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maio 29, 2006

Políticos, futebol e construtores

Porque será que nos últimos dias os jornais resolvem dizer coisas que já todos sabemos.

Hoje o DN vem com uma entrevista de Paulo Morais que foi alegadamente afastado das listas do PSD á Camara do Porto por pressões de alguns construtores civís.
Nesta entrevista e no seu livro vem falar dos interesses obscuros que minam o poder, especialmente o poder local. Nada de novo portanto. Mas nós cidadãos continuamos a abrir a boca de espanto a cada frase deste género. Até parece que no nosso dia a dia não nos deparamos com este tipo de questões. Quando vemos construções em cima de cursos de água, as zonas verdes a serem destruídas, quando vemos grandes superfícies a nascerem como cogumelos, urbanizações sem nexo nem suporte, enfim um sem número de situações que seria fastiodio enumerá-las aqui todas.

Não quero aqui tecer juízos de valor sobre este ex vereador. Não sei os porquês do afastamento dele. Ainda para mais numa camara como a do Porto que como sabemos não é um modelo de competencia, governada na última sessão por uma coligação contranatura com um vereador comunista aliado aos socias democratas de Rui Rio. Muita coisa veio a lume nesta autarquia como desde logo as guerras do futebol no controle do poder local. Quem não se lembra da Luta Boavista / F.C. Porto e do plano de promenor das Antas. Ou do Tunel do Metro e a ligação á Gondomar do major Valentim.
Uma coisa é certa. São precisas mais que palavras para denunciar as estranhas ligações perigosas do poder local com os construtores e os clubes de futebol. É urgente e necessário para que não sejam meia dúzia a comer á mesa do orçamento porque isso implica que as pessoas hão-de continuar a ser mal servidas. É preciso transparência nos concursos públicos, nas exposições de motivos e nas contas. Tudo coisas que actualmente nos faltam.

Publicado por Daniel Arruda às maio 29, 2006 03:30 PM