« maio 2006 | Entrada | julho 2006 »
junho 30, 2006
A fruta da Zezinha

A fruteira segura, segundo a Zezinha...

..e a explosiva. Reparem no ar agressivo das bananas.
"Iisto não é uma fruteira onde se possam meter bananas, maçãs e laranjas e dizer que está tudo bem." disse a Zezinha a Sá Fernandes para justificar que só os cidadãos nacionais possam ter acesso a um empreendimento cooperativo no Casalinho da Ajuda, num regulamento que tentou fazer aprovar na Câmara Municipal de Lisboa.
Por acaso, não faço ideia do que se espantam .É óbvio que misturar uma banana com uma maçã só pode dar uma "mistura explosiva".Aliás, eu acrecentaria que a Zezinha é bem capaz de achar que misturar uma banana com uma mísera e insignificante cereja, já não augura nada de bom....cada um na sua fruteira. Ou no seu gheto, falando em coisas menos comestíveis.
Publicado por Isabel Faria às 07:56 PM | Comentários (5)
Estagiários - III
Desculpem lá só voltar hoje. Não é falta de concorrentes, que tenho a caixa de correio a abarrotar...tem sido falta de tempo e excesso de...sardinhas e afins.
Façam o favor de se pronunciarem rapidamente, que daqui a nada tenho cá o Daniel e tenho que tomar a decisão antes dele chegar. Não sei porquê, mas duvido um bocadito do seu bom gosto...no que a estagiários diz respeito...

Publicado por Isabel Faria às 01:35 PM | Comentários (6)
Bom senso
Queres ser subsidiado? Queres que a tua instituição seja subsidiada? Precisas de dinheiro? Vais candidatar-te a uma ajudita? Então, abstem-te de fazer críticas, não podes dizer mal e faxavor de não te armares em distraído que vai escrito no contrato e tudo.
Não tem nada de esquisito. E não venhas com essa treta da liberdade de opinião...se tens direito a subsidio não tens direito a opinião. É apenas uma questão de bom senso.
Rui Rio dixit.
Publicado por Isabel Faria às 12:49 PM | Comentários (1)
junho 29, 2006
As ressacas é que dão cabo de mim....

Sempre vivi mais ou menos bem os momentos de tensão. Mas, tal como nas bebedeiras (uma daquelas suficientemente fortes para me esquecer de como cheguei a casa, faz parte das fantasias a que recorro, cada vez menos diga-se, mas ainda assim, algumas vezes…), as ressacas é que dão cabo de mim.
Enquanto a coisa dura, com mais ou menos tremideira, mais ou menos esganiçamento de voz, mais ou menos dores de cabeça, mais ou menos tonturas, mais ou menos ai coitadinha que desgraçadinha que eu sou, a coisa aguenta-se. Agora, o após é um drama.
Há muitos anos, o meu filho caiu dum triciclo e foi bater com o queixo numa mesa baixinha que tínhamos perto da lareira…e zás, catrapás, começa a sair sangue de tudo o que era cara e ele aos gritos de dor e de susto, e a minha mãe aos gritos e o meu pai aos gritos e eu calma e serena, a procurar uma toalha para colocar no queixo e com a preocupação de que quem sabe uma não chegava, o hospital é a 15km, o melhor é ir buscar outra, agarra aí pai e lá vamos nós…entro no hospital, como ele ia cheio de sangue deixaram-nos entrar logo e toca a arranjar a mesa para suturar a ferida e a desinfectar e a Sra. tem a certeza que quer ficar, claro que sim, calmíssima, veja lá se não quer descansar, não saio daqui e vi tudo e agarrei-lhe a mão e de repente quando a agulha entra…e agora já está tudo bem, são só uns pontozitos e a agulha a passar e o barulho da agulha e já está tudo bem e lá vou eu, para cima do meu filho e da enfermeira, desmaiadíssima.
Ao longo dos anos fui tendo mais algumas situações assim.
Ontem, o exaustor do refeitório avariou-se, estava-se a assar sardinhas, o fumo começou a invadir tudo e a minha colega do refeitório, ai não estou bem e começou a fazer uns barulhos e lá vem ela, com quase 90kg e eu a agarrá-la e a comandar as operações e sentei-a e liguei o 112 (aproveito para um conselho: nunca digam ao 112 que sabem como qualquer coisa aconteceu…desmaiou…está caída…dói-lhe a cabeça…não faço ideia…estava assim quando aqui cheguei…não consegue explicar…se dizem o que aconteceu eles analisam logo ali se é grave ou não, e não têm ambulâncias e não temos nada que ir entupir as urgências (sic) e o fumo da sardinha não é tóxico e o que é que interessa se ela pesa 90 kg, tem problemas de hipertensão e está em estado de pânico e não respira…não respira mas vai respirar…não vale a pena é pensar que vamos aí…fim de conselho) e briguei com o médico do 112 e voltei a agarrá-la e dei-lhe leite e agora chamem um táxi e lá vai ela…tudo controlado ela dentro do táxi, pronto Isabel já tá, e pinba lá vem um ataque de choro no meio da sala e sei lá porquê, de repente, como naqueles filmes que se vêem aquelas caras todas muita grandes em cima da gente e o que é que tens, mas o que é isso e as caras estão enormes e estão mesmo em cima de mim e não paro de chorar…e pronto lá vai disto…deve ter sido falta de ar, disseram-me depois. Disse que sim com a cabeça. Mas devagarinho. Nas ressacas, abanar a cabeça com muita força é a morte do artista.
Nota: Esta é a parte "contável" dos meus últimos dias ...sob pena de vos meter todos a entupir as urgências!!!!
Publicado por Isabel Faria às 09:26 PM | Comentários (8)
Guantanamo
A notícia de que o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA, considera ilegaiis os tribunais de excepção criados em Guantanamo, é a confirmação do que todos os que acreditam na Justiça já sabiam.
Agora, quais vão ser os resultados politicos e práticos deste Parecer?
Publicado por Isabel Faria às 08:24 PM | Comentários (2)
E tenho lá tempo e paciiência para arranjar um título...
Salvo as diferenças compreeníveis...poderia ser eu, nos últimos dias!!!
Porra pá, tirem-me deste filme!!!!!!

Nota: Pode ser que logo tenha tempo para vos contar os meus últimos dois dias...se sobreviver....
Publicado por Isabel Faria às 02:23 PM | Comentários (3)
junho 28, 2006
Ney
Ney Matogrosso vai estar no Coliseu de Lisboa, dia 11 de Julho, para apresentar o seu espectáculo "Canto em Qualquer Canto".
Os bilhetes são carotes...mas perder a oportunidade de rever Ney Matogrosso, merece alguns sacrifícios.
Ontem Ney deu uma entrevista na RTP2. Não sei se o que me encanta mais em Ney é a força, a transgressão, a beleza, o prazer que ele transmite em palco:

Se a calma, a serenidade, a paz que ele nos transmite fora do palco:

Mas ouvir ontem Ney em entrevista, apenas me deu mais vontade dde fazer o tal sacrifício... e de estar no dia 11 nas Portas de Sto Antão.
Publicado por Isabel Faria às 05:14 PM | Comentários (5)
Recado

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor
As Sem-Razões do Amor
Carlos Drummond de Andrade
Publicado por Isabel Faria às 03:04 PM | Comentários (1)
Nada como um bom conselho
Fernando Ruas incita a "correr fiscais à pedrada"
E se não der à pedrada há um menancial de alternativas...caçadeiras, rasteiras, G3, espadas, revólveres, chicotes, misseis, chapada, óleo a ferver...há alguém que se lembre de mais qualquer coisita a que se possa recorrer???
Publicado por Isabel Faria às 11:52 AM | Comentários (5)
junho 27, 2006
Gente normal

Depois de ler uma notícia em que a autora de Harry Potter diz estar a pensar “matar” dois dos principais personagens da saga, no último livro (não descurando a hipótese de o próprio Harry ser uma das vitimas) e esta crónica da Fernanda Câncio no DN, não pude evitar que se fizesse uma qualquer estranha associação no meu espírito.
A incapacidade de entendermos, a incapacidade de aceitarmos que gente “normal” pode ser, afinal, alguém que mata em série, que o nosso vizinho do lado, o senhor da papelaria, a rapariga da loja das flores…e paramos aqui. Impossibilitados de levar mais à frente o raciocínio…incapazes porque, não se encontrando razões ou explicações lógicas, que encaixem no puzzle, que o completem, qualquer continuação de raciocínio nos pode levar a mais perto. Insuportavelmente perto.
Na pena ou no teclado dum escritor, dispõe-se da vida dos personagens, para que a história se assemelhe à vida real. Aquele mal é demasiado mau, para que todos lhe possam sobreviver, assevera a autora. Se assemelhe à vida das pessoas normais. Que, quem sabe, como diz a Fernanda Câncio, no artigo, poderão estar connosco na próxima patuscada…ou mais perto…
Há uns anos tive um colega que era uma lenda na empresa. Já entrei uns anos depois do 25 de Abril, mas as histórias que me contavam, passadas nesses dias de brasa, fizeram história. E ele era o seu maior protagonista. Metiam a CIA, o Carluci, os encontros secretos que iam tentando levantar a contra-revolução em Portugal e ele lá estava, do outro lado da barricada de G3 em punho…
Anos depois saiu da empresa. Mais uns tantos depois, pegou na sua vida e usou-a da forma que lhe pareceu lógica. Cá fora, aqueles que viveram as suas histórias e os que as ouviram, nunca entenderam. O fim não encaixava em nenhuma peça do puzzle que montou (montámos?).
Começar a ler o fim anunciado de Harry Potter, continuar pelo homem que podia ser o vizinho da esquina e acabar aqui.
A incredibilidade de a vida, a nossa e a dos outros, ser algo de que qualquer pessoa “normal” pode dispor, espanta-nos, incomoda-nos, assusta-nos. Ou fascina-nos?
Harry Pottre poderá bem vir a ser morto pelo Mal Supremo. Que pode estar ali ao lado. Numa qualquer tecla.
Publicado por Isabel Faria às 07:38 PM | Comentários (5)
Apenas um simbolo
Apenas vale como um símbolo. Apenas serve de alerta. Ainda hoje há mulheres que morrem vítimas de aborto clandestino. As que não têm possibilidades de os fazer em clinicas bem pagas, aqui ou em Espanha.
Há oito anos, os portugueses preferiram ir para a praia, e, mais uma vez, disfarçarem-se de avestruz. Depois disso não se sabe quantas Lisetes, pagaram com a vida, a impossibilidade de dar vida.
A vida é feita de opções. De dores. Tem uma boa dose de inevitabilidade e de irreversibilidade. E se um símbolo servir para nos avivar a memória e nos despertar a consciência, creio que é bem vindo.
A esta hora, talvez num qualquer quarto de uma qualquer cidade de Portugal, haja quem não possa seguir uma gravidez.
Entretanto, no que diz respeito a Educação Sexual, que os partidários da penalização usam e abusam em épocas de decisões, tudo continua por fazer.
O PS prometeu um novo referendo. Talvez a melhor forma de lembrar a Lisete seja pensar em não ir à praia nesse dia. .E teimar em lembrar o PS do seu compromisso.
Publicado por Isabel Faria às 10:04 AM | Comentários (5)
junho 26, 2006
Crónica de férias I
Amigos,
Resolvi fazer uma pausa num passeio nocturno para vos vir dar as novas dos Algarves. Já ouvi dizer que por Lisboa choveu ontem. Fiquem sabendo que eu estive esparramado á beira da piscina e dentro dela. Vá lá. Roam-se de inveja. A noite estive no 7. Para quem não sabe o bar do nosso capitão, Luís Figo. Atmosfera fantástica, meia dúzia de holandeses(as), alguns bifes e muita gente a torcer pela nossa selecção. Podia ter sido uma noite sem sofrimento mas um tal de Ivanov resolveu pôr-nos a roer unhas até ao cotovelo. Valeu a pena, fomos heroicos.
Hoje Pequeno-Almoço, Praia, Piscina, Almoço, Sesta, Lanche, Piscina, Jantar, Passeio, ...... Eu sei. Vida dura, mas que fazer.... Cá me vou aguentando.
Uma nota. Acabei de ver passar uma caravana a festejar um jogo do mundial. Não eram portugueses que acordaram agora do coma alcoolico em que caíram ontem á noite. Eram Ucranianos. Não sei o resultado do jogo mas calculo que tenham ganho. É bonito ver que á semelhança do que nós (tugas) fazemos noutros países aqui também há quem festeje as vitórias da sua pátria.
Só espero que amanhã não haja caravanas de brasileiros pois torço nesse jogo pela selecção ganesa.
Bem vou voltar para a minha vida dura de esforço, suor e sacrifício. Aliás já me estão a chamar da rua. Parece que o meu gelado está derreter.
Intê pessoal. Voltarei em breve com mais uma crónica de férias.
Nota2: Tirando os Record e a Bola a minha leitura tem sido limitada. Não eestou com saudades das notícias. Mesmo assim soube que o GNR na reforma matou 4 miudas, que Sócrates anunciou com pompa e circunstancia a ADSL em todo o país, que é enorme diga-se, que o Mari Alkatiri se demitiu, que há mais umas greves e que os agricultores se manifestaram. Desculpem-me lá mas num país em que notícias é sempre isto, vou continuar sem comprar jornais generalistas.
Publicado por Daniel Arruda às 11:13 PM | Comentários (9)
De todos os tamanhos

Como é que se tiram coisas destas do caminho? De todos os tamanhos. Que parece teimam em entrar-me pelos dias adentro.
Publicado por Isabel Faria às 09:21 PM | Comentários (3)
Encontro de titãs
Ou de como a força nada tem a ver com o tamanho...digam lá se a vaquita não está com ar assustado!!!???

Foto de Robin Crettaz
Publicado por Isabel Faria às 01:24 PM | Comentários (7)
Ainda Timor
Mário Alkatiri apresentou a sua demissão para evitar a demissão de Xanana. O Presidente aceitou a demissão.
Talvez pudesse pensar que estamos a um passo de uma solução, não fosse lembrar-me da forma como começava o tal programa de televisão que provocou a carta de Xanana Gusmão.
O programa apresentou Alkatiri como "comunista, terrorista e muçulmano".
Se forem estes os "crimes" de que Alkatiri é acusado num programa de televisão e que levaram à perda de confiança do Presidente, será que a sua demissão e consequente substituição, serão suficientes para trazer a paz a Timor?
Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (6)
junho 25, 2006
Atão vamos lá ao próximo!!!!!!!!!!
Vá lá vai crónica.
O árbitro passou-se. Os gajos aguentaram-se ali à bronca e à maluquice do russo com uma pinta do caraças.
A próxima vez que alguém me ouvir dizer que não gosto de futebol, faxavor de me perguntarem Atão e p'ra que raio foram os dois Unisedis, hein?, neste momento os jogadores estão a sair de um lugar qualquer que creio se chama tosta mista e o meu filho expulsou-me da sala durante o jogo e mandou-me arrumar gavetas. Foi aí que entrou o segundo Unisedil.
Agora é preciso esperar pelos ingleses. O meu filho diz que não faz mal, porque o Deco não joga, mas o Ricardo marca o penalty. Presumo que tenha razão...agora vou então continuar á espera dos outros (acabou de sair o Cristiano Ronaldo, um cadito p'ró coxo...), que devem estar a sair da tal tosta.
Atão, até Sábado.
Fico aqui a pensar no mal que o Troll me tem feito...eu, tadinha, que nem sabia o que era um fora de jogo...e que era feliz assim...
Publicado por Isabel Faria às 10:51 PM | Comentários (4)
Bonequito(s) de fora!!!!!
Já está (estão) de fora. Hoje são dois, porque isto está a ficar mais complicado ...só quero ver o que é que faço para os quartos, as meias e a dita...quatro...oito...dezasseis...onde é que vou buscar 16 bonecos????!!!
Se vocês me desiludirem, nunca mais acredito naquela treta de que dois valem mais que um e assim...e volto ao meu bonequito sozinho e tristonho...

Publicado por Isabel Faria às 05:58 PM | Comentários (2)
Os "portuguesinhos"
A lógica do Juíz que recusou a nacionalidade portuguesa a uma cidadã indiana, que vive há nove anos em Portugal, está casada com uim português e tem filhos portugueses, deve ter chegado aos jornais luxemburgueses.
Talvez faça bem a alguns portugueses que culpam os imigrantes dos males que por aí vão, que somos um País de emigrantes...e que, de quando em vez, há quem faça questão de, lá por fora, nos lembrar isso.
Publicado por Isabel Faria às 05:47 PM | Comentários (1)
Estagiário - II

Na carta em que respondia ao anúncio, ele avisava que até ao dia 10 de Julho ia escrever pouco. É assim, entretanto o Daniel volta, mas como os outros se reformaram. não me parece mal...é maduro qb, não parece que use cachucho, está a jogar melhor que nunca, na carta de resposta que lhe enviei pedi-lhe para não pensar no Troll, esta noite...e se querem que vos diga, acho que está cada vez mais com tudo no sítio...isto é, está tipo Vinho do Porto.
Claro que ainda faltam mais uns tantos...mas se a votação fosse hoje, era o meu escolhido. Seja qual for o resultado do outro emprego dele, daqui a nada, na Alemanha.
Publicado por Isabel Faria às 05:08 PM | Comentários (2)
junho 24, 2006
Repescados
Os Blogs têm estas contingências. Os Posts vão desaparecendo com os dias. Cada novo Post é mais um passo para que o anterior passe definiivamente para a galeria do esquecimento. Só que há posts e posts. Neste caso concreto, há comentários a posts e comentários a posts.
Decido "repescar" um Post que fiz há algum tempo sobre as eleições para o SPGL e um outro que o Daniel escreveu sobre a Unidade e a Unicidade. Pela importância dos comentários (dos sérios, dos outros, claro que nem aqui nem em qualquer outro lado, rezará a história) não gostaria que ficassem esquecidos naquele planeta para onde vão os posts dos dias que passaram.
A todos o nosso obrigado. Pela participação. Pelas informações. Pela discussão. È para isto que serve o Troll.
Aqui ficam so links.
SPGL
Unidade e unicidade
Publicado por Isabel Faria às 10:07 PM | Comentários (6)
Dia de...muitos amores.

Todos os dias para o Amor de todas as cores.
Publicado por Isabel Faria às 09:59 PM | Comentários (1)
Porque hoje é Sábado

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado
Há um grande espírito-de-porco
Porque hoje é sábado
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado
Há uma tensão inusitada
Porque hoje é sábado
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado
Vinicius de Moraes
Porque hoje é Sábado...vou aproveitar o fim-de-semama. Porque, após Domingo, há a perspectiva de Segunda-Feira. E não é boa.
Tenham um bom Sábado. Até logo, à noiitinha
Publicado por Isabel Faria às 10:11 AM | Comentários (4)
junho 23, 2006
Estagiários - 1

Tenho estado preocupada. Não ando numa boa onda. Não me apetece escrever. Os meus (ex) colegas de Blog reformaram-se e o Daniel vai de férias e depoiis vai laurear a pevide não sei para onde. Sei que não vou conseguir aguentar este monstro sozinha. Ando, portanto, à procura de estagiários. Não pago bem, mas prometo ser simpática e atenciosa qb.
Assim que soube das férias do Dani meti um anúncio (desculpa lá não te ter dito...mas olha, também não se pode saber tudo...) e acabei de receber a primeira resposta. Deixo aqui à consideração das minhas leitoras. Acho que lhes deviamos arranjar uma pontuação de 0 a 10. O mais votado passaria a colaborador permanente do Troll. Se nos apressarmos a escolher, o Daniel pode prolongar as férias, que bem precisa de descansar. Imagino que ele não vá falar sobre o Cavaco e a Câmara do Seixal, mas eu sempre achei que, às vezes, caladinhos também dão jeito. Não incomodam e ficam com mais tempo livre para as coisas importantes. Aqui fica, portanto, o primeiro candidato. Não faço ideia como se chama, mas isso também não é importante. Não faço nenhuma intenção de o chamar...pelo nome.
Nota: para a classificação o pormenor das fronhas não é importante. Obrigado.
Nota II: Coloquei este post na categoria de Comemorações, por motivos creio que óbvios.
Publicado por Isabel Faria às 11:04 PM | Comentários (6)
Finalmente férias (o 1º periodo)

O pessoal vai finalmente ver-se livre de mim por cerca de semana e meia. Uma semana de férias e mais meia de trabalho no estrangeiro. Vou desligar o telemóvel computadores nem vê-los. Bem pode ser que se passar perto de um ciber qualquer até me dê um "amok" e venha aqui dar uma espreitadela mas fundamentalmente o que eu quero é descansar.
Dedicar-me ao "mapling", ao "zaping", ao levantamento da caneca e ao arremesso da beata. Pelo meio um bocadinho de piscina e se insistirem muito pode ser que vá á praia.
A nossa assoalhada fica de certeza bem entregue á Isabel. Tomas conta dela?
"Intê" ao meu regresso
Publicado por Daniel Arruda às 07:38 PM | Comentários (4)
Não podiam ter escolhido pessoa mais acertada....
Homossexuais pedem ajuda a Cavaco
Publicado por Daniel Arruda às 05:20 PM
Eu apoio
Parece que o CDS desafiou no Parlamento o PS a "levar a laicidade do Estado até às últimas consequências e acabar com o Bispo das Forças Armadas, com a bênção em inaugurações e com os feriados religiosos"
Tava a ver que não. Cada religião deveria ter o espaço para gozar os seus próprios feriados. A mim por exemplo só sobrava o Carnaval que é a única festividade não religiosa, mas não era por isso que eu ia contra a lei. Só o prazer de ver acabar o Natal compensava isso tudo. Quanto aos Bispos da Tropa que venha a extinção desse posto. Pode ser quer assim aquilo tenha menos ar de cruzada. Quanto à benção. Se alguém me explicar para o que é que serve haver um gajo que vai espalhar água nas paredes de um edíficio, barco ou qualquer outra coisa acabada de construir que me explique. Para mim aquilo só dá em humidades.
Em suma. Eu apoio. Afinal do CDS até saiem boas ideias, especialmente quando tentam ser irónicos e ter piada. É que eles não têm mesmo piada nenhuma.
Publicado por Daniel Arruda às 03:56 PM
Assunto: problemas domésticos

Já que o meu colega Daniel está cheio de força e tem estado a escrever sobre assuntos importantes (quero dizer, não sei se o Cavaco é um assunto importante...é um assunto...importante...deixem para lá...), eu tenho uns problemas domésticos para tratar convosco.
Tenho um gato. E tenho um sofá completamente coxo. E tenho umas escadas tipo anoréxicas. E tenho uma janela.
Então vamos ao(s) problema(s).
Como o sofá estava completamente coxo, o Bono decidiu dar-lhe o golpe de mesiricórdia e roeu-lhe o resto dos pés. Portanto, agora além de coxo está descascado.Com um ar de coitadinho que me partia a alma. Então, decidi comprar um sofá.
Agora o sofá não cabe nas escadas. Vai ter que entrar pela janela. Com uma grua e tudo. E tem que se chamar a Polícia para interromper o transito e tudo. Digamos que é um sofá com a mania das grandezas...só que o outro, apesar de mais raquitico também não sai pelas escadas...não faço ideia se entrou...não me lembro...sair o gajo diz que nem penses (nunca entendi quem é que lhe deu confiança para me tratar por tu, mas garanto-vos que ontem enquanto andávamos a tentar despejá-lo o gajo olhava para mim com ar de gozo e dizia Tás parva (TÁS!!!) ou quê?? Achas que eu caibo nesse buraco (estava a falar no canto das escadas... ?????? ). Agora, o ké keu faço??? Mando o gajo pela janela??? Peço a grua emprestada??? Será que se usar assim muito o meu charme (adoro-me quando me convenço que sou boa....), consigo convencer os senhores da grua a descerem o descascado ao mesmo tempo que sobem o com a mania das grandezas?
E depois...o ké keu faço ao gato...como é que eu convenço um gato que este sofá não está coxo e logo não deve servir de arranhador oficial de Bono? Deito também o gato pela janela, aproveitando a grua??? Vendo o gato? Uso o meu charme com o gato? Educo o gato? Educo o sofá??? Ensino o sofá a fugir do gato???? Há por aí, entre os leitores do Troll, alguém especializado em gatos? Ou em sofás?
Uma mulher, assim, tadinha como eu, tem muitos problemas para resolver no seu dia-a-dia...no seu quotidiano , para ser mais literário...ele é gatos (destes, os outros nunca seriam um problema...mas isso é outra história ainda mais triste...), ele é gruas, ele é policias...digamos que o único problema que, apesar de grave, me traz prespectivas animadoras é o sofá novo...mas desculpem lá isso é um bocado forte e intimo para partilhar com vocês..Talvez mais tarde...
Publicado por Isabel Faria às 12:47 PM | Comentários (8)
Hoje apetece-me dar um conselho
Hoje apetece-me dar um conselho a Cavaco Silva. Se mais motivos não houvesse para publicar a lei da paridade tal e qual como ela está encontrei um de peso.
Caro Sr. Presidente
Sei que na sua forma de estar não existe espaço para ouvir outros e muito menos os de esquerda. Por isso vá ver por si próprio esta página da net. Vou apenas dar uma dica sobre o que deverá procurar pois sei que seu precioso tempo está quase esgotado entre viagens e roteiros de convergência com o governo do seu Partido, desculpe do PS.
Veja quantas mulheres existem nos orgãos dirigentes do PNR. Verá que esse grupelho neo-fascista apenas existem duas mulheres na direcção o que não me parece indicar que as listas possam ter a representatividade exigida, pelo que o S Presidente Silva faria um favor à sociedade ao promulgar essa lei.
Não está a ver porquê? Eu explico. O fascismo ou o nacional socialismo é como uma praga. Certamente se lembrará da última de gafanhotos que assolou o norte de África. Já percebeu, Ainda bem. As pragas ou o nacional socialismo aparecem de vez em quando para dar um ar da sua graça e sempre com resultados desastrosos para a sociedade. Pensando bem, até são mais parecidos com as baratas, pois tal como as baratas esses individuos (hoje estou a ser simpático, normalmente chamo-lhes coisas ou aberrações) vão sobrevivendo às guerras, ditaduras e às convulsões que eles próprio provocam.
Comparações à parte que eu tal como Carvalhas no Parlamento "não quis ofender os pobres dos animais", pedia desta forma ao Sr Silva que com a promulgação dessa lei evitasse que a sigla da chama fosse no próximo acto eleitoral conspurcar os boletins de voto e melhor que tudo evitava tanto voto nulo, pois evitava-se que tanta gente escrevesse palhaços, Filhos da ...., cabrões e outros impropérios nos boletins de voto.
Espero que tenha em consideração este pedido, cumprimentos à Sra Silva, (diga-lhe que o último penteado não combinava com o vestido, está bem) e se vir a tal de Rita Vaz e Lina Monteiro, numa qualquer reunião, não se esqueça de lhes perguntar se elas não se sentem mal no meio de tantos homens. Sim porque a sua (a do partido) ideologia não permite festas tão alargadas.
Publicado por Daniel Arruda às 11:32 AM | Comentários (1)
Os princípios
A escola para o meu pequenino já acabou. É altura de férias grandes. Claro que passou. Ninguém chumba no 1º ano. Mas fico satisfeito por ele ter efectivamente aprendido. É que podia-se dar o caso de ele progredir mas ficar com lacunas.
Mas a razão de ser da posta nem é tanto isso. Tem a ver com uma tecla que eu já bato há algum tempo. A escola (instituição) é mentirosa. Toda a gente apregoa, e provavelmente até haverá quem verdadeiramente acredite nisso, o trabalho de grupo, a importância da socialização dos comportamentos. Ou seja, e em resumo, que não se deve fomentar o indevidualismo. Tudo isso é bom, mas depois há escolas que continuam a constituir os seus quadros de mérito onde destinguem uns de outros, a fomentar que no ano a seguir haja uns que querem ultrapassar os outros, fomentando uma competição que não me parece que seja saudável para um miúdo de 7 anos.
Agora estarão alguns a pensar que estou chateado é por o meu filho não fazer parte do quadro de honra ou mérito como lhe quiserem chamar. Nada disso. Até porque ele está lá. Foi elogiado pelo comportamento, interesse e aprendizagem. Mas é um dipoloma que não lhe vou mostrar muitas vezes na infancia. Quero até que ele o esqueça. Quero que ele aprenda que no mundo se for preciso ficarmos um pouco para trás para que possamos caminhar juntos. Para todos chegarmos ao nosso destino. Quero que ele aprenda que o caminho é mais bonito se não fôr feito sozinho.
Gosto obviamente de saber que o meu filho vai no bom caminho. Não sou despreendido ao ponto de não ser sensível aos louvores que ele possa levar mas há princípio que não abdico. Que é o de ensinar que nenhum louvor individual é importante se ele não fizer bem ao próximo.Que o "Nós" é tão ou mais importante que o "Eu". Espero poder passar-lhe isso, tal como, por exemplo, a Isabel consegui passar tantos valores fundamentais ao JP.
Publicado por Daniel Arruda às 07:59 AM | Comentários (1)
junho 22, 2006
Mais um artigo deste vosso escriba
Já não partilhava aqui as minhas crónica há algum tempo. Porque apesar de a minha filiação partidária ser conhecida achava que não devia abusar do Troll, que sendo a minha (nossa) casa, como ferrmenta de divulgação das ideias que desenvolvo em nome do Bloco, como é o caso desta crónica. Mas não há regra que não se quebre e resolvi a voltar a publicitar um artigo.
Porque, quando escrevi este texto lembrei-me de uma frase de um camarada meu que diz e com razão, não se pode ter o socialismo sem socialistas, sob pena de se ter um sistema contra natura. Muitas vezes, ( a quem nunca aconteceu isto que atire a 1ª pedra) achamos que neste estado semi democrático se resolvem as questões apenas com iniciativas legislativas, os diferenos e as disordancias se resolvem nos tribunais e que a envolvencia das pessoas, das massas nos projectos é acessória. Cada vez mais chego á conclusão que não é assim.
Por isso escrevi este artigo desta forma. já agora queria saber a vossa opinião.
Publicado por Daniel Arruda às 11:02 PM
Sem título

Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria
Pablo Neruda
Nem as palavras certas ditas na hora certa. Nem uma voz quente quando o frio nos tolhe os passos. Nem uma mão, quando não encontramos a saída, nem acreditares em mim, nem o esforço para as palavras saírem, nem a força de um olhar, nem a certeza, cada dia redescoberta, que reaprendi a acreditar. Reaprendo. Nem a tua pele. Nem a força que esta tarde, quando à volta tudo parecia a um passinho de se demoronar, sorrateiramente, encontrei num SMS.
Sem dúvida os poetas, os grandes como Neruda, conseguem dizer numa quadra, o que eu levaria horas a escrever.
Qua há pessoas que não podemos perder.
Publicado por Isabel Faria às 09:16 PM | Comentários (2)
Tenham calma
Perem um cadito...o Ronaldinho, o Sissinho, o Robinho, o Juninho e o Cacá estão a jogar com o Nakamura, o Kawagushi, o Takashi, o Nakazzawa e o Tamada, ali na sala. Eu volto já para contar mais coisas.
Publicado por Isabel Faria às 08:28 PM | Comentários (3)
Não é que o Alfredo Monteiro já faz espectáculo com obra que não é sua.....
.....ou será que o munícipio não é dos Seixalenses mas sim do PCP
Eu também gosto da Festa do Avante, nem é isso que está em causa mas este artigo é bem elucidativo de que o executivo camarário do Seixal já perdeu a noção da diferença entre o partido e a autarquia. Onde começa um e acaba o outro. Seixal já teve a maior manifestação cultural do Sul do país e uma das melhores de Portugal inteiro, as Cantigas de Maio, para agora ser o executivo no seu programinha municipal fazer divulgação de uma festa partidária.
A quem nada faz tudo serve para mostrar. A desorientação naquela Camara é cada vez maior. Agora a té a vergonha perderam.
Publicado por Daniel Arruda às 02:51 PM | Comentários (3)
Vá lá....

...Digam-me que isto é normal e que a extra-terrestre sou eu. Plesae!!!!!!!
Publicado por Isabel Faria às 01:20 PM | Comentários (1)
Timor
Já escrevi muitas vezes que não entendo o que se passa em Timor Leste. Não entendo, de facto. Mas há algumas coisas que quer se passem em Timor Leste quer em qualquer outro lugar não me parecem lógicas.
Há um Presidente eleito e há um Partido que ganhou as eleições. Esse Partido escolheu uma Direcção. Pode-se discutir se a eleição por braço no ar é democrática ou não. Não considero que seja. Mas A Fretilin usou-a, escolheu uma Direcção. Não faço ideia se o Presidente podia ter feito alguma coisa ou não. Não conheço a Constituição de Timor nem a Lei dos Partidos. Mas não fez. A Fretilin tem um Lider, a quem o Presidente deu posse como Primeiro-Ministro. Então como pode agora o Presidente vir dizer que o Primeiro Ministro se deve demitir porque a eleição da Direcção da Fretilin não foi democrática, por não ser por voto secreto?
Depois, Xanana, vem escrever uma carta e publicá-la em que diz que Alkatiri se deve demitir por causa das declarações que fez a um programa de televisão australiana. Então mas o Presidente deve pedir a demissão de um Primeiro-Ministro, em Timor Leste, ou onde quer que seja, através de uma carta publicada nos meios de Comunicação Social?
Deixo aqui um artigo publicado hoje no DN, da autoria de Eduardo Dâmaso. Receio que tenha que dizer que concordo inteiramente com ele. E receio admiti-lo dado o respeito que tenho (tinha?) pelo papel, pelo passado e pela pessoa de Xanana Gusmão.
Publicado por Isabel Faria às 12:55 PM | Comentários (9)
Trabalho Precário
Trabalho temporário é mesmo assim. Uma sátira espectacular sobre o Trabalho Temporário e as ETT's.
"Benvindo ao mundo das ETT, assinas um contrato e não conservarás o emprego".
Publicado por Daniel Arruda às 09:30 AM | Comentários (1)
junho 21, 2006
Porra, Daniel...
...eu não te pago para vires aqui fazer um post a dizer que Portugal ganhou, que jogou mal comó caraças (ouvi na rádio dizer que a defesa parecia um passe vite...creio que isso não é muito abonatório para os passe vites, mas o sr. emendou logo a seguir e disse que parecia o buraco de ozono, ai entendi que a coisa devia mesmo tar preta...), mas ganhou na mesma e pronto, que Angola, tadinha, foi eliminada e que daqui a nadica as túlipas vão estar a discutir com aquela dança que o gajo deita a gaja toda para o chão e ela levanta a perna, para ver quem é que vai jogar com Portugal??? hein???
Publicado por Isabel Faria às 07:19 PM | Comentários (9)
Tarefas

Tarefas para o Verão, que hoje começa:
Comer muitas saladas e muita fruta. Moderar a cerveja (por causa dos pneus...).
Não desistir de denunciar a politica de Direita do Sócrates.
Tomar muitos banhos no Mar.
Parguntar ao Sócrates onde estão as alterações do Código de Trabalho.
Usar protector solar.
Lembrar ao Sócrates o referendo da IVG.
Fazer exercício físico.
Perguntar ao Sócrates onde estão os 150 000 novos postos de trabalho.
Namorar muito, ao nascer e ao pôr de Sol e a seguir ao almoço, durante a sesta. Nas outras horas todas, também se pode. É permitido descansar cinco ou seis minutos, durante o dia, fins de samana incluídos.
Ler o post anterior do Daniel e aproveitar para pensar um pouco a quem serve a Comunicação Social que temos e como podemos e devemos fazer para quebar o cerco cada dia mais apertado que ela nos impõe.
Ler um bom livro, ouvir uma boa música, jogar à bola com as nossa crianças, ou falar com elas, ou dizer-lhes que gostamos bué delas.
Preparar-se fisicamente para a Marcha do Emprego que há caminhos a percorrer, coisas a denunciar, soluções a apresentar e Setembro está já ali (um bocadinho de campanha partidária, fica sempre bem, no dia em que começa o Verão).
Dizer todos os dia, curto-te bué. Às pessoas que se curtem bué.
...
...
...
As ... são para as vossas sugestões.
Bom Verão.
Publicado por Isabel Faria às 01:09 PM | Comentários (13)
Não são coincidencias meus senhores
Há coisas levadas da breca. Coincidencias certamente.
Numa altura de convulsão para a Indústria automóvel nacional, com o eminente fecho da fábrica da GM na Azambuja, aparecem em todos os orgãos de comunicação social notícias "novas" sobre a produção em Portugal, mais concretamente na Autoeuropa, do novo desportivo da marca alemã. Até se dá destaque ao facto de já se saber o nome. Como se isso fosse novidade. Mas o factor comum a todas as notícias é a exaltação qeu se faz ao ministro Manuel Pinho na condução do processo negocial na VW. Coincidência ou não este artigo surge numa altura em que Manuel Pinho mais uma vez demonstra a sua incapacidade no dossier GM. E digo mais uma vez porque no caso da VW a intervenção do ministro não passa de uma mentira. Os grandes e únicos responsáveis pela negociação na Autoeuropa foram os trabalhadores. O ministro quando abriu a boca fez asneira.
Mas há mais pontos comuns das notícias. O enaltecer da atitude dos trabalhadores da VW com o claro intuito de no caso da GM pôr a culpa em cima dos trabalhadores da GM. A velha técnica de dividir para reinar. Não vou repetir a minha opinião sobre a posição de algumas ORT's da GM mas isso não retira em nada à questão fundamental. A GM vai saír de Portugal porque quer e não porque não tem condições ou porque os trabalhadores não colaboram. O problema não está na mão de obra. Está na falta de vontade de se resolver o problema. Está na vontade de se deslocalizar para países do centro da Europa onde quase não há custos logisticos, onde a legislação laboral é mais permissiva ao capitalismo selvagem e onde os benefícios fiscais são maiores.
Estas revelações encomendadas por alguém á nossa imprensa não são coincidencias. São manobras claras que querem virar a opinião pública contra os trabalhadores e limpar assim a imagem de um ministro claramente incompetente. É claro para todos que o Governo neste momento domina os media. A ideia de uma imprensa livre em Portugal é cada vez mais uma miragem. Sócrates aprendeu que o melhor a fazer era ter um governo repartido entre S.Bento e as redacções dos jornais. Soube na altura certa seduzir as pessoas certas para fazerem a propaganda do regime.
Mas que é vergonhoso é. Um país livre e democrático como Portugal cada vez mais aferrolhado, aregimentado, preso aos e pelos orgãos de comunicação social. Será que já não há jornalistas críticos? Não há jornalistas livres em Portugal?
Estamos no limiar da Vergonha Total.
Publicado por Daniel Arruda às 09:17 AM | Comentários (2)
Bora lá palancas
Hoje como é óbvio quero que Portugal ganhe. Apurados ou não uma vitória é sempre uma vitória e a moral de quem ganha nunca será igual á de quem perde.

Mas hoje também quero que Portugal ganhe para que Angola fique dependente apenas deles próprios para conseguirem um apuramento histórico para os oitavos de final.

Seria bonito sem dúvida. Hoje torço por duas Selecções. A portuguesa e a de Angola. Este mundial está me a correr bem e por isso não custa nada pedir mais um pouco.A Alemanha e Portugal já lá estão.
Bora lá palancas.
Publicado por Daniel Arruda às 07:01 AM | Comentários (1)
junho 20, 2006
José Azevedo

Pela 1ª vez Portugal vai ter um chefe de Fila no Tour de France. José Azevedo foi anunciado hoje como o sucessor de Lance Armstrong na equipa americana da Discovery. Uma tarefa nada fácil mas para quem no ano passado rebocou Armstrong nos Alpes e nos Pirinéus e mesmo assim termina o Tour num honroso 5º Lugar pode finalmente aspirar este ano a algo mais.
Este Tour vai ser especial. É, afinal, o 1º na era pós Armstrong e se recuarmos um pouco e nos lembrarmos como foi o 1º Tour na época pós Indurain podemos admitir como viável um cenário de 5 ou 6 corredores com pretensões a ganharem esta edição. Desde logo Jan Ulrich que tem sido sistematicamente batido na montanha. Mas também Bobby Julich ou Ivan Basso da CSC são candidatos bem como Francisco Mancebo da AG2R, Alexandre Vinikurov da Würth ou Iban Mayo da Euskadi.
Vai ser certamente um grande Tour de France e poderá ser maior ainda se José Azevedo estiver à altura da responsabilidade. Venha daí a prova raínha do Ciclismo.
Publicado por Daniel Arruda às 05:02 PM | Comentários (1)
Perplexidade

"Não percebo", disse
"O que é que não percebes?", disse a mãe, por dizer
"Sei lá. A vida", disse a criança com seriedade.
A partir de um conto de Maria Judite de Carvalho e de uma foto de Sabyasachi Talukdar.
Publicado por Isabel Faria às 01:26 PM | Comentários (5)
Fumar Mata

Afinal é mesmo verdade!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Daniel Arruda às 01:05 PM | Comentários (1)
Sem palavras...

Publicado por Isabel Faria às 12:35 PM | Comentários (8)
Uma Aula de Alemão
Muitos dos nossos amigos aqui no Troll conhecem a minha costela alemã e alguns até brincam com isso. Mas são também injustos ao dizerem que a lingua alemã é difícil. para quebrar d evez com esse tabú aqui vai um texto que demonstra de forma inequivoca que isso é mentira.
Desfrutem deste momento.
A língua alemã é relativamente fácil. Quem sabe Latim e está habituado com as declinações, pode aprendê-la sem grandes dificuldades - ao menos é o que os professores de Alemão dizem em suas primeiras aulas. Em seguida, quando começamos a estudar os der, des, den, dem, die, eles dizem que é moleza: tudo é apenas uma questão de lógica. Realmente é muito simples; podemos ver isso no exemplo que passamos a examinar.
Tomemos um honesto livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro, publicado em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos hotentotes (em Alemão, hottentotten). O livro nos conta que os cangurus, Beutelratten, são capturados e colocados em jaulas, Kotter, cobertas de um tecido, Lattengitter, para abrigá-los do mau tempo. Essas jaulas são chamadas, em Alemão, "jaulas cobertas de tecido", Lattengitterkotter ; assim que botam um canguru dentro delas, ele é chamado Lattengitterkotterbeutelratten, "o canguru da jaula coberta de tecido".
Um dias os hotentotes capturaram um assassino, Attentater, acusado de ter matado uma mãe, Mutter, hotentote - Hottentottermutter -, que tinha um filho tonto e gago, stottertrottel. Essa pobre mãe se chama, em Alemão, Hottentottenstottertrottelmutter, e seu assassino é chamado de Hottentottenstottertrottelmutterattentater. A polícia prendeu o assassino e o enfiou provisoriamente numa gaiola de canguru, Beutelrattenlattengitterkotter, mas o prisioneiro escapou. As buscas mal tinham começado, quando surgiu um guerreiro hotentote, gritando :
- Capturei o assassino! (Attentater).
- Sim? Qual? - perguntou o chefe.
- O Lattengitterkotterbeutelratterattentater! - respondeu o guerreiro.
- Como assim? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido? - perguntou o chefe dos hotentotes.
- É, sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentater (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago) - respondeu o nativo.
- Ora , respondeu o chefe, tu poderias ter dito desde o início que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentater.
Como dá para ver, o Alemão é uma língua fácil; basta a gente se interessar um pouquinho ...
Publicado por Daniel Arruda às 08:48 AM | Comentários (15)
Não compreendo os juízes
Mas obviamente que não. O que é mais normal é o pessoal ir comer a sandes da manhã sentado na sanita ou então leva o cafézinho para um momento social encostado ao urinol.
Agora a sério. Um trabalhador que se deloque 10 vezes á casa de banho durante um periodo de trabalho, deve ser encaminhado para um médico porque deve ter problemas urinários, mas daí a poder-se controlar electrónicamente as idas ao WC é abusivo pois a meu ver que não sou jurista poe claramente em causa a privacidade de cada um.
Espero que o recurso de resultado pois esta decisão do Tribunal da Relação do Porto é uma aberração.
Acho que já faltou mais para o cenario dos filmes de ficção em que uma pessoa está a trabalhar agarrado á cadeira, alimentado por um tubo e defecando por outro está cada vez mais perto de se tornar realidade.
Publicado por Daniel Arruda às 08:23 AM
junho 19, 2006
Havemos de ouvir o Gracias a la vida!!!

Hoje apetecia-me estar com ele e fazê-lo ouvir a Violeta Parra a cantar o Gacias a la vida.
Queria falar-lhe de quando descobrimos a sardanisca presa na fechadura da porta e eu gritei tanto que as vizinhas pensavam que tinha acontecido alguma coisa; queria falar-lhe de quando me fazia as cruzinhas para a campa do Nero ou do hamster que esqueci o nome, ele que nunca foi a uma missa; queria falar-lhe das pedrinhas enroladas na prata; naquela vez em que me deu uma palmada porque eu não queria lavar as mãos, não estão sujas nada, e a água tornava-se preta; queria recordar-lhe quando nunca queria perguntar nada a um polícia em Paris e passávamos 10 vezes pelo mesmo lugar à procura do mesmo lugar, só que outro; queria falar-lhe da festa que vivemos juntos e falava-lhe de flores vermelhas...queria dar-lhe a ouvir a Violeta Parra e que ele voltasse a ter vontade de me fazer dançar nos seus joelhos. Não queria sentir-lhe a voz triste, ou perdida, ou desencantada, ou amargurada. E sinto. Este fim-de-semana vou levar-lhe a Violeta Parra...pode não ter força para me abanar nos joelhos, até posso lavar as mãos antes de comer, continuarei a fugir da sardanisca se ela decidir ficar de novo presa e pedir-lhe-ei que não desista.
Há alturas em que escrever me tira o medo. De quando em vez fico com medo. Como hoje.
Publicado por Isabel Faria às 11:51 PM | Comentários (4)
Parabéns
Faz hoje 28 aninhos. O gato mais famoso do planeta. Mais famoso que a CatWoman. O devorador de Lasangas, dorminhoco e insolente. Foi a 19 de Junho de 1978.
Parabéns

Publicado por Daniel Arruda às 06:19 PM | Comentários (3)
Porque ela existe
Já muitos sabem o valor que dou á publicidade e especialmente ás campanhas de prevenção da SIDA. Fizeram-me chegar este de França. Do melhor que eu já tenho visto.
Uma nota: Ele é pesado pelo que não se assustem se ele demorar um pouco a carregar. Vale a pena a espera.
Publicado por Daniel Arruda às 04:01 PM | Comentários (3)
Refresquem-se

1º - Tinha que ser uma rapidinha que estou completamente sem tempo.
2º - Se eu não fizer um Post por dia o Daniel (os outros estão reformados...) não me paga o salário.
3º - Acho que sabia bem a todos (a catarata, tá bem de ver...), por causa do calor.
4º - Ouvi dizer que tenho um amigo a precisar de uma coisa fresquinha, para levantar o astral. Claro que continuo a falar da catarata.
5º - Refresquem-se!!!!
Publicado por Isabel Faria às 02:08 PM | Comentários (12)
Unidade e Unicidade
UNIDADE
do Lat. unitate
s. f.,
grandeza tomada por uso ou por convenção para servir de termo de comparação entre grandezas da mesma espécie;
o número um;
a base da numeração;
qualidade do que é uno;
objecto único;
união;
mónada (na filosofia de Leibniz);
coordenação das partes de um todo (trabalho literário ou artístico, etc. );
uniformidade, conformidade de sentimentos, de opiniões, etc. ;
acção colectiva tendente a um fim único;
corpo de soldados destinados a manobrar juntos;
cada navio na marinha de guerra;
fig.,
profissão da mesma fé e obediência aos mesmos chefes.
UNICIDADE
s. f.,
qualidade de único.
Estas definições vêm num dicionário on-line e servem para explicar o paradoxo que grassa no movimento sindical português. Toda a gente apregoa a unidade mas como ficou óbvio, e para pegar apenas no exemplo mais recente do SPGL, o que se quer mesmo é a unicidade. Este defeito de formação não é de hoje, tem 3 décadas mas pelos vistos ninguém quer saber.
Ainda a semana que passou deu na RTP2 um documentário sobre Álvaro Cunhal, sobre a sua vida, obra e com muitas passagens e imagens de discursos, entrevistas do próprio. O espantoso é que é o mesmo discurso usado actualmente pelas mais diversas pessoas com responsabilidade no movimento sindical. Nos anos 70 não raras as vezes se ouviu defender a central sindical única que seria controlada pelo PCP. Unidade de pensamento? Não!!!!!!!! unicidade. Unidade dos trabalhadores no respeito pelas diferenças??? Não !!!!!!! Unicidade em torno das bandeiras de alguns.
Leiam as definições de unidade e unicidade e vejam o que se aplica á CGTP. Vejam as atitudes nas recentes eleições do SPGL e vejam em que espírito se enquadra. As eleições perdem-se e ganham-se. A comissão eleitoral não deu provimento ás queixas. A impugnação não parece fazer efeito pelo que se ameaça convocar plenário escolares que se sobreponham a um acto eleitoral livre e democrático.
Isto não é um apelo á unidade. É uma exercício para se chegar á Unicidade.
E vocês ainda me perguntam porque sou crítico?
Publicado por Daniel Arruda às 10:14 AM | Comentários (10)
Catalunha
Há quem diga que a votação de ontem abre caminho a que a Espanha se torne em breve num estado federal. Há quem veja a votação como um passo para a independencia. Há quem a veja como um retrocesso de anos.
Não vivo lá. Sei o que amigos e comunicação social me têm transmitido.
Fiquei satisfeito com o resultado do referendo. O povo catalão escolheu o que achou melhor. E tudo o que contribua para que o processo decisório esteja mais longe de Madrid é bem vindo.

Publicado por Daniel Arruda às 07:34 AM | Comentários (1)
Isto é mesmo de quem nada tem para dizer
Marques Mendes quer «bom senso» para impedir fecho
Dito assim até parece fácil.
Bom senso? como? de quem? de que forma?
Que pequenez de espírito!!!!!!!!
Publicado por Daniel Arruda às 06:59 AM
junho 18, 2006
Diário do Mundial
Axo ku Brasil ganhou à Austrália e ka França tá bué da mal e só konseguiu empatar ka Coreia du Sul.
O Brasil já tá nos 8avos...Parexe ka Itália tb empatou kus EU. N faxo ideia onde é ke tá.
O Cácá axo ke jogou bué da bem. Só n sei em kikipa.
inda n sbmos xé kas flores ou ku tango.
Vou ver + koisas e já volto.
Publicado por Isabel Faria às 11:06 PM | Comentários (9)
Voarei (semi auto-plágio)

Há quase um ano, escrevi um post no Afixe, sobre a minha incapaciade de dessitir. Há alguns parágrafos que o tempo se encarregou de apagar. Outros, o tempo acabaria por escrever. De uns e de outros, o tempo tem sempre razão, sou, passado quase um ano, também feita.
Não ser escritora nem editar livros tem a vantagem de não editarem livros a acusar-nos de auto-plágio. Assim, "semi-autoplagiando-me", aqui fica. Para quem me conhece bem, mesmo que já não se lembre do post original, creio que notará onde as diferenças entram. Poderia escolher o negrito, o itálico...guardarei o negrito e o itálico...
Nunca entendi a minha quase incapacidade de desistir. Não creio que seja teimosa. Não me considero masoquista. Então, porque não parar, pensar e concluir que há batalhas que não vale a pena travar, lutas que não vale a pena tentar ganhar? Porque nunca acredito que uma luta possa estar perdida à partida? Porque nunca acredito que pode haver forças que já não tenha ou tempo que me falte?
Não consigo, nunca, desistir do que não vivi. Não consigo abdicar do corpo que não toquei, das palavras que não disse, dos sonhos que não vivi. Não consigo abdicar de conhecer o teu cheiro nem o teu sabor. E, quando conheço o teu cheiro e o teu sabor, quando a festa do teu cheiro e do teu sabor chega, procuro sempre mais, outro, diferente, ainda o teu, mas o teu que sei ainda não me deste tempo nem lugar de encontrar.
Em cada dia do meu presente, ultrapasso as mágoas do passado e não consigo não viver as dádivas do futuro.
Não me contento nunca com a parte, entrego-me obstinadamente em busca do todo. Pelo meio, há dias em que o cansaço da procura me tolhe os passos e me cala as palavras, faz sempre isso o cansaço, aos passos e ás palavras, mas encosto-me, por momentos, a uma esquina qualquer e continuo. Não tenho como possa não continuar.
A minha vida não foi construída com sonhos que perdi, é construída com os sonhos que não pude ou não tive (ainda) tempo de viver.
Quero um mundo melhor. Não porque nele acreditei no passado, mas porque não suporto a falta que me fará no futuro.
Quero ter-te nos meus braços, não para neles te prender, mas porque neles quero voar. Tenho saudades de voar. Cada dia que estou contigo, cada dia que estive, cada dia que sei que vou voltar a estar, ou mesmo que, um dia, saiba que não vou voltar a estar, tenho saudades de voar. De, contigo, voar. Não desisto de te ouvir, não para me dizeres palavras que, algures, gostei de ouvir e perdi, mas para me dizeres as que sempre sonhei que me dirias.
Tu.E cada vez que te encontro, é o que nunca vivi, que procuro.
Não vou desistir. Não sei desistir. Vou continuar a procurar o que os teus olhos me dizem, as tuas palavras me repetem, os teus gestos me dão. E mesmo se, às vezes, os teus olhos calam, as tuas palavras adiam e os teus gestos negam, eu não sei desistir.
No dia em que te encontrei, soube que haveria coisas que iríamos viver. Nunca desisto das coisas que há para viver. Passadas tantas coisas vividas, ainda sei que há coisas que vamos viver. E eu nunca desisto das coisas que sei que há para viver. Do futuro, chamei-lhe, linhas atrás.
Sei que me esperas, de vez em quando, a meio do caminho. Para juntos, percorrermos a distância que nos separa do mar. E para, no mar, finalmente, percorrermos o caminho que nos separa de nós. Não durará sempre o mar. Nunca dura sempre o mar. A única coisa que dura sempre é a procura dele. E de nós. Mas enquanto o mar durar, estarei sempre a meio caminho, à espera das palavras que nunca me disseste.
Publicado por Isabel Faria às 07:11 PM | Comentários (14)
Torturas incorrectas
Segundo o relatório que o Pentágono, por pressão da Associação para Defesa das Liberdades Cívicas, publicou, os EUA mantiveram, em 2003 e 2004, detidos durante 17 dias, prisioneiros, a pão e água, usaram técnicas de interrogatório proíbidas (eufemismo para torturas), como a privação de sono, música muito alta e olhos tapados com adesivos. Segundo o relatório que o JN, hoje, publica, pelo menos um dos detidos foi mantido nu, por tempo não determinado e todos se encontravam encarcerados em celas minisculas, do tamanho de gaiolas.
Apesar de considerar que tais métodos não se enquadram no espírito da Convenção de Genebra, o Pentágono não as considera ilegais, mas, apenas, incorrectas. Reflectem, ainda, segundo o relatório, falta de vigilancia e não abusos deliberados. Omite o nome dos militares envolvidos bem como os lugares onde as "incorrecções" se verificaram. E como é sabido ninguém foi condenado pela prática de tais "incorreções" e "faltas de vigilancia".
Entretanto, segundo a mesma notícia, George Bush, declarou ontem que é vital que os Iraquianos saibam que a América não os abandonará depois de ter ido tão longe. Presume-se que os iraquianos devam ficar descansados.
Publicado por Isabel Faria às 12:51 PM | Comentários (2)
Não é tudo farinha do mesmo saco
Hoje ao folhear o DN deparei-me com este artigo e não posso deixar de me escandalizar com as onclusões tiradas no mesmo.
Se obviamente estou de acordo com a análise da direitização do PS, até porque já o escrevi aqui várias vezes e porque é claro a toda a gente que a diferença entre o PS e o PSD é apenas o D, não posso admitir que uma vez "educada" a opinião pública para essa fatalidade se queira agora começar a introduzir na opinião pública que o BE e o PCP são farinha do mesmo saco, do saco do PS, entenda-se.
É no mínimo abusivo dizer que "O abrandamento do frenesim oposicionista do Bloco de Esquerda é admitido mesmo por alguns dos seus dirigentes, que o atribuem à "crise dos sete anos", à dificuldade de "estar sempre a inovar" e à inexistência de actos eleitorais no futuro próximo." pois isso será o mesmo que admitir que afinal no espectro político português é tudo igual, quando não é. Pôr em causa os valores de esquerda por via de se pôr em causa os partidos da esquerda e a existencia deles enquanto tal é no mínimo bizarro.
É certo que alguma dita esquerda contribui para isso mas é bom que se separe as águas. Eu até compreendo o porquê. Os nossos "opinion makers" têm andado de batalha em batalha com um objectivo claro. Esvaziar ao máximo os conteúdos ideológicos de modo a que dessa forma se esvazie a particiação popoular nas decisões. Cabe á esquerda lutar contra isso.
Publicado por Daniel Arruda às 12:23 PM | Comentários (5)
junho 17, 2006
Então...
... que venham as

ou o

Que a gente cá está!!!!
Publicado por Isabel Faria às 05:50 PM | Comentários (4)
Não posso fazer mais nada!!!!

Prontes, o gajo já tá cá fora!!!! Agora desenrasquem-se !!!
Inté!!!
Publicado por Isabel Faria às 01:05 PM | Comentários (4)
Solidariedade ACTIVA
Não sei se a Administração da Autoeuropa vai aceitar. As últimas notícias parecem indicar que não.
Também não sei se haveria vontade política da Administração da GM de encontrar uma solução. Nem se haverá vontade política do Governo da a "forçar".
Mas é a isto que se deve poder chamar consciência de classe, solidariedade efectiva e disponibilidade de encontrar soluções para os problemas.
Que sirva de lição para aqueles que querem ver em cada trabalhador que, eventualmente, não pense ou não aja como ele, um inimigo.
E que sirva de lição para quem diariamente se esquece que estamos no ano de 2006, que as deslocalizações existem, que a Globalização nos entra diariamente em casa, que há que ter a capacidade de encontrar respostas...ou, apenas, que está na hora de aprender a "negociar"? Com as armas de hoje.
Publicado por Isabel Faria às 11:44 AM | Comentários (12)
Roubaram a página à gente
Parece que o Troll está outra vez marado. Agora não aceita comentários nos últimos posts. Tal como disse a Émiéle, aparece um texto a dizer que a página foi levada não sei para onde...olhem, eu juro que não levei nada...só se foi o Dani. Daniel, levaste a página, amigo???? Vá lá... não sejas mau. Devolve a página, faxavor. Não podias ir preparar-te para ver o jogo??? Hein??!!! Depois podes brincar com ela outra vez...
(É preciso uma paciência para aturar estes gajos mal educados e incompetentes da Weblog que vocês nem imaginam!!!).
Publicado por Isabel Faria às 11:24 AM | Comentários (3)
Um pensamento para o Fim de Semana
Aquele que ao longo do dia
é activo como uma abelha,
Forte como um touro,
Trabalha que nem um cavalo
E que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão,
Deveria consultar um veterinário porque é bem possível que seja burro
Publicado por Daniel Arruda às 10:01 AM | Comentários (3)
junho 16, 2006
330 e tal

Será que há 330 e tal flores amarelas neste campo...precisava de um campo com 330 e tal flores amarelas...uma por cada dia que passou...vou contar as flores...se faltar alguma vou procurar, se sobrar, fica na conta dos próximos 330 e tal dias.
Publicado por Isabel Faria às 11:09 PM | Comentários (3)
O que sabe a cigana de amores-perfeitos???

- Onde é que se meteu a noiva???
As calças de ganga e a camisa aos quadradinhos, a mala de cobrador da Carris e os cabelos desgrenhados enganavam o mais experiente. Estava ali.
Na véspera, enquanto compravam laranjas para a salada de fruta, a cigana tinha dito, olhe menina, não vai ser feliz...que sabia a cigana a mais disso do que ela???...
Durante todo o dia tinha pensado que ia vencer a guerra. A estabilidade, a casa nova, longe do bairro, o canteiro de cimento, pintado de amarelo, cheio de amores-perfeitos com que tinham enchido a varanda, iam vencer a guerra. O que sabia a cigana de guerras e de canteiros de amores-perfeitos???
À noite, cansada, teve que o partilhar com os outros amores de sempre. Era só hoje, pensou. Amanhã, daqui a uma semana ou a um mês, não se vai mais lembrar de pratas, nem de visitas tardias ao jardim da Estrela...amanhã ou daqui a uma semana, passaria pelo mercado de Benfica e ensinaria a cigana o que era um canteiro de cimento, pintado de amarelo, cheio de amores-perfeitos, a ocupar toda a varanda.
Muitos anos depois, passou lá, vinda do cimo da Estrada dos Arneiros. Não reconheceu a cigana. Há muito que não havia canteiros de cimento. Nam amores-perfeitos. E acabara de perder, definitivamente, a guerra.
O tempo passa, pensou. Já foram mais de vinte anos...a 16 de Junho a senhora da conservatória procurava com ar apressado a noiva...a cigana tinha dito, os olhos não enganam, menina...o que sabia a cigana de olhos quando se tinha um canteiro cheio de amores perfeitos para cuidar???
Publicado por Isabel Faria às 10:29 PM | Comentários (3)
Um novo blog
A blogosfera é o exemplo de um "ecosistema" que se auto renova, tem vida própria e não morre, muito antes pelo contrário. Aparece sempre mais viçoso a cada blog que é criado. De um amigo e de seus amigos nasceu "O Sono do Monstro".
Ainda está um pouco vazio porque está a dar os 1os passos agora mas pela amostra e pelo que conheço de um dos autores é um blog que rapidamente vai merecer uma visita mais assidua.
Não podia aqui deixar de dar as boas vindas blogosféricas a mais estes blogueiros.
Toda a sorte.
Publicado por Daniel Arruda às 07:38 PM
Tive medo
Hoje vi a minha vida a andar para trás. Haverá agora quem exclame um "Ahhhhhh!!!!!! que pena" cheio de cinismo mas felizmente ainda por aqui ando.
Já há muito tempo que "brincamos" com o facto de Portugal aos poucos se estar a tornar um clima tropical mas hoje tive a prova.
Vinha de Lisboa e achei piada ao facto de estar a chover a cântaros no Monsanto e no acesso à ponte via Amoreiras estar tudo seco. Uma diferença de 30 metros a fazerem toda a diferença. Continuei para vir para o trabalho quando perto do Fogueteiro cai uma chuva como eu nunca tinha visto. Torrencial, de tal modo que o limpa vidros no máximo não evitava que eu não visse a frente do carro quanto mais a estrada. Reduzi a velocidade até aos 20 Km/Hora mas mesmo assim a condução era quase impossível, ainda mais numa auto-estrada com supressão de berma devido a obras. Até que surgiu uma daquelas entradas para emergências e isto era uma emergência. Fui dos felizardos que ainda arranjei um espaço para parar o carro. Muitos outros tiveram de continuar a concuzir. Depressa se formou um rio na Auto-estrada e para além da água que me cegava e dos trovões que me abanavam o carro ainda comecei a levar com a água dos carros que tinham de circular e que levantavam o rio que corria para norte. Confesso que tive medo. A sensação de impotência de estar dentro de um carro e não ver nada que se passa à volta, esperando a cada momento que um gajo se espante e que te venha bater no carro. Pelo que resolvi abrir a janela para poder ver um pouco melhor e entrar na estrada outra vez, pois mais vale andar e tentar fugir aos perigos andando e esperando que à tua frente nada se passe para saíres daquele pesadelo.
Consegui, após 6 Km, começar a ver alguma coisa, não sem que antes não testemunhasse a inconsciência de alguns que não se inibiram de acelarar às cegas numa autêntica roleta russa que podia envolver terceiros, pois lençóis de água não eram muitos, era a estrada toda e um gesto em falso provocaria um acidente em massa.
Acabei por chegar tarde ao trabalho, mas feliz de chegar e com uma certeza. Nunca mais vou utilizar a expressão chuva torrencial de ânimo leve. É que comparado com hoje apenas tinha assistido a aguaceiros.
Publicado por Daniel Arruda às 05:13 PM | Comentários (4)
Louçã ao "DN"
Publicado por Isabel Faria às 10:10 AM | Comentários (4)
Dias

Introdução: Este é mesmo daqueles dias em que me sinto a coisa mais coitadinha ao cimo da terra. Se não tiverem vontade de ler lamúrias estúpidas e mais ou menos infantis, é favor passar à frente e esperar pelo post seguinte. Obrigado.
Estou cansada. Ainda não são oito horas e eu já estou cansada. Não é, portanto, um cansaço passageiro. Resiste à noite e resiste ao descanso. Tenho mais um dia de cortar à faca pela frente e estou cansada de dias de cortar à faca. Queria ser capaz de cruzar os braços e não sou capaz. Queria ser capaz de assobiar para o lado e não sou capaz. Queria dizer paciência, amanhem-se e não sou capaz. Queria ser capaz de dizer só dou em troca do que recebo e não sou capaz.
Levantei-me cansada. Não sei se mais cansada das guerras que já travei se das que tenho para travar. Não sei se das palavras que já disse. Se das que tenho para dizer. Se das que não disse. Ou das que não posso dizer.
Cansada de contarem comigo. De me armar sempre em forte. De não ser forte. De estar sempre aqui. De não ser capaz de não estar aqui.
Vai ser mais um dia de cortar à faca. E estou cansada de ainda não ter aprendido a lidar com dias de cortar à faca. Já vivi milhares deles. Já tinha a obrigação de ter aprendido. Estou cansada de não aprender. De nunca aprender nada.
E estou cansada de ainda não ter desistido de colo. Uma mão no ombro. Um empurrão. Estou cansada de dar sempre a impressão que aguento sozinha. Que sigo sozinha. Que não vale a pena preocuparem-se porque a Isabel passa ao lado. Magoa-se, mas passa ao lado.Tem a obrigação de passar ao lado. Maturidade, o tanas. Experiência o tanas.
Na empresa as pessoas querem ver o Mundial. Na rua, as pessoas querem ver o Mundial. Em casa o meu filho quer namorar (como eu queria namorar quando tinha a idade dele...), no resto...no resto...estou cansada de tentar encontrar razões. Saídas. Palavras. Pedacinhos.
Estou cansada do Troll, da CT, de me meter sempre em mais coisas, de achar que tenho a obrigação de não dedistir, que não posso desiludir, que tenho que honrar os compromissos, que tenho que ser fiável e confiável, que tenho que me aguentar à bronca. Às broncas todas.
Desculpem. Eu sei que isto é estúpido. Não tenho dinheiro para o psicanalista. Não tenho ninguém a quem queira incomodar a falar deste cansaço. Têm que levar vocês comigo...As horas passam...quase chegam as oito. Tenho que me vestir, sair, beber café, entrar na empresa, ver, ouvir, falar milhares de vezes as coisas de milhares de vezes, fazer milhares de vezes as coisas de milhares de vezes...tenho saudades de algumas vezes em que não estou cansada de mim.
Recordo um post que aqui escrevi a semana passada. Das minhas rugas...tem, portanto, solução. Mas agora, as que vejo são todas resultantes do cansaço...as outras devem ter saído para parte incerta. Sei que vão voltar...mas agora tenho que sair. Sem colo. Nem voz.
Publicado por Isabel Faria às 07:41 AM | Comentários (16)
junho 15, 2006
Curta...sei lá nº k!!!!
Comprem a Visão desta semana. De vez em quando, eu e a Visão, divorciamo-nos, mas depois voltamos à cohabitação.
A não perder o Dossier Especial sobre os skins em Portugal . Eles existem. Mesmo. Uma reportagem sobre a Catalunha e a indispensável crónica do Ricardo Araújo Pereira (esta, confesso que leio todas as semanas, mesmo quando andamos de candeias às avessas...durante uns minutos confisco sempre a revista da minha colega). Ainda só vou aqui...
Numa pequena nota de rodapé se me conseguirem traduzir esta afirmação, que também já li, do Jerónimo de Sousa sobre o BE, eu agradeço:
"Acho que o BE subiu acima do chinelo. É uma força sem projecto e sem ideologia definidos".
A última parte eu percebo. Já tem décadas. Já existia antes do Bloco...digamos que é mais ou menos gasta e usada...ao longo dos anos só foi mudando o sujeito. Daí, eu mesmo conseguir entender....
A primeira parte é que me ultapassa: o que é subir acima do chinelo? Ao tornozelo? Às canelas? Ao joelho? Quando o meu Bono se deita em cima do meu chinelo é o Bloco de Esquerda que tenho em casa? Qual a análise política que está por detrás desta afirmação e que eu não consigo alcançar? Subir acima do chinelo é subir muito, pouco ou assim-assim...depende do salto do chinelo? De onde o guardamos? Please, help me!!!!!
Ah, e não se esqueçam, voltei a namorar com a Visão, por mais umas semanas. Vamos a ver qual será o nosso próximo arrufo....
Publicado por Isabel Faria às 07:13 PM | Comentários (6)
Curta V

Ok, eu sei que é perto...mas não há algum tempo que não nado. E há sempre a hipótese de voltar as costas para a estrada.
Publicado por Isabel Faria às 11:24 AM | Comentários (4)
Curta IV
Não gosto de soja. Soja é aquela coisa que não é carne nem é peixe.
De quando em vez, lembro-me que nunca me disseram não te posso ver, desaparece da minha vida que te detesto.
Mais ao menos ao mesmo tempo, também me tenho lembrado que já me esqueci quando me disseram a última vez: hoje, não consigo imaginar a minha vida sem ti. Fazes-me falta.
Estou no PC do meu filho e ele tem o roupeiro mesmo ao lado. Há um espelho no roupeiro. Olhei para lá e pareceu-me ver um Tofu. Não me parece nada bom sinal.
Publicado por Isabel Faria às 11:11 AM | Comentários (4)
Curta III
No meio das dúvidas, no meio dos Emails que chegam, dos desmentidos do Governo, das contas da multinacional, das incertezas do futuro de mais de 1500 trabalhadores, um trabalhador falava ontem ao JN "Daquela sensação estranha de que não há nada a fazer".
Quantos de nós, nos locais de trabalho, perante a força da globalização, a precariedade das relações de trabalho, o espectro do desemprego, as notícias das deslocalizações, não sentimos já, algum dia, essa estranha sensação? Apesar de tudo, sabemos que ela passa...e a um canto qualquer da solidariedade, da memória, da unidade, de nós próprios, acabamos por encontrar a vacina.
Publicado por Isabel Faria às 11:02 AM | Comentários (2)
Curta II
Ontem a CT da minha empresa recebeu um Parecer sobre o Projecto de Lei do Bloco de Esquerda, sobre as Comissões de Trabalhadores.
O Parecer vinha juntamento com outros documentos, nomeadamente as conclusões do último encontro de CTs realizado no Porto, a 2 de Junho.
Vinha dentro dum envelope duma organização que seguramente só o pode ter expedido, pois faço parte dela e não fiz nenhum Parecer nem para isso fui consultada. O documento não vinha assinado e no final trazia: Lisboa, 7 de Junho de 2006.
Ao príncipio ainda me pareceu mais estranho pois não tinha conhecimento de nenhuma reunião nese dia. Pensei que me tinha esquecido (ter vários burros para albardar, às vezes, dá nisso), mas dia 7 foi Quarta Feira e as reuniões são sempre à Quinta....
Estavamos a tentar discutir o Parecer para dar a nossa opinião e tinhamos uma dúvida...ok, mas a quem a dirigir?? Fez-se-nos luz, 7 de Junho de 2006 é a assinatura...agora só nos falta mesmo é saber o contacto...se alguém souber o Email, o telefone, a morada do Sete de Junho de Dois Mil e Seis (pode ser que apareça assim ou então assim 07-06-2006, ou ainda 7/6/2006...isto das listas telefónicas tem manias) é favor deixar aqui a informação que eu faço-a chegar á minha CT. Obrigado.
Publicado por Isabel Faria às 10:49 AM | Comentários (10)
Curta I
Duvido que hoje esteja aqui alguém a espreitar o Troll...mas não faço idéia para onde é que vão, já que vai estar o fim-de-semana todo a chover e a fazer relâmpagos e trovões e outras coisas dessas.
Publicado por Isabel Faria às 10:44 AM | Comentários (6)
junho 14, 2006
Dicionário de Português- Português
Pressupor - colocar preço em alguma coisa.
Biscoito - fazer sexo duas vezes.
Missão - culto religioso com mais de três horas de duração...
Padrão - padre muito alto.
Estouro - boi que sofreu operaçao de mudança de sexo.
Democracia - sistema de governo do inferno.
Barracão - proíbe a entrada de caninos.
Homossexual - sabão em pó para lavar as partes íntimas.
Ministério - aparelho de som de dimensoes muito reduzidas.
Edifício - antônimo de "é fácil".
Desviado - uma dezena de homossexuais.
Detergente - ato de prender seres humanos.
Armarinho - vento proveniente do mar.
Eficiência - estudo das propriedades da letra F.
Entreguei - estar cercado de homossexuais.
Conversão - papo prolongado.
Barganhar - receber um botequim de herança.
Fluxograma - direção em que cresce o capim.
Halogênio - forma de cumprimentar pessoas muito inteligentes.
Unção - erro de concordância verbal. O certo seria "um é".
Expedidor - mendigo que mudou de classe social.
Luz solar - sapato que emite luz por baixo.
Cleptomaníaco - mania por Eric Clapton.
Tripulante - especialista em salto triplo.
Viaduto - local por onde circulam homossexuais.
Contribuir - ir para algum lugar com vários índios.
Aspirado - carta de baralho completamente maluca.
Testículo - texto pequeno.
Coitado - pessoa vítima de coito.
Cerveja - é o sonho de toda revista.
Regime Militar - rotina de dieta e exercícios feitos pelo exército.
Bimestre - mestre em duas artes marciais.
Caçador - indivíduo que procura sentir dor.
Suburbano - habitante dos túneis do metrô.
Volátil - avisar ao tio que você vai lá.
Assaltante - um "A" que salta.
Determine - prender a namorada de Mickey Mouse.
Pornográfico - o mesmo que colocar no desenho.
Coordenada - que não tem cor.
Presidiário - aquele que é preso diariamente.
Ratificar - tornar-se um rato.
Violentamente - viu com lentidão.
Diabetes - as dançarinas do diabo.
Publicado por Daniel Arruda às 03:25 PM | Comentários (5)
Quanto tempo falta para a AEIOU, nos dar uma explicação?
No passado dia 12, ás 11.00h, da amanhã, enviei ao suporte técnico da Weblog, este Email:
Boa tarde.
Eu peço desculpa de vos continuar a incomodar...mas os problemas da Weblog e do Troll Urbano mantêm-se. Não é possivel continuar a trabalhar assim. Ou os comentários não entram, ou entram a dobrar, ou os posts não entram, ou entram a dobrar, ou, como acontece esta tarde, pura simplesmente não consigo entrar no Privado.
Como deve compreender não estamos num Blog por obrigação, nem temos o tempo todo do mundo para estar num Blog. Mas queremos, no meu caso, quero, mantê-lo activo e actualizado e com visitas e com comentários...tudo o que não tem sido possível nos últimos tempos.
Peço-vos mais uma vez que nos tentem informar se este é um problema passageiro (passageiro terá que ser dito com esforço, dado o tempo em que o problema se mantém...),ou se teremos que pensar numa outra solução. Como devem entender não é normal que paguemos por um serviço e que não possamos usufruir dele.
Melhores cumprimentos
Isabel Faria
Como se depreende, este foi um Email, no seguimento de muitos outros Emails.
Entretanto, na Segunda Feira, à tarde, os problemas mantiveram-se a agravaram-se. Escrevi um post às quatro e tal e um outro às cinco que andaram a vaguear, sabe-se lá por onde até depois das nove. Depois, quais almas penadas, lá apareceram. O mais engraçado é que na Lista de entradas eles estavam lá, nos comentários anteriores, eles estavam lá, como entrada seguinte...só que eles não estavam lá, quando se entrava no Troll.
A Weblog é um serviço pago. Para nos ser possível deixar de escrever Por..., no ínício dos posts, passámos este ano, a pagar quase 80 Euros, de anuidade para usarmos o serviço. Não é, talvez, muito dinheiro...é o dinheiro que nos pediram para termos direito a um serviço que não nos prestam.
Mas mais do que um serviço que não nos prestam é a falta de jutificação, de informação que me irrita. Nem na página da Weblog. nem em resposta a qualquer post que tem vindo a ser por aí publicado com reclamações, pedidos públicos de explicações e de ajudas...nem ao meu Email de há dois dias. Nada. Silêncio total. Como se nos dissessem, estamo-nos borrifando para vocês. Se não estão bem, mudem-se.
Só que temos um contrato. Pagámos por um serviço. Temos o direito a uma explicação. A um esclarecimento. A um pedido de desculpas. A dizerem-nos o que se passa e quando estará solucionado, se estará solucionado.
Como dizia ontem a Émiéle, no Pópulo, há muito que podiamos mudar...só que se criam laços afectivos com as coisas mais inesperadas...entrei na Blogosfera pelo Afixe. Um dia, já no Troll, desmanchei o Troll todo, ficou completamente preto, mandei um SOS ao Paulo Querido, antes de o ter recebido, já o Troll era, de novo, o nosso Troll.
Havia invasões de spams...sabiamos que o Paulo Querido resolveria...questão de horas...o serviço ficava bloqueado...sabiamos que o Paulo Querido resolveria...questão de horas...
Não suporto falta de profissionalismos. Irrita-me. Mas mais do que isso não suporto falta de educação e de respeito...digamos que para isso não tenho idade. Não tenho paciência. Nem tenho feitio.
Estamos a meio de uma semana...não tenho tido muito tempo para falar no assunto com os meus colegas. Mas teremos que pensar numa solução. Com uma certeza, nem que seja preciso dar uma volta ao Mundo...se o serviço não melhorar, se não nos devolverem o serviço porque pagámos, o AEIOU, vai-nos devolver o dinheiro...ou eu não me chame Isabel.
Até lá, as nossas desculpas por uma incompetência, um desleixe e uma falta de respeito de que não somos responsávis. E um obrigado pela vossa peciência.
Nota: Há pouco, tentei meter um comentário no post do daniel. Deu, de novo, erro. O comentário não foi colocado, ou uma treta qualquer...o comentário está lá...Brrrrrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Isabel Faria às 11:43 AM | Comentários (16)
Aleluia
Hoje estamos de uma de artigos contra corrente.
Este é o 1º que leio em que se questiona aberta e frontalmente o Presidente da República. Já não era sem tempo.
Publicado por Daniel Arruda às 08:33 AM | Comentários (1)
Toyotismo
Gosto de ler artigos que vão em contra corrente. Numa altura em que o Toyotismo puro como filosofia de base é abandonado pelos empresários a nível mundial eis que surge um artigo sobre o tema.
Sou dos que acho que o Toyotismo não é impeditivo para que nós trabalhadores possamos ter uma melhor qualidade de vida e também acho que é o melhor de todos os sistemas produtivos que entretanto foram inventados. Porque tem conceitos muito bons como os do KVP2, o Kaizen, os 5 S's, o just in time. Conceitos que se forem usados pelos trabalhadores poderão ser úteis quer para a melhoria dos trabalhos quer para a defesa dos mesmos.
Tenho andado a passar para o papel alguns pensamentos sobre estes temas. Ainda não está terminado mas deixo aqui a 1ª parte desta "diarreia mental". As outras seguirão de acordo com o meu tempo.
Vá lá agora batam-me. Afinal isto de defender o Toyotismo como filosofia base de pensamento produtivo tem os seus custos.
Muito se tem falado nos últimos tempos de precariedade, de crise no movimento sindical, de Toyotismo, Fordismo e Taylorismo. Penso, no entanto, e desculpem a sinceridade que esta discussão tem sido um pouco vazia, baseada em leituras de textos de outrém, sem a referência critica que qualquer análise digna deve ter.
Este texto como muitas outras baboseiras que por vezes escrevo, poderá em muitos casos ser discutivel e refutado em discussão sobre o tema, e se isso vier a acontecer penso que o objectivo está cumprido. Como ficou implicito mais atrás, as posições que neste texto assumo são tão só resultantes de uma análise minha e de uma série de interrogações que eu próprio me coloco.
Por outro lado sou daqueles que defende uma mudança na estratégia e atitude do movimento sindical ,mas não concordo, de todo, que essa estratégia deva ser alicerçada em “feelings” ou em suposições mais ou menos vagas do que mudou com o neoliberalismo para que se possa adaptar o sindicalismo aos novos tempos.
Evolução industrial e capitalista e as respostas do movimento sindical
Os vários estádios por que a indústria e consequentemente o capitalismo passaram até aos nossos dias e até chegarem ao que é consensualmente chamado de neoliberalismo são, a meu ver, fundamentais para podermos estudar a evolução do movimento sindical e o seu continuo decréscimo de influência e chegarmos à sobejamente conhecida crise que o movimento sindical atravessa nos dias de hoje. É também minha opinião que um capitulo dedicado a este tema deve ter uma especial atenção aos contextos socio- económicos e territoriais em que se deram as grandes ofensivas capitalistas, pois essas caracteristicas são fundamentais para se poder discutir as nuances e derivações que o Toyotismo assume, consoante o lugar do Planeta em que é aplicado ou o porquê da decisão da não aplicação do Toyotismo noutros lugares. Penso que esta reflexão também é necessária para percebermos o Toyotismo e decifrarmos a solução do problema que a meu ver tem afectado e afectará nos próximos anos o movimento sindical, que é o da falta de novas respostas para novas provocações do neoliberalismo.
Da revolução industrial aos dias de hoje
A 1ª revolução industrial tecnológica vem com a máquina a vapor, os caminhos de ferro e com o tear mecânico.
A 2º e responsável por um novo salto no desenvolvimento do capitalismo veio com a electricidade o petróleo e o aço.
A 3º tem como base a energia nuclear, a informática e a biotecnologia. Ora o traço comum são, a grosso modo, as fontes de energia, as vias de comunicação e os equipamentos . Mas a sequência e interligação vão muito além da adopção de novos padrões. A revolução industrial surge em Manchester por volta da década de 80 do sec.XVIII. e surge na Inglaterra que, mesmo antes de se tornar no berço do capitalismo, já era uma das regiões mais ricas e desenvolvidas do planeta., ou seja a condição sócio económica de um País, como condição de referência no salto qualitativo da ideologia capitalista. A 2º revolução vai ocorrer nos Estados Unidos da América, quando Ford resolveu pegar e aplicar as ideias de “organização cientifica” do trabalho (divisão do trabalho manual e intelectual - pesquisa e desenvolvimento, engenharia e organização racional do trabalho / execução desqualificada ) de Taylor na produção automóvel.
Os EUA eram a potência emergente da época, ponto de destino de mais de 33 milhões de emigrantes no fim do sec. XIX inicio do sec. XX e que acabaria por ultrapassar a Inglaterra como potência do ponto de vista económico. Os emigrantes foram o combustivel que o Fordismo necessitava para produzir em massa e para as massas.
O Fordismo era, no entanto, um conceito limitado como o tempo o veio a provar. A primeira contradição do sistema Fordista é exactamente o conceito da produção de massas para um consumo de massas (aliás a relação entre trabalhador e consumidor será abordada num ponto independente mais adiante). A idéia que uma linha de montagem automatica facilitaria o aumento da produtividade, do lazer e consequentemente do consumo. O que não era previsto no sistema fordista eram as crises ciclicas que se abatem sobre o sistema capitalista. Várias foram as razões para o colapso do sistema fordiano, entre os quais o facto de quer a Europa quer o Japão começarem a recuperar da guerra mundial e começarem, especialmente a Europa, a criar excedentes de produção, diminuindo de sobre maneira as importações vindas dos EUA e também devido ao aumento do poder de compra e consequente baixa do juro nos EUA, mas o último e. se calhar. o mais importante foi o choque petrolifero da decada de 70 do sec. passado.
Na terceira revolução industrial dá-se a viragem da era industrial e também do capitalismo. Ao contrário do que aconteceu nas duas primeiras revoluções ou estádios do capitalismo, a 3ª revolução dá-se não num país desenvolvido ou emergente mas sim num país devastado e derrotado na segunda guerra mundial. O Japão, ao contrário do que tinha acontecido nos EUA que tinha visto o seu país “engordar” com remessas e mais remessas de emigrantes, é na altura um país que tinha perdido 1,2 milhões de pessoas consequência da guerra. É, ao contrário da Inglaterra da 1º revolução, um país que mais uma vez devido á 2ª Guerra Mundial e aos 5 anos de ocupação americana, perdeu a quase totalidade do seu parque industrial.
É nesta diferença que se dá a grande viragem do capitalismo, em grande parte devido às necessidades sde um país destruido, sem matéria humana e sem matérias primas em muitos casos. Estas condicionantes são à escala planetária.
Mas nem só de questões sociais se faz a diferença deste estádio para os outros. Também a nivel geográfico o Japão estava nos antipodas de ser uma referência. Um país com cerca de 378.000m2 ( pouco menos que a Alemanha ou a Finlandia) mas onde cerca de 80% do solo é montanhoso e praticamente imprestável nos mais diversos sentidos. Também culturalmente o Japão é um país diferente e isso é faz alguma diferença no implementar de uma filosofia.
É nesta conjuntura que se começa a desenhar o Toyotismo. Perante uma indústria arrasada, os japoneses reergueram-na em moldes mais actuais. Para contornar a escassez de matéria prima cortaram o desoperdicio até quase zero, eliminando-o e criando o conceito de produção magra. Devido ao reduzido espaço fisico reduziram ao máximo os stocks de produtos e matéria prima criando o conceito de Just in Time (JIT). Devido a concorrência das grandes empresas Norte Americanas, o Japão mobilizou o estado e o patriotismo do povo. Cortaram custos éde planos preventivos e o tempo produtivo do operador fazendo-o operar ao mesmo tempo diversas máquinas e ao mesmo tempo zelando pelo qualidade limpeza e manutenção do produto e da máquina criando assim o conceito de felxibilidade e polivalência. Mas o Toyotismo não é só isso.É todo um conjunto de conceitos e práticas que no seu conjunto são a essência do sistema.
Mas se o sistema capitalista mudou e evoluiu, criando anticorpos aos movimentos de trabalhadores “refinando” chantagens e movimentos de bloqueio, o que fez o mundo sindical?
O caminho do sindicalismo, do esplendor á crise
Os movimentos de trabalhadores andam históricamente em contra-ciclo com os momentos industrialmente marcantes ou de outra forma, por cada momento de acção do capitalismo corresponde um momento de reacção por parte dos sindicatos sendo que têm a particularidade de em cada novo ciclo a acção do capital ser mais forte e a reacção do movimento sindical mais fraca, até ao marasmo que os movimentos de defesa dos trabalhadores estão hoje.
Sabendo que estou a usar um chavão, acho que é importante e até necessário que se conheça o nosso passado para saber onde estamos e podermos projectar um futuro. Numa época de mudanças no nosso movimento sindical, umas forçadas, outras devido ao curso natural da história é importante sabermos como chegámos até aqui.
Este texto é composto de várias partes não ordenadas temporalmente. Pretendo focar vários temas que, embora relacionados e possiveis de ocorrer no mesmo tempo, representam estágios diferentes. O texto começa no ano de 1830, com o inicio da internacionalização da luta dos trabalhadores.
O inicio da internacionalização da luta dos trabalhadores
É por volta de 1830 que os trabalhadores, especialmente os europeus começam a tomar consciência da sua situação de assalariados e explorados e nasce a sua conciência de classe. Esta tomada de consciência aparece ou é acompanhada de uma agitação crescente onde também já fazem parte algumas manifestações públicas e as primeiras reevindicaçoes sociais e politicas. Estas primeiras manifestações de consciência de classe surgem em Lion e são como que um sentido orientador para as tentativas de internacionalização da luta dos trabalhadores que se seguiram.
Não se pense que o conceito das Internacionais tem inico em Karl Marx e Friederich Engels.Os primeiros passos na luta revolucionária foram dados num país propicio a ser um laboratório de experiências sociais, a Bélgica, cuja formação enquanto país remonta a 1830. A Belgica de então vivia um forte crescimento industrial e uma diversidade enorme de pessoas e condições sociais exactamente devido ao crescimento aí verificado. È neste senário que nasce Sociedade de Fraternização que lança o primeiro jornal virado para os trabalhadores, neste caso os Flamengos, “O amigo sincero dos Trabalhadores” . Este movimento é visto por muita gente como o primeiro passo para a internacionalização das lutas já que esta experiência belga é baseada em várias outras, especialmente inglesas, o berço da 1º revolução industrial. Mas é em Junho de 1836, em Londres que nasce a London Working Men Association e com ela o primeiro grupo politico de consciência revolucionária e que verdadeiramente dá a luta revolucionária o carácter internacionalista que ela necessitava. Este carácter é reforçado pelo manifesto Working Men Association destinado aos trabalhadores Polacos.
Já nessa altura, 24 de Outubro de 1871 esta associação de Trabalhadores declarava as questões ligadas ao trabalho não como um problema local ou nacional mas sim social, “That the emancipation of labor is neither a local nor a national, but a social problem……..” e, mais, consideravam a luta dos trabalhadores e a sua emancipação económica como um imperativo politico “That the economical subjection of the man of labor to the monopolizer of the means of labor — that is, the source of life — lies at the bottom of servitude in all its forms, of all social misery, mental degradation, and political dependence;
That the economical emancipation of the working classes is therefore the great end to which every political movement ought to be subordinate as a means”.
Exactamente aquilo que o movimento sindical perdeu ao longo de cerca de 150 anos. A interacção entre o social e politico como forma de revindicação. Existiram, é facto, condições para que assim acontecesse, e daí eu atrás referir que a luta anti-capital foi uma luta de acção / reacção em que o capital aprendeu sempre algo após cada embate e o usasse. O sindicalismo, esse ficou, utilizando uma expressão do boxe, cada vez mais encostado às cordas.
Neste periodo pré e imediatamente pós Marxista houve outros factores dos quais destaco dois pela importância que têm e pela repetição que sofrem na história com outros protagonistas. Em 1º lugar a divisão existente entre os diversos grupos, de pensamento divergente no seio do movimento anti-capitalista e que mais do que uma frente de combate para fora consumiam-se em lutas e guerrilhas uns contra os outros. São aliás conhecidas as zangas e desaguisagos que Marx frequentemente provocava nas publicações onde escrevia. O outro factor que penso que seja de ressalvar é a oposição feroz que os pensadores Saint-Simonistas faziam ás teses social-libertadoras de então. Então, como hoje, o capital já tinha percebido a importância dos fazedores de opinião, não na escala actual devido a expanção dos media, mas numa escala reduzida , para uma pequena burguesia emergente.
àá fase Fordista onde vamos parar a seguir, pois penso que será mais útil focalizar-mos a interpretação dos factos aos grandes momentos da história. Poderiamos comparar estes momentos a uma erupção vulcânica que tem o seu ”boom” e depois é seguido de réplicas de intensidade variável mas que também provocam estragos. Até ao “boom” seguinte.
Uma nota prévia a descrição seguinte. Os exemplos que vão ser referidos são Americanos e é sabido que o Fordismo foi aplicado de formas ligeiramente diferentes nos EUA e Europa e como tal também com realidades sociais e politicas diferentes. No entanto, a experiência sindical norte americana demonstra bem o caminho geral que o sindicalismo mundial leva a partir de então.
O Fordismo como já atrás foi referido dependia de uma grande massa de trabalhadores para a execução das tarefas rotineiras que lhes era destinada. Ora o Fordismo rapidamente percebeu que tal situação facilitava os sindicatos pois era propícia a um aumento do poder de classe. A primeira medida para eliminar tal possibilidade foi o direccionar ataques ao movimento sindical sob o argumento do “aparelhamento Comunista” dos sindicatos.
Com a lei Wagner de 1933 os sindicatos haviam adquirnido o poder da negociação colectiva mas no auge da Histeria Mcarthista os sindicatos sucumbiram à lei Taft-Hartley em 1947. No entanto, esta “derrota” não retirou tudo aos sindicatos. Estes mantiveram um relativo poder nas indústrias de produção de massa mas tal como foi referido atrás este poder deixou de ser um poder nas questões poiticas para passar a ser um poder nas quetões meramente sociais. Como é facil de reparar o sindicalismo que nasceu no sec XIX e que tinha as vertentes social e politica já deixava pelo caminho um dos seus pilares fundamentais.
A Lei Wagner basicamente consistia na criação de regulamentação de uma série de institutos e formas de organização cuja missão é basicamente a mesma só que para diferentes ramos: ajudar os investigadores de trabalho a achar trabalhos e formas de trabalho e empregadores achando os trabalhadores qualificados. Regulou também os planos de formação quer ao nivel de frequência quer ao nivel da duração anual. Os serviços oferecidos aos empregadores,para além de indicações de investigadores de trabalho para criação de locais de trabalho, incluem ajuda em desenvolvimento, ajuda aos empregadores com necessidades de recrutamento especiais, organizando Feiras de Trabalho. São também os institutos regulamentados por esta lei que vão ajudar na formação e requalificação de trabalhadores quando o seu “tempo” num dado posto de trabalho chega ao fim.
Para termos uma ideia desta lei posso dizer que as primeiras Comissões de Higiene e Segurança no Trabalho são criadas pelos sindicatos juntamente com as identidades patronais ao abrigo desta lei.
Em 1998 e já em plena época neoliberal esta lei sofre uma emenda e é alterada substancialmente a letra da lei e a esvasiada das suas funções sociais. Mas na realidade esta lei já era quase letra morta pois a lei Taft-Hartley em 1947 já tinha na realidade anulado grande parte do acordo laboral anterior. A grande novidade desta lei é, no entanto, a limitação do direito à greve e a outros direitos dos trabalhadores como o da limitação do direito de associação.
É minha opinião que esta lei de 47 deve ser enquadrada para não parecer apenas mais uma lei capitalista. O Fordismo preveligiava a produção para consumo interno. No periodo antes da 2ª Guerra Mundial os EUA já produziam exedentes enormes e era com esses exedentes que inundavam o mercado Europeu incorporando o continente europeu no sistema Fordista. Ora ,em 1947 a Europa estava em plena Guerra e o consumo claramente diminuiu, como é normal, da mesma forma que o consumo de material de guerra aumentou no mundo todo. Tudo isto provocou grandes alterações do outro lado do Atlântico, empresas tiveram de ser reconvertidas pois não eram viáveis nos produtos que produziam, outras tiveram que despedir empregados e outras ainda pura e simplesmente fecharam. Neste contexto a lei de 33 era um empecilho que urgia eliminar. Mais que isso, era importante eliminar à nascença os focos de contestação que a população trabalhadora poderia iniciar.
Pondo as questões de outra forma, é nesta altura que se dá verdadeiramente o inicio da precarização das relações laborais. O inicio das subcontratações, dos vinculos precários, o inicio do fim das regalias sociais.
Para nos situar no tempo estamos na América, no inicio da decada de 50. Inicio também da era neoliberal. Na Europa por outro lado estamos a começar a era social liberal do pós guerra. Um mundo a dois tempos que não serve os interesses do capital. Esse mundo a dois tempos iria acabar com a 3ª revolução industrial e irá ter a sua unificação com o fim do estado social europeu no fim do século.
Como sairam os sindicatos de mais este “boom”? Como já vimos atrás nos EUA os sindicatos perderam a sua capacidade politica e ficaram apenas com a vertente social. Mesmo essa foi sendo esvaziada ao longo do tempo pelo que no inicio dos anos 80 os sindicatos americanos eram algo muito facilmente confundivel com associações patronais. Na Europa e como será facil de advinhar pelo atrás descrito, a situação era diferente pois o continente devastado do pós guerra apostou numa politica de cariz social. Mas será que os sindicatos se fortaleceram nesta situação? É meu entendimento que não. Envolto no clima do pós guerra e das politicas, os sindicatos de referência europeus, em muitos casos, social democratizaram-se. Ao contrário do exemplo americano, onde os sindicatos foram reprimidos, na Europa o sindicalismo foi em muitos casos absorvido e, debaixo de uma capa de influência politica, foi entrando no jogo do poder e das classes dominantes. Devido à conjuntura, a meu ver, os sindicatos europeus tiveram o mesmo destino dos americanos. Ao deixarem de ser diferença politicamente, apenas continuaram a ter influência social e mesmo essa era regulada / influenciada pelo que o Estado achava ser a linha correcta.
Outro factor de grande influência no sindicalismo europeu foi mais uma vez e a exemplo do que já se tinha passado em 1870 a guerra interna nas esquerdas que de uma forma geral continuaram a perder mais tempo em se afirmarem no seu espaço que a combater e conquistar o espaço ao capital.
Chegamos a ¾ do sec XX e o que nos resta de que originalmento foi concebido para ser a arma de uma luta de classes que previa a emancipação da classe trabalhadora e a conquista do poder. Restava ao movimento dos trabalhadores a sua vertente social com especial concentração na agitação que deveria obrigar o poder Politico a reflectir e a mudar. Tarefa dificil essa quando a Influencia politica é nula e a consiência de classe é algo há muito esquecido.
Toyotismo, apenas laboral ou estrutura social?
Confesso que esta parte me custou a escrever. Não sabia por onde começar tal a quantidade de factores que estão interligados. Até pensei em mudar o titulo. Será que tudo isto é toyotismo? Ou será que isto é educação? Ou será que é imigração? Ou ainda movimentos sociais? Ainda não sei mas como o objectivo final destas linhas é fazer debate sobre movimento sindical e as suas respostaa à crescente precarieização das relações laborais vou deixar o titulo assim e vou iniciar a minha divagação.
Como já atrás foi referido o Toyotismo nasce numa situação social, demográfica e cultural especifica. O Japão do meio do século XX é uma sociedade do “nós” e não do “eu”. É uma sociedade que êna solidariedade social um factor de mais valia. Exactamente o contrário do que se assiste hoje. É esta contradição de fundo que, a meu ver, explica em grande medida o actual estadio das coisas. É uma forma simplista de ver as coisas, é correcto mas é, no entanto, uma enorme diferença. Se calhar é a diferença que marca uma Esquerda politica e social em antitese ao neoliberalismo. É esta diferença que me vou propôr explicar, se calhar de uma forma confusa, pois a ideia de escrever sobre este tema nasce exactamente das idéias pouco claras que existem.
Continua.....
Publicado por Daniel Arruda às 08:17 AM | Comentários (5)
junho 13, 2006
A razão da ausência...o mar

Hoje não me apeteceu vir ao Troll. Nem ler o jornal. Nem ver televisão. Não faço ideia o que se passa aqui ao lado. Nem aí...Hoje apeteceu-me levantar e tirar o dia para sentir. Claro que falei, fala-se muitas vezes quando se sente, mas o que fiz mesmo foi sentir. Hoje tirei o dia ao Troll, ao mundo (o meu filho está fora até mais á noite), ao Sócrates, aos neo-nazis que continuam á solta, à empresa que não pára de me preocupar, ao Mundial de Futebol, á Weblog que tem sido nestes últimos dias a mostra do que profissionalismo e respito não podem ser...tirei o dia a tudo, e dei-o a mim.
Tirei o dia ao Mundo e dei-o a mim...para ser um dia inteiro, completo, daqueles que ficam para sempre dentro de nós e da nossa pele, dentro da alma e dentro da boca, limitei-me a sentir....muito mais que a falar. Claro que para me dar um dia inteirinho, daqueles que ficam para sempre, tinha que ter o mar, dentro de mim.
Ainda tenho o seu sabor a sal...espero, portanto, que desculpem a ausência. Não sou capaz de lhe resistir...
Publicado por Isabel Faria às 06:58 PM | Comentários (3)
junho 12, 2006
Parabéns amiga

Queria dar uma prenda a uma amiga especial, que faz hoje anos...mas quando as amigas são tão especiais como esta amiga é, não há prendas especiais que se possam oferecer. Nada é suficientemente especial para ser dado...nada do que se possa dar, nada que eu possa dar...
...ou talvez haja. A memória pode-se dar. Um pedacinho da memória de outros tempos e outros dias. Não éramos mais nem menos felizes, então, creio. Tal como hoje, eramos nós. Noutros lugares, com outras pessoas, sem algumas outras. Em comum, para além de nós as duas, havia estas casas e a serra...e havia aquele sentimento que nós sabemos, e sabemos porque se sente na pele, qua dura para sempre...que vem de sempre. Há pedras quentes, não há??? Aquelas embrulhadas em pratinhas que eu levava para a escola e que me aqueciam as mãos nas manhãs frias do Inverno frio do Ribatejo...é assim que vejo o que nos une, duradouro e quente como uma pedrinha embrulhada em prata.
Não te posso dar o Piódão...posso dar-te a nossa memória dele.
Parabéns, comadre, amiga, cumplice...e o resto todo que só a gente sabe.
Parece que gosto um bocadito de ti...sei lá, é cá uma impressão....
Publicado por Isabel Faria às 05:28 PM | Comentários (5)
Só uma amostrinha do que ela é capaz...
Há mais...se vocês soubessem o que ela faz enquanto o Louvre está fechado...de vez em quando, vou aqui publicando as coisas de que a senhora é capaz...
Obrigado pelo Email...o post a seguir é para ti...faxavor de ver!!!

Publicado por Isabel Faria às 03:23 PM | Comentários (7)
Uma noite de Sto António nos anos 90
5 Amigos resolvem ir “curtir” para o Castelo. Afinal é dia de Sto António. Estamos no início dos 90 e a sardinha no pão ainda custa 50 escudos cada uma. Por mais 250 escudos compras uma garrafa de vinho branco, daquele que não faz azia. Ainda houve um que disse que íamos para o Bairro Alto mas no fim a tese do Castelo vingou. E lá fomos. De carro até á Almirante Reis e depois a pé por ali acima. Algumas horas depois, com meia dúzia de sardinhas comidas e uns quantos copos de branco havia 1 que já mal se aguentava de pé. Mas a malta queria mesmo era divertir-se. De baile em baile, lá fomos nós, e fomos perdendo elementos, dois mais concretamente, que encontraram um amor para uma noite. No mercado de S. João de Fora encontrei eu um amor. Mas para uma vida.
- Olha, queres dançar
- Sim. Porque não.
O que nenhum dos dois imaginava que fosse uma dança que durasse tantos anos. Hoje já casado, com um filho, posso afirmar que o Sto António é mesmo um santo casamenteiro. Pelo menos para mim foi.
Parabéns.
Publicado por Daniel Arruda às 02:04 PM | Comentários (6)
Tanques antes da parada.....
... numa praia da Figueira da Foz.

Afinal o nosso material só acabou a garantia há mais ou menos 35 anos. Mas mais vale assim que investir em mais. No dia em que a prioridade passarem a ser as Forças Armadas é que eu emigro mesmo.
Publicado por Daniel Arruda às 11:26 AM
Hoje quero partilhar um poema.
Desculpem lá ser em castelhano. Mas eu que até não sou um fã de ler poesia (Gosto de a ouvir), fiquei fascinado por este. Não sei se estas coisas se podem ou devem traduzir. Se quiserem poderão sempre fazé-lo num qualquer tradutor. Eu achei-o lindo. Poderia ser "quedar" em Madrid, Lisboa ou Praga.... mas certamente seria assim.
Con la nariz entre tus ojos
y entre un pulmon y otro pulmon
el corazon y los congojos
todos en reunion.
Con tus orejas en las manos
voy ensenandole a Van Gogh
como mejora el resultado
cuando lo hacen dos.
Siempre los carinitos
me han parecido una mariconez
y ahora hablo contigo en diminutivo
con nombres de pastel.
Y aunque intente guardar la ropa
al mismo tiempo que nadar
me he resignado a ir en pelotas
mientras dure el mar.
Yo que de estas estampas
me limitaba a hacer coleccion
me hago un llavero con el fichero
con una condicion
el dia que tengas ojos rojos
y me estornude la nariz
vamos hacer lo que podamos
por cenar perdiz
quedate en Madrid.
Publicado por Daniel Arruda às 10:30 AM | Comentários (1)
A importância de cantar o hino...
Estou há meia hora a tentar encontrar umas palavras minhas para juntar a esta notícia do Público. Ainda não encontrei. Há notícias que valem por si...tirem as vossas conclusões, e, já agora, ajudem-me a encontrar as palavras...
Publicado por Isabel Faria às 09:22 AM | Comentários (9)
Guantanamo
Parece que o Presidente americano pediu para que as 3 pessoas que se suicidaram este fim de semana no campo de concentração de Guantanamo sejam "tratados de forma humana e com sensibilidade cultural".
Não me parece mal. Mas o que eu gostava mesmo era que as pessoas fossem tratados de forma humana em vida e de preferência fora dos muros do campo de concentração.
Publicado por Daniel Arruda às 08:05 AM | Comentários (3)
junho 11, 2006
Um domingo
Parece que estou numa de fazer crónica diárias. Mas o que querem. A vida está mesmo para isto.
Hoje tive de acordar cedo. Uma aula aberta de alfabetização musical do meu filho. Antes não tivesse ido. Detesto quando se tornam actividades lúdicas em comícios partidários. Mas aparte disso, depois fomos ao grande M, ou de outra forma, fomos a esse grande icon do capialismo chamado Mc Donalds. Um almoço cheio de hidratos de carbono e outras coisa que fazem mal á saúde mas que sabem bem “comó caraças”.
A esta hora já devem ter reparado que esta crónica está com menos erros que o habitual, ou mais até. Mas que está mal escrita. Gostava de ver vocês a escreverem com mais de 15 médias Sagres, 3 licores beirão e um jantar em cima. Têm duplamente razão. A 1ª razão é que estão a pensar. Este gajo é maluco de escrever neste estado. A 2ª é que estão apensar que estive a ver a selecção. Em ambas estão certos. Mas é nisto que dá um dia dividido entre o lazer de uam esplanada e o "dolce fare niente" de estar com amigos a ver o jogo de estreia d nossa selecção no Mundial
Uma patuscada á moda antiga. Abrimos com caracois, continuamos numa farinheira com ovos, demos nuns pica paus (lombinhos na margen sul) e acabámos numas gambas cozidas. Foi esta a ementa do jantar de mundial. Sábado haverá mais. Numa casa perto de mim.
Notas sobre o Mundial que já vi que este blog não é dado a futebois. A minha aposta que este mundial seria o do espectáculo está a saír furada. Tirando o 1º jogo o resto foi mediocre ou suficente menos. Portugal não esteve mal. Esteve horrível. Jogou mal. O que se safoua quilo é que Angola á uma equpa do 3º escalão. Uma nota para Figo. Um Capitão, tentou jogar, lutou contra a maré, esteve ao seu melhor nível. Ganhamos, 3 pontos e é isso que interessa nesta fase mas que não podemos ficar satisfeitos não podemos, é um facto.
Não li jornais hoje. Não me apeteceu. Não estava para más notícias. Apenas ouvi piada sobre o tanque de guerra que avariou na parada, no preciso momento em que o comentador elogiava a nossa capacidade de interveção rápida.
Inté amanhã que me vou deitar que as teclas me fogem debaixo da mãos e as letras se somem do ecran.
Publicado por Daniel Arruda às 11:34 PM | Comentários (1)
Não incomodo mais....

Pchiu....pchiuuuuuuuuuuuuu...pchiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...
Não me parece. Vou meter o boneco de fora (nem sempre resultou para o Daniel e o Benfica, mas talvez depois deste período de descanso dentro do saquito, esteja, de novo, au point), escolher por que gaveta é que começo...sou gaja para tentar meter aquilo por cores...por tons dentro das cores...tecidos dentro dos tons dentro das cores...rendinhas dentro dos tecidos dentro dos tons dentro das cores....quanto é que dura mesmo o jogo???? ok...entre as rendinhas e meter o bonequito de fora...deve ocupar os noventa minutos...
Atão, olhem, não vos incomodo mais...Inté!!!!
Ah, esqueci-me...quando Portugal joga a gente pode jantar ou dá azar???
Publicado por Isabel Faria às 06:07 PM | Comentários (6)
junho 10, 2006
Tatuagem

Abro a janela, deixo a aragem fresca entrar...
...Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço
(Tatuagem, Maria Bethãnia canta Chico Buarque e Ruy Guerra)
Publicado por Isabel Faria às 11:03 PM | Comentários (7)
Fim de semana
O meu PC está outra vez de molho. Ao escrever estas linhas não sei se ele me vai bloquear antes de eu as acabar. Mas vou tentar.
Como devem calcular este fim de semana é dedicado ao futebol. Só podia. Ontem jogou a minha 2ª selecção e ganhou e amanhã é a vez da equipa das "quinas". Pelo meio estive a ver o Inglaterra - Paraguai e tenho de confessar que dormi uma sesta pelo meio. Irra que aquilo foi mesmo mau. A televisão parecia que me estava a querer dizer: "Estavas a deitar foguetes ontem a dizer que este Mundial vai ser espectacular mas eu vou te contrariar. Toma lá um mau espectáculo.".
Acordei logo com uma boa notícia. O resultado das eleições do SPGL, mas assim que liguei a televisão vi o Cavaco em pose Ramalho Eanes num jipe do Exercito e até me ia engasgando com a torrada que estava a comer. Resolvi saír e comprar os jornais e assim que abri o DN dou com a notícia que Israel continua o massacre a civis palestinianos. Resolvi passar ás páginas de cultura para ver se me distraía e dou de caras com a intolerancia religiosa àcerca da peça que está a Comuna, "me cago en Dios". Quando cheguei à frase "Não queremos proibir nada, nem coarctar a liberdade de expressão e de arte. Queremos é que não seja o Estado, nós, a pagar isto.", como se eu, que também me cago em Deus, refilasse a quantidade de coisas que o Estado paga, ou não recebe da Igreja em Portugal.
Mudei de jornal, o Público poderia estar melhor, mas quando dou de cara com os abusos que o exército australiano está a praticar em Timor e as não menos abusivas declarações do 1º Ministro australiano e denoto toda a passividade da comunidade internacional por um País que efectivamente está a ser tomado de assalto por forças estrangeiras, perdi a esperança num dia relaxado e virado "pró descanso". Confesso que não tive vontade de abrir o Expresso. Arrumei-o a um canto à espera de melhores dias.
Convenci-me que o melhor mesmo era dedicar-me só ao futebol e nos intrevalos, entre dois jogos, uma partida de playstation.
Bem parece que o computador está a deixar escrever isto até ao fim. Vou aprveitar a benevolência e salvar isto. Até já que o Suécia - Trinidad e Tobago está mesmo a começar.
Publicado por Daniel Arruda às 04:32 PM | Comentários (4)
SPGL
Como lembrava hoje a Émiéle no Pópulo tudo na vida tem sempre duas leituras.
Poder-se-ia falar na primeira derrota da corrente sectária, autista e conservadora do Movimento Sindical Unitário. Infelizmente seria uma análise tardia. Esta corrente e, com ela, o movimento sindical e a luta dos trabalhadores têm vindo a acumular derrotas, a maior das quais, a desmobilização, que é visível na afluência às urnas.
Assim, prefiro falar na primeira vitória da corrente democrática, aberta, moderna, que aposta no futuro sem negar o passado, mes recriando-o à luz da nova realidade do movimento sindical e das lutas dos trabalhadores, no Movimento Sindical Unitário.
A Lista A venceu as eleições para o SPGL A luta dos professores tem agora um futuro novo à sua frente.
Lutando por causas, por direitos, sem obrigações de calendário, nem imposições externas.
Os começos são sempre estimulantes. Assim os saibamos aproveitar e merecer.
Publicado por Isabel Faria às 02:31 PM | Comentários (51)
Que seja dele!!!

Dantes, lembro-me que era o Dia de Camões. Parecia-me bem. Afinal os Lusíadas, o olho, e o resto todo davam muito bem para um dia inteirinho.
Depois, não faço ideia quando, juntaram-lhe Portugal e mais as Comunidades e pareceu-me que o dia começava a ter um bocado a mania das grandezas, mais olhos que barriga. Pelo meio, ainda houve quem metesse a raça nisto, mas aí nunca percebi se se falava de siameses ou de caniches, daqueles de lacinho.
Pelo meio os Presidentes da República aproveitam sempre para distribuir medalhas e por ir dar uma volta a uma cidade qualquer. Desde há uns anos para cá, meia dúzia de atrasados mentais, ressabiados e com a mania que gostam de dar tiros e de serem puros decidiram vir gritar, para a rua, umas palavras de ordem tão atrasadas, ressabiadas e energúmenas como eles. Apesar de perigosos (basta não esquecer a telenovela da passada semana) e de passearem com T shirts com a cara do Marcelo Caetano, continuam a poder andar para aí a fazer as sua “traquinices” impávida e impunemente.
Quanto a nós, resta-nos gozar o Feriado que, este ano, se armou em traidor e calhou a um Sábado, dar um passeizeco ate à praia, fazer umas compras, ver mais dez horas de Mundial…e já agora ler um poema do Camões. Afinal, acho que ele nunca cedeu a propriedade do Dia ao caniche dos tó-tós.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Publicado por Isabel Faria às 11:11 AM
junho 09, 2006
O vitral das minhas rugas

Gosto de estar sozinha. Gosto, sobretudo, de saborear a diferença entre estar sozinha e sentir-me sozinha. Adoro o meu filho. Adoro a voz do meu filho ou o seu silêncio, aqui, juntinho a mim, mas gosto destes momentos. Preciso de os respirar.
Cheguei a casa apressada para vir tomar um duche rápido e ir jantar com uns amigos. Foi um convite de última hora. O João Pedro foi jantar fora e tudo encaixava.
Cheguei, enchi a banheira, meti o Leonard Cohen, peguei num cigarro, coisa que hoje só faço nos momentos especiais, peguei num Gin Tónico…e pedi desculpa aos meus amigos. Talvez um copo mais tarde. Jantar agora, não. Estás acompanhada, já vi…confirmei. Não creio que tivesse mentido. Mais tarde explicarei.
Durante anos, enquanto o João Pedro ia passar os fins-de-semana a casa dos avós, guardava, regularmente, uns momentos destes para mim. Depois, um dia, por desencontros da vida, estar sozinha começou a confundir-se com sentir-me sozinha, de novo, e comecei a fugir deles. Doíam.
Aos poucos, e apesar de muitos momentos complicados, deixaram, outra vez, de me assustar. Melhor, começaram a chamar-me e fui reaprendendo a não lhes resistir.
Gosto de me ver. Não creio que seja narcisista, mas preciso de me ver de quando em vez. E preciso de me ver, não como mãe, nem como amiga, nem como filha, nem como colega, nem como namorada, nem como cidadã, nem como amante…apenas, de me ver. De espreitar e sentir o que fui perdendo e o que encontrei. Gosto de me ver e não me incomodarem as rugas novas, nem me doerem as faltas. Ou de me incomodarem as rugas novas e de me doerem as faltas. Gosto quando me vejo e umas e outras me mostram. Me mostram a mim (não soa esta expressão, assim escrita…soa-me, assim sentida. Lamento. Às vezes, a língua acaba por ter que ceder às palavras). Gosto de passear a minha mão e de saber que aquela ruga foi, de certeza, daquele dia em que chorei por aquela partida e que aqueloutra foi, sem dúvida, resultado daquele dia em que ri e gritei, pelo prazer que tive.
O Leonard Cohen continua a passar a sua voz rouca e única, o Gin chega ao fim, há muito que o cigarro se apagou…enrolei-me numa toalha e espreitei o vitral ali de frente. Nunca tinha reparado como aquele vitral se assemelha à minha vida…os pedaços de luz intensa, contrastam, mas diria, olhando-o com atenção, que contrastam pacificamente, com os pedaços de quase escuridão. Até lhe vislumbro alguns de total escuridão. Talvez resultado da noite que, entretanto, algumas vezes, chega. O amarelo prevalece, no entanto, no vitral. Amarelo é para mim a cor da paixão…há um tom esbranquiçado que se quer insinuar. Não tenho como não o deixar entrar. Tal como o vitral da torre dos Bombeiros deixou. Ambos sabemos que o branco nunca prevalecerá, em nós, sobre o amarelo. Não enquanto a cada noite se seguir um dia novinho em folha, pronto a ser usado, gozado e vivido.
Enquanto estou sozinha e me percorro, passeando as mãos e a memória pelas rugas novas que, entretanto, se instalaram, sei que muitas delas vieram dos momentos de tons amarelos na minha vida. Outras vieram da solidão…tal como no vitral da torre houve brancos que se insinuaram e se instalaram. Naquelas vezes em que não ouvia o Cohen, não fumava um cigarro nem ousava o Gin. Naqueles momentos em que sozinha foi só. E em que doeu.
Nos momentos em que me vejo, percebo sempre coisas novas, para além das rugas. Hoje percebi o vitral.
Parece que o CD chegou ao fim…entretanto, o telemóvel tocou…gosto sobretudo de sentir a diferença entre estar sozinha e sentir-me sozinha...
Depois de uma semana, em que, por momentos, quase deixei o branco, a cor da minha tristeza, instalar-se e ocupar-me...no vitral, no som da tua voz e em mim, voltei a conseguir vencê-la.
Agora, fecho a janela e fico.
Publicado por Isabel Faria às 10:48 PM | Comentários (9)
SOS
Pronto, eu até já aprendi o que é um fora de jogo...e que se um gajo mete o pé à frente do outro pode ser falta...se meter o pé ou der um soco dentro daqueles risquinhos que há perto da baliza, é penalty. E normalmente os penalties dão golo...assim, tipo, é penalty, tamos safos ou tamos feitos, depende se formos nós ou os outros parvos que estão a jogar contra a nossa equipa. Portanto, aprendi que se o Figo for bater num angolano que não faço ideia o nome (só conheço o Mantorras, ele joga???) e for dentro dos risquinhos a gente pode ter sérios problemas...se fôr ao contrário somos capazes de nos safar, isto se não fôr o Figo a marcar o dito cujo, pois parece que me lembro que de vez em quando ele não acerta nestas ocasiões...
Pronto, então...eu já sei umas quantas coisas de futebol.
Aliás, eu que sou completamente ateia em equipas, até fico um bocadito nervosa quando a selecção joga...e por causa disso há mais ou menos duas semanas que ando a a guardar a gaveta da lingerie para arrumar e a das t shirts também já teve melhores dias...
Também já me apercebi que nos próximos dias vou ser cobardemente subsituída por uma bola de futebol, uns quantos livres (ah, esqueci-me, também já aprendi que o livre é irmão da falta...), uns penalties e mais uns apitos e não sei se vou ser merecedora de um ninutito de atenção da parte dos homens da minha vida (não sei se são muitos ou poucos...não venho para aqui contar a minha vida toda...só vos posso garantir que são muito menos dos que os que vão andar a correr atràs das bolas (a língua portuguesa é muito traiçoeira...estou a falar daquela bola que costuma ser preta e branca e salta na relva...), pronto, então é assim, entre as coisas que já aprendi, a minha lingerie e as bolas que vão fazer com que a atenção dos meus homens vá ter um défice significativo nos próximos dias...o que eu vos peço, mas peço mesmo, melhor, o que vos suplico é que, por favor, tirem daqui a minha colega que meteu o hino no telemóvel ...porra pá, entre a filha, o marido, a sogra, a tia e a senhora que está lá em casa a passar a ferro...façam as contas...e ainda faltam 5 horas...e quantos dias...e ela diz nem penses que vou tirar o hino até ao fim do Mundial...ké keu faço????? Há alguém que me ajude????? A minha colega é simpática...boa pessoa...não costuma chatear muito...sei lá...ela não me ouve...e eu vou ouvir o hino milhares de vezes se vocês não a levarem daqui...vocês gostam ou não gostam um cadinho de mim, hein??!!!!
Publicado por Isabel Faria às 01:23 PM | Comentários (7)
EDITORS
Desde que vim do Super Rock, que andava para fazer esta posta mas por falta de tempo não tive hipótese de ir à procura do site da banda.
Estes tipos, os editors, abriram as hostilidades no palco do Festival, numa altura em que ainda lá estava pouca gente. Pelo que percebi era a 1ª vez que vinham a Portugal.
Se calhar sou eu que tenho andado distraído mas por conversas que o pessoal foi tendo por lá não encontrei ninguém que já os conhecesse.
Gostei muito do som. Tipicamente britânico, estes não enganam ninguém. Fiéis à boa onda do Pop de Sua Majestade, a rainha. Acho que vou seguir esta banda com mais atenção. Boa onda, excelente presença em palco e bom som. Se quiserem no site deles têm 4 músicas para ouvir. Vale a pena.
Publicado por Daniel Arruda às 12:00 PM | Comentários (1)
Eu também quero
Sampaio deve estar feliz. Deixou escola em Belém.
Á imagem do seu antecessor Cavaco tembém começa a condecorar a torto e a direito, pelo que ainda não perdi a esperança e receber a minha medalhazinha da ordem de frei de espada á cinta ou a cruz das oliveiras. Sampaio condecorou tudo o que mexia por aí, deixande de fora apenas cão e gato. Cavaco termina o serviço. Chegou a hora do cão e do gato. Só assim se explica a medalha a Eduardo Catroga, ex-ministro e um dos angariadores de fundos da candidatura de Cavaco nesta corrida presidencial.
Só lhe perdoo se até ao fim do mandato se lembrar de mim para uma medalhinha.
Publicado por Daniel Arruda às 09:01 AM | Comentários (6)
Sem título
Incrível, no mínimo incrível.
Publicado por Daniel Arruda às 08:58 AM | Comentários (2)
Casa do Gaiato
Tenho dois filhos e nunca dei um estalo em qualquer deles, hoje têm 21 e 27 anos, mas a verdade é que nunca lhes dei um estalo porque não foi preciso.
Vem isto a propósito de uma notícia que hoje fez manchete nas TV, e que diziam ter o Ministério Publico processado o director da casa do Gaiato de Setúbal por 4 crimes de maus-tratos a menores na dita casa.
Conheço a casa, já lá estive com um ex-aluno, gostei do que vi, e francamente aquelas crianças se não tivessem aquela casa não tinham nenhuma, muitas são ali abandonadas pelos pais que não os podem alimentar, vestir, educar, outros são os pais que os entregam por não terem mão neles e por nem a estalo os conseguirem educar.
Na maioria dos casos, muitas são crianças que nunca tiveram um afecto, um carinho, uns sapatos, umas calças, quatro refeições por dia, o que é impensável para muitos de nós, mas existe neste País e muito mais do que pensamos.
Numa casa com tantas crianças, em que o Director (padre) é para muitos o único pai que conhecem e assim o tratam, em que a senhora de 66 anos que é referida na noticia é a única mãe que muitos também conhecem, só uma disciplina (forte) não dura, mas forte, pode fazer com que os miúdos façam coisas tão simples como lavar as mãos antes e depois de comer, levantar o seu prato e lavarem a louça (os mais velhos), fazerem as camas logo que têm idade para isso, ir à escola, inclusivé.
Tudo isto é conseguido por um único homem que lá passa 24 horas por dia e pelos “irmãos mais velhos”, que se substituem às famílias, que se desresponsabilizaram da educação das crianças, de lá abalam muitos para casar e criar família, muitos com boas profissões e cursos feitos.
É claro que de teóricos está o mundo cheio, e sabemos que muitos desses teóricos, se fizerem um balanço da actividade da Casa do Gaiato de Setúbal, e compararem os casos de sucesso, com os das instituições onde trabalham, têm muito, mas muito a desejar.
A situação não é nova, desde 1974 que há tentativas de desacreditar a casa, sempre por um caso ou outro, esquecendo as centenas de rapazes que por lá passaram nestes 32 anos, que ali se fizeram homens e que ali voltam, muitos, semanalmente. Eram estes que também deviam ser ouvidos, serão muitos destes que irão testemunhar as suas experiências e estou convencido que, mais uma vez, a montanha vai parir um rato.
E estranho é que vejamos algumas educadoras serem ilibadas de crimes de maus-tratos a menores, quando esses menores são deficientes, aqui sim, é de questionar as decisões dos tribunais.
Lamentável também é que a PGR desresponsabilize a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ), o Ministério Público, a GNR e o Hospital de São Teotónio – considerando que nenhuma destas entidades tiveram qualquer implicação no rumo dos acontecimentos que levaram ao coma da bebé Fátima Letícia, com apenas 50 dias, devido a maus tratos continuados:
Lamentável é que estas mesmas entidades, noutras partes do País, do Norte ao Sul, depois de receberem denúncias, deixem entregues aos pais, crianças que são violadas, torturadas, queimadas e até assassinadas.
Publicado por António Chora às 12:05 AM | Comentários (15)
junho 08, 2006
Está quase
Daqui a algumas horas começa o Mundial de Futebol e nenhum amante do desporto Rei vai ficar indiferente a esse facto.
Nunca as opiniões se dividiram tanto sobre tantas coisas. Depois do Mundial da Coreia/Japão, que foi um hino ao mau futebol uns dizem que este é que vai ser o mundial da ruptura do futebol tácico para se voltar ao espectáculo sendo que esses defendem que vai haver golos e emoção. Os outros defendem que este vai ser mais um mundial da “retranca” da táctica e onde os artistas vão estar presos a esquemas e esqueminhas. A minha opinião é que nunca um evento reuniu tantos jogadores acima da média como este e que desta vez estão reunidas as condições para vermos verdadeiros espectáculos.
Em relação aquele que vai ser o Campeão acho que há demasiadas certezas na selecção do Brasil. Para mim isso é meio caminho andado para o fracasso. Acho que a história tem muito peso nestes eventos e nãopercebo por isso como se despromove uma selecção alemã a jogar em casa ao papel secundário de não favorito. Uma selecção que é Tri campeã e tem 4 finais perdidas, merece a nossa “desconfiança”. Holanda, França e Argentina também são candidatos, e Espanha, a eterna promessa, pode ver chegado o seu dia. A Itália com o seu anti-futebol tem sempre uma palavra a dizer. E a Inglaterra. Sempre eterna Inglaterra. Outsiders há vários. Portugal é um deles mas como, já o disse atrás, a história tem um peso, é uma equipa que vai ter de aprender a jogar nestes palcos. Uma surpresa poderá vir de África. Gosto muito de ver jogar a Costa do Marfin (É pena que esteja no grupo da morte) ou ainda o Gana. Podemos ainda ter agradáveis surpresas de selecções como a Servia Montenegro mas penso que o grupo dos 1os 8 classificados deve saír deste grupo.
O melhor jogador. Essa vai ser uma resposta difícil. Acho que vai ser decidido por promenores. Um golo importante ou um lance de génio. Candidatos? Muitos. Ronaldinho, Ronaldo, Kaká, Schevchenko, Drogba, Cristiano Ronaldo, Nedved, Henry, Ricardo Carvalho, Ballack, … a lista seria enorme se os fosse pôr todos.
Para Portugal continuo a dizer o mesmo de sempre. O difícil é passar a fase de grupos. Depois nos últimos 16 tudo é possível. Acredito neste grupo e nas escolhas de Scolari. Acho-o o homem certo no local certo. Temos qualidade e espero que tenhamos ambição. Se tivermos isso podemos fazer uma gracinha. Não digo ganhar. Mas uma meia final seria fantástico e ninguém poderia censurar a actuação da selecção.
Por fim um desejo quase irrealizável. A minha final de sonho. Portugal - Alemanha
Publicado por Daniel Arruda às 11:11 PM | Comentários (1)
Smöre bröt, Smöre bröt, rum tum tum tum

Quando era miúdo adorava os Marretas, a Miss Piggy, O Cocas, o cozinheiro finlandes, o Fozzy e acima de tudo os 2 velhos do 1º balcão. Aliás estes dois velhos são uma figura de estilo que eu muito uso quando quero falar sobre alguém que só sabe dizer mal dos outros.
Ultimamente tenho-me lembrado deles mais vezes que o normal. Nem sei porquê. Mas calculo. Mas isso também não vem ao caso porque hoje quero partilhar com vocês uma coisa que me fez um bem do caraças hoje. Já ouvi esta música mais de 30 vezes, uma vez quando o meu chefe estava a falar comigo. Acho que ele percebeu a mensagem. Foi uma forma airosa de dizer aquilo que numa expressão brasileira se pode resumir por “vai tomar no cú”.
É que depois de uma noite no Super Bock Super Rock, mal dormida, bem bebida e intensamente vivida a única coisa que eu não precisava era de um chefe parvo que me viesse ”atazanar “ o intelecto.
Para todos aqueles que têm chefes parvos ou gente para mandar bugiar aqui vai. Dêem-lhe bom uso.
Actualização da Posta: Disseram-me agora que o cozinheiro não é Finlandês mas sim Sueco. É mais ou menos a mesma coisa. Mas pelo menos percebi porque é que ninguém associou o título ao cozinheiro.
Publicado por Daniel Arruda às 02:52 PM | Comentários (2)
Estranha captura...
...é o nome da foto.

Foto de Serge Miclo
Pode ser estranha a captura...talvez até "captura" seja um termo um bocadinho desajustado....lembra prisão e nunca se prende um raio de Sol, quanto mais o Sol...mas quando se aprende a dar por ele em tempo útil...sabe muito bem.
Publicado por Isabel Faria às 01:27 PM | Comentários (2)
Sabe bem...

Ontem o meu filho chegou a casa muito desapontado. Imaginei que fossem problemas de “coração”...mas ele sossegou-me. Era a nota de Matemática. O João Pedro é sempre um óptimo aluno a Matemática, o desapontamento com a nota de Matemática deixou-me preocupada. Ainda por cima, tinha sido um teste de estatística e estatistica está nos pontos que lhe são menos “caros” na matéria...
Pronto, resumindo, o meu filho trocou um algarismo numa adição e em vez de 20...teve 19,9. Num teste de fim de período, mãe. Do último período, mãe...Sempre sonhei ter um 20 num teste de fim de período a Matemática....por um décimo...não vou ter 20 na nota final do último período do ano, por um décimo...um miserável décimo...
Lembrei-me dos meus 2,3 na última nota que tive a Matemática...lembrei-me do que custa estar mesmo, mesmo a chegar a uma meta e faltar-nos a “força” no último segundo, lembrei-me que os meus professores sempre me acusaram de ser pouco ambiciosa, de sempre achar que se 15 chegava porquê chatear-me para 18...lembrei-me que a frustração custa mas nos faz crescer...e olhei, vaidosa, recompensada, liberta duma quantidade de dúvidas que têm teimado em não me largar, para o meu homem.
Publicado por Isabel Faria às 11:00 AM | Comentários (6)
O que os Juízes nos ensinam....
Mário Machado anunciou na televisão que ele e os seus amigos possuem armas suficientes para tomar as ruas e impedir "o que se passou em França".
Mário Machado fez-se acompanhar de uma arma, segundo ele, legalizada.
Mário Machado esteve implicado na morte de um cidadão cabo-verdiano, tendo, portanto, antecedentes criminais.
Mário Machado fez num meio de comunicação a apologia de ideais racistas e segundo parece é ilegal a apologia e a transmissão de ideais racistas e xenófobos.
A Polícia encontrou armas ilegais em casa de Mário Machado.
Mário Machado foi apresentado ao Juíz e saiu com termo de residência e identidade.
Mário Machado saiu a tempo de ir dar o seu apoio à manifestação dos Policias, que acabaram por se demarcar publicamente dese apoio, chegando a anunciar que a manifestação não se efectuaria, mas acabando por a realizar acompanhados de tão ilustre criatura.
O Juíz foi célere e permitiu-lhe chegar a horas à manifestação.
Afinal, de vez em quando, a Justiça funciona rapidamente.
A medida mínima aplicada, para um leigo como eu, deve significar que ter armas ilegais em casa, apelar publicamente à violência e dizer-se disponível e preparado para ela, não constitue, legalmente, motivo para mais do que termo de identidade e residência. Não conheço nada do Código Cívil, mas isto não significa apenas mostrar o BI e dizer onde mora?
Há alguém que entenda de leis que esclareça um leigo ignorante como eu?
Actualização: Faltava-me ter lido esta notícia para juntar ao post...
Publicado por Isabel Faria às 10:08 AM | Comentários (6)
junho 07, 2006
Não nasci ele...aguentem-me (se)!!!!

(Quando eu vier para aqui com a telha (roubei o termo ao Daniel), não liguem...é só porque não nasci ele...mas passa...)
É assim. A gente julga que somos muito fortes. Já resistimos a tanta coisa. Crescemos. Saimos de casa. Perdemos pessoas. Amámos. Perdemos amores. Sonhámos. Perdemos sonhos. Já nos mentiram. Já sobrevivemos às mentiras. E também já mentimos. E também sobrevivemos ao incómodo de a elas ter que recorrer. E magoámos. E magoaram-nos. E resistimos às dores. E pedimos desculpa. E já tivemos o mundo todo na mão. E sentimo-lo perder...e corremos e agarrámo-lo outra vez...e sobrevivemos à corrida e ao peso. E cum caraças se o Mundo, às vezes, pesa...
É assim. A gente somos mesmo muita fortes. De vez em quando temos é problemas de... memória. Mas isso cura-se. Mesmo que se tenha que recorrer a uma poçãozeca mágica qualquer...nem todos nascemos Obelixes...mas a gente descobre-a. Olhem, tenho uma confissão a fazer...tenho andado a precisar do meu Panoramix ...tem a ver com causas externas à minha vontade...vocês até têm dado por isso e tudo ... mas uma coisa vos garanto...eu cá sou uma gaja muita forte. Não me põem ko às primeiras...têm que comer muita papinha ... Pronto, daqui a nada volta a desancar no Sócrates. Mas não prometo que não me volte a dar forte...obrigado pela compreensão. E pela poção.
Publicado por Isabel Faria às 11:47 AM | Comentários (14)
2,26
É caso para dizer façam o que digo e não façam o que faço
2,26 de taxa de Alcool!!!!!!! Porra, vai lá vai. A única coisa que me posso registar de positivo nesta coisa é que pelo menos só se aleijou a ele. Ninguém mais ficou afectado por tal falta de responsabilidade.
Publicado por Daniel Arruda às 10:15 AM | Comentários (1)
Estupidez ou jogada política?
Mário Machado foi ontem preso na sequência de uma reportagem da RTP. Não se sabe o porquê mas podemos assumir que terá sido por causa das armas que tinha em casa e do uso que disse pretender dar-lhes. É que uma coisa é ter-se licença para uso e porte de arma para a caça, como o que ele disse que tinha, outra coisa é dizer-se em bom português que se está a contornar a lei para se poder ter armas em casa para " não se repetir o que se passou em França".
Mário Machado é o que na minha rua se chamava um cagarolas. Muita garganta mas dentro da cabeça só tem merda. Já o tinha provado nas "manifestações" do Verão passado e voltou a demonstrá-lo agora.
Mas pode também ser uma jogada de marketing magnífica. Uma prisão de um dirigente da FN pelas forças policiais ontem. Hoje a participação do PNR na manifestação das Associações de classe da polícia. Tem tudo a ver. Exposição mediatismo e "violência" quanto baste para tornar alguns dirigentes do PNR e FN em figuras públicas com tempo de antena.
Vamos ver o que isto vai dar nos próximos episódios para ver qual das duas hipóteses é realmente a certa. Uma coisa parece evidente neste momento. Quem achava que estes sujeitos se combatem com silêncio estava enganado. Eles não estão parados e sabem ao que vão e em que tabuleiro jogam. Por isso não contem com o meu silêncio.
Publicado por Daniel Arruda às 08:49 AM | Comentários (12)
junho 06, 2006
A greve dos professores
Há uns anos, creio que durante a Expo 98, fizemos uma greve na minha empresa. Na altura, a Comissão de Trabalhadores de que fazia parte, propôs em Plenário que a greve fosse de dois dias e que fosse marcada para Domingo e Segunda-Feira (trabalho numa empresa de laboração contínua, mas onde aos fins-de-semana está um muito menor número de trabalhadores). Na altura, tivemos a relutância do Sindicato em optar por esses dias, mas foi essa a decisão do Plenário e a greve foi um êxito. Desde há muito tempo, depois de uma greve desastrosa de mais de uma semana, uns anos antes, que não conseguiamos fazer uma greve na empresa. Os trabalhadores administrativos, os que normalmente são mais relutantes em aderir, não trabalham ao Domingo e daí o primeiro dia ter tido uma altíssima percentagem de adesão. Na Segunda-Feira, ao verem-nos na rua, a grande maioria dos nossos colegas que habitualmente não fariam greve, acabaram por se juntar a nós.
Confirmei, na altura, que as lutas para serem vitoriosas têm que ter lógica, têm que ser inteligentes, têm que ser inesperadas para as entidades patronais e não podem correr o risco da banalização, do "sempre a mesma coisa", sobretudo, do isolamento. E têm que ter a capacidade de saber sair da "cartilha".
A greve dos professores marcada para dia 14 de Junho não me parece reunir nenhum destes requisitos. As lutas por mais justas que sejam não são necessariamente lutas vitoriosas.
Marcar uma greve para uma "ponte" (pelo menos nalguns concelhos significativos) seguindo a táctica de marcar greves à Sexta-Feira, não me parece que seja entendível nem que provoque solidariedade. Para isso era necessário um esclarecimento que as Direcções Sindicais não se dão ao trabalho de fazer. As greves de sector são, quando têm mobilização para isso, apenas, greves de sector. Não despertam solidariedade, acabam por despertar incompreensão e fazer o tal favor ao Governo de virar todos contra todos. A banalização, a escolha da data, a falta de imaginação e de esclarecimento serão sempre mais um passo para a derrota... e a derrota nada tem a ver com o número de professores que aderirem à greve. Tem a ver com os resultados.
Naquela altura, na empresa conseguimos o "milagre" de pôr a fazer greve trabalhadores que nunca na vida o tinham feito. Para além disso, provámos que há greves que podem ser vitoriosas, quebrando o enguiço do desastre da uns anos antes e conseguimos o que reivindicávamos. A mobilização, a imaginação e o risco assumido de inovar valeram a pena, os resultados comprovaram-no. Dia 15 se verá o que fica de mais uma luta para cumprir calendário. E uma luta para cumprir calendário não tem que ser uma luta injusta. Apenas é, normalmente, uma luta não vencedora.
Publicado por Isabel Faria às 09:51 PM | Comentários (11)
Trabalho, trabalho e mais trabalho
Isto tem andado difícil de trabalho nestes últimos dias. Não consigo dar vazão a tudo.
Não acreditam?!?!?!?!?
Já se acreditam agora?!?!?!?! A vida não está mesmo nada fácil.
Publicado por Daniel Arruda às 02:45 PM | Comentários (12)
06-06-06

Não sou supersticiosa. Não me faz nenhuma confusão encontrar gatos pretos, só não passo por debaixo de uma escada porque tenho medo que alguém me caia em cima, esqueço-me sempre das Sextas-Feiras, trezes, e aquela hsitória de aparecer uma borboleta e ser visitas ou ter comichão no nariz e ser amor de um velho...nunca tive, assim, algo que servisse de prova.
Parece que os dias 6 são azarentos, tipo Diabos a saltar à nossa volta e assim. Hoje junta-se esta catrefa deles e devia ser uma desgraça...reconheço que as coisas aqui estão complicadas, mas já estavam a 2 a 5 e presumo que vão continuar a 17 ou a 32... mas, e isto é um miminho que me apetece dar...desculpem lá, mas se o Daniel pode contar as suas aventuras com um Kompensan na boca e na banheira, eu também me reservo o direito a dar miminhos públicos...obrigado por logo de manhãzinha me ajudares a vencer a parva da capicua...depois de uma noite de insónia estava complicado...fartei-me de me lembrar de números com bolas e pernas para cima e para baixo e estava a ver-me a passar o resto da vida a fugir de gatos pretos, de escadas e a recusar-me a coçar o nariz. Brigado. Venceste o meu Diabo. Acredita que é uma dura luta...Fim de mimo.
Publicado por Isabel Faria às 10:58 AM | Comentários (5)
Timor
Continuo sem entender o que se passa em Timor. Nunca entendi, tirando aquelas alturas em que tudo parecia claro. Havia um País ocupado que lutava pela Liberdade e contra a repressão.
Depois, ciclicamente acontecem factos que nos deixam a todos surpreendidos. Da violência dos últimos dias já me tentaram explicar imensas vezes as causas, os protagonistas, os interesses mais ou menos obscuros...talvez porque ainda guardo a imagem daquels dias de entrega e de luta pela Liberdade, não entendo. Mas preocupa-me. Um País em que se fazem manifestações e se entregam abaixo-assinados a exigir a demissão de um Primeiro-Ministro democraticamente eleito...não é facilmente entendível. Nem a liberdade de movimentos que Xanana permite aos revoltosos, nem a forma como foram dispensados um tão grande número de militares, nem as declarações da mulher de Xanana, nem a actuação com laivos de imperialismo das forças australianas...acabo como comecei. Continuo sem entender o que passa na Terra do Sol Nascente.
Publicado por Isabel Faria às 09:56 AM | Comentários (11)
Um principio constitucional.
O Ministro vai mesmo avante com a proibição de fumar em locais públicos. A única diferença é que passam a ser as pessoas penalizadas pois são os frequentadores dos sítios que vão pagar as multas e não os donos do estabelecimento.
Continuo a achar esta medida uma estupidez e uma hipocrisia mas acho "espectacular" o argumento do minístro da Saúde pois invoca "a Constituição da República e argumentando que todos os cidadãos têm o direito à protecção da saúde." Se assim é e por uma questão de igualdade de direitos gostaria de pedir ao Sr. Ministro que retire das estradas todos os veículos movidos a energias poluentes pois em nome da minha saúde não quero estar exposto ao monócido de carbono e aos restantes gases emitidos pelos escapes dos carros. É um direito que me assiste no cumprimento da constituição. Quero ainda que o Ministro acabe com essa ideia de co-incinerar residuos perigosos nas cimenteiras porque em nome da constituição e do direito de todos á protecção da saúde não posso estar sujeito a ainalar na área onde moro as particula perigosas que vêm desse processo de queima.
Poderia aplicar o princípio constitucional a muita coisa. Ao facto de haver milhares de pessoas sem médico de família, ao aumento das taxas moderadoras que excluem algumas pessoas do direito constitucional invocado. Poderia falar da falta de centros de saúde ou da falta de saneamento básico em muitos sítios factor potenciador de doença. Podiamos falar das ribeiras poluídas e que representam uma grve ameaça á saúde pública. Neste principio constitucional cabe tudo, e ainda bem que cabe, por isso está lá e por isso deve ser aplicado, mas não se pode usar esse princípio constitucional porque senão chegamos á conclusão que tanto falta fazer para que essa princípio seja cumprido que ficamos com a sensação que começámos a casa pelo telhado.
Publicado por Daniel Arruda às 09:15 AM
Foi tão bom!!!!
Ontem estive a maior parte do dia com a telha. De tal modo que até o estómago se ressentiu. dores, azias e essas coisas.
Quando cheguei a casa decidi que tinha de acabar com isso. O meu filho ainda estava na escola e a calma imperava em casa. Pensei numa sesta. Mas não me pareceu suficiente. Mudei para um banho tépido. Costuma fazer bem. Mas assim, só um banho. Resolvi pegar nela e levá-la para a banheira. Criei a atmosfera correcta. Uma almofadinha para a cabeça, pensei em velas mas não havia. Coloquei uns cheiros e umas essências. Depois de tudo pronto despi-me, entrei para a banheira peguei-a em minhas mãos. Olhei-a e tomei-a nas minhas mãos. Coloquei-a na boca e senti o seu sabor. Áspero ao início mas agradável na continuação. A sensação de ardor a passar aos poucos, aquela sensação de alívio que nos transporta para outros patamares. Senti-me outro. Continuei a brincar com ela na minha boca por mais um pouco, empurrando-a com a lingua da esquerda para a direita e da direita para a esquerda até que ela se desfez completamente misturando-se com a minha saliva. oi sem dúvida um banho retemperador. Senti-me tão bem depois.
Não há dúvida que um banho quente e um Kompensan fazem maravilhas ao corpo e á mente.
Publicado por Daniel Arruda às 08:51 AM | Comentários (1)
junho 05, 2006
Não fossem já tantas, não tinha graça!

Um outro Brecht...ou um dia de calor lá fora...com areia, o mar, o silêncio das ondas e algum vento...e tu.
Ok, dispensava o mar, o silêncio das ondas, a areia, até algum vento...
Gosto de poesia erótica. E gosto de Brecht. E gosto muito que as pessoas me surpreendam. Este Brecht sempre me surpreendeu. Tal qual o Prazer.
Hábitos de amar
Não é exacto que o prazer só perdura.
Muita vez vivido, cresce ainda mais.
Repetir as mil versões prévias, iguais
É aquilo que a nossa atracção segura:
O frémito do teu traseiro há muito
A pedi-las! Oh, a tua carne é ardil!
E a segunda é, que traz venturas mil,
Que a tua voz presa exija o desfruto!
Esse abrir de joelhos! Esse deixar-se coitar!
E o tremer, que à minha carne sinal solta
Que saciada a ânsia, logo te volta!
Esse serpear lasso! As mãos a buscar-
-Me. Tua a sorrir!
Ai, vezes que se faça:
Não fossem já tantas, não tinha tanta graça!
Bertolt Brecht
(Desculpem mas hoje a ressaca do Prozac que não chegou não dá para mais...)
Publicado por Isabel Faria às 03:19 PM | Comentários (6)
Vá lá decidam-se
Casamentos atingem nível mais baixo desde 1940

Parece que a população que pode casar não quer. A que quer não pode. Vá lá decidam-se. Mas não se queixem.
Não podem queixar-se que o povo não casa e depois proibirem o mesmo povo de se casar. Ou será que as pessoas se têm de casar com quem o governo quer.
Publicado por Daniel Arruda às 12:51 PM | Comentários (1)
Para os dias em que ele se quer esconder...

...ou pelas árvores. Ou pelas nuvens. Às vezes, até as palavras e os silêncios conseguem escondê-lo. Mas ele volta. O Sol é tipo as pessoas de quem gostamos. E que gostam de nós. Até na Cor. E na Luz.
Publicado por Isabel Faria às 10:53 AM | Comentários (8)
Arrepiei-me
Como alguns sabem, não nasci em Portugal. Sou filho de dois imigrantes. Do meu pai imigrante na Alemanha e de mãe agora imigrante em Portugal. Vivi fora até aos 8 anos. Coisa pouca dirão alguns, mas 8 anos são o suficiente para ajudar a compreender o espírito de imigrante, até porque pelas amizades familiares que ficaram desse tempo é uma realidade que nunca me abandonou.
Por isso, foi ontem para mim especialmente arrepiante a recepção que a selecção foi alvo aquando da sua chegada à Alemanha para disputar o Campeonato do Mundo. Aquela terra onde a selecção estagia fica a menos de 100KM da terra onde nasci e ontem pela televisão tive o prazer de ver algumas caras conhecidas. Pessoas que se recusam a vir morar para Portugal, (já são reformados) porque ao fim de 40 anos já não se habituam à nossa desorganização, porque têm lá os seus filhos, porque estão bem integrados e porque afinal já sentem aquela terra como também sendo sua. Mas nada disso os impede de amar os "simbolos" da nação neste caso a sua selecção.
Aquilo a que assistimos ontem foi uma demonstração de que quem está longe não esquece. Para mim foi lindo. Arrepiante mas acredito que eu sinta esta questão, por ser naquele lugar, de forma diferente. Foi a prova provada que o futebol pode mover mundos, unir pessoas, projectar o país. Pode fazer aqulio que os nossos governos têm tido o cuidado de destruir. A imagem de Portugal lá fora.
Publicado por Daniel Arruda às 08:51 AM | Comentários (3)
junho 04, 2006
As compras não resultaram...porra!!!

Comecei por aqui, porque costuma resultar...

...como não resultou, achei que as velas seriam a solução, até porque o Bono partiu a cabeça a duas...

...houve uma senhora que resolveu acender uma a cheirar a côco e tive que fugir...as sandálias eram a minha salvação...tenho uns dedos dos pés fixes, pensei. Aliás, eu penso sempre que os meus pais gastaram tanto tempo a esmerar-se nos dedos dos pés que, depois, lhes faltou tempo para o resto...

...alguém tem p'aí uma coisa destas??? faxavor???
Nota: Um charro daria muito mais resultado, mas não sei enrolar aquilo...um homem também era capaz de funcionar, mas tinha que descalçar as sandálias...portanto se tiverem p'raí fluronãoseiquê, a gaja (é a minha irmã neura) agradece.
Publicado por Isabel Faria às 08:13 PM | Comentários (12)
Raúl Indipwo

Conheci a música do duo Ouro Negro pelo meu pai e tornei-me apreciador do género embora na fase da minha adolescencia já pouco ou nada produziam, pois Milo morreu e Raúl parou.
Conheci a pintura de Raúl numa exposição e não sendo eu um conhecedor de arte apaixonei-me pelos seus traços simples.
Tive o prazer de ir á sua casa junto de Oeiras e admirar a vegetação que ele ali cuidava, os seus animais e o seu bom gosto. Era de facto uma pessoa diferente. Exentrico diriam alguns. Politicamente nos meus antipodas pelo que pude constatar numa ou noutra conversa, mas era impossível passar ao lado da figura que Raúl Indipwo representava.
Ontem morreu, no Barreiro vítima de doença prlongada. A sociedade portuguesa ficou mais pobre. Não esta sociedade de Lilis, Cinhas e Babás que hoje conhecemos como sendo a sociedade, mas aquela que fez e fará Portugal ser reconhecido lá fora como sendo capaz de produzir arte ao melhor nível.
Publicado por Daniel Arruda às 06:48 PM | Comentários (2)
junho 03, 2006
E eu que achava a minha máquina grande
Está explicado porque é que algumas pessoas tÊm todo o tempo do mundo para nos vir atazanar a cabeça aqui no Blog.
Ou será que isto faz parte da estratégia para distribuir equitativamente por todos os militantes o dinheiro do partido visando logo aí uma sociedade sem classes.
Publicado por Daniel Arruda às 11:56 PM | Comentários (30)
Os tempos difíceis do Troll
O Troll anda uma desgraça. É uma desgraça para comentar. Os comentários demoram horas a entrar. Depois aparece uma frase a dizer que o comentário não entrou, tentamos outra vez e, muitas vezes, tinha entrado à primeira e sai repetido.
Passa-se o mesmo nos bastidores com os posts. Demoram horas. Não entram. Entram a duplicar…depois o que entrou a duplicar primeiro que saia é mais um século…
Não me parece que se passe o mesmo com outros Blogs da Weblog (acabei agora mesmo de comentar no Pópulo da minha amiga Émiéle e funcionou normalmente em tempo normal). Já contactei algumas vezes o Departamento Técnico do AEIOU, que se tem mostrado sempre disponível mas a verdade é que não tem melhorado. Há um ou dois dias em que anda melhor e depois volta tudo ao mesmo. Não sei como os nossos comentadores vão tendo paciência para insistir…sei que a responsabilidade não é nossa e que não entendemos o que se passa.
Este post é um pedido de desculpas a todos e um pedido público de ajuda a quem de direito. Nunca tivemos tantos problemas no Troll. Dá para ver que não são problemas gerais da Weblog e não entendemos, repito, o que se passa. Queremos continuar na Weblog. Digamos que se criam laços afectivos, até com coisas inesperadas, como um endereço electrónico, mas achamos que temos o direito de solicitar um serviço adequado àquele que a Weblog nos proporcionava no tempo do Paulo Querido e que eu conheço desde os tempos do Afixe. Peço desculpa à equipa técnica do AEIOU por este desabafo, mas estamos todos a ficar um bocado cansados. De tentar, mas sobretudo, de não compreender. Queremos o Troll de volta...e por mais que gostemos de por aqui passar, ninguém tem tempo para passar uma hora a tentar publicar um post ou um comentário.
Publicado por Isabel Faria às 09:53 PM | Comentários (4)
O processo da metamorfose

Estou aqui, mais do que isso não sei.
Há oitenta e dois anos, aos quarenta e um anos de idade, tuberculoso, morreu Franz Kafka.
De vez em quando, continua a acontecer-nos acordarmos transformados em insectos. Nem sempre gigantes.
Publicado por Isabel Faria às 07:48 PM | Comentários (1)
junho 02, 2006
É sempre assim
Eles crescem, nós irritamo-nos, chateamo-nos, mas no fim eles não deixam de ser as nossas coisas mais queridas. Só temos de perceber que já não são aquela coisa que nós deixámos no berço. No fim acabamos sempre assim:

Publicado por Daniel Arruda às 11:55 PM | Comentários (1)
Os substantivos do Governo
Não costumo fazer intervenções públicas...até porque tenho um medo quase mortal de falar em público. Nunca sei onde colocar as mãos, qual o volume da voz e, muito menos, se vão todos adormecer à minha frente. No entanto, ás vezes tem que ser. Esta manhã, no Porto, no Encontro Nacional de Comissões de Trabalhadores, armei-me em forte e enfrentei o touro pelos cornos...salvo seja...ousei pegar no microfone. Ao reler a intervenção que lá fiz e que aqui vos deixo, não posso deixar de pensar que a linguagem de Blog, não está dali totalmente arredada...paciência. Também não pretendo empolgar multidões. Apenas conseguir transmitir o que penso. Da forma mais fácil, aqui, escrevendo. Ou da mais complicada ( e dolorosa) em público, falando. Claro que apesar de algum ar de Blog, era uma intervenção. E tinha o tom de intervenção...pelo menos eu tentei que tivesse...
O Governo de José Sócrates tem vindo a especializar-se em dois substantivos : divisão e inevitabilidade.
Colocam-se pais contra professores, professores contra alunos, precários contra efectivos, empregados contra desempregados, trabalhadores no activo contra reformados, doentes contra médicos, trabalhadores de empresas privadas contra funcionários públicos. O Governo aponta o dedo e quer-nos pôr a apontar o dedo a tudo e a todos. Se lutarmos por trabalho com direitos seremos, certamente, responsáveis pelo aumento do desemprego. E claro que não nos safamos de ser os principais responsáveis pela insustentabilidade da Segurança Social pública. Quem nos manda viver mais tempo e querer morrer cada vez mais tarde?
E tudo, para o Governo, é inevitável. O aumento da idade da reforma é inevitável. O desemprego é inevitável .O trabalho precário é inevitável. As Opas são inevitáveis. A saúde privada é inevitável. O trabalho sem direitos é inevitável. Os baixos salários são inevitávei. O fim da Segurança Social pública, da solidariedade geracional e da solidariedade social, são inevitáveis.
E é contra estas duas bandeiras do Governo que temos que levantar as nossas bandeiras, as nossas inevitabilidades.
A inevitabilidade da luta e da mobilização.
A inevitabilidade da Democracia, ouvindo o Povo Português decidir se está disposto a abdicar do futuro dos seus filhos e da memória da luta dos seus pais e, finalmente, a inevitablidade de uma vida digna e com direitos.
Não gostaria de terminar sem mais duas palavras.
A primeira sobre a nossa quarta inevitabilidade: a da vitória sobre a discriminação e a hipocrisia., apelando à mobilização de todas e de todos para a batalha, que está já ali ao virar das férias : o fim da perseguição e da criminalização das mulheres, descriminalizando a IVG e obrigando o PS a cumprir os seus compromissos eleitorais.
Por fim, uma última palavra sobre nós próprios. Para nós próprios.
Não nos deixemos enredar pela teia do Governo. Não lhe demos a vitória de apontarmos para o nosso colega do lado de dedo acusador em riste. Não receemos a Democracia nos locais de trabalho nem o poder de decisão dos trabalhadores. Não tenhamos medo de aumentar os direitas das Comissões de Trabalhadores. As Comissões de Trabalhadores são, têm que ser, representantes fiéis dos interesses e das aspirações dos trabalhadores que as elegem. Não nos podemos dar ao luxo de ter medo de dar direitos aos trabalhadores. A nossa luta tem que ser, só pode ser, contra quem lhes quer tirar direitos.
Publicado por Isabel Faria às 10:36 PM | Comentários (19)
Um presidente da direita e extrema direita
Cavaco vetou a lei da paridade. Não vou aqui apresentar mais argumentos sobre esta lei. Já disse sobre ela o que achava que devia dizer mas registo com agrado que Cavaco não repetiu nenhum dos meus argumentos sobre esta lei. Assim não preciso de fazer a figura triste do Bernadino Soares que a medo veio dizer que neste caso e pontualmente eles defendem o mesmo ponto de vista (conservador digo eu) que Cavaco Silva. Também a direita e a extrema direita defendem esta atitude do Presidente Cavaco. Compreende-se. Não foi Marques Mendes que disse na noite das eleições que a direita finalmente tinha um Presidente? Está bom de ver que este não é um Presidente de Portugal, é o Presidente da direita e extrema direita portuguesa.
Há um promenor que eu gostaria de voltar a alertar. Já viram que os partidos que são contra esta lei são aqueles que exluem as mulheres dos lugares elegíveis? O CDS com uma deputada, o PCP com duas e o PSD que tem algumas, porque o grupo parlamentar é grande mas cuja percentagem não chega sequer aos 20%. É giro ver como os homens lutam e defendem os seus tachos.
Esperemos pelos próximos capítuilos que é como quem diz pelas leis que estão á espera de aprovação do Presidente. A mim parece-me que vamos ter em portugal dois governos. Um em S.Bento e e outro em Belém. Para uma sã convivência Sócrates só precisa de continuar a governar á direita. Se fizer isso nunca mais terá de enfrentar Cavaco.
Nota posterior: O PSD tem menos de 10% de mulheres na sua bancada. 8,3% para ser mais exacto.
Publicado por Daniel Arruda às 05:06 PM | Comentários (18)
Mas o que é que é isto?!?!?!?!?!
Há cerca de 2 anos o CDS tentou fazer aprovar no Parlamento o dia nacional da criança por nascer. Na altura só não foi motivo de chacota porque o objectivo político estava bem defenido e visava muito mais que apenas um dia nacional de qualquer coisa.
Hoje o PSD sai com a proposta da criação do dia nacional do cão, nosso fiel amigo. Confesso a minha capacidade de brincar com isto. Estou a rir enquanto escrevo e para além da estupefacção nada mais me sai. Alguém consegue imaginar um debate parlamentar sobre a criação ao não de um dia do cão. Se ainda fosse para acabar com os dias de cão que a população portuguesa diariamente vive, ainda se compreendia mas assim...
Enfim, vamos nos ter de aguentar com estas coisas. Haja paciência.
Publicado por Daniel Arruda às 10:50 AM | Comentários (9)
junho 01, 2006
Olha se não fosse da "ala esquerda"????
Acabei de ler na Visão a divisão do Governo em famílias. Segundo a revista há os pragmáticos, a "ala esquerda", os tecnocráticos e o "democrata cristão" .
Lendo os nomes, relembrando as definições de cada uma das famílias...tá bem....para não vos roubar muito tempo... o Vieira da Silva é da "ala esquerda". O do não cumprimento das promessas eleitorais de rever o Código de Trabalho, do aumento da idade da reforma, das pretensões de aniquiliamento da Segurança Social pública..."ala esquerda"? Cum caraças pá, se nos tivessse calhado um "pragmático", um "tecnocrata" ou um "democrata cristão" no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, estavamos feitos ao bife, não?
Para além do mais acho engraçado catalogar as pessoas pelos lugares de onde vêm e não pelas políticas que adoptam, que preconizam ou que não denunciam....ninguém considera Vieira da Silva, diz a Revista, um "perigosso direitista" e relembra a sua passagem pelo MES e a sua ligação a Ferro Rodrigues. Ficamos, portanto, muito mais descansados. Daqui a uns tempos (que o Governo quer muito curtos), quando chegarmos à idade da reforma e contar para o cálculo da mesma o salário que usufruímos há 40 anos quando começámos a trabalhar...podemos pensar sempre que se ele fosse um pragmático, como o Correia de Campos ou o próprio Sócrates, por exemplo, começaria a contar desde o primeiro biberon. Sabe-se lá se não teriamos que acabar por pagar, dados os primeiros anos de completa, abusadora, assumida e indigente inactividade???!!!i
Publicado por Isabel Faria às 09:38 PM | Comentários (5)
De cócoras

Publicado por Daniel Arruda às 07:49 PM | Comentários (2)
Mas são mesmo todos maus?
Há uns dias a ministra da Educação traçou um quadro negro dos professores e das escolas públicas.
Não tenho muita vontade de discutir as palavras da Ministra. Creio, apenas, que, como em tudo em que se façam generalizações, serão certa e inevitavelmente injustas.
Há maus e bons professores, como maus e bons médicos, como maus e bons juízes, como bons e maus electricistas, como bons e maus pais.
Se há favorecimentos nas escolas como afirma a Ministra, então porque nada se faz? Se não se aposta nos caso difíceis, então porque nada se faz? Se se distribui os melhores alunos aos melhores professores, então porque nada se faz? Isto é, não se deveriam criar regras, regras iguais, democráticas, legais, para evitar que, se isto se passa, se passasse? E se se deveriam criar regras, estas não deveriam ser da responsabilidade de quem agora não responsabiiliza, mas, escolhe o caminho mais fácil e, apenas, culpa?
O meu filho tem 16 anos. Sempre andou em escolas públicas. É a quarta escola pública que anda, este ano, a frequentar. Está no 10º. No primeiro ano teve uma boa professora, em Oeiras. Nos três seguintes teve um óptima professora em Lisboa. Esteve sempre no horário da manhã (aliás, nos 3 últimos anos só havia horário da manhã). Dizia-me, então,quando o ano terminou, que nunca mais ia encontrar uma professora como a MJ...e chorou por a deixar.
No 5º ano teve uma má professora, entre todos os que teve. Má como professora, má como profissional, má como pessoa. Ficou a detestar a disciplina. Os pais reclamaram mas a situação não foi alterada. Sei que a professora se manteve na mesma escola durante os anos a seguir. Estava no horário da tarde.
No 6º e no 7º, teve uma nova professora à disciplina que detestara e recuperou completamente. O gosto e as notas. Passou de 3 para 5. Manteve a nota até ao ao final do 7º ano, apesar de ter mudado de professor, entretanto. Continuou no horário da tarde. Neses anos em que se manteve neste horário, sempre foi um aluno de 4 e de 5.
No 8º e no 9º manteve-se na mesma escola e mudou para o horário da manhã. Não passámos a ter nenhum familiar na escola e continuou a ser sempre um aluno de 4 e de 5.
No 8º ano teve uma má professora numa disciplina importante. Acabou o ano com 3. Foi a excepção. Para além de não ser boa profissional, não tinha nenhuma aptidão para motivar os alunos e todos a detestavam. Durante as férias fizemos os dois um esforço enorme para recuperar o tempo perdido. Foram alguns dias de trabalho que não poderia ter feito se fosse numa disciplina em que eu não o pudesse ajudar. Mas se eu pudesse e não o tivesse feito, possivelmente, o 9º ano não teria sido nem tão bom nem tão produtivo. E foi. Teve um óptimo 9º ano. Cheio de certezas quanto ao que queria seguir. E acabou o ano com média de 4,5.
Está no 10º. Numa escola pública. No 1º período teve uma má experiência com uma professora que, entretanto, entrou de baixa. Nesta altura, há disciplinas a que é muito bom e outras a que é um aluno bom. Uma em que é um aluno médio. Em que não gosta da disciplina mas em que diz que a professora “coitada não pode fazer nada...ela bem se esforça...mas eu detesto aquilo”. Na mesma turma, que é uma turma da manhã, há alunos médios e alunos que possivelmente vão chumbar a algumas disciplinas. Não me parece que estes sejam familiares de funcionários. E há outros alunos, bons e muito bons.
Não sei se a nossa experiência pessoal é mais do que isso. Experiência e pessoal. Talvez sirva para desmontar as generalizações. Em não sei quantas disciplinas e em 10 anos, o meu filho teve dois professores francamente maus durante dois anos inteiros e um durante um período. Ou será que apenas serve para dizer que há excepções? Ou que nós tivemos sorte? Não sei. Que cada um tire as suas conclusões.
Publicado por Isabel Faria às 11:06 AM | Comentários (13)
1 de Junho

Foto de Francis Harrisson
“É proibida a entrada a quem não andar espantado de existir.” , José Gomes Ferreira, Aventuras do João sem Medo
Publicado por Isabel Faria às 09:19 AM | Comentários (2)