade.

Patrícia Machado Romeiras
Licenciada em Animação Socio-educativa. 26 anos de idade.

Rosa Saúde Coelho
Operária. 52 anos de idade.

Silvestrina Monteiro
Operária têxtil. 53 anos de idade.

Telma Capucho
Licenciada em Arquitectura. 28 anos.

Teresa Cristina da Conceição Andrade Chaveiro
Técnica de informática. 27 anos.

Vanessa Silva
Licenciada em Direito. 27 anos de idade.

2 – Mulheres da COMISSÃO POLÍTICA DO COMITÉ CENTRAL do PCP

Fernanda Mateus
Operária têxtil. 45 anos de idade.

Luísa Araújo
Empregada. 57 anos de idade.

Maria Rosa Rabiais
Empregada. 52 anos de idade.

Margarida Botelho
Licenciada em Ciências da Comunicação. 28 anos de idade.

3 – Mulheres do SECRETARIADO DO COMITÉ CENTRAL do PCP:

Manuela Bernardino
Intelectual. 60 anos de idade

Manuela Pinto Ângelo
Intelectual. 51 anos de idade.

4 – Mulheres da COMISSÃO CENTRAL DE CONTROLO do PCP

Alice Carregosa
Empregada, 51 anos de idade

Maria da Piedade Morgadinho
Intelectual. 71 anos de idade

Marília Vilaverde Cabral
Empregada. 62 anos de idade

http://www.pcp.pt/partido/congresso17/index.htm

Publicado por: Margarida às abril 26, 2006 11:45 PM

Comentário apagado. Se a autora quiser deixar um link que o faça. Dado que não o deixou fica a fonte para quem quiser consultar. Mais de 20 000caracteres é abuso à paciencia dos leitores ainda mais quando não tem a ver com o tema da posta.

Era uma vez a revolução

João Mesquita, Grande Reportagem, 2/04/05

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 12:09 AM

Comentário apagado. Podem consultar o link

http://jn2.sapo.pt/seccoes/mensagem.asp?52540

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 12:31 AM

Sim fiz a minha parte. Tripliquei a votação do BE e passámos de 0 para 8 eleitos. Houve quem não fizesse. O PS não fez o que lhe competia ao apresentar um candidato derrotado à partida. Sim o objectivo era acabar com a maioria CDU que tem corrompido o poder autárquico neste concelho. Que tem privado pessoas da reforma por não pagar as contribuiçõs. Que aceita subornos do Carrefour para construir um hipermercado e abater sobreiros protegidos. Que tem destruido o pequeno comercio, que ...

Publicado por: Daniel Arruda às abril 27, 2006 01:16 AM

Em 14 deputados do PCP quantas são mulheres?

Quantas são presidentes de Camaras?...

Não queira atirar poeira para os olhos, nos cargos realmente de decisão politica, e de responsabilidade, as mulheres no PCP são e foram sempre figuras subalternas.

Mas já agora que fazia o PCP na homenagem que a Camara do Porto prestou a Pires Veloso, a a outros figurões que nada têm a ver como 25 Abril...

É que há presenças que valem mais que mil declarações....

Publicado por: a.pacheco às abril 27, 2006 08:35 AM

Quanto ao médico e combatente anti-fascista João Pulido Valente, a ironia, o reconhecimento dos seus erros como homem , vinham a par da sua coragem e do seu altruismo.

Não era um revolucionário exemplar, mas tomara o PCP e toda a esquerda ter tido muitos como ele.

Certamente não pactuava com cobardias, com unidades com fascistoides mais ou menos descontentes com Salazar, não renegava amigos,e era capaz dos gestos mais loucos.

Recebeu uma herança, falou-se na época em mais de 5.000 contos, na altura era ainda militante do PCP , entregou TODO o dinheiro ao Partido, veio a entrar pouco depois em divergência, NUNCA pediu a devolução de um tostão...

Torturado , preso , condenado a 15 anos de prisão , quem com ele esteve em Peniche, guarda as melhores memórias , do homem que mesmo aos mais sectários do PCP, tentava pontos de contacto.

O PCP como se sabe pagou-lhe bem, denunciando á PIDE no Avante o seu regresso a Portugal.

E ainda havemos de falar do que se passou em Caxias e Peniche a 26 E 27 DE Abril, Spinola mão queria a libertação de todos os presos politicos.

A posição da esmagadora maioria dos que se encontravam presos era,ou saiem TODOS ou não sai nenhum...

Que fizeram alguns militantes do PCP, agarraram na trouxa e ala que se faz tarde.

Para solidariedade anti-fascista, para gente com coragem , verticalidade, estamos conversados....

Realmente ainda há muita história para contar , e muita poeira atirada para os olhos dos incautos que terá de ser desmistificada....

Publicado por: a.pacheco às abril 27, 2006 08:55 AM

"Sim o objectivo era acabar com a maioria CDU", confessou mais uma vez o Arruda. Repito: "Sim o objectivo era acabar com a maioria CDU", disse hoje o Arruda, novamente.

É sempre este o objectivo deles. Deles todos, PS, PSD, PP, BE. Que a malta não esqueça!

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 10:16 AM

"Sim o objectivo era acabar com a maioria CDU", confessou mais uma vez o Arruda. Repito: "Sim o objectivo era acabar com a maioria CDU", disse hoje o Arruda, novamente.

É sempre este o objectivo deles. Deles todos, PS, PSD, PP, BE. Que a malta não esqueça!

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 10:19 AM

maggy, quala a dúvida. Defendo um projecto diferente para o Seixal e para isso é preciso 1º acabar com o despotismo e a prepotencia do actual executivo. As duas maiores freguesias já perderam a maioria. Corroios e Amora com um total de mais de 100 000 habitantes.

Já agora, quando combates o PS é para que este perca a maioria não é?
Tal como o BE, o PSD e o CDS-PP. Nas camaras que não são PCP o teu partido candidata-se para quê. Porque é Fashion?!?!?!?!? Não é para ser poder???

Não sei qual o teu espanto. Deve ser mesmo estupidez natural.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 27, 2006 10:39 AM

“Mas quem conhece a história do PCP sabe que os militante com responsabilidades foram SEMPRE homens, as mulheres eram as companheiras” era ontem o argumento do Pacheco, que perante a lista das mulheres comunistas eleitas para a Direcção Nacional do PCP, vira o bico ao prego e pergunta, hoje inflamado “Em 14 deputados do PCP quantas são mulheres? Quantas são presidentes de Camaras?”. Assim, inventando novas questões o que o Pacheco não quer é que vejamos como é mentirosa a sua afirmação de que “os militante com responsabilidades foram SEMPRE homens”. Mas de facto o Pacheco mente, e a lista de mulheres da Direcção Nacional do PCP, comprova essa mentira do Pacheco. Ora também o Pacheco está careca de saber que no site do PCP estão lá todas as respostas às questões que tenha. Porque é que não vai até lá e tira as dúvidas? Como ir ao site não morde, o Pacheco não vai, porque o que o Pacheco quer é fazer chincana política. O Pacheco está-se marimbando se há muitas ou poucas mulheres na Direcção do PCP, ou no Parlamento ou nas Câmaras, o Pacheco anda há 40 anos a inventar pretextos para atacar o PCP, e para isso tudo serve, até mentir descaradamente, como ontem mais uma vez mentiu. É que o Pacheco não passa da versão mais antiga do Arruda o tal que confessa, mais uma vez que o “objectivo era acabar com a maioria CDU”. Era e é. São assim os verbalistas radicais, tropa de choque da direita e da extrema-direita, ontem como hoje.

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 10:42 AM

Porque é que fogem , ás questões de fundo, como a miserável atitude do Avante.A luta politica , não é chincana, chincana é acusar por exemplo Francisco Msartins Rodrigues , de ter roubado uma máquina de escrever, em lugar de discutir as suas posições politicas.

Como chincana foi aquilo que fizeram com a Zita Seabra, dizendo que ía á pastelaria Versailles, ou ao Veiga de Oliveira que ia comer lagosta ao Gambrinus, quando o que interessava é que estes na altura militantes do PCP queriam um caminho para o partido, diferente daquele que se entendia o mais correcto.

Luta politica é luta de ideias, de projectos, de alternativas para o nosso país.

Mas tambem é não ter medo de denunciar , todos aqueles e aquelas, que transformam o debate em bons e maus, que são incapazes de ter uma ideia propria, que seguem só aquilo que a linha lhes impõe, com espirito acritico, sem nenhuma capacidade de analise pessoal daquilo que defendem.

Podem pôr-se umas quantas mulheres em cargos intermédios, para compôr o ramalhete, quem na realidade dirige é a comissão politica do comité central , e nesta SEMPRE foram os homens que mandaram.

É o vicio do chamado obreirismo, mas tambem uma atitude enraizada no nosso país, e que o PCP NUNCA combateu politicamente, de que o lugar da mulher é em casa.

Se alguma militante do PCP levantar esta questão de representação feminina, será tachada de ter preocupações pequeno burguesas, que o principal são os desempregados , a miséria, a exclusão social, e que este tipo de debate não tem razão de ser.

Foi a tactica para nunca se discutirem questões incomodas.

Em suma e repito, só a Candida Ventura rompeu essa malha, e num periodo critico do partido, em que o control ferreo de uma comissão politica não existia.

O meu combate é por ideias e por projectos, para mim o PCP por muito que finja , que mudou, mantem a mesma atitude de um animal acossado, quem não é por mim é contra mim, e pelo que aqui se vê,o exemplo faz escola.

Publicado por: a.pacheco às abril 27, 2006 01:43 PM

Ainda não há melhor do que saber das histórias pelas bocas dos próprios. Das histórias do Francisco Martins Rodrigues destaco estas partes:

“(…) A Moscovo chego no verao de 63, Junho, Julho, nom sei (…)

(…) Depois de três dias a discutir, decidírom que eu tinha que sair da Comissom Executiva, que ficava como membro do Comité Central, que devia sair do país, tinha que ficar no exterior, porque como eu estava muito agarrado àquelas divergências, viam o perigo de eu começar a fazer actividade fraccionista no partido. (…) De imediato, eu devia dar umha volta pola Uniom Soviética com o Chico Miguel para ver as realidades do socialismo (…)

(…) Eles dixérom: ficas cá fora, a tua companheira vem ter contigo, nom há problema, refás a tua vida. Eu já tinha na altura dous filhos. Eu lembro de dizer que nom me interessava estar no estrangeiro, que eu queria ir para a actividade do partido, como eles conheciam muito bem, nom ia fazer fracçom nengumha. (….)

Em Moscovo, quando eles falávam de ficar lá, eu fum à procura da embaixada chinesa. (…)

Lá fum dar a volta com o Chico Miguel (…). Andamos um mês a passear. Em Outubro vim para França, para Paris. Fum integrado na organizaçom do partido em Paris em Outubro ou Novembro de 1963. Nem durou um mês. (…)
Eu captei logo um gajo que lá estava, que já conhecia cá de dentro, da clandestinidade, que era um oficial do exército que tinha fugido. Depois da reuniom contactei-o e contei o que se passava e ficou logo entusiasmado. Comecei a falar com outros. Foi quando soubem que o Rui d´Espiney, o Pulido e outros estavam na Argélia e em dissidência com o partido. Escrevemos para eles e abandonei o PCP. Eu ainda era funcionário do partido e membro do Comité Central. Eles tinham-me colocado numha casa que abandonei com alguns arquivos, e umha máquina de escrever. (…). Entrementes chegou o Pulido e o Rui da Argélia e passei a ser profissional do novo Comité Marxista-Leninista.
Éramos vinte e tal pessoas e formou-se um núcleo central de cinco ou seis. A primeira cousa que figemos foi formar em Janeiro a FAP, a Frente de Acção Popular (…). Em Março formamos o CMLP e começámos a editar a Revolução Popular, que era o seu órgao.
A FAP editou muito irregularmente um jornalinho que era a Acção Popular (…). A FAP pretendia ser umha frente de acçom popular (…). Foi a primeira reacçom no sentido de tentarmos ligar pessoas do partido e próximas do partido. Nom tivo grande sucesso porque só agregou maoístas que já estavam nessa posiçom.
Com a impressom do primeiro número da Revolução Popular começamos a querer fazer essa ruptura com a linha do partido. Os dirigentes do partido em Paris ainda me chamárom, eram dous membros do Comité Central, mandárom recados que queriam falar comigo, figérom umhas intimaçons para eu voltar para o partido, que mandavam vir a minha companheira e íamos todos para Praga, e que eu podia ter umha vida sossegada se nom queria ser do partido, e tal. Respondi que nem pensassem nisso. (…)”
Entretanto, fum à China e fum à Albánia. Ainda nom havia embaixada chinesa em Paris, mas grupos dissidentes do arranjárom-me um contacto e fum a Berna, à Suiça, à embaixada. Estivem um dia inteiro. (…) Lá dei os dados todos para saberem que eu era mesmo dirigente do PCP, que tinha saído. Ao pouco tempo mandárom-me um convite para ir à China. Fum à China no verao do ano 64 (…). Eu encontrei lá belgas, franceses, estavam a tentar furar na Europa. O PC belga tivo umha cisom, (…)
Fum à Albánia a seguir à China, já nom sei porque intermédio também véu um convite para ir à Albánia. Fum com um outro camarada do CMLP. (…) O ambiente era muito mais fechado. Um gajo fazia o possível por aderir porque a linha era correcta, faziam uns ataques virulentíssimos ao Kruchov e ao Tito (…)”
http://www.primeiralinha.org/destaques4/entremartins.htm
PS: Neste documento é o próprio que confessa toda a duplicidade da sua conduta e toda a pachorra com que o PCP o aturou. É o próprio que confessa a campanha contra o PCP e para desagregar e cindir as fileiras comunistas e antifascistas.

Neste blog o Arruda começou por censurar artigos do Eugénio Rosa e poemas do Brecht. Ontem, deu mais um passo e censurou um artigo do seu correligionário João Mesquita (a pretexto de ter 20.000 caracteres). Ora, estes extractos têm cerca de 4.000 caracteres. Cá estou para ver o pretexto que desta vez vai inventar…

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 01:54 PM

Sabes minha linda que as divergências eram politicas.

Lê o luta de classes ...ou unidade de todos os portugueses honrados...

Lê luta pacifica ou luta armada no nosso partido.

O movimento comunista internacional estava na altura dividido, em Portugal depois de tentarem esconder e não debater o relatorio ao XX congresso do PCUS, as dúvidas as indecisões a falta de debate, minavam os alicerces.

A campanha de Delgado e o que se lhe seguiu, fizeram cair , as últimas ilusões pacifistas, que Cunhal tinha sempre defendido.

Procurar novos caminhos para a luta politica, caminhos que mais rápidamente derrubassem a ditadura, fragilizada pelo inicio da heróica luta dos povos da colonias, era a obrigação de qualquer revolucionário.

Acusar alguem de ter ROUBADO uma máquina de escrever,quando o que se debatia eram questões POLITICAS, e caminhos para o combate á ditadura, é mandar os principios ás ortigas.

Mas infelizmente esse tem sido sempre a forma do PCP resolver questões com militantes em rotura, não se discutem as suas ideias, arranjam-se pretextos para achicalhar, é que é mais fácil acusar alguem de roubo, do que refutar ideias.

Com um pouco mais de tempo falarei do papel do PCP ou falta dele na luta anti-colonial, outro grande polo de divergência nos anos 60 e 70.

E isto não são ataques, são dar outra visão , da história do PCP, que muitas vezes não correspondeu á realidade.

Publicado por: a.pacheco às abril 27, 2006 02:35 PM

Afinal, agora ao Pacheco já não lhe interessa saber quantas deputadas ou quantas presidentes de Câmara tem o PCP. O que alegadamente lhe interessa agora são as queixas da Zita, do Veiga de Oliveira e da Cândida Ventura, que lembro, foram todos não só apoiantes da candidatura do Cavaco, como até se prestaram a números mediáticos de apoio, numa de luta de “alternativas para o nosso país”, ficar pior claro! Mas estes “pormenores” em nada abalam a cruzada do Pacheco contra o PCP, que volta à carga: “PCP NUNCA combateu politicamente, de que o lugar da mulher é em casa”!

Azar dele. É que, mesmo agora, li no publico-on-line, que o SG do PCP no final de um jantar comemorativo dos 32 anos do 25 de Abril, organizado pelas mulheres comunistas da freguesia de Santa Iria de Azóia, em Loures, e “perante cerca de 250 mulheres, Jerónimo de Sousa lamentou que Cavaco Silva não tenha "admitido que errou" nas suas políticas ao longo de dez anos como primeiro-ministro, lembrando que foi o hoje chefe do Estado que aumentou a idade da reforma das mulheres dos 62 para os 65 anos.

Ao invés de "compromissos cívicos", disse, o Governo português deve "ir buscá-lo [o dinheiro] onde ele existe, através de uma política fiscal mais justa" e não "sobrecarregando os trabalhadores" com mais sacrifícios.

Depois de lembrar os tempos das lutas dos trabalhadores da cintura industrial de Lisboa, numa sala com várias suas ex-colegas da MEC, Jerónimo de Sousa elogiou a iniciativa de um jantar só de mulheres como "um acto de emancipação".

"Desta vez, foram vocês que deixaram os maridos em casa", ironizou.

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 02:53 PM

Mas assim fico informado, o Francisco Martins Rodrigues era um ladrão, o João Pulido Valente um amigo da capitalistas, e um perigoso contra-revolucionário, eu o Arruda Isabel perigosos esquerdalhos que só queremos destruir o PCP.

Bom Bom ó o Pires Veloso, esse heroico militar de Abril..... esse amigo do povo.... esse militar impoluto que quis sempre estar ao lado dos mais pobres.... esse em suma grande português....

Por isso o PCP fez questão de estar presente na JUSTA homenagem que a Camara do Porto quis prestar-lhe no 25 de Abril...

Pois Pois diz-me com que andas dir-te-ei que és.

Só que o PCP esqueceu-se de que em vez de cravos deveria ter levado para essa palhaçada ,em CARDO NA LAPELA

Publicado por: a.pacheco às abril 27, 2006 02:53 PM

Afinal, agora ao Pacheco já não lhe interessa saber quantas deputadas ou quantas presidentes de Câmara tem o PCP. O que alegadamente lhe interessa agora são as queixas da Zita, do Veiga de Oliveira e da Cândida Ventura, que lembro, foram todos não só apoiantes da candidatura do Cavaco, como até se prestaram a números mediáticos de apoio, numa de luta de “alternativas para o nosso país”, ficar pior claro! Mas estes “pormenores” em nada abalam a cruzada do Pacheco contra o PCP, que volta à carga: “PCP NUNCA combateu politicamente, de que o lugar da mulher é em casa”!

Azar dele. É que, mesmo agora, li no publico-on-line, que o SG do PCP no final de um jantar comemorativo dos 32 anos do 25 de Abril, organizado pelas mulheres comunistas da freguesia de Santa Iria de Azóia, em Loures, e “perante cerca de 250 mulheres, Jerónimo de Sousa lamentou que Cavaco Silva não tenha "admitido que errou" nas suas políticas ao longo de dez anos como primeiro-ministro, lembrando que foi o hoje chefe do Estado que aumentou a idade da reforma das mulheres dos 62 para os 65 anos.

Ao invés de "compromissos cívicos", disse, o Governo português deve "ir buscá-lo [o dinheiro] onde ele existe, através de uma política fiscal mais justa" e não "sobrecarregando os trabalhadores" com mais sacrifícios.

Depois de lembrar os tempos das lutas dos trabalhadores da cintura industrial de Lisboa, numa sala com várias suas ex-colegas da MEC, Jerónimo de Sousa elogiou a iniciativa de um jantar só de mulheres como "um acto de emancipação".

"Desta vez, foram vocês que deixaram os maridos em casa", ironizou.

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 02:57 PM

“O movimento comunista internacional estava na altura dividido, em Portugal depois de tentarem esconder e não debater o relatorio ao XX congresso do PCUS” diz o Pacheco, que mais uma vez mente, pois é o próprio Francisco Martins Rodrigues que explica:
“Em 56, nós estávamos numha tipografia do partido, aqui em Lisboa. Éramos cinco numha casa a fazer os materiais do XX congresso do PCUS.” (Francisco Martins Rodrigues, http://www.primeiralinha.org/destaques4/entremartins.htm)

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 03:08 PM

Meus caros,

Desculpem este comentário, por favor, mas estou um pouco cansado de tanta provocação e falta de democraticidade por parte de uma vossa comentadora.

Afinal, ela diz-se do PC e escreve um comentário como o 1º?

Um conselho e uma opinião: ela que crie um blog!

Abraços.

Publicado por: Golfinho às abril 27, 2006 03:10 PM

Não meta pois mais água, Pacheco. Leia primeiro toda a entrevista do seu camarada e não dê mais tiros nos pés. É que quanto mais escreve, mais se enterra.

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 03:20 PM

Apresentei artigos do vosso correligionário João Mesquita, do Adelino Gomes e uma entrevista com o próprio Francisco Martins Rodrigues, sobre as questões que o Pacheco levantou. Apresentei também um post do Arruda e se for necessário apresento posts da Faria (o problema é só a escolha, material não falta!) para justificar as afirmações que fiz. Por isso mantenho na íntegra o que disse: É que o Pacheco não passa da versão mais antiga do Arruda o tal que confessa, mais uma vez que o “objectivo era acabar com a maioria CDU”. Era e é. São assim os verbalistas radicais, tropa de choque da direita e da extrema-direita, ontem como hoje.

Quanto ao golfinho fico a saber que quer instituir o cravo como farda. Cá temos mais um candidato a burocrata...é aliás o que mais temos por aqui!

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 03:37 PM

Tiros no pé ...isso dói
E alem disso estraga os sapatos , e eu não sou perdulário.

Mantenho e assino tudo o que disse....

Cunhal com MEDO das consequências do relatório sobre José Estaline, tudo fez para evitar a sua divulgação....

Quem ler com atenção a entrevista do Chico e eu digo entrevista, verá que ele fala de outra coisa , e não o relatório sobre José Estaline, na realidade o documento IMPORTANTE desse XX congresso e que acabou por despoletar as cisões da China e da Albania e de muitos partidos que não se reveram na forma como o PCUS encarava esse periodo, mas isso levava-nos a outras conversas.

Mas assinalo a atenção, que actualmente alguem que se diz militante do PCP, de dedica ás opiniões do Francisco Martins Rodrigues, para quem não há muitos anos era considerado renegado ,traidor do partido e da classe operária, e um joguete nas mãos do imperialisdmo, não está nada mal, não senhor , o que nós aprendemos nestes comentários...

Já mais dificil de entender , é a presença do PCP na homenagem da Camara do Porto ao Pires Veloso, o homem do 25 de Nevembro e um dos mais reaccionários miltares do exército, olhem que é obra.

Ofereçam-lhe um CARDO que é a única flor que tão distinta personagem merece.

Publicado por: a.pacheco às abril 27, 2006 10:35 PM

Se alguém for ao google e tentar apurar que homenagem prestou a Câmara do Porto a Pires Veloso, acontece-lhe o mesmo que me aconteceu, isto é NADA, rigorosamente nada, aparece. Fui então directamente à fonte, isto é ao site da Câmara do Porto e lá então descobri que o que o Pacheco designa de “homenagem da Câmara do Porto ao Pires Veloso” foi afinal…a Sessão Solene comemorativa do 32º Aniversário do 25 de Abril. Esta desonestidade argumentativa do Pacheco é recorrente: ele deturpa sistematicamente factos e eventos para ter pretextos de cascar no PCP ou nos comunistas.

E a mesma má-fé se revela pelo facto de - por eu ter trazido para contra-argumentar um texto com uma entrevista do Martins Rodrigues, que encontrei numa busca no google – isso me converter em alguém que “se dedica ás opiniões do Francisco Martins Rodrigues”!

Mas como o maior cego é quem não quer ver, o Pacheco nem repara na enormidade de dizer que Cunhal “tudo fez para evitar a sua divulgação” quando é o próprio Martins Rodrigues, então funcionário do PCP,que com toda a clareza diz que “Em 56, nós estávamos numha tipografia do partido, aqui em Lisboa. Éramos cinco numha casa a fazer os materiais do XX congresso do PCUS.”

Publicado por: Margarida às abril 27, 2006 11:17 PM

Realmente o maior cego é aquele que não quer ver....

Pires Veloso foi homenageado pela Camara do Porto, assim como outros figurões, numa sessão solene DEDICADA AO 25 DE ABRIL.

Não foram homenageados, homens e mulheres que lutaram contra a ditadura, não foram homenageados militares de Abril.

Foram homenageados meia duzia de amigalhaços do Rui Rio e o reaccionário e homem do 25 de Novembro Pires Veloso.

ESTA FOI A REALIDADE

O Bloco de Esquerda não esteve presente porque se recusou participar na farsa em que se tentava homenagear pessoas que NADA tinham a ver com o 25 de Abril.

O PCP esteve presente, este são os factos.

Quanto á citada entrevista e á não divulgação do relatorio sobre José Estaline do XX congresso do PCUS, é fácil comfirmar aquilo que eu digo, pergunte a um militante do PCP da época, por exemplo ao Dias Lourenço, ou mesmo ao Domingos Abrantes, e verá o que eles lhe dizem.

Há decadas que este assunto tem sido debatido em Portugal , há milhentos testemunhos, por isso parece um pouco aberrante tentar negar uma evidência.

Publicado por: a.pacheco às abril 28, 2006 08:48 AM

Maggy, para mim os teus comentários podem ficar todos. O que não te vou admitir é que metas aqui copy/past quando podes por um link. E eu não te apaguei os comentários. Deixei ficar os links e a fonte, ou seja a essencia ficou lá. Se não gostas poe á borda do prato.
É verdade a tua azia ao BE em nada tem a ver com o facto de o Bruno Dias ter ficado de fora do Parlamento pois não????

Golfinho isso eu já lhe disse mas ela não quer ouvir.

pacheco, é como pregar aos peixes. Mas aos poucos vamos descobrindo as razões dela. Tudo tem uma explicação. Neste caso nada tem a ver com política. É azia pessoal.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 28, 2006 09:13 AM

E assim mais uma vez fica provada a desonestidade intelectual do Pacheco que agora até diminuiu uma Sessão Solene Comemorativa do 32º Aniversário do 25 de Abril, para fazer anticomunismo primário.

Tanto quanto sei nenhum partido deixou de mandar representantes às comemorações do 10 de Junho por discordar de um ou vários dos “condecorados” (até o Jaime Neves já o foi...) porque - e bem! – todos compreendem que em 10 de Junho se comemora o dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas.

E se houve Autarquias que aproveitaram, nomeadamente, as Sessões Solenes das Comemorações do 32º Aniversário do 25 de Abril para condecorar alguns dos seus munícipes, não se vê por que é que igualmente os partidos não se deviam representar nessas iniciativas que comemoram o Dia da Liberdade.

Mas em tudo há sempre os que são mais papistas que o papa e gostam de ficar à margem para mostrar a diferença. Neste caso são os que à ditadura fascista ainda chamam de “Estado Novo”, que nunca sabem ver a floresta tão obcecados ficam com a árvore e que nem no 25 de Abril são capazes de despir a farda de sectário-mor, como o Pacheco a Faria e o Arruda. Pensam eles que com isto ganham vantagens partidárias, que a malta vai sempre atrás das suas tontices de radicais-verbalistas. Mas a malta sabe que o 25 de Abril é de todos e que o essencial é associá-lo ao derrube da ditadura fascista e à conquista da liberdade pelo povo, com o povo e para o povo. O povo juntamente com os militares fizeram o 25 de Abril e agora compete ao povo lutar pelas conquistas de Abril, de mãos dadas, sem sectarismos míopes.

Publicado por: Margarida às abril 28, 2006 12:35 PM

Peço desculpa por te emendar. Todos os livros de história designam o periodo da Ditadura por "estado novo", tal como se chama a outros periodos renascentista ou como ainda hoje há uma éóca que é conhecida como o da República de Wheimar. É uma questão de definição histórica. O problema em relação ás épocas não está nas forma como são chamadas mas sim na atitude perante elas e na sua interpretação.
Calculo que para ti seja a mesma coisa mas também não estou aqui para te educar. Tivesses ido á escola.

Já agora e para que fique claro, em bom rigor aquilo a que chamamos de fascismo muitas vezes não o é. É mais ou menos a mesma coisa que confundir Comunismo com socialismo Reral. Não são a mesma coisa. O que históricamente chamamos de Fascismo são os estados governados pela doutrina nacional-socialista, o que manifestamente não foi o caso do regime salazarista tal como não foi o franquista. Estados Fascistas foram os da Alemanha de Hitler e a Itália de Mussolini.

No entanto nenhuma destas coisas impede que quando alguém trata o periodo histórico denominado por Estado Novo por fascismo não se subentenda a questão inicial e fundamental. Na realidade houve uma grande aproximação entre ambos os regimes de modo a serem confundidos a ponto de em váriso textos e para melhor comreensão de uma dada ideia ou conceito se uso um ou o outro.

Como vez Margarida, os nomes das coisas não são assim porque nós queremos. Há razões para que sejam assim. Eu desculpo-te a tua ignorância e tu deixas o fundamentalismo de lado.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 28, 2006 03:27 PM

Fico esclarecido, o PCP entendeu associar-se a uma homenagem no 25 de ABRIL, ao militar do 25 de NOVEMBRO, Pires Veloso.

Eles lá saberão porquê.....

É por estas e por outras que eu, e outros camaradas que estavamos na tropa no 25 de Novembro, na região militar de Lisboa, que não preparamos, nem organizamos nenhum golpe, ainda hoje tentamos perceber o que sucedeu.

Ou se calhar a CIA e o KGB andaram de mãos dadas nesse dia.

Os alvos a abater eram Otelo e a esquerda militar, que nem uns nem outros controlavam....

É o que eu sempre pensei , tudo isto está envolto em fumo, e há muita gente que não está interessada em esclarecer.

Mas depois vão a homenagens ao Pires Veloso, significativo.

Publicado por: a.pacheco às abril 28, 2006 05:25 PM

Extraordinária argumentação dum gajo que é dirigente nacional dum partido que se diz de esquerda, dizer que é “Estado Novo” porque “todos os livros de história” (segundo ele) assim designam o período da ditadura fascista que nos subjugou 48 anos!

E insinuar que o fascismo nunca existiu em Portugal, apesar de o seu líder ainda há quatro meses se apresentar na campanha para as presidenciais (até nos tempos de antena!) como vítima da repressão fascista, com fotos da prisão e tudo!

É de história que o Arruda quer agora falar, lembremos então passos desta história:

- o 28 de Maio de 1926: foi um golpe militar comandado por Costa Gomes que impõe a ditadura. É dissolvido o Parlamento e imposta a censura prévia à imprensa. São demitidas as vereações municipais. Inicia-se a perseguição policial terrotista às organizações e militantes democráticos e sindicais.
A tipografia do órgão da CGT, A Batalha, é assaltada e destruída. Centenas de dirigentes operários são presos. As sedes da CGT e do PCP são encerradas.

Era o início da noite fascista.

A luta contra a ditadura inicia-se imediatamente. Formou-se uma Junta de Salvação Pública. Em 7 de Fevereiro de 1927 surge a primeira revolta armada contra a ditadura. A repressão brutal da ditadura provocou centenas de mortos, feridos e deportados. Em 1928 revolta-se o Batalhão de Caçadores 7. Em Abril de 1931 rebenta a revolta da Madeira, seguem-se revoltas de deportados políticos nos Açores, em S. Tomé, na Guiné e em Cabo Verde.

Com o afastamento e perseguição dos militares democratas e republicanos, a ditadura conseguiu o controlo das Forças Armadas e colocando à sua frente comandos dóceis, o fascismo transformou as Forças Armadas num dos pilares da sua ditadura terrorista.

- “Tudo pela Nação. Nada contra a Nação”. o nacionalismo a mascarar a institucionalização do fascismo.

A fascização do Estado avança passo a passo tomando como modelo primeiro o fascismo de Mussolini e, mais tarde o nazismo de Hitler.

São lançados os demagógicos “plano de estradas” e a “campanha do trigo”

É progressivamente abolido o horário de trabalho de 8 horas. É suprimido o direito à greve. Reprimem-se brutalmente as lutas reivindicativas. Encerram-se as cooperativas camponesas.

Não há liberdade de imprensa, de reunião, de organização, de expressão e pensamento. Os que discordam são perseguidos nos empregos, frequentemente despedidos, muitas vezes presos e torturados.

O “Acto Colonial” (1930) proclama os princípios coloniais fascistas e institui o trabalho forçado (“obrigatório”) nas colónias.

O partido único (“União Nacional”) é criado em Julho de 1930 (“Nós temos uma doutrina e somos uma força. Nestas circunstâncias não há acordos, nem transacções, nem intransigências possíveis”, afirma Salazar.

Em 1932 Salazar formula a concepção do “Estado forte”: reforço dos poderes do governo, abolição dos partidos e interdição dos sindicatos, manutenção da censura, reforço da polícia e das Forças Armadas, modernização da Polícia de Informação. A repressão toma nome: PVDE.

A 19 de Março de 1933 é proclamada a Constituição fascista, depois de um “plebiscito” em que é reprimida qualquer propaganda da oposição e em que as abstenções são contadas como votos a favor.

Em 1934 é promulgado o Estatuto do Trabalho Nacional, que institui a fascização dos Sindicatos.

Em 1935 os funcionários públicos passam a ser obrigados a assinar uma declaração anticomunista e o governo é autorizado a suspender e a demitir das suas funções aqueles que não derem provas de aceitação dos princípios da Constituição fascista. São demitidos milhares de funcionários públicos.

Em 1936 é criada a Mocidade Portuguesa e a Legião Portuguesa.

Ao mesmo tempo desenvolve-se a concentração capitalista. Criam-se fortes grupos bancários. Constitui-se a Sociedade Central de Cervejas. A Casa Sommer absorve a Companhia de Cimentos Tejo. O grupo CUF adquire a casa bancária Totta. As sociedades anónimas, que representam apenas 4,3% do total das sociedades portuguesas, detêm já 52,5% de todo o capital.

O desenvolvimento do capitalismo monopolista é acompanhado do agravamento da exploração e da miséria das massas.

Em 23 de Abril de 1936, o regime fascista, achando insuficientes as prisões do continente, cria o campo de concentração do Tarrafal, onde estiveram 340 antifascistas que somaram aí dois mil anos, onze meses e cinco dias de prisão e onde foram assassinados 32 antifascistas, entre os quais Bento Gonçalves, SG do PCP. O Tarrafal - o Campo da Morte Lenta - só em 1954 encerrou.

A máquina de repressão por excelência teve vários nomes: Polícia de Informações, PVDE, PIDE, DGS, e foi o mais alto poder de Estado fascistas nestes 48 anos. Com o apoio de todas as estruturas do Estado fascista e dos patrões de muitas empresas, baseada numa extensa rede de agentes e informadores a actividade da PIDE foi sentida em todos os sectores da vida nacional até ao 25 de Abril. Nessa data, tinha 2626 agentes e 400 bufos remunerados (em geral provocadores infiltrados em organizações democráticas), mas durante os 48 anos de fascismo contou com a colaboração de dezenas de milhares de informadores.

Eram práticas comuns da PIDE: a violação do domicílio e da correspondência, a escuta telefónica, a prisão sem culpa formada e sem julgamento, a provocação política, o espancamento, a tortura e o assassinato. Milhares de antifascistas foram expulsos dos seus empregos, presos, torturados ou mortos pela PIDE ou sob a sua direcção. A PIDE manteve óptimas relações de colaboração com a GESTAPO de Hitler, com a DGS de Franco, com o SDECE francês, com a CIA dos USA, entre outros. Ainda no dia 25 de Abril de 1974, a PIDE assassinou friamente a tiro quatro manifestantes antifascistas em frente da sua sede em Lisboa.

Nota: o Arruda acha que já chega, ou quer que lhe lembre mais? E se isto não foi uma ditadura fascista, como é que o Arruda explica que o seu líder se tenha apresentado como resistente antifascista?

Publicado por: Margarida às abril 28, 2006 06:23 PM

MArgarida decididamente és burra que nem uma bota da tropa. LÊ e diz-me que parte não percebeste.

No entanto nenhuma destas coisas impede que quando alguém trata o periodo histórico denominado por Estado Novo por fascismo não se subentenda a questão inicial e fundamental. Na realidade houve uma grande aproximação entre ambos os regimes de modo a serem confundidos a ponto de em váriso textos e para melhor comreensão de uma dada ideia ou conceito se uso um ou o outro.

Como ves eu não disse que não se podia. O que eu escrevi foi que em bom rigor uma ditadura de direita não é obrigatóriamente fascista. Mas tu resolveste por aqui mais uma ideia de outros para te justificar. E mais um texto que ninguém vai ler. MAs deixa-o estar. Se ficas feliz.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 28, 2006 08:03 PM

Do que se falava não era de "uma ditadura de direita", do que se falava era da ditadura fascista que subjugou o povo português durante 48 anos e isto a propósito do uso da expressão "Estado Novo" pelo Arruda no post. Mas como não é capaz de explicar como é que o seu líder se auto-denomina de resistente antifascista recusando o Arruda que tenha havido fascismo em Portugal, agora faz-se desentendido. É o costume, cada cavadela sai minhoca reaccionária. E é este gajo dirigente nacional do BE!!!!!!!!!

Publicado por: Margarida às abril 28, 2006 09:53 PM

Pois é Daniel, assim como certas ditaduras que se dizem de esquerda e socialistas, de esquerda e socialistas têm muito pouco.

Mas a ditadura do Salazar e depois do Caetano, tive caracteristicas muito próprias, não quer dizer que fosse menos tenebrosa que as de Hitler , Franco , Mussolini, ou até para dar exemplos mais recente as de Strossner ou Pinochet.

A Pide vou construida e aperfeiçoada como a Gestapo, Salazar era um admirador confesso de Mussolini, agora é verdade que tivemos uma ditadura com caracteristicas muito proprias, de cariz fascizante, sem dúvida, fascista seguindo a estrutura e o modelo da Republica Social Italiana , não....

Salazar foi o dirigente máximo de uma tenebrosa ditadura, apoiada pela Igreja Católica, com a conivência do patronato, e dos grandes agrarios, impondo sindicatos únicos controlados ferreamente pelo governo e seus lacaios, impondo uma ferrea censura a toda a vida intelectual, condicionando toda a sociedade ao diktat do pensamento único, chamar-lhe fascista ou não é uma questão de somenos.

Publicado por: a.pacheco às abril 28, 2006 10:19 PM

Diz o Pacheco que “fascista seguindo a estrutura e o modelo da Republica Social Italiana , não....”, mas esquece-se que a fascização dos sindicatos e a criação da organização corporativa foi copiada da Carta del Lavoro italiano.

E quando diz que “chamar-lhe fascista ou não é uma questão de somenos”, está a esquecer-se que foi precisamente a divergência sobre a própria natureza da ditadura fascista (que amordaçou os portugueses durante 48 anos), que tantas incompreensões, divisões e conflitos criou entre sectores democráticos, civis e militares sobre os rumos da Revolução de Abril.

É que enquanto há muitos anos o PCP sustentava que o regime fascista tinha a natureza de classe de uma ditadura terrorista dos monopólios e latifundiários outros sectores democráticos quase que apresentavam o regime fascista como o mero resultado de uma clique política reaccionária.

E esta apreciação conduziu a que para estes sectores o programa principal a realizar no pós-25 de Abril fosse quase exclusivamente a instauração de liberdades e de um sistema democrático – em algumas versões em termos recuados e empobrecidos, noutras próximas de soluções autoritárias.

Já o PCP, defendia a construção de um regime democrático escolhido pelo próprio povo, sustentava a indispensabilidade de enfrentar e derrotar as forças e interesses que tinham sido a principal base de sustentação do fascismo, de realizar com urgência uma política de melhoramento geral das condições de vida da população, de empreender transformações económicas e sociais de carácter estrutural e de garantir amplos e novos direitos aos trabalhadores

E já que quanto às comemorações do 10 de Junho o Pacheco nada diz, presumo que ache que lá porque essas comemorações sejam organizadas pela Presidência da República tenham um estatuto “divino” que as isente de críticas o que diga-se de passagem é uma estranha concepção a quem aqui se afirma tão “radical” no verbalismo pelo menos.

Fiquei foi sem perceber se essa nova moda de boicotar as Sessões Solenes Comemorativas do Aniversário do 25 de Abril se aplicam só ao Porto ou se são extensivas às restantes Sessões Solenes municipais organizadas um pouco por todo o país, ou se se aplicam também às muitas iniciativas desportivas e culturais onde participem pessoas com quem não engracem ou os seus descendentes e familiares. É que assim sendo, não me admirava nada de ainda os ver a apelar ao boicote a algum concerto do Xico Fininho…

E por fim registo que o Martins Rodrigues já não lhe serve de referência, pois que me despachou para o Domingos Abrantes e Dias Lourenço, a quem agora reconhecem como fontes credíveis! Mais vale tarde que nunca e nisto, finalmente, estamos de acordo. Se os encontrar no 1º de Maio, e se isso não os enfadar, talvez lhes pergunte. Já quanto ao que se passou no 25 de Novembro recomendo-lhe a leitura do livro de Álvaro Cunhal, “A Verdade e a Mentira na revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se)”, das Edições Avante, 1999.

Publicado por: Margarida às abril 28, 2006 11:28 PM

Pois o que manietou os portugueses foram as posições, tipo unidade de todos os portugueses honrados, ou para um afastamento pacifico de Salazar.

O pavor da revolução, o continuo pacifismo, a incomprensivel tentativa, de que sempre que o movimento de massas estravasava aquilo que o partido podia controlar, punha-lhe um freio, e criticava-se o voluntarismo.
O apelo continuado ao exército pondo o movimento de massas a reboque da burguesia, foi isso que impediu que no periodo de 44 46 as coisas tomassem outro rumo, quer mais tarde em 58 a falta de uma actuação independente , levou a que esse grandioso movimento de contestação fosse conduzido a um beco sem saida.

Acabaram por ser os povos das colonias e o seus movimentos de libertação que foram decisivos no minar da ditadura, e por tabela no descontentamento dos militares que acabou por conduzir ao golpe do 25 de Abril.

É isso que por mais voltas e baldrocas que o ideologos do PCP tentem dar á história do movimento operário, nunca conseguem uma explicação plausivel para a razão da ditadura ter durado tanto tempo.

Publicado por: a.pacheco às abril 29, 2006 01:12 AM

É curioso que quem ainda há pouco confessava: "É por estas e por outras que eu, e outros camaradas que estavamos na tropa no 25 de Novembro, na região militar de Lisboa, que não preparamos, nem organizamos nenhum golpe, ainda hoje tentamos perceber o que sucedeu", esteja agora tão à vontade e com opiniões tão assertivas sobre o que se passou em 44-46 e em 58! Parece pois que voltou ao Pacheco a confiança nas estórias do Martins Rodrigues. Mas para que entenda o nosso ponto de vista deixo-lhe um excerto dum livro do meu camarada Álvaro:

"A luta Armada, “Centro de Gravidade do Movimento”?

Radicais pequeno-burgueses, pretensos marxistas-leninistas, aventureiros com rótulos diversos, desenvolveram nos últimos anos intensa propaganda acerca da necessidade e da possibilidade de começar imediatamente a “luta armada” em Portugal. As condições objectivas e segundo alguns também as condições subjectivas estariam criadas para a insurreição e as massas estariam prontas para ela.

À posição do PCP, segundo a qual não existe ainda em Portugal uma situação revolucionária e as tarefas fundamentais nas presentes condições são a unidade, a organização e a luta de massas, respondiam dizendo que o “centro de gravidade do movimento” era a luta armada e não as lutas de massas. As massas populares estariam cansadas das lutas pacíficas e dispostas à acção violenta. Não as reivindicações económicas ou políticas parciais, mas sim o objectivo imediato da destruição violenta do Estado fascista, não a luta pacífica, mas a luta armada, seriam susceptíveis de interessar, mobilizar e levar à luta as massas populares.

Qual então a razão por que se não começava a “luta armada”, ou seja (no entender desses seus defensores) acções violentas variadas, atentados, sabotagens, acções de “autodefesa”?

Segundo eles, porque nenhum agrupamento político tinha uma linha verdadeiramente revolucionária voltada para a “violência revolucionária”, porque não se fazia propaganda da luta violenta, porque não se chamavam as massas a esse tipo de luta, porque não se vulgarizavam, os conhecimentos mínimos necessários para a realização de actos violentos e também (segundo alguns) porque ninguém dava o exemplo.

Parece pois que, eliminadas tais causas, a luta violenta, a que chamam “armada”. Se iniciaria e, tornando-se o “centro de gravidade” da indignação e revolta populares, se desenvolveria invencívelmente: uns poucos começariam, as massas seguiriam o exemplo, multiplicar-se-iam os grupos de acção directa, surgiria por desenvolvimento desses grupos o exército popular revolucionário e os actos de sabotagem, os atentados, as acções de autodefesa, os ataques ao aparelho repressivo, uma vez generalizados, converter-se-iam na insurreição.

Que se verificou entretanto? Formaram-se grupos que afirmaram traçar uma linha revolucionária voltada para a luta violenta. Fizeram propaganda, difundiram instruções, multiplicaram apelos, anunciaram ir desencadear tais acções a curto prazo. E depois? Depois, de toda a gritaria ficaram só palavras.

Diversos camaradas, influenciados por esta propaganda, que se fazia sentir também em alguns sectores do movimento comunista internacional, defenderam ideias semelhantes em reuniões dos seus organismos ou em escritos enviados ao Comité Central. Como veremos, alguns não se limitaram a defender ideias, mas com graves prejuízos quiseram pô-las em prática na actividade do próprio Partido. Diziam alguns, além do mais, que, se alguém (que não o Partido) seguisse essa orientação, teria rápido sucesso e colocar-se-ia efectivamente na vanguarda da luta antifascista. E, quando se argumentava contra as suas ideias, respondiam que “o próximo futuro” seria o seu melhor argumento.

Nesta campanha verbal típica do daricalismo pequeno-burguês em prol da luta armada imediata destacaram-se, além de diversos intelectuais dispersos, o Movimento de Acção Revolucionária (MAR) e a Frente de Acção Popular (FAP)*. Com o seu completo insucesso, o “próximo futuro” tornou-se forte argumento contra os esquerdistas. (…)

*Dirigentes destacados: Lopes Cardoso e Manuel Lucena no MAR. Francisco Martins Rodrigues na FAP.

(Álvaro Cunhal, “Acção Revolucionária, Capitulação e Aventura”, Edições Avante, 1994, pag. 169-170)

Publicado por: Margarida às abril 29, 2006 01:31 AM

A realidade é que a ditadura DUROU de 28 a 74...

A realidade é que apesar de enormes movimentos de massas , em vários momentos dessa época, o resultado diluia-se sempre em desmotivação e desânimo, até a novo surto grevista.

A verdade é que os dirigentes do PCP e mesmo Alvaro Cunhal sempre tentaram, o derrube pacifico de Salazar.

Não basta papagear textos de Cunhal é necessário que se pergunte porque só a luta heroica dos povos da colonias criou condições para o golpe vitorioso do 25 de Abril.

Quanto ao 25 de Novembro talvez um dia eu consiga perceber o que se passou, mas ao ver o PCP associado a uma homenagem NO 25 DE ABRIL a um dos homens chave e dos mais reaccionários do 25 DE NOVEMBRO Pires Veloso, começa a fazer-se luz no meu espirito.....

Publicado por: a.pacheco às abril 29, 2006 01:49 AM

a.pacheco, concordo contigo quando dizes que a ditadura de Salazar teve caracteristicas muito próprias que a destinguem dos regimes fascistas Italiano e Alemão. Em bom rigor houve coisas copiadas. A PIDE é disso exemplo, mas teve particularidades. Por isso historicamente se resolveu chamar a este periodo Estado Novo. A MAggy é demasiado BURRA para compreender isso. Mais, eal não percebe que não vem mal ao mundo usar o termo regime fascista quando se quer uma compreensão mais rápida do assunto em discussão. Outra coisa que ela nãopercebe, porque não tem ideias próprias é que e no meu partido posso discordar do coordenador sem que venha mal ao mundo. Ela não pode sob risco de ser expulsa e acabar no PSD.

Por fim num post mais acima já expliquei quem era a Margarida. Tentei não o faze com indirectas que lhe fui mandando mas ela não quis entender. O destino há-de nos colocar frente a frente em breve. Quero ver se ela diz pessoalmente o que diz aqui.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 29, 2006 03:05 AM

Agora acusa-se o ÚNICO partido que não só não se dissolveu (como o PS por exemplo) nem pura e simplesmente desapareceu (como os restantes), mas que pelo contrário, resistiu lutando na clandestinidade de ser o responsável por 48 anos de fascismo como se insinua neste comentário do Pacheco?

O mesmíssimo Partido que organizou, impulsionou e animou as lutas de massas, durante todo este período? O mesmíssimo Partido que logo em 1929 se começou a organizar nas condições de clandestinidade que lhe foram impostas? O mesmíssimo Partido que com Bento Gonçalves, então jovem operário do arsenal, teve um papel decisivo no combate às concepções anarquistas, na ligação do Partido à classe operária e na sua transformação num partido de tipo leninista? O mesmíssimo Partido que criou organizações partidárias e de massas e desenvolveu uma diversificada imprensa clandestina? Que multiplicou as lutas contra a exploração, a fome, o desemprego e o fascismo e desenvolveu movimentos de solidariedade?

Diz ainda o Pacheco que “A verdade é que os dirigentes do PCP e mesmo Alvaro Cunhal sempre tentaram, o derrube pacifico de Salazar.” Mas o caminho insurrecional, o levantamento nacional armado foi a linha definida pelo III Congresso (1º ilegal) realizado em Novembro de 1943 e confirmada no IV Congresso realizado em 1946. E o levantamento nacional, definido (nomeadamente no VI Congresso realizado em 1965) como insurreição popular, luta armada do pocvo e de militares revolucionários, foi apontado pelo PCP, não como acto voluntarista, como consequência de apelos ou de iniciativa de uma vanguarda empreendendo isolada o combate, mas exigindo a existência de uma situação revolucionária, em que à crise do regime se somasse a preparação, disposição e determinação das forças revolucionárias.

Ao longo dos anos, tendo em conta que a ditadura dispunha de um Estado fortemente centraluizado e militarista, o PCP sempre considerou que o levantamento nacional teria que contar com a participação e neutralização de parte considerável das forças armadas. Com a crise do regime fascista aprofundada com a guerra colonial, a resistência nas forças armadas e a radicalização política de soldados e sectores da oficialidade, o elemento militar ganhou cada vez mais peso na perspectiva apontada.

Assim admitia-se não só uma insurreição popular e militar simultânea, como a possibilidade de uma acção militar preceder o levantamento popular. O 25 de Abril veio a comprovar tal previsão

Mas para nós a luta contra a ditadura fascista teve um objectivo último central e fundamental: a conquista da liberdade e da democracia. E isto prende-se com a questão em que insiste não perceber o meu ponto de vista: a presença de representantes do PCP em Sessões Comemorativas do Aniversário do 25 de Abril organizadas nomeadamente por municípios. Estaria de acordo consigo que seria inadmissível que um município de maioria da CDU organizasse qualquer tipo de homenagem a Pires Veloso, mas como sabe não somos a força maioritária no município do Porto. Nada tivemos portanto a ver com a decisão de entre outros, nessa sessão, se condecorar o Pires Veloso. Íamos então deixar, por causa disso de estar presentes nessa sessão comemorativa do 25º Aniversário do 25 de Abril, nós que mais que quaisquer outros contribuímos para o 25 de Abril? Logo o Pires Veloso que até já tinha sido condecorado pelo PR numa cerimónia do 10 de Junho? O mesmíssimo PR (Mário Soares) que esteve no 25 de Novembro, no Porto com Pires Veloso a prepararem (com apoios ingleses e não só) uma versão muito mais brutal do 25 de Novembro que aconteceu? Se o fizéssemos, estaríamos a dar de mão beijada o espaço para celebrarem o 25 de Abril a quem quis que no 25 de Novembro fôssemos ilegalizados. Estando presentes mostrámos com eloquência que o 25 de Novembro que aconteceu não foi o 25 de Novembro que o Pires Veloso queria que acontecesse. Leia o tal livro do Álvaro que lhe aconselhei e perceberá então o que lhe estou a dizer.

E quanto às colónias, lembro-lhe só que fomos a primeira força política a defender a descolonização, a independência de todas as colónias e o fim da guerra colonial.

Publicado por: Margarida às abril 29, 2006 03:10 AM

Não Arruda, quem chamou “Estado Novo” ao regime fascista foi precisamente Salazar e os salazaristas. E muitos antifascistas apanharam anos de prisão precisamente por assumirem que viviam numa ditadura fascista. E sobre essa treta de poder discordar do seu coordenador, o engraçado é que de facto só lhe tenho visto escrever isso quando está apertado, mas nunca o vi – antes de ser apertado – assumir a mínima discordância com o seu coordenador. Isto é só quando é apanhado com o pé na poça e para se safar é que vem com essa treta, noutras circunstâncias ainda não o vi a discordar com o seu coordenador. E vir agora outra vez com essa treta, nestas circunstâncias, significa que afinal discordou dos tempos de antena com as fotos de prisão do resistente antifascista, ou não? É que de tão ambíguo, nem dá para perceber…

Publicado por: Margarida às abril 29, 2006 03:26 AM