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abril 25, 2006

O Troll com Abril - Sempre

Por:Isabel Faria

abril.jpg

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo


Publicado por Troll Urbano às abril 25, 2006 12:01 AM

Comentários

Que o nosso país um dia possa ser uma terra de fraternidade. Viva o 25 de Abril!

Publicado por: Trilby às abril 25, 2006 12:26 AM

Estamos nessa!!!

Publicado por: Bart Simpson às abril 25, 2006 12:55 AM

25 de Abril - definição esquizofrénica

O dia em que Portugal se libertou da ditadura, pôde respirar em liberdade e começou a libertar-se da eterna pobreza. A revolução que nos libertou duma ideologia paternalista de pais-nossos e fadinhos. Uma explosão de alegria no cinzento da História.

ou

O dia em que Portugal interrompeu uma década de crescimento económico e se lançou no turbilhão duma revolução que destruiu a economia nacional. A época que nos deixou reféns duma cultura de esquerda. Uma bebedeira de loucos que minou o país.

Publicado por: Marco Neves às abril 25, 2006 01:13 AM

Trilby, com em cada esquina um amigo e em cada rosto igualdade...

Bart, ainda lhe podemos juntar mais uns !!!!:))

Marco, sabes que a segunda hipótese cai por terra à primeira frase. Portugal não vivia um década de crescimento económico. A economia nacional estava destruída pela Guerra Colonial e pela falta de visão do Estado Novo. A emigração. A comparação com os outros países da Europa mostravam-no.
Quanto ao resto da hipótese dois...não sou a pessoa certa para a discutir.Sou de Esquerda. Não me considero refém. E "embebedei-me" de festa, de liberdade e de esperança.Ah...o louca, não discuto :)))

Da hipótese 1, não é possivel desmentir muito..foi de facto uma festa. Era de facto um País cinzente.
Havia uma ditadura. Não havia liberdade. A Igreja e o fado eram os guardiães da tristeza e da falta de luz...poder-se-á discutir a parte da economia, se se partir da hipótese que a segunda está certa...mas não deverá ser fácil...
Por isso, não me deixas escolhas...

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 01:28 AM

Zeca e Sophia? Parece-me bem :)

Publicado por: Hipatia às abril 25, 2006 01:36 AM

Isabel: No meu blogue (que estou a tentar lançar), tento mostrar como a mesma coisa pode ser vista de forma radicalmente diferente. Só isso. Hoje, como é óbvio, calha a vez ao feriado. Era ideia inicial nunca dar a minha opinião. Mas neste caso, cá vai: do 25 de Abril, só tenho pena não o ter vivido! Um cravo para si.

Publicado por: Marco Neves às abril 25, 2006 01:58 AM

“Estado Novo”? 32 anos depois da libertação ainda há quem nem se atreva a dar o nome à ditadura fascista que durante 48 anos amordaçou e oprimiu os portugueses? 32 anos depois ainda há quem lhe chame à ditadura fascista de "Estado Novo"? E quem o faz diz-se de esquerda?

O regime fascista tinha a natureza de classe de uma ditadura terrorista dos monopólios e latifundiários - a ausência de liberdade e a repressão feroz foram instrumentos de coerção do Estado que favoreceu a acumulação e concentração capitalista.

Foi vasto e diversificado o património de realizações do 25 de Abril: desde a conquista de uma efectiva democracia política às nacionalizações, desde a intervenção dos trabalhadores nas empresas à Reforma Agrária, desde a generalização da segurança social à consagração de uma vasto acervo de direitos dos trabalhadores, passando pelo fim da guerra e pela contribuição da revolução para a independência dos povos das colónias. Essas realizações do 25 de Abril não foram páginas sombrias de um passado recente ou expressões de um qualquer modelo ou de um radicalismo desvairado, como afirmam conservadores e reaccionários de variados matizes e etiquetas, mas sim páginas brilhantes e luminosas da vida nacional escritas pela luta dos trabalhadores, de milhares de portugueses, civis e militares, de ideias progressistas e do PCP.

Quem nem se atreve a reconhecer que vivíamos numa ditadura fascista não reconhece as realizações, as conquistas do 25 de Abril. Por isso desvaloriza anos de luta e de resistência, de gerações de lutadores, o trabalho, a persistência por reivindicações de melhoria de condições económicas e sociais, de mais democracia, de mais liberdade. O 25 de Abril foi um levantamento militar a que imediatamente aderiu todo um povo sequioso de liberdade, justiça social, farto da guerra e da exploração. E foram as aspirações populares que derrotaram a ditadura terrorista dos monopólios e dos latifundiários há 32 anos atrás, indo muito além dos objectivos imediatos de quem derrotou a ditadura. Foi o povo na rua que deu a força aos militares para acabarem com a ditadura fascista. Não há que ter medo das palavras: o que derrotámos no 25 de Abril foi a ditadura fascista.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 03:03 AM

“Estado Novo”? 32 anos depois da libertação ainda há quem nem se atreva a dar o nome à ditadura fascista que durante 48 anos amordaçou e oprimiu os portugueses? 32 anos depois ainda há quem lhe chame à ditadura fascista de "Estado Novo"? E quem o faz diz-se de esquerda?

O regime fascista tinha a natureza de classe de uma ditadura terrorista dos monopólios e latifundiários - a ausência de liberdade e a repressão feroz foram instrumentos de coerção do Estado que favoreceu a acumulação e concentração capitalista.

Foi vasto e diversificado o património de realizações do 25 de Abril: desde a conquista de uma efectiva democracia política às nacionalizações, desde a intervenção dos trabalhadores nas empresas à Reforma Agrária, desde a generalização da segurança social à consagração de uma vasto acervo de direitos dos trabalhadores, passando pelo fim da guerra e pela contribuição da revolução para a independência dos povos das colónias. Essas realizações do 25 de Abril não foram páginas sombrias de um passado recente ou expressões de um qualquer modelo ou de um radicalismo desvairado, como afirmam conservadores e reaccionários de variados matizes e etiquetas, mas sim páginas brilhantes e luminosas da vida nacional escritas pela luta dos trabalhadores, de milhares de portugueses, civis e militares, de ideias progressistas e do PCP.

Quem nem se atreve a reconhecer que vivíamos numa ditadura fascista não reconhece as realizações, as conquistas do 25 de Abril. Por isso desvaloriza anos de luta e de resistência, de gerações de lutadores, o trabalho, a persistência por reivindicações de melhoria de condições económicas e sociais, de mais democracia, de mais liberdade. O 25 de Abril foi um levantamento militar a que imediatamente aderiu todo um povo sequioso de liberdade, justiça social, farto da guerra e da exploração. E foram as aspirações populares que derrotaram a ditadura terrorista dos monopólios e dos latifundiários há 32 anos atrás, indo muito além dos objectivos imediatos de quem derrotou a ditadura. Foi o povo na rua que deu a força aos militares para acabarem com a ditadura fascista. Não há que ter medo das palavras: o que derrotámos no 25 de Abril foi a ditadura fascista.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 03:03 AM

Isabel, foste tu que pediste uam cassete de propaganda eleitoral de 1982?!?!??!

Marco, a ideia é brilhante. Acho que ou passar na tua casa mais vezes.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 03:35 AM

Isabel, foste tu que pediste uam cassete de propaganda eleitoral de 1982?!?!??!

Marco, a ideia é brilhante. Acho que ou passar na tua casa mais vezes.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 03:37 AM

Oh Marco! Crescimento economico?!? Da miséria sim! Sabe quantos portugueses emigraram nessa década? Sabe porque emigraram? Sabe que quase ninguém estudava porque nas vilas desta nossa terra so havia colégios privados? Sabe o resto? Sabe? A censura, o partido unico, o analfabetismo, as guerras coloniais, o servilismo com os "doutoures". Nesta questão, desculpe, não pode haver duas leituras, basta pensar um pouco. Pensou, ao menos um pouco? Ou està apenas a tentar provocar este tipo de reacções, como a minha?...

Publicado por: dacar às abril 25, 2006 08:53 AM

Hepatia, também me parece a combinação perfeita para comemorar Abril!!! È um poema lindo da Sophia e a Grandola é a Grandola, o Zeca o nosso Zeca.

Marco, não gostaria que entendesses o meu comentário como intransigência. Expressei a minha opinião ao teu comentário e às hipóteses que nele colocavas e reagi a uma das hipóteses que colocavas. Duma forma clara, porque para mim ela é clara.
Claro que para tudo, para tudo na vida, tem que haver sempre "os dois lados". E entendi isso. Por isso brinquei com aquela da loucura e com a da bebedeira...
Mas acredita que (e ainda não passei pelo teu Blog (pode ser teu e não seu, não pode? desculpa mas são "deformações LOL) que não é nada fácil nunca darmos opinão. É uma tarefa árdua!! Quanto à que deste aqui: acredita que foi um prazer tê-lo vivido. Obrigado pelo cravo. retribuo. E já lá passo "em casa".A ver como te safas dessa :):):)

Daniel, estás falar de quê, amigo? Vou-te confessar uma coisa. Por estes dias tenho andado naquela fase de não ver gentinha. nem malucos. Sorte a minha. Tenho encontrado pessoas.Pessoas sãs.Com as quais não concordo em quase nada, mas sãs...se me entra alguma gentinha (será um suibstantivo muito "favorecido"?) ou algum maluco pela casa adentro...o botão faz logo curto-circuito. Tou feita!!!! Ou tou safa!!!

Ah e gostaste da Grandola a tocar cá em casa, assim que cá entramos???Isso é que conta, Daniel. De gentinha não reza a história. Infelizmente de malucos sim, mas isso é outra ...história.

Dacar, o Marco explicou qual foi a intenção dele...claro que eu também me apeteceu "mandar-lhe" com um "sopapo" quando li o comentário (Marco estou a brincar,,,). Mas concordo contigo. Apesar de em tudo termos a obrigação de ver os dois lados, aqui não há dois lados...apesar de saber e tu também saberes que há muita gente, mesmo dos que sofreram na pele a ditadura, a fome e a guerra que, de vez em quando, optam pela amnésia.
Um bom 25 de Abril para ti, dacar.

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 09:47 AM

Estou longe e perto (não vivo em Portugal, como sabes). Isabel: quem viveu naquela época, mesmo jovem, nunca mais esquece. Sobretudo a alegria e a energia daqueles dias! Que ficam para sempre dentro de nos. Eu estava numa Republica, em Coimbra...Viviamos em democracia na nossa Republica! Bom Sonho para Ti e para nos neste aniversàrio. Quem viveu esses tempos de indizivel alegria nunca mais esquece! E tem de sonhar, porque ele, o Sonho da Felicidade, ficou dentro de nos...

Publicado por: dacar às abril 25, 2006 09:59 AM

Sempre destrambelhada esta Faria. A gaja embebeda-se é com a sua própria verborreia e desde que deixou aqui escapar que é íntima dos PSD's da sua freguesia, parte em galopada de disparates que nos ajudam a perceber que de "esquerda" nunca foi. Para ela "esquerda" são umas folclorices, nunca é o fundamental: o respeito pelos trabalhadores, seus direitos e suas conquistas e principalmente as suas lutas. Esta é das que está sempre do lado de lá, do lado do patronato e do lado de quem está no poder, mas desde que nesse lado do poder não estejam os comunistas, pois se estão lá comunistas, do outro lado está a Faria de braço dado com os PSD para os combater. Por isso, ainda hoje a Faria trata de "Estado Novo" o que foi uma longuíssima ditadura fascista.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 10:24 AM

dacar, nunca se esquece não.
Hoje,misturado, com a beleza e a força da memória, há uma tristeza por ter perdido, duma forma brutal, estúpida, alguém que o 25 de Abril me ensinou a respeitar.
Vai ser um 25 de Abril diferente. Ou talvez não. Talvez seja a melhor homenagem a esse dia. A aprendizagem que fizemos (algumas pessoas fizeram) que mais importante do que tudo, fundamental nestas alturas é a vida. Nesse dia sinhamos que haveriamos de aprender a ser tolerantes. Não esquecendo nunca. Não abdicando do futuro. Não abdicanbdo da memória, mas haveriamos de aprender a ser tolerantes. E justos. tenho procurado aprender alguma coisa ao longo destes anos. Parece que vou conseguindo. Um abraço.

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 10:40 AM

Tolerância para esta gaja significa colaboração. No pós-25 de Abril esteve no PRP no partido que provocatoriamente arranjou milícias que mataram, agrediram e torturaram em nome de Abril. Depois passou-se para o lado do patronato contra os sindicatos onde aindo hoje se mantém de braço dado com o PSD para melhor combater a CDU. Esta é outra provocadora que para melhor combater a esquerda milita num partido de "esquerda". É só o que sabe fazer, invocar a esquerda para melhor a combater.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 11:21 AM

Hoje é feriado, um dia em que , por norma, utilizo para reflectir, fazer o balanço e infelizmente ir verificando, ano após ano, a degradação do meu querido Portugal.
É verdade, que já não é a mesma coisa que era antes, que houve conquistas e derrotas, que houve ganhadores que hoje são perdadores, tal como o inverso também é verdade.
Não posso é, ver "flores" a ofender PESSOAS, eu que em Abril, aprendi a gostar de "CRAVOS".
Já, quando do OTELO, lhe tinha dito que a única utilidade que tinham era ser colocadas nas máquinas de escrever até se gastarem. Hoje, porém, com o desenvolvimento tecnológico,nem para isso servem.
Vou ser sectário: Votos de um 25 de Abril, livre, descomprometido e solidário, e já agora, como disse a Helena Romão, algures, libertário.

Publicado por: José Palmeiro às abril 25, 2006 11:29 AM

Tenho comentado muito pouco, quer aqui no Troll quer em qualquer blog. Sou mais de ler e pensar só para mim. Reparei que este post entrou logo nos primeiros minutos deste dia, vai à frente, de cravo na mão, com os lindíssimos versos de Sophia e a cantar a Grândola. Bom 25 de Abril, Troll! (depois, mais uma vez fico atónita com essa pessoa que assina Margarida e tem o descaramento de dar a entender que é do PCP; cada vez me convenço mais que é um provocador que quer dar uma imagem péssima de um partido que não merece isto. hoje teve a ideia peregrina de "criticar" a Isabel Faria por ser amiga de uma pessoa que representa o partido com quem, exactamente naquela freguesia, o PCP se aliou - então como é? dupla personalidade, esquizofrenia, alguma coisa não bate bem)

Publicado por: Marta C. Aguiar às abril 25, 2006 12:02 PM

Marta, comenta sempre que te apetece. Quanto ao provocador apenas posso dizer que já me passou isso em tempos pela cabeça mas infelizmente não. Não é Margarida de nome, nem para isso tem coragem. EM tempos ignorámo-lo mas depois achei que mais valia dar trela. Temos esta pretensão que o Troll deve ser ele também serviço publico pelo que tentamos que a "Margarida" fale o máximo possível porque cada vez que fala se está a "enterrar". Já aqui defendeu Cuba, a Coreia, atacou pessoalmente a Isabel e a mim próprio e mais recentemente veio defender o Estalinismo e que a vid ano Bloco de Leste afinal era boa e qua as pessoas estão com saudades.

Nós sabemos que o PCP não é assim ams infelizmente gente parva há em todo o lado.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 12:14 PM

Marta, sou amiga. Serei amiga. Como ao longo destes dias, à porta da enfermaria acabei por criar laços, chamar-lhe-ia de amizade, com os eleitos da CDU que também de lá nunca sairam.NUNCA nos lembrámos, nenhum de nós, das palavras acesas que temos trocado nas Assembleias de Freguesia. NUNCA. Ontem ao voltar para casa, quando sabiamos que seria apnas uma questão de horas vim com uma dessas pessoas eleitas pela CDU. Já falámos hoje. Estamos da mesma forma na mesma dor. Ontem estivemos ambas a despedir-nos do Preidente. Estivemos da mesma forma. Com a mesma dor.
Por isso acabo por ter que concordar contigo.Só pode ser uma provocadora ao serviuço sabe-se lá de quem... Nunca calarei as minha divergências. Nem com o PSD nem com a CDU, muito menos com o facto de, duma forma contra natura, se terem coligado.Aqui e por esse País fora... Mas manterei, cultivarei os meus afectos. Guardarei as minhas memórias. Não serão provocadores baratos, que também eu cada dia que passa me convenço menos que tenham algo a ver com o PCP, que me farão mudar. Não o farão, Marta. Graanto-te.
Sabes, poderia apagar estes coemntários. São-me particularmente dolorosos, como deves calcular...mas ficarão aqui. Para que todos possam ver quem é essa...não sou capaz de usar pessoa. Não hoje.

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 12:21 PM

Bom post, amiga Isabel.
Desta vez, se os colocámos quase ao mesmo tempo ( quase, tu antecipaste-te...) se escolhemos os cravos para a imagem, escolhemos outras canções.
Eu guardei a Grândola para mais tarde. Quero encerrar este dia com ela.

Publicado por: Emiéle às abril 25, 2006 12:32 PM

Essa de nos querer convencer que está preocupada com a imagem do PCP, já tem barbas, Marta. É melhor inventar outra pois essa já não engana ninguém.

Vamos ver se nos entendemos: em Lisboa existiu a única coligação de partidos de esquerda que governou e bem a autarquia. O primeiro a saltar fora dessa coligação foi o PSR, depois foi a UDP, para que pudessem ambos apoiar a candidatura do Miguel Portas há 5 anos atrás à Câmara de Lisboa (o que movia o BE era a contagem de votos e não o interesse da cidade). Sabe que a consequência dessa candidatura foi não só a derrota da candidatura do Miguel Portas como também da coligação na Câmara. Porém na Assembleia Municipal e em muitas freguesias a candidatura da coligação PS-PCP-Verdes saiu vitoriosa, e numa delas foi na Freguesia da Pena onde a lista da coligação era encabeçada pelo PCP.

Entretanto o PS declarara sem efeito a coligação, que assim morreu por morte natural. No ano passado, meses depois do repto que o PCP lhe lançou, o PS finalmente reuniu-se com o PCP em conversações para analisar a possibilidade de nova coligação, que não foi avante, com grande alívio do BE que já há um ano acordara o apoio à candidatura do Sá Fernandes. Desunida, a esquerda perdeu como sempre dissemos que perdia. Na freguesia da Pena ganhou o PSD. Como sempre fizemos – sempre, desde as primeiras eleições para o poder local – também na Pena os nossos eleitos locais, optaram por aceitar o convite que lhes foi dirigido pelo PSD. É que nós, na CDU sempre defendemos que no poder local, é fácil aos eleitos de diferentes forças políticas entenderem-se para resolverem os problemas das populações, por isso deixamos à livre decisão aos nossos eleitos aceitarem ou não os convites que lhes forem dirigidos, e onde somos maioria também os nossos eleitos convidam eleitos doutros partidos para partilhar responsabilidades. Partilhar responsabilidades e juntar forças para levar à prática o seu programa, pois a aceitação do convite pressupõe a defesa do seu próprio programa.

Mas esta não é a postura do BE – que é “recusar qualquer aliança com a direita” (conforme ponto 1 da Resolução da Mesa Nacional do Bloco de 22/10/05), independentemente da apreciação dos seus eleitos. No caso da Pena, sabemos agora que afinal a Faria até tinha os eleitos do PSD em alta consideração, mas isso não a impediu (a ela e a outros bloquistas) da campanha difamatória contra a CDU por ter aceite o convite. Aliás a própria Marta embarca nessa campanha, recusando perceber que aceitar um convite não é aliar-se ou coligar-se. Quem tem pois uma postura primeiro divisionista e agora hipócrita é o BE e neste caso concreto a Faria, que afinal até tem em alta consideração o PSD da Pena.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 01:13 PM

Obrigado, Émièle, Vi os teus cravos. Estão cheios de vida. São um prazer aos olhos e um hino áquele dia.
Antecipei-me um pouco, sim....mas compreende-se. Tu estavas a ser pequenina na noite passada...até já. A gente vê-se.

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 01:51 PM

Marco Neves certamente o Portugal do crecimento económico de que fala, não era o Portugal onde eu vivi, e onde tive de fugir, por recusar fazer a guerra colonial, e para não ser preso pela pide, por divergências com o regime.

Em suma coisas de somenos.

Mas já que parece tão informado aconselho vivamente que leia um discurso de finais de 72, se não estou enganado, em que Marcelo Caetano falava num periodo de VACAS MAGRAS, para crescimento economico não estava mal......

O sr. faz-me lembrar uma pessoa idosa que ontem dizia sobre o periodo de Salazar, nesses tempos o país era respeitado, tinha ouro, tinha o terceiro império do mundo....pois...

E tinha maior taxa europeia de mortalidade infantil, tinha a maior taxa de analfabetismo, a maioria do país não tinha saneamento básico, luz ou água canalizada, para alem da censura, da policia politica, da total falta de direitos dos trabalhadores, da falta de direitos básicos da mulheres enquanto cidadãs.

Em suma tudo esquisitices de esquerdalhos.

Triste país este , que trinta e dois anos após o 25 de Abril ainda haja cidadãos que continuam a utilizar linguagem e fraseologia do regime da ditadura....

Publicado por: a.pacheco às abril 25, 2006 03:45 PM

Viva o 25 de Abril! Vivam o 25 de Abril!!!

Marco: o teu comentário pode ser mal interpretado, depois de ler o teu blog tudo faz sentido, o teu blog é, de facto, uma boa ideia, ganhaste um leitor!

Publicado por: Farpas às abril 25, 2006 04:26 PM

A.Pacheco, espreita o Blog do Marco. O Farpas tem razão.
Não seria capaz de fzer um Blog assim (não consigo esse distanciamento) mas é uma ideia interessante. E o Marco até abriu uma escepção aqui no Troll fez ele próprio a opção. Vai lá dar uma espreitadela, a sério. Vê as alternativas no post do Bloco, por exemplo...vais achar interessante. Tenho a certeza,

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 07:22 PM

Eu subscrevo a ida ao Blog do Marco, até lá fui comentar!!!!! Tá bem visto sim senhor.

A coligação para a junta de Freguesia de Loures entre o PCP e o PSD é ficção. A aliança na Pena é ficção. Há pessoas que até acham ficção poder haver entre pessoas de partidos diferentes.
Só falta proibires-me de ir num carro de um eleito pela CDU para a bola para ocuparmos os lugares um ao lado do outro, lugares esses que compramos em conjunto com um outro amigo apolítico, abstencionista crónico.

Vem depois falar aqui de uma coligação que existiu em Lisboa e que apenas servia os interesses de meia duzia de pessoas e de Patos Bravos beneficiados por pessoas da cúpola de dois partidos. A população essa nem vê-la. Ou como disse João Amaral numa das suas últimas intervenções. É tempo de olhar para o povo.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 11:36 PM