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junho 22, 2006

Sem título

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Nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria

Pablo Neruda

Nem as palavras certas ditas na hora certa. Nem uma voz quente quando o frio nos tolhe os passos. Nem uma mão, quando não encontramos a saída, nem acreditares em mim, nem o esforço para as palavras saírem, nem a força de um olhar, nem a certeza, cada dia redescoberta, que reaprendi a acreditar. Reaprendo. Nem a tua pele. Nem a força que esta tarde, quando à volta tudo parecia a um passinho de se demoronar, sorrateiramente, encontrei num SMS.

Sem dúvida os poetas, os grandes como Neruda, conseguem dizer numa quadra, o que eu levaria horas a escrever.
Qua há pessoas que não podemos perder.

Publicado por Isabel Faria às junho 22, 2006 09:16 PM

Comentários

Como é bom receber Neruda por SMS.
Como é bom saber partilhar as coisas que nos engrandecem.
E a fotografia? Que coisa linda.
Hoje, na sesta, respiguei, também, coisas dos mais novos, nem de propósito.

Publicado por: José Palmeiro às junho 22, 2006 10:15 PM

Tens razão, José. Quando não é Neruda, mas é sempre Neruda, sabe e faz muito bem.
Vou ver a sesta. Pera lá....

Publicado por: isabel faria às junho 23, 2006 11:28 AM