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julho 31, 2006
Tentativa de motivação

... TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO.
E NÃO GOSTO DE ESTAR DEITADA AO SOL. E JÀ ESTOU FARTA DE FÉRIAS. FARTA! FARTA!! FARTA!!!
... TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO. TENHO UM BOM EMPREGO.
ESTOU CHEIA DE SAUDADES DELE: CHEIA! CHEIA!! CHEIA!!!
(Recebi por Email de um amigo. Decidi fazer um post com algumas alterações...obrigado, João. Chama-se Tentaiva de Motivação. Mantenho o título).
Publicado por Isabel Faria às 12:13 PM | Comentários (8)
A falta de vergonha continua...

"O Governo da República está a servir-se do tema da economia para distrair os portugueses e quando os senhores menos derem por isso vamos ter a destruição dos valores da sociedade portuguesa, inclusivamente, vamos assistir a casamentos dos homossexuais".
..."Apesar deles (no Continente) serem antifacistas, sem nunca terem pegado numa espingarda , quem fez durante 29 dias a revolução contra Salazar (em 1934) foram os madeirenses e não aqueles maricas".
..."os chamados colaboracionistas, gente (natural da ilha) que está sem calças e de rabo para o ar virado para Lisboa... políticos locais que andam a defender o garrote económico"
Quando é que os madeirenses tomam nas suas mãos o fim da falta de vergonha e da falta de educação, das injúrias, das difamações e das ofensas , da arrogância, do desrespeito e da imbecilidade ?
Publicado por Isabel Faria às 11:49 AM | Comentários (11)
Deixem-nas brincar

"A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito."
"A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber proteção e socorro."
"A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes".
Da Declaração dos Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia das Nações Unidas em 1959.
Publicado por Isabel Faria às 10:40 AM | Comentários (3)
Um incidente
Ontem, Israel matou mais 57 civis, dos quais 34 crianças em Cana, no Sul do Libano. Os adultos assassinados, certamnete, ainda se lembravam dum outro massacre, em Abril de 1996, feito pelo exército israelita, na sua terra.
As crianças, possivelmente, não...só passaram dez anos mas Israel não deu a muitas delas a hipótese de viverem dez anos...
Entretanto, Israel reconheceu o ataque, depois de o ter desmentido e de ter inventado umas tantas desculpas, e chamou-lhe cinicamente de "incidente". Assim como dar um encontrão à saída do autocarro e trocarem-se umas palavras azedas ou cometer um lapso de linguagem. Incidente. Coisa pouca, que só provocou a morte a 57 pessoas inocentes a juntar às outras mais de 600 que já morreram desde que Israel decidiu obrigar o Líbano a voltar à dor e ao luto, aproveitando o pretexto do rapto de dois soldados.
Entretanto, como se a condizer com "incidente", os EUA pediram a Israel para ter "mais cuidado". Afinal, podia ter sido pior...havia 63 pessoas na casa ontem bombardeada...ainda se salvaram 6, portanto.
Israel continua a recusar o cessar-fogo. Hoje abriu uma excepção, interrompeu os bombardeamentos por 48 horas para fazer o inquérito ao tal "incidente". Que concluirá seguramente que o Hezbollah colocou ali as pessoas para serem massacradas ou que havia uma base qualquer escondida na cave. As 48 horas acabam já na próxima Quarta Feira. De madrugada. Quarta Feira, durante o dia, com o apoio de Bush e de Blair, Israel pode voltar aos incidentes. Entretanto, deve pensar se pode ou não dar ouvidos aos EUA e ter "mais cuidado". Posivelmente não vai ter. Seja lá o que isso for, com ou sem cuidado, Telaviv continuará a contar com a conivência e o apoio de Washington na sua escalada de morte e de destruição. Há quantos anos é assim?
Publicado por Isabel Faria às 10:14 AM | Comentários (6)
julho 30, 2006
João Cravinho sabe do que fala?
Por: Manuel Carvalho
João Cravinho “atreveu-se” a fazer uma conferência de imprensa onde apresenta três projectos-lei de combate à corrupção.
O antigo homem forte das Obras Públicas, recorde-se, fez uma sindicância à Junta Autónoma das Estradas de onde retirou as conclusões que entendeu.
O mais interessante do caso é que Cravinho apresentou-se sozinho nesta tarefa. Porquê?
O combate à corrupção não tem o empenhamento de todo o Grupo Parlamentar do PS? Onde anda Alberto Martins?
O combate à corrupção não tem o apoio do governo?
Sendo o governo tão adepto da moral na política porque não foi o próprio governo a apresentar os projectos?
Porque é que o PS não quis apoiar? Em que é que discorda? Há ali propostas que ferem interesses de apoiantes da elite económica que apoia o governo?
Estará Cravinho a prever alguma coisa de que se quer desde já demarcar?
Acredito que João Cravinho saiba do que fala. Há muita coisa por dizer lá pela banda do PS. Essa banda tem um chefe não tem?
Publicado por Troll Urbano às 04:45 PM | Comentários (2)
Voltei a casa...

...e tenho uma camilha para dar de adopção.
Voltar para casa tem assim qualquer coisa que nos leva longe. Àqueles dias em que voltava e procurava o colo da mãe porque uma colega me tinha chamado parvalhona, ou perguntava ao meu pai, aconchegada debaixo do seu braço, achas-me muito feia, pai? porque um menino me chamara caixa de óculos...Voltar é encontrar o colo e ouvir, claro que não, és agora feia, filha, apesar de já não custar tanto o parvalhona nem o caixa de óculos (aliás, desde que uma vez tentei usar lentes de contacto e fiz uma ferida na córnea que quase me cegava de um olho...acho-me sexyssima com estas coisas penduradas em cima do nariz...)., no sofá onde adormeço ao meio do filme ou na banheira que já sabe, sem precisar que eu faça nada, qual a temperatura e qual a quantidade de água, para o meu banho de imersão.
Sabe bem, pronto.
O meu único problema quando volto para casa (para além de normalmente isso significar que tenho que voltar ao trabalho...mas nisso só começo a pensar amanhã, mais ou menos por esta hora) é as coisas que compro enquanto estou fora. E o trabalhão que me dá arrumá-las. Desta vez, por exemplo, comprei três frasquinhos para as especiarias (isto é aquilo não são frasquinhos para as especiarias, são frasquinhos, eu é que decidi que eram frasquinhos para as especiarias e não lhes admito discussão...) e um tapete para o quarto. E pronto...já mudei a cozinha toda do avesso por causa dos três frasquinhos de vidro com uma rolha e ainda não tenho a certeza se fica por ali...
O pior, no entanto, é o quarto. Para além de ter retirado o outro tapete de circulação e do ritual que isso implica, tipo, explicar que volta no Inverno, claro que te curto, já assististe a umas coisas, ia agora esquecer-me de ti e assim, há o resto do quarto todo que tem que se alterar por causa do tapete. A mesa de cabeceira agora já não é mesa de cabeceira. O cabide deixou de estar dum lado e está no outro exactamente oposto, as molduras que estavam em cima da mesa de cabeceira que agora já não é mesa de cabeceira ficaram no mesmo lugar com a diferença que têm que estar voltadas para outro lado, porque já não estão em cima da mesa de cabeceira e o trabalhão que deu até acertar com o lado...e o pior...esta é a parte que não sou capaz de resolver. Sobra-me uma mesa camilha...e respectiva tollha. Aquilo não cabe em lugar nenhum e nunca poderia ter uma camilha e um tapete...agora estou com graves problemas logisticos. Já pensei colocá-la ao cimo das escadas e dizer, olhem vizinhos, tão gira...fica aqui tão bem, agora arranja-se umas plantinhas...mas a minha vizinha vai dizer que não chega à janela e assim não pode abrir a porta a toda a gente que vem a minha casa antes de lhes dar tempo de tocar à campainha...
Por acso, há alguém que precise de uma camilha e respectiva toalha??? A sério ela até tem bom ar, não me cabe é na cozinha, ainda por cima agora que me lembrei de comprar os frascos das especiarias e não faz pandan (eu aprendi a dizer pandan ainda estava no Afixe ...creio que é um termo tipo Tia mas que é apropriado para a gravidade do momento que eu e a minha mesa e respectiva toalha estamos a passar)...Vá lá...há algum voluntário que qieira adoptar uma camilha??? E respectiva toalha?
Publicado por Isabel Faria às 03:35 PM | Comentários (8)
julho 29, 2006
Descanso
Gosto de não saber a história do barco abandonado. Nunca saberei se o barco chegou ou não chegou a partir...se foi trazido pelas ondas ou nunca chegou a ser levado por elas...se repousa num porto seguro depois de cansado de viagem ou se de tão cansado não chegou a partir. Se encontrou motivos para ficar. Ou se deixou de os encontrar para partir. Como não percebo nada de barcos, não sei se é um veleiro a que tiraram as velas, se um barco de piratas a quem o Alentejo conquistou, se um barco de pesca que se cansou de pescar...não me parece que esteja abandonado, Acho que as ondas, as gaivotas e algumas,poucas, pessoas que se atrevem a descer as rochas, lhe fazem companhia. Apesar de não lhe conhecer a história, acho que é feliz. Tem ar de ser um barco feliz. Portanto, não abandonado. Descansa apenas...perto de casa.
Publicado por Isabel Faria às 05:20 PM | Comentários (2)
Tenho sempre medo de pensar nas coisas que me fazem medo
Fui muito cedo para a praia. Gosto de chegar à praia quando ainda não há ninguém. Gosto de ver o mar e sentir que ele se me dá...de quando em vez, preciso de ter algumas coisas em exclusividade. Não acontece muito com as pessoas, melhor, não acontece com as pessoas porque não acho justo e porque nunca espero dos outros o que não lhes posso nem lhes sei dar, mas com o Mar sim. Também acontece com a Lua, ás vezes. Mas menos. Com o Mar gosto mesmo de sentir que aquela onda foi propositada para molhar os meus pés.
Não creio que houvesse mais de 3 ou 4 pessoas espalhadas pelo areal. Longe o suficiente para que apenas ouvisse o som das ondas.. O João Pedro ficou ainda a dormir. Era a última manhã de férias e tinha que aproveitar.
Deixei a toalha, despi-me e, de tão cedo que era, deu para sentir, percorrendo-me o corpo, o vento frio, a maresia fria, de quando o Sol ainda acorda.
Molhei os pés na água fria. Naquela que eu sei que só ali estava para mim. E aconteceu-me o mesmo de sempre, quando só estou eu e o Mar. Nunca sinto frio. Sei que a água está fria, mas não a sinto fria. O Mar, quando estamos sós, eu e ele, aquece-me sempre. Mentira. Esta parte foi só porque me custa reconhecer que não saberia viver sem o seu calor. O Mar, para falar verdade, mesmo quando não estamos sós, aquece-me sempre. Até quando está longe e só o sinto. Durante alguns tempos só sentia o Mar quando o olhava. Ou o tocava. Agora não. Agora sinto-o sempre. Creio que começou a acontecer quando aprendi a entregar-lhe os meus pés para aquecer. A entregar-me. Os pés e o resto de mim.. De manhãzinha, ao acordar, o Mar aquece-me a alma. Nunca me devo vir a fartar de acordar no Mar. Como não acontece muitas vezes, aproveito os minutinhos todos. E beijo-o. Ou a areia dele. Enquanto ele se espreguiça. O Mar parece gostar que o beijem ao acordar. E ao adormecer. Já me aconteceu estar com ele, à noitinha, e beijá-lo ao adormecer. Ou de dia. O Mar não tem hora para adormecer. Basta que a gente lhe toque levinho. E o canse. Gosto de ver o Mar cansado. Parece-se com gente. Comigo. Também gosto que me adormeçam. Cansada.
Ainda sinto os pés molhados. Quentes e molhados. Mesmo agora que o Sol quase adormece de novo e a maresia volta. E agora que as férias acabam sei que vou encontrá-lo noutro lugar. Pode ter forma de Tejo. O meu Mar tem a forma que eu lhe dou. Dantes não era assim. Precisava de o ver, assim, azul e de perder de vista, para ser o meu Mar. Creio que começou a ter esta forma, a forma que lhe dou, quando um dia o encontrei á minha porta, ao fim das escadas. Um Mar que está em plena Lisboa, á minha porta, ao fim das escadas e me espera...pode ser e estar em qualquer lado. Confesso que tenho medo que um dia não o encontre, que volte a sentir a água fria ou que precise de lhe tocar para o sentir...ou, pior ainda, que deixe de perceber que aquela onda é só para mim... Mas não me apetece pensar nisso. Nunca me apetece pensar nas coisas que me fazem medo. Tenho sempre medo disso.
Publicado por Isabel Faria às 05:14 PM | Comentários (3)
Há dúvidas???????
Bush e Blair não querem a paz. Querem, como disse Blair na conferencia de imprensa, aproveitar o momento para impor o american way of life em toda a zona.
Eles não querem a paz. Querem ajudar israel e atacar tudoo que se oponha.
Eles não querem saber de que lado está razão.
Eles querem a guerra. A continuação da guerra que começaram no Iraque. A guerra do "ou estão conosco ou estão com eles".
Eu só tenho um lado onde posso estar. Do lado da razão. Do lado dos povos que são mortos, chacinados e proibidos de viver como querem.
Há uma frase da Madona no seu album Americam life, a propósito do modo de vida americano que lhe deu toda a fama e projecção que tem e que explica bem o que se passa.
I'm not a cristien and i'm not a Jewish, but i realize that nothing it was it seems
Publicado por Daniel Arruda às 11:08 AM
Lamego
Lamego é de facto uma cidade espantosa. Não me canso de cá vir, de a visitar, de entrar em suas igrejas, de ir ao castelo ou apenas de passear nas suas ruas. Gosto de comer as bolas, de bacalhau, presunto ou de outra coisa qualquer. Mas mesmo fora da cidade eu sinto-me bem. A percorrer as estradas que serpenteiam entre as vinhas, a subir aos miradouros e ficar por ali, apenas a desfrutar daquilo que a natureza nos deu e que o homem soube preservar.
Adoro descer para o Douro e ficar ali á beira rio, numa qualquer esplanada da Régua ou numa das praias fluviais, a ouvir as histórias que o rio tem para contar e se elas são muitas. Histórias de vidas mas também de sofrimentos que hoje são apenas sussurrados sempre que um rabelo desce o rio já sem cumprir a sua função inicial.
Mas a história da região é mais que coisas materiais. Eu não sou religioso mas as crenças aqui fascinam-me. Pela forma como são exercidas e vividas. As procissões têm alma e sentimento. As pessoas vivem a espiritualidade, para o bem e para o mal. As que cá vivem e as que visitam Lamego nas suas perigrinações dos caminhos de Santiago. É esse sentimento que dá ccoesão. Desengane-se por isso que a coesão social e territorial é uma coisa política. Para mim essa ideia é do mais errado que existe. Ao passearmos por Braga, Lamego Chaves, Vila Real, Caminha encontramos o mesmo sentimento que encontramos a passear por Santiago de Compostela ou Pontevedra. Encontramos pessoas iguais, estilos de vida iguais, e essas coisas fazem-nos pensar sobre as questões de território.
Tenho um amigo galego que me diz repetidas vezes que a Galiza deveria ser independente mas se não o fosse que teria de pertencer a Portugal. Não concordo com ele. Poderia ser independente mas deveria-se ponderar o facto de Minho e Trás os Montes poderem fazer parte desta grande comunidade pois as afinidades são enormes e elas sentem-se. Não se trata aqui de uma separação ou desmembramento do nosso país mas se quisermos pensar na Iberia como uma zona de regiões não podemos esquartejar uma coisa que históricamente e culturalmente é una.
Atenção, não estou aqui a propor nenhum tipo de novo estado, estou apenas a constatar um facto que se calhar num qualquer futuro terá de ser equacionado. Estou a constatar realidades culturais, arquitetónicas e de vivencia das pessoas. Como disse mais acima "Desengane-se por isso que a coesão social e territorial é uma coisa política" estou a falar de sociedades de ligações culturais e de hábitos.
Lamego é disso um exemplo. Quem já passeou por Santiago sente-se em casa em Lamego. Eu sinto-me em casa.
Publicado por Daniel Arruda às 10:45 AM | Comentários (5)
Como as notícias correm!
Por: Manuel Carvalho
A notícia correu célere. Muitos acorreram manifestando a sua alegria.
Os carros buzinavam, as motos também se faziam ouvir.
A imensa mole humana foi enchendo praças e ruas. Como uma mancha de óleo que rapidamente se alastra os engarrafamentos paralisaram a circulação. Numa vila, numa cidade, em várias vilas, em várias cidades a confusão aumentava. A polícia começou a ter dificuldade em controlar as multidões exultantes.
Os cães começaram a latir de tanto assustados, os gatos miavam. As crianças que inicialmente se associaram à festa começaram a ficar assustadas.
Cheguei, parei, olhei a multidão.
Tinha estado a dormir profundamente e parecia ter caído no meio da turbulência.
Olhei as pessoas à minha volta, escolhi uma a que me pareceu mais calma.
Perguntei: o que aconteceu?
Ele abriu os olhos de espanto, fixou-me o olhar pensando que eu estaria a gozar.
Timidamente abanei a cabeça, não, não estava a gozar.
Ele fez um sorriso largo, muito largo e respondeu: o Mantorras marcou um golo. Em penaltis a fingir, mas um golo!
Eu juntei-me à festa. O rapaz merecia!
Publicado por Troll Urbano às 10:37 AM | Comentários (2)
Um texto deste vosso escriba
Sempre achei que durante as férias não se deveriam escrever artigos de opinião. A nossa mente por muito que não queiramos está absorvida por um relax que não é próprio à análise política. Mas desta vez teve de ser Directamente de Lamego para o meu distrito.
Publicado por Daniel Arruda às 10:29 AM
julho 28, 2006
Hoje um poema...
Hoje não me apetece escrever...apetece-me apenas um poema da Mafalda Veiga. Creio que já um dia o publiquei ...não faz mal...deve ter sido num dia como hoje...em que, por várias vezes, me recordei da voz da Mafalda Veiga numa noite quente de um Julho passado à chegada ao Campo Santana. Ou porque...Não...há coisas qie até eu que costumo contar tudo não ouso...fica o possível. Porque me apetecia dizê-las. Soubesse eu ser poeta.
Por te rever
Quisera roubar-te essas palavras e morrer
Trazer-te assim até ao fim do que eu puder
E começar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu guardar-te nos sentidos e na voz
E descobrir o que será de nós
E demorar um dia mais eternamente
Por te rever, só
Quisera a ternura, calmaria azul do mar
O riso o amor o gosto a sal a sol do olhar
E um lugar pra me espraiar eternamente
Por te rever, só
Pudesse eu ser tempo a respirar no teu abraço
Adormecer e abandonar-me de cansaço
Quisera assim perder-me em mim eternamente
Por te rever, só
Publicado por Isabel Faria às 03:10 PM | Comentários (1)
Finalmente férias do trabalho
As minhas férias verdadeiras só vão começar dia 2, pois este fim de semana e durante a segunda-feira vou pintar as casas aos meus pais, que tendo já passado dos 70 e muitos não o podem fazer.
Pensam que pinto bem, mas eles é que vem mal, que o diga a minha cara metade agora que acabei as minhas pinturas.
Mas depois vou mesmo de férias, praia essencialmente, nas primeiras duas semanas e depois vou procurar uma termas que tenham um bom tratamento para problemas de coluna para que a minha cara metade, possa fazer um tratamento a ver se melhora e consegue aturar-me mais um ano a somar aos 28 que já leva.
Por mim digo sempre que se fosse hoje casava de novo, ( com ela) por ela não sei, mas àquilo que atura, ao tempo que passa só enquanto eu ando por aí, na minha actividade politica e sindical, acho que pensa o mesmo que eu.
Já agora uma dica (se alguém souber de uma termas boas em local bonito e economicamente possíveis de suportar estadia principalmente diga).
Mas como ia a dizer agora que o Daniel vai trabalhar, a Isabel também, vai-me dar um gozo estar na praia e lembrar-me de vocês acreditem, principalmente quando mergulhar, ou quando estiver a digerir uma saladinha fresquinha e a beber uma boa cerveja.
Não vou deixar de estar atento ao país, ao mundo e acima de tudo aos problemas laborais.
Infelizmente este parece ser mais um Verão em que muitos trabalhadores quando voltarem de férias encontrarão as fábricas encerradas, as máquinas roubadas e a impunidade governamental sobre estas atitudes.
No distrito de Setúbal a Alcoa, já começou,( nem sequer esperou pelas férias) a deslocar maquinas e equipamentos para a Roménia para lá começar a fazerem as cablagens do MPV, argumentando que em Portugal não consegue cumprir as encomendas que aumentaram, mas foram eles que procederam a um despedimento colectivo de centenas de trabalhador@s (desculpem não foi despedimento foi rescisão amigável) um nome mais pomposo, mas com o mesmo efeito pois foi feito sobre a chantagem de ou ….rua.
Agora como as máquinas ficaram inactivas, levou-as, isto é o que chamo o princípio do fim.
Publicado por António Chora às 02:51 PM | Comentários (4)
Benfica - Austria de Viena
Calhou ao Benfica o Austria de Viena na 3ª pré eliminatória da Liga dos Campeãos Europeus.
Esperemos que a história ainda valha qualquer coisa, a exemplo do que se passou no último mundial onde a tradição se manteve sempre, pois se assim for a eliminatória está garantida.
Da última vez que estes clubes se cruzaram foi nesta competição e o Benfica passeou a sua classe na Luz com uns claros 6-1 dando assim início ao caminho que levaria á conquista do caneco. Foi em 1961.
Venham de lá então esses austriacos.
Publicado por Daniel Arruda às 11:26 AM | Comentários (2)
Sporting Benfica, um escândalo!
Por: Manuel Carvalho
O primeiro derbi da 2ª circular foi um escândalo. Por vários motivos.
1. O treinador do Sporting estava sempre a gritar e a sair da sua área sem que, por isso, fosse admoestado pelo árbitro. Esse Paulo Bento, que já correu uma porrada de clubes, já se esqueceu do que aprendeu na catedral.
2. O 1º golo do Sporting estava em fora-de-jogo. Estava um jogador do Benfica entre ele e o guarda-redes - estava a dormir, portanto não conta.
3. O 3º golo do Sporting devia contar para o Benfica. Ninguém tem culpa de as regras estarem mal. Como é que o país se pode modernizar com regras destas?
4. No capítulo disciplinar o árbitro esteve sempre do lado do Benfica. Aquela pretensa falta grave mesmo ao fim do jogo em que o jogador do Benfica faz uma carícia com a botinha no joelhinho do jogador do Sporting devia ser mostrada como um exemplo de desportivismo. Ou melhor, o jogador do Sporting devia ser punido com dois jogos de suspensão por fingimento declarado só não viu quem não quis. Punição aos fingidos!
5. Não deixaram jogar o Mantorras. Aquele Ronny ou lá como ele se chama [isto será nome de gente, parece nome de gelado ou coisa assim] nunca deixou jogar o Mantorras. Se fosse comigo tinha-lhe dito como era agarrava na bola e leva-a para casa. Assim é que eu fazia quando era pequeno.
6. Liedson é um trapaceiro, está sempre a mandar-se para o chão e a mandar bocas aos outros. E depois admire-se se levar uma cabeçada. O Luisão é que já entrou no fim, senão aquele trinca-espinhas ia ver como elas lhe mordiam! Também é o que faz deixarem jogar à bola tipos, mal formados, que mal sabem pôr produtos nas prateleiras dos supermercados.
7. Não digo mais ainda acham que é pouco? Seus lagartos fanáticos!
Só digo a conclusão:
Isto começa mal. Com a saída de Valentim Loureiro de Presidente da Liga abriram-se as portas às influências esquisitas e é o que se vê. Valentim a Presidente já. Presidente só há um, Valentim e mais nenhum. Valentim a Presidente vitalício já.
Ninguém parará o glorioso FCP.
Vivam os Franganitos Com Peste.
Morram os lagartos, morram. Pim!
Publicado por Troll Urbano às 10:33 AM | Comentários (5)
Faltam 3 dias para acabar as férias ...
... e eu estou assim.

Nem sei como vou conseguir voltar a aturar o meu chefe, alguns colegas, enfim. A vida normal.
Publicado por Daniel Arruda às 08:00 AM | Comentários (2)
julho 27, 2006
Só faço isto e ...como...

Isto sou eu (sou uma optimista) enquanto não venho aqui meter as moeditas...para além disso como...pão alentejano e queijo...e tou feita ao bife...a balança da farmácia só pode estar avariada...só pode. Porra. Alguém me sabe dizer se é costume as balanças das farmácias avariarem??? E, não é??? Obrigado. Vocês são uns amores...o que seria de mim sem vocês???? Não pode ser, pois não??? Ninguém engorda quase 2Kg a comer pão alentejano??? Em oito dias!!! Só pode ser avaria, não só???
Publicado por Isabel Faria às 06:05 PM | Comentários (4)
E isso tem alguma importância?????
As perguntas da oposição ficaram sem resposta: O Condomínio da Infante de Santos está ou não a ser construída sem licença municipal; a taxa de 600.000 Euros, que o construtor teria que pagar foi ou não foi paga e a obra está ou não a ser construída em terrenos camarários.
A única coisa em que o Vice-Presidente e vereador das Finanças, Fontão de Carvalho, foi claro e não hesitou por um momento foi na acusação de que Sá Fernandes desde que foi eleito não pára de criar problemas ao Executivo Municipal. Ah, e também foi mais ou menos veemente no tom ameaçador com que deu ordens para que ficasse em acta quando Sá Fernandes decidiu abandonar a reunião depois dos insultos...tudo o resto ficou para responder, para apurar, para pensar mais tarde. Isto, depois de há meses Sá Fernandes, ter solicitado por escrito estas respostas...isto, depois de parece já ha muito ser do domínio público que a Provedoria da Justiça andava a investigar o processo...
Calculo que a acusação de “criar problemas” à Câmara e a ameaça de que fica em acta o abandono da reunião devem ter tirado o sono a Sá Fernandes a noite passada...em contrapartida, os lisboetas e os amantes de Lisboa tiveram um sono muito mais tranquilo. Carmona Rodrigues garantiu que nunca faria de forma consciente qualquer coisa que lesasse o interesse público ou de qualquer instituição...a minha única dúvida para poder mesmo, mesmo, dormir descansada é se uma empresa de Construção Cívil é uma instituição...claro que me arrisco a, se colocar a questão aos responsáveis do Executivo, levar como resposta...Estas questões não são de simples resposta...não faço ideia se tem ou não alvará (deduzo que talvez isso me pudesse dar um bocadinho da resposta sem que o Sr. Vice Presidente e o Sr. Presidente se tivessem que cansar muito)...e não tenho ainda a resposta.
Ok, resta-nos esperar...afinal a obra ainda não está concluída...e o Presidente assegura que não comprou nenhum prédio...parece que deu autorização para que se comprasse, substituindo-se à Câmara e à Assembleia Municipal, mas isso tem alguma importância?...a gente até se comoveu com aquele tom pungente com que ele manifestou a sua tristeza pela forma como o assunto tem sido tratado. Os jornalistas, a Provedoria e a oposição são todos uns ingratos, é o que é. E maus. Que eu tenha que ter licença para arranjar o telhado da minha casa porque está a chover lá dentro e pagar por isso, vá que não vá...agora para fazer um condomínio, qual é a lógica?
Publicado por Isabel Faria às 05:51 PM | Comentários (2)
Um link
Mesmo aqui em férias recebo desafios. Um amigo enviou-me este link e um desafio. Que o visse, o publicasse e lhe colocasse comentários, que não fossem de "dona-de-casa-trabalhadora-empregada-măe-aflita com os problemas da vida" (desculpa lá, mas isto de publicar posts a pedido tem as suas contrapartidas...).
O link aqui fica. O único comentário posível é que não acredito que uma sociedade que não respeite os seres vivos possa ser uma sociedade justa. Nem que pessoas que não respeitam os outros seres vivos e a natureza possam ser criadores de sociedades justas.
Quanto ao resto...não prometo nada. É que, para mal dos meus pecados, sou isso tudo...talvez a excepção seja dona-de-casa...mas trabalhadora, empregada, mãe e aflita com os problemas da vida (olha acabei de perder umas chaves e não faço ideia como me vou safar desta...), disso não tenho mesmo como me safar...
E manda mais...aqui é tão complicado fazer posts que sempre ajuda...e uma boa causa, amigo, é sempre uma boa causa...nem preciso de me atrever...basta não me esquecer de ser coerente!!!!
Publicado por Isabel Faria às 12:10 PM | Comentários (3)
19.000 Euros
Será que li bem?!??!?! Os CTT pagaram 19.000 Euros por uma palestra de Scolari, sobre espírito de grupo?!?!?!?!?!?!
OS CTT não são públicos? Então nós portugueses pagámos 19.000 Euros para que o selecionador nacional de Futebol, já de si princepescamente pago pelo erário público, (ou mais ou menos pelo erário público dadas as relações entre federações e estado) receba mais 19.000 para ir dar uma palestra a funcionários dos CTT.
Espero sinceramente que isto não seja verdade pois a ser é mais que insultuoso para quem trabalha diariamente.
Publicado por Daniel Arruda às 11:19 AM
A justiça ás vezes funciona
O tribunal deu razão aos jornalistas do 24 Horas e mandou suspender a abertura dos computadores dos ditos jornalistas. Fez muito benm a meu ver.
Mas nesta caso há uma coisa que ainda me intriga. Onde para o inquérito urgente que foi pedido por Samapio??????? Haja vergonha.
Publicado por Daniel Arruda às 11:12 AM | Comentários (1)
Mais um acto terrorista
Sergio Vieira de Melo, representante da ONU no Iraque, foi assassinado com um
carro-bomba num acto bárbaro de terrorismo a 19 de Agosto de 2003 em Bagdá.
Buch, esperneou, esbracejou, gritou e já agora eu também critiquei com veemência tal ataque.
Por essa mesma razão não posso deixar de criticar agora com veemência o assassinato de quatro representantes da mesma organização, pelos terroristas de avião a mando do estado sionista.
Interessante é ver como os nossos governantes se calam, como na Europa miam baixinho, os que no caso do Vieira de Mello se puseram em bicos de pés.
De Buch pouco se houve talvez até faça uma critica, mas se depois deixar o micro ligado, iremos ouvir elogios.
Mas mais uma vez digo, é lamentável a postura dos nossos governantes e da restante UE.
Para quando a condenação e medidas concretas contra este estado terrorista?
Para quando a tomada de represálias económicas contra um estado que ao praticar o terrorismo o alimenta?
Publicado por António Chora às 08:31 AM | Comentários (3)
julho 26, 2006
Afinal há paraísos na terra
Pois é amigos. Encontrei por aqui um ciber e resolvi vir matar o vício.
Estou em Lamego, a descansar nesta última semana de férias antes de voltar ao "lufa-lufa" de todos os dias. Para além de estar num sítio onde tenho pouca rede de telemóvel, o que é óptimo diga-se, acordo com uma vista sobre a Régua e sobre o Douro que é impossível de descrever. Só visto. Se olhar á volta vejo vinhas, árvores de fruto, vinhas, couves, vinhas, árvores, vinhas e vinhas e mais vinhas. E sabem o que dão as vinhas. Sabem mesmo? Dão uvas e dessas uvas faz-se vinho. Licoroso e de mesa. Pois é. Estão a imaginar bem. Aqui o vosso escriba vai-se deliciando com os nectares da região. Ontem á chegada um Porto de 1962. Um néctar dos deuses. Hoje ao Almoço um vinho branco corrente que parecia mel. Mas nem só de bebida se faz a vida de um homem. A gastronomia não fica atrás do vinho. Ontem á chegada fomos a um restaurante, que também é loja de artesanato e que me delicia a cada passagem. Nem sei o que está escrito na ementa. Quando chego já sei que vou comer salpicão cozido com arroz de feijão acompanhado de pão caseiro em forno de lenha. Para quem quiser experimentar é só ir ao Mesio. Se forem pela A24 encontram-no de certeza. É o único restaurante ali. Na sua inauguração teve honras de presidente da Répública, Sampaio na altura. E tem outra grande vantagem. É barato. Com 7 Euros por pessoa comem e bebem até caír.
Por acaso hoje comprei os jornais do dia. Mas só li o desportivo. Confesso que nestas alturas em que estou de bem com a natureza e com o meu estomago opto sempre por não estragar o momento a ler notícias desagradáveis e pelo aspecto da capa dos jornais o interior não deveria trazer rosas. Egoísta??? Claro. Mas acho que mereço.
Vou passear mais um bocado. Pode ser que amanhã faça uma coisa mais séria sobre o desenvolvimento da região ou por outras palavras de algumas selvas de betão que vão aparecendo, mas hoje não. Portem-se bem, se puderem... claro.
Publicado por Daniel Arruda às 04:30 PM | Comentários (7)
Um amigo que está lá, onde tudo se passa.
Não são questões muito técnicas nem sequer opiniões no sentido mais político da palavra mas vejam aqui relatos de que está na zona circundante do conflito e que trás uma outra perspectiva das coisas.
Daniel, acho que não podias ter escolhido "melhor" sítio para passar "férias"
Publicado por Daniel Arruda às 02:03 PM
O Vasco sem Graça… Moura
Ou a graça que tem o Vasco da Moura no artigo de opinião que hoje escreve no DN, onde tenta justificar todos os ataques sionistas aos povos da Palestina e restantes países do Médio Oriente.
Nos malabarismos que todos lhe conhecemos, acusa o Hamas e o Hezbollah de organizações terroristas, esquecendo que a sua origem está na ocupação pelo estado sionista dos seus territórios, na expulsão dos povos, no envenenamento dos poços de água para obrigar á retirada dos palestinianos, com a subsequente ocupação dos terrenos por colonos judeus.
Na sua eterna paranóia anti-soviética, continua quase duas décadas depois da queda desse regime (que não deixou saudades), a fazer análise baseada na história desse regime, e nas suas posições face ao Estado de Israel.
Mas é preciso dizer que em 1948 quando todo o mundo se uniu para a criação desse estado, estavam muito longe de adivinhar, que um povo que tão mal tratado foi ao longo da história em toda a Europa, mas principalmente durante a ditadura nazi, se viria a tornar num Estado opressor sobre os seus vizinhos.
Mas tem Graça o Vasco quanto pretende deturpar a história e afirma ..”è verdade que por parte de Israel à excessos condenáreis”….”desde há décadas se deve ao mundo árabe ….uma tremenda sucessão de ataques” quando se pretende desvirtuar a história recorre-se á asneira a torto e a direito.
Que fique claro que eu reconheço o direito à existência do Estado de Israel, nos princípios e nos terrenos que lhe foram concedidos em 1948.
Que fique claro que eu entendo que muitas das acções da resistência palestiniana e árabe são acções terroristas e como tal devem ser travadas e condenadas por todo o mundo.
Mas também é necessário ficar claro que o sionismo que governa Israel, começou a ser um estado terrorista quando desencadeou acções terroristas, no inicio da década de 50 do século passado e nunca mais parou, (como mostra o ataque a civis agora no Líbano, o uso de armas proibidas etc.), o próprio Vasco sem graça afirma que aos críticos do sionismo e passo a citar…#nunca lhes fizeram mossa a componente civil dos ataques..” omite mais uma vez que o exercito sionista sempre atacou civis pois o povo da palestina nunca teve exercito.
Depois também sem Graça, mostra o que entende por democracia, ao insinuar que apenas é democrático eleger quem a administração Busch ou a EU pretendem ver no poder.
Vasco, com graça, termina numa enchurrada de diabrites anti esquerda confundido esquerda com Estalinismo, e mais grave ainda Estalinismo com nazismo no que aos judeus diz respeito, passando pelo Irão (como ele gostava do Xá da Pérsia digníssimo ditador pró-americano), e pela Síria (ditadura que só não ama por ser anti-americana) ou seja tenta fazer uma espécie de caldeirada à fragateira, para justificar o injustificável, que O Estado de Israel, governado por sionistas é um dos poucos (felizmente) Estados terroristas ao qual outros grupos terroristas respondem (a diferença é que os sionistas praticam o terrorismo com aviões tanques e helicópteros e os refugiados palestinianos o praticam com suicidas, mas as vitimas são sempre as populações.
O que tinha Graça era o parlamento europeu obrigar ao cumprimento de todas as decisões da ONU sobre aquela parte do mundo e acima de tudo obrigar ao regresso do estado sionista ás fronteiras que a comunidade internacional lhe cedeu em 1948.
Publicado por António Chora às 01:02 PM | Comentários (3)
AVÓS

Comemora-se hoje o Dia dos Avós. Não acho piada por aí além a estas coisas de comemorar dias ...mas aqui fica a nota.
O Publico de hoje (vocês desculpem, mas isto de não ter acesso livre às edições on line, condiciona-me um bocado as fones) falava nos avós que levam os netos ao McDonald’s. E que deixaram de usar manta e bengala. A propósito lembrei-me de um episódio passado há uns anos, andava o meu filho, creio, no 7º ano.
Quase todos os dias vinha de autocarro com um colega que vivia perto do Arco do Cego. Um dia, em que o fui buscar à escola, perguntei ao menino se naquele dia não vinha connosco. Respondeu-nos que não. Naquele dia tinha boleia. “O namorado da minha avó vem-me buscar hoje”, explicou.
E não querem vocês que os neo-liberias empedernidos vociferem contra o aumento da esperança de vida...
E vivam os avós...mas se não se importam eu posso não dispensar o namorado, mas prefiro quando chegar à altura já precisar de uma bengalita...sinal que me faltam muitos anos para voltar a mudar fraldas ...
Publicado por Isabel Faria às 12:36 PM | Comentários (3)
O CD que faltava

Depois de Zé Cabra, dos Excesso, do FF ou mesmo dos d'zert eis que se aproxima mais um momento alto do panorama musical mundial. Paris Hilton vai em Agosto lançar o seu 1º CD de originais.
O mundo já sabia de vários dotes desta multimilionária herdeira do império Hilton. Há pouco tempo acrescentou-se a esses dotes conhecidos o da representação com o boato de que ela seria a escolhida para fazer de Madre Teresa de Calcutá num filme biografico. Agora a lista fica completa. Ela tem outros dotes de boca (eu sei, foi machistas esta piadola) que não se importa de mostrar.
Estou ansioso. Sempre quero ver o que vai saír dali.
Publicado por Daniel Arruda às 07:11 AM | Comentários (1)
julho 25, 2006
Ou será que quem fez a lei não se rege por ela????
... "Outros há, como Paulo Portas, que apresentam um elevado número de faltas, além de um ainda mais elevado número de chegadas tardias às reuniões do plenário. De acordo com os dados da Assembleia da República, ontem divulgados pela agência Lusa, o ex-líder popular e actual deputado na bancada liderada por Nuno Melo, chegou atrasado mais de uma hora a cerca de um terço das reuniões no hemiciclo de São Bento"...
DN, ontem
Segundo o Código de Trabalho de Bagão Félix, esse ex ministro de um governo PSD-CDS na altura liderados por Durão/Santana e Paulo Portas o trabalhador deve "Comparecer ao serviço com assiduidade e pontualidade" (secção VII; subsecção I; artigo 121; 1c) e diz muito mais no capítulo faltas (SubsecçãoXI do artigo 224 a 232).
Depois disto e sabendo que o acumular de atrasos são também faltas só me resta dizer uma coisa.
Está despedido Senhor Paulo Portas, com justa causa.
Publicado por Daniel Arruda às 07:55 PM
Absentismo
A palavra competitividade está muito em moda hoje em dia. Alguém se acredita que uma empresa qualquer que seja conseguiria ser competitiva se tivesse um indíce de absentismo a rondar os 15%?????? Poderia ser viavel uma empresa que dividida em 5 secções tivesse duas delas a trabalhar a cerca de 58% o ano todo (42% de absentismo).
Posso dar de barato que o Parlamento não é uma empresa. Posso até concordar que os partidos com assento parlamentar não são secções ou departamentos de nada, mas que é uma falta de vergonha que numa sessão legislativa haja 1900 faltas disso não há dúvidas. Numa altura que se fala tanto em competitividade não fazia mal a nossa Assembleia rever as atitudes e começar por dar o exemplo.
Publicado por Daniel Arruda às 07:41 PM
Segurança ou Demagogia
A propósito de um artigo que escrevi para o Jornal da Moita e que pode ser lido em http://blocodenotas-be-moita.blogspot.com/ vem um cidadão cujo mail é jfigueira tecer algumas criticas dando a entender que a triste situação de violência com perda de vidas humanas que se passou no passado domingo no mercado da Moita tinha a ver com isso.
Resolvi pois colocar este post
O cidadão jfigueira, numa atitude incompreensível, tenta argumentar contra um artigo meu, dando a entender que se perderam vidas numa desordem no mercado municipal da Moita, por não haver posto da GNR.
Ora vamos lá a pensar em conjunto:
1) Há alguns meses atrás na Baixa da Banheira, terra que até tem posto da GNR perdeu-se uma vida de modo semelhante.
2) Se recuarmos mais uns meses, também na Baixa da Banheira repito terra que tem posto da GNR e a menos de 100 metro do dito posto, também pessoas de etnia cigana numa briga acabaram por matar um cidadão de origem
caboverdiana.
3) E se voltarmos uns dois ou três anos mais atrás também num mercado semanal, duas pessoas da mesma etnia cigana num desacato, utilizaram armas de fogo tendo um deles sido morto.
É de salientar que no caso dos mercados (semanais) e mensais sempre estão presentes patrulhas da GNR e no caso em concreto também lá estavam, é claro que não estavam no local, porque não há "bruxos".
Ao cidadão em concreto, reafirmo a minha convicção que não é por temporariamente a Moita não ter posto da GNR que tal acontecimento se deu. Reafirmo que as forças da GNR estavam no mercado exactamente com o mesmo
número de soldados que tinham aquando da existência do posto da Moita, reafirmo que para além disso, a Moita tem um posto da PSP, coisa que mais vila nenhuma do concelho tem.
Quero também esclarecer que jamais escreveria um artigo como sugere o cidadão jfigueira "pelo facto da Câmara da Moita ter deixado partir a GNR perderam-se 2 vidas", pois tal artigo seria uma mentira, as minhas criticas
à Câmara Municipal da Moita, são de ordem politica e estratégica, no que diz respeito ás opções que faz em relação ao concelho onde vivo há 45 anos e onde gosto de viver, razão pela qual tenho opiniões que penso o podem melhorar, nomeadamente para com a expansão urbanística, o melhorar e ampliar as zonas verdes nomeadamente a arborização do concelho, a requalificação urbana há muito prometida e sistematicamente adiada, e as questões ligadas com a zona ribeirinha e o aterro de sapais, o lançamento de esgotos para o Tejo, a
circulação dos mesmos a céu aberto como acontece na vila de Alhos Vedros, etc.
Utilizar um problema do tipo do ocorrido para atacar a Câmara e os seus responsáveis era no mínimo ignóbil e nenhuma das forças ali representadas o merece.
Publicado por António Chora às 03:35 PM
O paladino da verdade afinal nãopassa de um chupista
Foi há poucos meses que Manuel Alegre em plena campanha das presidenciais clamava pela dignificação das instituições. Apresentava-se então o poeta como o justo, o tal que não tem medo de nada. O honrado que nada tem a esconder ou ainda como o tal do passado limpo, sem telhados de vidro.
Afinal Manuel Alegre é um homem do sistema como tantos outros. "Chupa" o estado como pode e quando pode. Não se nega a uma reforma de 3000 euros a que tem direito, sabe-se lá porquê, devido a 3 meses de trabalho na RDP. E diz mais. Não vê razão para a rejeitar. Eu também não pelo simples facto de não ver razão para lhe ser atribuida a reforma.
Defende-se o sistema dizendo que ele só pode receber 1/3 dessa reforma pois ainda recebe o ordenado de deputado. Mas não é isso que está em causa. O que está em causa é como é que ele tem direito á pensão, mas mesmo que nos detivessemos no 1/3 como explicar aos pensionistas que sobrevivem com 200 euros ou menos e que trabalharam uma vida inteira que o poeta por 3 meses de trabalho recebe 1000 e que esses 1000 são "só" um terço do valor total.
Depois de tantas trapalhadas do espírito independente só apetece dizer. Faça de conta que tem uma cólica, peça liccença para ir á casa de banho e saía de vez da vida política. Era um favor que fazia.
Publicado por Daniel Arruda às 01:48 PM | Comentários (7)
Lá tem que ser...
Como o Daniel vai partir para a sua segunda semana de férias e, creio, ficar com um pouco de menos tempo para escrever sobre coisas sérias e chatas...e, apesar de contar com a pedalada do Manuel e do Chora, decidi, assim como quem não quer a coisa, voltar a ler jornais.
Entre uma noticia de que Rui Rio se prepara para “privatizar” o Rivoli porque dá prejuízo (a demagogia de comparar os números com o que gastou nas Escolas ou na acção social é constrangedora e repugnante) e um artigo que nos dá conta que o Presidente da Assembleia Regional da Madeira com o apoio de Alberto João criou um código de como se vestir para entrar nas instalações da Assembleia, que proíbe os repórteres e os operadores de imagem, por exemplo, de trabalharem de Tshirt e de ténis, fiquei, pelo menos, a saber que foram recolhidas as assinaturas suficientes para obrigar o Parlamento a legislar sobre a preservação da memória do que foi o fascismo em Portugal.
Por qualquer associação de ideias que poderá, eventualmente, apenas ter a ver com o Sol, a mercantilização da cultura, a demagogia aberrante de pretender que ela dê lucro e de justificar a falta de investimento e de preocupações sociais com o que nela se gasta, o atentado à memória colectiva que é alienar a história do Rivoli e o atentado à liberdade individual que constitui a criação do tal Dress Code de que falava José Victor Malheiros no Público (claro que, como o autor referia, todas as actividades têm as sua regras, incluindo as de indumentária...mas daí a um código escrito a ser usado por “trabalhadores externos” – nem só ao Deputados se refere - vai uma distância considerável...) , tornam para mim essencial a tal petição e a tal necessidade de legislar e de preservar a nossa memória colectiva sobre os crimes do regime fascista em Portugal.
Nos pequenos gestos da Direita em Portugal seja ela Rui Rio ou Miguel Mendonça, tenham eles a ver com a uniformização da cultura ou da imagem, vislumbram-se demasiados pontos comuns com um passado que importa recordar...a Petição Não Apague a Memória será entregue no início da próxima sessão legislativa.
Ciclicamente e a bem da Democracia convém não esquecer que no Porto ou no Funchal ainda existem demasiados aprendizes de feiticeiros. Todos, presume-se, com a memória muito curta. Ou talvez não. Talvez apenas com alguma nostalgia .
Publicado por Isabel Faria às 12:32 PM | Comentários (2)
julho 24, 2006
Está-se mesmo a ver
Hoje ouvi um comentador na rádio dizer que a luta entre Israel e o Libano e a Palestina era desigual pois se do lado israelita havia um exercito conhecido, com rosto do outro lado havia um exercito sem rosto e que por isso a luta era desigual e desfavorável aos israelitas. Lembrei-me por isso de um cartoon que foi lançado aquando da guerra do Iraque e que mostra bem a desigualdade. Não haveria retrato mais fiel ao potencial balístico do Hezbolah ou do Hammas que este que foi retratado para o Iraque.
Será que estes pseudo comentadores contratados pelo sistema não se enxergam das "brutidades" que dizem? O pior é que são estes sujeitos que fazem opinião.

Publicado por Daniel Arruda às 11:36 PM | Comentários (2)
Os amigos e os hospitais
Por: Manuel Carvalho
Venho de um hospital, tenho um familiar cuja saúde está em fase de degradação prolongada e irreversível. Das frequentes vezes que necessitou do serviço público de saúde este correspondeu bem. Tem sido graças a esse sistema público de saúde que a pessoa se tem aguentado com a qualidade possível à situação clínica.
Outros familiares e conhecidos tiveram problemas sérios de saúde mas, do que conheço, são positivos os exemplos que tenho para apresentar.
Por todas estas situações conheço vários hospitais, mais hospitais do que centros de saúde. É, essencialmente, sobre os hospitais e sobre o serviço que actualmente prestam que me debruço.
Quase todos os profissionais com quem tenho contactado têm mostrado uma atitude positiva e responsável.
As situações mais negativas que encontrei prendem-se com os momentos de dar as refeições aos doentes, muitos comem refeições já frias, e com a falta de animação que lhes ajude a passar o tempo.
As virtudes que ainda se mantêm no serviço público de saúde têm salvado vidas e diminuído sofrimentos. Mas estas virtudes têm diminuído perante o plano neoliberal. Os direitos dos trabalhadores têm estado sob ataque condição fundamental para atacar o próprio serviço público.
Por isso, é com gosto que vejo nos placards de corredores de algumas enfermarias cartas de utentes e de familiares que agradecem o apoio dado nos momentos da doença.
Os cidadãos até nem têm que agradecer é um direito deles, mas é bom ler que os cidadãos têm como amigos aqueles trabalhadores da saúde. É no hospital e na prisão que se conhecem os amigos.
Sabemos, que há muitos anos, os fazedores de opinião conservadores têm injectado doses constantes de ódio ao serviço público e aos seus trabalhadores. Sabemos porquê: são defensores da sua privatização. São defensores do primado do negócio do lucro de alguns à custa de muitos.
Em muitos países, nos EUA por exemplo, quando se entra num hospital perguntam-lhe logo pelo cartão do seguro. É isso que querem em Portugal.
Esse é o antagonismo que está em luta acesa e permanente. O serviço ou o lucro!
Publicado por Troll Urbano às 08:30 PM | Comentários (1)
Já o estreei.
Hoje foi dia de ir ver o treino do Glorioso. Entre duas viagens de férias (sim, amanhã arranco para Lamego para a 2ª semana de "vacaciones") tive tempo para ir ao Seixal ver um treino do meu clube. Não esperava lá encontrar tanta gente, mas soube bem. As condições são boas e tenho pena que tão belo projecto esteja manchado pelos antecedentes. Colocação em reserva Natural, destruição de uma quinta secular, atropelo ao PDM e outra ligadas á Euroárea que só serão desvendadas quando Vale e Azevedo e ALfredo Monteiro (presidente da Camara do Seixal), explicarem em sede própria o que se passou. As respostas de Vale serão breves pois o caso já está nos tribunais, quanto ao outro tenho dúvidas que alguma vez responda. Isto quando toca a autarquias a culpa morre sempre solteira.
Mas tirando isso estou feliz de o meu clube treinar aqui quase á porta de casa.
Quando a época começar vou ver se vou lá mais vezes pois espero que aí sejam à porta aberta que isto de ver os treinos pendurado na vedação a dezenas de metros de distancia não dá com nada, mas a pré época e o sossego a isso obriga.
Publicado por Daniel Arruda às 08:13 PM
Mesquinhês e tacanhês
O jogo é produzido por uma das empresas de George Lucas – a Pandemic Bioware Studios, financiada em 300 milhões de dólares por uma outra, a Elevation Partners, que tem como sócio Bono Vox, o caridoso vocalista dos U2. Bono é conhecido nos últimos anos pelas suas encenações de contra-poder, participando em concertos pela abolição da dívida aos países africanos e reunindo depois com os senhores do G8. E assim cai mais uma máscara de falso pacifista e humanizador do capitalismo.
Este é um pedaço de texto, descontextualizado, certamente mas serve para explicar uma coisa que me parece ridícula. O texto foi escrito por uma tal de Margarida Botelho, uma senhora que se diz anti globalização e que por causa de um jogo de video, mau como tantos outros, políticamente incorrecto como tantos outros se insurge comtra George Lucas e especialmente contra Bono Vox, uma das pessoas que mais tem feito por causas que acha justas. Bono nunca se assumiu como uma pessoa de esquerda. Não precisa. Bono é uma pessoa que luta por causas que ele acha justas. Ele e já agora muitos milhões de pessoas. Nunca se assumiu de esquerda porque as causas que ele defende são de senso comum. São coisas (causas) que todos nós deveriamos abraçar e para isso falar com quem tiver de falar denunciando e embaraçando sempre que necessário.
Todos menos esta senhora e o que ela representa. Para ela não há bons e maus. Há os puros e os impuros. Os puros não bebem Coca-Cola, não comem no Mc Donalds, não usam ténis da Reebok ou da Nike, não escrevem em canetas BIC, não compram electodomésticos feitos na Tailandia, não vestem roupa feita com mão de obra escrava na China, ou seja, vivem nas Berlengas e comem o que cultivam. Os impuros esses fazem isto tudo e pior. Abraçam causas gobais mesmo que sejam sem pureza ideológica só pelo simples prazer de fazer bem ao próximo.
Sem dúvida que a mesquinhez é o pior dos defeitos que o ser humano pode ter e esta senhora provou ser dona de uma boa dose.
Ah, se quiserem ler o artigo todo está aqui.
Publicado por Daniel Arruda às 07:23 PM | Comentários (1)
Tiraram o banco....
Adiava há quase vinte anos. Sempre receei encontrar uma das duas Zambujeiras. A de 1983 e ter saudades de nós. Ou a de 1987 e sentir a falta do Zé.
Durante posts e posts em que fui falando do Zé nunca lhe dei nome. A maioria das vezes usei a terceira pessoa do singular e não me dei nome a mim. Sabia que se voltasse a ver a casa azul de onde se espreitava o mar, lhe daria nome. E a mim. Na Zambujeira temos que ter nome. Não te zangues nem faças essa cara de mau. Não há como não temos nome na Zambujeira.
Não tive, especialmente, saudades nossas. Nem senti a falta do Zé. Saudades nossas tenho algumas vezes, pelo que não fomos capazes de viver. Do Zé, tenho sempre. Pelo que ele desistiu de viver. Mas sentir a falta não. Já não. Deixei de sentir a falta quando senti que estavas bem.
Tiraram o nosso banco da Praça. Melhor assim. Nunca chegámos a concluir se em 87 já não chegava ao Cabo Carvoeiro. O amor. Em 83 sabiamos que sim...qual Cabo Sardão...qual Cabo Espichel...pelo menos ao Cabo Carvoeiro e voltava...não faziamos ideia quantas vezes voltava. Mas era enorme.
De tudo o que queria só não tirei uma foto à casa da risca azul...prefiro-a naquela em que estás à porta do Dyane. Em 83.
Na casa da risca azul, quero-te lá.
Ao voltar, quando o telemovel tocou, tive a certeza que tinha estado na Zambujeira em 2006. Não senti a nossa falta. Saudades tuas, Zé, tenho sempre. Aprendi a viver com elas. Não faço ideia se ainda chegava ao Cabo Carvoeiro em 87. É bem provável que não. Sei que não devias ter desistido...não, antes de viveres. E de encontrares outros amores que chegassem aos Cabos todos e voltassem não sei quantas vezes. E te voltassem a dar vontade de não desistir. Mas quem sou eu para saber isso, não é??? para não aceitar que tivesses partido...não eras tu que me dizias que gostavas de mim porque eu nunca impunha nada...nunca...e o que isso, às vezes, custava...mas amava-te demais para ousar pensar em impôr-te o que quer que fosse. Quando se ama nunca se impõe...nunca. Creio que mostrei (mostro) isso outras vezes...só sei ser assim...
Ainda bem que tiraram o banco...e que o telemóvel tocou na viagem para cá. Gosto de estar viva. Tenho pena que tu não estejas. Mas sei que, ali, estivemos. E, sei lá, ia jurar que te vi o sorriso...E nem penses que dói ver o teu sorriso. Nunca, Zé. O que doía era quando desistias de sorrir e me fazias chorar por desistires...quando sorrias nunca doía...mesmo quando sabia que eu não cabia no teu sorriso. E soube tantas vezes que não cabia no teu sorriso.
A cascata está lá...vi-a ao longe...é, continuo uma medricas do caraças...e alturas então, nem vê-las...piorou com a idade. E também a cascata só tem piada para se tomar banho depois de se fazer amor na praia. Um dia quem sabe...por agora fica a nossa cascata. Já que nos tiraram o banco...um dia quem sabe...o amor tem destas coisas Zé, às vezes, sem mesmo a gente saber como, volta a chegar aos Cabos todos...quantas vezes te pedi para não esqueceres isso nunca...de vez em quando não me ouvias...olha no que deu...a cascata está lá e tu não podes fazer amor na praia...não podes??? Sei lá...desculpa a prvoíce. Quem sou eu para saber o que tu podes ou não podes fazer. Na praia onde estás agora.
Publicado por Isabel Faria às 06:46 PM
Um artigo a ler e reler
O texto que podem ler a seguir é da autoria de um senhor que assina como João Alfredo (Alex)e foi publicado na imprensa regional aqui da Margem Sul mais propriamente no jornal "O Rio".
Há várias conclusões que se podem tirar daqui e elas estão no final do texto pois é importante que o leiam 1º.
Como é do conhecimento geral, o Bloco de Esquerda resultou da fusão de diversos partidos políticos, com a adesão de independentes. Sabia-se que dada a irrelevância da força política dos independentes, do partido “Política XXI” e do inventivo Miguel Portas, os partidos relevantes no BE eram a UDP e o PSR, velho feudo de Francisco Louçã.
Nesta contraditória fusão, todos, inclusive a comunicação social burguesa que apadrinhava o novo fenómeno político, se interrogavam sobre o futuro político do recém-nascido: o PSR apelidava a UDP de organização estalinista e burocrática; a UDP, de cariz marxista-leninista, admiradora de Estaline e Enver Hoxha, depois de expurgar o maoísmo nos finais da década de setenta, apodava os partidários de Louça de contra-revolucionários – não esquecendo talvez a actividade teórica e prática de Leon Trotsky esse grande sabotador do movimento operário internacional.
Como foi possível concretizar-se esta fusão contra-natura? Do meu ponto de vista, só existe uma resposta: aparentemente, ambas as formações que lhe deram origem comprometeram-se prescindindo dos seus princípios fundamentais e fundadores.
Em consequência, o BE é uma formação política sem ideologia definida, como frequentemente acusa Jerónimo de Sousa?
Digo ‘aparentemente’ porque na entrevista que Francisco Louça deu ao Diário de Notícias, de 16 de Junho último, tudo ficou mais claro. Além de atacar, inutilmente, o PCP, presumivelmente porque este “…não tem ideologia” (sic), o verdadeiro alvo de Louçã foram os seus camaradas da ex-UDP, quando afirma “… na sequência da tragédia que foi o estalinismo…” (sic).
Perante tal afirmação, onde estão, Eduardo Pires, Carlos Marques, Carlos Santos, Luís Fazenda, Mário Tomé, Pisco, Manuel Martins, entre muitos outros, auto-denominados de marxistas-leninistas e admiradores do legado ideológico, político e histórico de Estaline?
Emudeceram, porquê? Têm receio de afrontar, politicamente, esse presunçoso títere da dita esquerda “alternativa e moderna”?
Renegarão, hoje, um passado de esperança e luta em que uma figura tutelar das mesmas foi um dos maiores defensores da emancipação dos povos e da construção do socialismo?
Não descortinam que a afirmação de Louça, só, tem este significado:
a ideologia do Bloco de Esquerda é o pensamento de Trotsky, da qual ele, Francisco Louça, é um dos herdeiros e os ex-UDP não são mais do que seus subalternos servis, ideológica e politicamente, isto é, simples colaboradores na gloriosa tentativa de reescrever a história, mas agora de um ponto de vista anti-operário. Pergunto: irão submeter-se os ex-UDP, agora, a semelhante criatura e renegar os seus desejos altruístas e, porque não, utópicos? Pretendem continuar a servir um BE de interesses e vaidades pessoais, de propostas parcelares risíveis, de tiques europeístas burgueses, de derivas ideológicas gelatinosas, de acções simbólicas de efeitos inconsequentes?
Ou querem regressar aos propósitos iniciais, tendo como apanágio a solidez e a clarividência ideológicas ao serviço dos explorados, contra os exploradores?
Será que querem mesmo este ‘Bloco de Interesses’?
1ª conclusão: Fica claro que para o PCP que o apanágio a solidez e a clarividência ideológicas ao serviço dos explorados, contra os exploradores é o Stalinismo. O mesmo que é negado por todos os seus dirigentes e que Joseph Stalin foi "uma figura tutelar das mesmas foi um dos maiores defensores da emancipação dos povos e da construção do socialismo"
2ª Conclusão: Fica claro neste artigo quem ataca quem e de que forma quando se chama ao coordenador de um partido esse presunçoso títere da dita esquerda (títere para quem não sabe quer dizer boneco que se faz mover por meio de cordelinhos ou engonços, para imitar os gestos humanos; fantoche; palhaço.)
3ª conclusão: Que a ausência de argumentos políticos levam ao descalabro de se atacar pessoalmente pessoas e de tentar fomentar divisionismos, que são de todo descabidos e que só podm ser explicados por um total alheamento da realidade e uma paragem no tempo, pois só alguém que parou no tempo pode defender o Estalinismo como via política e mais chamar-lhe marxistas-leninistas e admiradores do legado ideológico, político e histórico de Estaline.
4ª Conclusão: A confirmação daquilo que não é dito publicamente mas que internamente deve ser comentado de que Jerónimo de Sousa acusa o BE de não ter ideologia. So assim se explica a frase:
Em consequência, o BE é uma formação política sem ideologia definida, como frequentemente acusa Jerónimo de Sousa
Gostei do frequentemente pois indica claramente que nas reuniões internas o tema de discussão deve ser o BE , já que para o exterior Jerónimo diz normalmente que não comenta nada sobre o BE.
5ª conclusão: É que há pessoas que décadas após o assassínio de Trotsky continuam a querer branquear um assasinato dando a entender que acham que políticamente o assassinato de pessoas de ideia contrária é justificável concordando assim ainda que de uma forma encapotada com o assassinio do General Humberto Delgado cometido exactamente pelos mesmos motivos, o que nos poderia levar em última análise a aplidar alguns supostos defensores da esquerda como este tal de Alex de nacionais socialistas ou fascistas.
6ª Conclusão: São estes porta vozes do PCP, por sinal com reponsabilidades que se afirmam defensores de uma sociedade melhor, plural e democrática, mas que concordam com assassinatos, achincalhamentos em praça pública e outras barbaridades.
Publicado por Daniel Arruda às 12:39 AM | Comentários (10)
julho 23, 2006
Reclamação
Venho por este meio reclamar contra as grutas na Praia. Quando se está de férias com o nosso filho, nuna daquelas de comer hamburgers, beber refrigerantes e esquecer a sopa e as saladas, as grutas na praia só atrapalham. Não devia haver grutas na praia, quando não se tem hipótese de lhes dar serventia. Hoje encontrei uma gruta linda que, ainda por cima, tinha um barco abandonada à frente...Uma gruta linda cheinha de areia e com o mar ali ao lado...pequenina. Aconchegadita. Digam-me, quando se está na praia com o nosso filho, para que é que serve uma gruta na praia com um barco abandonado a tapar a entrada? Aconchegada, ao pé do mar e linda, ainda por cima? Alguém pode fazer o favor de me tirar as grutas da praia, faxavor? Obrigado.
Espero que o teatro que começa às 22.30h não fale de grutas na praia...ai...ai...abaixo as grutas ao pé do mar que não servem para nada quando a gente anda a comer hamburgers com os nosso filhos. Abaixo!!!
Publicado por Isabel Faria às 10:01 PM | Comentários (6)
Fados
Tou feita...ouvir a Amália a cantar as Tábuas do Meu Caixão mexe comigo. Sempre mexeu. Nunca me fez nenhuma confusão dizer que gostava da Amália. Porque sempre dissociei a Amália do que pretenderam (ou ela deixou) fazer com ela.
Agora, ligar a SIC e ouvir dizer que a Amalia nasceu a 23 de Julho na Freguesia da Pena...ver um cadito da Calçada de Santana e da Rua Martin Vaz e ficar aqui roídita de saudades de casa...quando estou de férias e a curtir as férias...só pode ser mesmo levar demasiado a sério esta história da saudade e afins Sempre achei que não devia gostar de fado...tenho ataques de fazer chorar as pedras da calçada. Lamechices, como diria um amigo meu...mas o que é que se pode fazer...se não for genético também já é defeito..Tenho o Mar...falta-me o Tejo. Tenho o Alentejo... falta-me o Castelo. Tenho o dia todo...falta-me a pressa. Tenho o pão alentejano... falta-me o Sr. do talho que é o único que sabe cortar os bifes como eu gosto...e isto tudo vice-versa...às vezes fico um cadito farta de fado...
Não sei onde meta este post...vou prpôr aos meus colegas que criem uma categoria chamada Lamechices...por enquanto, fica na música.
Ah agora vou ao Teatro. No Largo. Espero que aquilo não me venha falar em nostalgias, saudades, amores, paixões e desejos senão não respondo por mim...que fale em futebol...ou no Sócrates. Amen.
Publicado por Isabel Faria às 09:39 PM | Comentários (4)
Eu já assinei
Na vida emos sempre duas hipóteses. Ou ficar de braços cruzados ou agir. Por vezes se somarmos muitos pequenos gestos conseguimos algo maior.
Assina aqui uma petição a favor do povo libanes. Não é contra ninguém. É por alguém.
Publicado por Daniel Arruda às 12:51 PM | Comentários (4)
Não entendo
Ontem falava com uma amigo que me dizia cheio de orgulho que não tinha tempo para ler livros que não fossem técnicos. Anteontem à noite ouvi uma pessoa na televisão dizer com orgulho que não votava há mais de 20 anos. A semana passada ouvi uma pessoa gabar-se de como conseguia fugir aos impostos e ainda receber dinheiro do Estado.
Porque será que é cada vez mais normal ter orgulho exactamente naquilo que nos deveria causar maior vergonha????
Publicado por Daniel Arruda às 11:49 AM | Comentários (2)
Sei lá se é esteriótipo...

Este Sábado, o Daniel Oliveira escrevia, no Expresso, um artigo com o título Homens-objecto.
E falava sobre os estereótipos que continuam a distinguir o sexo, o prazer e os afectos no masculino e no feminino. Como pontos prévios gostaria de dizer: 1º, que este post seria muito mais fácil se tivesse mantido o anonimato, 2º que já não me sinto com idade para este post ser muito mais fácil se tivesse mantido o anonimato, .3º Que este post só é possível porque o vento não me deixa ler as partes chatas do Expresso.
Não me preocupa nada essa história de nos distinguirmos ou não na hora do prazer. Já fiz sexo, já fiz sexo apaixonada . Não posso garantir que todas as vezes que estive com alguém (já) estava apaixonada. Creio, sinceramente, que não. Aliás, eu sou das pessoas que acreditam que a paixão precisa de intimidade para florir. Pode haver atracção, pode haver curiosidade, mas quando se descobre o prazer, fazendo sexo com alguém com quem nunca se esteve, não houve tempo para a intimidade. A paixão, não está, portanto, ainda ali. Não se conhece o sabor de alguém na primeira vez que se “dorme” com alguém. E não há paixão sem sabor.
Ao longo da minha vida quase sempre me apaixonei pelas pessoas com quem tive sexo.. Quase sempre.
Não tenho nenhum problema em assumir o Quase. Tenho a certeza que o quase me deixou um sabor estranho na boca (ou na alma?). Possivelmente, nas poucas vezes que me aconteceu, saía sempre com as palavras do Sérgio cortadas a meio: “Hoje soube-me a pouco”...pelo caminho, na intimidade que não criei, ficou sempre a faltar o resto do verso... “portanto, hoje soube-me a tanto”.
Não sei se esse sabor fica ou não fica nos homens. Nem faço ideia se fica nas outras mulheres. Em mim ficou. Mas sei que isso não tem nada a ver com prazer. O sabor que a seguir ficou não impediu nem condicionou o prazer de enquanto durou. Apenas me confirmou que não o voltaria a procurar. Porque lhe faltava algo...e não me estimula por aí além ter um prazer a que falte algo...
Pelo contrário, nas vezes em que a primeira vez foi o início da paixão, acabaram por surgir sempre as palavras do Sérgio. Todas. Mesmo que ainda soubesse que faltava tudo, mesmo que ainda não conhecesse o cheiro, nem o sabor. Mesmo que não soubesse se iria haver outra vez...nos momentos a seguir, naqueles em que se está vazio de quase tudo, sabia-me, já ali, sempre, a tanto...e, aí, era a pele que o dizia. A pele e o cheiro. Já que o olhar, às vezes, se esconde de cansaço. No toque duma mão, enquanto se redescobrem as forças, está ou não a certeza se a intimidade é possível. E a paixão provável.
Aos poucos, cada vez que num qualquer lugar surgia a oportunidade de criar a intimidade / alimentar a paixão, então, a certeza de que prazer se tem quando se está disponível para ele, mas que sabe bem melhor quando se começa a conhecer a borbulhita, a ruga ou a covinha onde podemos descansar a boca e o coração, a forma como o outro respira ou a maneira como se dá, surge como um facto e não como um preconceito.
Não sei se acontece o mesmo aos homens. Nem às outras mulheres. Sei que prazer pode nada ter a ver com afecto...mas que se juntarmos as duas coisas temos aquela mistura explosiva que faz o Mundo andar...e nos faz ter um gozo do caraças em estar vivo..
Das vezes em que o afecto não veio...à posteriori, sou capaz de me lembrar dos orgasmos. Nunca mais lembrei a pele. E não. Aí, que seja estereotipo ou o raio que o parta, mas prazer a sério a gente tem que se recordar dele com pele.
Não me faz nenhuma confusão imaginar-me a fazer sexo. E a ter prazer com ele. Um orgasmo é sempre um orgasmo. Mas que um orgasmo com olhar e com pele e com palavras é um orgasmo de que a gente nunca vai esquecer, disso também aprendi a não ter dúvidas.
Não sei se se passa o mesmo com os homens...sei que a gente sente...posso garantir que soube sempre distinguir quando um homem com quem estive esteve comigo ou esteve com...uma mulher. Acho que as mulheres sabem sempre. E os homens também. Às vezes, podemos fazer de conta que não...mas é só por comodismo, por medo, por desistência, por hábito...mas saber, sabemos. Porque se sente. E senão se sente logo enquanto se faz sexo, sente-se a seguir, no toque da mão...fazer amor e fazer sexo não é a mesma coisa. E todos o sabemos. Antes de começar, enquanto dura, mas, atrever-me-ia a dizer, sobretudo, quando termina.
É assim como a masturbação. Por necessidade ou por desejo...a gente sente que não tem nada a ver...apesar de cumprir a sua missão.
Acabei de reler isto e não faço a mínima ideia se há alguma lógica naquilo que escrevi. Nem faço a mínima ideia se há alguma lógica em o ter escrito.
Nem sei se ficou claro o que verdadeiramente penso do assunto e que eventualmente pode servir de estudo para quem quer que seja...(LOL). Para que conste e ajude, então, os tais estudiosos. Sou mulher. Não me faz nenhuma confusão sexo sem paixão. Mas prefiro ter as duas coisas. Juntas. Porque ao sexo sem paixão falta a intimidade. Não me parece nada de errado nisso. Pode-se viver sem ela, creio. Apenas eu preciso de intimidade para me sentir inteira. De cada vez que a vivo sei que terei mais desejo dela na próxima vez.. De cada vez que tive um orgasmo sem ela...tive um orgasmo. Faz-me imensa confusão paixão sem prazer, sem sexo. Acho que não é paixão. Pode ser uma quantidade de sentimentos, cada um mais louvável que o outro, mas paixão, não. Talvez por incapacidade (nunca se é muito bom a falar do que não se conhece muito bem, né?) também vi que não me referi às relações de vidas. Em que as “dores de cabeça”, as dúvidas, os filhos, o trabalho condicionam não só o desejo como a forma de o viver.
Pelo que me recordo das que mais se assemelharam a isso, recordo que sempre tratei as dores de cabeça (sem ou com aspas) com analgésicos (sem ou com aspas) e as dúvidas com palavras. E que não tive oportunidade de notar muito essas diferenças de que falam os entendidos.
Também não falei do momento de “despaixão”. Aquele em que no lugar da paixão não se criou nada...e em que se fica frente ao outro como se de um estranho se tratasse. Aqui não sei como é com os homens. Nem com as outras mulheres. Comigo sei que é definitivo. Se sei que posso desejar antes de me envolver emocionalamente com alguém, ou, eventualmente, sem que isso nunca venha a acontecer, o meu desejo nunca resistiu ao processo de “desapaixonamento” (esta coisa existe?).
A memória de quando o toque da mão enchia os momentos a seguir ao amor, se o toque da mão falta, torna completamente impossível a disponibilidade para os momentos antes. Os da entrega. Deve ser das poucas coisas em que fundamentalista. O meu desejo é fundamentalista. Não resiste a comparações com ele próprio. Normalmente, nunca lhes sobrevive. E isto nada tem a ver com a duração das relações. Nem com a sua “normalidade”. Quando a paixão acabou em relações estáveis ou nas menos estáveis, o outro foi sempre o primeiro a saber. A maioria das vezes antes que eu tivesse encontrado o jantar certo para a conversa necessária....e nunca demoro muito tempo a escolher o restaurante..
Publicado por Isabel Faria às 11:08 AM | Comentários (8)
Ofensas
A ditadura já lá vai há mais de 30 anos mas o ano de 2006 há-de ficar para a história de Portugal como o ano em que dois cidadãos foram condenados pelo poder político por emitirem opinião, por um secretário de Estado que diz "tranquilo" pois a actividade sindical impõe "regras de decoro e dignidade" e que "ninguém se pode dirigir a um órgão de soberania com ofensa". .
Numa democracia o principal órgão de soberania é o povo e o 1º dever de não ofender deve vir de parte daqueles que sendo eleitos pelo povo deveriam servir o povo. Mas não. Os eleitos ofendem o povo quando consideram ofensivas duas constatações de factos emitidas por dirigentes sindicais. Nem mais nem menos.
Mas a questão de fundo aqui nem é tanto a atitude de José Magalhães em nome dos eleitos. É qu enão sei se deverei ficar ofendido com a atitude ou com a passividade com que nós povo aceitamos este atropelo á mais elementar liberdade que é a de nos podermos exprimir livremente.
Publicado por Daniel Arruda às 01:38 AM | Comentários (4)
julho 22, 2006
O ké keu posso fazer????
Como é que vocês querem que eu escreva sobre coisas sérias, se o vento não me deixa ler o Expresso na praia?
Estava a ler os truques do Sócrates para se aguentar nas sondagens e aquela porcaria voou para dentro de água...além disso ficou todo encarquelhadinho...parecia a Lili...tão a ver que a culpa não é minha????
Publicado por Isabel Faria às 06:40 PM | Comentários (3)
O Mar
Gosto dele.
Publicado por Isabel Faria às 11:23 AM | Comentários (5)
Crónica de férias nº não sei quantos
Ter o Troll entregue ao Daniel, ao Chora e ao Manuel a escreverem sobre coisas sérias, deixa-me tempo para aproveitar as férias para escrever sobre as coisas importantes da vida. Claro que não...as coisas sérias não têm que ser necessariamente as importantes.
O Sr. da Pensão que o ano passado queria casar comigo, encontrou-me agora mesmo na Padaria. Reconheceu-me, perguntou-me porque não tinha ficado na Pensão dele. Antes de ter tido tempo de lhe responder, disse-me que continuava a querer casar comigo...voltou a tratar-me por Menina, primeiro e Dótora, depois. O ano passado disse-lhe N vezes que Menina, mas pouco e Dótora nem da Mula Russa, como se diz na minha terra. O Sr. disse que, para ele, eu sou Menina e Dótora e pronto. E que quer mesmo casar comigo...não percebi se ele quer casar comigo por causa de eu ser Menina ou Dótora...presumo que nada tem a ver com a Isabel...prometi-lhe que para o ano volto a ficar na Pensão dele...e ele disse-me que continuava à minha espera. Creio que para casar.
Está um bocado mais coxo e mais empenado...mas para querer casar comigo não deve ser preciso ainda correr a maratona. Só deve ser preciso ser masoquista e distraído QB.
Secalhar para o ano penso nisso...se ele ainda andar, que os quase 80 anos não perdoam.
Também não tenho a certeza se para casar comigo é preciso andar...eu cá nem que ainda andasse quilómetros sem ficar com dores nas barrigas das pernas e nas costas, queria casar comigo...mas deve ser porque sou um cadito masoquista, mas não suficientemente distraída. Não deve ter, mesmo, nada a ver com o reumático.
Antes de se ir embora ainda disse à Sra.da padaria que os papo-secos estavam com mau ar...portanto, ver, ainda, vê. Fiquei mesmo sem perceber nada.
Publicado por Isabel Faria às 11:15 AM | Comentários (2)
O PS e o salto mortal
Por: Manuel Carvalho
O debate parlamentar sobre o chamado diploma da mobilidade foi bem elucidativo das cambalhotas dos acrobatas socialistas.
O jornal Público trouxe-nos, a 20 de Julho, o salto mortal do PS. Em Novembro de 2002, o PS criticou violentamente as intenções do então executivo acusando-o de querer criar excedentes, questionando o “princípio da dignidade humana”, a “violação do artigo 52º da Constituição”, a passagem de trabalhadores “ao quadro de supranumerários por simples alteração do quadro de pessoal”…
Agora o PS não nos trouxe o resultado das prometidas auditorias, não apresentou um único estudo sobre serviços públicos, sua distribuição e necessidades à escala nacional, sua política orientadora em função das necessidades das pessoas, da correcção das assimetrias regionais ou do despovoamento do interior.
O ministro veio falar em nome da competitividade. Competitividade é o novo nome de um Deus Maior.
O ministro trouxe-nos ainda a reafirmação de que não hesitaria em recorrer ao outsourcing para executar serviços que devem ser feitos por trabalhadores do Estado. Vergonhosamente, demagogicamente, em nome da diminuição de impostos aos contribuintes.
O PS não quer dar só um simples salto mortal, quer dar um duplo salto mortal.
Hoje o PS ultrapassou o PSD e o CDS pela direita. Sócrates, o profeta da nova religião, e os seus obedientes pastores (ou será cordeirinhos?) , impõem uma lei em que os supranumerários, ao fim de um ano, recebem ainda menos do que se fossem despedidos e estivessem no subsídio de desemprego. Assim não vai ser preciso despedi-los, vai vencê-los pela “fome”. Pela “fome” eles serão obrigados a rumar a outras paragens.
Publicado por Troll Urbano às 11:10 AM | Comentários (2)
julho 21, 2006
Amor banal
Ontem fui ao cinema.
Um filme banal. Uma comédia romãntica. Meia dúzia de lugares comuns. Uma história que pode acontecer a qualquer um.Terapia do Amor. Um amor à primeira vista sem nada para dar certo. Uma diferença de idade grande - 14 anos. Umas complicações acrescidas, pois a mãe de David é a terapeuta de Rafi, diferenças de cultura, diferenças de religião, diferenças de vivências, uma dose de humor QB e ternura. A ternura banal das histórias de amor. Mesmo das que têm tudo para não dar certo.
Uma história de amor à primeira vista, com mares enormes a separá-los que termina como todas as histórias de amor, as verdadeiras, as banais, deveriam acabar. Por amor.
Uma história que resisitiu a muita coisas no pedacinho que durou. À desarrumação dele. À casa dela. À perda de emprego. Aos amigos diefrentes. A uma "escapadela". Aos pais. Ao divórcio recente. Uma história de amor das banais. Das que contam. Das que só deveriam acabar por amor. Ela tem 37 anos e quer ter um filho. Ele tem 23 e ama-a e quer dar-lhe um filho. Quer dar-lhe o mundo todo porque a ama. Ela não pode aceitar porque o ama. Sabe que o amor não resistirá. Faz parte das coisas que a vida nos ensina. Raramente o amor resiste quando o tempo não coincide. Ela quase já não tem tempo para ter um filho. Ele tem ainda todo o tempo do mundo para não ter um filho.
Fazem amor. Nunca notaram os 14 anos enquanto fizeram amor. Ele deu-lhe o que ela há muito não tinha, disse ela à mãe dele sem saber que era a mãe dele. Ela deu-lhe a entrega que só a maturidade permite. E que ele ainda não tinha tido tempo de conhecer. Só os notavam, aos 14 anos, às vezes, na desarrumação. E na música. Nos locais onde passavam as Sextas Feiras à noite. Nas coisas sem importãncia, portanto.
Uma ano depois, na mesa dum café ela está com os amigos e ele vê-a da janela. Ela fala da vida dela e ele tinha acabado de falar a um amigo, da idade dele, que iria para El Salvador. Não faz ideia fazer o quê. Aos 23 anos, não se tem que fazer ideia do que se vai fazer para que lugar seja.
Olham-se e amam-se. Através do vidro embaciado da janela. O amor resiste a tudo, às vezes. Até a acabar por amor.
Não faço ideia porque e onde me tocou. Ou talvez faça...as histórias de amor que me tocam são sempre as banais.
As minhas são sempre banais. Por isso não lhes fujo nunca. A não ser por amor.
Mas teimo, teimo. Teimosia que a maturidade dá. Só desisto de teimar por amor. Mas nunca me apetece. Não agora.
Todas as cartas de amor são ridiculas, dizia o poeta. Sabem tão bem como a banalidade das histórias de amor. Das verdadeiras. As que contam. Fazem-nos falta. As coisas ridiculas fazem-nos estupidamente tanta falta.
Publicado por Isabel Faria às 01:29 PM | Comentários (4)
Em tudo na vida...

... há uns com tanto e outros com tão pouco. Mas como em tudo, os que menos representam sã os que mais têm e os que mais peso deveriam ter têm de se contentar com pouco.
Publicado por Daniel Arruda às 11:52 AM | Comentários (5)
O Ataque
O PCP intensificou o ataque ao BE, e tem razões para isso.
É necessário e nunca é demais, recordar aos seus militantes, que o BE é um perigo na esquerda portuguesa, não vão eles descuidar a guarda e começarem a perceber o que é verdadeiramente ser de esquerda no século XXI.
Continua este partido sem entender que à esquerda, todos somos poucos para derrotar o avanço do neo-liberalismo e de uma globalização, que em vez de melhorar as condições de vida dos povos, está a tentar tabelar essas mesmas condições pelo mínimo dos mínimos, pretendendo distribuir o que não está nas mãos do capitalismo, ou seja, pretende distribuir um valor aproximado do zero.
José Casavelha, desculpem Casanova (por fora) homem muito experiente nos milagres da multiplicação, contesta no Avante, a entrevista do Francisco Louça ao jornal Expresso, mas espantem-se as almas, não a contesta em termos ideológicos, apenas pretende fazer um jogo de Sudoku , com o total de militantes do BE, cuja revelação e muito bem foi feita na entrevista.
Esqueceu-se (será?), de explicar como é que durante anos apresentou um número de militantes do seu partido com variações de mais um ou menos um, independentemente de ter tido 45 deputados e agora estar reduzido a 12 (é verdade que é uma vitória, já foram 10), o que como todos sabemos corresponde não só à perca de eleitorado mas também de militância, veja-se a festa do Avante que cada vez mais é feita por profissionais com claros resultados na qualidade da mesma, pois o dinheiro não dá para tudo, mas à qual diga-se, apenas faltei uma vez por razões de saúde, na década de 80.
Mas voltemos ao Avante e ao Casanova, quando um ideólogo desta estripe, analisa uma entrevista de um dirigente politico de esuqerda e apenas se debruça sobre os números de militntes, das duas uma, ou o homem não percebeu nada da entrevista, (e isso seria normal pois o marxismo não é dogmático ) ou ficou boquiaberto de admiração com a qualidade da mesma, e só lhe restou jogar com os números.
Mas não nos iludamos, quanto mais justas forem as iniciativas e ou propostas do BE, na assembleia da republica, autarquias, nos sindicatos e nas CTs, maior serão as influencias junto da comunicação social para evitar as suas divulgações e maiores serão os ataques da direita e infelizmente (ou talvez não) do PCP.
PS: Eu sei que esperavam qualquer coisa sobre a selvajaria do ataque sionista ao Líbano, país que pretende seguir uma via independente e tenta ser uma democracia na região e com o qual devemos neste momento estar solidários, mas …que há quem em tudo veja coincidências há.
Publicado por António Chora às 09:56 AM | Comentários (15)
Viagra ou estado de alma?
O blog do comentador politico Pacheco Pereira, sofreu um ataque de piratas informáticos segundo o próprio anunciou.
Ao que parece, a página principal foi substituída por anúncios de Viagra.
Cá para mim, aquilo foi conselho e não ataque. È que o homem anda um pouco “murcho” nos seus comentários políticos, principalmente no que se refere à politica do eng. Sócrates.
È claro que todos sabemos que esse estado físico ou de espírito, se deve a estar o eng. a fazer a politica que ele (Pacheco Pereira) sempre desejou ver o seu PSD fazer tais como:
Ataques desenfreados aos trabalhadores função publica;
Ataques aos serviços públicos para permitir a privatização dos mesmos;
Ataques aos bolsos de todos com o aumento cego do IVA que sendo inicialmente temporário que agora é para manter.
Ataque ás pensões de reforma presente e futuras (presentes com aumento de impostos);
Anúncios de possível participação de forças militares portuguesas em todas as zonas de conflito mundiais (qual anão em bicos de pés);
A verdade é que esta é uma politica neo-liberal que Pacheco Pereira subscreve de todo em todo, mas com o inconveniente de lhe murchar o espírito pelo menos, pois o homem alimenta o ego através dos conselhos de direita que simultaneamente dá aos governos, porque para ele não há governo de direita que baste.
Já agora, que tem a dizer os arautos da desgraça dos nossos serviços públicos, bem como os que se deixaram embalar por eles de que havia funcionários públicos a mais, sobre a revelação de que afinal o total de funcionários públicos é de aproximadamente 580 000 e que tal numero não representa mais de 6% da população e pouco mais de 10% do total de empregados do país?
Publicado por António Chora às 07:49 AM | Comentários (2)
julho 20, 2006
O Avante e o Jornal do Benfica
Hoje estive a ler o Avante em versão papel. Isto é um luxo que só tenho nas férias porque no resto do ano leio a edição on-line e só no fim de semana dou uma vista de olhos á edição de papel. Não me condenem já. Eu também leio o jornal do Benfica à 6ª Feira que por outras palavras que dizer que sou um adepto de jornais tendenciosos. Gosto de os ler. O bem que me faz ao ego ler que o meu Benfica fez uma grande exibição no fim de semana quando e vi exactamente o contrário. Mas não deixa de ser verdade que se ler o artigo da crónica do jogo umas 20 vezes eu já me acredito que aquilo foi verdade e que eu é que estava a ver mal o jogo.
Mas voltando ao Avante desta semana. Para não variar dou uma vista de olhos na diagonal, assim a modos que a elimimar tudo o que diga respeito a organização interna do partido pois dessa nada sei e também não me interessa. Acredito que interesse aos militantes e é para eles que o jornal é feito, pelo menos calculo que sejam estes a maioria dos leitores. Depois numa segunda passagem vou ler os artigos político propriamente ditos, os que têm opinião e substancia. Normalmente não os encontro. Encontro ataques ao PS, muitos deles justificados e ataques ao BE. Só nesta semana foram 4 os que faziam referencia ao Bloco. Eu compreendo. No Jornal do Benfica é a mesma coisa. Tem os artigos para os sócios sobre iniciativas do clube e depois debruça-se sobre os adversários, normalmente Sporting e Porto e normalmente também em ataques mais ou menos injustificados que têm como única missão elevar ao máximo o sentimento de raiva contra os adversários.
Seguindo esta lógica posso concluir que os adversários do PCP são os outros partidos da esquerda tal como os do Benfica são o SCP e o FCP, pois também no Avante não há referencias ao PSD e oa CDS tal como no jornal do Benfica não há referencias ao Estrela da Amadora nem ao Rio Ave.
Eu gosto de quando os clubes ou partidos não se enganam nos adversários. É sinal que fizeram a opção correcta e elegeram os mais fortes como alvos a abater. Por isso defendo que o Benfica considere seriamente o Braga nesta época. Mas isso não obriga a que os adversários tenham a mesma ideia. Se calhar no jornal do Braga o adversário a abater é o Boavista ou o Nacional porque podem ser concorrentes com eles á Europa, da mesma maneira que o Bloco pode achar que os adversários deles são o PSD, o CDS e todos os que promovam políticas de direita.
Enfim, cada um lê o que quer e eu vou continuar a ler estes dois. Não sei se por masoquismo ou mero exercicio de auto-flagelação.
Publicado por Daniel Arruda às 10:08 PM | Comentários (3)
Tinha de ser
Tenho estado a pensar se o deveria fazer. A morte nunca deve ser motivo de jubilo. Não o é neste caso. Mas também não posso dizer que tenha pena. Normalmente nas homenagens costumo colocar uma foto. Calcula-se por isso porque é que esta não tem foto. Porque não é uma homenagem. É uma constatação de um facto. De que alguém morreu sem ter cumprido pena e sem ter sido julgado pelo seu maior crime. O assasinato de Humberto Delgado.
Rosa Casaco está a esta hora debaixo de terra. Já lhe devia uns anos. Nunca se arrependeu do que fez, nem uma lágrima de crocodilo sequer verteu. Não me preocupa se esta posta é politicamente incorrecta. Nunca me preocuparam essas coisas. Nunca o conheci nem sofri ás suas mão mas historicamente é uma figura que me repugna, como repugnam todos os que mataram e torturaram com prazer e convicção.
O desabafo está feito, em contra corrente com a quase desculpabilização que os "media" lhe fizeram ontem e hoje. Tinha de o fazer. Os elogios a quem é de elogios e as .... (não sei que palavra usar para semelhante ser) a quem os merece.
Publicado por Daniel Arruda às 09:06 PM | Comentários (5)
Eles são cada vez mais parecidos
15 meses depois de tomar posse o Executivo PS queixa-se no parlamento da pesada herança deixada pelo executivo PSD-PP.
Será que já vi este filme noutro lado ou é mesmo estupidez natural.
Publicado por Daniel Arruda às 09:00 PM
Crónica
Trouxe uma gaja (eu) a porra do portátil para poder fazer os posts em casa e vir aqui ligar o portátil e não ir à falência e assim...e nada...não funciona. Lá tenho que estar num de moedinhas.
Então o melhor é mesmo ir temperar as febras e preparar o churrasco e fazer a salada e mais umas coisas destas que se fazem quando se está de férias...portanto, inté. Amanhã à uma hora venho aqui ter com um senhor que me vai ajudar a pôr isto a funcionar...espero eu de que.
Como isto parece um cavalo a correr...é melhor mesmo ir.
Daniel, vê lá se dás assistência ao bé-bé, faxavor.
São servidos????
Ah, é verdade porque é que vocês puseram a pobrezinha da Ministra da Educação quase a chorar a dizer que não a deixavam falar??? Maus e feios. E os exames do 12º ano não foram nada uma trapalhada. Injustos. Os incompetentes são os ptofessores. Chatos. Tadinha. Tive pena, eu.
Publicado por Isabel Faria às 07:19 PM | Comentários (1)
Temos um Troll novo
Um pedido de desculpas colectivo. Aos leitores do Troll, aos meus colegas Trolls e ao Manuel Carvalho.
Aos leitores do Troll porque apareceu um colaborador novo e ninguém o apresentou. Aos meus colegas, nomeadamente ao Daniel, pois essa tarefa tinha-me sido atribuída democraticamente por ele (LOL) e eu esqueci-me de a cumprir e ao Manuel porque o meti aqui, tipo de paraquedas, sem dizer água vem. Mas ontem foi um fim de dia muito cansativo e "passou-se-me" completamente.
Desculpas apresentadas, o Manuel é, a partir de hoje. um dos nossos. Farta-se de gozar comigo porque venho para aqui contar a vida...portanto, caros amigos, considerem-se safos de "lamechices" tipo Isabel. Esperem por posts claros e empenhados. Tenho a certeza que não sairão defraudados.
Pela nossa parte, ficamos felizes de o ter cá. Estamos de férias e esta é uma óptima altura para ele começar...precisamos de sangue novo, caraças!!!!!
Por razões técnicas que ainda não resolvemos, o Manuel vai para já aparecer na antiga modalidade Trollina. Por:....
Brevemente pensamos cnseguir um Manuel uniformizado...isto não parece uma coisa boa, mas têm que compreender que tenho Vila Nova de Mil Fontes à espera...e não estou com muito tempo para encontrar as palavras adequadas a este momento!!!
Bem vindo, Manuel.
Publicado por Isabel Faria às 08:14 AM | Comentários (15)
Uma posta "non sense"
Havia em tempos, numa floresta longe daqui um ovo. Um ovo especial, pois era cozido. Não era estrelado nem escalfado, era cozido, daqules de têmpera rija, bem cozido, amarelado por fora devido à sua companheira de fervura, a casca de cebola. Não havia quem lhe fizesse frente. Até certo dia.
Os habitantes da floresta lembram-se como se fosse hoje. Depois de passados os tormentos do Natal, do Carnaval, dos Santos Populares nada parecia meter medo ao ovo. Mas eis que aparece o Coelhinho da Páscoa. Todas as nozes, framboesas, chocolates, gomas, chupas de Coca Cola e até mesmo os rebuçados de mentol pressentiram que tinha chegado o momento. Aquele que todos temiam. O Duelo imprevisto.
As árvores tremeram num sussuro que só a floresta pode compreender e depois fez-se um silêncio. O Ovo, esse, sabia que inha chegado o seu momento. O do tudo ou nada. Era por este momento que ele tinha esperado a vida toda, mesmo sem o desejar, mas com a certeza que ele iria chegar. Por isso a decisão estava tomada há muito. Não iria acabar como as amendoas envolto numa camada de açúcar ou como o chocolate envolto em papel prata. Não. Ele, já tinha visto demasiados ovos acabarem dentro de um qualquer folar reles ou, pior, pintado à mão numa qualquer cesta. Sabia que ia ter de lutar. Sabia também que não faria sentido esconder-se. Ainda um ano antes o seu primo tinha-se camuflado num gigante ninho de tartaruga e acabou comido pelo Splinter depois de denunciado pelo Donatello, o tal que se diz ninja ou um outro primo, ainda que afastado em 3º grau que confiou no lobo mau e por isso mesmo acabou por ser vendido à avózinha que fez dele moeda de troca para a libertação do capuchinho vermelho. Foi por isso para o centro da floresta, para uma clareira onde havia uma rocha, que ele usou para se sentar. De perna cruzada com um olhar profundo. Tinha visto o mesmo num filme com o John Wayne e foi um ver se te avias de Indios cheios de medo a fugir. Mas nem ele era John Wayne nem o Coelho era indio, mas confiava na sua sorte. Que mais lhe poderia valer?
Foi então que o Coelho chegou com a sua enorme cesta, nada amedrontado com a pose do Ovo ,avançando até ao meio da clareira. Foi então que tudo aconteceu. Robin Hood saíu da copa das árvores e pondo-se à frente do Coelho exclamou:
- Onde vais tu?
O Coelho surpreso e vendo-se rodeado de uma enorme tribo de pessoas, tocando jambé e abanando alucinados ao sabor da música, balbuciou:
- Ve.. Venh..Venho buscar o Ovo pois é quase Páscoa e o Xerife de Nothingam quer alegrar a festa das crianças da cidade.
- Nunca!!!! Só por cima do meu cadáver pois o meu rei nunca faria um cruel acto destes. Respondeu Robin.
Foi neste momento que apareceram mais de 100 coelhinhos que rodearam e cercaram a tribo do jambé que de tão tripados que estavam nem se apreceberam da companhia, continuando a dançar. Os coelhinhos que estavam equipados com pilhas duracel rapidamente entraram na festa e depois de duas cachimbadas já estavam a fazer tranças no pêlo e a venderem produtos artesanais.
Foi assim que embora rodeados de gente o Coelho e Robin se encontraram novamente sós. Frente a Frente. Sós?!?!?!?!? Então e o Ovo. O Ovo que se tinha borrado todo pela casca abaixo, fugiu, convencido que nunca mais poderia passaear de cabeça erguida pela floresta. Achava que afinal não passava de um reles Ovo de tasca. Daqueles que estão em cima do balcão e a quem se parte o rabo para descascar para depois espalhar o belo do sal fino. Sal fino não, pensou ele. Isso nunca. Partirem-me o rabo ainda vá que não vá mas sal fino????? Isso era demais. Mais valia o suicidio
Nesta altura já o Coelho e Robin se tinham entendido e iam a caminho da Roulote para comerem um cachorro e beber uma fresca. Neste caminho passaram por uma cana de pesca, o local escolhido pelo ovo para pôr fim à sua existência e ao verem o Ovo, já em cima de um banco com o fio de pesca preso á casca tremeram. Olaharam-se por breves instantes e ambos sabiam que não podiam permitir semelhante acto. Foi entam que se lançaram. O Robin ao Ovo e o Coelho à cana e num gesto simultaneo e não estudado, para virarem o estendal do avesso estatelando com isso o Ovo no chão. Acabaram os 3 embrulhados, naquilo que parecia uma luta fraticida pela sobrevivência e quando se levantaram toda a floresta temeu que o fim de algum dos heróis estava próximo. Mas não. Uma vez de pé eles abraçaram-se com a certeza que estavam felizes por estarem juntos, livres e salvos. Decidiram ir todos para a roulotte e nunca mais deixaram de ser amigos.
Consta a lenda que ainda hoje vivem na floresta, que os jambés ainda tocam e que os coelhinhos duracel ainda não perderam a pedalada.
Vitória, Vitória, acabou-se a história.
Publicado por Daniel Arruda às 01:55 AM | Comentários (3)
Lista plural derrota ortodoxia no SINTTAV
Por: Manuel Carvalho
As eleições para a direcção do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações e Áudio Visuais deram a vitória à lista A, uma lista plural de esquerda, com 75% dos votos. A lista da ortodoxia teve cerca de 25% dos votos e venceu apenas no distrito de Aveiro. Trata-se da segunda derrota da linha Jerónimo de Sousa no movimento sindical.
O SINTTAV, que representa maioritariamente os trabalhadores da PT, tem vindo a crescer através de um esforço de apoio e sindicalização dos trabalhadores das empresas empreiteiras, de call-centers e de trabalho temporário. Empresas onde a exploração é brutal e o emprego de jovens é dominante.
Vários dirigentes deste sindicato têm-se destacado na luta contra a precariedade com resultados positivos conseguindo que muitas centenas de jovens tenham passado de precários a efectivos. Talvez tenha sido este trabalho que propiciou a expressiva vitória.
Acima de tudo é interessante verificar que há sindicalistas, em particular jovens, que têm espírito aberto para enfrentar a luta de classes, que acreditam nos trabalhadores e nas suas energias e que, por fim, não se remetem ao estatuto de “pessoa importante” sentada no seu cadeirão cumprindo [às vezes] burocraticamente o horário sindical. Sindicalistas que entendem o sindicato como órgão dos trabalhadores, que vão aos locais de trabalho e compreendem a importância de apoiar os que – nos locais de trabalho – dão a cara e assumem a luta. Estes serão o futuro do sindicalismo.
Publicado por Troll Urbano às 12:08 AM | Comentários (4)
julho 19, 2006
Às vezes tem que ser...um poema
Hesito sempre quando me apetece deixar aqui um poema. É assim, sei logo que tenho menos um leitor... desde a minha pré-história no Troll que ando a tentar convencer o meu colega de Blog a gostar um bocadinho de poesia sem ser musicada...a pré-história de Troll já foi quase há um ano e ainda não consegui...(sou um desastre na arte de convencer).
Mas, de vez em quando, não resisto. Normalmente não é por razão nenhuma. Hoje nem é por o Troll estar quietito porque o Daniel está farto de trabalhar...é porque tem que ser. E quando tem que ser não é um poema. È o poema. Hoje tinha/tem que ser este.
Procuro-te, de Eugénio de Andrade.

Procuro a ternura súbita,
os olhos ou o sol por nascer
do tamanho do mundo,
o sangue que nenhuma espada viu,
o ar onde a respiração é doce,
um pássaro no bosque
com a forma de um grito de alegria.
Oh, a carícia da terra,
a juventude suspensa,
a fugidia voz da água entre o azul
do prado e de um corpo estendido.
Procuro-te: fruto ou nuvem ou música.
Chamo por ti, e o teu nome ilumina
as coisas mais simples:
o pão e a água,
a cama e a mesa,
os pequenos e dóceis animais,
onde também quero que chegue
o meu canto e a manhã de maio.
Um pássaro e um navio são a mesma coisa
quando te procuro de rosto cravado na luz.
Eu sei que há diferenças,
mas não quando se ama,
não quando apertamos contra o peito
uma flor ávida de orvalho.
Ter só dedos e dentes é muito triste:
dedos para amortalhar crianças,
dentes para roer a solidão,
enquanto o verão pinta de azul o céu
e o mar é devassado pelas estrelas.
Porém eu procuro-te.
Antes que a morte se aproxime, procuro-te.
Nas ruas, nos barcos, na cama,
com amor, com ódio, ao sol, à chuva,
de noite, de dia, triste, alegre - procuro-te.
Publicado por Isabel Faria às 06:27 PM | Comentários (4)
Em Portugal
Ficámos ontem a saber, que um país civilizado da Europa esta dependente de uma ponte. Se a ligação da ponte de Vila Real de Sto António for interrompida não existem alternativas para os transportes de mercadorias num raio de largos Km, ou seja, os algarvios estão lixados com F grande se um dia aquela ponte for abaixo.
Publicado por Daniel Arruda às 03:47 PM | Comentários (3)
A saga continua
Palavras para quê?
As promessas de que as alterações teriam efeito a partir de 2017, quando, pelo menos, todos os contribuintes que entrassem na Reforma já tivessesm iniciado a sua vida activa após o 25 de Abril, foi mais uma das que ficou por cumprir.
Com as alterações já a partir do próximo ano, dentro de 25 anos as reformas deverão baixar 23%.
Entretanto o Governo continua em alta nas sondagens. Creio que temos que reconhecer que á Oposição de Esquerda está a faltar capacidade de desmontar a politica anti-social do Governo. .Estas medidas e o maior despedimento colectivo que se avizinha logo após as férias, com a anunciada reestruturação da Administração Pública, têm que ser denunciadas e têm que ser mobilizadoras. Não se trata apanas de opções políticas com as quais não concordamos. Trata-se do nosso presente e do nosso futuro. O que é que está a falhar para que o Governo perca o estado de graça?
Sabemos das capacidades da máquina de propaganda do Governo e, nomeadamente, do Primeiro Ministro. Sabemos das ajudas da maioria da Comunicação Social. Sabemos, sobretudo, do peso da mensagem de inevitabilidade que se está a conseguir passar. Mas não temos como cruzar os braços...uma mentira mil vezes repetida continua a ser uma mentira. O futuro da Segurança Social não passa pelo aumento do desemprego. Não é necessário saber muito de economia, basta saber um pouco de lógica.
Publicado por Isabel Faria às 01:56 PM | Comentários (2)
Um "off the record" embaraçoso ...
... ou então é assim que se decidem os destinos do mundo????
A conversa também está publicada no The Independent e a tradução que para aqui copio está aqui. Divirtam-se
Bush: Oi, Blair. Como é que vai? (Será que ele vê o sr. Blair como um igual? Que tal 'Oi, Tony?')
Blair: Estou só...
Bush: Vai-se embora?
Blair: Não, não, ainda não. Nesta coisa do comércio... (inaudível) (Blair está a ficar ansioso porque a questão da Organização Mundial do Comércio está a ficar de lado, porque algumas nações, incluindo os EUA, estão a pôr os interesses particulares diante do acordo de livre comércio).
Bush: É, eu disse ao homem.
Blair: Está a pensar dizer isso aqui, ou não?
Bush: Se quiser que eu diga.
Blair: Bem, é só que se a questão aparecer...
Bush: Só quero algum movimento.
Blair: É.
Bush: Ontem não vimos muito movimento.
Blair: Não, não, pode ser que não, pode ser que seja impossível.
Bush: Estou preparado para dizer isso.
Blair: Mas acho que precisamos ser uma oposição...
Bush: Quem vai apresentar o comércio?
Blair: Angela (A chanceler alemã, Angela Merkel, que dirigiu a discussão do comércio. Isso é bom para Blair. Ela está do lado dele.)
Bush: Diga-lhe para chamá-los.
Blair: Sim.
Bush: Diga-lhe para pô-los em foco. Obrigado pela camisola. Foi muito simpático da sua parte.
Blair: É um prazer.
Bush: Sei que a escolheu pessoalmente.
Blair: Ah, sim, de facto (inaudível)
Bush: E o Kofi? (inaudível) A atitude dele para um cessar~fogo e tudo o resto ... acontece. (Mudança de assunto. Agora, eles estão a falar do Líbano e do secretário-geral da ONU, Kofi Annan)
Blair: É, não, eu acho que o (inaudível) é realmente difícil. Não podemos parar a menos que consigamos este acordo internacional.
Bush: É. (Blair está a tentar passar a ideia de uma força de paz da ONU no Líbano. O 'É' de Bush não soa a um acordo muito convicto)
Blair: Não sei do que vocês falaram, mas, como disse, estou muito feliz por tentar ver o que acontece no terreno, mas é preciso andar rápido, de outra forma vai entrar numa espiral. (Quer dizer: Por favor, George, deixe-me ir ao Médio Oriente e ser um estadista mundial')
Bush: Acho que a Condi vai lá muito em breve. (Quer dizer: 'Não')
Blair: Mas é, é, é só o que interessa. Mas se... está a ver, vai ser preciso tempo para reunir tudo. (Quer dizer: 'Ó vida, está bem, não queres que eu vá. Foi só uma ideia')
Bush: Sim, sim.
Blair: Mas pelo menos dá às pessoas...
Bush: É um processo, concordo, eu disse-lhe (a Condoleeza) sobre a sua oferta de... (Quer dizer: 'Desiste. Tu não vais.')
Blair: Bem... é só que, quero dizer... se ela tem... ou se ela precisar de ter o terreno preparado... Porque é óbvio que se ela vai lá, tem de ter sucesso, enquanto que eu posso ir lá e só falar.
Bush: Veja bem, o ... a ironia é que o que eles precisam é fazer com que a Síria force o Hezbollah a parar de fazer esta merda e acabou-se. (Bush expressa a sua convicção de que a Síria está a puxar os cordelinhos do Hezbollah, enquanto que Blair insinua que os sírios podem estar a preparar alguma confusão)
Blair: (inaudível)
Bush: (inaudível)
Blair: A Síria.
Bush: O quê??
Blair: Porque acho que isto é tudo parte da mesma coisa.
Bush: É.
Blair: O que é que ele pensa? Pensa que se o Líbano ficar bem, se conseguirmos uma solução para Israel e a Palestina, se o Iraque seguir o caminho certo... (Aqui, eles podem estar a falar sobre Kofi Annan, ou podem referir-se ao presidente sírio, Bashir Assad)
Bush: Sim, sim, ele é um querido. (Bush está provavelmente a ser sarcástico)
Blair: Ele é um doce. E é tudo sobre isso. O mesmo com o Iraque.
Bush: Estou com vontade de dizer ao Kofi para chamar, para telefonar ao Assad e fazer acontecer alguma coisa.
Blair: É.
Bush: (inaudível)
Blair: (inaudível)
Bush: Não estou a culpar o governo libanês.
Blair: Isto está...? (neste ponto, Blair toca no microfone em frente dele e o som é cortado.)
Publicado por Daniel Arruda às 01:46 PM | Comentários (2)
Um silêncio elucidativo
Neste blog falou-se várias vezes das eleições do SPGL. Porque houve quem tivesse um mau perder terrível e muito pouco democrático.
Depois de dezenas de ameaças, de calúnias, de difamações, parece afinal que a montanha pariu um rato. Não se passou nada, não aconteceu nada e a viola foi metida no saco.
Pessoalmente acho que um pedido público de desculpas de todos aqules que fomentam as divisões quando os resultados não lhes agradam não ficava mal, mas como isso é improvável fico com o silêncio que é bem elucidativo do que se passou. Só espero é que não estejam na sombra a criar um sindicato amarelo como é normal quando perdem umas eleições.
Publicado por Daniel Arruda às 01:16 PM | Comentários (6)
Paz, Peace, Paix, Pace, Frieden, Shalom, السلام... PAZ!
Depois de ver a posta da Isabel sobre os miúdos a jogar á bola estive a ver uns desenhos animados com o meu. Estava a dar a Sakura, um desenho animado japonês como tantos outros, em que o personagem busca felicidade para ele e para os outros Tal como em tantos outros desenhos animados, o mal é sempre vencido e o amor o vencedor, como na esmagadora maioria deles. Ao ver este desenho animado estava a pensar como o mundo poderia ser bonito se isto fosse verdade.
Esta noite ao jantar fui incapaz de explicar de uma forma racional ao meu filho o que se estava a passar no Médio Oriente. Não consegui explicar as bombas, os corpos mutilados, as crianças nos hospitais, as casas destruidas nem o ar satisfeito dos comandantes da guerra. Como se explica racionalmente as coisas irracionais? Como explicar que o seu mundo, o da Sakura, mas também o dos Digimons ou do Oliver Benji, não passa de uma pura ficção em todos os aspectos. Que os Homens na realidade fazem é guerra, que destroem, que não se respeitam. Que no seu mundo não há petróleo, interesses económicos, invejas e religiões e que no mundo real não há amor nem fraternidade pois nesta sociedade que vivemos isso é considerado incompatível. Como lhe vou conseguir explicar que aquilo que lhe ensino não é o que é praticado pelo mundo sem caír no "ridículo" de lhe dizer que luto por um outro mundo e pior, que acredito que esse mundo só será possível se ele e muitos "eles" o fizerem nascer.
A ele e a todas as crianças que podem ter uma visão do mundo sem guerra cabe a hércula tarefa de fazer um mundo melhor. É às próximas gerações (sem nos desligarmos das nossas obrigações agora) que temos de passar a mensagem...
...GIVE PEACE A CHANCE...
...enquanto ainda há tempo ( e Mundo).
Publicado por Daniel Arruda às 12:23 AM | Comentários (2)
julho 18, 2006
Mais logo...
Há 16 anos, que pensava que este dia iria chegar. Imaginou o que iria sentir. Como iria começar. O que teria que dizer. Cada vez que o olhava nos seus olhos verdes, sabia que quando o dia chegasse, não teria o direito de lhe fugir.Porque tinham ficado demasiadas cois