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maio 21, 2006

O meu Sábado e o problema dos caracois não terem rodinhas

Por:Isabel Faria

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Ontem quase não passei por aqui. Não fosse o Daniel a aguentar a assoalhada e tinhamos mesmo fechado para balanço.
Isto de trabalhar em equipa é muita gratificante e permite manter os bichos vivos... obrigado Dani.
Depois de uma manhã dedicada a "coisas de mulher", cabeleireiro, compras e assim, à tarde dei um ar mais abrangente à coisa, vi o Tejo, vi o mar (com letra canininha), a Serra, encontrei amigos, fui a uma exposição de pintura, comi queijadinhas de Sintra, vi uma feira em S.Pedro de Sintra com uns senhores a cantar e decidi que pertencer a um coro será o meu futuro quando deixar o Troll e mais umas coisas que já nem me lembro bem...
Isto à tarde.
À noite estava eu calma e serena, preparada para dar alguma assistência à assoalhada, quando toca o telefone e ouço uma voz vinda do além...(conheço este tom de algum lado)...sabes quem fala...hum...sabes ou não...hum...então...não...é o S...o QUEM???????
Era. O S tinha desaparecido do nosso (meu e duma catrefa de amigos) convivio quando há três anos e tal se tinha casado...sabiamos que tinha ido viver para Antuérpia, a mulher é (ok, o tempo terá que mudar) belga e ele foi de malas aviadas. Vamos jantar? ...ok. Fomos.
Sempre tive um problema com o S. Nas frases. Sempre achei que ele era muito lento a falar e nunca tive paciência para o deixar acabar. Eu acabava sempre primeiro as frases dele e ele ficava capaz de me comer (salvo seja!!!).
O jantar foi muito engraçado.
Ele contou-me como essa teoria sobre esse tal problema de ser lento a acabar as frases lhe transformou a vida toda... Dizias sempre que nunca te casarias, mas se um dia o fizesses seria para toda a vida, disse-lhe. Pois, mas não tive tempo...Não tiveste tempo? Não. Um dia ia para lhe dizer que achava bem que fossemos tratar do Tejo ( o cão dele...) que andava a perder pêlo e só fiquei no tratar, ela disse-me acho que sim, eu amanhã passo pela Conservatória...há seis meses, ia-lhe a dizer que achava bem que pensássemos em ir a Portugal...fiquei pelo pensássemos, e ela disse-me acho bem, isto não está a dar...vamos à Conservatória...e pronto.
No resto do jantar vi-me à rasca para não terminar alguma frase que o pudesse levar a mandar da ponte ou a bater no italiano que não parava de cantar...
Disse-lhe que ia fazer um post sobre o seu problema com as frases...posso? Claro. E posso contar o casamento? Claro. E o divórcio? Claro. Vocês adoram escrever e falar sobre nós...põem sempre aquele ar de que ou nos conhecem muito bem ou nunca nos hão-de conhecer, tipo ou somos um caso perdido ou... somos um caso perdido!! E vocês não falam sobre nós, não??? Claro que sim. Discutimos se são...Boas ou não, disse eu. Isso... Continuo a ser um bocado lento a acabar as frases, não? Impressão tua.

PS: Eu sei que prometeste que nem te darias ao trabalho de ler o que eu escrevi sobre ti...mas se leres (eu vi que guardaste o papelito com o nome do site...), o italiano cantava bem...a história da Conservatória é que te deixou ainda com mais mau feitio...

Publicado por Isabel Faria às maio 21, 2006 09:39 AM

Comentários

:))
É horrível, mas olha que é mesmo assim. As pessoas lentas a falar desenvolvem o nosso instinto de falar por elas. É como os gagos. Uma crueldade, mas é quase incontrolável.
Lamento por o S. Não será que ele podia começar a escrever? Às veses dá mais, a pessoa com quem se quer falar tem mesmo de ler o que lhe mandamos.
E eu que falo como uma metralhadora (já mo censuraram também, ninguém é perfeito, é o que é!) tenho uma terrível dificuldade em não completar as frases dos outros também... Enfiei aqui a carapuça toda!

Publicado por: Emiéle às maio 21, 2006 11:23 AM

Èmiéle, mas eu com ele era (é) impressionante...mas pensava que era só eu. Até porque os nosos outros amigos comuns até se continham. P'los vistos não era só eu, que lá acabou por se casar a falar no pêlo do Tejo...
Ah, ele telefonou a dizer que leu o teu comentário (nem te digo as considerações que fez ao meu post...para além de ter achado que eu não tinha realçado aquela parte de nós acharmos sempre que os conhecemos muita bem ou que vamos morrer sem nunca os conhcer...) e disse-me para te dizer que escrever é que NUNCA!!!! Dai não te responder!!! :)))...hei-de perguntar porquê...com tempo!!!

Publicado por: isabel faria às maio 21, 2006 12:48 PM