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maio 31, 2006
Independencia para a Madeira, JÁ!!!!!!!!!!!!!
Com alguns milhares de assinaturas se faz uma petição para exigir ao Parlamento que discuta um possível referendo sobre a Independência da Madeira. Acho que chegou a altura de deixarmos de nos lamúriar ou indignar com as sucessivas trapalhadas, provocações e faltas de respeito do Alberto João Jardim. Chegou a hora de se fazer algo.
Eu sozinho nada posso fazer, mas fica aqui o repto a quem quiser juntar-se. Pode ser que até sejamos mais do que aqeiles que pensamos ser. Pela minha parte fartei-me dos desvarios do sujeito. Sabemos que o Parlamento não vai fazer nada que ponha em causa a unidade do território mas pelo menos puxávamos para as primeiras páginas dos jornais a discussão que a meu ver é inadiável e mostrávamos ao Alberto João que já há quem se esteja a fartar dele. Até na Madeira.
Depois, sempre quero ver se a Madeira é auto-sustentável.
Bora lá a isto.
Publicado por Daniel Arruda às 10:26 PM | Comentários (6)
Para mim é uma afronta.
Não deve haver pessoa que goste mais de futebol do que eu. Muito em particular do meu clube e da minha selecção, mas daí até isso me tolher o pensamento ainda vai um bom bocado, como se costuma dizer.
Eu trabalho numa empresa onde se pára a produção para ver os jogos das selecções nas grandes competições. Foi assim no Euro e será assim no Mundial. Neste momento, tanto quanto sei apenas falta acordar com os trabalhadores a forma de se pagar esse tempo de paragem. No Euro o que se fez foi no dia a seguir prolongar-se o tempo que se tinha estado parado a ver o jogo. Não deverá diferir muito desta vez. Mas sei perfeitamente que isto é um caso raro. A maioria dos trabalhadores não vai ter esta possibilidade. A maioria não, mas os políticos podem. Podem alterar a sessão plenária de tarde para de manhã para poderem assistir ao jogo de cadeirão. Podem, porque é disso que se trata, trabalhar apenas meio dia decidindo eles próprios sobre a sua folga à tarde. Mas se a sessão passa para de manhã, será que podemos depreender que de manhã os nossos deputados não tinham nada para fazer? Não havia audições, comissões ou qualquer uma das outras coisas que se devem fazer no Parlamento????
Será que é assim que se quer credibilizar a política. Não sei quem foi ou foram os partidos favoráveis a esta alteração, não sei se foram todos ou apenas a maioria, se foi o PS com partidos à esquerda ou à direita. O que me parece certo é que esta situação demonstra bem o profundo desrespeito que a classe política tem pelos trabalhadores que nesse dia, por muito que gostassem de ver o jogo, vão ter de estar nos seus trabalhos.
Sinceramente esperava que alguém se tivesse demarcado desta coisa. Mas ninguém o fez, pelo menos que eu tivesse ouvido.
Em nome daquilo que represento, dos valores que defendo e do Partido onde milito e sou dirigente só posso mesmo é pedir desculpa a todos os que sentiram esta alteração como uma afronta, tal como eu a senti.
Publicado por Daniel Arruda às 08:33 PM | Comentários (3)
Esperas ou partidas?

O que é que faz com que soe a partida e não a espera?
O ligeiro inclinar da cabeça ?
O preto e branco?
Ou a distãncia?
Publicado por Isabel Faria às 02:40 PM | Comentários (4)
O pesadelo do meu sonho enganou-me

(é ou não parecido com quem vocês estão a pensar??? Não é...vai-se embora daqui a 15 dias...)
Quando começaram a aparecer lá em casa, assim p’ró escuro, feias como o caraças e mal encaradas, olhei uma ou duas de frente e pareceu-me reconhecer algumas caras. Ok, não vale a pena entrar em pormenores...assim, tipo caras que povoam os meus pesadelos...não me apetece escarrrapachar os nomes não vão os monstros escuros e mal encarados processar-me por difamação...
Afinal, os especialistas dizem que aparecem na Primavera e que desaparecem em quatro semanas...não me parece que sejam os gajos...tenho a impressão que um deles, o que me pareceu mesmo que estava a voar na minha cozinha, pelo menos, fica mais cinco anos...
Publicado por Isabel Faria às 12:07 PM | Comentários (3)
maio 30, 2006
Uma decisão inédita
Uma questão que não é fácil. Um tribunal da Califórnia considerou que os bloguers, tal como os jornalistas profissionais, têm direito a manter a confidencialidade das suas fontes de informação. Acho apesar de tudo um princípio perigoso, pelo menos em Portugal (não conheço bem a blogosfera de outros países, mas sei que a americana é bastante diferente da nossa nos conteúdos e motivações) tendo em conta aquilo que muita gente tem tentado fazer por aí. Quem não se lembra dos Riapas, apenas para dar um exemplo.
Acho que em Portugal a importância da blogosfera ainda não chegou a este ponto mas era importante se calhar importante resolver-se este problema por antecipação com um debate sério. É que o caso da Apple foi um negócio de milhões, muito diferente dos nossos tostões blogosfericos, mas quem sabe se um dia não se chegará a um ponto similar.
Publicado por Daniel Arruda às 08:35 PM
Southpark
Não sei se entre os visitantes do Troll há fans da série Southpark. Eu sou e vejo aquilo sempre que posso. Um amigo mandou por mail um link para um site onde podemos construir s nossas personagens para esta série.
Eu resolvi fazer uma á minha imagem e por isso ficam desde já a saber quando eu tiver uma personagem minha eu quero que ela seja assim...

Gostaram???????? EU ADOREI. Não sei, estava mesmo a pensar em assumir esta imagem para artigos de opinião e folhetos de propaganda. O que acham?
Publicado por Daniel Arruda às 08:27 PM | Comentários (1)
Voltou ao seu nível.
As coisas que me afastam do Daniel Oliveira devem ser á mesma proporção daquelas que me aproximam dele. É mais ou menos assim um Amor/Ódio. Temos imensas coisas em comum e ao mesmo tempo tantas coisas em que divergimos radicalmente. Há no entanto uma qualidade que não lhe posso negar. É para mim o melhor blogger português e a sua ausência da blogosfera nunca foi preenchida por ninguém. Voltou agora com um novo blog o Arrastão e voltou com postas curtas, espectaculares, ...
Esta é para mim do melhor, que tenho lido por ai. Daquelas postas de fazer inveja de não me ter sido eu a lembrar de a escrever .
Ben vindo de volta que fazias cá falta.
Publicado por Daniel Arruda às 12:37 PM | Comentários (10)
Fim de Crónica - TU

30 de Maio de 1990
“Vá, está na hora de ir para o Bloco Operatório. Como é que passou a noite? Vamos medir a tensão”
“ Passou calma. Dormimos bem…”
“ 12/8??? Porque é que não teve essa tensão sempre e escusávamos de a ter cá tido todo este tempo???? Não vai levar o caderno consigo, pois não?”
“Não, dê-me só um minuto. Deixe-me só escrever uma coisa, pode ser?”
“Um minuto…”
Vai ser a nossa última viagem, contigo dentro deste barrigão, meu amor. Vêm-nos buscar numa maca, vamos descer o elevador. Depois a mãe adormece (foi o que explicou a Sra. Enfermeira), quando acordar, tu estarás deitadinho a meu lado.
Deixa-me tocar só mais uma vez e sentir-te...creio que estás a dormir. Dorme bem, serinho, hoje, vai ser a tua vez de esperares que eu acorde.
Se acontecer alguma coisa...se acontecer alguma coisa...amo-te.
“Então é hoje ou amanhã???”
“Já está, não se zangue comigo”
Depois e hoje
A primeira palavra. Nã. Foi a primeira palavra. E era usada sempre que chegava a hora da sopa. Ou do banho. Ou de ir para a cama. A intensidade variava conforme a insistência. E cheguei a pensar que um dia se dedicaria à ópera.
Os primeiros passos. Tinha que ser com a bola nas mãos. Percorria metros e metros com a bola entre as mãos. A bola caia e zuz, catrapuz, o João Pedro seguia-lhe a trajectória e lá vinha mais um arranhão. Taí. Também foi das primeiras palavras. Avisava sempre antes de começar a chorar. Depois do aviso vinham as lágrimas.
Mãe és tão flatinha. Eu sou muita nane e tomo tonta de ti.
Quando começaste a dizer os cc, os rr e a saber dizer grande, começou a ser a dois. Até hoje, temos tomado sempre conta um do outro. Não nos temos dado mal.
Esta noite tivemos que dormir os dois...resultado de um fim-de-semana de mudanças de móveis e de arrumações e desarrumações...e de cá estarem os avós e de não haver muitas camas e de...cum caraças, tás nane, meu amor. E eu gosto de adormecer a ouvir a tua respiração...respiração de nane e de folte.
É giro, eu que gosto tanto das palavras, hoje não as encontro. Devem voltar mais logo, quando me tiver recomposto do som e do calor da tua respiração nos meus cabelos...de vez em quando vou-te comprar um quarto novo e convido os avós e, assim, a falquita arranja uma desculpa para passar o dia com o som e o calor da tua respiração nos cabelos...só de vez em quando...vá lá...soube tão bem.
Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (14)
maio 29, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 14º dia

29 de Maio de 1990
O médico avisou, ontem de manhã, que só haveria vaga na sala de operações para amanhã, às 11.00 horas.
São 20.45h. Já jantámos e, agora, não vamos poder comer mais nada. Hoje, meu amor, não vai haver chá nem bolachinhas. As próximas que comeres, estarás comigo. Depois, comerás as tuas bolachinhas, sozinho, sem ajuda, apenas com a tua vontade.
Não tenho medo. Não tenhas, tu também, meu amor. Não vais encontrar um Mundo muito bonito, vais encontrar um amor muito grande. Não vais encontrar uma vida muito fácil, vais encontrar muito carinho. Não vais encontrar tudo que gostaria de ter para te dar, vais-me encontrar sempre, com tudo o que tenho para te dar.
Não são fáceis estas últimas horas. É, ao mesmo tempo, uma despedida de nós e os momentos de te preparar as boas-vindas. A avó trouxe o primeiro babygro para te vestir. Pedi-lhe que trouxesse um verde. Da cor do campo que víamos da nossa janela. Amanhã, a esta hora, vais estar, aqui, juntinho a mim, com um fatinho verde vestido. E preparado para continuarmos a viver.
Vou ter tantas saudades de sentir as tuas cambalhotas dentro de mim, como prazer em te descobrir. Vou sentir tanto a falta dos teus pontapés como vontade de te amar. Mas, tenho a certeza, amanhã e nos dias que se seguem, não vamos ter tempo para ter saudades de nada nem sentir falta do que quer que seja. Amanhã, serinho, a esta hora, vamos ter uma vida para viver.
A enfermeira acabou de trazer o comprimido para dormirmos. Vamos tentar fazer-lhe a vontade.
Até já, João Pedro.
Publicado por Isabel Faria às 06:01 PM | Comentários (4)
Indonésia, 28 de Maio
Ciclicamente a Natureza relembra-nos a nossa (real) dimensão.
Publicado por Isabel Faria às 03:39 PM
Políticos, futebol e construtores
Porque será que nos últimos dias os jornais resolvem dizer coisas que já todos sabemos.
Hoje o DN vem com uma entrevista de Paulo Morais que foi alegadamente afastado das listas do PSD á Camara do Porto por pressões de alguns construtores civís.
Nesta entrevista e no seu livro vem falar dos interesses obscuros que minam o poder, especialmente o poder local. Nada de novo portanto. Mas nós cidadãos continuamos a abrir a boca de espanto a cada frase deste género. Até parece que no nosso dia a dia não nos deparamos com este tipo de questões. Quando vemos construções em cima de cursos de água, as zonas verdes a serem destruídas, quando vemos grandes superfícies a nascerem como cogumelos, urbanizações sem nexo nem suporte, enfim um sem número de situações que seria fastiodio enumerá-las aqui todas.
Não quero aqui tecer juízos de valor sobre este ex vereador. Não sei os porquês do afastamento dele. Ainda para mais numa camara como a do Porto que como sabemos não é um modelo de competencia, governada na última sessão por uma coligação contranatura com um vereador comunista aliado aos socias democratas de Rui Rio. Muita coisa veio a lume nesta autarquia como desde logo as guerras do futebol no controle do poder local. Quem não se lembra da Luta Boavista / F.C. Porto e do plano de promenor das Antas. Ou do Tunel do Metro e a ligação á Gondomar do major Valentim.
Uma coisa é certa. São precisas mais que palavras para denunciar as estranhas ligações perigosas do poder local com os construtores e os clubes de futebol. É urgente e necessário para que não sejam meia dúzia a comer á mesa do orçamento porque isso implica que as pessoas hão-de continuar a ser mal servidas. É preciso transparência nos concursos públicos, nas exposições de motivos e nas contas. Tudo coisas que actualmente nos faltam.
Publicado por Daniel Arruda às 03:30 PM
A coisa voltou botar faladura
Se é "auto-viável" e "auto-sutentávell. Se até nem tem paciência para nos aturar...será que não podia ser mesmo um cadito mais radical???!!!
Ok, eu sei. Não se pode nem se deve misturar o povo madeirense com esta coisa que de vez em quando manda umas parvoíces cá para fora e persegue impunemente...mas não haverá mesmo nada nem ninguém que diga à coisa, obrigadinho, a gente agradece, atão é assim não se fala em independência, por ainda não houve a tal tragédia, mas cria-se o tal sistema juridico que permita que não vá dinheiro do Orçamento de Estado...assim, ficamos todos contentes e a bailar. A coisa porque é "auto-viável", o País porque poupa uns Euros valentes...e até se podia fazer só para experimentar...tipo provisório...a coisa talvez aprenda (sou tão optimista...) a ser menos arrogante e os madeirenses a definitivamente se verem livre dela...
Publicado por Isabel Faria às 02:38 PM | Comentários (3)
maio 28, 2006
Uma posta que não sei que nome lhe hei-de dar
Ontem colei aqui um post com o título hipocrisia. Hoje apetecia-me fazer o mesmo mas isto de repetir títulos a torto e a direito não é muito recomendável. Por isso não sei que nome lhe hei-de dar. Se calhar vai ser mesmo esse.
O Papa Bento XVI pelos vistos já se esqueceu quem foi Ratzinger. Ratzinger antes de ser Cardeal, Bispo e essas coisas todas foi um modesto padre. Um padre do Exercito Alemão. Do exercito do III Reich. Do exército de Adolfo Hitler, das SS ... Do exército que matava com prazer centenas de judeus por dia. Ratzinger já se esqueceu das fotografias que felizmente existem em que ele confraternizava em amena cavaqueira e visível boa disposição com assassínos. Das festas e ocasiões solenes que ele partilhou e deu a benção juntamente com os carrascos da humanidade.
Mas certamente que o Papa Bento XVI nada tem a ver com este padre alemão, pois sem uma ponta de mágoa ou arrependimento esteve ontem a homenagear as vítimas de Auchwitz. É sempre interessante de se ver que um carrasco ao fim de tantos anos homenageia aqueles que com o seu silêncio cumplice foram mortos, mas mais interessante de se ver é a forma como o passado é lavado e reapresentado.
Se houvesse um prémio para a cara de pau do ano este já estaria ganho pelo Padre Ratzinger. Ou será que devo dizer pelo Papa Bento XVI? É que não podem certamente ser uma e a mesma pessoa.
Publicado por Daniel Arruda às 10:51 PM | Comentários (4)
Vinte e oitos de Maio

Chegou a casa depois de um dia de trabalho e de duas horas de viagem. As janelas abertas e a casa sem luz, não auguravam nada de bom. Meteu, a medo, a chave na fechadura. Entrou devagarinho. Na escuridão, que invadia toda a casa, não o encontrou. Ao lado da cama, caído, tinha dado mais um passo no caminho que escolhera. Acabou o dia sozinha, na sala de espera, fria, do hospital. Voltou. No outro dia, ela voltaria, a medo, a meter a chave na fechadura.
Faltavam dois dias, para nasceres, meu amor. Apenas faltavam dois dias para te ter comigo. Nada nos iria separar. O pesadelo ficara, definitivamente, escondido naquele recanto da memória, onde só se pode ir, quando se está cheio de força e de vontade de viver. Agora até podia lá ir, tinha a certeza que voltaria intacta. Sentir o bater do teu coração, era a certeza de ter sobrevivido. Sentir os teus pontapés era a certeza que tinha feito a escolha certa.
Faltavam dois dias para te ter comigo. Valia a pena ter sobrevivido. E escolhido. Nunca mais estaria sozinha, nem teria medo do que iria encontrar atrás da porta.
Havia mais dois parágrafos no Post que há um ano escrevi. Deles apenas me apetecia repetir que são bons os amigos...Do resto dos parágrafos, o tempo, o dia de ontem a montar um quarto com o João Pedro, em que ele teve que fazer quase tudo e só ao fim, memso, mesmo, ao finzinho é que me disse "Vá lá, vá lá...mesmo assim ainda ajudaste muito...és tão azelha a fazer coisas com as mãos..." e o beijito quase a cair para o lado de sono e de cansaço, à meia noite em ponto, a memória duma noite no Bairro Alto, ao som, talvez de Jazz, talvez de música brasileira, quem consegue recordar a música se tem uma mão para recordar, do resto dos parágrafos, dizia, não ficou mais nem dor, nem mágoa. Até a memória quase que não sobreviveu.
Do primeiro parágrafo deste post também não ficou mágoa...apenas a certeza de que sem ele hoje não seria eu, e a alegria de lhe ter (creio que, mais ou menos inteira) sobrevivido.
Ao longo do ano que passou tive tantas vezes esta certeza....nos olhares que troquei, nos bairros que percorri para eleger Sá Fernandes, nas lutas em que acreditei e nos sonhos que sonhei. Na tua pele.
Há anos em que fazer balanços custa...não custa este balanço.
PS: Apenas uma nota final, em resposta ao post do Daniel: Têm que ser mais de quarenta e menos de cinquenta, amigo. Até agora eu e a vida andamos de contas certas...ninguém deve nada a ninguém...se fossem só quarenta alguém estava em divida...se já fossem cinquenta, iden, iden...Um obrigado a todos os que lá deixaram os parabéns, à Emièle pelo post no Pópulo e a ti também amigão, que apesar de um bocadinho antipático, te lembraste dos parabéns e de mandar o bolo pelo irmão do Bono...E olhem, porra que já estou farta de escrever, vim aqui à pressa, que tenho que continuar a montar móveis...Até logo!!!! Confesso que me faltava esta: passar um dia de aniversário a montar móveis...que mais me irá acontecer???
Publicado por Isabel Faria às 05:30 PM | Comentários (8)
Parabéns
Hoje é dia de anos de alguém especial. A nossa Zabelinha faz aninhos e não queria dizer nada aqui ao pessoal. São quantos? 50? 40? ou algo mais ao meio?
Bem já que não te posso dar os parabéns pessoalmente vou mandar o irmão do Bono. Espero que gostes do bolo.

Que a gente vá vendo muitos.
Publicado por Daniel Arruda às 11:10 AM | Comentários (24)
maio 27, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 12 Dia

27 de Maio de 1990
Chegou ao fim o último Domingo, Joãozito.
Hoje, a família, os amigos, os colegas de Lisboa decidiram fazer uma romaria ao Hospital de Santarém. Por momentos, senti-me a mãe da Maria do Céu. E, queres saber? Soube bem!!
Só que estou de rastos e tu também deves estar que a mãe quase que nem te sente. Creio que hoje vamos estar a dormir na hora das bolachas.
Entretanto, logo de manhãzinha, antes de começar a confusão, estivemos na nossa janela. E vimos o Tejo. Creio que foi a força necessária para aguentar a hora da visita.
É bom estar rodeado de amigos, mas não há dúvida, meu amor, e isto é um bocadinho feio de dizer, mas não há dúvida, dizia eu, que os melhores momentos são os que passamos só os dois. Na nossa janela, por exemplo. Aguardando que os últimos dias passem e despedindo-nos destes meses em que nos tivemos, um ao outro, 24 horas em 24 horas.
Estou cansada e um bocadinho melancólica. Não dá para te explicar o que se passa na cabeça e no coração da mãe. Um dia, quando fores maior, e estivermos, os dois, a passear ao pé do Tejo, se descobrirmos, lá de longe, a janela onde te trazia a passear, a mãe tentará contar-te um pouquinho do que se sente nestes últimos dias, em que te tenho só para mim e em que tu só me tens a mim.
Até amanhã, bebé. Dorme bem.
Publicado por Isabel Faria às 11:21 PM | Comentários (3)
Hipocrisia
E cá em Portugal alguém ficou admirado com esta notícia? Será que ninguém sabia que isto acontecia? Estamos todos tão chocados não estamos? A população que passa a vida toda a virar a cabeça para o lado para não ver vem agora dizer ao que horror. Crianças a trabalhar. Sim crianças a trabalhar, ali e em muito lado e ninguém faz nada. Quantas vezes as mais diversas organizações chamaram á atenção para isto? Perdi a conta. Mas não é só ali. Há mais, muitas mais crianças a trabalhar, porque as famílias precisam de dinheiro a maior parte das vezes e outras, menos, porque sempre foi assim na família. Num país cada vez com mais miséria em que nos queremos comparar á Europa desenvolvida na média de computadores por família, na venda de carros, nos indices tecnológicos temos vergonha de olhar para o país que temos. para a nossa realidade. Uma realidade de miséria encapotada. Do faz de conta. De milhares de pessoas a passarem fome pelos mais diversos motivos. Porque temos uma sociedade que exclui ao invês de incluir.
Deixemo-nos de hipocrisias, de choques tecnológicos, de aparencias e de demagogias. Olhemos uma vez na vida para o país real e resolvamos os problemas.
Publicado por Daniel Arruda às 01:50 PM | Comentários (2)
De Blogger para Blogger
Ponto Prévio - Por isso gosto de música. Porque houve sempre alguém que soube escolher as palavras certas antes de mim. O que fazer nesse caso? Plagiar as palavras que não são nossas ou ir em frente e usá-las da melhor forma possível.
No outro dia a Isabel postou aqui sobre rostos. Aqueles com que nos cruzamos. Mas há os rostos que não conhecemos a não ser de uma fotografia mas com quem temos empatias. Pessoas que apenas lemos e que respeitamos. Pessoas que aprendemos a gostar atravês das palavras. É o caso de alguns bloggers e deste em particular. Depois de um post ontem, e no seguiimento de mais duas anteriores, fiquei a pensar. Sim, embora não pareça ás vezes penso e acho que de certa forma sou co-responsensável por algum desencanto que ali transparecia.
Se uma canção ajudar, gostava que fosse esta, pelo simbolismo das palavras. Desculpem-me lá mas se a blogosfera não servir para isto, para eu exprimir o que sinto, o que penso então para que servirá?????
Publicado por Daniel Arruda às 11:45 AM | Comentários (3)
Campo Pequeno
Uma posta para aqueles que só conhecem o campo pequeno hoje. Ele já foi assim:

Para depois estar assim:

e mais recentemente assim:

Não ponho aqui nenhuma foto do "novo" Campo Pequeno porque não é esse o objectivo. Usei o Campo Pequeno porque me parece o exemplo do que um a má política de urbanismo pode fazer a um centro da cidade. Vejam os enquadramentos das épocas. 1º em 192..., depois em 1947 e ainda em 1987. Aquela que poderia ser uma zona nobre da cidade transformou-se numa amalgama de prédios e casa descaractrizando a área. Já pouca gente sabe que foi ali, nos terrenos ao lado da Praça que nasceu o Futebol em Portugal. Os 1ºs derbys entre os ingleses do Carcavelos e do Sport foram ali. Com balizas trazidas ás costas pelos jogadores. Já poucos se lembram que foi ali ponto de partida de centenas de marchas populares. Á semelhança do que escrevi há pouco tempo sobre o Café Império também aqui se assiste a um reescrever da história. A própria re-inauguração foi um espeho disso. Nada se falou de história a não ser a evocação de cavaleiros e matadores de toiros. Onde está a história do Campo Pequeno. A história do fim de Lisboa e início dos subúrbios tal como era em 1900.
Começo a achar que sou eu que ligo demasiada importancia á nossa história. Parece que mais ninguém o faz.
Publicado por Daniel Arruda às 09:05 AM | Comentários (1)
maio 26, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 11º dia

Hoje não vamos ter tempo de escrever muito, meu amor. Quando ia a começar a fazer estas notas diárias entrou-me, pelo quarto adentro, uma enfermeira, para me levar a uma enfermaria, a fazer umas coisas técnicas que não te vou explicar, porque para além de não ires perceber, não tiveram piada nenhuma. Nem percebi porque se hão-de fazer estas partes técnicas quando são horas de ir dormir, mas também não perguntei. Queria era fugir dali, e vir para aqui para o nosso cantinho.
Agora, que chegámos, já aí vem o chá e as duas bolachas e, a seguir é hora de recolher. Como nos quartéis...não sabes o que é um quartel? A mãe depois explica, mas não te preocupes que não é nada de muito importante nem com muita piada.
Hoje, o dia voltou a ser cansativo com imensas visitas e imenso barulho. A ciganita que nasceu ontem chama-se Maria do Céu e é muito bonita.
Apesar das partes técnicas chatas e de hoje nos terem dado uma sopa de cebola sem sal, não nos podemos esquecer que este é o último fim-de-semana que aqui vamos passar. Perante isto, ataquemos o armazém das bolachas e, a seguir, vamos fazer ó-ó.
Publicado por Isabel Faria às 09:25 PM | Comentários (1)
B...(não sou capaz...) móveis para vender. Aceitam-se propostas.
Segundo o Público, José Sócrates disse, hoje, na AR que está a pensar em vender algum património do Estado, mas que isso não vai constituir uma receita extraordinária, por se tratar de "imóveis inúteis e que apenas causam despesa"
Ok, então mas aproveitando a onda não se poderia alargar a coisa a "móveis inúteis que apenas causam despesa"?
Eu tenho uma dúzia de nomes, assim já de repente, para enviar para o Sr. Primeiro Ministro para que ele tente incluir no pacote. Serve este post para pedir a amável coloboração e boa vontade de tod@s para o ajudar. Sempre me ensinaram, nas poucas noções de economia que tenho (eh pá se não é economia, é contabilidade, finanças, gestão...sei lá, coisas com números e assim), que vender por grosso é mais barato...deve ser tão difícil arranjar comprador que o preço baixo deve ajudar...vá lá, au travail, mes enfants!!!! Tratem de arranjar uns móveis (eu queria dizer "bens" mas custa-me juntar o termo aos nomes que me estou a lembrar) móveis, isto é, que mexam, creio que é a única condição, para o Governo se ver livre de despesas inúteis...e até ajudava a melhorar a imagem do País...hoje apareceu aí um guru qualquer norte-americano (acho sempre giro chamar guru a alguém...sobretudo se tiver guita...) a dizer que a imagem de Portugal lá fora é de arrepiar os cabelos do peito de quaquer pessoa (sim meninas, o nosso também...procurem bem faxavor!!!).O Mira Amaral estava impressionadíssimo...parecia que nunca tinha tido nada a ver com nada e que acabava de chegar de Júpiter...
Publicado por Isabel Faria às 07:52 PM
Brasil, essa é a sua cara!
Mandaram-me isto por mail. é o vencedor do 1º Festival Livre de Animação na America Latina . Vejam a animação (é rapidinha) que mostra a inversão de valores que estamos vivendo...
Não há mais palavras. Vejam e pensem.
Publicado por Daniel Arruda às 03:25 PM | Comentários (2)
Quem vê, TV, sofre mais que no WC
A televisão de ontem e a televisão de hoje. Ainda sou do tempo em que havia um canal para o país todo e para o 2º Canal era precisa uma antena melhor e mesmo assim nem sempre se apanhava o sinal em condições. A televisão que se fazia em Portugal era má. Muito má. E ainda havia a taxa que se pagava todos os meses.
Nessa altura, os Taxi escreveram uma canção que falava disso. Havia o TV Rural do Sousa Veloso, os desenhos animados do Vasco Granja, a Maria de Lurdes Modesto com a sua culinária, as entrevistas da Margarida Marante, o "você decide" e aqueles concursos que "ai meu deus", para não falar da obrigatória transmissão de um jogo de futebol por jornada.
Hoje temos 4 canais em sinal aberto e muitos por cabo. Mas a canção continua actual, é que a qualidade continua a ser miserável. Não têm conta a quantidade de vezes que corro os meus 48 canais ( já ignoro os 3 canais generalistas que por norma não dão uma para a caixa) e não há um que esteja a dar uma coisa de jeito. Por isso e pela homenagem a essa banda tão à frente no tempo que conseguiu sem saber escrever coisas que em 2006 continuam actuais, hoje deixo aqui este clássico dos Taxi "quem vê TV". Para o fim de semana.
Publicado por Daniel Arruda às 10:55 AM | Comentários (6)
Também vão acabar???
Há meses, quando o Miguel Vale de Almeida anunciou que iria abandonar a vida partidária, toda a gente, nomeadamente ligada ao PCP, viu divisões graves no Bloco, o desmoramento do Bloco, o fim do Bloco...
Agora, depois de já no ano passado não ter concorrido pelo Partido nas Eleições Legislativas, Isabel de Castro, para muitos a "cara" dos Verdes, anunciou que iria sair do Partido, decepcionada com a vida partidária. Será que vai já tudo a correr, nomeadamente os mesmos que viram na saída do Miguel o fim do BE, ver o fim dos Verdes e já agora da CDU e por arrasto do PCP?
Publicado por Isabel Faria às 09:25 AM | Comentários (10)
maio 25, 2006
Ainda as escolhas de Scolari
Eu admito que sou treinador de bancada. Precebo de tácticas e técnicas de futebol o suficiente para manter uma discussão. O meu tema de eleição é mesmo as histórias do futebol. Quem marcou aquele golo, quem fez o passe, o onze tipo da Alemanha no Mundial de 82, ...
Mas há os treinadores de bancada que são "opinion makers" e que se julgam muito importantes autorgando-se o direito de atacar tudo e todos como se eles tivessem sempre razão. Normalmente não têm. Por isso escrevo esta posta ainda por causa das escolhas de Scolari e da campanha até agora dos nossos sub-21. Lembro-me de ouvir muitos comentadores da nossa praça defenderem que Scolari deveria convocar Raúl Meireles, Quaresma, Moutinho e outros foram mesmo mais longe, ao defender Manuel Fernandes e Hugo Almeida. Não foram um nem dois, foram muitos como João Querido Manha, Pedro Gomes, Costa Monteiro, um inanarrável sujeito da SIC Notícias do qual não me lembro o nome, entre tantos outros. Espero amanhã ouvi-los dizer que estiveram errados. Que aqueles jogadores podendo um dia vir a ser muito bons não passam agora de uns miúdos sem experiência que se borram à primeira dificuladade.
Quaresma foi neste dois jogos um jogador vulgaríssimo, Moutinho tentou dar perfume quando se precisava de suor, Meireles, OK, o menos mau dos 3 mas, mesmo assim, mediocre. Não quero tirar o valor a estes jogadores, pois têm muito, mas ainda têm de comer muito pão para chegarem ao nível que uma competição internacional como um Euro ou um Mundial exige.
Acho que Scolari fez as escolhas certas mas seria exigível aos que tanto mal falaram que amanhã saíssem a público reconhecerem que erraram. Era o mínimo em nome da credibilidade do nosso jornalismo.
Publicado por Daniel Arruda às 11:15 PM
Timor
Não sabia bem o que escrever sobre este tema porque as razões não me são claras. Uma guerra de poder? Um conflito económico? Um ajuste de contas antigo?
O que é certo é que Timor está à beira da Guerra Civil e espanta-me a forma como desde o início da tensão este problema tem estado a ser gerido. Parece-me evidente que ninguém está com pre-disposição para o diálogo. O governo que está às turras com a presidência. Os revoltosos que cada vez mais são uma amalgama de interesses mas cuja motivação principal ainda não está conhecida, embora eu aposte em interesses ocultos de uma série de empresas petrolíferas que gostariam de ter interesses em Timor numa altura de instabilidade no Médio Oriente e já agora na Venezuela (embora esta seja diferente). A Igreja normalmente tão expedita a apaziguar os ânimos desta vez nada faz, talvez melindrada com alguma perca de regalias que o governo de Alkatiri a brindou há uns tempos atrás.
Com isto tudo é complicado fazer um juízo concreto das coisas que se estão a passar mas estou certo que a comunidade internacional deve saber muito sobre isto, sobre os bastidores da coisa, pelo menos a julgar pelas declarações do presidente da Ass. Geral da ONU, do envio ultra rápido das forças Australianas e da ausência de uma explicação que seja do nosso Minístro dos Negócios Estrangeiros no Parlamento. Pelos vistos todos sabem muito bem o que se passa e já o deveriam saber antes de isto estalar de vez.
Acho que como cidadãos de um Mundo em que as armas falam cada vez mais alto que os esforços de paz nos devemos todos interrogar sobre este caso que se não é sui geniris para lá caminha
Publicado por Daniel Arruda às 10:57 PM | Comentários (3)
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 10º dia

25 de Maio de 1990
Finalmente, uma festa neste hospital!!! Amor, estás a ouvir o barulho lá fora? Viste quando vínhamos do refeitório, aqueles senhores, senhoras, meninos, meninas e bebés espalhados pelas cadeiras, pelos corredores, sentados no chão???
Estão à espera dum bebé cigano que vai nascer. A mãe está na sala onde os bebés nascem, o pai anda a fumar cigarro depois de cigarro (a enfermeira diz que não vale a pena dizer que não se pode fumar...) e estão cá as famílias todas à espera que o menino (ou menina, a mãe não perguntou) nasça.
Aqui, no hospital, diz-se que os ciganos são sempre assim: quando nasce um ciganito novo, quando alguém fica doente, quando...são sempre assim, Joãozito. Vêm todos e falam e esperam e falam e esperam. Agora só se vão embora quando nascer o bebé.
Até lá, duvido que possamos dormir...mas não é grave. Serve para quebrar a monotonia. E deve ser bom o menino que lá está dentro da barriga da mãe saber que tem tanta gente à espera. Espero que mãe não se tenha esquecido de o avisar, e que ele já venha preparado para esta festa toda. Ou, então, vai apanhar cá um destes sustos...
Olha, meu amor, hoje a enfermeira disse que o médico amanhã vai falar com a mãe, mas que não deve cá estar na Segunda Feira. Só nos devemos ver na Terça. Eu e tu. Fiquei um bocadinho triste, por não estares cá nos meus anos...mas estes são os últimos em que não apagas as velas comigo. Prometido???
Agora vamos tentar dormir e esperar que, como dizem lá na terra, a cigana tenha uma hora “curtinha”. Gosto de os ouvir ali, mas também não desgostava de dormir um bocadinho.
Faz como a mãe, pensa que só faltam 4 dias. O sono vai, de certeza, chegar!
Publicado por Isabel Faria às 10:48 PM | Comentários (1)
Psssiiiuuuuu....

Hoje o Troll esteve quase todo o dia assim...faz-lhe bem. Toda a gente, mesmo que seja um Blog, tem que ter dias assim...eu também tive...um dia assim. Não estive a dormir, apenas me ofereceram uma estrela de presente adiantado de aniversário...foi a grandalhona, mas ainda maior do que aparece na imagem...grande mesmo...vou só colocar a minha crónica do dia...e vou embora, devagrainho, para não acordar o Troll nem fazer tremer a luz da estrela que me ofereceram de presente adiantado de aniversário....pssssiuuu...não podemos mesmo fazer barulho!!! Até amanhã!!!
Publicado por Isabel Faria às 09:55 PM
Il regestra

The man is back. Hoje vão acabar 12 anos de sonhos. Hoje vai ser transformado em realidade o maior desejo de todos os benfiquistas. A nossa lenda viva, o nosso "menino" vai voltar a casa. Há quem diga que está velho. Há quem diga que vem para a reforma. Digam o que quiserem. Se o que dizem fosse honesto deviam estar felizes por Rui Costa voltar á Catedral. Porque não vai acrescentar valor. Mas sabem que isso não é verdade. Rui Costa acrescenta valor em todas as vertentes ao clube. A começar logo pela parte comercial. Camisolas, canetas, canecas, bolas e tudo o mais que tiver a imagem do Rui será fonte de receita. Mas na parte desportiva não consigo compreender como se diz que um jogador com menos de 25 anos está imaturo e tem muito que aprender e a partir dos 31/32 está velho. Então joga á bola quando? Canavarro voi vendido ao AC Milan esta época com 36 anos. Maldini tem 39. Baresi jogou até aos 40. Costacurta foi titular até aos 39. Lothar Mataeus foi titular do Bayern até aos 38, Alan Shearer jogou no Newcastel atá aos 38 e os exemplos que eu poderia dar aqui eram mais que muitos mas acho que estes chegam para explicar o ponto de vista.
Rui Costa é uma lenda viva do nosso clube. Lembro-me do então jogador do Fafe (emprestado pelo Benfica), marcar um golo fabuloso ao México no Mundial sub-20 de Lisboa. Lembro-me de o ver marcar o penalty contra o Brasil nesse mesmo Mundial. O que resolveu tudo, o da vitória, para vir a correr para junto da nossa bandeira (a que tinhamos levado para pôr na vedação da Luz) e comemorar conosco o feito. Lembro-me do golo contra a Irlanda. Um chapéu com mais de 30 metros que nos pôs no Europeu da Belgica. Não me consigo esquecer do golaço contra a Inglaterra na Catedral que deu a reviravolta no resultado durante o Euro 2004, quando já diziam que ele estava velho. A imagem do golo que ele marcou na Luz, pela Fiorentina, com um estádio a aplaudir e ele sem saber o que fazer começou a chorar porque marcou um golo ao seu Benfica. Não compreendeu que um golo dele será sempre um golo do Benfica e se tivermos de perder que seja com um golo dele. Lembro-me da sua estreia nas competições da UEFA contra o Sparta de Praga.........
Por tudo o que eu me lembro e que seria fastidioso enumerar aqui só posso estar feliz pelo regresso do nosso Rui. Vem que a tua casa estará sempre aberta para ti. De portas escancaradas.
Publicado por Daniel Arruda às 09:33 AM | Comentários (4)
maio 24, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 9º dia

24 de Maio de 1990
Não temos novidades,serinho. Veio cá a avó Inês e trouxe-te um fato pequenininho que fez para ti.
Comemos peixe cozido ao almoço, o que é raro acontecer, tirando 97% das refeições.
O peixe cozido não tinha sal, o que é raro acontecer, tirando 99.9% das refeições.
Fomos fazer um novo CTG e a mãe acha que tu já acompanhas a música, com os teus pezitos na minha barriga. A tensão manteve-se alta, mas estável.
E foi um dia calmo. Pedi para ir um bocadinho para a janela da sala de espera, enquanto não havia visitas. Dá para ver o Tejo e a planície. Do outro lado vê-se a terra da mãe e dos avós.
Ontem, um amigo trouxe um livro e hoje, à janela, estive a lê-lo, alto, para ti. Possivelmente não percebeste. Mas a mim soube bem. Fala de buscas. Da busca da razão da vida. De uma razão para a vida. Hoje não precisaria de o ler para a encontrar, mas já aconteceu...outros tempos, muito antes de teres começado a brincar e a chuchar no dedo, dentro de mim.
Talvez fosse a leitura do livro e o Tejo que permitiram que não custasse muito a pergunta que, a mãe sabia, um dia viria.
“Nunca tem visita às sete, pois não, Isabel?”
Não, nunca temos visita às sete, vingamo-nos com a das duas...e com a nossa janela cheia de azul e de verde, pensei, baixinho, para ti.
“Não está cá o pai do João Pedro”, respondi. Não menti. Não está cá o pai, meu amor.
Publicado por Isabel Faria às 10:57 PM | Comentários (1)
Pessoas que se cruzam connosco















Olhar os rostos. Descobrir o que nos têm para contar. E o que escondem...gosto de olhar rostos. E de os ler.
Às vezes, não vale a pena cruzarmo-nos com eles. Outras sim. Mudam as nosas vidas. Os que não vale a pena, valem como rostos. Só...mas aprende-se sempre. Com o que nos dizem. E com o que nos escondem.
Publicado por Isabel Faria às 09:51 PM | Comentários (5)
Oração

Hoje recebi isto por Email. Tirando o problemazito de ser ateia, de não ter marido nem cartão de crédito e de, normalmente, ser comedidazeca nos ataques de ciúmes, também me sinto mais segura enquanto não me levanto...ah, e não costumo ser gananciosa...a não ser por chocolates, babas de camelo, doces com amêndoas, latas de leite condensado, arrozes doces, bolos bolachas, mousses da manga e cerejas com caroço...acho que é tudo.
Querido Deus.
Até agora o meu dia foi bom:
* não fiz fofocas,
* não perdi a paciência,
* não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata nem irônica,
* controlei o meu SPM,
* não reclamei,
* não praguejei,
* não gritei,
* não tive ataques de ciúmes,
* não comi chocolates,
* Também não fiz débitos no meu cartão de crédito (nem do meu marido)
e nem passei cheques pré-datados.
Mas peço a tua proteção, Senhor, pois estou para me levantar da cama a qualquer momento....
Publicado por Isabel Faria às 12:03 PM | Comentários (9)
SOOOOCCOOORRRRRRRRRRRRRRROOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Nos últimos dias tenho estado assim. Uma autêntica montanha russa, não de emoções que essas felizmente têm andado bem, mas de trabalho, de coisas para fazer e ver que a lista do que passa para o dia a seguir fica cada vez maior.
SOOOOCCOOORRRRRRRRRRRRRRROOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Daniel Arruda às 11:53 AM | Comentários (3)
Violência doméstica

Há uns tempo deixei aqui um post sobre a violência doméstica. Na altura, causou polémica ter usado uma foto da Guernica para o ilustrar.
A Amnistia Internacional publicou hoje um relatório sobre a violência doméstica em Portugal. No ano passado morerram 33 pessoas vitimas de violência doméstica. Quase 3 mulheres por mês, morreram vítimas de maus tratos de familiares próximos.
Há milhares de pessoas que morrem vitimas de guerras. Milhares vitimas de repressão. O mesmo relatório da AI fala do conflito na provincia de Dafur no Sudão, que já matou milhares de pessoas e obriga milhões a abandonar as suas casas e as suas terras.
E reconheço a minha incapacidade de não me apetecer voltar a colocar a mesma foto a ilustrar um post sobre 33 mulheres que morreram em Portugal, vitimas da violência dos homens que amaram, que amam. Com quem fizeram as suas vidas. Muitas vezes, pais dos seus filhos. Mortes que, normalmente, culminam anos de violência diária, de ofensas, de agressões, de marcas que ficarão para sempre .
Nunca serei capaz de contabilizar a violência pelo número de mortes. Para mim, cada vida, uma vida, vale uma vida. A vida. E a ideia de se morrer, de se sofrer às mãos de quem se ama e em quem se confia, seja mulher ou seja criança lembrar-me-á sempre a imagem da Guernica. Multiplicada por 33 em 2005, as que não se puderam queixar ou por 18.133, as que ainda foram a tempo e tiveram coragem para o fazer. Só o não voltar a ilustrar um post com a mesma foto me leva a escolher, hoje, uma outra. De duas mãos que se acreditaram dadas para percorrer caminhos e que , às vezes, acabam assim. Ou acabam.
Publicado por Isabel Faria às 11:24 AM | Comentários (5)
maio 23, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 8º dia

23 de Maio de 1990
Na noite de Sábado para Domingo, tinha entrado no quarto uma rapariga, ainda muito jovem com um bebé, acabado de nascer.
Nunca a ouvi falar, nunca a vi sorrir, nunca a vi chorar. Dela, recordo, apenas, a ausência de olhar. Nunca a vi olhar. No Domingo, não recebeu uma visita. O bebé não mamava, a enfermeira vinha buscá-lo, na hora das mamadas. Ela levantava-se, devagar, e saía. Sem um gesto, a não ser os passos que a levavam ao corredor. Normalmente voltava, quando o bebé já estava no berço. Sentava-se na cama ou deitava-se. Sempre sem expressão. Ontem, vieram falar com ela, logo pela manhã. Deixou o bebé no berço e foi, acompanhada de uma enfermeira e de outra senhora. Durante o resto do dia, a cena repetiu-se. Por mais duas vezes voltou a sair do quarto acompanhada. E a voltar.
Esta manhã, cedo, ainda não eram nove horas, a mesma senhora que cá tinha estado ontem, veio buscar os dois. Mãe e filho. Cerca de uma hora depois, ela voltou. Sozinha. Vestiu-se, pegou nas suas roupas e saíu. Nunca olhou para trás.
Na hora da medicação, a senhora da cama ao lado perguntou à enfermeira se tinha acontecido alguma coisa ao menino. “A mãe deu-o para adopção, e já foi para casa”, disse. Parece-me que também não havia expressão na sua voz.
No quarto fez-se silêncio.
Felizmente que nós podemos sair do quarto para almoçar , meu amor. A mãe precisa de aproveitar o caminho para o refeitório para respirar. E para te dizer que não era este o Mundo que te queria dar.
João Pedro, quero dar-te um mundo em que as pessoas olhem. Ajuda a mãe a fazer um Mundo em que as pessoas olhem.
Depois, meu amor, vamos descansar. Preciso de sentir-te para ter a certeza que vale a pena. Um beijo, para ti, serinho, e desculpa as lágrimas. Às vezes, é preciso chorar. Entre as coisas que te hei-de ensinar, para além de ouvir música, contar e rir, é que, às vezes, é preciso chorar.
Nota: A primeira parte deste texto, contrariamente às outras que aqui tenho deixado, foi feita de memória. Não sou, neste momento, capaz de aqui deixar as palavras que, nesse dia, escrevi no meu bloco. Até, ou sobretudo, porque não julgo que tenha esse direito. Nelas há perguntas, há dúvidas que me ultrapassam. Por respeito e pudor guardá-las-ei para mim.
Publicado por Isabel Faria às 11:03 PM | Comentários (3)
Não sabe??
Que já tenha sido decidido há tempo e nunca cumprido, não é de estranhar. Vai sempre uma longa distância entre tomar as decisões e pôr em prática as decisões. Sobretudo quando são decisões politicas destas, que se misturam com preconceitos morais e com “desculpas” morais para não serem cumpridas. E quando não há fiscalização em “campo”, para verificar se as decisões estão a ser mesmo cumpridas.
De qualquer forma, segundo o director do Instituto Português de Sangue já em finais de 2005 que a decisão de retirar do site do Instituto na Net o “aviso” de que seriam excluídos dadores homens que tenham tido sexo com homens, tinha sido tomada. Só que estamos em meados de 2006 e o “aviso” continua lá...e os profissionais continuam a fazer a pergunta e a excluir os dadores...
Mas estranhas, estranhas são as declarações de Almeida Gonçalves que o DN cita, quando questionado sobre o enquadramento dos dadores homens que “tenham sexo com homens”
“Não lhe sei responder. Não sei dizer se um homem ter sexo com homens, mesmo se for sexo protegido, é um comportamento de risco ou não. Não posso responder ainda a essa questão sobre o que é exactamente comportamento de risco."
Mas o Director do IPS não sabe o que são comportamentos de risco? E não sabe que sexo protegido entre homens não é menos seguro que sexo protegido heterossexual? E não sabe que, neste momento, o grande grupo de risco são os casais heterossexuais, porque é o que mais continua a fazer sexo desprotegido? E não sabe responder o que é um comportamento de risco? Mas a pessoa que está á frente do IPS, não devria ter algumas certezas? Não deveria saber distinguir comportamentos de risco de tipo de relações? E saber que uns não dependem do outro?
Publicado por Isabel Faria às 04:53 PM | Comentários (5)
Não é uma fatalidade
´Hoje ainda não tinha tido hipotese de vir aqui mas nã podia deixar de escrever algo sobre esta notícia.. Porque é preocupante e acima de tudo porque não é uma fatalidade, no sentido de não ter solução.
Todos sabemos que a legislação Portuguesa não permite que se venda alcool a pessoas com idade inferior a 16 anos. Então como arranjam estes adolescentes a bebida. Obra e graça do Espírito Santo? Não me parece. Eles bebem porque ninguém respeita a lei, a começar pela própria polícia que pode estar a ver e nada diz, como acontece em muitos supermercados deste país. Em qualquer país civilizado a desculpa do "foi a minha mãe que me pediu para vir ás compras" não pega. Num bar não se fecha os olhos porque afinal é mais uns trocos que entram e de certeza que não se acreditam que os miúdos bebem apenas em casa assaltando o bar dos pais.
Faça-se cumprir a lei. Sensibilize-se as pessoas para esta temática e diga-se que não basta colar uma folha A4 a dizer que é proibido e depois nada se fazer. Se não se fizer isto vamos andar os próximos anos a lamuriarmo-nos sbre o mesmo.
Publicado por Daniel Arruda às 04:21 PM | Comentários (5)
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 7º dia

22 de Maio de 1990
Hoje acordámos ainda mais cedo. Tu acordaste ainda mais cedo. Voltaste a pôr aquele pezito maluco, ali espetado, por volta das seis da manhã. E já ninguém aqui dormiu (ninguém, sou eu e tu, percebeste, meu amor?).
Claro que a esta hora, estamos os dois mais mortos que vivos.
Fomos fazer o CTG. Havias de ver o olhar espantado das enfermeiras a verem-nos entrar de gravador em punho. Só uma delas sabia que, a partir de agora, CTGs só de Quatro Estações no ouvido. Correu bem. Parece que resultou. Ainda me descontrolei um bocadinho, mas, ao fim, a tensão manteve-se nos 14,5. O teu coraçãozinho continua óptimo. A enfermeira diz que vais ser jogador de futebol...tal a força do coração e a quantidade de pontapés.
Estiveram cá os avós e a tia Leta. A tia trouxe dois paninhos de tabuleiro com o nosso nome bordado. Num havia um IM e no outro um JP.
Ao fim, quando os avós saíram, ficou um bocadinho para tràs e veio-me pedir desculpa por serem só dois...expliquei-lhe que nós somos só dois. E que sempre que houver visitas em casa, se usarão panos de tabuleiro, não bordados. A tia Leta, perguntou ainda se isso não me fazia medo. Não enquanto estiveres comigo, respondi-lhe. Creio que ficou mais descansada. E nós ficamos com dois panos de tabuleiro, para tomar o pequeno-almoço na cama, ao fim-de-semana.
Desde Sábado que temos uma Senhora, no quarto que vai cá ficar dois meses. Até a bebé nascer. Tem diabetes e não poderá sair do hospital. Chorou todo o dia, até à visita das Sete, em que o marido a veio visitar. Depois, parece que acalmou um pouco.
Sabes, serinho, na nossa vida, temos que procurar calma onde nos seja possível encontrá-la. Seja no pai que nos acompanha na visita das Sete, seja nos nossos nomes bordados em dois pequenos panos de tabuleiro.
A mãe tentará ensinar-te isso. Às vezes fico com um bocadinho de receio de não ter tempo para te ensinar tudo...eu senti o pontapé, amor. Claro que vou ter tempo!
Hoje, apesar de cansados, sinto que estamos, ambos, calmos. Talvez porque a primeira coisa que te estou a ensinar é a ouvir música. E a contar. E já aprendeste que a contagem decrescente para nos termos um ao outro, já começou.
Publicado por Isabel Faria às 09:31 AM | Comentários (9)
maio 22, 2006
Mil cento e onze
Estou cheia de trabalho. Tenho que ir comprar uma cama. E tenho uma porrada de gente a gritar à minha volta. Acho que está tudo louco. E tenho também que comprar o colchão. Convém não esquecer o colchão. O que é que eu faço para acalmar esta gente que está completamente passada e aos gritos, parece o mercado do Bulhão em dia de campanha eleitoral? Ah, esperem lá já vos falei da cama...é que com esta gente toda eu já não tenho a certeza se tenho que comprar mesmo a cama...e se lhes mandasse um grito...mas eu quando grito fico esganiçadíssima...aliás eu sou esganissadíssima (desculpem ir com ç e depois com ss mas eu não faço ideia se é com ç ou com ss e não quero que me chamem ignorante e assim)... mesmo quando não compro camas já sou, vocês conseguem imaginar o esganissamento (esganiçamento?) no dia de comprar o colchão...os gajos estão cada vez a gritar mais...quer-me parecer que possivelmente estão a tentar que eu os ouça...na volta estão a falar comigo...falo-lhes do colchão? será que há alguém que me ajude??? Ai1111 isto era suposto ser ai!!!! mas esqueci-me de carregar na seta e saiu mil cento e onze...juro que não...não bebi nada...não fumei uma broca...não vi o Jerónimo a dançar com o Luís Filipe, não ouvi o gajo do CDS que não me lembro como se chama a dizer que vai estar no Governo quando eu fizer não sei quantos anos...ai...pois, o problema tá aí...é da semana...olhem, é mais um ou menos um?...porra pá...logo me havia de vir aquele mal encarado para me lembrar de coisas tristes...2009 u tanas....vou comprar uma cama...ah tavas a falar comigo??? mas não vês que eu não ouço...podias falar mais baixinho faxavor...tou em balanço...fico sempre assim na semana em que estou em balanço...ainda se agrava mais quando compro colchões...já uma vez, quando ainda tinha a certeza do sinal , que eu tinha prometido que nunca mais comprava um colchão na semana do balanço...fico sempre assim. Tadinha. Tenho imensa pena de mim.
O raio desta gente foi-se embora a encolher os ombros...será que estavam a falar comigo? Tadinhos...tou capaz de lhes emprestar o colchão velho...sou uma boa alma, no fundo.
FIM.
Publicado por Isabel Faria às 05:38 PM | Comentários (5)
Pinóquio
Publicado por Daniel Arruda às 02:47 PM | Comentários (2)
Notas soltas sobre o Mundial de Futebol
Portugal nunca ganhou a Angola, tendo estes 11 jogadores em campo.
O Irão ganhou aos EUA no Mundial de 98. Em 2002 os EUA ganharam a Portugal e por isso ou a lógica é uma batata ou então o Irão pode ser considerado melhor que Portugal.
Portugal não ganha ao México há mais de 40 anos.
Depois disto ainda me vão dizer que o grupo de Portugal é fácil
Publicado por Daniel Arruda às 01:31 PM | Comentários (4)
Rede Natura no Seixal
Hoje é o dia Internacional da Biodiversidade. Já várias vezes aqui deixei escrito que achava este tipo de dias uma treta. Aquilo que se está a passar hoje não podia ir mais ao encontro daquilo que tenho dito. Em Portugal este dia é "comemorado" com o reforço da mensagem que pretende vingar este ano que é o da defesa e preservação da Rede Natura.
Para mim que moro num concelho onde existe uma parcela da rede natura e onde o executivo camarário foi insensível a um abaixo assinado de 4000 assinaturas para não se destruir parte desse terreno a construir habitação social, passando o projecto depois de um curtíssimo periodo de discussão pública para a fase de concurso. Mas o que se espera de quem autoriza uma piscicultura intensiva no Sapal de Corroios, no coração da Reserva Ecológica Natura, o abate ilegal de Sobreiros que são espécie protegida para receber contrapartidas financeiras ou de quem tem as lamas ácidas da Sidurgia Nacional há anos sem tratamento ou destino.
Mas ainda voltando à Rede Natura, todos sabemos que este bairro social (já agora discordo deste conceito de bairro, mas isso ficará para outras núpcias), é apenas uma porta que se quer abrir, para destruir toda a parcela da Rede Natura, pois o Novo PDM , que ainda não está aprovado, já quer redefinir aqueles terrenos para terrenos urbanizáveis. Todos no Seixal sabemos o que está previsto para a zona do Fogueteiro. Para além do Hospital, este espaço está também destinado á escola de polícia, para não falar da cintura viária da Peninsula de Setúbal que também terá um dos seus nós principais nessa zona. Mas quem pensa que a zona é virgem engana-se. Uma empresa já se instalou ali. Uma empresa de cimentos.
Será que o concelho está tão saturado que é preciso destruir o pouco que nos resta para construir mais e mais? Não é o que o executivo diz, mas se não é mostrem-no e passem estes projectos para outro lado, onde não seja proíbido construir, ou que pelo menos não seja preciso atropelar a lei para o fazer.
Por isto já não me espanta que se venha defender campanhas para no terreno se fazer exactamente o contrário. Fica-lhes bem.
Publicado por Daniel Arruda às 08:59 AM | Comentários (10)
Happy birthday, Sir

Parabéns à família. O papá faz hoje a bonita idade de 147 anos (se não me enganei nas contas...Edimburgo, 1859...é isso né???).
Este post é também um desejo de boa semana para todos os admiradores da dupla (do trio), em especial (desculpem lá, mas eu sei que ele é o fã nº1) para o meu colega Daniel.
Já agora e para não andar sempre aqui a colocar o Google...espreitem o Google. Aquela gente encanta-me!!!!
Publicado por Isabel Faria às 07:55 AM | Comentários (2)
maio 21, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 7º dia

21 de Maio de 1990
Ontem não deu para escrever nada. Ficou uma folha em branco. Apesar de tudo, parece que a normalidade, aqui, é menos difícil de suportar. Pelo menos, é muito menos cansativa. Se o Sábado foi um desastre, o Domingo foi, mesmo, para esquecer.
Hoje fomos fazer uma ecografia. Está tudo bem contigo só que, definitivamente, não deste “a volta”. Meu amor, a mãe deve dizer-te que, apesar disso significar um buraco na barriga, te compreendo perfeitamente. Quem é que troca estar comodamente sentado no barriguinha da mãe por andar de pernas para o ar?
O Doutor disse que isso vai implicar uma cesariana (aquele tal buraquito que te falei, e que não me rala nada) e que possivelmente não vamos aguardar até ao dia 4 de Junho. Falou lá para Segunda ou Terça-Feira da Semana que vem. Meu amor, se for Segunda, nascemos no mesmo dia. Depois tu emprestas-me o teu bolo para pôr as minhas velas???
Talvez falte, apenas, 8 dias, para ver a cor dos teus olhos. Hoje, na ecografia, bem tentei, mas não resultou.
O Doutor disse, também, que amanhã vamos, de novo fazer o CTG, agora, ao som das Quatro Estações. Vais ver que vais gostar, e eu vou conseguir que a tensão se mantenha em níveis aceitáveis. Promessa de mãe.
Olha, serinho da mãe, vem aí a Sra. Enfermeira com a chávena do chá. Está na hora de ir à gaveta buscar o nosso “suplemento” diário de Bolachas Triunfo.
Hoje estou feliz. Esta tarde a tensão estava controlada. E tu estás farto de saltar. A sério, desde a ecografia que não paraste de me dar pontapés. Deves ter gostado de te ver na televisão. Eu adorei. Como vamos ser do mesmo signo, devemos ter gostos semelhantes!
Ao ataque, as Bolachas Trinufo esperam por nós!!!
Publicado por Isabel Faria às 05:59 PM | Comentários (3)
A bandeira
"A mais bela bandeira do Mundo", 18.750 mulheres emocionam jogadores".
Eh pá, a gente não somos jogadores...mas, meninas que passam pelo Troll, se fossem homens a fazer a bandeira, a gente não se emocionaria só com 18000??? Não eramos "gajas" para dispensar os 750????
Publicado por Isabel Faria às 10:52 AM | Comentários (4)
O meu Sábado e o problema dos caracois não terem rodinhas
Por:Isabel Faria

Ontem quase não passei por aqui. Não fosse o Daniel a aguentar a assoalhada e tinhamos mesmo fechado para balanço.
Isto de trabalhar em equipa é muita gratificante e permite manter os bichos vivos... obrigado Dani.
Depois de uma manhã dedicada a "coisas de mulher", cabeleireiro, compras e assim, à tarde dei um ar mais abrangente à coisa, vi o Tejo, vi o mar (com letra canininha), a Serra, encontrei amigos, fui a uma exposição de pintura, comi queijadinhas de Sintra, vi uma feira em S.Pedro de Sintra com uns senhores a cantar e decidi que pertencer a um coro será o meu futuro quando deixar o Troll e mais umas coisas que já nem me lembro bem...
Isto à tarde.
À noite estava eu calma e serena, preparada para dar alguma assistência à assoalhada, quando toca o telefone e ouço uma voz vinda do além...(conheço este tom de algum lado)...sabes quem fala...hum...sabes ou não...hum...então...não...é o S...o QUEM???????
Era. O S tinha desaparecido do nosso (meu e duma catrefa de amigos) convivio quando há três anos e tal se tinha casado...sabiamos que tinha ido viver para Antuérpia, a mulher é (ok, o tempo terá que mudar) belga e ele foi de malas aviadas. Vamos jantar? ...ok. Fomos.
Sempre tive um problema com o S. Nas frases. Sempre achei que ele era muito lento a falar e nunca tive paciência para o deixar acabar. Eu acabava sempre primeiro as frases dele e ele ficava capaz de me comer (salvo seja!!!).
O jantar foi muito engraçado.
Ele contou-me como essa teoria sobre esse tal problema de ser lento a acabar as frases lhe transformou a vida toda... Dizias sempre que nunca te casarias, mas se um dia o fizesses seria para toda a vida, disse-lhe. Pois, mas não tive tempo...Não tiveste tempo? Não. Um dia ia para lhe dizer que achava bem que fossemos tratar do Tejo ( o cão dele...) que andava a perder pêlo e só fiquei no tratar, ela disse-me acho que sim, eu amanhã passo pela Conservatória...há seis meses, ia-lhe a dizer que achava bem que pensássemos em ir a Portugal...fiquei pelo pensássemos, e ela disse-me acho bem, isto não está a dar...vamos à Conservatória...e pronto.
No resto do jantar vi-me à rasca para não terminar alguma frase que o pudesse levar a mandar da ponte ou a bater no italiano que não parava de cantar...
Disse-lhe que ia fazer um post sobre o seu problema com as frases...posso? Claro. E posso contar o casamento? Claro. E o divórcio? Claro. Vocês adoram escrever e falar sobre nós...põem sempre aquele ar de que ou nos conhecem muito bem ou nunca nos hão-de conhecer, tipo ou somos um caso perdido ou... somos um caso perdido!! E vocês não falam sobre nós, não??? Claro que sim. Discutimos se são...Boas ou não, disse eu. Isso... Continuo a ser um bocado lento a acabar as frases, não? Impressão tua.
PS: Eu sei que prometeste que nem te darias ao trabalho de ler o que eu escrevi sobre ti...mas se leres (eu vi que guardaste o papelito com o nome do site...), o italiano cantava bem...a história da Conservatória é que te deixou ainda com mais mau feitio...
Publicado por Isabel Faria às 09:39 AM | Comentários (2)
maio 20, 2006
Jornalistas pois claro
O título desta posta poderia ser, "Querem ver que no fim a puta sou eu", tal o absurdo da questão.
Souto Moura diz que a investigação ao caso conhecido como Envelope 9 demorou um més e que só está pendente da resolução dos resursos apresentados pelos jornalistas que não deixam, e bem, que se abram os seus computadores. De qualquer forma Souto Moura vai adiantando que não existe nenhuma espécie de culpa do Ministério Público e que "O inquérito revelou já que a Portugal Telecom faltou às suas obrigações legais de «de cuidado e diligência devidos na revelação de dados pessoais».". Mas falta ainda apurar a culpa ds jornalistas a quem está bom de saber vai caber a fatia de leão das culpas.
Podiam-se escreve-se tratados sobre esta vergonha mas acho que não vale a pena para já. É o coorporativismo dos juízes e do Ministério Público a trabalhar na perfeição, com a complacência de Procurador claramente e comprovadamente incompetente para o cargo que ocupa, qual marioneta neste jogo de poder. Vergonhoso, palhaçada, imoral, qual será o adjectivo que melhor pega para esta fantochada. Será que vai contar com a complacência do Sr. Silva? Temo que sim.
Por isso vou-me guardar porque tenho a impressão que vou ter mais vezes para escrever sobre isto.
Publicado por Daniel Arruda às 02:35 PM
Querida esposa

Ás vezes pode-se usar o blog para mandar mensagens a pessoas. Para expressar pedidos, desejos e outras coisas. Hoje chegou-me via mail um pedido ás nossas (dos amantes do Futebol) esposas. Não podia deixar de o tornar público. Já sabes "morzinho", esta carta também é para ti.
Compadre, obrigado pela carta, diz á Suzaninha para vir dar uma espreitadela para o caso de ainda não lha teres enviado em carta registada.:)
Por falar em Suzaninha, Parabéns, entraste no restrito grupo dos "intas"
Querida Esposa
1. De 9 Junho a 9 de Julho de 2006 deves ler as secções desportivas dos jornais, de forma a estares ciente do que está a acontecer no mundial de futebol. Assim, ficarás capacitada a estar dentro das conversas. Se não o fizeres estarás no mau caminho e serás completamente ignorada. Não reclames por não receberes qualquer atenção.
2. Durante a Copa do Mundo, o televisor é meu, a toda a hora, sem qualquer excepção. Ficas avisada que poderás perder um olho, no caso de fazeres uma piscadela para o remote do televisor.
3. Se tiveres que passar em frente ao televisor durante um jogo, eu não notarei, desde que estejas rastejando e o faças sem me distrair. Se decidires levantar-te nua em frente ao televisor, tem a certeza que pegas um resfriado, porque não terei tempo de levar-te ao hospital ou tratar de ti durante o mês da copa.
4. Durante os jogos estarei cego, surdo e mudo. Excepção será quando exigir uma bebida ou algo para comer. De certeza que estarás fora de ti se esperares que te escute, abra a porta, atenda o telefone ou apanhe o bebé que há bocado caiu, porque isso nunca acontecerá.
5. Será uma boa ideia boa se deixares sempre na geleira, 12 cervejas e petiscos. Por favor, não apresentes nenhuma careta engraçada aos meus amigos quando vierem assistir futebol comigo. Como retorno, estarás autorizada a usar o televisor entre as 0:00 até às 06:00 horas. Contudo, exceptuam-se os casos em que estiver a ser repetido um bom jogo que perdi durante o dia.
6. Por favor, por favor, por favor! Se me vires zangado porque uma das minhas equipas está a perder, não me consoles dizendo "supera isto, é apenas um jogo", ou " não te preocupes, eles ganharão da próxima vez". Se disseres estas coisas, dar-me-ás mais raiva e eu amar-te-ei menos. Lembra-te, tu jamais saberás tanto de futebol quanto eu e assim as tuas "palavras de encorajamento" apenas conduzirão a uma quebra no relacionamento ou até divórcio.
7. Tu és bem-vinda para te sentares comigo e assistir a um jogo e poderás conversar durante os intervalos mas só quando os "comerciais" estiverem no ar e o resultado estiver a agradar-me. Adicionalmente, por favor nota que estou a dizer "um jogo". Consequentemente, não uses a Copa do Mundo como uma boa desculpa para me perseguires e passares o tempo todo junto de mim.
8. As repetições dos lances "replays" são muito importantes. Não me preocupo se os vi ou não, quero vê-los de novo muitas vezes.
9. Diz às tuas amigas/amigos para não organizarem festas de crianças ou coisa qualquer que requeira a minha participação, porque:
a) Não vou,
b) Não vou, e
c) Não vou.
10. Mas, se um meu amigo nos convidar para a casa dele num domingo para assistir a um jogo, nós estaremos lá num instante.
11. O resumo do mundial apresentado diariamente é tão importante quanto os jogos. Não ouses dizer "mas tu já viste isto... por que não mudas o canal para algo que podemos todos assistir?" A resposta será "Ver a regra 2".
12. E, finalmente, por favor economiza as tuas expressões como "Agradeço a Deus que o mundial é só de 4 anos em 4 anos." Eu sou imune a estas palavras, porque depois disto vem a Liga dos Campeões, Liga Italiana, Liga Espanhola, Primeira Liga, Liga Portuguesa e etc...
Obrigado pela tua cooperação.
Publicado por Daniel Arruda às 08:43 AM | Comentários (6)
As escolhas de Marques Mendes
Há posições que são políticas e as escolhas para uma equipa que queiramos liderar não podem ser afectivas. Por isso é que estas mesmas escolhas são assim tão importantes, nos sinais que damos para fora, para credibilizar os projectos que queremos apresentar.
Quando alguém, neste caso o líder do PSD, apresenta Alberto João Jardim como número 1 da lista ao Conselho Nacional o que é que nos terá a dizer? Que o suporta, que o apoia, que é aquele o estilo que quer para o país, ...
Assim sendo Marques Mendes apoia a afronta que AJJ fez ao Parlamento e ao Presidente da República que ele tão generosamente trata por Sr. Silva. Pelos vistos também acha que o Governo irá enviar navios de guerra para o arquipélago para poder tomar conta da Madeira.
Já sabiamos que a capacidade de liderança de Mendes não era forte. O que ficámos agora a saber é que afinal ele não manda mesmo no Partido. É manobrado, usado e daqui a dois anos terá um fim marcado para dar lugar a um verdadeiro líder que discuta as eleições legislativas.
Publicado por Daniel Arruda às 08:14 AM
maio 19, 2006
Não há forma de não voltar (sempre) a Sophia...

Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo
Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa
Sophia de Mello Breyner
Publicado por Isabel Faria às 11:57 PM
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 4º dia

19 de Maio de 1990
Hoje foi o pior dia desde que aqui chegámos. Vieram muitas pessoas visitar-nos e isso foi muito bom, mas, a determinada altura, havia mais de 20 pessoas no quarto. E ainda os 3 bebés e as mães e nós...quase que não podíamos respirar.
Na visita das sete, porque é fim-de-semana, só nós estivemos sozinhos, mas a mãe sentiu que te fartaste de mexer. Obrigado por isso, meu amor.
Hoje não vou escrever mais. Estou, mesmo, muito cansada. Vamo-nos enrolar um no outro e dormir, assim, aconchegadinhos.
Publicado por Isabel Faria às 07:56 PM | Comentários (1)
É quase fim de semana
É quase fim de semana e o pessoal precisa de se divertir. Partindo do princípio que Israel não é Europa e a Turquia só com muito boa vontade pode ser considerada tal, geograficamente falando, está claro, penso que na próxima edição do Eurofestival da canção se deveria ponderar a hipotese de o Paquistão fazer parte do concurso para que estes génios possam ter o seu momento de fama internacional.
Publicado por Daniel Arruda às 02:25 PM | Comentários (3)
Carrilho e os Media
Aquando da publicação do livro de Manuel Maria Carrilho, deixei aqui um post em que falava do exagero da autovitimização e do tamanho do umbigo. No entanto, nem uma coisa nem outra devem servir para desviar a atenção dum dado fundamental: a comunicação social não é isenta. A Comunicação Social faz campamhas eleitorais, vende candidatos, manipula opiniões, faz fretes a Partidos e está completamente dependente do Poder económico. Claro que tudo isto vem nos livros que lemos há décadas e que não é novidade. Mas assim como creio que o problema do ego é real, também me parece correcto que se peçam responsabilidades e se analisem as realidades.
Publicado por Isabel Faria às 01:27 PM | Comentários (9)
Certezas

Quando se vai crescendo, crescendo cá dentro, quero dizer, não importa que a janela esteja aberta. Se houver frio, a gente fecha-a. Não importa se está fechada, faz-se um esforcinho e abre-se. Não importa o tempo que se demore a lá chegar, não importa a distãncia que se percorra para lá chegar, sente-se que lá se chega. E aprende-se, devagarinho, a esperar.
Publicado por Isabel Faria às 11:50 AM | Comentários (5)
Não adianta criticar se não somos capazes de fazer melhor.
"Que solução? O que “Os Verdes” entendem é que para além de uma estratégia absolutamente necessária tendente a diminuir os nossos gastos energéticos, seja no sector dos transportes, como no sector doméstico, como no sector industrial como noutros sectores, é fundamental que Portugal desenvolva uma forte aposta no aumento do uso de um leque variado de fontes de energia renováveis endógenas, nomeadamente as eólica, solar, de marés, geotérmica e biomassa, garantindo a promoção destas fontes de energia por forma a torná-las competitivas e acessíveis. Os incentivos fiscais e a canalização de uma fracção do imposto sobre os produtos petrolíferos nestas vertentes são mecanismos importantes a implementar."
Artigo de opinião de Heloisa Apolónia Deputada dos Verdes na AR
In Setúbal na Rede
Subscrevo na totalidade. É a triste realidade do nosso país que tem potencialidades enormes para o uso de energias limpas da mais diversa origem e estar tão dependente de energias não renováveis que ainda por cima são importadas. Mas o que me leva a estranhar este artigo de opinião é uma coisa caricata. Se é verdade que “Os Verdes” são um partido ecologista, vocacionado por definição para este tipo de temas (embora pense que nenhum partido de esquerda se pode demitir desta responsabilidade), não deixa de ser verdade que estes concorreram a câmaras municipais coligados com outro partido tendo por isso, ou deveriam ter responsabilidades autárquicas, especialmente naquelas que co-governam. (não pretende esta alusão retirar nenhuma responsabilidade ao poder central nesta matéria)
Não quero, embora pudesse, extrapolar para outras Câmaras e por isso vou-me cingir àquela onde moro. A do Seixal. O Poder autárquico tem imensas potencialidade de ser um exemplo para o uso das energias alternativas, mas mais que uma obrigação perante a sociedade é neste momento uma necessidade dado peso que a factura energética tem nos orçamentos municipais. Os exemplos a apontar poderiam ser vários, desde veículos da câmara movidos a combustíveis limpos até aos edifícios públicos a utilizar energia solar passando pela inclusão nos contratos das empresas a instalar nos diversos parques industriais de benefícios aquando do uso de fontes de energia renováveis. Por outras palavras o poder autárquico pode e deve ser potenciador de uma nova mentalidade com grandes benefícios quer económicos quer ambientais a médio/longo prazo.
Mas sabemos por experiências várias que as câmaras estão mais viradas para a destruição ambiental que para a construção, muito em culpa, embora não exclusiva, da legislação que atira grande parte das receitas dos municípios para as taxas que vêm da construção e venda de imobiliário e para o imposto de circulação automóvel. Grandes exemplos disso no Seixal são por exemplo o abate ilegal de Sobreiros na Quinta da Princesa para a instalação de um hipermercado e da urbanização da única parcela da Rede Natura que existe no concelho, para habitação social e outras infra-estruturas.
Mas no fundo até se compreende o porquê de se falar de energias renováveis sem nada se fazer por elas. Porque é bonito, é in, e fica bem em qualquer discurso. Não importa se temos responsabilidades e podíamos pôr o que propomos em prática. Isso não interessa nada. O que importa é falar mal dos outros ou como dizia a Pacman dos “Da Weazel” numa das suas rimas: (mais ou menos isto, pode me faltar uma palavra) Não adianta dar concelhos a outros enquanto não limparmos a merda dos nossos quintais
Publicado por Daniel Arruda às 11:48 AM | Comentários (3)
Queiroz???? Será a melhor escolha???

Segundo a SIC Notícias, ( e faço esta posta porque reconheço credibilidade a esta estação temática) é Carlos Queiroz o novo treinador do Glorioso. Boa escolha???? Má escolha???? sinceramente não sei. Na minha perspectiva de treinador de bancada, não era o nome que eu escolhia. Preferia um treinador com provas dadas, com credibilidade, que tivesse capital junto dos adeptos. Teria de juntar a isso a capacidade de pôr a equipa a jogar de forma constante bom futebol, coisa que tem acontecido intermitentemente nestes últimos anos.
Por isso a minha 1ª escolha ia para Camacho. Ainda do país vizinho via com bons olhos a vinda de Iruetta que teve um percurso espectacular na Corunha. Paul le Guen seria outro nome possível.
Não que não goste de treinadores portugueses, mas acho e porque o público da Luz é por vezes cruel que não seria dado tempo suficiente para que se pudesse instaurar um processo vencedor. Tenho admiração pela cultura táctica de Peseiro (tem o defeito de ser um mau condutor de homens). Gosto dos conhecimentos do Professor Jesualdo e da irreverência de Manuel Machado.
Mas a minha opinião vale o que vale e eu quero crer que não sou um entendido em futebol, senão seria mais que treinador de bancada. Acredito que finalmente Vieira vai acertar no treinador com o perfil certo depois dos flops que foram as escolhas de Trappatoni e de Koeman.
A ser verdade esta escolha, que seja para ganhar. Queiroz tem tudo para vencer, mas a realidade é que desde que é treinador de séniores nunca ganhou nada. Esperemos para ver.
Publicado por Daniel Arruda às 09:58 AM | Comentários (6)
maio 18, 2006
Não há felicidade áspera, dizem as palavras
Tinha um professor de Português no Liceu de Santarém, o meu professor que me ensinou a ter prazer em passear com e as palavras, que dizia que a única diferença entre as palavras e os sentimentos, é que uma frase se podia acabar com umas reticências e voltar-se a ela mais tarde.
O resto, dizia ele, eram, em tudo, iguais. Nunca eram “inocentes” ( e quando nos dizia isto, realçava que estava a usar as aspas), dava-se sempre por isso quando soavam a falso, transportavam sempre esperança, ou desencanto. Traduzia-se o ódio por palavras ou as palavras traduziam o ódio. E o amor. E a paixão. E o rancor.
Podia-se, dizia ele, escrever tolerância (estávamos, então, em 74 e 75) que na forma como se usava uma conjunção ou um pronome, com um bocadinho de atenção, descobríamos sempre que do outro lado havia alguém que não admitia nem suportava a diferença. As palavras e os sentimentos nunca enganam. E uns e outras são-se sempre mutuamente fiéis, dizia-nos, enquanto nos tentava levar a percorrer o som dos cantos dos Lusíadas.
Recordo estas palavras do meu professor que me ensinou a passear palavras, quando vejo o rancor que elas, algumas vezes, por aqui transportam. Dizia o meu professor que nunca se é feliz quando se usa palavras ásperas. Não vale a pena conheceres o olhar, ouve-lhes as palavras, vê-lhes as palavras, e quando elas arranham de despeito, ou de raiva, ou de intolerância não te zangues. Tens do outro lado uma pessoa que não é feliz. Não há felicidade áspera. A felicidade nunca arranha. Aconchega. As palavras de gente feliz nunca arranham. Aconchegam.
E as pessoas que usam palavras duras, que agridem, que gostam de provocar (estava-se em 75…) essas não suporto, disse-lhe, um dia…eu sei Isabel, não tens ar de suportar gente que não sabe rir.
Às vezes, lembro-me do meu professor que tirou o curso depois de ter sido operário, durante anos. Porque não saberia fazer outra coisa senão passear palavras e deixar que os sentimentos o passeassem, dizia ele. Ensinou-me que as palavras ásperas são sempre de gente triste. Deve ser essa a razão porque não consigo conviver com elas. Tal como há trinta anos, adoro rir e ouvir rir…e as palavras, também as minhas palavras, não enganam…apesar de ter sempre a hipótese de tentar acabar a frase com umas reticências…
Mas, às vezes finge-se, disse-lhe. Fingem-se palavras e fingem-se sentimentos...ah, nisso, tirando os poetas, ninguém acredita...do outro lado há alguém paciente, alguém que gosta de ti e não te quer magoar ou alguém que não te leva a sério...e que finge que acredita.
Publicado por Isabel Faria às 09:32 PM | Comentários (6)
Festival Eurovisão da Canção
Acabei de realizar um exercicio masoquista. Dos grandes. Não sei se mais alguém está com paciência a ver o Festival Eurovisão da Canção mas eu ao fim de 20 de 23 canções tive necessidade de vir escrever esta posta. Se alguém conhecer um adjectivo para lá de horrível faça favor de o dizer pois eu não encontro nenhuma palavra que descreva aquilo.
A representação portuguesa era má. As Non Stop são, ... enfim, como dizer isto para não ser deselegante. Escolheram a profissão errada. A música não é o futuro delas. Mas o mais curioso é que não foram as piores o que dá para ter uma ideia do nível daquilo.
Onde estão os festivais que davam gosto ver. Onde apareciam os ABBA por exemplo. Onde se ouvia boa música. Agora podem desancar em mim, por ser estúpido ao ponto de ver aquilo. Mas o meu filho está a adorar e quer ver até ao fim. Restou-me vir para o computador desabafar. Ainda não me sinto melhor, já fechei a porta e deixei de ouvir. Acho que vou pôr o Zé Cabra no PC. Mal por mal divirto-me.
Agora estou com um problema. Em que categoria devo colar esta posta. Se ponho isto em música é uma afronta. Acho que vai ficar em Solturas Mentais.
PS - Acabei de ser chamado para ver uma tipa, não sei de que país, que devem ter passado pelo Carnaval de Loures e copiaram o fato das Mastronças do Moulin Rouge. Desculpem, vou vomitar, já volto.
Publicado por Daniel Arruda às 09:28 PM | Comentários (13)
Desapareceu uma vaca !!!!

(Esta é uma vaca estrangeira...)
Ainda não vi nenhuma vaca. Entre a empresa e casa, não há vaca nenhuma e tenho tido pouco tempo para as procurar.
Parece que as vacas estão girissimas e parece que já ande por aí quem ande a fazer mal às pobrezinhas. Até aqui tudo bem. Quer dizer, bem, não. Não me parece nada bem fazer-se mal às pobrezitas. Mas tudo normal, segundo a organização. Já nos outros países por onde passaram lhes moeram o juízo e a história dos brandos costumes é treta...Mas o pior é que dizem que desapareceu uma vaca do Campo Pequeno, a Cowpyright. Desapareceu. Sumiu. Uma vaca com quase 500kg, voou dali e anda tudo num correpio à procura dela. Eu devo dizer que não estou preocupada. A sério. Se fosse de outro lugar qualquer, estaria , mas do Campo Pequeno não. Deve ter-lhe dado o cheiro e foi-se...a esta hora tá num bacanal do caraças, a fazer p'la vida...Quando se cansar, ou quando achar que aquilo já é touro a mais, ela volta. Vão por mim....
Publicado por Isabel Faria às 04:22 PM | Comentários (13)
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 3º dia
Por:Isabel Faria

18 de Maio de 1990
Estou cansada. E, parece que, hoje, um bocado desanimada de mais. O médico não me deixou fazer um novo CTG, porque a tensão podia voltar a subir. Veio aqui falar comigo esta manhã e sugeriu que o “meu marido” me trouxesse um gravador para ouvir música, enquanto fazia o tal exame de ouvir o coração do João Pedro. Tive que pedir ao meu pai que me trouxesse o gravador pequenino que lá há em casa e me comprasse uma cassete. Todas as cassetes estão na Amadora. Não vai poder lá ir de propósito buscar uma. Pedi-lhe as Quatro Estações do Vivaldi...o médico disse que era melhor não optar por rock...talvez resulte, foi a primeira coisa que me lembrei.
A mãe, hoje, não está a falar muito contigo, não porque esteja triste ou zangada contigo. Estou um bocadinho preocupada. A tensão não desce e eu não consigo fazer nada para isso acontecer. Estamos quase no fim-de-semana e ainda tive esperança que pudéssemos ir passá-lo a casa dos avós. No primeiro dia, o médico tinha posto essa hipótese. Nem pensar, disse hoje. Serinho da mãe, vamos ter que gramar um fim-de-semana de peixe cozido, arroz sem sal e sopa doce, luz toda a noite acesa e enfermeiras a entrar e a sair…
Uma boa notícia: os avós puderam ir comprar bolachas. Desde que não comesse um pacote por dia, disse o médico...claro que não, tu comes metade e eu a outra metade!
Estou a brincar, não podemos exagerar porque, para além do mais, estou uma bola gigante.
Gordíssima, disse o médico. Como é que engordou tanto??? Claro que não lhe falei na lata de leite condensado diária, quando chegava a casa, à noite, depois de sair do emprego. O homem tinha morrido de susto. Mas vamos ter umas bolachinhas para comer à noite. Esta é a boa notícia do dia. A outra é que continuas a mexer-te com as minhas festinhas e decidiste mesmo mudar a posição do pezito.
Más notícias? Não há, amor, apenas um bocadinho de tristeza por os dias custarem tanto a passar...e de ansiedade por te ver olhar para mim
Publicado por Troll Urbano às 01:13 PM | Comentários (6)
A Taxa de desemprego
Por: Daniel Arruda
Segundo dados do IEFP o desemprego caíu na sua taxa homologa cerca de 2 pontos percentuais. É apresentado assim como um facto. Mas é de uma má fé terrível não apresentarem os dados completos de modo a se poder aferir da implicação destes dados.
Não é apresentado por exemplo que o més de Abril de 2005 foi dos que registaram uma maior subida pelo que o valor do desemprego nesta variante a Homologa reflecte isso mesmo. Por outro lado refere quantas pessoas deixaram de receber subsidio de desemprego o que não é forçosamente sinónimo de arranjar emprego. Seria por isso bom que divulgassem os números das pessoas que efectivamente aranjaram emprego, pois pode-se dar o absurdo de a taxa descer e ninguém arranjar trabalho, deixando apenas de receber subsidio de desemprego, passando a receber um subsídio social.
Os números são todos eles manipuláveis, mas nós cidadãos temos de exigir que nos forneçam os dados todos e não apenas partes que enviesam qualquer debate sério sobre um tema tão importante como o desemprego. É que quem anda todos os dias na rua sabe que as ofertas de emprego não têm aumentado, muito antes pelo contrário.
Publicado por Troll Urbano às 11:41 AM
Palavras para quê? É um magistrado português...
Por:Isabel Faria
"O Estado não pode tratar da mesma maneira casais heterossexuais e casais homossexuais".
"O casamento é o ponto de partida para a família"; “é preferencialmente no seio do casamento que deve ser feita a procriação"; "só através do casamento de pessoas de sexo diferente é que o Estado consegue o objectivo de preservação da espécie e da socialização das crianças".
Alegações de magistrado do Ministério Público no recurso que Teresa e Helena interpuseram contra a recusa da Consevatória de lhes celebrar o casamento.
Palavras para quê? Há quantos anos foi aprovada a Constituição da República Portuguesa? E quem é que precisa de fazer uma peregrinação a Fátima para ouvir falar em família?
Publicado por Troll Urbano às 10:15 AM | Comentários (4)
E se mandassem o envolope 9 por Correio Azul
Por:Daniel Arruda

Não sou um leitor assiduo do Abrupto. Nada me move a tal e acho o blog francamente mau mas ontem Pacheco Pereira chamava á atenção para uma coisa que me parece importante. O que é feito do caso do Envelope 9????
Se bem nos lembramos o Presidente da República de então, Jorge Sampaio tinha pedido um inquérito urgente, com respostas também urgentes. Quantos meses já se passaram? Alguém sabe? Quantos meses faltarão??? Será que se sabe???? Mas dado que se trata de um envelope já alguém se lembrou de usar o Correio Azul???? Dizem que é rápido. Pelo menos mais rápido que o inquérito de Souto Moura será certamente.
Acho que é altura de a sociedade reclamar por respostas. E já.
Publicado por Troll Urbano às 09:47 AM | Comentários (2)
Codigo d'a Vinci, o Filme
Por: Daniel Arruda
Estou curioso. Quando acabei de ler o livro escvrevi sobre isso aqui no Troll. Achei-o um bom livro. Com uma visão sobre o Santo Gral, que não passa disso mesmo uma visão, uma teoria ou uma opinião no meio de tantas que existem e todas podem ser fundamentadas. Escrevi também que não compreendia os espantos de muitas pessoas sobre factos narrados no livro e que deveriam pertencer á cultura geral de cada um de nós.
Ontem foi lançado o filme. Pelos vistos é mau. Acontece. Nem sempre um bom livro dá um bom filme tal como já vi maus livros darem boas adaptações ao cinema. Mas não é por causa disso que vou deixar de o ir ver. Porque os críticos também se enganam e porque são muitas vezes manipulados. Todos sabemos que há uma grande pressão da comunidade católica para que este filme seja um fracasso. Desde proibição nalgumas cidades dos EUA ao pedido de boicote por parte dos católicos feito pelo Vaticano. Em Portugal ontem foi a vez da RFM e a Rádio Renascença renovarem o pedido para que os católicos não fossem ver o filme.
Cada um sabe de si, pela minha parte se o file realmente for tão mau como dizem eu vou saír ao intervalo, até porque já conheço a história, mas custa-me a conceber que haja no mundo de hoje tanta intolerancia e mesquinhez. Ontem ouvi frases como a de um sujeito, padre, que dizia. Vamos mostrar a nossa tolerancia não agindo como os muçulmanos aos cartoons. DIgam-me isto é frase que se tenha????
Basta-me esperar pelo filme. Que venha para tirar isso a limpo.
Publicado por Troll Urbano às 09:03 AM | Comentários (3)
maio 17, 2006
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 2º dia
Por:Isabel Faria

17 de Maio de 1990
Hoje foi um dia muito cansativo. Mas cheio de acontecimentos. Logo de manhã aconteceu uma coisa extraordinária. A enfermeira perguntou se a noite tinha corrido bem e eu disse que estava preocupada porque te tinhas mexido pouco. A Sra. olhou para mim com ar um bocado zangado e disse-me “Então mas não era a Sra que reclamava, ontem de manhã, depois da primeira noite que cá passou, que ele não a deixava dormir…??? Estas mães…”. Juro, João Pedro, para além de ti foi a primeira pessoa que se dirigiu a mim, dizendo mãe. Fiquei toda orgulhosa e acho que tu também, porque deste logo uma catrefa de pontapés.
Depois fomos fazer um CTG. Não me perguntes o que quer dizer, meu amor, que não faço a mínima ideia. Sei que se chama assim. Deitaram a mãe numa cama e ligaram a minha barriga a uma televisão. Depois comecei a ouvir o teu coração...e,aí, foi um desastre. Não que não quisesse ouvir o teu coração, para além das ecografias, nunca tinha acontecido nada tão bonito como ouvir o teu coração...só que, cada vez que ele batia um bocadinho mais devagarinho ou mais longe, eu entrava em pânico. Aí, acho que tu entendias e voltava a bater com força e mais pertinho, outra vez.
Durou uns dez minutos e, no fim, a tensão tinha chegado aos 19...a enfermeira quase desmaiou.
Por castigo, hoje, ao jantar, nem a sopa tinha sal!
Amanhã eu vou controlar-me. Prometo. Até porque eu sei que é muito perigoso para ti, mas hoje não fui capaz. Desculpa. Se quiseres hoje podes pôr o pé espetado na barriga, que eu não me importo.
Na visita das duas, veio cá tudo. Os avós. A avó Inês, a madrinha e a Joanita. Não sei o que lhes deu que resolveram todos trazer-me camisas de dormir...mas será que esta gente pensa que vamos passar aqui o resto da vida? Ah, tens razão, a Joanita trouxe-te uma chucha com um gato. Está guardada na gaveta. À tua espera.
Ainda tenho que me levantar para ir à casa de banho. Nestas alturas é que dava jeito ter um catrapillar daqueles da Câmara para nos ajudar a levantar da cama e mais esta barriga grandiosa...
Estamos cheios de fome, não estamos serinho? Amanhã vou ter que perguntar ao médico se os avós podem trazer umas bolachas, ao menos, umas pobres bolachinhas. São 9 horas, já comemos há duas e daqui a bocado vão-nos trazer uma chávena de chá e duas (ouviste bem João Pedro? duas !!!) bolachas para a ceia. Meia chávena de chá e uma bolacha Maria para cada um. Para uma noite inteira. Depois de um creme de cenoura sem sal, um posta de peixe sem sal e meia batata sem sal. Eu acho que estes gajos (quer dizer, senhores) nos querem matar à fome!
Os dois bébés que estavam cá quando entrámos, já saíram hoje. Esta é a parte complicada. As outras mulheres que cá estão, já estão todas com os filhos...cá fora, quero dizer, não é preciso desatares aos pontapés...
Publicado por Troll Urbano às 01:32 PM | Comentários (10)
Madeira do Jardim
Por: Daniel Arruda
Aos poucos pode ser que nos vamos acredirtando que a Madeira poderá ser parte integrante de Portugal. Com procedimentos iguais, leis iguais e onde de uma vez por todas acabe o regabofe que se tem vivido em que lei é atropelada, em que os negócios são cada vez mais obscuros, onde se fazem fortunas a partir do nada.
Ainda sobre o tema Madeira espero que ontem o país tenha visto as declarações de Alberto João Jardim a seguir á inauguração do Novo Campo Pequeno. Quando achincalhou Otelo Saraiva de Carvalho e aproveitou para deixar mais umas alfinetadas no país que lhe dá de comer. A ele e á sua corja. Só tenho pena é que Silvia Alberto, a reporter de serviço em vez do sorriso amarelo que as declarações lhe causaram não tivesse dito o que toda a gente viu que lhe ia na alma. Há expressões que não enganam.
Publicado por Troll Urbano às 10:12 AM | Comentários (6)
Sem titulo
Por:Isabel Faria

Há uns tempos que quero aqui deixar o Cohen. E queria deixar a minha canção preferida dele - The famous blue raincoat.
Mas não hoje. No dia 16 do mês ( o atraso foi porque a música não entrava...), desde há uns meses para cá, não poderia deixar um poema, por mais belo que fosse, que falasse de perdas. E do fim do amor. Desde aquele dia 16, em que a noite se fez nossa, só poderia aqui deixar, este tempo todo depois, um poema que fale de paixão.
Mesmo que seja apenas para caminhar por um instante na areia...you are my man.
Publicado por Troll Urbano às 12:15 AM | Comentários (5)
maio 16, 2006
João Proença
Por: Daniel Arruda
João Proença secretário geral da UGT fez hoje por merecer o prémio para a frase mais estúpida do ano, ao acusar os trabalhadores da GM Portugal, nomeadamente através da sua Comissão de Trabalhadores de ter esticado demais a corda durante as últimas negociações, para justificar o possível fecho da Fábrica da Azambuja.
Só quem nunca esteve num processo negocial é que pode proferir uma afirmação destas. Há sempre erros que se cometem, é um facto, (quem não os comete) mas daí a justificar a posição da administração com esse facto vai um mundo. Tenho por norma defender nas questões laborais que quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro, e é muito fácil estar de fora e dizer-se que se fazia assim ou assado. Eu acompanhei o processo com alguma proximidade, por razões que parecem óbvias dado que estou no mesmo ramo e tenho amigos e camaradas (do meu partido e de outros) que lá trabalham. Sei o qeu os trabalhadores fizeram para levar as coisas a bom porto no quadro que se oferecia. Possivelmente poderia ter-se feito diferente, mas será que era melhor. Não sei, tal como ninguém sabe. Desde o ínício do anos de 2005 que esta ameaça pairava e possívelmente o desfecho seria este fosse feito de uma forma ou de outra.
Uma coisa é certa. A afirmação de João Proença é de uma estupidez sem limites. e levar-nos ia a outras discussões que prefiro deixar para outras núpcias, como a discussão sobre contratação colectiva, sindicatos do sector da construção automóvel ou contartos de empresa. Ficará para outra oportunidade já que estas não nos irão faltar.
Mas fica desde já aqui um alerta. Não me venham com a questão da competitividade pois esta sem dúvida que não é uma questão que seja para aqui chamada. Podem ser muitas mas essa não.
Publicado por Troll Urbano às 11:10 PM | Comentários (15)
Haverá???????????
Por: Daniel Arruda
Parece que a ICAR não gostou de saber que o Cardeal Patriarca vai perder o lugar de destaque que ocupava nas cerimónias oficiais do Estado.
Haverá alguma razão para que tal previlégio se mantivesse????? Alguém me poderia dar uma??????
Publicado por Troll Urbano às 03:29 PM | Comentários (4)
Crónica dos últimos dias, antes de ti - 1º dia
Por:Isabel Faria

Gostaria que entendessem estes pequenos posts que pretendo publicar, até ao próximo dia 30 de Maio, como uma partilha dos momentos mais belos e importantes da minha vida.
Gostaria que os entendessem, sobretudo, como uma declaração de amor. Amor eterno.
Serão escritos a partir de algumas notas que, na altura, quase todas as noites, escrevia.
Claro que lhes fiz algumas, pequenas, alterações. Porque a emoção, o medo, a angústia da espera, o peso da responsabilidade, mas, essencialmente, a alegria, fazem com que os erros de português e a escolha de palavras se tornem muito pouco importantes.
Continuam, no entanto, a manter a forma ligeira e apressada com que se escreve para que o tempo passe e o dia chegue.
Nalguns dias, não haverá (houve) nada escrito. Serão (foram) os dias em que a espera ou o medo tornaram as palavras impossíveis.
Algumas das pessoas que por aqui irão passar, terão, entretanto, partido. Todas, sem excepção, continuam comigo.
16 de Maio de 1990
Ontem foi um choque. Era uma visita de rotina. Estava tudo bem. Parecia que estava. Ter que ficar no hospital até ao João Pedro nascer, não lembra ao Diabo. Só vai nascer lá para 4 de Junho....o médico explicou que a tensão alta na gravidez é gravísimo. Para a mãe e para o bébé. É necessário muito cuidado na alimentação e descanso absoluto. Já nem queria que saisse do Hospital para ir buscar roupa...Tive que assinar um papel para poder ir buscar uma camisa de dormir…
A alimentação é uma desgraça, o jantar de ontem foi frango cozido com batatas cozidas. E cenouras cozidas. Tudo sem sal. Quem é que consegue comer cenouras cozidas sem sal??? E descanso??!! Como é que é possível descansar numa sala com 4 camas, com bébés a chorar, enfermeiras a entrarem e a sairem e visitas e médicos e … ???
A noite, então, foi para esquecer. Alguém pode dormir com uma luz sempre acesa e com pessoas constantemente a passar no corredor?
E, depois, meu amor, ganhaste essa mania de dormir sempre com um pé a fazer força, todo espetado, no lado direito da minha barriga. Para não ver a luz, tenho que dormir para o lado direito...como é que te vou convencer a mudar de posição? Bastava pôres o pezinho só um bocadinho mais para cima...ou mais para baixo...ou mais para o lado, pode ser? Vá lá...só mesmo um bocadinho pequenininho...
Custa tanto estar no Hospital. Imagino como seria estar sozinha. Sem ti. Sem te sentir e sem te poder falar. Vou tentar dormir, ou melhor, Joãozito, importas-te de tentar não te mexer muito, e mudares o tal pezinho, para deixares a mãe tentar dormir???
E a visita das sete? Olha, meu amor, a visita das sete vai ser um pequeno barbicacho, com que vamos ter que aprender a lidar, nestas 3 semanas que vamos ter que nos aguentar por aqui !!
Publicado por Troll Urbano às 12:10 PM | Comentários (12)
Mais uma publicidade
Por:Daniel Arruda
Esta publicidade vai ao encontro dos mais profundos traumas de qualquer homem. Uma publicidade acertadíssima.

Se o cara que inventou o sutien bebesse Skol ele não seria assim.
Seria assim!
Publicado por Troll Urbano às 11:37 AM | Comentários (3)
As escolhas de Scolari
Por: Daniel Arruda
Hoje pelos vistos é dia de desporto. Depois de ontem ter sido conhecida a convocatória de Scolari para o Mundial da Alemanha, hoje continuam as notícias.
Comecemos pelos convocados de Scolari
Guarda-redes:
Ricardo (Sporting) – 47 internacionalizações, 30 anos
Quim (Benfica) – 24 internacionalizações, 30 anos
Bruno Vale (Estrela da Amadora) – 1 internacionalização, 23 anos
Defesas:
Miguel (Valência, Esp) – 26 internacionalizações, 26 anos
Paulo Ferreira (Chelsea, Ing) – 29 internacionalizações, 27 anos
Ricardo Carvalho (Chelsea, Ing) – 22 internacionalizações, 28 anos
Fernando Meira (Estugarda, Ale) – 28 internacionalizações, 27 anos
Ricardo Costa (FC Porto) – 2 internacionalizações, 24 anos
Caneira (Sporting) – 12 internacionalizações, 27 anos
Nuno Valente (Everton, Ing) – 22 internacionalizações, 31 anos
Médios:
Costinha (sem clube) – 42 internacionalizações, 31 anos
Petit (Benfica) – 34 internacionalizações, 29 anos
Maniche (Chelsea, Ing) – 29 internacionalizações, 28 anos
Tiago (Lyon, Fra) – 20 internacionalizações, 25 anos
Deco (FC Barcelona, Esp) – 33 internacionalizações, 28 anos
Hugo Viana (Valência, Esp) – 19 internacionalizações, 23 anos
Figo (Inter de Milão, Ita) – 118 internacionalizações, 33 anos
Cristiano Ronaldo (Manchester United, Ing) – 30 internacionalizações, 21 anos
Boa Morte (Fulham, Ing) – 24 internacionalizações, 28 anos
Simão (Benfica) – 41 internacionalizações, 26 anos
Avançados:
Nuno Gomes (Benfica) – 53 internacionalizações, 29 anos
Pauleta (Paris Saint-Germain, Fra) - 80 internacionalizações, 33 anos
Hélder Postiga (Saint-Etienne, Fra) – 21 internacionalizações, 23 anos
Apesar de eu, como todos os portugueses ter um pouco de treinador de bancada, concordo com esta convocatória. Só podia. Há opções, três ou quatro, que podem ser discutíveis mas que Scolari ontem explicou e partem de um crítério coerente e uniforme.
Costinha, jogador sem clube e parado há algum tempo. A ser verdade que se mantém em forma física é sempre de convocar. É considerado pelo selecionador e pelo balneário a extensão do Treinador. Voz de comando e de liderança. Faz sempre falta um jogador assim. Luís Boa Morte. Jogador de rara cultura táctica e com uma carreira de sucessos no seu clube. Scolari tinha 5 hipóteses para 4 extremos que iriam à Alemanha. Partindo do princípio que Cristiano Ronaldo e Luís Figo eram indiscutiveis sobravam Simão, Boa Morte e Quaresma. Destes, 3 era precisos escolher dois. Eu, (como treinador de bancada) deixava o Simão em casa mas na lógica que ele escolheu os mais experientes e com mais tarimba internacional optou por Simão e Boa Morte. Respeitável a decisão. Quaresma tem mais hipóteses. O central. Depois da lesão de Jorge Andrade havia uma vaga em aberto. Havia a meu ver 4 hipóteses coerentes. Tonel, José Castro, Pedro Emanuel e Ricardo Costa. O 1º pela belíssima época que fez. O 2º por isso e porque é o titular dos sub-21 viveiro para a selecção A. Pedro Emanuel pela sua experiência e Ricardo Costa pelo seu percurso nas selecções e pela experência em torneios deste formato. Foi para este último a escolha, correcta como se tivesse sido qualquer uma das outras. Um jogador com 93 internacionalizações, foi capitão da sub 21 até ao ano passado, é um jogador que aguardava a hipótese de jogar nos AA.
Não concordo com a opinião de muitos comentadores que João Moutinho, Raul Meireles ou João Tomás devessem estar neste lote. Só podem ir 23. Felizmente temos onde escolher e certamente muita gente com valor fica de fora. Terão a sua oportunidade um dia. Até lá têm de aguardar pois em todas as selecções onde já houve a convocatória não tem havido surpresas. os selecionadores optam por fazer um clube onde por vezes entra um ou outro para testar mas o núcleo esse está formado e não se mexe.
Bora lá para a Alemanha, fazer o melhor que sabemos. Desde ontem às 20Horas deixou de haver clubes para haver só a nossa Selecção.
Publicado por Troll Urbano às 09:22 AM | Comentários (2)
maio 15, 2006
Crónicas anunciadas
Por:Isabel Faria

Quando se escreve, as palavras que se deixam partir continuam a pertencer-nos ou passam a ser daqueles que as lêem?
Quando um escritor reedita um livro fá-lo pelos que já o leram ou para que outras o leiam? Isto é, uma reedição é um desafio a novos leitores ou um agradecimento aos anteriores? E depois, numa reedição, às vezes, fazem-se alterações. É leal fazê-las? É leal fazê-lo se as palavras deixam, possivelmente, de nos pertencer quando alguém as lê?
E aqui, neste canto desta rede imensa, onde, de vez em quando, algumas vezes diariamente, nos encontramos e onde a maioria de nós é, apenas, um viajante das palavras e nos falta tanto, quase tudo, para aspirar, um dia, a cumprir a triologia do Jorge Amado, reeditar posts é legítimo? Serve para alguma coisa?