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julho 29, 2006

Descanso

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Gosto de não saber a história do barco abandonado. Nunca saberei se o barco chegou ou não chegou a partir...se foi trazido pelas ondas ou nunca chegou a ser levado por elas...se repousa num porto seguro depois de cansado de viagem ou se de tão cansado não chegou a partir. Se encontrou motivos para ficar. Ou se deixou de os encontrar para partir. Como não percebo nada de barcos, não sei se é um veleiro a que tiraram as velas, se um barco de piratas a quem o Alentejo conquistou, se um barco de pesca que se cansou de pescar...não me parece que esteja abandonado, Acho que as ondas, as gaivotas e algumas,poucas, pessoas que se atrevem a descer as rochas, lhe fazem companhia. Apesar de não lhe conhecer a história, acho que é feliz. Tem ar de ser um barco feliz. Portanto, não abandonado. Descansa apenas...perto de casa.

Publicado por Isabel Faria às julho 29, 2006 05:20 PM

Comentários

Concordo, basta o barco, o resto da história é nossa, só nossa, e como é bom inventarmos Histórias.

Publicado por: josé palmeiro às julho 30, 2006 12:14 PM

Pois é, José. Não me apetece que a história seja triste...quero fazer uma só para mim. Que mete piratas e amores perdidos no Alentejo e corridas pelas dunas e Sol e sobretudo mar, ou não fosse de um barco que se tratasse...
E hei-de dar-lhe um nome...aliás, já tem um nome. Mas é o meu segredo. faz parte da minha história e não posso dizer...desculpa.

Publicado por: isabel faria às julho 30, 2006 05:37 PM