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junho 22, 2006
Timor
Já escrevi muitas vezes que não entendo o que se passa em Timor Leste. Não entendo, de facto. Mas há algumas coisas que quer se passem em Timor Leste quer em qualquer outro lugar não me parecem lógicas.
Há um Presidente eleito e há um Partido que ganhou as eleições. Esse Partido escolheu uma Direcção. Pode-se discutir se a eleição por braço no ar é democrática ou não. Não considero que seja. Mas A Fretilin usou-a, escolheu uma Direcção. Não faço ideia se o Presidente podia ter feito alguma coisa ou não. Não conheço a Constituição de Timor nem a Lei dos Partidos. Mas não fez. A Fretilin tem um Lider, a quem o Presidente deu posse como Primeiro-Ministro. Então como pode agora o Presidente vir dizer que o Primeiro Ministro se deve demitir porque a eleição da Direcção da Fretilin não foi democrática, por não ser por voto secreto?
Depois, Xanana, vem escrever uma carta e publicá-la em que diz que Alkatiri se deve demitir por causa das declarações que fez a um programa de televisão australiana. Então mas o Presidente deve pedir a demissão de um Primeiro-Ministro, em Timor Leste, ou onde quer que seja, através de uma carta publicada nos meios de Comunicação Social?
Deixo aqui um artigo publicado hoje no DN, da autoria de Eduardo Dâmaso. Receio que tenha que dizer que concordo inteiramente com ele. E receio admiti-lo dado o respeito que tenho (tinha?) pelo papel, pelo passado e pela pessoa de Xanana Gusmão.
Publicado por Isabel Faria às junho 22, 2006 12:55 PM
Comentários
Na rota das perplexidades que já havia manifestado noutro escrito, comungo das tuas. É demasiado obscuro o papel de Xanana.
A mistura que tem feito com a sua vida particular, é de arrapiar. Os ódios da sociedade timorense, esses, nem é bom falar. A Austrália, a Indonésia, o petróleo, são motivos mais que suficientes para nos preocuparem.
O Povo, esse, é joguete nas mãos dessas gentes, sem escrúpulos.
Será que houve eleições, será que há Primeiro Ministro, será que há Presidente da República, será que há República, eu duvido.
Aguardemos, pois à distância que estamos, outra coisa não podemos fazer.
Publicado por: José Palmeiro às junho 22, 2006 01:24 PM
Xanana Gusmão, deve continuar a merecer da parte de todos os portugueses, o máximo respeito.
Mesmo que se venha a provar, e eu não tenho dados para o afirmar, que ele nesta crise não tenha estado bem, isso não significa que vamos esquecer de repente ,todo o papel decisivo que ele ,teve ao serviço do seu povo.
Todos nós, que lutámos por causas, que arriscamos as nossas vidas por principios, sabemos que em muitos momentos claudicámos, não fizemos tudo o que era possivel, em suma somos humanos.
De uma coisa eu estou certo, por muito que Xanana, possa ter errado, e eu volto a repetir, não tenho elementos, eu estou convicto que ele nunca trairia o seu povo.
Publicado por: a.pacheco às junho 22, 2006 02:30 PM
O que Xanana está a fazer tem um nome Chama-se golpe de estado. COm a conivencia e até controlo do Governo Australiano.
Publicado por: Daniel Arruda às junho 22, 2006 02:33 PM
A.Pacheco, Xanana tem e terá sempre um lugar como resistente e como simbolo da luta do Povo timorense e de Timor. Mas, pelo que nos chega cá (e claro que temos que admitir que o que nos chega cá, não seja a realidade exacta do que se passa em Timor) mas pelos addos que temos, parece-me óbvio que se há alguém que esteja a tentar a todo o custo evitar (neste momento e friso neste momento, os anetecedentes são demasiado obscuros para nos podermos pronunciar com exactidão) é Mário Akatiri.
As declarações da mulher de Xanana, por exemplo, não podem ser aceitáveis nem aceites, num estado democrático. E logo quando as começou a pronunciar, Xanaana, como Presidente da República, não o deveria ter permitido
Publicado por: isabel faria às junho 22, 2006 08:03 PM
A Faria não sabe nada, nada quer saber e até tem raiva a quem sabe!
Publicado por: Margarida às junho 22, 2006 09:42 PM
adoro quando ela te chama de Faria.
Publicado por: Daniel Arruda às junho 22, 2006 11:19 PM
Isabel aconselho vivamente a leitura de um escrito da Ana Gomes ontem no Causa Nossa.
Penso que todos aqueles que querem que Timor-Leste possa prosseguir um caminho livre e independente estão preplexos com o que se está a passar.
Mas tambem sei que estamos muito longe, e se calhar só nos chega a informação de uma parte infima da crise.
Eu tento ler o Pantalassa o Timor online, os escritos da Ana Gomes, aquilo que a imprensa portuguesa e internacional publica, e o que se pode dizer é cada cabeça sua sentença, por isso cautela com os artigos do sr. Damaso, até porque me parece, que o DN não é um jornal credivel....
Publicado por: a.pacheco às junho 23, 2006 08:16 AM
A Pitonisa agora deu numa de tambem opinar sobre Timor-Leste....
E se calhar tambem tem a linha justa para esse país....
Eu realmente quando vi o representante do PCP no ultimo congresso da Fretilin, o tal da votação de braço no ar, a botar faladura, sempre pensei que por vezes é mais avisado estar calado.
Pelo que vejo a pitonisa, já sabe,tem toda a verdade e não tem dúvidas.
O problema é que Timor-Leste fica noutro continente, e não na Soeiro Pereira Gomes no lisboeta bairro Santos.
Publicado por: a.pacheco às junho 23, 2006 08:26 AM
A.Pacheco eu não quero ser parcial. Tenho um grande respeito pelo Xanana. mas ao ler as notícias de hoje continuam a aumentar as dúvidas.
Vou ler Ana Gomes, assim que tiver um bocadinho de folga nesta casa de loucos...
Olha lá a Pitonisa NUNCA tem dúvidas, mas que é isso agora deu-te para a ofender!!???
Publicado por: isabel faria às junho 23, 2006 11:42 AM