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julho 17, 2006
Com muros não há paz
Ontem em Tavira, o representante da Autoridade Palestiniana junto do Parlamento Europeu, Abdel Athie, resumia nalgumas frases a estratégia de Israel para prolongar a guerra. Israel ao negar a existência, no lado palestianiano, de interlocutores, prolonga e alarga a guera infinita. Para se construir a paz é necessário falar. Israel teima em fazer passar a imagem de que não tem com quem falar.
Para Israel, Arafat, segundo as palavras de Abdel Athie, tinha poder mas não tinha vontade. Mahmud Abbas tem vontade mas não tem Poder, dada a vitória do Hammas. E com o Hammas não é possivel negociar, acrescenta. Israel esquece-se que o Hammas ganhou as eleições. Está democraticamente no Poder. Pode-se não concordar com ele, como reconhecia, Abdel Athie dizendo que não era o seu Partido, mas é legitimamente o representante do Povo Palestiniano..
Eleito em eleições que a Europa pagou. O representante da Autoridade palestiniana diria a dada altura da sua intervenção, que a Europa tem o dever de pressionar Israel a negociar a paz com os representantes eleitos, em eleições que a Europa pagou. Talvez seja esta junção de ideologia e de pragmatismo que ajuda a tornar as coisas claras...e a não cruzar os braços. Israel não quer a Paz. A Paz no Médio Oriente passa pela paz na Palestina. Tudo o resto, só virá depois. E o resto é, neste momemnto, tudo. O Irão, o Paquistão, o terrosrismo, o Libano, o Iraque, as ditaduras do Médio Oriente, a paz no Mundo.
Não vale muito a pena clamar pela Paz e permitir que continuem sem resposta os que só vivem da Guerra. E que têm nomes.
No Sábado à noite, numa jornada pala paz em Tavira, com uma frase de George Lennon como lema: Give peace a chance, esteve também presente a Presidente do Partido de Esquerda israeleita, Meretz, que interveio ao lado de
Abdel Athie. Esta não é uma guerra entre povos.
Na noite quente de Tavira, longe de Gaza, do barulho das bombas e das lágrimas - "a vossa música é bonita, infelizmente na nossa terra só temos direito a uma nota, ao barulho das bombas e dos bombardeamentos".diria Abdel Athie, no inicio de sua intervenção e depois da música dos Kumpania Algazarra - a certeza de que esta não é uma guerra entre dois povos que querem ter o direito de existir. E a certeza de que para a Esquerda, a Guerra nunca pode ser a solução. Às vezes, foi um caminho. Nunca será a solução. E que os Muros nunca trarão a paz. Seja em que lugar e sob que justificação forem edificados.
Publicado por Isabel Faria às julho 17, 2006 01:15 PM
Comentários
Isabel, tinha deixado um comentário, neste teu escrito, mas na versão dois, pois tinha sido pulicado duas vezes.
Verifico agora que já só está uma delas e que a outra voou com o comentário.
Não o vou repetir, mas remeto-te pra o "estounaseta", onde, com a devida vénia, achei por bem transescrvê-lo.
Publicado por: josé palmeiro às julho 17, 2006 05:26 PM
Isabel, tinha deixado um comentário, neste teu escrito, mas na versão dois, pois tinha sido pulicado duas vezes.
Verifico agora que já só está uma delas e que a outra voou com o comentário.
Não o vou repetir, mas remeto-te pra o "estounaseta", onde, com a devida vénia, achei por bem transescrevê-lo.
Publicado por: josé palmeiro às julho 17, 2006 05:27 PM
Excelente, Isabel.
«A Guerra nunca pode ser a solução»
E esta escalada actual, assustadora, que nem se vê onde vai ter, é o oposto de uma solução é pelo contrário o agravar cada vez mais um problema.
Estou muito preocupada.
Publicado por: Emiéle às julho 17, 2006 05:27 PM
José, desculpa. Os posts tinham entrado a dobrar, apaguei um e possivelmente indavertidamente apeguei o teu comentário. A Weblog continua a dar-nos dores de cabeça...
Obrigado, Émiéle. Acredita que foi dos momentos mais enriquecedores deste fim-de-semana. Ver um representante palestiniano e uma israelita a falarem a mesma linguagem. A da paz.
A preocupação passou por Tavira, como o Daniel faz refer~encia noutro post. Estas escaladas até se pode saber onde começam...nunca se sabe onde acabam.
Publicado por: isabel faria às julho 17, 2006 07:33 PM
"Israel não quer a Paz" diz a Faria. Em Israel há partidos que não querem a paz, os da social-democracia e os da direita. Mas há partidos - o comunista por exemplo - que quer a paz. E que dialoga com os partidos libanenes e palestinianos que querem a paz. Todos os anos, na Atalaia, juntam-se lá vários partidos israelitas, palestinianos, libaneses, sírios, iranianos iraquianos, etc. em debates, com os participantes da Festa, - e alguns deles até são inscritos na Internacional Socialista! - onde apesar das diferenças, convergem numa coisa: o reconhecimento dos dois Estados, o direito de cada povo à sua soberania. Foi esta gaja a Tavira, mas continua a dizer estas barbaridades! Burro velho não aprende, mesmo!
Publicado por: Margarida às julho 18, 2006 11:01 AM
Maggy, estava com saudades tuas. Era para te responder mas como não leste o texto até ao fim não deves ter visto que a "faria" tb falou sobre a representante israelita do Meretz que é pela paz.
Mas como boa burra velha não queres aprender. Já agora diz-me os partidos Libaneses, sírios e Iranianos que vão ao Avante. Basta dizeres os nomes.
Publicado por: Daniel Arruda às julho 18, 2006 12:56 PM
Vão tambem de Cuba, da Coreia do Norte da China, é tudo boa gente....
A pitonisa tem andado pelo blogue do Fernando de Viana do Castelo, sabes Daniel como nas últimas eleições o PCP tem tido quebras significativas no eleitorado do distrito de Viana, a pitonisa, resolveu ir vender o seu peixe para essas paragens....
Publicado por: a.pacheco às julho 18, 2006 02:16 PM
Há esqueci-me e do partido comunista do Vaticano,que faz questão de ter uma banquinha para vender santinhos....
Publicado por: a.pacheco às julho 18, 2006 02:18 PM