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junho 30, 2006

A fruta da Zezinha

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A fruteira segura, segundo a Zezinha...

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..e a explosiva. Reparem no ar agressivo das bananas.

"Iisto não é uma fruteira onde se possam meter bananas, maçãs e laranjas e dizer que está tudo bem." disse a Zezinha a Sá Fernandes para justificar que só os cidadãos nacionais possam ter acesso a um empreendimento cooperativo no Casalinho da Ajuda, num regulamento que tentou fazer aprovar na Câmara Municipal de Lisboa.
Por acaso, não faço ideia do que se espantam .É óbvio que misturar uma banana com uma maçã só pode dar uma "mistura explosiva".Aliás, eu acrecentaria que a Zezinha é bem capaz de achar que misturar uma banana com uma mísera e insignificante cereja, já não augura nada de bom....cada um na sua fruteira. Ou no seu gheto, falando em coisas menos comestíveis.

Publicado por Isabel Faria às 07:56 PM | Comentários (5)

Estagiários - III

Desculpem lá só voltar hoje. Não é falta de concorrentes, que tenho a caixa de correio a abarrotar...tem sido falta de tempo e excesso de...sardinhas e afins.
Façam o favor de se pronunciarem rapidamente, que daqui a nada tenho cá o Daniel e tenho que tomar a decisão antes dele chegar. Não sei porquê, mas duvido um bocadito do seu bom gosto...no que a estagiários diz respeito...

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Publicado por Isabel Faria às 01:35 PM | Comentários (6)

Bom senso

Queres ser subsidiado? Queres que a tua instituição seja subsidiada? Precisas de dinheiro? Vais candidatar-te a uma ajudita? Então, abstem-te de fazer críticas, não podes dizer mal e faxavor de não te armares em distraído que vai escrito no contrato e tudo.
Não tem nada de esquisito. E não venhas com essa treta da liberdade de opinião...se tens direito a subsidio não tens direito a opinião. É apenas uma questão de bom senso.
Rui Rio dixit.

Publicado por Isabel Faria às 12:49 PM | Comentários (1)

junho 29, 2006

As ressacas é que dão cabo de mim....

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Sempre vivi mais ou menos bem os momentos de tensão. Mas, tal como nas bebedeiras (uma daquelas suficientemente fortes para me esquecer de como cheguei a casa, faz parte das fantasias a que recorro, cada vez menos diga-se, mas ainda assim, algumas vezes…), as ressacas é que dão cabo de mim.
Enquanto a coisa dura, com mais ou menos tremideira, mais ou menos esganiçamento de voz, mais ou menos dores de cabeça, mais ou menos tonturas, mais ou menos ai coitadinha que desgraçadinha que eu sou, a coisa aguenta-se. Agora, o após é um drama.
Há muitos anos, o meu filho caiu dum triciclo e foi bater com o queixo numa mesa baixinha que tínhamos perto da lareira…e zás, catrapás, começa a sair sangue de tudo o que era cara e ele aos gritos de dor e de susto, e a minha mãe aos gritos e o meu pai aos gritos e eu calma e serena, a procurar uma toalha para colocar no queixo e com a preocupação de que quem sabe uma não chegava, o hospital é a 15km, o melhor é ir buscar outra, agarra aí pai e lá vamos nós…entro no hospital, como ele ia cheio de sangue deixaram-nos entrar logo e toca a arranjar a mesa para suturar a ferida e a desinfectar e a Sra. tem a certeza que quer ficar, claro que sim, calmíssima, veja lá se não quer descansar, não saio daqui e vi tudo e agarrei-lhe a mão e de repente quando a agulha entra…e agora já está tudo bem, são só uns pontozitos e a agulha a passar e o barulho da agulha e já está tudo bem e lá vou eu, para cima do meu filho e da enfermeira, desmaiadíssima.
Ao longo dos anos fui tendo mais algumas situações assim.
Ontem, o exaustor do refeitório avariou-se, estava-se a assar sardinhas, o fumo começou a invadir tudo e a minha colega do refeitório, ai não estou bem e começou a fazer uns barulhos e lá vem ela, com quase 90kg e eu a agarrá-la e a comandar as operações e sentei-a e liguei o 112 (aproveito para um conselho: nunca digam ao 112 que sabem como qualquer coisa aconteceu…desmaiou…está caída…dói-lhe a cabeça…não faço ideia…estava assim quando aqui cheguei…não consegue explicar…se dizem o que aconteceu eles analisam logo ali se é grave ou não, e não têm ambulâncias e não temos nada que ir entupir as urgências (sic) e o fumo da sardinha não é tóxico e o que é que interessa se ela pesa 90 kg, tem problemas de hipertensão e está em estado de pânico e não respira…não respira mas vai respirar…não vale a pena é pensar que vamos aí…fim de conselho) e briguei com o médico do 112 e voltei a agarrá-la e dei-lhe leite e agora chamem um táxi e lá vai ela…tudo controlado ela dentro do táxi, pronto Isabel já tá, e pinba lá vem um ataque de choro no meio da sala e sei lá porquê, de repente, como naqueles filmes que se vêem aquelas caras todas muita grandes em cima da gente e o que é que tens, mas o que é isso e as caras estão enormes e estão mesmo em cima de mim e não paro de chorar…e pronto lá vai disto…deve ter sido falta de ar, disseram-me depois. Disse que sim com a cabeça. Mas devagarinho. Nas ressacas, abanar a cabeça com muita força é a morte do artista.

Nota: Esta é a parte "contável" dos meus últimos dias ...sob pena de vos meter todos a entupir as urgências!!!!

Publicado por Isabel Faria às 09:26 PM | Comentários (8)

Guantanamo

A notícia de que o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, considera ilegaiis os tribunais de excepção criados em Guantanamo, é a confirmação do que todos os que acreditam na Justiça já sabiam.
Agora, quais vão ser os resultados politicos e práticos deste Parecer?

Publicado por Isabel Faria às 08:24 PM | Comentários (2)

E tenho lá tempo e paciiência para arranjar um título...

Salvo as diferenças compreeníveis...poderia ser eu, nos últimos dias!!!
Porra pá, tirem-me deste filme!!!!!!

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Nota: Pode ser que logo tenha tempo para vos contar os meus últimos dois dias...se sobreviver....

Publicado por Isabel Faria às 02:23 PM | Comentários (3)

junho 28, 2006

Ney

Ney Matogrosso vai estar no Coliseu de Lisboa, dia 11 de Julho, para apresentar o seu espectáculo "Canto em Qualquer Canto".

Os bilhetes são carotes...mas perder a oportunidade de rever Ney Matogrosso, merece alguns sacrifícios.
Ontem Ney deu uma entrevista na RTP2. Não sei se o que me encanta mais em Ney é a força, a transgressão, a beleza, o prazer que ele transmite em palco:

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Se a calma, a serenidade, a paz que ele nos transmite fora do palco:
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Mas ouvir ontem Ney em entrevista, apenas me deu mais vontade dde fazer o tal sacrifício... e de estar no dia 11 nas Portas de Sto Antão.

Publicado por Isabel Faria às 05:14 PM | Comentários (5)

Recado

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Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor

As Sem-Razões do Amor
Carlos Drummond de Andrade

Publicado por Isabel Faria às 03:04 PM | Comentários (1)

Nada como um bom conselho

Fernando Ruas incita a "correr fiscais à pedrada"

E se não der à pedrada há um menancial de alternativas...caçadeiras, rasteiras, G3, espadas, revólveres, chicotes, misseis, chapada, óleo a ferver...há alguém que se lembre de mais qualquer coisita a que se possa recorrer???

Publicado por Isabel Faria às 11:52 AM | Comentários (5)

junho 27, 2006

Gente normal

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Depois de ler uma notícia em que a autora de Harry Potter diz estar a pensar “matar” dois dos principais personagens da saga, no último livro (não descurando a hipótese de o próprio Harry ser uma das vitimas) e esta crónica da Fernanda Câncio no DN, não pude evitar que se fizesse uma qualquer estranha associação no meu espírito.
A incapacidade de entendermos, a incapacidade de aceitarmos que gente “normal” pode ser, afinal, alguém que mata em série, que o nosso vizinho do lado, o senhor da papelaria, a rapariga da loja das flores…e paramos aqui. Impossibilitados de levar mais à frente o raciocínio…incapazes porque, não se encontrando razões ou explicações lógicas, que encaixem no puzzle, que o completem, qualquer continuação de raciocínio nos pode levar a mais perto. Insuportavelmente perto.
Na pena ou no teclado dum escritor, dispõe-se da vida dos personagens, para que a história se assemelhe à vida real. Aquele mal é demasiado mau, para que todos lhe possam sobreviver, assevera a autora. Se assemelhe à vida das pessoas normais. Que, quem sabe, como diz a Fernanda Câncio, no artigo, poderão estar connosco na próxima patuscada…ou mais perto…
Há uns anos tive um colega que era uma lenda na empresa. Já entrei uns anos depois do 25 de Abril, mas as histórias que me contavam, passadas nesses dias de brasa, fizeram história. E ele era o seu maior protagonista. Metiam a CIA, o Carluci, os encontros secretos que iam tentando levantar a contra-revolução em Portugal e ele lá estava, do outro lado da barricada de G3 em punho…
Anos depois saiu da empresa. Mais uns tantos depois, pegou na sua vida e usou-a da forma que lhe pareceu lógica. Cá fora, aqueles que viveram as suas histórias e os que as ouviram, nunca entenderam. O fim não encaixava em nenhuma peça do puzzle que montou (montámos?).
Começar a ler o fim anunciado de Harry Potter, continuar pelo homem que podia ser o vizinho da esquina e acabar aqui.
A incredibilidade de a vida, a nossa e a dos outros, ser algo de que qualquer pessoa “normal” pode dispor, espanta-nos, incomoda-nos, assusta-nos. Ou fascina-nos?
Harry Pottre poderá bem vir a ser morto pelo Mal Supremo. Que pode estar ali ao lado. Numa qualquer tecla.

Publicado por Isabel Faria às 07:38 PM | Comentários (5)

Apenas um simbolo

Apenas vale como um símbolo. Apenas serve de alerta. Ainda hoje há mulheres que morrem vítimas de aborto clandestino. As que não têm possibilidades de os fazer em clinicas bem pagas, aqui ou em Espanha.
Há oito anos, os portugueses preferiram ir para a praia, e, mais uma vez, disfarçarem-se de avestruz. Depois disso não se sabe quantas Lisetes, pagaram com a vida, a impossibilidade de dar vida.
A vida é feita de opções. De dores. Tem uma boa dose de inevitabilidade e de irreversibilidade. E se um símbolo servir para nos avivar a memória e nos despertar a consciência, creio que é bem vindo.
A esta hora, talvez num qualquer quarto de uma qualquer cidade de Portugal, haja quem não possa seguir uma gravidez.
Entretanto, no que diz respeito a Educação Sexual, que os partidários da penalização usam e abusam em épocas de decisões, tudo continua por fazer.
O PS prometeu um novo referendo. Talvez a melhor forma de lembrar a Lisete seja pensar em não ir à praia nesse dia. .E teimar em lembrar o PS do seu compromisso.

Publicado por Isabel Faria às 10:04 AM | Comentários (5)

junho 26, 2006

Crónica de férias I

Amigos,

Resolvi fazer uma pausa num passeio nocturno para vos vir dar as novas dos Algarves. Já ouvi dizer que por Lisboa choveu ontem. Fiquem sabendo que eu estive esparramado á beira da piscina e dentro dela. Vá lá. Roam-se de inveja. A noite estive no 7. Para quem não sabe o bar do nosso capitão, Luís Figo. Atmosfera fantástica, meia dúzia de holandeses(as), alguns bifes e muita gente a torcer pela nossa selecção. Podia ter sido uma noite sem sofrimento mas um tal de Ivanov resolveu pôr-nos a roer unhas até ao cotovelo. Valeu a pena, fomos heroicos.

Hoje Pequeno-Almoço, Praia, Piscina, Almoço, Sesta, Lanche, Piscina, Jantar, Passeio, ...... Eu sei. Vida dura, mas que fazer.... Cá me vou aguentando.

Uma nota. Acabei de ver passar uma caravana a festejar um jogo do mundial. Não eram portugueses que acordaram agora do coma alcoolico em que caíram ontem á noite. Eram Ucranianos. Não sei o resultado do jogo mas calculo que tenham ganho. É bonito ver que á semelhança do que nós (tugas) fazemos noutros países aqui também há quem festeje as vitórias da sua pátria.
Só espero que amanhã não haja caravanas de brasileiros pois torço nesse jogo pela selecção ganesa.

Bem vou voltar para a minha vida dura de esforço, suor e sacrifício. Aliás já me estão a chamar da rua. Parece que o meu gelado está derreter.
Intê pessoal. Voltarei em breve com mais uma crónica de férias.

Nota2: Tirando os Record e a Bola a minha leitura tem sido limitada. Não eestou com saudades das notícias. Mesmo assim soube que o GNR na reforma matou 4 miudas, que Sócrates anunciou com pompa e circunstancia a ADSL em todo o país, que é enorme diga-se, que o Mari Alkatiri se demitiu, que há mais umas greves e que os agricultores se manifestaram. Desculpem-me lá mas num país em que notícias é sempre isto, vou continuar sem comprar jornais generalistas.

Publicado por Daniel Arruda às 11:13 PM | Comentários (9)

De todos os tamanhos

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Como é que se tiram coisas destas do caminho? De todos os tamanhos. Que parece teimam em entrar-me pelos dias adentro.

Publicado por Isabel Faria às 09:21 PM | Comentários (3)

Encontro de titãs

Ou de como a força nada tem a ver com o tamanho...digam lá se a vaquita não está com ar assustado!!!???

vaca e cao.jpg
Foto de Robin Crettaz

Publicado por Isabel Faria às 01:24 PM | Comentários (7)

Ainda Timor

Mário Alkatiri apresentou a sua demissão para evitar a demissão de Xanana. O Presidente aceitou a demissão.
Talvez pudesse pensar que estamos a um passo de uma solução, não fosse lembrar-me da forma como começava o tal programa de televisão que provocou a carta de Xanana Gusmão.
O programa apresentou Alkatiri como "comunista, terrorista e muçulmano".
Se forem estes os "crimes" de que Alkatiri é acusado num programa de televisão e que levaram à perda de confiança do Presidente, será que a sua demissão e consequente substituição, serão suficientes para trazer a paz a Timor?

Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (6)

junho 25, 2006

Atão vamos lá ao próximo!!!!!!!!!!

Vá lá vai crónica.
O árbitro passou-se. Os gajos aguentaram-se ali à bronca e à maluquice do russo com uma pinta do caraças.
A próxima vez que alguém me ouvir dizer que não gosto de futebol, faxavor de me perguntarem Atão e p'ra que raio foram os dois Unisedis, hein?, neste momento os jogadores estão a sair de um lugar qualquer que creio se chama tosta mista e o meu filho expulsou-me da sala durante o jogo e mandou-me arrumar gavetas. Foi aí que entrou o segundo Unisedil.
Agora é preciso esperar pelos ingleses. O meu filho diz que não faz mal, porque o Deco não joga, mas o Ricardo marca o penalty. Presumo que tenha razão...agora vou então continuar á espera dos outros (acabou de sair o Cristiano Ronaldo, um cadito p'ró coxo...), que devem estar a sair da tal tosta.
Atão, até Sábado.
Fico aqui a pensar no mal que o Troll me tem feito...eu, tadinha, que nem sabia o que era um fora de jogo...e que era feliz assim...

Publicado por Isabel Faria às 10:51 PM | Comentários (4)

Bonequito(s) de fora!!!!!

Já está (estão) de fora. Hoje são dois, porque isto está a ficar mais complicado ...só quero ver o que é que faço para os quartos, as meias e a dita...quatro...oito...dezasseis...onde é que vou buscar 16 bonecos????!!!
Se vocês me desiludirem, nunca mais acredito naquela treta de que dois valem mais que um e assim...e volto ao meu bonequito sozinho e tristonho...

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Publicado por Isabel Faria às 05:58 PM | Comentários (2)

Os "portuguesinhos"

A lógica do Juíz que recusou a nacionalidade portuguesa a uma cidadã indiana, que vive há nove anos em Portugal, está casada com uim português e tem filhos portugueses, deve ter chegado aos jornais luxemburgueses.
Talvez faça bem a alguns portugueses que culpam os imigrantes dos males que por aí vão, que somos um País de emigrantes...e que, de quando em vez, há quem faça questão de, lá por fora, nos lembrar isso.

Publicado por Isabel Faria às 05:47 PM | Comentários (1)

Estagiário - II

luis figo.jpg

Na carta em que respondia ao anúncio, ele avisava que até ao dia 10 de Julho ia escrever pouco. É assim, entretanto o Daniel volta, mas como os outros se reformaram. não me parece mal...é maduro qb, não parece que use cachucho, está a jogar melhor que nunca, na carta de resposta que lhe enviei pedi-lhe para não pensar no Troll, esta noite...e se querem que vos diga, acho que está cada vez mais com tudo no sítio...isto é, está tipo Vinho do Porto.
Claro que ainda faltam mais uns tantos...mas se a votação fosse hoje, era o meu escolhido. Seja qual for o resultado do outro emprego dele, daqui a nada, na Alemanha.

Publicado por Isabel Faria às 05:08 PM | Comentários (2)

junho 24, 2006

Repescados

Os Blogs têm estas contingências. Os Posts vão desaparecendo com os dias. Cada novo Post é mais um passo para que o anterior passe definiivamente para a galeria do esquecimento. Só que há posts e posts. Neste caso concreto, há comentários a posts e comentários a posts.
Decido "repescar" um Post que fiz há algum tempo sobre as eleições para o SPGL e um outro que o Daniel escreveu sobre a Unidade e a Unicidade. Pela importância dos comentários (dos sérios, dos outros, claro que nem aqui nem em qualquer outro lado, rezará a história) não gostaria que ficassem esquecidos naquele planeta para onde vão os posts dos dias que passaram.
A todos o nosso obrigado. Pela participação. Pelas informações. Pela discussão. È para isto que serve o Troll.
Aqui ficam so links.
SPGL
Unidade e unicidade

Publicado por Isabel Faria às 10:07 PM | Comentários (6)

Dia de...muitos amores.

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Todos os dias para o Amor de todas as cores.


Publicado por Isabel Faria às 09:59 PM | Comentários (1)

Porque hoje é Sábado

Ribatejo1.jpg

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado

Vinicius de Moraes

Porque hoje é Sábado...vou aproveitar o fim-de-semama. Porque, após Domingo, há a perspectiva de Segunda-Feira. E não é boa.
Tenham um bom Sábado. Até logo, à noiitinha

Publicado por Isabel Faria às 10:11 AM | Comentários (4)

junho 23, 2006

Estagiários - 1

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Tenho estado preocupada. Não ando numa boa onda. Não me apetece escrever. Os meus (ex) colegas de Blog reformaram-se e o Daniel vai de férias e depoiis vai laurear a pevide não sei para onde. Sei que não vou conseguir aguentar este monstro sozinha. Ando, portanto, à procura de estagiários. Não pago bem, mas prometo ser simpática e atenciosa qb.
Assim que soube das férias do Dani meti um anúncio (desculpa lá não te ter dito...mas olha, também não se pode saber tudo...) e acabei de receber a primeira resposta. Deixo aqui à consideração das minhas leitoras. Acho que lhes deviamos arranjar uma pontuação de 0 a 10. O mais votado passaria a colaborador permanente do Troll. Se nos apressarmos a escolher, o Daniel pode prolongar as férias, que bem precisa de descansar. Imagino que ele não vá falar sobre o Cavaco e a Câmara do Seixal, mas eu sempre achei que, às vezes, caladinhos também dão jeito. Não incomodam e ficam com mais tempo livre para as coisas importantes. Aqui fica, portanto, o primeiro candidato. Não faço ideia como se chama, mas isso também não é importante. Não faço nenhuma intenção de o chamar...pelo nome.
Nota: para a classificação o pormenor das fronhas não é importante. Obrigado.
Nota II: Coloquei este post na categoria de Comemorações, por motivos creio que óbvios.

Publicado por Isabel Faria às 11:04 PM | Comentários (6)

Finalmente férias (o 1º periodo)

Vacaciones

O pessoal vai finalmente ver-se livre de mim por cerca de semana e meia. Uma semana de férias e mais meia de trabalho no estrangeiro. Vou desligar o telemóvel computadores nem vê-los. Bem pode ser que se passar perto de um ciber qualquer até me dê um "amok" e venha aqui dar uma espreitadela mas fundamentalmente o que eu quero é descansar.
Dedicar-me ao "mapling", ao "zaping", ao levantamento da caneca e ao arremesso da beata. Pelo meio um bocadinho de piscina e se insistirem muito pode ser que vá á praia.

A nossa assoalhada fica de certeza bem entregue á Isabel. Tomas conta dela?

"Intê" ao meu regresso

Publicado por Daniel Arruda às 07:38 PM | Comentários (4)

Não podiam ter escolhido pessoa mais acertada....

Homossexuais pedem ajuda a Cavaco

Publicado por Daniel Arruda às 05:20 PM

Eu apoio

Parece que o CDS desafiou no Parlamento o PS a "levar a laicidade do Estado até às últimas consequências e acabar com o Bispo das Forças Armadas, com a bênção em inaugurações e com os feriados religiosos"
Tava a ver que não. Cada religião deveria ter o espaço para gozar os seus próprios feriados. A mim por exemplo só sobrava o Carnaval que é a única festividade não religiosa, mas não era por isso que eu ia contra a lei. Só o prazer de ver acabar o Natal compensava isso tudo. Quanto aos Bispos da Tropa que venha a extinção desse posto. Pode ser quer assim aquilo tenha menos ar de cruzada. Quanto à benção. Se alguém me explicar para o que é que serve haver um gajo que vai espalhar água nas paredes de um edíficio, barco ou qualquer outra coisa acabada de construir que me explique. Para mim aquilo só dá em humidades.

Em suma. Eu apoio. Afinal do CDS até saiem boas ideias, especialmente quando tentam ser irónicos e ter piada. É que eles não têm mesmo piada nenhuma.

Publicado por Daniel Arruda às 03:56 PM

Assunto: problemas domésticos

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Já que o meu colega Daniel está cheio de força e tem estado a escrever sobre assuntos importantes (quero dizer, não sei se o Cavaco é um assunto importante...é um assunto...importante...deixem para lá...), eu tenho uns problemas domésticos para tratar convosco.
Tenho um gato. E tenho um sofá completamente coxo. E tenho umas escadas tipo anoréxicas. E tenho uma janela.
Então vamos ao(s) problema(s).
Como o sofá estava completamente coxo, o Bono decidiu dar-lhe o golpe de mesiricórdia e roeu-lhe o resto dos pés. Portanto, agora além de coxo está descascado.Com um ar de coitadinho que me partia a alma. Então, decidi comprar um sofá.
Agora o sofá não cabe nas escadas. Vai ter que entrar pela janela. Com uma grua e tudo. E tem que se chamar a Polícia para interromper o transito e tudo. Digamos que é um sofá com a mania das grandezas...só que o outro, apesar de mais raquitico também não sai pelas escadas...não faço ideia se entrou...não me lembro...sair o gajo diz que nem penses (nunca entendi quem é que lhe deu confiança para me tratar por tu, mas garanto-vos que ontem enquanto andávamos a tentar despejá-lo o gajo olhava para mim com ar de gozo e dizia Tás parva (TÁS!!!) ou quê?? Achas que eu caibo nesse buraco (estava a falar no canto das escadas... ?????? ). Agora, o ké keu faço??? Mando o gajo pela janela??? Peço a grua emprestada??? Será que se usar assim muito o meu charme (adoro-me quando me convenço que sou boa....), consigo convencer os senhores da grua a descerem o descascado ao mesmo tempo que sobem o com a mania das grandezas?
E depois...o ké keu faço ao gato...como é que eu convenço um gato que este sofá não está coxo e logo não deve servir de arranhador oficial de Bono? Deito também o gato pela janela, aproveitando a grua??? Vendo o gato? Uso o meu charme com o gato? Educo o gato? Educo o sofá??? Ensino o sofá a fugir do gato???? Há por aí, entre os leitores do Troll, alguém especializado em gatos? Ou em sofás?
Uma mulher, assim, tadinha como eu, tem muitos problemas para resolver no seu dia-a-dia...no seu quotidiano , para ser mais literário...ele é gatos (destes, os outros nunca seriam um problema...mas isso é outra história ainda mais triste...), ele é gruas, ele é policias...digamos que o único problema que, apesar de grave, me traz prespectivas animadoras é o sofá novo...mas desculpem lá isso é um bocado forte e intimo para partilhar com vocês..Talvez mais tarde...

Publicado por Isabel Faria às 12:47 PM | Comentários (8)

Hoje apetece-me dar um conselho

Hoje apetece-me dar um conselho a Cavaco Silva. Se mais motivos não houvesse para publicar a lei da paridade tal e qual como ela está encontrei um de peso.

Caro Sr. Presidente
Sei que na sua forma de estar não existe espaço para ouvir outros e muito menos os de esquerda. Por isso vá ver por si próprio esta página da net. Vou apenas dar uma dica sobre o que deverá procurar pois sei que seu precioso tempo está quase esgotado entre viagens e roteiros de convergência com o governo do seu Partido, desculpe do PS.
Veja quantas mulheres existem nos orgãos dirigentes do PNR. Verá que esse grupelho neo-fascista apenas existem duas mulheres na direcção o que não me parece indicar que as listas possam ter a representatividade exigida, pelo que o S Presidente Silva faria um favor à sociedade ao promulgar essa lei.
Não está a ver porquê? Eu explico. O fascismo ou o nacional socialismo é como uma praga. Certamente se lembrará da última de gafanhotos que assolou o norte de África. Já percebeu, Ainda bem. As pragas ou o nacional socialismo aparecem de vez em quando para dar um ar da sua graça e sempre com resultados desastrosos para a sociedade. Pensando bem, até são mais parecidos com as baratas, pois tal como as baratas esses individuos (hoje estou a ser simpático, normalmente chamo-lhes coisas ou aberrações) vão sobrevivendo às guerras, ditaduras e às convulsões que eles próprio provocam.
Comparações à parte que eu tal como Carvalhas no Parlamento "não quis ofender os pobres dos animais", pedia desta forma ao Sr Silva que com a promulgação dessa lei evitasse que a sigla da chama fosse no próximo acto eleitoral conspurcar os boletins de voto e melhor que tudo evitava tanto voto nulo, pois evitava-se que tanta gente escrevesse palhaços, Filhos da ...., cabrões e outros impropérios nos boletins de voto.

Espero que tenha em consideração este pedido, cumprimentos à Sra Silva, (diga-lhe que o último penteado não combinava com o vestido, está bem) e se vir a tal de Rita Vaz e Lina Monteiro, numa qualquer reunião, não se esqueça de lhes perguntar se elas não se sentem mal no meio de tantos homens. Sim porque a sua (a do partido) ideologia não permite festas tão alargadas.

Publicado por Daniel Arruda às 11:32 AM | Comentários (1)

Os princípios

A escola para o meu pequenino já acabou. É altura de férias grandes. Claro que passou. Ninguém chumba no 1º ano. Mas fico satisfeito por ele ter efectivamente aprendido. É que podia-se dar o caso de ele progredir mas ficar com lacunas.
Mas a razão de ser da posta nem é tanto isso. Tem a ver com uma tecla que eu já bato há algum tempo. A escola (instituição) é mentirosa. Toda a gente apregoa, e provavelmente até haverá quem verdadeiramente acredite nisso, o trabalho de grupo, a importância da socialização dos comportamentos. Ou seja, e em resumo, que não se deve fomentar o indevidualismo. Tudo isso é bom, mas depois há escolas que continuam a constituir os seus quadros de mérito onde destinguem uns de outros, a fomentar que no ano a seguir haja uns que querem ultrapassar os outros, fomentando uma competição que não me parece que seja saudável para um miúdo de 7 anos.
Agora estarão alguns a pensar que estou chateado é por o meu filho não fazer parte do quadro de honra ou mérito como lhe quiserem chamar. Nada disso. Até porque ele está lá. Foi elogiado pelo comportamento, interesse e aprendizagem. Mas é um dipoloma que não lhe vou mostrar muitas vezes na infancia. Quero até que ele o esqueça. Quero que ele aprenda que no mundo se for preciso ficarmos um pouco para trás para que possamos caminhar juntos. Para todos chegarmos ao nosso destino. Quero que ele aprenda que o caminho é mais bonito se não fôr feito sozinho.

Gosto obviamente de saber que o meu filho vai no bom caminho. Não sou despreendido ao ponto de não ser sensível aos louvores que ele possa levar mas há princípio que não abdico. Que é o de ensinar que nenhum louvor individual é importante se ele não fizer bem ao próximo.Que o "Nós" é tão ou mais importante que o "Eu". Espero poder passar-lhe isso, tal como, por exemplo, a Isabel consegui passar tantos valores fundamentais ao JP.

Publicado por Daniel Arruda às 07:59 AM | Comentários (1)

junho 22, 2006

Mais um artigo deste vosso escriba

Já não partilhava aqui as minhas crónica há algum tempo. Porque apesar de a minha filiação partidária ser conhecida achava que não devia abusar do Troll, que sendo a minha (nossa) casa, como ferrmenta de divulgação das ideias que desenvolvo em nome do Bloco, como é o caso desta crónica. Mas não há regra que não se quebre e resolvi a voltar a publicitar um artigo.
Porque, quando escrevi este texto lembrei-me de uma frase de um camarada meu que diz e com razão, não se pode ter o socialismo sem socialistas, sob pena de se ter um sistema contra natura. Muitas vezes, ( a quem nunca aconteceu isto que atire a 1ª pedra) achamos que neste estado semi democrático se resolvem as questões apenas com iniciativas legislativas, os diferenos e as disordancias se resolvem nos tribunais e que a envolvencia das pessoas, das massas nos projectos é acessória. Cada vez mais chego á conclusão que não é assim.

Por isso escrevi este artigo desta forma. já agora queria saber a vossa opinião.

Publicado por Daniel Arruda às 11:02 PM

Sem título

sourire.jpg

Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria

Pablo Neruda

Nem as palavras certas ditas na hora certa. Nem uma voz quente quando o frio nos tolhe os passos. Nem uma mão, quando não encontramos a saída, nem acreditares em mim, nem o esforço para as palavras saírem, nem a força de um olhar, nem a certeza, cada dia redescoberta, que reaprendi a acreditar. Reaprendo. Nem a tua pele. Nem a força que esta tarde, quando à volta tudo parecia a um passinho de se demoronar, sorrateiramente, encontrei num SMS.

Sem dúvida os poetas, os grandes como Neruda, conseguem dizer numa quadra, o que eu levaria horas a escrever.
Qua há pessoas que não podemos perder.

Publicado por Isabel Faria às 09:16 PM | Comentários (2)

Tenham calma

Perem um cadito...o Ronaldinho, o Sissinho, o Robinho, o Juninho e o Cacá estão a jogar com o Nakamura, o Kawagushi, o Takashi, o Nakazzawa e o Tamada, ali na sala. Eu volto já para contar mais coisas.

Publicado por Isabel Faria às 08:28 PM | Comentários (3)

Não é que o Alfredo Monteiro já faz espectáculo com obra que não é sua.....

.....ou será que o munícipio não é dos Seixalenses mas sim do PCP

Animar o centro histórico e promover estilos de vida saudáveis são as duas grandes apostas da câmara do Seixal para este Verão. Um Verão que começa com o S.Pedro, termina com a Festa do Avante e que é, para o presidente Alfredo Monteiro, “o melhor do país”.

Eu também gosto da Festa do Avante, nem é isso que está em causa mas este artigo é bem elucidativo de que o executivo camarário do Seixal já perdeu a noção da diferença entre o partido e a autarquia. Onde começa um e acaba o outro. Seixal já teve a maior manifestação cultural do Sul do país e uma das melhores de Portugal inteiro, as Cantigas de Maio, para agora ser o executivo no seu programinha municipal fazer divulgação de uma festa partidária.

A quem nada faz tudo serve para mostrar. A desorientação naquela Camara é cada vez maior. Agora a té a vergonha perderam.

Publicado por Daniel Arruda às 02:51 PM | Comentários (3)

Vá lá....

extraterrestre.jpg

...Digam-me que isto é normal e que a extra-terrestre sou eu. Plesae!!!!!!!

Publicado por Isabel Faria às 01:20 PM | Comentários (1)

Timor

Já escrevi muitas vezes que não entendo o que se passa em Timor Leste. Não entendo, de facto. Mas há algumas coisas que quer se passem em Timor Leste quer em qualquer outro lugar não me parecem lógicas.
Há um Presidente eleito e há um Partido que ganhou as eleições. Esse Partido escolheu uma Direcção. Pode-se discutir se a eleição por braço no ar é democrática ou não. Não considero que seja. Mas A Fretilin usou-a, escolheu uma Direcção. Não faço ideia se o Presidente podia ter feito alguma coisa ou não. Não conheço a Constituição de Timor nem a Lei dos Partidos. Mas não fez. A Fretilin tem um Lider, a quem o Presidente deu posse como Primeiro-Ministro. Então como pode agora o Presidente vir dizer que o Primeiro Ministro se deve demitir porque a eleição da Direcção da Fretilin não foi democrática, por não ser por voto secreto?
Depois, Xanana, vem escrever uma carta e publicá-la em que diz que Alkatiri se deve demitir por causa das declarações que fez a um programa de televisão australiana. Então mas o Presidente deve pedir a demissão de um Primeiro-Ministro, em Timor Leste, ou onde quer que seja, através de uma carta publicada nos meios de Comunicação Social?
Deixo aqui um artigo publicado hoje no DN, da autoria de Eduardo Dâmaso. Receio que tenha que dizer que concordo inteiramente com ele. E receio admiti-lo dado o respeito que tenho (tinha?) pelo papel, pelo passado e pela pessoa de Xanana Gusmão.


Publicado por Isabel Faria às 12:55 PM | Comentários (9)

Trabalho Precário

Trabalho temporário é mesmo assim. Uma sátira espectacular sobre o Trabalho Temporário e as ETT's.

"Benvindo ao mundo das ETT, assinas um contrato e não conservarás o emprego".

Publicado por Daniel Arruda às 09:30 AM | Comentários (1)

junho 21, 2006

Porra, Daniel...

...eu não te pago para vires aqui fazer um post a dizer que Portugal ganhou, que jogou mal comó caraças (ouvi na rádio dizer que a defesa parecia um passe vite...creio que isso não é muito abonatório para os passe vites, mas o sr. emendou logo a seguir e disse que parecia o buraco de ozono, ai entendi que a coisa devia mesmo tar preta...), mas ganhou na mesma e pronto, que Angola, tadinha, foi eliminada e que daqui a nadica as túlipas vão estar a discutir com aquela dança que o gajo deita a gaja toda para o chão e ela levanta a perna, para ver quem é que vai jogar com Portugal??? hein???

Publicado por Isabel Faria às 07:19 PM | Comentários (9)

Tarefas

verão.jpg

Tarefas para o Verão, que hoje começa:

Comer muitas saladas e muita fruta. Moderar a cerveja (por causa dos pneus...).
Não desistir de denunciar a politica de Direita do Sócrates.
Tomar muitos banhos no Mar.
Parguntar ao Sócrates onde estão as alterações do Código de Trabalho.
Usar protector solar.
Lembrar ao Sócrates o referendo da IVG.
Fazer exercício físico.
Perguntar ao Sócrates onde estão os 150 000 novos postos de trabalho.
Namorar muito, ao nascer e ao pôr de Sol e a seguir ao almoço, durante a sesta. Nas outras horas todas, também se pode. É permitido descansar cinco ou seis minutos, durante o dia, fins de samana incluídos.
Ler o post anterior do Daniel e aproveitar para pensar um pouco a quem serve a Comunicação Social que temos e como podemos e devemos fazer para quebar o cerco cada dia mais apertado que ela nos impõe.
Ler um bom livro, ouvir uma boa música, jogar à bola com as nossa crianças, ou falar com elas, ou dizer-lhes que gostamos bué delas.
Preparar-se fisicamente para a Marcha do Emprego que há caminhos a percorrer, coisas a denunciar, soluções a apresentar e Setembro está já ali (um bocadinho de campanha partidária, fica sempre bem, no dia em que começa o Verão).
Dizer todos os dia, curto-te bué. Às pessoas que se curtem bué.
...
...
...
As ... são para as vossas sugestões.
Bom Verão.


Publicado por Isabel Faria às 01:09 PM | Comentários (13)

Não são coincidencias meus senhores

Há coisas levadas da breca. Coincidencias certamente.
Numa altura de convulsão para a Indústria automóvel nacional, com o eminente fecho da fábrica da GM na Azambuja, aparecem em todos os orgãos de comunicação social notícias "novas" sobre a produção em Portugal, mais concretamente na Autoeuropa, do novo desportivo da marca alemã. Até se dá destaque ao facto de já se saber o nome. Como se isso fosse novidade. Mas o factor comum a todas as notícias é a exaltação qeu se faz ao ministro Manuel Pinho na condução do processo negocial na VW. Coincidência ou não este artigo surge numa altura em que Manuel Pinho mais uma vez demonstra a sua incapacidade no dossier GM. E digo mais uma vez porque no caso da VW a intervenção do ministro não passa de uma mentira. Os grandes e únicos responsáveis pela negociação na Autoeuropa foram os trabalhadores. O ministro quando abriu a boca fez asneira.
Mas há mais pontos comuns das notícias. O enaltecer da atitude dos trabalhadores da VW com o claro intuito de no caso da GM pôr a culpa em cima dos trabalhadores da GM. A velha técnica de dividir para reinar. Não vou repetir a minha opinião sobre a posição de algumas ORT's da GM mas isso não retira em nada à questão fundamental. A GM vai saír de Portugal porque quer e não porque não tem condições ou porque os trabalhadores não colaboram. O problema não está na mão de obra. Está na falta de vontade de se resolver o problema. Está na vontade de se deslocalizar para países do centro da Europa onde quase não há custos logisticos, onde a legislação laboral é mais permissiva ao capitalismo selvagem e onde os benefícios fiscais são maiores.

Estas revelações encomendadas por alguém á nossa imprensa não são coincidencias. São manobras claras que querem virar a opinião pública contra os trabalhadores e limpar assim a imagem de um ministro claramente incompetente. É claro para todos que o Governo neste momento domina os media. A ideia de uma imprensa livre em Portugal é cada vez mais uma miragem. Sócrates aprendeu que o melhor a fazer era ter um governo repartido entre S.Bento e as redacções dos jornais. Soube na altura certa seduzir as pessoas certas para fazerem a propaganda do regime.

Mas que é vergonhoso é. Um país livre e democrático como Portugal cada vez mais aferrolhado, aregimentado, preso aos e pelos orgãos de comunicação social. Será que já não há jornalistas críticos? Não há jornalistas livres em Portugal?
Estamos no limiar da Vergonha Total.

Publicado por Daniel Arruda às 09:17 AM | Comentários (2)

Bora lá palancas

Hoje como é óbvio quero que Portugal ganhe. Apurados ou não uma vitória é sempre uma vitória e a moral de quem ganha nunca será igual á de quem perde.

Portugal

Mas hoje também quero que Portugal ganhe para que Angola fique dependente apenas deles próprios para conseguirem um apuramento histórico para os oitavos de final.

Angola

Seria bonito sem dúvida. Hoje torço por duas Selecções. A portuguesa e a de Angola. Este mundial está me a correr bem e por isso não custa nada pedir mais um pouco.A Alemanha e Portugal já lá estão.

Bora lá palancas.

Publicado por Daniel Arruda às 07:01 AM | Comentários (1)

junho 20, 2006

José Azevedo

José Azevedo

Pela 1ª vez Portugal vai ter um chefe de Fila no Tour de France. José Azevedo foi anunciado hoje como o sucessor de Lance Armstrong na equipa americana da Discovery. Uma tarefa nada fácil mas para quem no ano passado rebocou Armstrong nos Alpes e nos Pirinéus e mesmo assim termina o Tour num honroso 5º Lugar pode finalmente aspirar este ano a algo mais.
Este Tour vai ser especial. É, afinal, o 1º na era pós Armstrong e se recuarmos um pouco e nos lembrarmos como foi o 1º Tour na época pós Indurain podemos admitir como viável um cenário de 5 ou 6 corredores com pretensões a ganharem esta edição. Desde logo Jan Ulrich que tem sido sistematicamente batido na montanha. Mas também Bobby Julich ou Ivan Basso da CSC são candidatos bem como Francisco Mancebo da AG2R, Alexandre Vinikurov da Würth ou Iban Mayo da Euskadi.

Vai ser certamente um grande Tour de France e poderá ser maior ainda se José Azevedo estiver à altura da responsabilidade. Venha daí a prova raínha do Ciclismo.

Publicado por Daniel Arruda às 05:02 PM | Comentários (1)

Perplexidade

perplexidade.jpg

"Não percebo", disse
"O que é que não percebes?", disse a mãe, por dizer
"Sei lá. A vida", disse a criança com seriedade.

A partir de um conto de Maria Judite de Carvalho e de uma foto de Sabyasachi Talukdar.

Publicado por Isabel Faria às 01:26 PM | Comentários (5)

Fumar Mata

Fumar Mata

Afinal é mesmo verdade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por Daniel Arruda às 01:05 PM | Comentários (1)

Sem palavras...

oculos cavaco.jpg

Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (8)

Uma Aula de Alemão

Muitos dos nossos amigos aqui no Troll conhecem a minha costela alemã e alguns até brincam com isso. Mas são também injustos ao dizerem que a lingua alemã é difícil. para quebrar d evez com esse tabú aqui vai um texto que demonstra de forma inequivoca que isso é mentira.
Desfrutem deste momento.

A língua alemã é relativamente fácil. Quem sabe Latim e está habituado com as declinações, pode aprendê-la sem grandes dificuldades - ao menos é o que os professores de Alemão dizem em suas primeiras aulas. Em seguida, quando começamos a estudar os der, des, den, dem, die, eles dizem que é moleza: tudo é apenas uma questão de lógica. Realmente é muito simples; podemos ver isso no exemplo que passamos a examinar.

Tomemos um honesto livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro, publicado em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos hotentotes (em Alemão, hottentotten). O livro nos conta que os cangurus, Beutelratten, são capturados e colocados em jaulas, Kotter, cobertas de um tecido, Lattengitter, para abrigá-los do mau tempo. Essas jaulas são chamadas, em Alemão, "jaulas cobertas de tecido", Lattengitterkotter ; assim que botam um canguru dentro delas, ele é chamado Lattengitterkotterbeutelratten, "o canguru da jaula coberta de tecido".

Um dias os hotentotes capturaram um assassino, Attentater, acusado de ter matado uma mãe, Mutter, hotentote - Hottentottermutter -, que tinha um filho tonto e gago, stottertrottel. Essa pobre mãe se chama, em Alemão, Hottentottenstottertrottelmutter, e seu assassino é chamado de Hottentottenstottertrottelmutterattentater. A polícia prendeu o assassino e o enfiou provisoriamente numa gaiola de canguru, Beutelrattenlattengitterkotter, mas o prisioneiro escapou. As buscas mal tinham começado, quando surgiu um guerreiro hotentote, gritando :
- Capturei o assassino! (Attentater).

- Sim? Qual? - perguntou o chefe.

- O Lattengitterkotterbeutelratterattentater! - respondeu o guerreiro.

- Como assim? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido? - perguntou o chefe dos hotentotes.

- É, sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentater (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago) - respondeu o nativo.

- Ora , respondeu o chefe, tu poderias ter dito desde o início que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentater.


Como dá para ver, o Alemão é uma língua fácil; basta a gente se interessar um pouquinho
...

Publicado por Daniel Arruda às 08:48 AM | Comentários (15)

Não compreendo os juízes

"O funcionário alegou que as «regras da experiência dizem-nos que a esmagadora maioria das pessoas que utiliza os quartos de banho para satisfazer as suas necessidades fisiológicas e não para qualquer outro fim, como fumar, conversar, descansar, comer». "

Mas obviamente que não. O que é mais normal é o pessoal ir comer a sandes da manhã sentado na sanita ou então leva o cafézinho para um momento social encostado ao urinol.
Agora a sério. Um trabalhador que se deloque 10 vezes á casa de banho durante um periodo de trabalho, deve ser encaminhado para um médico porque deve ter problemas urinários, mas daí a poder-se controlar electrónicamente as idas ao WC é abusivo pois a meu ver que não sou jurista poe claramente em causa a privacidade de cada um.
Espero que o recurso de resultado pois esta decisão do Tribunal da Relação do Porto é uma aberração.

Acho que já faltou mais para o cenario dos filmes de ficção em que uma pessoa está a trabalhar agarrado á cadeira, alimentado por um tubo e defecando por outro está cada vez mais perto de se tornar realidade.

Publicado por Daniel Arruda às 08:23 AM

junho 19, 2006

Havemos de ouvir o Gracias a la vida!!!

father.bmp

Hoje apetecia-me estar com ele e fazê-lo ouvir a Violeta Parra a cantar o Gacias a la vida.
Queria falar-lhe de quando descobrimos a sardanisca presa na fechadura da porta e eu gritei tanto que as vizinhas pensavam que tinha acontecido alguma coisa; queria falar-lhe de quando me fazia as cruzinhas para a campa do Nero ou do hamster que esqueci o nome, ele que nunca foi a uma missa; queria falar-lhe das pedrinhas enroladas na prata; naquela vez em que me deu uma palmada porque eu não queria lavar as mãos, não estão sujas nada, e a água tornava-se preta; queria recordar-lhe quando nunca queria perguntar nada a um polícia em Paris e passávamos 10 vezes pelo mesmo lugar à procura do mesmo lugar, só que outro; queria falar-lhe da festa que vivemos juntos e falava-lhe de flores vermelhas...queria dar-lhe a ouvir a Violeta Parra e que ele voltasse a ter vontade de me fazer dançar nos seus joelhos. Não queria sentir-lhe a voz triste, ou perdida, ou desencantada, ou amargurada. E sinto. Este fim-de-semana vou levar-lhe a Violeta Parra...pode não ter força para me abanar nos joelhos, até posso lavar as mãos antes de comer, continuarei a fugir da sardanisca se ela decidir ficar de novo presa e pedir-lhe-ei que não desista.
Há alturas em que escrever me tira o medo. De quando em vez fico com medo. Como hoje.


Publicado por Isabel Faria às 11:51 PM | Comentários (4)

Parabéns

Faz hoje 28 aninhos. O gato mais famoso do planeta. Mais famoso que a CatWoman. O devorador de Lasangas, dorminhoco e insolente. Foi a 19 de Junho de 1978.

Parabéns

Garfield

Publicado por Daniel Arruda às 06:19 PM | Comentários (3)

Porque ela existe

Já muitos sabem o valor que dou á publicidade e especialmente ás campanhas de prevenção da SIDA. Fizeram-me chegar este de França. Do melhor que eu já tenho visto.

Uma nota: Ele é pesado pelo que não se assustem se ele demorar um pouco a carregar. Vale a pena a espera.

Publicado por Daniel Arruda às 04:01 PM | Comentários (3)

Refresquem-se

cn6.jpg

1º - Tinha que ser uma rapidinha que estou completamente sem tempo.
2º - Se eu não fizer um Post por dia o Daniel (os outros estão reformados...) não me paga o salário.
3º - Acho que sabia bem a todos (a catarata, tá bem de ver...), por causa do calor.
4º - Ouvi dizer que tenho um amigo a precisar de uma coisa fresquinha, para levantar o astral. Claro que continuo a falar da catarata.
5º - Refresquem-se!!!!

Publicado por Isabel Faria às 02:08 PM | Comentários (12)

Unidade e Unicidade

UNIDADE
do Lat. unitate
s. f.,
grandeza tomada por uso ou por convenção para servir de termo de comparação entre grandezas da mesma espécie;
o número um;
a base da numeração;
qualidade do que é uno;
objecto único;
união;
mónada (na filosofia de Leibniz);
coordenação das partes de um todo (trabalho literário ou artístico, etc. );
uniformidade, conformidade de sentimentos, de opiniões, etc. ;
acção colectiva tendente a um fim único;
corpo de soldados destinados a manobrar juntos;
cada navio na marinha de guerra;

fig.,
profissão da mesma fé e obediência aos mesmos chefes.

UNICIDADE
s. f.,
qualidade de único.

Estas definições vêm num dicionário on-line e servem para explicar o paradoxo que grassa no movimento sindical português. Toda a gente apregoa a unidade mas como ficou óbvio, e para pegar apenas no exemplo mais recente do SPGL, o que se quer mesmo é a unicidade. Este defeito de formação não é de hoje, tem 3 décadas mas pelos vistos ninguém quer saber.

Ainda a semana que passou deu na RTP2 um documentário sobre Álvaro Cunhal, sobre a sua vida, obra e com muitas passagens e imagens de discursos, entrevistas do próprio. O espantoso é que é o mesmo discurso usado actualmente pelas mais diversas pessoas com responsabilidade no movimento sindical. Nos anos 70 não raras as vezes se ouviu defender a central sindical única que seria controlada pelo PCP. Unidade de pensamento? Não!!!!!!!! unicidade. Unidade dos trabalhadores no respeito pelas diferenças??? Não !!!!!!! Unicidade em torno das bandeiras de alguns.
Leiam as definições de unidade e unicidade e vejam o que se aplica á CGTP. Vejam as atitudes nas recentes eleições do SPGL e vejam em que espírito se enquadra. As eleições perdem-se e ganham-se. A comissão eleitoral não deu provimento ás queixas. A impugnação não parece fazer efeito pelo que se ameaça convocar plenário escolares que se sobreponham a um acto eleitoral livre e democrático.

Isto não é um apelo á unidade. É uma exercício para se chegar á Unicidade.

E vocês ainda me perguntam porque sou crítico?

Publicado por Daniel Arruda às 10:14 AM | Comentários (10)

Catalunha

Há quem diga que a votação de ontem abre caminho a que a Espanha se torne em breve num estado federal. Há quem veja a votação como um passo para a independencia. Há quem a veja como um retrocesso de anos.
Não vivo lá. Sei o que amigos e comunicação social me têm transmitido.

Fiquei satisfeito com o resultado do referendo. O povo catalão escolheu o que achou melhor. E tudo o que contribua para que o processo decisório esteja mais longe de Madrid é bem vindo.

catalunha

Publicado por Daniel Arruda às 07:34 AM | Comentários (1)

Isto é mesmo de quem nada tem para dizer

Marques Mendes quer «bom senso» para impedir fecho

Dito assim até parece fácil.
Bom senso? como? de quem? de que forma?

Que pequenez de espírito!!!!!!!!

Publicado por Daniel Arruda às 06:59 AM

junho 18, 2006

Diário do Mundial

Axo ku Brasil ganhou à Austrália e ka França tá bué da mal e só konseguiu empatar ka Coreia du Sul.
O Brasil já tá nos 8avos...Parexe ka Itália tb empatou kus EU. N faxo ideia onde é ke tá.
O Cácá axo ke jogou bué da bem. Só n sei em kikipa.
inda n sbmos xé kas flores ou ku tango.
Vou ver + koisas e já volto.

Publicado por Isabel Faria às 11:06 PM | Comentários (9)

Voarei (semi auto-plágio)

caminho areia.jpg

Há quase um ano, escrevi um post no Afixe, sobre a minha incapaciade de dessitir. Há alguns parágrafos que o tempo se encarregou de apagar. Outros, o tempo acabaria por escrever. De uns e de outros, o tempo tem sempre razão, sou, passado quase um ano, também feita.
Não ser escritora nem editar livros tem a vantagem de não editarem livros a acusar-nos de auto-plágio. Assim, "semi-autoplagiando-me", aqui fica. Para quem me conhece bem, mesmo que já não se lembre do post original, creio que notará onde as diferenças entram. Poderia escolher o negrito, o itálico...guardarei o negrito e o itálico...

Nunca entendi a minha quase incapacidade de desistir. Não creio que seja teimosa. Não me considero masoquista. Então, porque não parar, pensar e concluir que há batalhas que não vale a pena travar, lutas que não vale a pena tentar ganhar? Porque nunca acredito que uma luta possa estar perdida à partida? Porque nunca acredito que pode haver forças que já não tenha ou tempo que me falte?
Não consigo, nunca, desistir do que não vivi. Não consigo abdicar do corpo que não toquei, das palavras que não disse, dos sonhos que não vivi. Não consigo abdicar de conhecer o teu cheiro nem o teu sabor. E, quando conheço o teu cheiro e o teu sabor, quando a festa do teu cheiro e do teu sabor chega, procuro sempre mais, outro, diferente, ainda o teu, mas o teu que sei ainda não me deste tempo nem lugar de encontrar.
Em cada dia do meu presente, ultrapasso as mágoas do passado e não consigo não viver as dádivas do futuro.
Não me contento nunca com a parte, entrego-me obstinadamente em busca do todo. Pelo meio, há dias em que o cansaço da procura me tolhe os passos e me cala as palavras, faz sempre isso o cansaço, aos passos e ás palavras, mas encosto-me, por momentos, a uma esquina qualquer e continuo. Não tenho como possa não continuar.
A minha vida não foi construída com sonhos que perdi, é construída com os sonhos que não pude ou não tive (ainda) tempo de viver.
Quero um mundo melhor. Não porque nele acreditei no passado, mas porque não suporto a falta que me fará no futuro.

Quero ter-te nos meus braços, não para neles te prender, mas porque neles quero voar. Tenho saudades de voar. Cada dia que estou contigo, cada dia que estive, cada dia que sei que vou voltar a estar, ou mesmo que, um dia, saiba que não vou voltar a estar, tenho saudades de voar. De, contigo, voar. Não desisto de te ouvir, não para me dizeres palavras que, algures, gostei de ouvir e perdi, mas para me dizeres as que sempre sonhei que me dirias.
Tu.E cada vez que te encontro, é o que nunca vivi, que procuro.
Não vou desistir. Não sei desistir. Vou continuar a procurar o que os teus olhos me dizem, as tuas palavras me repetem, os teus gestos me dão. E mesmo se, às vezes, os teus olhos calam, as tuas palavras adiam e os teus gestos negam, eu não sei desistir.
No dia em que te encontrei, soube que haveria coisas que iríamos viver. Nunca desisto das coisas que há para viver. Passadas tantas coisas vividas, ainda sei que há coisas que vamos viver. E eu nunca desisto das coisas que sei que há para viver. Do futuro, chamei-lhe, linhas atrás.
Sei que me esperas, de vez em quando, a meio do caminho. Para juntos, percorrermos a distância que nos separa do mar. E para, no mar, finalmente, percorrermos o caminho que nos separa de nós. Não durará sempre o mar. Nunca dura sempre o mar. A única coisa que dura sempre é a procura dele. E de nós. Mas enquanto o mar durar, estarei sempre a meio caminho, à espera das palavras que nunca me disseste.

Publicado por Isabel Faria às 07:11 PM | Comentários (14)

Torturas incorrectas

Segundo o relatório que o Pentágono, por pressão da Associação para Defesa das Liberdades Cívicas, publicou, os EUA mantiveram, em 2003 e 2004, detidos durante 17 dias, prisioneiros, a pão e água, usaram técnicas de interrogatório proíbidas (eufemismo para torturas), como a privação de sono, música muito alta e olhos tapados com adesivos. Segundo o relatório que o JN, hoje, publica, pelo menos um dos detidos foi mantido nu, por tempo não determinado e todos se encontravam encarcerados em celas minisculas, do tamanho de gaiolas.

Apesar de considerar que tais métodos não se enquadram no espírito da Convenção de Genebra, o Pentágono não as considera ilegais, mas, apenas, incorrectas. Reflectem, ainda, segundo o relatório, falta de vigilancia e não abusos deliberados. Omite o nome dos militares envolvidos bem como os lugares onde as "incorrecções" se verificaram. E como é sabido ninguém foi condenado pela prática de tais "incorreções" e "faltas de vigilancia".

Entretanto, segundo a mesma notícia, George Bush, declarou ontem que é vital que os Iraquianos saibam que a América não os abandonará depois de ter ido tão longe. Presume-se que os iraquianos devam ficar descansados.

Publicado por Isabel Faria às 12:51 PM | Comentários (2)

Não é tudo farinha do mesmo saco

Hoje ao folhear o DN deparei-me com este artigo e não posso deixar de me escandalizar com as onclusões tiradas no mesmo.

Se obviamente estou de acordo com a análise da direitização do PS, até porque já o escrevi aqui várias vezes e porque é claro a toda a gente que a diferença entre o PS e o PSD é apenas o D, não posso admitir que uma vez "educada" a opinião pública para essa fatalidade se queira agora começar a introduzir na opinião pública que o BE e o PCP são farinha do mesmo saco, do saco do PS, entenda-se.
É no mínimo abusivo dizer que "O abrandamento do frenesim oposicionista do Bloco de Esquerda é admitido mesmo por alguns dos seus dirigentes, que o atribuem à "crise dos sete anos", à dificuldade de "estar sempre a inovar" e à inexistência de actos eleitorais no futuro próximo." pois isso será o mesmo que admitir que afinal no espectro político português é tudo igual, quando não é. Pôr em causa os valores de esquerda por via de se pôr em causa os partidos da esquerda e a existencia deles enquanto tal é no mínimo bizarro.

É certo que alguma dita esquerda contribui para isso mas é bom que se separe as águas. Eu até compreendo o porquê. Os nossos "opinion makers" têm andado de batalha em batalha com um objectivo claro. Esvaziar ao máximo os conteúdos ideológicos de modo a que dessa forma se esvazie a particiação popoular nas decisões. Cabe á esquerda lutar contra isso.

Publicado por Daniel Arruda às 12:23 PM | Comentários (5)

junho 17, 2006

Então...

... que venham as

Holanda.jpg

ou o

argentino.gif

Que a gente cá está!!!!

Publicado por Isabel Faria às 05:50 PM | Comentários (4)

Não posso fazer mais nada!!!!

boneco.jpg

Prontes, o gajo já tá cá fora!!!! Agora desenrasquem-se !!!
Inté!!!

Publicado por Isabel Faria às 01:05 PM | Comentários (4)

Solidariedade ACTIVA

Não sei se a Administração da Autoeuropa vai aceitar. As últimas notícias parecem indicar que não.
Também não sei se haveria vontade política da Administração da GM de encontrar uma solução. Nem se haverá vontade política do Governo da a "forçar".
Mas é a isto que se deve poder chamar consciência de classe, solidariedade efectiva e disponibilidade de encontrar soluções para os problemas.
Que sirva de lição para aqueles que querem ver em cada trabalhador que, eventualmente, não pense ou não aja como ele, um inimigo.
E que sirva de lição para quem diariamente se esquece que estamos no ano de 2006, que as deslocalizações existem, que a Globalização nos entra diariamente em casa, que há que ter a capacidade de encontrar respostas...ou, apenas, que está na hora de aprender a "negociar"? Com as armas de hoje.

Publicado por Isabel Faria às 11:44 AM | Comentários (12)

Roubaram a página à gente

Parece que o Troll está outra vez marado. Agora não aceita comentários nos últimos posts. Tal como disse a Émiéle, aparece um texto a dizer que a página foi levada não sei para onde...olhem, eu juro que não levei nada...só se foi o Dani. Daniel, levaste a página, amigo???? Vá lá... não sejas mau. Devolve a página, faxavor. Não podias ir preparar-te para ver o jogo??? Hein??!!! Depois podes brincar com ela outra vez...
(É preciso uma paciência para aturar estes gajos mal educados e incompetentes da Weblog que vocês nem imaginam!!!).

Publicado por Isabel Faria às 11:24 AM | Comentários (3)

Um pensamento para o Fim de Semana

Aquele que ao longo do dia
é activo como uma abelha,
Forte como um touro,
Trabalha que nem um cavalo
E que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão,
Deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro

Publicado por Daniel Arruda às 10:01 AM | Comentários (3)

junho 16, 2006

330 e tal

flores.jpg

Será que há 330 e tal flores amarelas neste campo...precisava de um campo com 330 e tal flores amarelas...uma por cada dia que passou...vou contar as flores...se faltar alguma vou procurar, se sobrar, fica na conta dos próximos 330 e tal dias.

Publicado por Isabel Faria às 11:09 PM | Comentários (3)

O que sabe a cigana de amores-perfeitos???

amores perfeitos.jpg

- Onde é que se meteu a noiva???
As calças de ganga e a camisa aos quadradinhos, a mala de cobrador da Carris e os cabelos desgrenhados enganavam o mais experiente. Estava ali.

Na véspera, enquanto compravam laranjas para a salada de fruta, a cigana tinha dito, olhe menina, não vai ser feliz...que sabia a cigana a mais disso do que ela???...
Durante todo o dia tinha pensado que ia vencer a guerra. A estabilidade, a casa nova, longe do bairro, o canteiro de cimento, pintado de amarelo, cheio de amores-perfeitos com que tinham enchido a varanda, iam vencer a guerra. O que sabia a cigana de guerras e de canteiros de amores-perfeitos???

À noite, cansada, teve que o partilhar com os outros amores de sempre. Era só hoje, pensou. Amanhã, daqui a uma semana ou a um mês, não se vai mais lembrar de pratas, nem de visitas tardias ao jardim da Estrela...amanhã ou daqui a uma semana, passaria pelo mercado de Benfica e ensinaria a cigana o que era um canteiro de cimento, pintado de amarelo, cheio de amores-perfeitos, a ocupar toda a varanda.

Muitos anos depois, passou lá, vinda do cimo da Estrada dos Arneiros. Não reconheceu a cigana. Há muito que não havia canteiros de cimento. Nam amores-perfeitos. E acabara de perder, definitivamente, a guerra.

O tempo passa, pensou. Já foram mais de vinte anos...a 16 de Junho a senhora da conservatória procurava com ar apressado a noiva...a cigana tinha dito, os olhos não enganam, menina...o que sabia a cigana de olhos quando se tinha um canteiro cheio de amores perfeitos para cuidar???

Publicado por Isabel Faria às 10:29 PM | Comentários (3)

Um novo blog

A blogosfera é o exemplo de um "ecosistema" que se auto renova, tem vida própria e não morre, muito antes pelo contrário. Aparece sempre mais viçoso a cada blog que é criado. De um amigo e de seus amigos nasceu "O Sono do Monstro".
Ainda está um pouco vazio porque está a dar os 1os passos agora mas pela amostra e pelo que conheço de um dos autores é um blog que rapidamente vai merecer uma visita mais assidua.

Não podia aqui deixar de dar as boas vindas blogosféricas a mais estes blogueiros.
Toda a sorte.

Publicado por Daniel Arruda às 07:38 PM

Tive medo

Hoje vi a minha vida a andar para trás. Haverá agora quem exclame um "Ahhhhhh!!!!!! que pena" cheio de cinismo mas felizmente ainda por aqui ando.

Já há muito tempo que "brincamos" com o facto de Portugal aos poucos se estar a tornar um clima tropical mas hoje tive a prova.
Vinha de Lisboa e achei piada ao facto de estar a chover a cântaros no Monsanto e no acesso à ponte via Amoreiras estar tudo seco. Uma diferença de 30 metros a fazerem toda a diferença. Continuei para vir para o trabalho quando perto do Fogueteiro cai uma chuva como eu nunca tinha visto. Torrencial, de tal modo que o limpa vidros no máximo não evitava que eu não visse a frente do carro quanto mais a estrada. Reduzi a velocidade até aos 20 Km/Hora mas mesmo assim a condução era quase impossível, ainda mais numa auto-estrada com supressão de berma devido a obras. Até que surgiu uma daquelas entradas para emergências e isto era uma emergência. Fui dos felizardos que ainda arranjei um espaço para parar o carro. Muitos outros tiveram de continuar a concuzir. Depressa se formou um rio na Auto-estrada e para além da água que me cegava e dos trovões que me abanavam o carro ainda comecei a levar com a água dos carros que tinham de circular e que levantavam o rio que corria para norte. Confesso que tive medo. A sensação de impotência de estar dentro de um carro e não ver nada que se passa à volta, esperando a cada momento que um gajo se espante e que te venha bater no carro. Pelo que resolvi abrir a janela para poder ver um pouco melhor e entrar na estrada outra vez, pois mais vale andar e tentar fugir aos perigos andando e esperando que à tua frente nada se passe para saíres daquele pesadelo.

Consegui, após 6 Km, começar a ver alguma coisa, não sem que antes não testemunhasse a inconsciência de alguns que não se inibiram de acelarar às cegas numa autêntica roleta russa que podia envolver terceiros, pois lençóis de água não eram muitos, era a estrada toda e um gesto em falso provocaria um acidente em massa.

Acabei por chegar tarde ao trabalho, mas feliz de chegar e com uma certeza. Nunca mais vou utilizar a expressão chuva torrencial de ânimo leve. É que comparado com hoje apenas tinha assistido a aguaceiros.

Publicado por Daniel Arruda às 05:13 PM | Comentários (4)

Louçã ao "DN"

Queremos provar que o desemprego não é uma fatalidade, mas uma escolha essencial da democracia, e que pode ser concretizado um programa de respostas.

Publicado por Isabel Faria às 10:10 AM | Comentários (4)

Dias

fatigue2.jpg

Introdução: Este é mesmo daqueles dias em que me sinto a coisa mais coitadinha ao cimo da terra. Se não tiverem vontade de ler lamúrias estúpidas e mais ou menos infantis, é favor passar à frente e esperar pelo post seguinte. Obrigado.

Estou cansada. Ainda não são oito horas e eu já estou cansada. Não é, portanto, um cansaço passageiro. Resiste à noite e resiste ao descanso. Tenho mais um dia de cortar à faca pela frente e estou cansada de dias de cortar à faca. Queria ser capaz de cruzar os braços e não sou capaz. Queria ser capaz de assobiar para o lado e não sou capaz. Queria dizer paciência, amanhem-se e não sou capaz. Queria ser capaz de dizer só dou em troca do que recebo e não sou capaz.
Levantei-me cansada. Não sei se mais cansada das guerras que já travei se das que tenho para travar. Não sei se das palavras que já disse. Se das que tenho para dizer. Se das que não disse. Ou das que não posso dizer.
Cansada de contarem comigo. De me armar sempre em forte. De não ser forte. De estar sempre aqui. De não ser capaz de não estar aqui.
Vai ser mais um dia de cortar à faca. E estou cansada de ainda não ter aprendido a lidar com dias de cortar à faca. Já vivi milhares deles. Já tinha a obrigação de ter aprendido. Estou cansada de não aprender. De nunca aprender nada.

E estou cansada de ainda não ter desistido de colo. Uma mão no ombro. Um empurrão. Estou cansada de dar sempre a impressão que aguento sozinha. Que sigo sozinha. Que não vale a pena preocuparem-se porque a Isabel passa ao lado. Magoa-se, mas passa ao lado.Tem a obrigação de passar ao lado. Maturidade, o tanas. Experiência o tanas.

Na empresa as pessoas querem ver o Mundial. Na rua, as pessoas querem ver o Mundial. Em casa o meu filho quer namorar (como eu queria namorar quando tinha a idade dele...), no resto...no resto...estou cansada de tentar encontrar razões. Saídas. Palavras. Pedacinhos.
Estou cansada do Troll, da CT, de me meter sempre em mais coisas, de achar que tenho a obrigação de não dedistir, que não posso desiludir, que tenho que honrar os compromissos, que tenho que ser fiável e confiável, que tenho que me aguentar à bronca. Às broncas todas.

Desculpem. Eu sei que isto é estúpido. Não tenho dinheiro para o psicanalista. Não tenho ninguém a quem queira incomodar a falar deste cansaço. Têm que levar vocês comigo...As horas passam...quase chegam as oito. Tenho que me vestir, sair, beber café, entrar na empresa, ver, ouvir, falar milhares de vezes as coisas de milhares de vezes, fazer milhares de vezes as coisas de milhares de vezes...tenho saudades de algumas vezes em que não estou cansada de mim.

Recordo um post que aqui escrevi a semana passada. Das minhas rugas...tem, portanto, solução. Mas agora, as que vejo são todas resultantes do cansaço...as outras devem ter saído para parte incerta. Sei que vão voltar...mas agora tenho que sair. Sem colo. Nem voz.

Publicado por Isabel Faria às 07:41 AM | Comentários (16)

junho 15, 2006

Curta...sei lá nº k!!!!

Comprem a Visão desta semana. De vez em quando, eu e a Visão, divorciamo-nos, mas depois voltamos à cohabitação.
A não perder o Dossier Especial sobre os skins em Portugal . Eles existem. Mesmo. Uma reportagem sobre a Catalunha e a indispensável crónica do Ricardo Araújo Pereira (esta, confesso que leio todas as semanas, mesmo quando andamos de candeias às avessas...durante uns minutos confisco sempre a revista da minha colega). Ainda só vou aqui...

Numa pequena nota de rodapé se me conseguirem traduzir esta afirmação, que também já li, do Jerónimo de Sousa sobre o BE, eu agradeço:
"Acho que o BE subiu acima do chinelo. É uma força sem projecto e sem ideologia definidos".
A última parte eu percebo. Já tem décadas. Já existia antes do Bloco...digamos que é mais ou menos gasta e usada...ao longo dos anos só foi mudando o sujeito. Daí, eu mesmo conseguir entender....
A primeira parte é que me ultapassa: o que é subir acima do chinelo? Ao tornozelo? Às canelas? Ao joelho? Quando o meu Bono se deita em cima do meu chinelo é o Bloco de Esquerda que tenho em casa? Qual a análise política que está por detrás desta afirmação e que eu não consigo alcançar? Subir acima do chinelo é subir muito, pouco ou assim-assim...depende do salto do chinelo? De onde o guardamos? Please, help me!!!!!

Ah, e não se esqueçam, voltei a namorar com a Visão, por mais umas semanas. Vamos a ver qual será o nosso próximo arrufo....

Publicado por Isabel Faria às 07:13 PM | Comentários (6)

Curta V

pessegueiro.jpeg

Ok, eu sei que é perto...mas não há algum tempo que não nado. E há sempre a hipótese de voltar as costas para a estrada.

Publicado por Isabel Faria às 11:24 AM | Comentários (4)

Curta IV

Não gosto de soja. Soja é aquela coisa que não é carne nem é peixe.
De quando em vez, lembro-me que nunca me disseram não te posso ver, desaparece da minha vida que te detesto.
Mais ao menos ao mesmo tempo, também me tenho lembrado que já me esqueci quando me disseram a última vez: hoje, não consigo imaginar a minha vida sem ti. Fazes-me falta.
Estou no PC do meu filho e ele tem o roupeiro mesmo ao lado. Há um espelho no roupeiro. Olhei para lá e pareceu-me ver um Tofu. Não me parece nada bom sinal.

Publicado por Isabel Faria às 11:11 AM | Comentários (4)

Curta III

No meio das dúvidas, no meio dos Emails que chegam, dos desmentidos do Governo, das contas da multinacional, das incertezas do futuro de mais de 1500 trabalhadores, um trabalhador falava ontem ao JN "Daquela sensação estranha de que não há nada a fazer".
Quantos de nós, nos locais de trabalho, perante a força da globalização, a precariedade das relações de trabalho, o espectro do desemprego, as notícias das deslocalizações, não sentimos já, algum dia, essa estranha sensação? Apesar de tudo, sabemos que ela passa...e a um canto qualquer da solidariedade, da memória, da unidade, de nós próprios, acabamos por encontrar a vacina.

Publicado por Isabel Faria às 11:02 AM | Comentários (2)

Curta II

Ontem a CT da minha empresa recebeu um Parecer sobre o Projecto de Lei do Bloco de Esquerda, sobre as Comissões de Trabalhadores.
O Parecer vinha juntamento com outros documentos, nomeadamente as conclusões do último encontro de CTs realizado no Porto, a 2 de Junho.
Vinha dentro dum envelope duma organização que seguramente só o pode ter expedido, pois faço parte dela e não fiz nenhum Parecer nem para isso fui consultada. O documento não vinha assinado e no final trazia: Lisboa, 7 de Junho de 2006.
Ao príncipio ainda me pareceu mais estranho pois não tinha conhecimento de nenhuma reunião nese dia. Pensei que me tinha esquecido (ter vários burros para albardar, às vezes, dá nisso), mas dia 7 foi Quarta Feira e as reuniões são sempre à Quinta....
Estavamos a tentar discutir o Parecer para dar a nossa opinião e tinhamos uma dúvida...ok, mas a quem a dirigir?? Fez-se-nos luz, 7 de Junho de 2006 é a assinatura...agora só nos falta mesmo é saber o contacto...se alguém souber o Email, o telefone, a morada do Sete de Junho de Dois Mil e Seis (pode ser que apareça assim ou então assim 07-06-2006, ou ainda 7/6/2006...isto das listas telefónicas tem manias) é favor deixar aqui a informação que eu faço-a chegar á minha CT. Obrigado.

Publicado por Isabel Faria às 10:49 AM | Comentários (10)

Curta I

Duvido que hoje esteja aqui alguém a espreitar o Troll...mas não faço idéia para onde é que vão, já que vai estar o fim-de-semana todo a chover e a fazer relâmpagos e trovões e outras coisas dessas.

Publicado por Isabel Faria às 10:44 AM | Comentários (6)

junho 14, 2006

Dicionário de Português- Português

Pressupor - colocar preço em alguma coisa.
Biscoito - fazer sexo duas vezes.
Missão - culto religioso com mais de três horas de duração...
Padrão - padre muito alto.
Estouro - boi que sofreu operaçao de mudança de sexo.
Democracia - sistema de governo do inferno.
Barracão - proíbe a entrada de caninos.
Homossexual - sabão em pó para lavar as partes íntimas.
Ministério - aparelho de som de dimensoes muito reduzidas.
Edifício - antônimo de "é fácil".
Desviado - uma dezena de homossexuais.
Detergente - ato de prender seres humanos.
Armarinho - vento proveniente do mar.
Eficiência - estudo das propriedades da letra F.
Entreguei - estar cercado de homossexuais.
Conversão - papo prolongado.
Barganhar - receber um botequim de herança.
Fluxograma - direção em que cresce o capim.
Halogênio - forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes.
Unção - erro de concordância verbal. O certo seria "um é".
Expedidor - mendigo que mudou de classe social.
Luz solar - sapato que emite luz por baixo.
Cleptomaníaco - mania por Eric Clapton.
Tripulante - especialista em salto triplo.
Viaduto - local por onde circulam homossexuais.
Contribuir - ir para algum lugar com vários índios.
Aspirado - carta de baralho completamente maluca.
Testículo - texto pequeno.
Coitado - pessoa vítima de coito.
Cerveja - é o sonho de toda revista.
Regime Militar - rotina de dieta e exercícios feitos pelo exército.
Bimestre - mestre em duas artes marciais.
Caçador - indivíduo que procura sentir dor.
Suburbano - habitante dos túneis do metrô.
Volátil - avisar ao tio que você vai lá.
Assaltante - um "A" que salta.
Determine - prender a namorada de Mickey Mouse.
Pornográfico - o mesmo que colocar no desenho.
Coordenada - que não tem cor.
Presidiário - aquele que é preso diariamente.
Ratificar - tornar-se um rato.
Violentamente - viu com lentidão.
Diabetes - as dançarinas do diabo.

Publicado por Daniel Arruda às 03:25 PM | Comentários (5)

Quanto tempo falta para a AEIOU, nos dar uma explicação?

No passado dia 12, ás 11.00h, da amanhã, enviei ao suporte técnico da Weblog, este Email:

Boa tarde.
Eu peço desculpa de vos continuar a incomodar...mas os problemas da Weblog e do Troll Urbano mantêm-se. Não é possivel continuar a trabalhar assim. Ou os comentários não entram, ou entram a dobrar, ou os posts não entram, ou entram a dobrar, ou, como acontece esta tarde, pura simplesmente não consigo entrar no Privado.
Como deve compreender não estamos num Blog por obrigação, nem temos o tempo todo do mundo para estar num Blog. Mas queremos, no meu caso, quero, mantê-lo activo e actualizado e com visitas e com comentários...tudo o que não tem sido possível nos últimos tempos.

Peço-vos mais uma vez que nos tentem informar se este é um problema passageiro (passageiro terá que ser dito com esforço, dado o tempo em que o problema se mantém...),ou se teremos que pensar numa outra solução. Como devem entender não é normal que paguemos por um serviço e que não possamos usufruir dele.

Melhores cumprimentos
Isabel Faria

Como se depreende, este foi um Email, no seguimento de muitos outros Emails.
Entretanto, na Segunda Feira, à tarde, os problemas mantiveram-se a agravaram-se. Escrevi um post às quatro e tal e um outro às cinco que andaram a vaguear, sabe-se lá por onde até depois das nove. Depois, quais almas penadas, lá apareceram. O mais engraçado é que na Lista de entradas eles estavam lá, nos comentários anteriores, eles estavam lá, como entrada seguinte...só que eles não estavam lá, quando se entrava no Troll.

A Weblog é um serviço pago. Para nos ser possível deixar de escrever Por..., no ínício dos posts, passámos este ano, a pagar quase 80 Euros, de anuidade para usarmos o serviço. Não é, talvez, muito dinheiro...é o dinheiro que nos pediram para termos direito a um serviço que não nos prestam.
Mas mais do que um serviço que não nos prestam é a falta de jutificação, de informação que me irrita. Nem na página da Weblog. nem em resposta a qualquer post que tem vindo a ser por aí publicado com reclamações, pedidos públicos de explicações e de ajudas...nem ao meu Email de há dois dias. Nada. Silêncio total. Como se nos dissessem, estamo-nos borrifando para vocês. Se não estão bem, mudem-se.

Só que temos um contrato. Pagámos por um serviço. Temos o direito a uma explicação. A um esclarecimento. A um pedido de desculpas. A dizerem-nos o que se passa e quando estará solucionado, se estará solucionado.
Como dizia ontem a Émiéle, no Pópulo, há muito que podiamos mudar...só que se criam laços afectivos com as coisas mais inesperadas...entrei na Blogosfera pelo Afixe. Um dia, já no Troll, desmanchei o Troll todo, ficou completamente preto, mandei um SOS ao Paulo Querido, antes de o ter recebido, já o Troll era, de novo, o nosso Troll.
Havia invasões de spams...sabiamos que o Paulo Querido resolveria...questão de horas...o serviço ficava bloqueado...sabiamos que o Paulo Querido resolveria...questão de horas...

Não suporto falta de profissionalismos. Irrita-me. Mas mais do que isso não suporto falta de educação e de respeito...digamos que para isso não tenho idade. Não tenho paciência. Nem tenho feitio.

Estamos a meio de uma semana...não tenho tido muito tempo para falar no assunto com os meus colegas. Mas teremos que pensar numa solução. Com uma certeza, nem que seja preciso dar uma volta ao Mundo...se o serviço não melhorar, se não nos devolverem o serviço porque pagámos, o AEIOU, vai-nos devolver o dinheiro...ou eu não me chame Isabel.

Até lá, as nossas desculpas por uma incompetência, um desleixe e uma falta de respeito de que não somos responsávis. E um obrigado pela vossa peciência.

Nota: Há pouco, tentei meter um comentário no post do daniel. Deu, de novo, erro. O comentário não foi colocado, ou uma treta qualquer...o comentário está lá...Brrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Publicado por Isabel Faria às 11:43 AM | Comentários (16)

Aleluia

Hoje estamos de uma de artigos contra corrente.

Este é o 1º que leio em que se questiona aberta e frontalmente o Presidente da República. Já não era sem tempo.

Publicado por Daniel Arruda às 08:33 AM | Comentários (1)

Toyotismo

Gosto de ler artigos que vão em contra corrente. Numa altura em que o Toyotismo puro como filosofia de base é abandonado pelos empresários a nível mundial eis que surge um artigo sobre o tema.
Sou dos que acho que o Toyotismo não é impeditivo para que nós trabalhadores possamos ter uma melhor qualidade de vida e também acho que é o melhor de todos os sistemas produtivos que entretanto foram inventados. Porque tem conceitos muito bons como os do KVP2, o Kaizen, os 5 S's, o just in time. Conceitos que se forem usados pelos trabalhadores poderão ser úteis quer para a melhoria dos trabalhos quer para a defesa dos mesmos.

Tenho andado a passar para o papel alguns pensamentos sobre estes temas. Ainda não está terminado mas deixo aqui a 1ª parte desta "diarreia mental". As outras seguirão de acordo com o meu tempo.

Vá lá agora batam-me. Afinal isto de defender o Toyotismo como filosofia base de pensamento produtivo tem os seus custos.

Muito se tem falado nos últimos tempos de precariedade, de crise no movimento sindical, de Toyotismo, Fordismo e Taylorismo. Penso, no entanto, e desculpem a sinceridade que esta discussão tem sido um pouco vazia, baseada em leituras de textos de outrém, sem a referência critica que qualquer análise digna deve ter.
Este texto como muitas outras baboseiras que por vezes escrevo, poderá em muitos casos ser discutivel e refutado em discussão sobre o tema, e se isso vier a acontecer penso que o objectivo está cumprido. Como ficou implicito mais atrás, as posições que neste texto assumo são tão só resultantes de uma análise minha e de uma série de interrogações que eu próprio me coloco.
Por outro lado sou daqueles que defende uma mudança na estratégia e atitude do movimento sindical ,mas não concordo, de todo, que essa estratégia deva ser alicerçada em “feelings” ou em suposições mais ou menos vagas do que mudou com o neoliberalismo para que se possa adaptar o sindicalismo aos novos tempos.


Evolução industrial e capitalista e as respostas do movimento sindical

Os vários estádios por que a indústria e consequentemente o capitalismo passaram até aos nossos dias e até chegarem ao que é consensualmente chamado de neoliberalismo são, a meu ver, fundamentais para podermos estudar a evolução do movimento sindical e o seu continuo decréscimo de influência e chegarmos à sobejamente conhecida crise que o movimento sindical atravessa nos dias de hoje. É também minha opinião que um capitulo dedicado a este tema deve ter uma especial atenção aos contextos socio- económicos e territoriais em que se deram as grandes ofensivas capitalistas, pois essas caracteristicas são fundamentais para se poder discutir as nuances e derivações que o Toyotismo assume, consoante o lugar do Planeta em que é aplicado ou o porquê da decisão da não aplicação do Toyotismo noutros lugares. Penso que esta reflexão também é necessária para percebermos o Toyotismo e decifrarmos a solução do problema que a meu ver tem afectado e afectará nos próximos anos o movimento sindical, que é o da falta de novas respostas para novas provocações do neoliberalismo.

Da revolução industrial aos dias de hoje

A 1ª revolução industrial tecnológica vem com a máquina a vapor, os caminhos de ferro e com o tear mecânico.
A 2º e responsável por um novo salto no desenvolvimento do capitalismo veio com a electricidade o petróleo e o aço.
A 3º tem como base a energia nuclear, a informática e a biotecnologia. Ora o traço comum são, a grosso modo, as fontes de energia, as vias de comunicação e os equipamentos . Mas a sequência e interligação vão muito além da adopção de novos padrões. A revolução industrial surge em Manchester por volta da década de 80 do sec.XVIII. e surge na Inglaterra que, mesmo antes de se tornar no berço do capitalismo, já era uma das regiões mais ricas e desenvolvidas do planeta., ou seja a condição sócio económica de um País, como condição de referência no salto qualitativo da ideologia capitalista. A 2º revolução vai ocorrer nos Estados Unidos da América, quando Ford resolveu pegar e aplicar as ideias de “organização cientifica” do trabalho (divisão do trabalho manual e intelectual - pesquisa e desenvolvimento, engenharia e organização racional do trabalho / execução desqualificada ) de Taylor na produção automóvel.
Os EUA eram a potência emergente da época, ponto de destino de mais de 33 milhões de emigrantes no fim do sec. XIX inicio do sec. XX e que acabaria por ultrapassar a Inglaterra como potência do ponto de vista económico. Os emigrantes foram o combustivel que o Fordismo necessitava para produzir em massa e para as massas.
O Fordismo era, no entanto, um conceito limitado como o tempo o veio a provar. A primeira contradição do sistema Fordista é exactamente o conceito da produção de massas para um consumo de massas (aliás a relação entre trabalhador e consumidor será abordada num ponto independente mais adiante). A idéia que uma linha de montagem automatica facilitaria o aumento da produtividade, do lazer e consequentemente do consumo. O que não era previsto no sistema fordista eram as crises ciclicas que se abatem sobre o sistema capitalista. Várias foram as razões para o colapso do sistema fordiano, entre os quais o facto de quer a Europa quer o Japão começarem a recuperar da guerra mundial e começarem, especialmente a Europa, a criar excedentes de produção, diminuindo de sobre maneira as importações vindas dos EUA e também devido ao aumento do poder de compra e consequente baixa do juro nos EUA, mas o último e. se calhar. o mais importante foi o choque petrolifero da decada de 70 do sec. passado.
Na terceira revolução industrial dá-se a viragem da era industrial e também do capitalismo. Ao contrário do que aconteceu nas duas primeiras revoluções ou estádios do capitalismo, a 3ª revolução dá-se não num país desenvolvido ou emergente mas sim num país devastado e derrotado na segunda guerra mundial. O Japão, ao contrário do que tinha acontecido nos EUA que tinha visto o seu país “engordar” com remessas e mais remessas de emigrantes, é na altura um país que tinha perdido 1,2 milhões de pessoas consequência da guerra. É, ao contrário da Inglaterra da 1º revolução, um país que mais uma vez devido á 2ª Guerra Mundial e aos 5 anos de ocupação americana, perdeu a quase totalidade do seu parque industrial.

É nesta diferença que se dá a grande viragem do capitalismo, em grande parte devido às necessidades sde um país destruido, sem matéria humana e sem matérias primas em muitos casos. Estas condicionantes são à escala planetária.
Mas nem só de questões sociais se faz a diferença deste estádio para os outros. Também a nivel geográfico o Japão estava nos antipodas de ser uma referência. Um país com cerca de 378.000m2 ( pouco menos que a Alemanha ou a Finlandia) mas onde cerca de 80% do solo é montanhoso e praticamente imprestável nos mais diversos sentidos. Também culturalmente o Japão é um país diferente e isso é faz alguma diferença no implementar de uma filosofia.
É nesta conjuntura que se começa a desenhar o Toyotismo. Perante uma indústria arrasada, os japoneses reergueram-na em moldes mais actuais. Para contornar a escassez de matéria prima cortaram o desoperdicio até quase zero, eliminando-o e criando o conceito de produção magra. Devido ao reduzido espaço fisico reduziram ao máximo os stocks de produtos e matéria prima criando o conceito de Just in Time (JIT). Devido a concorrência das grandes empresas Norte Americanas, o Japão mobilizou o estado e o patriotismo do povo. Cortaram custos éde planos preventivos e o tempo produtivo do operador fazendo-o operar ao mesmo tempo diversas máquinas e ao mesmo tempo zelando pelo qualidade limpeza e manutenção do produto e da máquina criando assim o conceito de felxibilidade e polivalência. Mas o Toyotismo não é só isso.É todo um conjunto de conceitos e práticas que no seu conjunto são a essência do sistema.
Mas se o sistema capitalista mudou e evoluiu, criando anticorpos aos movimentos de trabalhadores “refinando” chantagens e movimentos de bloqueio, o que fez o mundo sindical?

O caminho do sindicalismo, do esplendor á crise


Os movimentos de trabalhadores andam históricamente em contra-ciclo com os momentos industrialmente marcantes ou de outra forma, por cada momento de acção do capitalismo corresponde um momento de reacção por parte dos sindicatos sendo que têm a particularidade de em cada novo ciclo a acção do capital ser mais forte e a reacção do movimento sindical mais fraca, até ao marasmo que os movimentos de defesa dos trabalhadores estão hoje.
Sabendo que estou a usar um chavão, acho que é importante e até necessário que se conheça o nosso passado para saber onde estamos e podermos projectar um futuro. Numa época de mudanças no nosso movimento sindical, umas forçadas, outras devido ao curso natural da história é importante sabermos como chegámos até aqui.
Este texto é composto de várias partes não ordenadas temporalmente. Pretendo focar vários temas que, embora relacionados e possiveis de ocorrer no mesmo tempo, representam estágios diferentes. O texto começa no ano de 1830, com o inicio da internacionalização da luta dos trabalhadores.


O inicio da internacionalização da luta dos trabalhadores
É por volta de 1830 que os trabalhadores, especialmente os europeus começam a tomar consciência da sua situação de assalariados e explorados e nasce a sua conciência de classe. Esta tomada de consciência aparece ou é acompanhada de uma agitação crescente onde também já fazem parte algumas manifestações públicas e as primeiras reevindicaçoes sociais e politicas. Estas primeiras manifestações de consciência de classe surgem em Lion e são como que um sentido orientador para as tentativas de internacionalização da luta dos trabalhadores que se seguiram.
Não se pense que o conceito das Internacionais tem inico em Karl Marx e Friederich Engels.Os primeiros passos na luta revolucionária foram dados num país propicio a ser um laboratório de experiências sociais, a Bélgica, cuja formação enquanto país remonta a 1830. A Belgica de então vivia um forte crescimento industrial e uma diversidade enorme de pessoas e condições sociais exactamente devido ao crescimento aí verificado. È neste senário que nasce Sociedade de Fraternização que lança o primeiro jornal virado para os trabalhadores, neste caso os Flamengos, “O amigo sincero dos Trabalhadores” . Este movimento é visto por muita gente como o primeiro passo para a internacionalização das lutas já que esta experiência belga é baseada em várias outras, especialmente inglesas, o berço da 1º revolução industrial. Mas é em Junho de 1836, em Londres que nasce a London Working Men Association e com ela o primeiro grupo politico de consciência revolucionária e que verdadeiramente dá a luta revolucionária o carácter internacionalista que ela necessitava. Este carácter é reforçado pelo manifesto Working Men Association destinado aos trabalhadores Polacos.
Já nessa altura, 24 de Outubro de 1871 esta associação de Trabalhadores declarava as questões ligadas ao trabalho não como um problema local ou nacional mas sim social, “That the emancipation of labor is neither a local nor a national, but a social problem……..” e, mais, consideravam a luta dos trabalhadores e a sua emancipação económica como um imperativo politico “That the economical subjection of the man of labor to the monopolizer of the means of labor — that is, the source of life — lies at the bottom of servitude in all its forms, of all social misery, mental degradation, and political dependence;
That the economical emancipation of the working classes is therefore the great end to which every political movement ought to be subordinate as a means”.
Exactamente aquilo que o movimento sindical perdeu ao longo de cerca de 150 anos. A interacção entre o social e politico como forma de revindicação. Existiram, é facto, condições para que assim acontecesse, e daí eu atrás referir que a luta anti-capital foi uma luta de acção / reacção em que o capital aprendeu sempre algo após cada embate e o usasse. O sindicalismo, esse ficou, utilizando uma expressão do boxe, cada vez mais encostado às cordas.
Neste periodo pré e imediatamente pós Marxista houve outros factores dos quais destaco dois pela importância que têm e pela repetição que sofrem na história com outros protagonistas. Em 1º lugar a divisão existente entre os diversos grupos, de pensamento divergente no seio do movimento anti-capitalista e que mais do que uma frente de combate para fora consumiam-se em lutas e guerrilhas uns contra os outros. São aliás conhecidas as zangas e desaguisagos que Marx frequentemente provocava nas publicações onde escrevia. O outro factor que penso que seja de ressalvar é a oposição feroz que os pensadores Saint-Simonistas faziam ás teses social-libertadoras de então. Então, como hoje, o capital já tinha percebido a importância dos fazedores de opinião, não na escala actual devido a expanção dos media, mas numa escala reduzida , para uma pequena burguesia emergente.
àá fase Fordista onde vamos parar a seguir, pois penso que será mais útil focalizar-mos a interpretação dos factos aos grandes momentos da história. Poderiamos comparar estes momentos a uma erupção vulcânica que tem o seu ”boom” e depois é seguido de réplicas de intensidade variável mas que também provocam estragos. Até ao “boom” seguinte.
Uma nota prévia a descrição seguinte. Os exemplos que vão ser referidos são Americanos e é sabido que o Fordismo foi aplicado de formas ligeiramente diferentes nos EUA e Europa e como tal também com realidades sociais e politicas diferentes. No entanto, a experiência sindical norte americana demonstra bem o caminho geral que o sindicalismo mundial leva a partir de então.
O Fordismo como já atrás foi referido dependia de uma grande massa de trabalhadores para a execução das tarefas rotineiras que lhes era destinada. Ora o Fordismo rapidamente percebeu que tal situação facilitava os sindicatos pois era propícia a um aumento do poder de classe. A primeira medida para eliminar tal possibilidade foi o direccionar ataques ao movimento sindical sob o argumento do “aparelhamento Comunista” dos sindicatos.
Com a lei Wagner de 1933 os sindicatos haviam adquirnido o poder da negociação colectiva mas no auge da Histeria Mcarthista os sindicatos sucumbiram à lei Taft-Hartley em 1947. No entanto, esta “derrota” não retirou tudo aos sindicatos. Estes mantiveram um relativo poder nas indústrias de produção de massa mas tal como foi referido atrás este poder deixou de ser um poder nas questões poiticas para passar a ser um poder nas quetões meramente sociais. Como é facil de reparar o sindicalismo que nasceu no sec XIX e que tinha as vertentes social e politica já deixava pelo caminho um dos seus pilares fundamentais.
A Lei Wagner basicamente consistia na criação de regulamentação de uma série de institutos e formas de organização cuja missão é basicamente a mesma só que para diferentes ramos: ajudar os investigadores de trabalho a achar trabalhos e formas de trabalho e empregadores achando os trabalhadores qualificados. Regulou também os planos de formação quer ao nivel de frequência quer ao nivel da duração anual. Os serviços oferecidos aos empregadores,para além de indicações de investigadores de trabalho para criação de locais de trabalho, incluem ajuda em desenvolvimento, ajuda aos empregadores com necessidades de recrutamento especiais, organizando Feiras de Trabalho. São também os institutos regulamentados por esta lei que vão ajudar na formação e requalificação de trabalhadores quando o seu “tempo” num dado posto de trabalho chega ao fim.
Para termos uma ideia desta lei posso dizer que as primeiras Comissões de Higiene e Segurança no Trabalho são criadas pelos sindicatos juntamente com as identidades patronais ao abrigo desta lei.
Em 1998 e já em plena época neoliberal esta lei sofre uma emenda e é alterada substancialmente a letra da lei e a esvasiada das suas funções sociais. Mas na realidade esta lei já era quase letra morta pois a lei Taft-Hartley em 1947 já tinha na realidade anulado grande parte do acordo laboral anterior. A grande novidade desta lei é, no entanto, a limitação do direito à greve e a outros direitos dos trabalhadores como o da limitação do direito de associação.
É minha opinião que esta lei de 47 deve ser enquadrada para não parecer apenas mais uma lei capitalista. O Fordismo preveligiava a produção para consumo interno. No periodo antes da 2ª Guerra Mundial os EUA já produziam exedentes enormes e era com esses exedentes que inundavam o mercado Europeu incorporando o continente europeu no sistema Fordista. Ora ,em 1947 a Europa estava em plena Guerra e o consumo claramente diminuiu, como é normal, da mesma forma que o consumo de material de guerra aumentou no mundo todo. Tudo isto provocou grandes alterações do outro lado do Atlântico, empresas tiveram de ser reconvertidas pois não eram viáveis nos produtos que produziam, outras tiveram que despedir empregados e outras ainda pura e simplesmente fecharam. Neste contexto a lei de 33 era um empecilho que urgia eliminar. Mais que isso, era importante eliminar à nascença os focos de contestação que a população trabalhadora poderia iniciar.
Pondo as questões de outra forma, é nesta altura que se dá verdadeiramente o inicio da precarização das relações laborais. O inicio das subcontratações, dos vinculos precários, o inicio do fim das regalias sociais.
Para nos situar no tempo estamos na América, no inicio da decada de 50. Inicio também da era neoliberal. Na Europa por outro lado estamos a começar a era social liberal do pós guerra. Um mundo a dois tempos que não serve os interesses do capital. Esse mundo a dois tempos iria acabar com a 3ª revolução industrial e irá ter a sua unificação com o fim do estado social europeu no fim do século.
Como sairam os sindicatos de mais este “boom”? Como já vimos atrás nos EUA os sindicatos perderam a sua capacidade politica e ficaram apenas com a vertente social. Mesmo essa foi sendo esvaziada ao longo do tempo pelo que no inicio dos anos 80 os sindicatos americanos eram algo muito facilmente confundivel com associações patronais. Na Europa e como será facil de advinhar pelo atrás descrito, a situação era diferente pois o continente devastado do pós guerra apostou numa politica de cariz social. Mas será que os sindicatos se fortaleceram nesta situação? É meu entendimento que não. Envolto no clima do pós guerra e das politicas, os sindicatos de referência europeus, em muitos casos, social democratizaram-se. Ao contrário do exemplo americano, onde os sindicatos foram reprimidos, na Europa o sindicalismo foi em muitos casos absorvido e, debaixo de uma capa de influência politica, foi entrando no jogo do poder e das classes dominantes. Devido à conjuntura, a meu ver, os sindicatos europeus tiveram o mesmo destino dos americanos. Ao deixarem de ser diferença politicamente, apenas continuaram a ter influência social e mesmo essa era regulada / influenciada pelo que o Estado achava ser a linha correcta.
Outro factor de grande influência no sindicalismo europeu foi mais uma vez e a exemplo do que já se tinha passado em 1870 a guerra interna nas esquerdas que de uma forma geral continuaram a perder mais tempo em se afirmarem no seu espaço que a combater e conquistar o espaço ao capital.

Chegamos a ¾ do sec XX e o que nos resta de que originalmento foi concebido para ser a arma de uma luta de classes que previa a emancipação da classe trabalhadora e a conquista do poder. Restava ao movimento dos trabalhadores a sua vertente social com especial concentração na agitação que deveria obrigar o poder Politico a reflectir e a mudar. Tarefa dificil essa quando a Influencia politica é nula e a consiência de classe é algo há muito esquecido.


Toyotismo, apenas laboral ou estrutura social?

Confesso que esta parte me custou a escrever. Não sabia por onde começar tal a quantidade de factores que estão interligados. Até pensei em mudar o titulo. Será que tudo isto é toyotismo? Ou será que isto é educação? Ou será que é imigração? Ou ainda movimentos sociais? Ainda não sei mas como o objectivo final destas linhas é fazer debate sobre movimento sindical e as suas respostaa à crescente precarieização das relações laborais vou deixar o titulo assim e vou iniciar a minha divagação.

Como já atrás foi referido o Toyotismo nasce numa situação social, demográfica e cultural especifica. O Japão do meio do século XX é uma sociedade do “nós” e não do “eu”. É uma sociedade que êna solidariedade social um factor de mais valia. Exactamente o contrário do que se assiste hoje. É esta contradição de fundo que, a meu ver, explica em grande medida o actual estadio das coisas. É uma forma simplista de ver as coisas, é correcto mas é, no entanto, uma enorme diferença. Se calhar é a diferença que marca uma Esquerda politica e social em antitese ao neoliberalismo. É esta diferença que me vou propôr explicar, se calhar de uma forma confusa, pois a ideia de escrever sobre este tema nasce exactamente das idéias pouco claras que existem.

Continua.....

Publicado por Daniel Arruda às 08:17 AM | Comentários (5)

junho 13, 2006

A razão da ausência...o mar

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Hoje não me apeteceu vir ao Troll. Nem ler o jornal. Nem ver televisão. Não faço ideia o que se passa aqui ao lado. Nem aí...Hoje apeteceu-me levantar e tirar o dia para sentir. Claro que falei, fala-se muitas vezes quando se sente,