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junho 12, 2006
Parabéns amiga

Queria dar uma prenda a uma amiga especial, que faz hoje anos...mas quando as amigas são tão especiais como esta amiga é, não há prendas especiais que se possam oferecer. Nada é suficientemente especial para ser dado...nada do que se possa dar, nada que eu possa dar...
...ou talvez haja. A memória pode-se dar. Um pedacinho da memória de outros tempos e outros dias. Não éramos mais nem menos felizes, então, creio. Tal como hoje, eramos nós. Noutros lugares, com outras pessoas, sem algumas outras. Em comum, para além de nós as duas, havia estas casas e a serra...e havia aquele sentimento que nós sabemos, e sabemos porque se sente na pele, qua dura para sempre...que vem de sempre. Há pedras quentes, não há??? Aquelas embrulhadas em pratinhas que eu levava para a escola e que me aqueciam as mãos nas manhãs frias do Inverno frio do Ribatejo...é assim que vejo o que nos une, duradouro e quente como uma pedrinha embrulhada em prata.
Não te posso dar o Piódão...posso dar-te a nossa memória dele.
Parabéns, comadre, amiga, cumplice...e o resto todo que só a gente sabe.
Parece que gosto um bocadito de ti...sei lá, é cá uma impressão....
Publicado por Isabel Faria às junho 12, 2006 05:28 PM
Comentários
É bom ser tua amiga, Isabel! É bom ter-te como amiga.
E Piódão é lindíssimo... Boas recordações sem dúvida
(uma nota - este post foi escrito às 5 e 28, mas pelas minhas contas acabou de entrar; isto é que é cá uma velocidade com que a Weblog anda, heim...?!)
Publicado por: Emiéle às junho 12, 2006 09:23 PM
Ahhhhhh o Piodão!! Que belas recordações... lindíssimo! Ainda sou do tempo dos atentados urbanisticos que lá quiseram fazer, agora está muito melhor, até a pousada do Inatel está porreirinha!
Parabéns a quem merece o Piodão! ;p
Publicado por: Farpas às junho 13, 2006 12:35 AM
Deixa adivinhar, isto hoje está parado 'porque sim', ou porque o bloqueio continua...?
Eu deixei
http://populo.weblog.com.pt/arquivo/2006/06/carta_aberta_a.html
uma Carta Aberta lá no Pópulo!
Não posso mais de irritação!
Publicado por: Emiéle às junho 13, 2006 12:01 PM
Obrigada amiga. De vez em quando resolves abrir o baú das minhas recordações, mas eu a ti desculpo porque, afinal, muitas dessas recordações também são tuas! É bom lembrá-las com cuidado, e só às vezes, para as conservarmos doces e suaves na memória e para termos o cuidado de não estragar o presente. Mais uma vez, obrigada pelos parabéns e pelo "lembrar" daquela nossa viagem! Claro, que foi inevitável a tal lágrimazita teimosa...
Quanto às pedrinhas quentes que referes, eu nunca as tive. Talvez elas fossem o resultado do amor quente e sentido de uma mãe que aquece as mãos da filha antes de ela ir para escola numa manhã muito fria de Inverno...!
As minhas desculpas pela resposta tardia mas já tentei algumas vezes e nunca consegui que ela "entrasse". Beijos.
Publicado por: a outra amiga às junho 15, 2006 08:08 PM
Tem estado complicado comentar aqui, sim...o que apenas prova que a dedicação vale mais do que não sei quantos kms de tecnologia e Kgs de profissionais (estou um bocado zangada com o servidor...).
Pois seu sei, têm que sair devagarinho. Mas creio que lhes faz bem sair de quando em vez...afinal, somos feitas delas e com elas, não é??? Aquelas casas de pedra e aquela serra que acaba no céu, fazem parte de nós...de algum pedacinho de nós.
As pedras, tinha sim. Tingamos uma braseira daquelas dentro duma mesa redonda com um buraco ao meio...e a minha mãe costumava aquecê-las antes de eu sair...outras vezes era o meu pai...mas lembras-te daquelas manhão frias cheias de geada nas ervitas???? A pedra quentinha ajudava mesmo...
Mas sejam estas ou outras...temos sempre pedrinhas, amiga. Há alturas em que não damos por elas...mas temos pedrinhas. garantia de pessoa experiente em pedras e falta delas(salvo seja...não me interpretes mal...).
Bué d'eles.
Publicado por: isabel faria às junho 15, 2006 09:24 PM