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junho 27, 2006
Apenas um simbolo
Apenas vale como um símbolo. Apenas serve de alerta. Ainda hoje há mulheres que morrem vítimas de aborto clandestino. As que não têm possibilidades de os fazer em clinicas bem pagas, aqui ou em Espanha.
Há oito anos, os portugueses preferiram ir para a praia, e, mais uma vez, disfarçarem-se de avestruz. Depois disso não se sabe quantas Lisetes, pagaram com a vida, a impossibilidade de dar vida.
A vida é feita de opções. De dores. Tem uma boa dose de inevitabilidade e de irreversibilidade. E se um símbolo servir para nos avivar a memória e nos despertar a consciência, creio que é bem vindo.
A esta hora, talvez num qualquer quarto de uma qualquer cidade de Portugal, haja quem não possa seguir uma gravidez.
Entretanto, no que diz respeito a Educação Sexual, que os partidários da penalização usam e abusam em épocas de decisões, tudo continua por fazer.
O PS prometeu um novo referendo. Talvez a melhor forma de lembrar a Lisete seja pensar em não ir à praia nesse dia. .E teimar em lembrar o PS do seu compromisso.
Publicado por Isabel Faria às junho 27, 2006 10:04 AM
Comentários
E o peso que tem a opinião pública é tal que reparem na frase "É uma das poucas pessoas cuja família aceita que seja divulgado que morreu por aborto ilegal". Apenas para reforçar o que disse a Isabel, quantas acontece também morrerem ou ficarem mutiladas, mas com vergonha nem se fala no assunto. Neste mundo às avessas é como se as vítimas fossem os ofensores.
Publicado por: Emiéle às junho 27, 2006 11:45 AM
Lembrar Lisete é tambem lembrar as milhares de Lisetes ,que ao longo dos anos, morreram devido a complicações dos abortos clandestinos.
Quantas mais Lisetes a hipocrisia da Igreja Católica, e da direita portuguesa, exigirão, para que num rasgo de bom senso, e sobretudo de HUMANIDADE, este flagelo seja finalmente encarado com responsabilidade.....
Os comentários ou não entram ou entram ás dúzias.
Publicado por: a.pacheco às junho 27, 2006 01:49 PM
Quantas Lisetes? Quantas?
Exactamente, ainda hoje!
Escondê-lo ou negá-lo, é ser hipócrata.
Do PS, nada espero, gente que se esquece, que não larga a batina papal, que anda a reboque dos poderosos, talvez que agora, com a banda larga, já se permita às mulheres, que abortem, quem sabe? Talvez tenham algum método novo, sustentado nas novas tecnologias, espero que o Sócrates se desloque à "Picha", lembram-se desta terra? E lá anuncie esse avanço.
Deixem-se de tretas, acabemos de vez com a clandestinidade, sobretudo, nos ABORTOS!
Publicado por: josé palmeiro às junho 27, 2006 02:20 PM
José, nesta história da despenalização da IVG, a principal responsabilidade, pelo facto de a situação se menter com toda a série de sofrimento que acarreta, é dos portugueses. Acreditas que, às vezes, me lembro disso quando se veêm as praias vazias, em dias em que Portugal joga??? E isto nada tem contra o futebol...
Pois é, A,Pacheco isto continua com a telha!!!
Publicado por: isabel faria às junho 27, 2006 08:28 PM
Mas Isabel, a culpa é sempre nossa, dos que exercem o seu direito de voto, dos portugueses.
De quem havia de ser? Se foi o POVO que assim quis, porque o Povo não é livre, não tem ou não
adquiriu, ao longo de todo este tempo, capacidades de decidir, porque andou e anda demasiadamente, atrelado a quem detém o poder.
Publicado por: andré às junho 28, 2006 09:12 AM