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abril 01, 2006
O Troll com Abril
Por:Isabel Faria

De partida para a Guera Colonial
Há um ano, no mesmo Blog, eu e a Émièle, decidimos de formas diferentes, usar o mês de Abril, para viver Abril.
Esta ano, em kugares diferentes, não resisti a seguir-lhe os passos. Esta manhã no Pópulo, aqui e aqui, a Émiéle, dá-nos conta de como vai , este ano, fazer viver Abril. Não prometo a regularidade que ela promete, mas tentarei fazer com que, duma forma ou outra, o 25 de Abril, passe pelo Troll. Ou com uma canção, ou com um poema, ou com uma foto, ou com uma história, ou com alguém a quem quero agradecer ter tornado possivel aquele dia. Daqueles dias, guardo a esperança. E guardo a festa. Dos dias antes, destes, dos últimos dias antes, guardo a falta dos meus pais que tinham sido obrigados a emigrar para que pudessemos sobreviver, o entusiasmo (e a inconsciência) com que colávamos autocolantes do Ribeiro Santos, nas paredes de Santarém, as tardes a ouvir o Zeca e o Chico Buarque ou a ler o Alves Redol e o Gabriel Garcia Marquez, na Apolo e a tristeza. Dos dias e das noites em que se tinha medo de sorrir.
Nos primeiros posts tentarei falar destes dias/anos, que antecederam a esperança. "Falar" com poemas, com música, com fotos. Falar, sobretudo, dando voz a quem resistiu, morreu, foi perseguido, fez uma guerra sem razão e sem futuro. Até porque foi aí que o 25 de Abril se fez dia.
Vamo-nos vendo por aqui...com a certeza que enquanto estiver num Blog, não deixarei o 25 de Abril passar ao lado.
Seria como perder uma parte de mim. Fiz-me naqueles dias. Apesar de tudo o que se passou a seguir, ainda hoje, em tantos (todos?) gestos, em tantas (todas?) palavras, na forma como me dou e como recebo, na utopia de que não abdico (não sou capaz de abdicar?) em nenhum momento da minha vida, sei, e é um sei, sem qualquer pretenciosismo, mas tembém sem qualquer dúvida, que me fiz eu, naqueles dias.
Publicado por Troll Urbano às abril 1, 2006 10:59 PM
Comentários
Há 30 anos um padre católico e uma estudante foram assassinados á bomba.
Seus nomes Padre Maximino e Maria de Lurdes.
Recordá-los è lembrar um dos crimes mais hediondos desse periodo, levado a cabo pela direita com a conivência de certos sectores da Igreja Católica.
Lembrar Abril é lembrar que a luta pela liberdade continuou e continua , e que há muita gente com as mãos sujas de sangue que ainda não pagou os seus crimes.
Publicado por: a.pacheco às abril 2, 2006 03:32 AM
Há 30 anos um padre católico e uma estudante foram assassinados á bomba.
Seus nomes Padre Maximino e Maria de Lurdes.
Recordá-los è lembrar um dos crimes mais hediondos desse periodo, levado a cabo pela direita com a conivência de certos sectores da Igreja Católica.
Lembrar Abril é lembrar que a luta pela liberdade continuou e continua , e que há muita gente com as mãos sujas de sangue que ainda não pagou os seus crimes.
Publicado por: a.pacheco às abril 2, 2006 03:35 AM
Há 30 anos um padre católico e uma estudante foram assassinados á bomba.
Seus nomes Padre Maximino e Maria de Lurdes.
Recordá-los è lembrar um dos crimes mais hediondos desse periodo, levado a cabo pela direita com a conivência de certos sectores da Igreja Católica.
Lembrar Abril é lembrar que a luta pela liberdade continuou e continua , e que há muita gente com as mãos sujas de sangue que ainda não pagou os seus crimes.
Publicado por: a.pacheco às abril 2, 2006 03:38 AM
Eu vou continuar a recordar o meu Pai socialista que acreditou numa sociadade melhor não me revejo no seu partido que defradou o sonho de muitos, hoje é uma caricatura daquilo que penso que alguns defenderam, mas continua a existir um Partido que com todos os seus defeitos e virtudes vai de encontro as minhas aspirações foi sempre um Partido de Abril antes de existir "Abril" e continua a ser um Partido que luta por uma sociadade mais justa e de Liberdade é o PCP e lembrar homens como Alvaro Cunhal, Dias Lourenço, José Vitoriano ou mulheres como Catarina ou Sofia é viver Abril, um abraço para todos os que acreditam num novo Amanhã eu acho que é possivel apesar de todas as dificuldades.
Publicado por: hugo às abril 2, 2006 04:26 AM
Olá Isabel! Vamos contribuir na medida daquilo que podemos, e um blog apesar de tudo é um meio de comunicação bem importante, para que ABRIL não seja esquecido e sobretudo não se desvalorize o grande passo que se deu com a passagem do fascismo para um regime democrático.
Como o Hugo, não me revendo hoje no partido dele, tenho o maior dos respeitos por aquilo que se fez na clandestinidade e também acredito «num novo Amanhã que acho que é possível apesar de todas as dificuldades».
Aí estamos em completo acordo. Não se pode é resignarmo-nos ou cruzar os braços.
Publicado por: Emiéle às abril 2, 2006 11:10 AM
Isabel e demais elementos do Troll, dou uma sugestão.
Para um bom início de ABRIL, proponho uma ida ao "MÁXIME", na noite de 6 de Abril, ouvir, ver e interagir com o Zeca Medeiros.
Estão de acordo?
Até lá!
Publicado por: José Palmeiro às abril 2, 2006 11:45 AM
Vamos a isso rapaziada. No Pópulo já bati palmas ao desafio e aqui bato igualmente.
Um GRANDE @bração para vocês
Zeca da Nau
Publicado por: Zeca da Nau às abril 2, 2006 11:51 AM
A.Pacheco, ontem à tarde, na manifestação, enquanto falava com camaradas , pensei que chegaria a casa e faria um post sobre o Padre Maximino e Maria de Lurdes. Cheguei tarde e confesso que depois me "passou". Mas tens toda a razão. Comemorar Abril, também é recordar os que após Abril, lutaram /lutam por ele.E que cairam, lutando por ele. Ainda bem que aqui deixaste o teu comentário, evocando-os. Obrigado.
Hugo, cresci numa terra em que o PCP sempre foi exemplo na luta anti-fascista. O meu pai, antes do 25 de Abril, sempre esteve ligado ao PCP. Sei hoje que tive uma das pessoas de que falas a "dormir" em minha casa. Mas a luta anti-facista não foi só feita pelo PCP. Foi feita pelo PS (apesar de tudo aquilo em que o PS se tornou a seguir), foi feita por muitos outros homens e mulheres e por muitas outras organizações. A luta anti fascista não é propriedade dum Partido, apesar de todo o respeito que ese Partido me mereça nessa luta, é propriedade de um Povo. Como deves compreender no Troll, pprocurarei, não homenagear, mas dizer Obrigado, a alguns que tornarem Abril possível. Nem todos passaram pelo PCP, não é por isso que deixam de merecer o lugar que merecem, na luta contra o regime.
Quanto ao presente, sabes que não concordo com a tua análise. Mas não é desse presente que pretendo falar nestes posts. No presente falo nos outros dias e nos outros posts todos.
Mãos à obra amiga...(olha lá tu agora passas-me o tempo a vadiar???).
Publicado por: isabel faria às abril 2, 2006 11:52 AM
Ehehehe! E como é que sabes...?
Mas Abril com bom tempo dá-me cá uma energia!
Publicado por: Emiéle às abril 2, 2006 01:02 PM
Boa iniciativa. Vou ver se aprendo alguma coisa sobre Abril pois recordaçõesminhas só se for de estar a chorar pelo biberão ou a pedir para me mudarem as fraldas.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 2, 2006 01:20 PM
Èmiéle, como é que será?????
Daniel, ontem estive para escrever aqui, que "dedicava" esta série a duas pessoas. Ao meu filho, a quem quero deixar as histórias para não esquecer a História. E a um amigo, que andava de chucha nessa altura...depois achei que ias corar...
Publicado por: isabel faria às abril 2, 2006 02:08 PM