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abril 10, 2006
O Troll com Abril - VIII
Por:Isabel Faria

Estudávamos em Santarém. Ouvíamos os ecos da resistência que nos chegavam de Lisboa. Da resistência estudantil. Que a outra, tínhamos sempre vivido com ela. De Lisboa chegavam-nos os nossos amigos, mais velhos, que nos contavam as cargas policiais, a morte de Ribeiro Santos, as lutas, as Associações de estudantes. Já nessa altura, se sentiam divisões. Mas sentíamos, apenas. Filtradas pelo entusiasmo com que os nossos amigos, nas noites e nas tardes de fim-de-semana, nos ensaios do Grupo de Teatro, nos traziam novas de Lisboa.
Através de um deles, ouvi falar da Isabel pela primeira vez. Falou-me do atentado contra a Nato. E dos porcos vestidos de Américo Tomaz. A medo, passou-me uns panfletos que circulavam, assinados PRP-BR. Olha que é perigoso…avisou-me…Isabelita tem cuidado. Prometido. Tive. Guardei-os até hoje. Pouco tempo depois do 25 de Abril, comecei a viver um Partido. O PRP, não era um Partido como os outros…achava eu, como se tivesse conhecido muitos. Nada é igual a nada, quando se está apaixonado. Quando se tem catorze ou quinze anos e se está apaixonado…Não sei quando conheci a Isabel. Já tinha vindo para Lisboa. Na altura, já tinha lido as acções das BRs antes do 25 de Abril e já tinha entendido que com elas, a LUAR e a ARA, a resistência ao regime também tinha passado pelas acções armadas. Vim trabalhar para o Partido em part-time. E isso ainda me confirmou mais que o PRP não era um Partido igual aos outros. Era tão novinha que me olhavam como se olha para uma mascote…mas eu lá continuava. A paginar o “Revolução”, na Livraria da UPEL e mais tarde a rever e a “construir” o Página Um. Sempre de paixão, em punho. Nessa altura, cada vez que encontrava a Isabel ficava prisioneira do seu olhar límpido e sereno. E procurava entender como alguém que tinha vivido o que ela vivera, conseguia guardar tal limpidez e tal serenidade. Quando nos encontrámos, já muito se tinha perdido. Recordo de um dia ver o filhote, em casa, bebé, deitadinho no berço, acordado, a ouvir música clássica e a brincar com as mãos, enquanto reuníamos na sala ao lado. Nunca esqueci essa imagem… Depois disso a Isabel haveria de ser presa e condenada. O bebé, então já menino, estaria com ela enquanto durou a prisão.
Durante anos não nos revimos. Soube da libertação da Isabel, no dia em que em S. Martinho do Porto, começava a minha “travessia do deserto”. Nas alturas em que fui tendo dúvidas, lembrava-me da notícia que passava na rádio nessa noite de Verão…e continuava. À procura da serenidade que um dia encontrara no seu olhar.
Voltámos a ver-nos no ano passado. Ao vivo. Frente a frente. Depois encontrámo-nos, de novo, durante a campanha de Sá Fernandes. Mantinha o mesmo olhar. Dava-me a mesma paz. Não sei em que altura vi o “Oxalá”, do António Pedro de Vasconcelos. Não sei sequer se tem, no tempo, alguma coisa a ver com a prisão da Isabel. Para mim, foi sempre o filme pós prisão da Isabel. O momento em que não se podiam adiar escolhas nem balanços.
Durante muitos anos, não tive qualquer trabalho partidário. Sempre achei, sempre senti que se um dia voltasse a tê-lo, haveria de, num ou noutro momento, encontrar a Isabel. Encontrei-a. Já tinha, então encontrado a minha própria serenidade. Ela disse-me que se notava no olhar. Acreditei.
A Isabel e o PRP ficarão sempre ligados ao meu 25 de Abril. Apesar de, quando convivi de mais perto com ambos, já o 25 de Abril teimar em se afastar. Não poderia, nestes posts sobre Abril, deixar de os evocar.
Publicado por Troll Urbano às abril 10, 2006 10:30 PM
Comentários
Nunca houve uma esquerda em Portugal. Esse foi um dos enganos históricos de uns. O PRP por aquilo que eu li e ouvi dizer, já que não vivi a época eram os puros. Os idealistas que acreditavam na sociedade marxista, pura, bela. Sabes que durante anos achei que o PRP deveria voltar. Era um partido por aquilo que eu tinha lido que provavelmente me teria identificado ideologicamente. Foi mais ou menos nessa fase que percebi que estava mal no partido em que estava. Giro como nos encontramos no meio de um movimento contrario. Ainda bem que alguém percebeu que a esquerda não é una mas sim plural.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 10, 2006 10:48 PM
Pois é daniel. Era a grande questão...punham-nos vezes sem conta a questão dos rótulos...trotskista, leninista, castrista, guevarista...havia para todos os gostos. Eramos marxistas e achavamos que o nosso papel era viver e aplicar o marxismo em Portugal. Que não era a Rússia, não era a China, não era Cuba. E que não estavamos em 1917, 1949 ou 1959...Foi esta esquerda que voltei a encontrar muitos anos mais terde, no projecto do Bloco. Penso hoje que tendo passado, na altura que passei, pelo PRP hoje só podeia estar no BE. Para mim, é a sequência lógica e o caminho normal. Sem certezas, com convicções, sem dogams, com principios. E com uma dose de sonho à mistura.
Ah e agrada-me que tenhas descoberto o mesmo...apesar de por caminhos diferentes :):)
Publicado por: isabel faria às abril 10, 2006 11:32 PM
E calculo que deve ter andado a colar aquele cartaz que apresentava dois punhos ligados por correntes, por baixo do qual estava escrito:
não te deixes prender
pelas eleições burguesas
luta pelo poder popular
a que se seguia o símbolo da metralhadora e da enxada.
Esta era a palavra de ordem do PRP/BR (Partido Revolucionário do Proletariado - Brigadas Revolucionárias) da campanha eleitoral para a Assembleia Constituinte.
Percebe-se porque é que tanto a Faria como o Arruda estiveram de acordo com a omissão da Constituição da República Portuguesa na última campanha eleitoral do BE...
E percebe-se muito melhor muitas outras coisas...
Publicado por: Margarida às abril 11, 2006 12:06 AM
Alguém me explica o que é que o PRP tem a ver com as eleições passadas.
Ah já me esquecia. A Maggy é que é pura. Nunca evoluiu na ideias e por isso nunca mudou de opinião. Até acha que a Coreia é uam democracia e que a URSS era um estado de pessoas livres.
Só uma coisa, nunca fui do PRP, com 32 anos deves calcular isso, ou tb chumbaste a matemática na escola.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 11, 2006 12:12 AM
Nao, Margarida esse não colei. Na altura ainda colava poucos cartazes...colei outros, mais tarde. Quando em 75 o meu Partido de então se uniu com o teu e mais com uns quantos, lembras-te??? Que giro, nessa altura não incomodou o teu partido que o meu partido pensasse que a tomada do poder passaria pela revolução e não por eleições???
A diferença entre nós é que eu sei que 74 e 75 foram há trinta anos...e tu ainda não sabes. Aliás tu ainda nem sabes há quatos caiu o Muro , ou há quanto foi a Revolução Russa...e tens razão. Dá para perceber muitas outras coisas. Até és capaz de perceber a paciência que vou tendo contigo...aquela história de a gente só vos chamar "reformistas" é no que dá...ficou-me no sangue...agora quando tento mudar de nome, lá me vêm esses anos e pronto. Não sai.
E também tenho que te agradecer o "por extenso"...achavas que houvesse quem não soubesse ou a coisa tem um sentido mais profundo??? de qualquer forma, obrigado. ès um amor!!!
Ah e faltava só uma nota...tás a ver Daniel, que eu tinha razão. que a Margarida ainda voltava cá hoje. Arranjámos uma amiga do peito, é o que é!!
Publicado por: isabel faria às abril 11, 2006 12:21 AM
A ignorância é tal que nem sabem que as eleições para a Constituinte foram em 1975!
Publicado por: Margarida às abril 11, 2006 10:01 AM
A ignorância é tanta que nem português se sabe ler...minha cara, por motivos que não te dizem respeito, mas a mim dizem...em 25 de Abril de 1975,ainda não colava muitos cartazes...sobretudo, muitos cartazes do PRP. Em 25 de Agosto de 1975, quando a FUR foi formada...eu já colava alguns cartazes...sobretudo porque não eram só do PRP...é muito complicado para ti??? Vai-se a ver que dormiste pouco!!
Publicado por: isabel faria às abril 11, 2006 10:15 AM
Há de facto personalidades com uma força e um carisma invulgar. Falaste já de duas pessoas ( o Redol e a Isabel do Carmo ) que te 'marcaram' e foram símbolos. Creio que vocês Isabeis têm a paixão em comum. Mesmo que sintas que ela tem a serenidade quando é preciso é também uma apaixonada. Ou não teria tido a vida que viveu.
Publicado por: Emiéle às abril 11, 2006 02:12 PM
Percebe-se a incomodidade que causa ter lembrado que o PRD foi um dos partidos que boicotou as primeiras eleições livre que cá se fizeram, depois de 48 anos de fascismo.
Percebe-se como tanto o Arruda (“Nunca houve uma esquerda em Portugal” disse por aí), como a Faria (cuja memória selectiva a leva a esquecer o que lhe convém e neste caso o boicote às eleições que o partido onde era funcionária considerou “burguesas”), nem agora querem que isto seja lembrado.
É que ser-se de esquerda, em 1975 era também trabalhar para a eleição duma Assembleia representativa que elaborasse uma Constituição da República Portuguesa democrática e progressiva. E foi isso que as eleições mais democráticas e participadas que alguma vez cá se realizaram conseguiu: de facto, os constituintes de 1975 elaboraram uma Constituição (que apesar de sete revisões) mantém a defesa da democracia política, social, económica e cultural.
Nem o Arruda nem a Faria se revêm na Constituição do 25 de Abril. Paulo Portas e todo o patronato também não. Mas esses não enganam ninguém da área laboral, esses assumem-se da direita, enquanto que o Arruda e a Faria auto-dizendo-se de esquerda, tentam enganar contra o PCP e contra a CGTP as forças políticas e sociais mais consequentes.
E para o fazerem apropriam-se de parte do património da esquerda (o 25 de Abril, o Redol, o Dias Coelho, o Zeca Afonso…) - porque aprenderam que com vinagre não se caçam moscas -, e calam discordâncias com o mais importante e duradouro documento que a esquerda construiu, a Constituição da República Portuguesa.
Pela boca morre o peixe. E a tontice da Faria de ligar o PRP ao 25 de Abril trouxe-me a oportunidade de a todos lembrar – principalmente aos mais novos - que nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1975 a palavra de ordem do partido que tanto fascina Arrudas e Farias (e de que a Faria foi funcionária) era de boicotar essas eleições:
"não te deixes prender
pelas eleições burguesas
luta pelo poder popular" diziam eles então.
Publicado por: Margarida às abril 11, 2006 02:22 PM
Émiéle, tenho amis pessoas destas, amiga. Que me fizeram. Duma ou outra forma, sou o que sou por elas terem existido. Quando aqui as trago, não pretendo fazer uma homenagem...apenas, dizer-lhes obrigado.
E também penso isso dela. Raramente vi alguém mais apainonado...raramente senti alguém mais sereno!!
Publicado por: isabel faria às abril 11, 2006 02:52 PM
Eu não sei se chore ou se ria com tanta estupidez. Acho que a Maggy deveria escrever mais comentários destes. Vem ao de cima toda a falacia dos argumentos.
Não somos nós que "tentam enganar contra o PCP e contra a CGTP as forças políticas e sociais mais consequentes." Ela própria o faz.
Mistura alhos com bugalhos quando retira meia frase minha e descontextualiza-a e diz coisas que não prova. Onde é que eu escrevi que não me revia na constituição de Abril. Fica o repto. Se não o fizer só me resta chamá-la de mentirosa. Aliás não é mentirosa. Ela é demasiado sectária para perceber que para se ser de esquerda não se tem de ser do PCP, embora se possa ser do PCP. Podia ser do MRPP, do POUS, ... ou ser como sou do BE.
Apropriar de patriomónioo de esquerda. Nada de mais errado. Recordamo-lo. É diferente. Ou será que ela queria o património só para ela e para o partido dela. O Zeca era do PCP?? Ou era de esquerda. O Alves Redorl era do PCP ou era de esquerda?
Olha lá oh Maggy? Não respondeste ao facto do teu partido se ter aliado ao PRP de propósito ou porque não sabias o que responder?
Publicado por: Daniel Arruda às abril 11, 2006 04:24 PM
Daniel, não ligues...ela é ainda novinha pá. Ela diz que é mais nova que eu...ora, partindo do príncipio que eu era quase uma miuda nessa altura, ela, quando muito, andava de frladas...ora partindo do principio qua andava de fraldas tinha lá tempo para saber porque raio é que o PCP se uniu ao PRP a a outras forças de Esquerda...aliás, fica a pergunta seriam forças de Esquerda??? Claro que não eram forças de Esquerda...forças de Esquerda só há uma...o PC e mais nenhuma!!!
E claro que o 25 de Abril pertence ao PCP...que raio, Daniel...mas houve mais alguém que ressitisse ao fascismo? Houve mais alguém que tivesse construído a democracia? Claro que não, Daniel. O 25 de Abril é propriedade do PCP. Aprende, Daniel!!! Já começas a ter idade para isso!!!Caramba, á.
Olha achas que me confesse a quem??? Para ter perdão por ter ousado apropriar-me do património, quero dizer??!!
Publicado por: isabel faria às abril 11, 2006 04:41 PM
Disse o Arruda, no contexto do post da Faria sobre o PRD: “Nunca houve uma esquerda em Portugal. (…). O PRP por aquilo que eu li e ouvi dizer, (…) eram os puros. Os idealistas que acreditavam na sociedade marxista, pura, bela. (…) durante anos achei que o PRP deveria voltar. Era um partido por aquilo que eu tinha lido que provavelmente me teria identificado ideologicamente. (…)
É o próprio Arruda que por duas vezes fala do que leu sobre o PRD, não pode pois agora negar que não sabia que o primeiro “feito” do PRD depois do 25 de Abril foi ter boicotado as eleições para a Constituinte e as ter apelidado de “eleições burguesas”. E é credível que quem se reveja ideologicamente num partido que boicotou essas eleições se reveja no resultado dessas eleições, isto é, a Constituição da República Portuguesa?
Claro que quem acha como o Arruda que o PRP, o MRPP ou até o POUS eram de esquerda (e porque não a AOC, já agora…) teria que ignorar que de facto o Redol foi militante do PCP (como aliás o Dias Coelho) e que o Zeca foi um compagnon de route do PCP – um democrata, um homem de esquerda e que nunca negou as lutas em que alinhou com o PCP e o especial carinho que teve com iniciativas da CGTP, antes e depois do 25 de Abril e até quando já estava bastante doente.
Quanto à Faria fico a saber que ela acha que só se pode conhecer a realidade se a vivemos. Como não vive em França fica impossibilitada de saber o que lá se passa? Por isso os dois estão tão baralhados e já não sabem se afinal foi ou não uma vitória a retirada do CPE…e agora percebe aquela frase do Arruda “Nunca houve uma esquerda em Portugal”. É que está na mesma lógica da Faria a lógica do Arruda de “enganos históricos de uns”….
Mas se esta lógica do Arruda dá para perceber porque é que não tem o Rosas em grande conta, já não dá para os encómios com o Louçã – ou já se esqueceu que dos tempos de antena das presidenciais que o apresentavam como preso político? Ou do seu fascínio pelo PRD...
Como disse por aqui há tempos não podem ter o pudim e comê-lo. Se o comem, foi-se o pudim.
Publicado por: Margarida às abril 11, 2006 07:12 PM
Margaridinha, querida PRP...PRR...PRP...vá repete lá comigo PRP...PRP...como tu bem disseste - Partido Revolucionário do Proletariado...
Margarida, queridinha...não é PRD...não é PRD....não é PRD...diz-me uma coisa, miguita tu estás a ouvir por telefone e depois enganas-te...é que enganares-te, enganares-te NUNCA. A nossa Guidinha NUNCA se engana.
Vá vamos tentar outra vez...PRP...PRP...PRP...Tá?
Então agora já posso passar ao leite ecreme. Filha desculpa lá, prefiro...ou é pecado??? O leite creme também é propriedade do PC??? Compagnon de route???
Vá vamos outra vez....vá lá...não custa nada.PRP!!!
E olha meu amor, podes continuar a pôr o Daniel e a pôr-me a mim a dizer coisas que não dizemos...Margarida, a gente perdoa-te...a gente já não pode passar sem ti...vamos a uma nova tentativa, kiducha????!!! Vá lá...só mais uma...
Publicado por: isabel faria às abril 11, 2006 08:58 PM
Mas de facto o PRP boicotou as eleições para a Constituinte, não é verdade Faria? E considerou-as "eleições burguesas"...mas disso a sua memória selectiva não se quer lembrar. Mas há quem tenha memória, e os cartazes de que não se lembra estão por aí na internet, basta uma rápida pesquisa pelo google.
Publicado por: Margarida às abril 11, 2006 09:29 PM
Diz a Margarida "E é credível que quem se reveja ideologicamente num partido que boicotou essas eleições se reveja no resultado dessas eleições, isto é, a Constituição da República Portuguesa?"
posso fazer uma pergunta inocente depois de tanta lógica?
Tu tens aquario em casa??????
Publicado por: Daniel Arruda às abril 11, 2006 09:31 PM
Diz a Margarida "Zeca foi um compagnon de route do PCP – um democrata, um homem de esquerda e que nunca negou as lutas em que alinhou com o PCP."
Eu vou Pôr a frase com outro nome e vejamos se a margarida gosta
Eugénio Rosa é um compagnon de route do BE – um democrata, um homem de esquerda e que nunca negou as lutas em que alinhou com o BE, nomeadamente aquando da greve geral.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 11, 2006 09:35 PM
Diz a Margarida "Claro que quem acha como o Arruda que o PRP, o MRPP ou até o POUS eram de esquerda (e porque não a AOC, já agora…)"
Não quem é de esquerda era o PRD com quem o PCP fez uma aliança para derrubar um governo do PS para lá colocar o Prof. Cavaco Silva. Deviam gostar maios do laranja.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 11, 2006 09:38 PM
Mas foi o BE quem decretou a greve geral? E eu a pensar que tinha sido a CGTP...
E aprendi agora também que quando se vota na Assembleia da República, (ou numa Assembleia Municipal, ou numa Câmara Municipal...) não se vota, fazem-se alianças!
Publicado por: Margarida às abril 11, 2006 10:18 PM
E depois destas confusões do Arruda fui ao google tentar saber quem é ele. E descobri que é membro da Comissão de Direitos do BE e seu dirigente no distrito de Setúbal! Estão bem entregues os bloquistas com um gajo destes na sua Comissão de Direitos?!!!...
Publicado por: Margarida às abril 11, 2006 10:33 PM
Ainda não sabias?
Então vou fazer aqui um curriculum político resumido:
De 1984 a 86 fui dirigente estudantil (vogal na Ass. de estudantes) na Preparatória nº 2 de Loures
De 1988 a 1992 fui dirigente estudantil (vogal na Ass. de estudantes) na secundária nº 1 de Loures.
Fui membro da JS de 87 a 97 e dirigente concelhio da JS a partir de 1991.
Desde 2000 militante do bloco de esquerda e dirigente nacional de 2001 a 2005.
Sou neste momento membro da concelhia do Seixal, da distrital de Setúbal e da Comissão de direitos do BE. Sou ainda coordenador da Comissão de Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho da Autoeuropa (eleito com 72% dos votos) e delegado sindical da CGTP (orgulho-me de ter sido o delegado mais votado de todos, já que aqui a votação é nominal e não por listas pois enquanto não houver método de Hondt no sindicalismo este é o processo mais democrático)
Fui candidato á FF de Corroios em 2001 e em 2005 fui candidato à CM do Seixal.
~
Por fim duas notas:
Nenhum destes "tachos" é remunerado.
E tu Maggy para além de Burocrata sindical és o quê?
Publicado por: Daniel Arruda às abril 11, 2006 11:25 PM
Esquesito não refutaste nenhum dos meus comentários. É falata de argumentos ou orgulho de ter colocado Cavaco Silva no poder?
Publicado por: Daniel Arruda às abril 11, 2006 11:27 PM
Afinal o que sobressai no Arruda é o amor ao PS...e eu a pensar que tinha sido a votação popular a eleger o PSD em 1985. Como bom socialista o Arruda ainda pensa que o papel do PCP é fazer fretes ao PS e não corresponder à confiança dos seus eleitores e trabalhar para levar à prática o seu programa eleitoral. A reacção do Arruda mais de vinte anos depois é exactamente igual à reacção do PS e de Soares em 1985. Aliás, sempre assim pensou o Soares, mesmo antes do 25 de Abril e foi à sua custa que aprendeu que o PCP é um partido autónomo e independente e que são os seus militantes que aprovam a sua linha política e que esta é que define a sua acção.
Mas agora afinal o Arruda escolheu bem o novo partido, porque fretes ao PS (e também ao PSD, diga-se...)é a principal característca do BE. Ou melhor, fretes à política de direita e a alguns políticos de direita - remember Santana?
E afinal é o próprio Arruda que deixando cair, confirma que sabia que o PRP boicotou a constituinte. Porque foi este o meu principal argumento contra o post da Isabel. Eu não me meto nas escolhas partidárias de cada um. Fomos nós que nos batemos para que o multipartidarismo e a liberdade de escolha estivessem inscritos na Constituição. Mas eu tenho o direito de os confrontar com o que entendo ter sido incorrecto nesses partidos. E eu 1975 boicotar as primeiras eleições livres para a constituinte e denominá-las de "eleições burgueses" foi uma postura reaccionária que o PRP assumiu.
Publicado por: Margarida às abril 11, 2006 11:52 PM
Fui eu, ou o meu partido, que votámos favoravelmente uma moção de censura que derrubou um governo de centro esquerda para colocar lá um de direita?
Acertaste numa coisa, sou socialista e por muito que tu queiras a esquerda não tem de ser toda comunista. Sou Marxista e por muito que tu queiras nem todos os marxistas são leninistas.
Remember Santana?!?!??! importas-te de explicar melhor?
Ah desculpa eu ter ideias próprias. Coisa que tu não tens
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 12:00 AM
Não respondeste à minha pergunta
E tu Maggy para além de Burocrata sindical és o quê?
Já que foste ao Google reparaste que aparecem 42.200 entradas com o meu nome. Posso te dizer que cerca de 30.000 dessas são minhas. E tu? Tens algum pensamento que tenhas compartilhado com alguém? Ou melhor. Tens algum pensamento que possa ser publicado.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 12:04 AM
Já te esqueces-te da coligação de esquerda que havia em Lisboa e do papel do teu partido na sua demonização e que culminou com a candidatura do Portas, Miguel?
E sobre a queda do Governo de Soares, esqueces-te porventura que subsequente à sua queda na Assembleia da República houve eleições legislativas que o PSD ganhou? E que portanto quem lá colocou o Cavaco foi o voto popular?
É que as acções têm consequências e se o Soares decidiu esticar a corda na Assembleia da República assumiu as consequências de não ter querido encontrar um consenso que estava nas suas mãos.
Nós nunca escondemos que não queríamos políticas de direita, fossem elas apresentadas pelo PS ou pelo PSD. Nós sempre actuámos por princípios e nunca tivemos medo de aceitar os desafios. O Soares não quis recuar nas suas políticas de direita e caiu. E foi o povo quem depois decidiu. Democraticamente, em eleições.
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 12:12 AM
Como não repondeste vou colocar aqui as perguntas de novo. Pode ser que uma vez sejas honesta:
Fui eu, ou o meu partido, que votámos favoravelmente uma moção de censura que derrubou um governo de centro esquerda para colocar lá um de direita?
Remember Santana?!?!??! importas-te de explicar melhor?
E tu Maggy para além de Burocrata sindical és o quê?
E acrescento mais uma. Sabes tão bem como eu o porquê de termos abandonado a coligação. E devias estar grata de nunca termos lavado roupa suja na praça pública. Mas isso sabes tu melhor que eu.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 12:27 AM
Margarida, de vez em quando apetece-me (sabes hoje tive um dia em cheio...e depois dá-me para ser condescendente... ) tentar levar-te a sério.
Então vamos lá falar a sério. Em 1974, o PRP considerava que a passagem duma sociedade capitalista para uma sociedade socilaista se teria que fazer através duma Revolução. Como o PCUS tinha considerado em 1917, o PC Chinês em 1949 ou o PC Cubano em 1959 (só para falar nos exemplos que toda a gente fala) tinham considerado em outras circunstãncias e nos seus países. Aliás, se conheceres alguma coisita dos clássicos que ontem me mandaste ler (eu não conheço, porque desde ontem ás 22 horas mais coisa menos coisa, ainda não tive tempo...), vais confirmar que não é assim uma posição tão pouco ortodoxa.
Em 1975, eu estava no PRP e considerava que a única forma de alterar a sociedade era fazer uma Revolução Socialista. Não pude não votar, porque não tinha idade, mas se tivesse possivelmente tê-lo-ia feito.
Agora apenas duas questões.
A primeira. Entretanto passaram 30 anos. Continuo a achar que a verdadeira alteração da Sociedade se fará através de uma Revolução. Continuo a considerar que a trabalho parlamentar é apenas uma face (fase?) da Democracia. Continuo a achar que , como cantava o Sérgio nesses anos longinquos "Só há liberdade a sério quando houver a Paz, o pão, Habitação, saúde, Educação...) e continuo a lutar por uma sociedade socialista. Porque como não me canso de te repetir sou marxista.
Estou num Partido em que apenas uma pequena minoria, nem sequer significativa, vem do PRP. A grande maioria das pessoas que estão no meu Partido vieram de Partidos que não questionaram as eleições ou que nelas participaram, então porque teimas em meter o Bloco nesta "guerra"?.
Consideras reaccionária a posição do PRP, eu considero refirmista a do teu Partido...e ponto final. Estamos a falar de posições de há 30 anos...entretanto...entretanto...a Direita ganhou este país, a Direita tentou desvirtuar a Constituição (e lá por não se ter participado nela, tem-se que ser contra em nome de que principio?), a Direita fez o 25 de Novembro e a Democracia Parlamentar institucionalizou-se...o Muro de Berlim caiu, com ele grande parte das dúvidas e das certezas que faziam parte da Esquerda de há trinta anos, o proletariado foi sendo substuído por uma classe média cada vez menos revolucionária, a luta de classes teve necessariamente que reflectir essas alterações de classe...porque carga de água é que EU, e volto a repetir, minha cara, EU, Isabel Faria, não pude adaptar as minhas convicções á realidade que se foi criando? Não é esse o papel de um revolucionário? Não é saber ler as situações e, em cada momento, agir sobre elas?
Em 1974 e 1975 considerava que a Revolução Socialista era possivel e queria-a fazer. Hoje sei que neste momento não é possivel. Não desisto dela. Mas sei que não está ali ao virar da Esquina. O papel de um revolucionário não é, então, o de defender o único garante que tem de que a sociedade capitalista, aquela que não tem capacidade nem força para alterar,seja mais justa, mais tolerante, mais livre, esteja num documento que não aprovou? Lembra-te, minha cara, que também não foi esta a Constituição que o teu Partido aprovou. A via socilaista foi afastada por todas as alterações constitucionais feitas pela Direita e pelo PS...então em que ficamos? Temos ou não temos o dever de defender o que em cada momento consideramos o mal menor??? Esta não era a tua Constituição, creio eu. Não a continuas a defender baseada nessa permissa? Porque não posso eu fazer o mesmo??? Porque não tenho, como mulher de Esquerda, esse dever?
Continunado a falar a sério. O PRP não considerou as eleições para a Constituinte eleições burguesas. Os principios politicos em que o PRP assentava, e que supostamente deveriam ser comuns aos do teu Partido, consideravam as eleições realizadas numa sociedade capitalista, burguesas. Assim. Sem segundas interpretações. Preto no branco. Estavamos errados? Não creio. Mudei? Não creio. Adaptei-me a uma nova situação que o País e o Mundo vivem hoje e procuro diariamente novas soluções para ela? Não creio que possa e deva fazer outra coisa.
Porque gostaria de falar a sério, hoje escepcionalmente contigo, não me vou dar ao trabalho de rebater o teu último comentário. lembro-te apenas que hoje me deixaste uma pergunta por responder. Porque é que o PCP aceitou fazer uma coligação com forças "reaccionárias" em 1975?
E como é lógico, porque continuo a acreditar que um vez sem exemplo és capaz de ser honesta na argumentação, não vou rebater as alianças de quem com quem...apresenta-me uma aliança do Bloco com o PS...sem me vires com essa treta do frete ao santana...eu prometo que em seguida não te apresento as dezenas de alianças do teu partido com o PSD...e já agora as outras tantas com o PS, a talhe de foice.
Só uma nota final. O tempo que aqui gastei, fi-lo na esperança que me surpreendas...mas o tempo que aqui gastei teve um destinatário principal. Quem passa pelo Troll e não viveu essses tempos. As tuas injúrias, calúnias, deturpações e faltas de nivel não me fazem perder tempo. Os nossos leitores obrigam-me a gastá-lo.
Publicado por: isabel faria às abril 12, 2006 12:38 AM
Mas é assim tão complicado de entender que foi o povo que em eleições antecipadas votou no PSD? É também tão complicado entender que quem não quis negociar na Assembleia da República foi o PS e que nos limitámos a defender os nossos pontos de vista e os nossos princípios? É assim tão difícil de entender que quem está no governo ou negoceia ou assume as consequências de não querer negociar? Para o Arruda é. Mas pelo menos que entenda que no meu partido quem manda são os seus militantes e não o SG do PS.
Mas afinal o Arruda até conhece o papel do BE e do Portas na derrota da coligação de esquerda em Lisboa - pura e simplesmente o Portas e o BE puseram à frente dos interesses dos cidadãos de Lisboa os interesses de afirmação partidária do Portas e do BE. E mais roupa suja do que o Portas lavou nos nove meses da sua campanha eleitoral é difícil. Se o Arruda consultar os artigos que ele escreveu durante esses nove meses, constatará que mais do que lavar roupa suja o que ele fez foi a demonização da coligação de esquerda. Com os resultados conhecidos.
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 12:46 AM
Tu ainda perdes tempo com conversas sérias com alguém que acha que o PS é de direita e depois defende com unhas e dentes uma coligação com eles para Lisboa?????
"Já te esqueces-te da coligação de esquerda que havia em Lisboa e do papel do teu partido na sua demonização" Remember Margarida???
E como ainda não repondeste vou colocar aqui as perguntas de novo. Com o acrescento da que estás em falta com a IsabelPode ser que uma vez sejas honesta:
Fui eu, ou o meu partido, que votámos favoravelmente uma moção de censura que derrubou um governo de centro esquerda para colocar lá um de direita?
Remember Santana?!?!??! importas-te de explicar melhor?
E tu Maggy para além de Burocrata sindical és o quê?
Porque é que o PCP aceitou fazer uma coligação com forças reaccionárias em 1975?
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 12:46 AM
Afinal quem tinha modelos era o PRP, qual não sabia, tanto dava o soviético, como o chinês, como o cubano, mas afinal o meu partido é que era e é acusado de os ter…
A única coligação que o meu partido fez em trinta e dois anos de democracia foi a coligação de esquerda em Lisboa, nos anos 80’s, mas a Faria continua a falar e coligações desde 1975 e até à actualidade. E apesar de já lhe ter explicado que no PODER LOCAL o meu partido onde está em maioria convida os outros e onde está em minoria aceita os convites dos outros, mas mantém a sua independência, porque entende que no poder local (está provado) há facilidade no entendimento dos autarcas dos diferentes partidos na resolução dos problemas das populações, a Faria continua a falar em coligações…Quem não quer entender não entende, mas não é por falar em coligações que elas existem.
E repito, a única coligação em que o meu partido participou foi nas coligações (com diversos partidos) em Lisboa, e onde partidos que pertencem agora ao BE também participaram até saírem para abrir espaço à candidatura (inglória) do Portas e do BE e que redundou na vitória do Santana e na coligação de direita.
O que resultou do 25 de Abril de 1974 foi uma revolução. Os governos provisórios eram isso mesmo, governos provisórios, nunca foram governos de coligação como a Faria lhes chama. E nessa altura era importante que também aí o meu partido participasse – onde estão comunistas há a garantia de os direitos dos trabalhadores, das populações e da democracia estarem mais acautelados. E foi precisamente isso que aconteceu com a participação do meu partido nos governos provisórios.
Mas tal como combateram a coligação de esquerda de Lisboa, também a Faria e os seus camaradas do PRP combateram não só os governos provisórios, mas particularmente o PCP e os seus dirigentes.
Agora a Faria argumenta com a queda do muro para afinal melhorar o capitalismo…Ela só vê os que caem, não vê os que se aguentam e os que vão nascendo e crescendo…Para ela o fim da história é o capitalismo. “Adaptei-me a uma nova situação que o País e o Mundo vivem hoje” explica ela.
Para o meu partido há alternativa ao capitalismo. Para já lutamos por uma democracia avançada, mas temos como aspiração uma sociedade socialista. Não perdemos de vista o nosso objectivo nas lutas que vamos travando e para as quais vamos ganhando mais gente. Porque é com gente e para a gente que as batalhas se travam. E quando falo em gente falo em trabalhadores, em estudantes, em reformados, que é a nossa gente.
Por fim, a Constituição da República Portuguesa, apesar de sete revisões, ainda é uma das mais avançadas em termos de democracia política, económica, social e cultural. E sem margem de dúvidas ainda é a minha Constituição de Abril.
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 01:34 AM
Decididamente falar com o Arruda é o mesmo que falar com uma porta. E nem o exemplo de que a coligação de esquerda em Lisboa funcionou e bem a favor dos lisboetas o demove.
Decididamente o Arruda não consegue distinguir entre partidos de esquerda e políticas de esquerda: é que Arruda a existência do PS é precisamente o exemplo dum partido de esquerda que infelizmente pratica mais políticas de direita do que de esquerda.
E a moção de censura que o meu partido votou foi uma moção de censura à política de direita que o PS insistia em continuar a praticar e de que o governo do PS não quis recuar. E dessa votação resultaram novas eleições que o PSD ganhou.
Eu sei que o Arruda é de difícil entendimento, mas vou-lhe explicar, mais uma vez: eu nos blogues discuto ideias e opiniões, não me discuto a mim própria. E de mim não leva mais do que ideias e opiniões – ou alguns insulto quando me chega a mostarda ao nariz.
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 01:50 AM
E como ainda não repondeste vou colocar aqui as perguntas de novo. Com o acrescento da que estás em falta com a IsabelPode ser que uma vez sejas honesta:
Fui eu, ou o meu partido, que votámos favoravelmente uma moção de censura que derrubou um governo de centro esquerda para colocar lá um de direita?
Remember Santana?!?!??! importas-te de explicar melhor?
E tu Maggy para além de Burocrata sindical és o quê?
Porque é que o PCP aceitou fazer uma coligação com forças reaccionárias em 1975?
Estou a ficar convencido que isso é só garganta
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 01:52 AM
"E nem o exemplo de que a coligação de esquerda em Lisboa funcionou e bem a favor dos lisboetas o demove."
Funcionou?!?!?! Para quem?!?!?!? Para os bolsos de alguns. Por isso o BE saíu.
"Decididamente o Arruda não consegue distinguir entre partidos de esquerda e políticas de esquerda: é que Arruda a existência do PS é precisamente o exemplo dum partido de esquerda que infelizmente pratica mais políticas de direita do que de esquerda."
Até parece que sou eu que defendo coligações com eles.
"E a moção de censura que o meu partido votou foi uma moção de censura à política de direita que o PS insistia em continuar a praticar e de que o governo do PS não quis recuar. E dessa votação resultaram novas eleições que o PSD ganhou."
Tanto palavreado para dizer. Sim fomos nós em coligação com o PRD, PSD e CDS que metemos Cavaco no poder.
"Eu sei que o Arruda é de difícil entendimento, mas vou-lhe explicar, mais uma vez: eu nos blogues discuto ideias e opiniões, não me discuto a mim própria. E de mim não leva mais do que ideias e opiniões – ou alguns insulto quando me chega a mostarda ao nariz."
Deve ser hábitos dos congressos da CGTP onde quem não é da cor é insultado e proibido de falar, mesmo que seja o 4º a inscrever-se.
Quanto ás opiniões não são tuas, são as do partido. Que tuas que se conheçam ou des a conhecer é 0.
Por isso vou fazer as perguntas outra vez para ver se respondes:
Fui eu, ou o meu partido, que votámos favoravelmente uma moção de censura que derrubou um governo de centro esquerda para colocar lá um de direita?
Remember Santana?!?!??! importas-te de explicar melhor?
E tu Maggy para além de Burocrata sindical és o quê?
Porque é que o PCP aceitou fazer uma coligação com forças reaccionárias em 1975?
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 02:05 AM
Margarida, para não procurar mais...
Ah, esqueci-me o Daniel é um mauzão. Tira as aspas e tu, pobrezinha, ficas perdida...Nunca chamei aos Governos provisórios Governos de coligação...falei na FUR, minha cara.Se eu usasse os teus métodos...calculas os nomes que eu usaria para apelidar essa falta de "discernimento"???
"Um discurso frentista muito influenciado pela aproximação do primeiro-ministro à extrema-esquerda e, em especial, ao PRP/BR (de Carlos Antunes e Isabel do Carmo), e que justificaria, dias depois, a criação da Frente de Unidade Revolucionária (FUR), para onde convergiram MDP/CDE, LUAR, MES, FSP e LCI e que viria a contar com o apoio do PCP - durante pouco mais de 48 horas" - DN on line
Sobre o discurso de Vasco Gonçalves em Almada. E a criação da FUR- Frente de Unidade Revolucionária.
O Daniel é mauzão. Esqueceu-se das aspas.E isso baralhou a margarida...ou ela não sabia mesmo da existência da FUR? O Vasco Gonçalves aproximou-se de um Partido "reaccionário"? O PCP chegou a coligar-se com um Partido "reaccionário" (para além dos outros que me parece que a Margarida deve incluir no mesmo lote, ou não???) na tentativa de salvar o V Governo Provisório?
Margarida conheces a expressão: mais papista que o Papa??
Publicado por: isabel faria às abril 12, 2006 09:33 AM
Isto está cada vez mais extraordinário...agora um entendimento, em Lisboa, para uma manifestação já tem estatuto de "coligação" para a Faria e para o Arruda? Quer dizer que todos os anos na manifestação do 25 de Abril, em Lisboa (e no Porto, pelo menos) há coligações?
Extraordinário! Extraordinário! Mil vezes extraordinário! E são estas cabecinhas pensadoras dirigentes do BE? Mas afinal o que eles procuram (procuravam) é obter a benção do PCP, é o estatuto de co-ligados com o PCP?
E depois da demonização que fizeram ao V Governo Provisório e particularmente ao Vasco invocam agora o mesmo Vasco para se safarem? Tal como há trinta e dois anos, os moços afinal são o que sempre foram - uns provocadores com as costas protegidas, então pelo Otelo, o tal "revolucionário" da treta que não descansou enquanto não conseguiu a demissão do Vasco e o fim do V Governo Provisório, o tal governo que fez tanto pela revolução e pelos trabalhadores que 31 anos depois ainda andam a dar cabo de conquistas desse tempo.
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 10:32 AM
Margarida, és patética!!!!
E se voltasses a fazer citações????
Publicado por: isabel faria às abril 12, 2006 10:41 AM
A pedido da Faria, cá vai uma citação:
“(…) A “teoria do desbloqueamento”
A “teoria do desbloqueamento das forças revolucionárias” é uma das peças essenciais das pretensões hegemónicas, do divisionismo e do anti-comunismo dos radicais pequeno-burgueses. Em todos os países do mundo dizem o mesmo. O processo revolucionário estaria “bloqueado”. Por quem? Pelo imperialismo? Pela reacção? Pelos inimigos do socialismo? Não, dizem eles. Estaria “bloqueado” precisamente pelas forças do socialismo: pela URSS, pelo movimento comunista e operário. Tal seria o principal “obstáculo” no caminho da “revolução”.
Por isso, a primeira tarefa seria “desbloquear” as forças revolucionárias, o que significa, segundo eles, lutar contra o citado obstáculo. A partir deste esquema, os pequeno-burgueses anticomunistas de fachada socialista, concentram os seus ataques (verbais na maior parte, mas não só) contra o movimento comunista e operário e as suas forças capitais: a URSS, outros países socialistas, o movimento comunista internacional e, em cada país, o partido comunista respectivo.
Os anticomunistas portugueses de fachada socialista copiam o esquema.
(…) Resta esclarecer melhor o que entendem por “desbloqueamento”.
O que significa em relação à URSS? Significa conduzir uma sistemática campanha anti-soviética, sem olhar a meios, dando saída, pelas condutas pseudo-revolucionárias “de esquerda”, à vasa da propaganda imperialista e reaccionária. E não ficam por aí. Não só se colocam ao lado do imperialismo na batalha “ideológica”, como apoiam este na sua acção de diversão anti-soviética e anti-socialista. (…)
Mundo fora, verbalistas anticomunistas de “esquerda” secundam ou aplaudem essas acções de diversão, apoiam tudo que de anti-socialista se manifesta na URSS e outros países socialistas, e no caso da Checoslováquia, é sintomático que tenham precisamente apoiado as forças de direita. (…)
“Desbloquear” as “forças revolucionárias” no plano internacional não significa para os verbalistas pseudo-revolucionários desenvolver qualquer actividade contra o imperialismo, mas sim, desenvolver uma campanha anti-soviética, combater os partidos comunistas e operários, desorientar, procurar desagregar e cindir.
Em Portugal, seria também o PCP o maior “obstáculo” à revolução. As razões invocadas são muitas, pois, no domínio da falsificação e da mentira anticomunistas, a competição entre os vários radicais pequeno-burgueses de fachada socialista é bastante maior que na realização de quaisquer tarefas revolucionárias de ordem prática. É ouvi-los. Porque “bloqueia” o PCP a revolução? Porque está “submetido” ou “enfeudado” à URSS, e a URSS, dada a sua política, que sacrifica a revolução mundial aos seus interesses de grande potência, vê a revolução socialista em Portugal como “incompatível com a coexistência pacífica” (“Carta Aberta”). Porque impede e “sabota” a organização clandestina e a realização de acções violentas (Piteira, Alegre & Cª). Porque procura “conter a explosão revolucionária das massas trabalhadoras” (CMLP). Porque não só é “complementar” do regime fascista como o seu esteio tão fundamental que…”tire-se o PC da estrutura e o regime cai” (“Cadernos de Circunstância”, nº 2, p. 21)!!!
O “desbloqueamento” das forças revolucionárias tem pois um objectivo fundamental: lutar contra o PCP, procurar atingi-lo por todas as formas e processos, considerá-lo “o inimigo principal”, destruí-lo se possível para fazer cair o regime! Difícil seria justificar melhor, em nome da “revolução”, uma linha provocatória contra-revolucionária. (…)”
(Álvaro Cunhal, “Radicalismo pequeno burguês de fachada socialista”, 1971, pag, 176-179)
PS: como tirei uns dias de férias, estou mais disponível para mais citações.
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 11:24 AM
Obrigado, Margarida. É que estas eu não leio...apesar de todo o respeito que possa ter pelo "citados".
Boas férias...e faz qualquer coisa que não seja estar na NET. Olha que há vida para além disto...e Sol...e Primavera...e pessoas!!! Aproveita, sai, respira. lembra-te daquele ditado popular que diz que a vida são dois dias...e se estás de férias, presume-se que as mereces...então??!! Dá-te o direito de viver. Um bocadinho.
Publicado por: isabel faria às abril 12, 2006 11:30 AM
A Faria não lê, felizmente outros lêem. Aqui vai mais um naco:
“(…) Verdade, verdade, a ideia não é nova. Já há mais de cinquenta anos, os anarquistas pequeno-burgueses proclamavam que, para destruir o Estado burguês, a primeira tarefa era destruir os “partidos” e destruir os partidos significava, em primeiro lugar, destruir o partido da classe operária.
Isso repetem hoje alguns radicais pequeno-burgueses. Eles não querem “desbloquear” nem “desbloqueiam” quaisquer forças para a luta contra o fascismo, contra o imperialismo, contra o colonialismo, contra o capitalismo. Eles começam a “desbloquear-se” a si próprios e a procurar que outros os sigam na luta contra o PCP. Essa é a actividade real das “forças revolucionárias desbloqueadas”. Quanto à luta contra os exploradores do povo português, a sua “actividade” não vai além de palavras e mais palavras, tanto mais exaltadas e mais “ultra-revolucionárias”, quanto mais se revela, hora a hora, a sua incapacidade, a sua auto-suficiência, a sua falta de dedicação e de espírito revolucionário e, em numerosos casos, a sua cobardia.
A “teoria do desbloqueamento” é já por si, nos seus próprios termos, uma propaganda antioperária e anticomunista. Ela serve não os interesses da luta contra o fascismo e o capitalismo, mas precisamente os interesses do fascismo e do capitalismo. Quando a “teoria” passa aos actos conduz direito ao divisionismo, às tentativas de desagregação e cisão, mesmo à provocação.
Se para “desbloquearem” os meios de trabalho e a rádio da FPLN (ou seja: apossarem-se deles) aproveitam um condicionalismo local desfavorável aos comunistas, mentem, intrujam, invocam apoios fantasmas de “militantes do interior”, numa exibição de deslealdade e desonestidade que (a um tal nível) se pode ter por única no movimento antifascista português; se, para “desbloquearem” fundos pertencentes ao movimento democrático português, invocam a qualidade de “membros do PCP”, se dizem mandatados por um organismo a que pertencia um membro do CC do PCP e conseguem assim, por abuso de confiança, apossar-se de centenas de contos; se, para tentarem apanhar ligações que um camarada pretendia dar ao Comité Central, se fazem passar por “membros do PCP” e por “funcionários do PCP”; o “desbloqueamento” confunde-se desde logo com provocação política.
A lógica do “desbloqueamento”, do anticomunismo servido por um ultra-revolucionarismo verbal pode levar porém ainda mais longe. Se o “obstáculo” à revolução é o PCP e mais concretamente a direcção do PCP, se o “desbloqueamento” (como dizem) exige que esse obstáculo seja vencido, se para fazer cair o regime a grande tarefa é destruir o PCP e se para destruir este é necessário destruir a direcção, se os “desbloqueados” não só dão exemplo de completa falta de escrúpulos no terreno “ideológico” como na “acção”, se na sua busca de “aliados” contra o PCP estabelecem contactos com toda a espécie de elementos desclassificados: - é difícil prever até onde podem ir os processos destes pseudo-revolucionários. Não é nova a “teoria” de que “a revolução passa por cima dos cadáveres dos comunistas”. Se, de gente tocada por “recrutadores” para “acções violentas”, se ouve dizer que “a primeira tarefa” é “liquidar fisicamente os empecilhos da revolução” (entendendo-se: os dirigentes do PCP), é legítimo dizer que se esbatem as fronteiras entre verbalistas pseudo-revolucionários e as zonas marginais do movimento antifascista e entre estas e o campo do inimigo e é legítimo perguntar onde começam e onde acabam essas zonas, e se, nas “ideias” de que, para “desbloquear” as forças revolucionárias, é “primeira tarefa” destruir o PCP e “liquidar fisicamente os empecilhos da revolução” para fazer cair o regime, não andará já o dedo experimentado das corporações especializadas nesse género de “actividade”.
Apesar de actividades de provocação política de alguns destes elementos, não pensamos que sejam “agentes do inimigo”. Por ventura alguns, intoxicados pelo verbalismo, cuidam estar no caminho justo. Toda a luta tem porém uma lógica própria. As “alianças” contra o PCP mostraram já numerosas vezes que os seus mentores, sentindo o próprio isolamento político, buscam apoio nas zonas marginais do movimento antifascista, onde o inimigo tem permanentemente os seus agentes. Essa foi a tragédia do general Humberto Delgado que o tornou fácil presa dos assassinos da PIDE. Guardadas as proporções, pode também vir a sê-lo de alguns outros que, confiados em tais “alianças”, tomem iniciativas concretas de luta antifascista. O maior perigo destas “alianças” não é porém hoje para os seus promotores. Falta a estes a determinação e a valentia do general. A sua arma quase exclusiva é o verbalismo. O perigo é que tais “alianças” sejam aproveitadas pelo inimigo para procurar atingir através delas, as forças e os quadros verdadeiramente revolucionários. E isso impõe, a par da luta política e ideológica, uma permanente vigilância revolucionária. (…)"
(Álvaro Cunhal, “Radicalismo pequeno burguês de fachada socialista”, 1971, pag, 180-182)
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 12:16 PM
Margarida, olha o Solinho...vá lá...
Publicado por: isabel faria às abril 12, 2006 12:40 PM
“(…) Luta contra o fascismo ou divisão e desagregação?
O PCP sempre saudou com alegria o aparecimento, no movimento antifascista, de novos elementos combativos, dispostos à acção clandestina e à luta revolucionária. Está pronto, como sempre esteve, a unir os seus esforços (em todos os planos de organização e acção) aos daqueles que querem sinceramente lutar para pôr fim à ditadura fascista. Considera como seus aliados mais próximos, no plano político, aqueles que mais próximos estão da causa dos trabalhadores, tanto pelas ideias que professam, como pelo seu espírito combativo e pela sua disposição às formas clandestinas e revolucionárias de luta.
O que impede então a cooperação e a unidade de acção com alguns que se afirmam abertamente pela revolução socialista e pela acção revolucionária? Não deveriam ser esses precisamente os aliados preferenciais do PCP? O facto de os comunistas participarem lado a lado com católicos, com socialistas, com liberais, em iniciativas e actividades legais e semilegais com objectivos concretos, imediatos e limitados, e não terem quaisquer laços de cooperação com alguns daqueles que mais exaltadamente se afirmam pela revolução socialista e pela acção revolucionária, não dará razão aos que dizem que a unidade defendida pelo PCP está “fechada à esquerda”?
(…) O PCP (repete-se) sempre esteve e continua a estar pronto a cooperar com quaisquer agrupamentos ou indivíduos dispostos à acção revolucionária. A cooperar (repete-se) em todos os planos de organização e acção. Diferenças de pontos de vista e divergências ideológicas não constituem obstáculo insuperável. Entre forças e militantes dispostos a lutar contra os inimigos do nosso povo e do nosso país, é sempre possível encontrar plataformas de acção comum. E a comprová-lo está o facto de que o PCP coopera com numerosos sectores e com numerosos democratas que se podem correctamente designar como radicais pequeno-burgueses. O debate acerca dos objectivos imediatos e dos métodos de acção prossegue tanto no terreno ideológico como no da actividade prática. Não impede, entretanto, a cooperação fraternal e a acção comum.
Esse não é, porém, o caso do radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista, cujas concepções, posições e actividades se têm exposto e caracterizado neste escrito. A presença na vida política portuguesa desses elementos não se caracteriza por uma actividade contra o fascismo, contra o colonialismo, contra o imperialismo, contra o capitalismo mesmo seguindo uma orientação menos correcta, mas por uma teorização à margem da luta popular, por um verbalismo irresponsável, por uma actividade “prioritária” contra o PCP, por um anticomunismo que só tem paralelo na propaganda do fascismo e da reacção, por tentativas de divisão e de desagregação.
A “acção revolucionária”, para tais elementos, significa, antes de mais, combaterem o PCP, acusarem e caluniarem o PCP. Essa é a razão de ser e a substância ideológica da sua própria existência política. Pode bem dizer-se: não fazem outra coisa.
Na maior parte dos casos, trata-se de “franco-atiradores” (de palavras, claro!) que se manifestam a título individual. Mas, por vezes, quando se entendem meia dúzia, anunciam a formação de partidos ou organizações, que quase sempre morrem depois do parto, exibindo, embora, o próprio fantasma durante tempo mais ou menos prolongado.
A mais recente dessas iniciativas, a partir de Argel, só em dois aspectos se distingue das anteriores. Um, o aspecto material, pois dispõe, à partida, de uma emissora de rádio (a “Voz da Liberdade”) e de meios materiais e financeiros pertencentes ao movimento antifascista português, de que meia dúzia de sujeitos indevidamente se apossaram. Outro, o procurar polarizar, com o atractivo dessa base material, todos os elementos dispersos do radicalismo pequeno-burguês, desde que estejam de acordo com uma plataforma de três pontos: verbalismo pseudo-revolucionário, combate ao PCP, anti-sovietismo. Tal como outros que os procederam, eles dizem que não se trata disso, de que se trata de “fazer a revolução”. Mas, na verdade, é só disso que se trata. A rádio e os fundos dão possibilidade de causarem maiores danos. No plano político, o destino desta operação será igual ao de tantas outras semelhantes que a antecederam. (…)”
(Álvaro Cunhal, “Radicalismo pequeno burguês de fachada socialista”, 1971, pag, 182-184)
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 01:55 PM
Margarida, acabei de vir da rua...tá um dia lindo!!!! Quente e lindo!!!!
Publicado por: isabel faria às abril 12, 2006 02:31 PM
Importas-te de responder á perguntas que te coloquei ontem, ou será que não tens respostas. Pareces o Durão Barroso. Quando se viu apertado, fugiu:
Fui eu, ou o meu partido, que votámos favoravelmente uma moção de censura que derrubou um governo de centro esquerda para colocar lá um de direita?
Remember Santana?!?!??! importas-te de explicar melhor?
E tu Maggy para além de Burocrata sindical és o quê?
Porque é que o PCP aceitou fazer uma coligação com forças reaccionárias em 1975?
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 04:12 PM
Daniel, ela está a apnhar Sol!!!!
Publicado por: isabel faria às abril 12, 2006 04:23 PM
Que tal o Arruda ir re-aprender a ler? Ou voltar para as aulas de português, pelo menos de interpretação de textos? Ou pelo menos reler o que eu escrevi? Ou se nada sabe da história do Portugal contemporâneo fazer um esforçozinho, ler umas coisinhas, falar com quem sabe - talvez pedir umas explicaçõezitas ao Rosas? Ou talvez a Faria recupera dalguma selectividade da memória e o possa elucidar?
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 04:58 PM
Já voltou do Sol...
Publicado por: isabel faria às abril 12, 2006 05:13 PM
Então vou interpretar o que a Maggy escreveu lá atrás
Fui eu, ou o meu partido, que votámos favoravelmente uma moção de censura que derrubou um governo de centro esquerda para colocar lá um de direita?
Não, foi o PCP
Remember Santana?!?!??! importas-te de explicar melhor?
Sem resposta
E tu Maggy para além de Burocrata sindical és o quê?
Sem resposta
Porque é que o PCP aceitou fazer uma coligação com forças reaccionárias em 1975?
Não sabe ou não responde
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 05:29 PM
De facto do que precisa é de um curso de alfabetização...já se tinha percebido que era de entendimento difícil, mas há limites.
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 06:43 PM
Maggy, se não foi assim faça o favor de nos elucidar sob pena de ter de achar que eu tenho razão. Proponho-lhe um método.
Pegue numa pergunta e responda, depois noutra e assim por diante....
Vais ver que não é difícil. Mesmo para ti.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 07:23 PM
Fingindo-se desentendido o Arruda quer é que não nos lembremos que disse (entre muitas outras) esta bacorada infamente: "Nunca houve uma esquerda em Portugal. Esse foi um dos enganos históricos de uns." Quem não é nem nunca foi de esquerda é o Arruda, que lembro chegou a dirigente nacional do BE! Um gajo que, repito disse: "Nunca houve uma esquerda em Portugal. Esse foi um dos enganos históricos de uns."
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 08:31 PM
Eu disse "Nunca houve uma esquerda em Portugal. Esse foi um dos enganos históricos de uns." e mais á frente explico o porquê. Em Portugal sempre houve várias esquerdas. Umas Stalinistas como o PCP em certa altura, outras maoistas, outras troskistas, outras correntes castristas, outras leninistas, ...
Como vez nunca houve uma esquerda em Portugal. Sempre houve várias. Mas isso tu és demasiado inteligente para perceber.
Já agora para quando as respostas, ou estás á espera que o CC reuna para colocares as questões ao Jerónimo.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 12, 2006 09:54 PM
“(…) Os radicais pequeno-burgueses de fachada socialista gritam contra as “linhas absolutas” (referindo-se à orientação do PCP) mas absolutizam a sua. Gritam contra o “dogmatismo”, mas avançam, como verdades absolutas, ideias que afirmam antidogmáticas. Gritam contra a “mística do Partido” enquanto não conseguem criar o seu. Gritam contra os “aparelhos” porque não foram capazes de montar um próprio apesar de todos os esforços. Gritam contra os “Estados Maiores”, mas apresentam-se desde nascença como tal. Gritam contra a “burocracia”, quando eles, em tudo quanto fazem, revelam o mais característico espírito burocrático. Gritam contra os “salvadores”, os “Messias”, os “chefes perpétuos”, quando ninguém além deles se apresenta como tal.
Dizem ser pela “espontaneidade” e pela “auto-organização”, desde que os trabalhadores se não “auto-organizem” no PCP nem nos seus organismos independentes de classe, desde que os “movimentos espontâneos” e as “auto-organizações” reconheçam a sua liderança. Em resumo: são contra as “direcções”, contra os “chefes”, enquanto ninguém assim os considerar. Por detrás do “culto da espontaneidade” e da demagogia “basista”, acobertam-se a pretensão e o propósito de impor de cima, de forma burocrática, uma direcção, um aparelho, de intelectuais e para intelectuais pequeno-burgueses, auto-apelidados de…”vanguarda revolucionária”. (…)”
(Álvaro Cunhal, “Radicalismo pequeno burguês de fachada socialista”, 1971, pag, 174)
Publicado por: Margarida às abril 12, 2006 11:40 PM
Já agora para quando as respostas, ou estás á espera que o CC reuna para colocares as questões ao Jerónimo.
Ou não me digas que estás a consultar as crónicas do Camarada Álvaro para responder a 4 míseras questões.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 12:00 AM
Prefácio da 3ª Edição
O trabalho de Álvaro Cunhal “O radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista” foi escrito em Novembro de 1970. Teve duas edições clandestinas. Esta 3ª edição é a primeira legal.
Os problemas abordados dizem respeito a uma situação completamente diferente da actual. O interesse do livro não pode porém considerar-se apenas de carácter histórico.
O radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista continua a manifestar-se na nova situação política criada em Portugal após o 25 de Abril. As suas características essenciais não se alteraram.
A incapacidade para analisar as situações e definir uma linha correspondente, o desprezo pela luta com objectivos concretos imediatos, a precipitação em “queimar etapas”, a absolutização das formas violentas de luta, o desprezo pela classe operária e pelas massas, a pretensão de atribuir a pequenas “minorias activas” de pequeno-burgueses a dinâmica do processo revolucionário, - são, entre outros, traços típicos vindos de antes do 25 de Abril e que continuam hoje a verificar-se.
O radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista confirmou, na nova situação política, o seu papel negativo e nocivo. Pretendendo prejudicar o processo da democratização, agindo contra o movimento popular e contra o Movimento das Forças Armadas, tomando como alvo quase exclusivo, não a reacção e o fascismo, mas a principal força política empenhada na democratização, o PCP, os pseudo-revolucionários esquerdistas aparecem, não só como um elemento perturbador, mas também por vezes como um instrumento, consciente ou inconsciente, da contra-revolução.
A luta ideológica e política contra o radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista não terminou com o derrubamento da ditadura. O trabalho de A. Cunhal, agora de novo editado, constitui uma contribuição para essa luta, que conserva plena actualidade.
Os Editores
Edições “Avante”, 1974
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 12:25 AM
Já agora para quando as respostas, ou estás á espera que o CC reuna para colocares as questões ao Jerónimo.
Ou não me digas que estás a consultar as crónicas do Camarada Álvaro para responder a 4 míseras questões. A pesquisa está demorada.
Publicado por: Daniel Arruda às abril 13, 2006 01:11 AM
As resposta já estão todas aí, como há muito sabe, mas como não tem argumentos arma-se em cuco de repetição. Releia o que está em cima.
Publicado por: Margarida às abril 13, 2006 10:52 AM