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abril 20, 2006

Um filme de terror

Por:Isabel Faria

"Acreditai que nenhum Mundo, que nada nem ninguém vale mais do que uma vida ou a alegria de tê-la"

Jorge de Sena

Não consigo dizer muito. Acabei de chegar do Hospital de S.José, onde achei que era minha obrigação estar, onde não consegui não estar, e as palavras custam a sair.
Não fazia ideia do que se tinha passado quando lá entrei. Continuo sem fazer ideia. Porque não encaixa. Dizia-me há pouco um elemento da Junta que lhe parecia estar a viver um filme. Confirmei que a mim também.
Tenho a certeza que o Presidente e que a D. Clara vão um dia poder ler estas linhas e por isso faço questão de as deixar aqui. Mais do que para qualquer um de vós, são para eles.
Claro que o Presidente da Junta da Pena tem nome. Sempre o tratei por Presidente. Ele insiste sempre que o trate por Armando. Ou, pelo menos, por Coelho da Silva... E eu digo-lhe: então o Sr. é o único Presidente que eu conheço e eu vou lá perder a oportunidade!!?? Nem pense!!! E rimos. É esta a imagem que tenho.
O Armando foi capitão de Abril, é monárquico eleito como independente pelas listas do PSD, adora touros e touradas e é duma afabilidade a toda a prova. Para mim sempre foi. Sempre é. Desde o dia em que me esperou aqui à porta para me entregar a primeira convocatória para a primeira Assembleia de Freguesia e que fomos tomar um café juntos.

Contaram-me que houve problemas ontem à tarde entre o jardineiro da Junta, o homem que os atacou, e a D. Clara. Problemas de serviço, apenas. E que hoje, devido a esses problemas o homem ia ter uma reunião com o Presidente. Depois...depois foi a tragédia. O Armando foi o primeiro a ser atacado, depois a D. Clara, seguidamente os outros dois funcionários cujo estado de saúde não inspira cuidados. A D. Fátima e o Sr. Fernando.
Só conhecia as duas funcionárias, pois são elas que estão sempre ao balcão da Junta. Não conheço o Sr. Fernando
Também conhecia o jardineiro. Tinha-o visto um dia, quando tive que ir à Junta de manhã, por altura das Presidenciais e o Presidente me apresentou a ele e a outro senhor que trabalhavam junto à Escola. Disso não sei falar.
O resto, o resto é um filme, como dizia o secretário da Junta, há pouquinho. Um filme de terror. Dos que acontecem, seguramente, todos os dias, mas suficientemente longe de nós, para nos preocuparem mas não nos atirarem às lonas. Como hoje.
O Armando foi capitão de Abril, fez questão de me dizer muitas vezes...e adora uma boa discussão. E tem sempre um sorriso e uma palavra. Não conheço tão bem a D. Clara. Normalmente, as reuniões da Assembleia de Freguesia são à noite e ela já não está a trabalhar. Mas, quando ambos sairem do hospital, faço um print deste post... Havemos de nos encontrar ali, ao pé dos computadores que os miúdos usam, e ainda nos havemos de rir os três disto tudo. É só uma questão de acordarem do estado de coma. Depois a vontade de viver fará o resto.Vai fazer o resto.
Para a D. Clara um até já.
Para o Presidente umas palavras mais:
A menos de uma semana do 25 de Abril, e porque em todas as conversas ele me fazia questão de dizer que tinha sido capitão de Abril, assim como que para nos lembrarmos sempre das coisas em comum e só nos lembrarmos das outras nas discussões acesas nas Assembleias de Freguesia, preciso de escrever isto:
Obrigado. O médico disse que tinha três dias para sair de coma e depois ainda mais dois para tudo ser possível. Cinco dias é Terça Feira. Terça Feira é dia 25 de Abril. A gente vê-se.
Vou abrir a excepção. Volto a usar o presidente quando o Sr. sair, que não pense que vou perder essa oportunidade. Até Terça, Armando. Você sabe que há trinta e dois anos foi necessário. Hoje também.

Por mais que tente, em nenhum momento me lembrei de nenhuma divergência, das que fomos encontrando. Nada nem ninguém vale mais que uma vida.

Publicado por Troll Urbano às abril 20, 2006 10:14 PM

Comentários

Pelo que tens contado do dito senhor é uma homenagem justa ao Homem.

É isto que distingue os animais das pessoas. Também me junto a ti nos desejos do dia 25: a gente vê-se.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 20, 2006 10:53 PM

Isabel, às vezes as pessoas passam pelas nossas vidas e muitas vezes não paramos para as "apreciar". Sabemos q até simpatizamos com elas, q passamos momentos bons, q conversamos, q até nos zangamos, mas raramente paramos para pensar: e se um dia essa pessoa desaparecer?
Neste caso, penso q para além disso, existe ainda o factor choque. Choque pela forma como foi cometido um crime brutal. É sempre um choque, eu sei...mas esse choque "humaniza-se" qdo conhecemos as pessoas em causa.
Aqui Isabel, falas do Armando, q por acaso é presidente de Junta. Mas antes é pessoa. É sempre bom lembrar isso, q os politicos independentemente dos seus ideais são pessoas. Acho que o Armando vai gostar de ler.

Publicado por: Desnickad@ às abril 20, 2006 10:57 PM

Daniel, eu que te fui contando algumas coisas ao longo destes meses, acredita, mesmo que sim. Não quero que seja uma homenagem. Apenas uma forma de lhe dizer que mesmo que falte ao cortejo de 25 de Abril, ele que nem pense faltar a uma tourada que hoje alguém me disse que ia haver já não me lembro onde, na Terça Feira.

Desnickad@,há pessoas que passam nas nossas vidas e sempre ficarão nelas. Mesmo que não tenhamos muito em comum. Mesmo que só nos encontremos um dia. Mesmo que nos separemos. Ficarão sempre. Estão sempre. Como dizes e bem, o Armando é uma dessas pessoas. O ser Presidente da Junta da Pena, não me interessa minimamente. O de ser meu adversário politico, ainda muito menos.É do Armando (ele vai ficar espantadíssimo quando vir que o tratei assim...) que falo.Também acho que sim.Que ele vai gostar. Por causa disso essencialmente....ele qua anda a insistir desde o primeiro dia!!!

Publicado por: isabel faria às abril 20, 2006 11:14 PM

Pelo que contas dele ele há-de ter força e vontade para vir para este lado outra vez. Que coisa mais estúpida. O homem já foi preso e nem ofereceu resistência.

Publicado por: Trilby às abril 20, 2006 11:17 PM

Trilby, quero acreditar que tanto ele como a D. Clara voltem a estar connosco. Mas não vai ser uma batalha fácil. Nem para um nem para o outro. A ver vamos...
Foi de facto uma coisa estúpida. Que ninguém entende.Ainda estou em estado de choque. Vou tentar descansar. Amanhã é um novo dia.

Publicado por: isabel faria às abril 21, 2006 12:17 AM

Um grande abraço Isabel. É muito impressionante saber-se de perto que estas coisas posdem acontecer. Quando as vemos na TV e ou lemos no Jornal, têm impacto é certo, mas estão longe. Quando uma cena destas, se passa com alguém que conhecemos ( mesmo que esteja longe e não o estimemos como afinal não é o caso deste senhor e da senhora que também ficou tão mal ) é duplamente chocante. Como te disse, só consigo imaginar uma reacção daquelas por parte do agressor sendo alguém com uma doença mental grave. Não foi uma agressão no decurso de uma discussão, foi algo de calmamente premeditado. Mas como é que um louco não é detectado...?

Publicado por: Emiéle às abril 21, 2006 08:44 AM

Isabel só nos conhecemos daqui, mas fico com a impressão que, desde sempre fizeste parte do meu núcleo de "AMIGOS".
Depois de ler o teu escrito sobre o acontecido e a descrição do perfil do "teu" presidente, um homem do 25 de Abril, bem como da D. Clara, da D. Fátima, do Fernando e do jardineiro, reparei que ficou devidamente claro o que é ser de "Esquerda", da "Esquerda" que nós queremos, HUMANIZADA, COOPERANTE, IGUALITÁRIA E LIVRE.
O Armando, monárquico, eleito pelo PSD, que até gosta de touradas e que é afável, simpático e se reivindica do 25 de Abril, merece viver, assim como a D. Clara. Eles vão VIVER! Eles irão VIVER para Sempre, dentro de NÓS.
Isabel, que mantenhas, SEMPRE, essa lucidez e essa humanidade.

Publicado por: José Palmeiro às abril 21, 2006 10:38 AM

Émièle, deixei-te agora um comentário no Pópulo, sobre o que me disseram que poderão ter sido as causas de tal acontecimento. Pelo que me foi dado saber não hvia nada de decidido. Uma conversa que deveria ter tido lugar para falar de algo que se tinha passado na véspera. Apenas isso.
ESta manhã quando vinha para o emprego, passei pela Junta. Não foi por masoquismo. Apenas precisei de sentir que nada tinha mudado.Agora não sei...espero.

José, obrigado.Por estar no teu grupo de amigos e pelo resto.
Quanto ao resto irei tentar. Às vezes não tem sido fácil, que a vida nem sempre é mãe...mas tenho conseguido. Não vou desistir. Como acredito que o Armando e a D. Claro não vão desistir. E como acredito que todos os outros vão sobreviver "inteiros" a isto.
Quanto ao jardineiro, que seja feita a justiça que nós, a Esquerda, sempre lutámos. Que pague pelo seu acto. Apenas, pelo seu acto, de ontem de manhã. Sem que nada mais interesse ou interfira.
È nosso dever de cidadãos de Esquerda impedir que qualquer outra coisa entre no julgamento e na pena. E que este seja feito por quem de direito. Pelos tribunais. Não pela opinião pública.Nem por quem se vai querer aproveitar deste acontecimento para mais uma cruzada racista.

Publicado por: isabel faria às abril 21, 2006 10:52 AM

Jardineiro despedido quase mata presidente da Junta
Ana Henriques, Público, 21/04/06

O despedimento eminente fez um jardineiro que trabalhava para a Junta de Freguesia da Pena, em Lisboa, agredir ontem quase atré à morte o presidente desta entidade, Armando Coelho da Silva, e uma funcionária, não se sabendo se escaparão com vida às lesões que sofreram. O agressor ainda feriu mais duas pessoas, embora com menor gravidade.

“A gente tem direito ao trabalho para viver”, declarou ao Público sem sobressaltos, minutos antes de ser preso.

Não eram de ontem os desentendimentos entre Mussah Dia, um senegalês de 56 anos, e os funcionários da junta de freguesia nas imediações do Campo dos Mártires da Pátria. Anteontem tinha tido lugar mais uma discussão entre a funcionária administrativa da junta e o jardineiro, a pior de todas. Não porque fosse mau trabalhador, assegura o secretário da junta, Orlando Claro, que diz não saber explicar ao certo as razões dos sucessivos desentendimentos: “Era uma pessoa cumpridora”. Mussah Dia queixa-se de não conseguir suportar mais “todo o tipo de violência” verbal nem a discriminação a que, segundo diz, era sujeito. Segundo Orlando Claro, o seu fraco domínio do português induzia-o frequentemente em equívocos.

Ontem de manhã o jardineiro foi chamado ao gabinete do presidente da junta, na sequência da discussão de quarta-feira. Ia receber uma nota de culpa com vista ao despedimento. Pegou num instrumento de trabalho – um maço, uma picareta ou um ancinho, não se sabe bem – e atacou o autarca, duas funcionárias administrativas e um pintor. Armando Coelho da Silva (PSD) e uma das funcionárias – aquela com quem o agressor discutia com maior frequência, responsável pela área do pessoal da autarquia – ficaram em coma profundo, depois de terem sofrido fracturas cranianas e faciais múltiplas. Ontem à hora de jantar, o responsável pelas urgências do Hospital de S. José explicou que corriam um “risco enorme” de vida. Menos cuidados inspiravam os dois outros feridos, que no entanto iam ficar internados pelo menos até hoje, para fazerem exames. Tinham sofrido também traumatismos cranianos, mais ligeiros que as duas primeiras vítimas.

Mussah Dia tinha sido colocado na Junta de Freguesia da Pena há 15 meses pelo centro de emprego e antes disso já tinha recorrido à Misericórdia. Morava num quarto na Rua das Farinhas, na Mouraria, que partilhava com outro senegalês. Completava o salário que recebia como jardineiro com um biscate de alfaiate: ficava todas as noites até perto da meia-noite a fazer bainhas e outros pequenos arranjos numa máquina de costura que tinha no quarto. Mandava o dinheiro que podia para o Senegal, onde tem uma mulher e duas filhas a estudar numa escola privada. Estava em Portugal há nove anos. Quem o conhece espanta-se com o que fez. “Ele?”, perguntava ontem, incrédulo, um construtor civil guineense que vivia na mesma casa que o jardineiro. Trata-se de um primeiro andar subalugado a vários emigrantes pelo proprietário de duas pensões, que esgotou a capacidade de alojamento das suas residenciais. O secretário da junta de freguesia , que conheceu Mussah Dia quando ainda desempenhava as funções de presidente da junta, também se mostra estupefacto. “Nada fazia prever o que se passou”, repetia ontem a quantos o abordavam.

Metido consigo, pouco dado ao convívio, não era conhecido na vizinhança nem entre aqueles com quem partilhava a casa como uma pessoa conflituosa. A vítima mais nova tem 38 anos e a mais velha, o presidente da junta, 64.

Regressou a casa como se nada fosse

Quem ontem visse o jardineiro regressar a casa, pouco passava das 17h00, não podia adivinhar que o homem que ali ia – e que ainda entrou no minimercado do bairro – tinha, poucas horas antes, atacado com inaudita violência quatro pessoas. Foi a esta hora que o Público o encontrou, à porta de casa, cerca de dez minutos antes de a polícia entrar em cena e o prender. De camisa de trabalho e calças de bombazina azuis, sem vestígios de sangue, Mussah Dia não mostrava inquietude nem arrependimento quando explicou que ninguém tinha o direito de lhe tirar o emprego: “Queriam matar-me, não me queriam ver mais” na junta de freguesia, disse, num português arrevezado, numa referência ao despedimento de que ia ser alvo. “A gente faz qualquer trabalho para ganhar a vida e sustentar a família. Suportamos tudo, mas há um limite. Tenho direito a viver e queriam penalizar-me”.

Enquanto comia uma maçã, o jardineiro confirmou que duravam há muito os desentendimentos com funcionários da junta. “Suportei todo o tipo de violências e discriminação”.

Publicado por: Margarida às abril 21, 2006 11:32 AM

Margarida, não sei o que a notícia do Público acrescenta ao meu post, mas, de qualquer forma, obrigado por aqui o deixares.
Gstaria de salientar, no entanto, a falsidade do título. O jardineiro não tinha sido despedido. Da conversa com o Presidente poderia, eventualmente, resultar um processo disciplinar com intenção de despedimento. Segundo confirmavam ontem no Hospital nunca houve da parte da D. Clara nem do Presidente quelquer tipo de agressões de carácter racista.
Pelo que deves saber, o Orlando será insuspeito quando afirma isto.
Cabe-nos a nós impedir que um acto de loucura tenha aproveitamento politico e racista.
Neste caso creio que estou em sintonia total com todos os eleitos da Junta de Freguesia da Pena. Confirmei-o ontem se fosse preciso confirmar. Não era.

Posso, entretanto, acrescentar que os estado de saúde da D. Fátima se agravou durante a noite.
O resto mantém-se sem alterações.

Publicado por: isabel faria às abril 21, 2006 11:50 AM

Junta de Freguesia da Pena

Armando Coelho da Silva
Professor/Empresário, PSD
Presidente
Pelouros:
Coordenação Geral,
Informação, Instalações,
Recursos Humanos,
Trânsito/Estacionamento, Segurança e Protecção Civil, Comunicação/Imagem

Orlando Bento Antunes Claro
Técnico Oficial de Contas, PCP
Secretário
Pelouros:
Acção Social, Habitação, Saúde, Educação

Joaquim Lopes Ramos
Professor, PSD
Tesoureiro
Pelouros:
Património, Finanças, Comércio, Turismo

Barbara Ribeiro
PSD
1.ª Vogal
Pelouros:
Cultura, Reabilitação Urbana, Juventude, Desporto

Rufino Alves da Silva
Gestor/Técnico Oficial de Contas, PSD
2.º Vogal
Pelouros:
Espaços Verdes, Higiene Urbana, Ambiente, Saneamento

http://jf-pena.pt/autarcas.htm

Publicado por: Margarida às abril 21, 2006 12:28 PM

Por um lado não é altura de falar da negociata que o PCP fez com o PSD na Freguesia da Pena, tal como o fez aqui no meu bairro em Campolide, por tachos esta gentalha está disposta a tudo....

O criminoso, independente da etnia , ou país de origem , estou-me nas tintas, para mim é um criminoso, não tem desculpas para o acto.

Mesmo que quisesse tirar desforço , por atitudes racistas que tivesse sofrido, ou que estivesse fora de si por sentir que podia perder o emprego, um homem resolve os seus problemas com as mãos, se tivesse dado 2 sopapos, poderia pensar-se que teria sido numa altura de nervos, mas não , ele foi lá com uma marreta ( especie de martelo) e era com intenção de matar.

Tentar desculpar um acto desta gravidade é não só fazer o jogo dos racistas, como e mais grave tentar arranjar atenuantes onde elas não existem.

Ser de esquerda é acima de tudo exigir que os cidadãos tenham normas de conduta,caso contrario é o vale tudo

Publicado por: a.pacheco às abril 21, 2006 12:43 PM

SOBRE A VIOLÊNCIA
A corrente impetuosa é chamada de violenta
Mas o leito do rio que a contem
Ninguém chama de violento.

A tempestade que faz dobrar as betulas
É tida como violenta
E a tempestade que faz dobrar
Os dorsos dos operários na rua?

Bertold Brecht

Publicado por: Margarida às abril 21, 2006 12:50 PM

A.Pacheco, essa é a miha posição.
As negociatas entre o PSD e a CDU denunciei-as na altura. Nomeadamente as que se fizeram na Junta de Freguesia da Pena. Aqui, no Troll. E no local próprio. Na Assembleia de Freguesia. Neste momento não vêm ao caso e nunca aqui serão trazidas por mim.

Quanto ao aproveitamento racista, como ontem já tinhas chamado a atenção, seguramente que poderão acontecer.

Quanto à Justiça, creio que deixei isso claro, nomeadamente no comentário em que respondi ao José Palmeiro e no meu post.
Nada justifica este acto (e como bem salientas foi um acto planeado) e além disso o homem nem sequer tinha sido despedido.
Não me interessa qual a cor, a raça, a nacionaliodade. Foi cometido um crime. Premeditado,com um incrível sangue frio, duma violência assustadora. Terá que pagar por isso.
O meu único reparo é que SÓ deverá pagar por isso. Tudo o resto cabe-nos a nós, não pactuar.
Assim como também temos obrigação de não pactuar com qualquer tipo de desculpabilização. Que não existe!!

Publicado por: isabel faria às abril 21, 2006 12:52 PM

A Faria ainda não sabe o que a notícia do Público acrescenta ao seu post? Que tal alguma informação “disso” que não sabe “falar”? Do Mussah Dia, senegalês, 56 anos, jardineiro durante o dia e alfaiate à noite, há 9 anos em Portugal, a ganhar dinheiro para a mulher e as duas filhas que estão no Senegal e estas numa escola privada? Do Mussah Dia que contou à Ana Henriques: “A gente faz qualquer trabalho para ganhar a vida e sustentar a família. Suportamos tudo, mas há um limite. Tenho direito a viver e queriam penalizar-me”. “Suportei todo o tipo de violências e discriminação”.

É que Faria, há que conhecer sempre os dois lados da história. Nem sempre os jornalistas o fazem, desta vez, pelo menos a Ana Henriques fê-lo. Agora a Faria é que nunca o faz.

Publicado por: Margarida às abril 21, 2006 06:27 PM

Margarida, desculpa lá, só para eu entender. Uma história em que há duas pessoas à beira da morte, em que há mais uma gravemente ferida, em que ninguém tinha sido agredido nem sequer despedido (segunda todas as informaçõpes de pessoas que considero fidedignas, entre as quais os eleitos do teu Partido) e tu vens dizer que há outro lado da história???
Disse que "disso" não sabia. E disse a verdade. Não sabia. Vi o homem uma vez. Ontem como deves imaginar não o poderia ter visto...contaste a história. Dele. Igual a milhares de histórias de imigrantes que diariamnete lutam e trabalham em Portugal par dar uma vida melhor aos seus. E então? Isso serve de atenuante para alguma coisa??? Há alguma atenuante para um acto criminoso, premeditado e com esta violência? Há outro lado?
Como disse lá atràs, só não vês se não queres, cabe-nos a nós impedir que ele seja condenado por qualquer outra coisa além do crime hodiondo que cometeu. Mas por esse tem que ser. Deve ser. Vivemos num Estato de Direito. Temos que pagar pelos crimes que cometemos.
Seria a primeira a exigir que quem quer que fosse que cometesse um acto racista, pagasee por ele. Tenho a obrigação de fazer o mesmo, aqui. O resto são paternalismos criminosos. Criminosos porque em nada ajudam os milheres de imigrantes a quem temos o dever de exigir que sejam tratados como iguais a nós.

Já agora deixa-me só fazer uma correcção. A jornalista não ouviu as duas partes da história. Uma delas, infelizmente,talvez nunca venha a poder ouvir.

Publicado por: isabel faria às abril 21, 2006 07:14 PM

Afinal para a Faria a notícia da Ana Henriques do Público não acrescenta nada. Porque, segundo ela, a história do Mussah Dia (“homem”, como lhe chama) é “igual a milhares de histórias de imigrantes”…, isto é, irrelevante (presumo) e apesar da Ana Henriques ter ido também à Junta, ela “não ouviu as duas partes da história”, porque não ouviu os agredidos, apesar da total credibilidade que lhe merecem os membros e funcionários da Junta!

E, apesar da polícia ainda nada ter sido sobre o caso, repete, o que já antes aqui dissera: que foi um “acto premeditado”, que o “homem” nem fora “sequer despedido”.

Ainda há uma semana a Faria embarcou de chancas no sensacionalismo dos media em relação à senhora do Lar de crianças deficientes de Setúbal e sem rebuços também embarcou na discussão sensacionalista das faltas dos deputados, com links para as notícias e tudo. Agora, de repente, os medias perderam a credibilidade para a Faria? Agora só vale o que lhe dizem os da Junta?

E de repente também, a Faria descobre que as acções têm consequências. Já não era sem tempo…mas a mania de intervir em tudo, despropositadamente leva-a agora a escrever esta pérola: “cabe-nos a nós impedir que ele seja condenado por qualquer outra coisa além do crime hodiondo que cometeu” ao mesmo tempo que garante que “vivemos num Estado de Direito”. E eu a pensar que num Estado de Direito um caso de polícia é resolvido pelas polícias e pelos tribunais!

PS: só um pormenor: pelo que está no site da Junta só há lá um membro do PCP (todos os outros são do PSD), por isso é erróneo falar de "eleitos" do meu partido.

Publicado por: Margarida às abril 21, 2006 08:47 PM

Isabel, volto a lançar o repto. Em privado e sem divulgação pública leva os prints destas afirmações aos eleitos do PCP da tua junta e pergunta-lhes se eles se demarcam destas acusações sem sentido sobre alguém que está á beira da morte sem se poder defender.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 21, 2006 09:05 PM

Pasmo, o acto tresloucado de um criminoso, transformado em luta de classes.

A luta de classes é um processo colectivo , é isso que distingue um revolucionário de um revoltado.

Mas nem como revoltado este energumeno pode ter atenuantes.

Há acções fruto de anos de revolta de humilhações, de menosprezo, mas penso que aqui nada disso poderá ser invocado.

Se alguem sente que num país, que não é o seu, é tratado de forma sub-humana, procura outro país.

Eu sei do que falo, os portugueses em França sofreram e sofrem diariamente, atitudes racistas e xenofobas de muitos franceses, lembro-me de como tratavam o português, "Tête de Morue" , cabeça de bacalhau, se quem arrostou anos de humilhações em França desatasse á marretada aos franceses, teriamos certamente uma guerra civil em França.

Julgo que a jornalista do Publico na tentativa de não acicatar sentimentos racistas, tentou atenuar o acto, fez mal, não é dessa forma que casos como este se resolvem.

O criminoso, pois é este o seu nome, não pode ter atenuantes, nos próximos dias saberemos certamente o que na realidade se passou, mas para mim quem trabalhava há 15 meses num emprego arranjado pela segurança social, e durante este tempo não se queixou, nem á anterior direcção da Junta PS PCP, nem á actual PSD PCP, certamente é porque terá algo a esconder.

Publicado por: a.pacheco às abril 21, 2006 09:10 PM

Parece que também para o Arruda, de repente os media perderam toda a credibilidade, mas já agora, se quiser esclarecer, de que “acusações sem sentido” está a falar?

Ao repto que lhe lancei aí em baixo (Pacheco: depois de ter lido os jornais, não acha que o mínimo de decência humana o obrigaria a repudiar o que aí em cima escreveu ("pessoa que dizem conflituosa")? E já agora, é capaz de explicar s.f.f. o que é isso de "senegalês apesar de totalmente legal"?) o Pacheco nada disse, mas aqui desembesta contra Mussah Dia a quem chama de “energúmeno”, contra a Ana Henriques do Público (“fez mal”, acusa-a) e não contente, ainda se põe a mandar bitaites (“terá algo a esconder”, o "energúmeno"), proclama.

Não acham que seria mais sensato deixar a polícia e o tribunal trabalharem, sem pressões?

Publicado por: Margarida às abril 21, 2006 09:43 PM

Temos um presidente de Junta e uma funcionária em perigo de vida, porque um funcionário, descontente resolveu desatar a martelada a quem encontrou pela frente.

Pessoa sossegada e pacata , quem faz uma coisa destas , deixem-me rir....

Depois pelo que a Isabel disse e o representante na junta do PCP não desmentiu, ele ainda não tinha sido despedido, por isso , quais atenuantes.

Ser imigrante e sanegalês não é menosprezo, eu proprio o fui em França, mesmo que na época tivesse o estatuto de refugiado politico, , por principios , por educação, por luta politica, honro-me de nunca ter discriminado ninguem, quer pela côr da pele , quer pela religião, ou apetites sexuais, por isso , que fique claro racismos por aqui não passam.

E é porque não sou racistas, que sei separar o TRIGO DO JOIO, o que diriam certas pessoas se em vez do Presidente da Junta da Pena tivesse sido o representante do PCP, a sofrer semelhante agressão....

Publicado por: a.pacheco às abril 21, 2006 10:00 PM

Pacheco: li o que a Faria escreveu e também o que a Ana Henriques do Público escreveu e nomeadamente: “(…) O secretário da junta, Orlando Claro, que diz não saber explicar ao certo as razões dos sucessivos desentendimentos: “Era uma pessoa cumpridora”. Mussah Dia queixa-se de não conseguir suportar mais “todo o tipo de violência” verbal nem a discriminação a que, segundo diz, era sujeito. Segundo Orlando Claro, o seu fraco domínio do português induzia-o frequentemente em equívocos. (…)

O secretário da junta de freguesia , que conheceu Mussah Dia quando ainda desempenhava as funções de presidente da junta, também se mostra estupefacto. “Nada fazia prever o que se passou”, repetia ontem a quantos o abordavam. (…)”

Por isso mesmo defendo que se acabem as especulações e que deixem a polícia e o Tribunal trabalhar.

Publicado por: Margarida às abril 21, 2006 10:20 PM

Margarida, de todas as tuas palavras sem sentido, apenas me darei ao trabalho de corrigir uma. Numa Junta de Freguesia o único orgão com eleitos não é o Executivo da Junta. Há mais orgãos democraticamente eleitos. Que têm mais eleitos do teu partido. Que ontem estiveram TODOS comigo no Hospital. TODOS.
Apenas isto. O resto, Margarida, talvez um dia. Nesta altura seguramente não perderei tempo contigo. Estas palavras manter-se-ão para todos os posts. Até que a calma volte, podes continuar a dizer o que bem entenderes. Não te voltarei a responder. Em nenhum post. A não ser que injuries a aí agirei como me der na gana.

Daniel, tive divergências duras quando da formação do Executivo da Junta de Freguesia da Pena. Muito duras. E palavras.Muito duras. E tenho. Continuarei a ter.
Entretanto passaram-se alguns meses, e passsou-se ontem e hoje. Não preciso de lhes levar os prints. Apesar de todas as divergências que mantenho tenho a certeza, repito, tenho a certeza que nenhum deles se revê nas insanidades que a Margarida aqui vai deixando. Um dia, quando tudo isto passar (sei que me estou a repetir, mas creio que o estado de saúde do Presidente se agravou consideravelmente, e isto que digo é mesmo o que sinto...), talvez o faça. Apanas para confirmar que não me enganei.

Publicado por: isabel faria às abril 21, 2006 10:39 PM

Faria: é a primeira vez que menciona os eleitos dos outros "orgãos" - até aqui só falava na Junta. E depois um pouquito de modéstia só lhe ficava bem. Ou não acha que se está a pôr em bicos dos pés quando escreve: "ontem estiveram TODOS comigo no Hospital. TODOS." Eu pensava que estavam no hospital para saber dos agredidos e não propriamente para a acompanharem...mas tem que estar sempre no centro dos acontecimentos, não é? Ia lá agora perder esta nova oportunidade para brilhar! Ora!

Publicado por: Margarida às abril 22, 2006 12:14 AM

Pacheco, Faria e Arruda: parece que afinal a CDU se comportou dignamente quando aceitou integrar o executivo da freguesia da Pena com eleitos do PSD, ao contrário do que diziam, não é verdade?...O lamentável que só agora e nestas circunstâncias o reconheçam.

Publicado por: Margarida às abril 22, 2006 12:32 AM

A.Pacheco, perante este tipo de comentários, e estas conclusões o que podemos mesmo fazer senão ignorar? Não vale a pena, amigo.

Publicado por: isabel faria às abril 22, 2006 10:42 AM

A Faria e a sua incapacidade de retirar ensinamentos da vida e de ver para além do seu umbigo...

Publicado por: Margarida às abril 22, 2006 11:37 AM

Não sei se me ria mais dos comentários de uma certa pessoa, que dos dois mails que acabei de ler de militantes do PC que me pedem desculpa por esta vergonha. Como dos mail não me rio porque se tratam de pessoas que eu estimo. Só me posso rir dos comentários.
Três frases de um mail marcaram-me e não posso deixar de as reproduzir. P, espero que me perdoes o abuso.

"Há quem em tudo veja política. Num abraço, num sorriso trocado ou numa conversa. Mas nós antes de tudo somos Homens, que temos sentimentos e afectos....", "Constato contra minha vontade que afinal o meu partido não é como nenhum outro imune a gente parva." e ainda "....se alguém puder fazer chegar ao senhor as melhoras de um eleito do Seixal como prova de solidariedade neste momento difícil."

Publicado por: Daniel Arruda às abril 22, 2006 12:33 PM

Daniel, poderás dizer ao /à P que eu tentarei fazer chegar os desejos de melhoras ao Armando. Infelizmente acabei de chegar de perto dele e sei que, neste momento, é uma tarefa impossível. Neste momento. Ainda faltam três dias para o 25 de Abril...

Publicado por: isabel faria às abril 22, 2006 02:21 PM

Eles politiquizam, eles julgam, eles tomam partido - eu limitei-me a apelar à serenidade e a que fosse a polícia e o tribunal a lidar, sem pressões, com um caso de polícia -, e agora, como fazem sempre imputam para cima de outros (neste caso eu) os erros em que caem sempre. E também como é hábito, procuram intrigar. Está-lhes no sangue. São o retrato típico do dirigente bloquista. Nunca assumem as responsabilidades das asneiras que dizem, com fugas para a frente e foguetório verbal, tentam safar-se e pensam que enganam sempre toda a gente. Pois. Como se isso fosse possível, como se a malta não os topasse já.

Publicado por: Margarida às abril 22, 2006 02:36 PM

como se a malta??????

Pelas coisas que me têm enviado muito poucas pessoas se reveem na tua forma, querida. Isso ainda são resquicios do sindicato. Falas em "nós" sem te aperceber que estás cada vez mais "tu".

Beijos grandes. Olha amanhã vou jogar á bola para os teus lados. Se quiseres aparece para uma cerveja.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 22, 2006 04:10 PM

E continua na tentativa de intrigalhar. É típicamente freudiana esta preocupação de cair nas boas graças dos comunistas...

Publicado por: Margarida às abril 22, 2006 04:29 PM

Daniel, aparecer???
Há palavras que enchem o dicionário de certa gentinha. Nenhuma delas tem como sinónimo apareer. Bem mas com a paixão que por aqui vai, vai olhando para o lado, amigo...quem sabe se não terás a graça de um olhar...tem é que ser às escondidas...essa expressão já rima mais com as palavras dos dicionários deles.

Publicado por: isabel faria às abril 22, 2006 06:43 PM

"E continua na tentativa de intrigalhar. É típicamente freudiana esta preocupação de cair nas boas graças dos comunistas..."

Tens alguma razão. Dos comunistas ( e já agora de todas as pessoas de esquerda em geral). Dos verdadeiro como há muitos no PC. Mas nas tuas não cerá certamente porque de comunista tens muito pouco. Senão vejamos:
Comunista é alguém combativo que não vira a cara à luta pela defesa dos ideais. Ora tu não tens cara e não a dás, por isso...
Comunista é alguém que defende uma outra sociedade. Tu não. Tu gostas dela, vives á conta dela e trabalhas á conta dela, por isso...
Comunista é alguém que tenta a unidade á esquerda e tu fomentas a unicidade, por isso...
Comunismo é um Socialista e tu já váriasvezes aui renegaste o socialismo em função de um Estalinismo enterrado, por isso...

Por isso, .... Não quero caír nas tuas boas graças e quanto ao Freudiano, com os problemas sexuais mal resolvidos que tens, (Ainda estás sozinha(o)?) só te posso reconhecer uma grande moral. Quem fala do que sabe.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 22, 2006 07:17 PM

Essa do estalinismo é piada para o líder do seu grupo parlamentar, para a Helena Pinto e para o Rosas não é? Bem me parecia...com o novo deputado lá já lhes estão a fazer a folha.

É que enquando o meu partido já tinha essa questão resolvida nos anos 60, o seu ainda andava nos anos 80 com ele nos cartazes e nos discursos e NUNCA não só o questionou como muito menos o renegou...

Publicado por: Margarida às abril 23, 2006 12:20 AM

Essa do estalinismo é piada para o líder do seu grupo parlamentar, para a Helena Pinto e para o Rosas não é? Bem me parecia...com o novo deputado lá já lhes estão a fazer a folha.

É que enquando o meu partido já tinha essa questão resolvida nos anos 60, o seu ainda andava nos anos 80 com ele nos cartazes e nos discursos e NUNCA não só o questionou como muito menos o renegou...

Publicado por: Margarida às abril 23, 2006 12:22 AM

Daniel, qual era o teu Partido nos anos 80???
Atão vocês traziam o Staline nos cartazes? Tuzinho??? Não páras de me surpreneder, carago!!

Publicado por: isabel faria às abril 23, 2006 01:45 AM

Isabel, eu nos anos 80 era criança. A partir de 1987 fui militante da JS e depois do PS. O Estalinismo nunca foi coisa muito apregoada por aqueles lados. Era mais Willy Brand ou Olaf Palm. Social democracia nordica estás a ver.
Eu sempre fui muito precoce. No dia 24 de Abril de 74 assisti á prisão do meu pai em Brandenburgo na RDA. Em 84 já era um perigoso reacionário que pensava que o PS era de esquerda. Influencias de família o que queres. Como vês tudo em mim foi precoce.

Quem nunca foi precoce foi a "margarida". Sempre esteve do lado certo. Antes da revoução na Mocidade Portuguesa. Depois da revolução no PCP. Sabe bem o que quer esta. Parece um surfista. Sempre ao sabor da onda.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 23, 2006 05:10 AM

Para estas almas iluminadas, é vulgar, vulgaríssimo imputar ao PCP – que nos anos 40, 50, 60, 70 – estava na clandestinidade, com a maioria dos seus dirigentes na prisão, ou no exílio – os “males” (erros, omissões, crimes) efectuados por partidos irmãos no poder. E por consequência, é com toda a desfaçatez que também mos apontam a mim, que nessa altura nem nascida era, ou a qualquer jovem camarada meu, mesmo aos que acabaram de aderir ao PCP e tenham 17 ou 18 anos…dentro da lógica “se não foste tu que o fizeste foi o teu primo (que nunca conheceste)!

Mas essa lógica, nestas cabecinhas, não pode aplicar-se a eles. Mesmo que os que nos anos 80 andavam com Estaline nos cartazes e nas intervenções – e em nome do Estaline se chamavam os maiores e os comunistas de traidores por o terem vinte e tal anos antes repudiado – tenham fundado o partido em que agora militam, SEM nunca terem repudiado essas ideias!

O meu partido que oportunamente as repudiou e que recentemente em congresso extraordinário as tornou a repudiar, continua a estar debaixo de fogo (por causa dessas ideias, mais de 60 anos depois da morte de Estaline), por correligionários e colegas de direcção destes que NUNCA as repudiaram.

E o que os correligionários e colegas de direcção destes estalinistas serôdios apresentam em sua defesa…é que eram crianças na época, ou que na época militavam noutros partidos. Pois. Mas agora militam no partido que tem dirigentes (e foi fundado) por quem NUNCA repudiou essas ideias, e isso não os incomoda mínimamente.

Sabemos todos que também faz parte do "american way of thinking" a demonização do adversário, e de forma primária associá-lo a esses "demónios". Mais uma vez a insensatez de transpor mecanicamente métodos alheios para a nossa realidade leva-os ao disparate. Se o ridículo matasse...

Publicado por: Margarida às abril 23, 2006 11:10 AM

Maggy e do teu passado na Mocidade Portuguesa. não queres falar?!?!?!?!?

Compreendo amiga. Olha a tua terra estava boa. Ainda bebi uma mini no bar.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 23, 2006 09:28 PM

Daniel, do meu passado na Mocidade Portuguesa eu não falo. È claro que não falo...atão eu sou lá gaja para falar desses pormenores sem importância??? Euzinha??? Nã...eu cá vou à Net, xingo o juízo, chamo nomes, difamo, minto, escondo-me, deturpo,tudo com hurbanidade (adoro este termo...)agora do meu passado na Mocidade Portuguessa eu cá não falo!!!! Prontes!!!!!:):):)

(Olha e sempre espreitou?...enquanto bebias a mini, quero dizer...)

Publicado por: isabel faria às abril 23, 2006 10:12 PM

Confesso que a figura de José Estaline ainda exerce sobre mim um certo fascinio.

Apesar de todas as denúncias, de todas as acusações, ainda me lembro da heróica resistência de Leningrado e Estalingrado na segunda guerra Mundial..

Ainda me lembro das histórias que me contavam de ele NUNCA ter abandonado o seu posto Moscovo, mesmo na fase mais critica dos bombardeamentos alemães.

Assumo contra todas as evidências ele continua a fazer parte da figuras que eu não consigo enjeitar.

Quanto ao PCP deixem-me rir ,o pior dos métodos , que são assacados ao dito estalinismo, está bem vivo nos Jerónimos de Sousa ,Odetes Santos, Franciscos Lopes, e Domingos Abrantes.

E só quem ignora a história do PCP e mesmo o percurso de Alvaro Cunhal , fala em repúdio desses métodos, o zig-zag constante, a tentação oportunista de ir a favor da corrente , foram e são a melhor prova, de que aos principios.... o PCP, ou grande parte dos seus dirigentes... disseram nada....

Publicado por: a.pacheco às abril 23, 2006 10:16 PM

O Analfabeto Político

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo

(Bertold Brecht)

Publicado por: Margarida às abril 24, 2006 01:41 PM

É verdade qual é o preço do feijão frade...

Publicado por: a.pacheco às abril 24, 2006 01:49 PM

QUEM SE DEFENDE

Quem se defende porque lhe tiram o ar
Ao lhe apertar a garganta, para este há um parágrafo
Que diz: ele agiu em legitima defesa. Mas
O mesmo parágrafo silencia
Quando vocês se defendem porque lhes tiram o pão.
E no entanto morre quem não come, e quem não come o suficiente
Morre lentamente. Durante os anos todos em que morre
Não lhe é permitido se defender.


Publicado por: Margarida às abril 24, 2006 06:34 PM

A.Pacheco detesto feijão frade!!!Tu olha-me pela tua segurança, pá!!!!

Publicado por: isabel faria às abril 24, 2006 06:41 PM

Maggy, ainda guardas o cinto da mocidade. Para te lembrares do teu passado?!?!?!?!?.

Isso dos preços deixou-me de rastos. Queres ver que temos concorrente do "Preço certo em Euros". O que é que eu ganho se acertar. Ah se fores á montra final lembra-te que ela está sempre sobre avaliada.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 24, 2006 06:49 PM

(…) O PCP (repete-se) sempre esteve e continua a estar pronto a cooperar com quaisquer agrupamentos ou indivíduos dispostos à acção revolucionária. A cooperar (repete-se) em todos os planos de organização e acção. Diferenças de pontos de vista e divergências ideológicas não constituem obstáculo insuperável. Entre forças e militantes dispostos a lutar contra os inimigos do nosso povo e do nosso país, é sempre possível encontrar plataformas de acção comum. E a comprová-lo está o facto de que o PCP coopera com numerosos sectores e com numerosos democratas que se podem correctamente designar como radicais pequeno-burgueses. O debate acerca dos objectivos imediatos e dos métodos de acção prossegue tanto no terreno ideológico como no da actividade prática. Não impede, entretanto, a cooperação fraternal e a acção comum.

Esse não é, porém, o caso do radicalismo pequeno-burguês de fachada socialista, cujas concepções, posições e actividades se têm exposto e caracterizado neste escrito. A presença na vida política portuguesa desses elementos não se caracteriza por uma actividade contra o fascismo, contra o colonialismo, contra o imperialismo, contra o capitalismo mesmo seguindo uma orientação menos correcta, mas por uma teorização à margem da luta popular, por um verbalismo irresponsável, por uma actividade “prioritária” contra o PCP, por um anticomunismo que só tem paralelo na propaganda do fascismo e da reacção, por tentativas de divisão e de desagregação.

A “acção revolucionária”, para tais elementos, significa, antes de mais, combaterem o PCP, acusarem e caluniarem o PCP. Essa é a razão de ser e a substância ideológica da sua própria existência política. Pode bem dizer-se: não fazem outra coisa.

Na maior parte dos casos, trata-se de “franco-atiradores” (de palavras, claro!) que se manifestam a título individual. Mas, por vezes, quando se entendem meia dúzia, anunciam a formação de partidos ou organizações, que quase sempre morrem depois do parto, exibindo, embora, o próprio fantasma durante tempo mais ou menos prolongado. (...)”

(Álvaro Cunhal, “Radicalismo pequeno burguês de fachada socialista”, 1971)

Publicado por: Margarida às abril 24, 2006 09:02 PM

1968 Praga , invasão dos tanques russos, esmagamento da primavera de Praga.

Vejam se tiverem paciência os zig-zag de Cunhal e da direção de exterior do PCP, vale a pena , lá coerência foi coisa que por aquelas bandas, esteve um bocado ABANDALHADA.

Quanto ao textinho do esquerdismo, ele foi uma capa para esconder , quer desvios de direita quer o oportunismo.

Mas depois lá seguiram a reboque , e resolveram criar a ARA.

Só que nessa época ainda havia um FRANCISCO MIGUEL, e hoje só há franciscos lopes.

É a vida....

Publicado por: a.pacheco às abril 25, 2006 12:36 AM

Quem se coloca no campo do inimigo é inimigo, quem se coloca no campo da provocação é provocador. E segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, provocador é: aquele que procura perturbar reuniões, discussões ou manifestações de cunho político, com perguntas absurdas, ofensivas, ou comete actos de agressão, sabotagem ou vandalismo, buscando causar o caos social que leve à repressão e impedir que a população se possa manifestar livremente; e é também sinónimo de insultuoso e malcriado

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 03:10 AM

Quem se coloca no campo do inimigo é inimigo, quem se coloca no campo da provocação é provocador. E segundo o Dicionário Houaiss da língua portuguesa, provocador é aquele que procura perturbar reuniões, discussões ou manifestações de cunho político, com perguntas absurdas, ofensivas, ou comete actos de agressão, sabotagem ou vandalismo, buscando causar o caos social que leve à repressão e impedir que a população se possa manifestar livremente. E provocador é também sinónimo de insultuoso e malcriado.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 03:12 AM

a.pacheco, a veia fascizoide, aprendida na Mocidade Portuguesa, veio ao de cima. Parecia eu que estava a ler os textos do Marcelo Caetano. "E provocador é também sinónimo de insultuoso e malcriado.". Não te pareceu o mesmo???

Quanto ao texto que ela colocou lá em cima, a resposta tem sido dada aqui neste blog várias vezes. Mas a pérola está num post meu sobre o meu 25 de Abril em que ela ficou espantada por na RDA de 74 não se poder passear livremente. "Atão" não se podia!!!!! Podia se viajar da RDA para a Checoslovaquia, para a Roménia, para a Jugoslavia, para a Hungria, para a URSS ...

Um estado tão livre, fraterno como a RDA. Em que as pessoas até eram convidadas a saltarem o muro. Tb se não o fizessem levavam chumbo pelas costas. Em 2006 ainda há quem se acredite no socialismo real. O que nos vale é que a mascara vai caindo.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 03:53 AM

Sempre do lado do imperialismo, sempre do lado dos inimigos do socialismo, sempre contra o que os povos escolheram, estes dois, Pacheco e Arruda. E sempre a combaterem os que no pós-guerra, neste caso, os povos do leste da Europa que escolheram a paz contra a guerra depois de terem derrotado o nazismo alemão na mais medonha guerra que só à URSS ceifou a vida de 27 milhões de pessoas.

E sempre desprezando as lutas dos povos do leste da Europa, que com muito trabalho e sacrifícios, ergueram os seus países, reconstruíram as suas cidades, repuseram as suas economias a funcionar – a sua indústria, a sua agricultura, o seu comércio – criaram trabalho para todos os seus cidadãos, conquistaram direitos sociais, económicos, políticos e culturais parara todos, deram especiais privilégios aos idosos, crianças e jovens, desenvolveram a ciência e a técnica, a arte e o desporto e viveram sem ameaçar ninguém mas cooperando e ajudando povos de todo o mundo e particularmente do terceiro mundo a libertarem-se do colonialismo e do imperialismo.

E esquecendo-se que foram os direitos sociais, políticos, económicos e culturais desses povos que levaram a social-democracia a abrir mão e a dar alguns desses direitos aos seus cidadãos, e desse modo estancar as suas lutas por mais justiça social.

Menos de vinte anos depois do muro cair, com ele caíram também os direitos dos trabalhadores e dos povos da Europa do leste, primeiro, e agora, de forma galopante caem os direitos dos povos e dos trabalhadores da Europa do oeste. Voltou a guerra à Europa e voltaram os europeus a combater em solo alheio, em guerras alheias aos interesses dos povos europeus e, vergonha nossa, 32 anos depois de contribuírem para a libertação dos povos de Angola, Moçambique e Guiné-Bissau do fascismo nacional, aí temos soldados portugueses a fazer a guerra dos USA contra os povos da ex-Jugoslávia e contra o povo afegão.

Quase vinte anos depois da queda do muro, e perante a consciência do desastre que é o neoliberalismo galopante, na América latina – em Cuba, na Venezuela, no Brasil, no Peru, no Chile, na Bolívia, na Argentina -, reforçam-se os partidos e os governos que mais têm combatido esse neoliberalismo, ganham nova força as aspirações populares e demonstra-se na prática que o socialismo é o futuro. Mas estes dois, que se dizem de “esquerda”, aplaudem a queda de regimes socialistas, mesmo depois de se ter provado que esses regimes – pese embora erros, deformações, insuficiências – tinham como objectivo a melhoria das condições de vida dos seus povos e a paz e cooperação com os povos vizinhos e com os povos de todo o mundo. São provocadores e são insultuosos e representam o passado – o passado derrotado no 25 de Abril, quem se afirma de “esquerda” para melhor combater não só a esquerda como os trabalhadores e a população.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 11:12 AM

"E sempre desprezando as lutas dos povos do leste da Europa, que com muito trabalho e sacrifícios, ergueram os seus países, reconstruíram as suas cidades, repuseram as suas economias a funcionar – a sua indústria, a sua agricultura, o seu comércio – criaram trabalho para todos os seus cidadãos, conquistaram direitos sociais, económicos, políticos e culturais parara todos, deram especiais privilégios aos idosos, crianças e jovens, desenvolveram a ciência e a técnica, a arte e o desporto e viveram sem ameaçar ninguém mas cooperando e ajudando povos de todo o mundo e particularmente do terceiro mundo a libertarem-se do colonialismo e do imperialismo.

E esquecendo-se que foram os direitos sociais, políticos, económicos e culturais desses povos que levaram a social-democracia a abrir mão e a dar alguns desses direitos aos seus cidadãos, e desse modo estancar as suas lutas por mais justiça social."

Depois desta me retiro. Fui esmagado. 20 anos depois da queda do muro ainda há quem se acredite nisto. E depois querem que eu me acredite que se alguma vez forem poder mantêm em Portugal a DEMOCRACIA conquistada em Abril. A diferença entre o PCP da Maggy, que estero não ser o oficial e o CDS-PP é pouca ou nenhuma. Acho até que antes de escrever este comentário esteve a admirar o seu cinto da Mocidade Portuguesa.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 11:19 AM

A Faria descuidou-se e acabou por confessar a amizade íntima e o grande conhecimento e consideração que tinha pelos PSD’s da sua freguesia. Nada me espantava que um destes dias o Arruda se descuide e acabe por confessar pecadilhos familiares com a Mocidade ou talvez a Legião Portuguesa…normalmente isso acontece quando menos se espera. Deixemos que seja o tempo a trazer isso ao de cima…eu do que não sei não falo.

Mas pelo menos agora o Arruda descuidou-se e acabou por confessar que para ele o 25 de Abril se resumiu à …democracia! Só democracia. Esquecendo que isso – democracia abstracta – contra democracia real, isto é democracia na vida política, mas também na vida económica, na vida social, na vida cultural foi o que (– com a luta dos trabalhadores e da população cá fora – e dos deputados da Assembleia Constituinte lá dentro), dividiu sectores democráticos civis e militares sobre os rumos da Revolução de Abril, há 30 anos atrás.

E lembro que os golpistas e os terroristas do “Verão quente” de 1975 se situavam na direita e na extrema-direita e que se apoiavam na convergência da acção das forças reaccionárias e dos grupos esquerdistas pseudo revolucionários (MRPP, AOC, PRP…entre outros) cujos destacados membros são hoje magníficos sociais democratas ou liberais e que estão com um verbalismo ultra revolucionário agudizaram conflitos sociais e políticos criando objectivamente um clima de anarquia e insegurança procurando voltar sectores muito amplos da população contra o 25 de Abril. E lembro também que são esses mesmos que hoje mascarando-se de esquerda moderna ou apresentando-se já, sem vergonha ou disfarce como liberais e social-democratas atribuem os desvarios e os excessos dessa época ao PCP.

Mas há 30 anos atrás o rumo da Revolução de Abril saldou-se com a aprovação da Constituição da República Portuguesa. E hoje, respaldados com a Constituição, a luta continua para levar à prática os desígnios da nossa Constituição, que apesar de sete revisões que a empobreceram ainda continua como uma das mais progressistas do mundo e está no coração dos portugueses.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 12:04 PM

errata: cujos destacados membros são hoje magníficos sociais democratas ou liberais e que então

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 12:12 PM

Se não sabes do meu passado não fales. Mas do teu na Mocidade Portuguesa. De fazeres a saudação a Salazar e de jurares defender as 5 Quinas podes falar. Quem cala consente não é???

E podes também falar da tua entrada no PCP no periodo pós revolucionário, ou será que tens evrgona do teu passado. Hoje ergues o punho e tens medo de te lembrar que já levantaste a mão com a palma para baixo.

E sim podes estar descansada. Eu em 75 com ano e meio era um perigoso revolucionário de extrema ireita. A minha mãe até costuma dizer que uma vez fiz explodir a casa só porque não me deixaram chorar como eu queria, porque o biberom estava frio.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 12:21 PM

Margarida, não me ofendes. Amizade é um termo com que nunca me conseguirás ofender. Nam sequer intima.
Apenas me dás pena. Muita pena. Nunca dves ter tido um amigo na vida. Muito menos intimo. tenho pena de ti. È triste uma vida sem amigos.
Queres que repita Margarida, para depois poderes usar sempre que precisares de te sentir menos só e menos bicho: não confesei amizades intimas com os PSDs (comolhes chamas, da Pena. Não posso confessar amizades com quem não conheço) confesso, queres que grite Margarida, confesso que perdi um amigo. Que por acaso era Presidente da Junta e que por acaso foi eleito pelo PSD. Precisas que grite quantas vezes Margarida, que o afecto para mim não é crime? Que crime é o que fazes. A diária a pornográfica apologia do ódio. Essa é crime. Margarida. Sei que um dia te vais envergonhar dela.
E agora, Margarida, como representante do Bloco de Esquerda vou ao velório do Presidente assassinado nas suas suas funções de Presidente da Junta. Como Isabel Faria vou ao velório do meu amigo. Queres que repita Margarida? Precisas que repita quantas vezes, Margarida????

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 12:32 PM

O provocador continua seguindo a regra do Goebbels de dizer uma grande mentira e repeti-la vezes sem fim, na esperança de que passa a ser verdade. Mas a insistência dele na Mocidade e em juramentos parece indicar que daquilo percebe ele. Quanto à substância do que eu escrevi, está quieto, como é costume desconversou e chutou para campo. Lá provocador é o gajo, mas só isso, no demais é nulo.

Quando há Faria, afinal os PSD’s da Lapa eram só amigos. Já nem são capitães de Abril, Faria? Logo a Faria que foi do PRP, partido que se distinguiu pela amizade com vários capitães de Abril, como disso, aliás, faziam gala! E não nos recordamos doutras amizades forjadas no pós-25 de Abril, por exemplo a nível sindical, a íntima amizade dos AOC’s e MRPP’s com os amarelos da Carta Aberta e depois com a UGT, a enormíssima amizade doutros esquerdistas nos plenários de trabalhadores com os socialistas (e PSD's, tantas vezes), para combaterem o PCP? Agora a Faria fica ofendida porque eu falei da sua grande amizade que ela própria aqui relatou? A Faria percebeu bem que eu não a critiquei por ser amiga ou deixar de ser, mas sim por a Faria ter tido um comportamento dúplice, atacando o PCP por ter aceite o convite dos PSD's da Pena, que afinal nas suas palavras são boas pessoas.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 06:49 PM

Margarida, tu regulas bem??? A sério, regulas bem??? O que é que tem amizade a ver com alinças politicas? O teu Partido mal ou bem, neste momento não vem para o caso, fez alianças com o PSD por amizade? Eu critico as alianças do teu partido porque as PESSOAS (repito AS PESSOAS) do PSD não prestam ou porque é lógico que um Partido de Direita tem que ter politicas de direita e é contra natura fazer alinças (repito para entenderes Margarida, alianças politicas, é disso que estou a falar, não de amizades pessoais) com partidos com politicas e com projectos de Direita.
Olha lá e o que é que a Lapa tem a ver com isto? E o MRPP? E a AOC?
Estás a falar de quê? O teu partido fez alianças com o PSD na Pena porque o cabeça de lista da Pena era capitão de Abril? Queres mesmo conevencer alguém disso? (aliás, tenho a certeza que ninguém sabia disso a não ser até há muito pouco tempo. Incluindo eu, como é lógico).E nas outras Juntas todas? E por esse País fora?
E repito Margarida, não me pronunciei, porque não conheço, sobre as qualidades dos eleitos do PSD.Todos eles apenas conheço institucionalemnete. Não é uma coisa nem boa nem má. È isso. Pronunciei-me porque tive oportunidade de o conhecer bem sobre o Armando Coelho da Silva que faleceu esta noite. Foi com ele e só com ele que acabei (e acabei...depois das eleições, como é lógico, antes nem o conhecia), por criar laços fortes de afecto e de respeito. Como poderei dizer que criei com alguns eleitos do teu partido nestes últimos dias. Isto quer dizer que agora tenho que me aliar com eles? Ou que já não os vou poder criticar? Nem eles a mim, porque estou convencida que os laços foram dos dois lados?
Margarida, pára para pensar...e não te armes em inocente nem em hipócrita. Encheste as caixas de comentarios de alusões baixas, infames àquilo que eu chamei respeito , apreço e amizade por alguém que esta noite nos deixou, vitima de um assassinato bárbaro e sem sentido, não venhas agora para aqui armar em santinha e dizer que não criticaste nem deixaste de criticar. E mete uma coisa na tua cabeça Margarida. E digo-o lamentando-o por ti. O teu problema é que tu vês aliados. Vês adversários. Vês inimigos. Até consegues ver camaradas se comungarem das tuas ideias e se concordarem em tudo contigo, mas não sabes o que é amizade. Não tens amigos. Se soubesses e tivesses saberias que não há incompatibilidade em se ter amigos que não pensam como nós. Como compreenderias que não fazemos alianças politicas com as pessoas que achamos que têm valor, mesmo que sejam nossos amigos. Alinças politicas fazem-se com quem tem os mesmos projectos que nós. Amizades com quem se cria afectos.

E repito-te Margarida. Não te faças despercebida. Não me ofendes quando me falas em amizade. Nem em respeito. Nem em afectos. Aliás com o tipo de linguagem que usas já não me consegues ofender com nada. Ás vezes tenho pena. Outras...olha, tenho pena sempre.

Para terminar, e porque se eu ando para aí a repetir que mais importante que as divergências são os seres humanos, vou gastar mais um bocadinho de tempo para ti. Tira um bocadito desse ódio. Liberta-te dele. Um dia, estamos sentados a uma secretária, ou atravessamos uma rua, ou o coração pára, ou o carro onde vamos choca, ou, como dizia o Vinicius, as células entristecem e acaba-se tudo. De repente. E uma vida com esse ódio todo tem que ser tiste. Só pode ser triste. Eu poderia achar, não, ela vem até aqui diz estas coisas, despeja este ódio todo, mas lá fora deve ter vida...outra vida. Mas Margarida, tu estás SEMPRE aqui!!! Que outra vida podes ter? Acaba-se Margarida, acredita que sim. Num ápice...foi-se.
Gasta-a de outra forma. Margarida. gasta-a vivendo. Amanhã, daqui a pouquinho é bem capaz de já ser tarde. È tão ténuo e tão frágil o bocadinho que nos separa do fim, Margarida. Antes de ser tentada a vir para aqui despejar mais uma porrada dde nomes, a injuriar-nos, a difamar-nos, a odiar, a caluniar, pensa em como é pequena distãncia. Pensa nisso, apenas, num bocadito. Depois, depois faz o que entenderes. Afinal, da nossa vida a gente faz o que nos der na gana.
nem sempre infelizmente...mas essa é outra história e esta já vai longa...

Publicado por: isabel faria às abril 25, 2006 10:13 PM

Daniel, do meu passado na Mocidade Portuguesa eu não falo. È claro que não falo...atão eu sou lá gaja para falar desses pormenores sem importância??? Euzinha??? Nã...eu cá vou à Net, xingo o juízo, chamo nomes, difamo, minto, escondo-me, deturpo,tudo com hurbanidade (adoro este termo...)agora do meu passado na Mocidade Portuguessa eu cá não falo!!!! Prontes!!!!!:):):)
(Olha e sempre espreitou?...enquanto bebias a mini, quero dizer...)
Publicado por: isabel faria às abril 23, 2006 10:12 PM

Lembra-se deste comentário que aqui postou há dois dias não se lembra? E tem agora a distintíssima lata de me acusar de fazer "alusões baixas, infames" nas caixas de comentários? Que tal sair, comprar um espelho e ver-se nele? Como eu já lhe disse por aqui e por mais de uma vez as acções têm consequências.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 11:13 PM

“outubro 31, 2005
Tomada de posse
Por:Isabel Faria
Alguns dias depois, que estas coisas têm que se deixar levedar.
Antes da apresentação da lista proposta para o executivo da Junta, o Presidente da Mesa da Assembléia anterior, abriu um espaço para serem apresentadas declarações dos eleitos, representando as forças políticas.
O cabeça de lista do PSD, novo Presidente da Junta, apresentou publicamente o acordo feito entre o PSD e a CDU, do qual saiu o executivo da Junta e o Presidente e os secretários da mesa da Assembleia. Começou-se a notar um ar de família...nada que não se pudesse suportar. Seguiu-se o representante da CDU. Nada de explicações, nada de falar em alianças. Estamos aqui para salvaguardar os interesses dos munícipes. Esta é a nossa preocupação. (…) O executivo foi aprovado com 7 votos a favor – do PSD e da CDU e 5 contra – do PS e do Bloco (…)”.

Lembra-se também de ter escrito este post, não se lembra? Eu só hoje o descobri. Reparará que a explicação que o meu camarada deu então é exactamente a mesma que eu tenho dado por aqui. Reparará que é então a própria Faria que fala de “acordo feito entre o PSD e a CDU”. Porquê essas tretas de coligações e alianças de que constantemente fala quando está careca de saber que o que houve na Pena (e noutras) foram acordos pós-eleitorais? Por pura chincana política para obter ganhos partidários. E depois vem você falar em ódios? Ganhe juízo! Já tem idade para isso.

Publicado por: Margarida às abril 25, 2006 11:41 PM

Maggy, se reparars em houve um erro que foi emendado no meu comentário. Chamei-te Isabel. Já pedi desculpa à Isabel por tal ofensa.

Compará-la com alguém que na hora de luto consegue achincalhar o próximo é demais. Mas já vi que segues as táticas normais. Onde é que estiveste hoje que não te vi. Na tasca a beber copos?!?!?! ou com os amigos da Mocidade no Largo do Caldas?!?!?!? ou a bajulares o SG Gigante para teres resposta à posta lá de baixo?!?!??!

Publicado por: Daniel Arruda às abril 25, 2006 11:56 PM

Margarida, se as tuas acções tivessem consequências desde o dia (para não falar antes) em que resolveste assumir outro nome para me difamares e que foste descoberta, que tinhas tido vergonha e não tinhas voltado aqui a pôr os pés...e sabes Margarida de ti até é possivel insinuar que foste da Mocidade Portuguesa...sei lá se foste...sei lá se és do PCP...sei lá se és mulher..sei lá se existes...não tens nome. Não tens rosto. Não tens história. A Margarida que aqui passa, pode ser tudo. Ou nada. È o preço do anonimato. Sobretudo se, como aconteceu contigo, já te deste ao trabalho e ao desplante de criar outros nicks e de abrir emails em meu nome...de ti, Margarida, é possivel achar tudo.
Um dia publiquei aqui uma fotografia minha e convidei-te a ires á Freguesia da Pena e pedires para falar comigo...depois Margarida, quando tiveres cara e nome e passado e presente, então podes usar o termo difamação. Até lá, não tens legitimidade para o fazer. Porque de mim sabes tudo.Não escondo nada e quando inventas, deturpas, difamas, não estás a falar dum nome. Estás a falar duma pessoa. E de ti, Margarida, fala-se de quê???

Podemos pensar que és A ou B ou C. Podemos até achar que temos certezas. Nas certezas que temos pode encaixar a história da Mocidade Portuguesa. Não foste? Então prova-o. Tem coragem para te dar nome...e depois terás razão em mandar comprar um espelho a quem te continuar a acusar baseado em dados que tu provas que são errados...até lá, Margarida, és um nome. A quem nós demos uma cara. Informação errada? Terás que ser tu a provar. A nós caberá, se formos honestos, posteriormente, pedir-te desculpa pelo erro. Mas a prova tem que ser tua. Só pode.
Como já disseste muitas vezes as acções têm consequências. O anonimato, sobretudo quando usado para fazer o que tu fazes, tem a consequência de permitir ao outro criar a história que quiser. Ou que lhe contaram. Que lhe afirmaram ser a realidade.
Não é? Repito só há alguém que o pode provar. Tu.
Para nós há algum tempo que tens nome e cara. E aí não te estamos a difamar...prova-nos que estamos errados. Ou aguenta as consequências dos teus actos. Como repetes que se tem que fazer.

Publicado por: isabel faria às abril 26, 2006 12:01 AM

Daniel, reparaste que em nenhum momento, nenhum, a Margarida teve uma palavra de apreço, um sinal de luto, por um Presidente duma Junta que tem uma coligação (acordo pós-eleitoral como ela teima em dizer) com o seu partido? Ou um desejo de melhoras para os trabalhadores que ela tanto diz defender? nem uma?


Publicado por: isabel faria às abril 26, 2006 12:19 AM

Quanto os Trabalhadores são militantes do partido dela, pelo menos uma é. Começo a achar que ela nem é do PCP. É uma agente infiltrada do CIS.

Quantoa ao passado na Mocidade não é mentira. Foi ela mesma que o disse. Para quem quis ouvir. Tal como o facto de se ter juntado ao PCP em 74 para ter algum aproveitamento disso. Tachos sabes, no sindicato e essas coisas. É por isso que ela fala tantas vezes na coligação de Lisboa. Não é pelos resultados eleitorais. Porque se acabou um dos tachos. Dela e de uns amigos construtores civis e empreiteiros que recebiam obras sem concurso, como num dado Bairro de Lisboa. Gostava que voces o conhecessem, mas ele tem medo de dar a cara. É muito conhecido. Na rua dele.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 12:50 AM

Mais do que provocadores, estes dois, Faria e Arruda são reles provocadores e uns troca-tintas rascas. À substância nada dizem porque nada têm a dizer. São um triste exemplo do que tem sido alguma da chamada "extrema-esquerda" deste país: ignorantes, intriguistas e principalmente anti-comunistas, tropa de choque da extrema-direita antes, da direita agora. Umas nódas.

Publicado por: Margarida às abril 26, 2006 10:40 AM

Isabel, ela não gostou do que escrevemos, mas sobre os factos nada. Como vês não desmentiu nada do que aqui escrevi. Nem pode.

Á substancia nada dizemos. Pois não. A substancia é que uma pessoas morreu. Outras continuam gravemente feridas e nós é que não falamos da substancia. Ela que ainda não foi capaz de uma palavra de apreço, nem pela camarada que está internada e nós é que não falamos de substancia.

Vou pôr aqui outra vez o final do último comentário para ver se enxerga
Quantoa ao passado na Mocidade não é mentira. Foi ela mesma que o disse. Para quem quis ouvir. Tal como o facto de se ter juntado ao PCP em 74 para ter algum aproveitamento disso. Tachos sabes, no sindicato e essas coisas. É por isso que ela fala tantas vezes na coligação de Lisboa. Não é pelos resultados eleitorais. Porque se acabou um dos tachos. Dela e de uns amigos construtores civis e empreiteiros que recebiam obras sem concurso, como num dado Bairro de Lisboa. Gostava que voces o conhecessem, mas ele tem medo de dar a cara. É muito conhecido. Na rua dele.
Quem cala consente.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 10:52 AM

Margarida, aconselho-te a teres um bocadito de tento na lingua...estou numa fase de falta de paciência acentuada. È apenas um aviso. Se lhe quiseres chamar outro nome qualquer, à vontade. Vindo de ti, qualquer infãmia, acaba por ser um elogio.
O problema não é, portanto, de ofensa, é apanas de falta de paciência. Eh pá, e parece que não se compra...
A falta de paciência poder-me-á, sei lá, dar cara à informação que te dá cara...tenta controlar-te. É que não sei se dura muito. A falta de paciência....

Publicado por: isabel faria às abril 26, 2006 10:52 AM

Mais do que provocadores, estes dois, Faria e Arruda são reles provocadores e uns troca-tintas rascas. À substância nada dizem porque nada têm a dizer. São um triste exemplo do que tem sido alguma da chamada "extrema-esquerda" deste país: ignorantes, intriguistas e principalmente anti-comunistas, tropa de choque da extrema-direita antes, da direita agora. Umas nódoas, sem emenda.

Publicado por: Margarida às abril 26, 2006 01:05 PM

Provocadores, nós?!?!? Expulsos de onde?!?!?!? da TAP.

Queres mesmo que continue?!?!?!?!?!??!?!?!?!

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 01:12 PM

Da TAP, Daniel???? Nap...a única vez que fui expulsa foi do Mc Donalds do Rossio...tava lá ao serviço do Imperialismo e da extrema direita...vai daí entrou um hamburger (da TAP...agora é que me lixaste...)e pimba...expulsou-me. Não entendeu o meu papel de nódoa.
Nunca percebi se fui acusada de intriguismo ou de anti-comunismo..o parvo (ai agora, chamei parvo ao hamburger!!!tou ainda mais feita) disse que nem com maionese confessava...Daniel, é tão giro ser uma nódoa...bem com a TAP é que me lixaste mesmo...eu que fujo dos aviões como o Diabo foge da cruz...ser expulsa da TAP...o que tu me fazes pá
(Olha agora só uma curiosidade: qual será a extrema-esquerda que a nossa amiga acha que tem sido bem comportadinha???? tu queres ver que...).

Publicado por: isabel faria às abril 26, 2006 01:33 PM

Mais do que provocadores, estes dois, Faria e Arruda são reles provocadores e uns troca-tintas rascas. À substância nada dizem porque nada têm a dizer. São um triste exemplo do que tem sido alguma da chamada "extrema-esquerda" deste país: ignorantes, intriguistas e principalmente anti-comunistas, tropa de choque da extrema-direita antes e da direita agora. Umas nódoas, sem emenda.

Publicado por: Margarida às abril 26, 2006 01:49 PM

Parece um gramofone dos antigos. A agulha prendeu ali. Denota alguma falta de inteligência. Aliás, de originalidade. Não bastava ler intrevenções de 25 de Abril decalcadas do que escreve aqui como agora deu em papagaio. Sim Maggy, sim já entendeste que só não te denunciámos ainda porque não queremos. Porque não somos da tua laia. Porque no fundo nos divertimos à tua custa.

A escolha é tua. Ou queres continuar a ser gozada (já que não gozas de outras formas) ou então coneças a portar-te com um juízo que pela tua idade já devias ter.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 02:15 PM

Mais do que provocadores, estes dois, Faria e Arruda são reles provocadores e uns troca-tintas rascas. À substância nada dizem porque nada têm a dizer. São um triste exemplo do que tem sido alguma da chamada "extrema-esquerda" deste país: ignorantes, intriguistas e principalmente anti-comunistas, tropa de choque da extrema-direita antes e da direita agora. Umas nódoas, sem emenda e irreformáveis.

Publicado por: Margarida às abril 26, 2006 02:45 PM

Isabel, quem é que lhe dá a palmada nas costas. Tu ou eu????

Para ver se ela se desengasga. ehehehehe Até lá em cima ela anda a pôr este comentário.

Publicado por: Daniel Arruda às abril 26, 2006 03:15 PM